No planejamento das férias, como diversas vezes eu já abordei por aqui, há a necessidade de uma programação financeira, e parte dela diz respeito à quantia que você precisa levar para gastar durante o período que pretende ficar fora de casa. Aí vem a dúvida: como levar o dinheiro para pagar as despesas?

Quando a viagem é internacional, as opções mais comuns são: papel-moeda, cartão de crédito e débito, cartão pré-pago e cheques de viagem (traveller checks).
Carregar apenas dinheiro vivo não é uma boa ideia, obviamente por questão de segurança, mas é sempre bom ter uma quantia em papel em mãos, principalmente no início da viagem, ao chegar ao destino, para bancar pequenos gastos, como transporte, telefonemas ou mesmo um lanchinho.
Mas qual desses meios de pagamento é o mais indicado para levar? Em minha opinião, combiná-los é a forma mais adequada e segura de levar dinheiro enquanto você viaja. Assim, quando um não funciona você tem outras opções. Mas você sabe quais as características de cada um deles e como utilizá-los? Confira abaixo as dicas:
Papel-moeda (dinheiro vivo)
A compra geralmente é feita em casas de câmbio, pagando a cotação “turismo”. As moedas mais utilizadas por brasileiros que viajam para o exterior são o euro e o dólar. Mas é interessante pesquisar, já cheguei a encontrar diferença de até 3% entre um local e outro.

Ao comprar moedas estrangeiras pesquise a cotação entre as casas de câmbio
Mesmo que o país de destino trabalhe com outra divisa, não vale a pena comprá-las por aqui, sua cotação tende a ser elevada em razão da pequena oferta. Nesse caos, para comprar a moeda local, leve então o dólar ou o euro e troque, em cada país, à medida que precisar.
Mas atenção: fuja das casas de câmbio em aeroportos. Nesses locais, troque apenas a quantia necessária para as despesas iniciais. Lembre-se que lugares de grande circulação de turistas (um outro exemplo são os hotéis) não possuem uma boa cotação na hora da troca e você pode perder dinheiro.
Um outro ponto a considerar e pesquisar: as operações de câmbio incorrem em cobrança de taxa que varia entre cada instituição, podendo ser fixa ou um percentual sobre a operação. Há inclusive aqueles que não cobram nada, portanto é por elas que você deve optar.
Cartão de crédito
Já fiz um post bem extenso só sobre os mesmos. Clique aqui e confira!
Porém, uma dica importante: antes de sair do Brasil, avise o banco emissor. Para evitar fraudes e garantir a sua segurança, todas as transações que fogem do seu padrão tradicional de uso são analisadas com maior detalhe e podem demorar mais para serem liberadas, quando não bloqueadas.
Além disso, para evitar dor de cabeça durante a sua viagem é importante verificar alguns dados do cartão como, por exemplo, o limite e a data em que expira. Informe-se, também, sobre os números de atendimento de emergência e carregue-os sempre com você.
Procure se saber ainda sobre como proceder em caso de perda ou roubo do cartão. Dependendo da situação, o emissor pode enviar um novo em até 48 horas.
Cartão de débito
Atualmente, os bancos permitem o uso do cartão de débito para realizar compras no exterior, mas para isso pode ser cobrada uma tarifa de transação a critério de cada instituição. Assim, antes de sair de casa, verifique com o seu banco se este serviço está disponível.
Você também pode sacar dinheiro, em moeda local, com cartão de crédito ou débito, o que é sempre bom em uma eventualidade. No caso dos cartões de débito, é preciso pedir ao banco que habilite o serviço antes. Saiba que também pode ser cobrada uma taxa em cada operação.

Cartões de débito e crédito permitem saques no exterior
Mas fique atento, assim como acontece com os cartões de crédito, sobre o uso do cartão de débito no exterior também incide IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Dessa forma, vale fazer as contas, considerando a taxa do banco e a cobrança do imposto, para saber se compensa sacar.
A boa notícia é que o câmbio utilizado pela instituição para converter as compras ou saques, a serem debitados da sua conta aqui no Brasil em reais, é bem próximo da cotação comercial, mais em conta que a turismo.
Se informe também sobre o uso de senhas para não passar sufoco na hora de sacar.
Mesmo que você não vá usar, é importante saber que pode contar com esta alternativa em situações de aperto.
Assim como no cartão de crédito, procure se informar sobre como proceder em caso de perda ou roubo do cartão.
Cartão pré-pago
Trata-se de um cartão magnético, conhecido como Travel Money, que o viajante adquire aqui no Brasil, já carregado com a quantidade em dinheiro que pretende levar. Ao receber o cartão, você ganha uma senha, com a qual poderá fazer saques em diversos países, além de poder utilizá-lo para fazer compras. Estes cartões podem ser carregados em euros, dólares e, mais recentemente, em libras. A cotação utilizada é a “turismo”.
Os saques são feitos em caixas eletrônicos (geralmente com bandeira PLUS). Se a moeda local for diferente daquela carregada no cartão, a troca é feita pela taxa de câmbio do dia. Esse meio de pagamento é interessante porque proporciona segurança e evita o desconforto de estar levando dinheiro em papel-moeda.
Além disso, via de regra, ele oferece custos mais atrativos, pois não é cobrado IOF nas transações ou taxa por compra efetuada (apenas quando você carrega o cartão), com exceção do saque, para o qual debitada uma tarifa é de 2,50 (na moeda adquirida no cartão) por transação.
Se ao retornar o cartão ainda tiver saldo, este poderá ser mantido para uma próxima viagem ou sacado em reais, de acordo com as normas cambiais vigentes.
Cheques de viagem
Aqui pra nós: depois do surgimento dos cartões de débito, eles ficaram um pouquinho fora de moda. Porém, ainda são bastante comuns nas viagens ao exterior. Além do que é também uma forma segura de levar dinheiro para a viagem, pois seu valor só é reconhecido depois que é assinado.

Cheques de viagem também são uma forma segura de levar dinheiro
Quando você os adquire no banco (mediante a apresentação de RG, CPF, passagem aérea e passaporte) deve assiná-los e, na hora de trocá-los, no país de destino, é pedida uma nova assinatura. Os valores variam de acordo com a moeda escolhida, e atualmente é bem comum comprar cheques de viagem em euro ou libra, além do tradicional dólar. Nessa modalidade, a cotação também é a moeda “turismo”.
A desvantagem é que existe a cobrança de taxa sobre a operação, variável entre as instituições, e há também limitação do valor de compra. Na hora da troca por dinheiro, você fica ainda sujeito aos horários de funcionamento das instituições.
Por outro lado, se você for roubado, a emissora pode reembolsar o valor perdido, o que é um alívio a mais.