Andarilho

Categoria: Chile


14:40 · 28.03.2016 / atualizado às 14:40 · 28.03.2016 por

Buenos Aires, Santigo do Chile, Montevidéu, Punta del Este, Machu Picchu, Cartagena de Índias certamente são destinos que vêm logo à cabeça de quem pensa em viajar pela América do Sul. Eu pelo menos já fui a vários deles, inclusive mais de uma vez, e adorei. Mas que tal inovar no roteiro e ainda assim não gastar tanto em uma viagem internacional?

Essa é a proposta de uma listinha que recebi da SealBag, empresa especializada em lacres para malas. Confira quais as opções em sete países da região.

Equador – Balanço do Fim do Mundo

Balanço do Fim do Mundo Equador Foto: Divulgação
Balanço do Fim do Mundo Equador Foto: Divulgação

Uma visita ao arquipélago de Galápagos é o sonho de diversos viajantes que desejam desbravar o local que inspirou Charles Darwin. Mas o Equador reserva um passeio inusitado no continente, em Baños, entre os Andes e a Amazônia, trata-se do impressionante “balanço do fim do mundo”, que se projeta sobre um abismo. Preso em uma casa na árvore a 2.600 metros acima do nível do mar, nele o turista avista montanhas e também um vulcão ativo.

Colômbia – Caños Cristales

Colômbia – Caños Cristales Foto: Divulgação
Caños Cristales – Colômbia Foto: Divulgação

Patrimônio Histórico da Humanidade, a cidade de Cartagena das Índias é destino certeiro no país por sua arquitetura colonial e mar caribenho. Agora, para uma experiência quase psicodélica, visite Caños Cristales, o chamado “rio mais bonito do mundo”, com águas arco-íris. O fenômeno é resultado de plantas aquáticas e ocorre entre julho e novembro. A sua localização é no Parque Nacional Natural Sierra de La Macarena.

Chile – Marble Caves

Marble Caves - Chile Foto: Divulgação
Marble Caves – Chile Foto: Divulgação

Santiago é parada obrigatória para quem visita o país, com mirantes espalhados pela capital, que mistura monumentos históricos a prédios modernos. Por outro lado, é no sul do país que se localiza Marble Caves, a impressionante “caverna de mármore”, que forma um espetáculo de formas e cores. O passeio de barco pela água azul-turquesa para a atração turística parte da cidade de Puerto Rio Tranquilo.

Peru – Deserto Ica

Deserto Ica - Peru Foto: Divulgação
Deserto Ica – Peru Foto: Divulgação

O combo Lima/Cusco/Machu Picchu é o roteiro básico no país, com o santuário histórico construído pelos incas como o cartão-postal e estrela nacional. Entre os passeios ainda desconhecidos do grande público, o deserto Ica se destaca e atrai fãs de esportes de aventura, que se divertem praticando sandboard. Nesse cenário árido, o oásis La Huacachina surge como uma miragem.

Bolívia – Copacabana

Copacabana - Bolívia Foto: Divulgação
Copacabana – Bolívia Foto: Divulgação

Expedição comum entre viajantes, o Salar Del Uyuni é um deserto de sal boliviano que encanta por suas paisagens únicas na seca ou espelhadas na cheia. Mas quem poderia imaginar que a Bolívia teria a sua Copacabana? A cidade fica às margens do lago Titicaca e tem um clima descolado, praiano e muitos jovens mochileiros pelas ruas. O passeio de barco pela Ilha do Sol é imperdível.

Argentina – Perito Moreno

 Perito Moreno - Argentina Foto: Divulgação
Perito Moreno – Argentina Foto: Divulgação

A capital Buenos Aires é destino tradicional no país vizinho, seja para comer alfajor, ver tango ou passear pelas ruas cosmopolitas. Agora, quem tem espírito aventureiro e quer estar em contato com a natureza vai até o Perito Moreno. Para visitar a geleira de 5 km de comprimento e 60 metros de altura, o mais comum é partir de excursões de El Calafate, ao sul da Argentina. Pode-se admirar o gigante gelado durante um passeio de barco, da vista panorâmica e até caminhar sobre ele.

Uruguai – Cabo Polonio

Cabo Polonio - Uruguai Foto: Divulgação
Cabo Polonio – Uruguai Foto: Divulgação

O país atrai quem quer ver mais de perto a badalada capital Punta Del Leste e o charme da bucólica cidade de Colonia Del Sacramento. Já os visitantes que querem contato com a natureza e se desligar da civilização têm se encantado com Cabo Polonio. A ex-vila de pescadores não tem eletricidade, internet, água corrente e é um refúgio de ecoturismo. Lá o objetivo é relaxar com o pé na areia, admirar o céu estrelado e curtir a vida boêmia iluminada por fogueiras.

E aí, o que você achou? Eu gostei e certamente tentarei incluí-los nas próximas viagens pelos nossos vizinhos.

10:20 · 08.07.2014 / atualizado às 10:20 · 08.07.2014 por

Mais uma opção para quem deseja viajar para o Chile. Depois de dois anos sem oferecer a rota, a GOL retomou os voos diretos entre São Paulo (aeroporto de Guarulhos) e Santiago.

