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Categoria: Maranhão


09:04 · 11.03.2014 / atualizado às 09:04 · 11.03.2014 por

Estive em São Luis, capital do Maranhão, apenas uma vez. E isto já faz bastante tempo. O que, felizmente, não apagou da memória o que vi e senti ao visitá-la. Cidade fundada por franceses, mas que acabou sendo colonizada por portugueses, que trouxeram para o local a beleza da arquitetura de seu país, nos presenteia com um riquíssimo centro histórico, com casarões de fachada de azulejos e muita história para contar.

Casarões no Centro Histórico de São Luís Foto: Roseni Costa
Casarões no Centro Histórico de São Luís Foto: Roseni Costa

Lembranças que voltaram à mente com o relato que recebi da leitora Roseni Costa, que esteve recentemente por lá e mais uma vez divide suas experiências com a gente. Como ela mesma fala, “conhecer São Luis é como ler a historia do Brasil em cada esquina”. Caminhar por suas ruas estreitas, várias ainda com paralelepípedos, e subir e descer as muitas ladeiras confirma suas impressões.

Cidade de muitas ladeiras e histórias Foto: Roseni Costa
Cidade de muitas ladeiras e histórias Foto: Roseni Costa

Tombado pelos patrimônios histórico estadual e mundial, e outrora conhecido por Praia Grande, além da beleza das edificações, o Centro Histórico reserva ainda um mercado onde se encontra delícias da cozinha regional, a exemplo de camarão seco e frutas, e, como destaca Roseni, a tiquira – bebida de cor lilás, feita a base de mandioca e de alto teor alcoólico, produzida no Interior do Maranhão. Também não se pode deixar de experimentar o arroz de cuxá e a torta de sururu. Aliás, se come muito bem por lá!

É no mercado público onde se encontra delícias da cozinha regional Foto: Roseni Costa
É no mercado público onde se encontra delícias da cozinha regional Foto: Roseni Costa

Ruas com nomes curiosos, como do Passeio, dos Prazeres, do Sol e dos Afogados só podem mesmo guardar lendas e casos interessantes. Uma delas vem da Fonte do Ribeirão. A mais conhecida, recorda nossa leitora, é a de uma enorme serpente adormecida que cresce aos poucos no subsolo, cuja cabeça se encontra nessa fonte e a cauda abaixo da igreja de São Pantaleão. Reza a lenda que no dia em que a cabeça da criatura encontrar a cauda, o animal acordará e destruirá a ilha de São Luis.

A lendária Fonte do Ribeirão Foto: Roseni Costa
A lendária Fonte do Ribeirão Foto: Roseni Costa

A cidade é também uma terra de saberes. Ao visitar o Convento das Mercês, construído em 1654, descobrirá que o lugar já foi casa de estudo de latim, grego, filosofia e religião. Hoje funciona como sede da Fundação da Memória Republicana.

A bela fachada do Convento das Mercês, construído em 1654 Foto: Roseni Costa
A bela fachada do Convento das Mercês, construído em 1654 Foto: Roseni Costa

Berço de grandes de poetas, que contavam em versos a beleza das praias, praças e escadarias da cidade, São Luís também ficou conhecida como a Ilha do Amor. Quem não se lembra da Canção do Exílio, do maranhense Gonçalves Dias? “Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá, não permita Deus que morra sem que volte para lá…” E não é que deu vontade de voltar…

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