O voo inaugural ocorreu na última quinta-feira (3). A fequência é diária, operada com aeronaves Boeing 737-800NG, com preços a partir de 244 dólares, saindo de Santiago, e 435 reais, partindo de São Paulo.

Os clientes poderão optar pelas classes comfort ou econômica e durante a viagem será oferecido (incluso no valor da passagem) serviço de bordo com refeições quentes, sanduíches e bebidas, tradicionalmente oferecido nos voos internacionais de longa duração da companhia.

Destino atrativo

Próxima a Cordilheira dos Andes, Santiago é conhecida por seus tradicionais vinhedos e vinícolas e estações de esqui Foto: Divulgação
Próxima a Cordilheira dos Andes, Santiago é conhecida por seus tradicionais vinhedos e vinícolas e estações de esqui Foto: Divulgação

Atualmente, o Chile é o segundo destino internacional mais procurado pelos passageiros em São Paulo, com predominância do público corporativo. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 70 empresas brasileiras atuam no Chile em setores como energia, serviços, alimentos, construção civil, entre outros. No lado inverso, o Brasil é o principal destino dos investimentos chilenos no exterior, com negócios que variam de papelaria a supermercados.

Além dos intercâmbios comerciais, Santiago possui atrativos culturais, esportivos e gastronômicos para os passageiros que viajam a turismo. Próxima a Cordilheira dos Andes, a capital chilena é conhecida por seus tradicionais vinhedos e vinícolas, localizados nos arredores. No inverno, a procura é pelas diversas estações de esqui do local, principalmente durante a temporada de inverno – entre junho e outubro. Já no verão, os viajantes podem aproveitar as praias das cidades Viña Del Mar e Valparaíso.

Outras rotas internacionais

Em abril, a Gol já havia divulgado o lançamento de três frequências semanais entre o aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas – SP) com destino para Miami (EUA), tendo escala em Santo Domingo (República Dominicana) e possibilidade de conexão com Orlando. O primeiro voo será em 19 de julho, sendo mais uma opção às decolagens de Guarulhos e Rio de Janeiro para os passageiros da região. Em maio, a Companhia iniciou um novo voo semanal direto entre Fortaleza e Buenos Aires.

10:48 · 27.06.2014 / atualizado às 10:59 · 27.06.2014 por

Próximo adversário do Brasil nesta Copa, o Chile vem surpreendendo dentro de campo, mas certamente a maior surpresa é quando se visita este país. Ele pode parecer pequeno em sua largura (em média 175 quilômetros), mas não o é em sua extensão (4.300 quilômetros) e, assim, oferece uma diversidade de paisagens, que vão desde seu principal centro urbano, à deliciosa Santiago, na parte central, passando pelo litoral, seus lagos, a região dos vulcões, geleiras, a Cordilheira dos Andes e até um deserto de sal, o Atacama, que fica ao norte.

Quando lá estive, desbravei apenas a Capital, reservei um dia de esqui pelos Andes, outro para visitar suas vinícolas e mais um para bater perna pelo litoral, pois a 120 quilômetros de Santiago estão Valparaíso, principal porto e única cidade chilena a fazer parte da lista de patrimônios culturais da humanidade; e, a dez quilômetros de lá, está seu balneário mais bacana, Vinã del Mar, que é muito legal!

Santiago com a Cordilheira dos Andes ao fundo Foto: Divulgação
Santiago com a Cordilheira dos Andes ao fundo Foto: Divulgação

Com a Cordilheira dos Andes como pano de fundo, Santiago é o tipo de cidade que á vontade de fotografar o tempo todo de tão lindo que é! A capital chilena tem cerca de cinco milhões de habitantes e está a 600 metros acima do nível do mar. Diferentemente de muitas outras, por lá, na verdade, não tem um ponto turístico de destaque. O melhor mesmo é percorrer a pé e ir descobrindo seus encantos. Tudo é muito limpo e eles adoram brasileiros.

Cerro Santa Lucía Foto: Divulgação
Cerro Santa Lucía Foto: Divulgação

Destaca-se o Cerro Santa Lucía, de onde se tem uma boa visão da Cidade. Bem próximo está o Centro histórico, com prédios tombados pela Prefeitura. Logo ao lado, fica o Mercado Municipal, parada obrigatória para um excelente almoço com frutos do mar fresquinhos. Em seguida, próximo ao Rio Mapocho, que corta Santiago, tem-se o boêmio bairro da Bella Vista, com o Museo de Bellas Artes, o furnicular que dá acesso ao Cerro San Cristóbal e a La Chascona, uma das casas do célebre escritor Pablo Neruda. Lá também é o local ideal para um jantarzinho bacana.

Praça da Constituição Foto: Divulgação
Praça da Constituição Foto: Divulgação
Palácio de La Moneda, sede do governo chileno Foto: Divulgação
Palácio de La Moneda, sede do governo chileno Foto: Divulgação
Passeio à margens do Rio Mapocho Foto: Divulgação
Passeio à margens do Rio Mapocho Foto: Divulgação
Museu de Belas Arte Foto: Turistik/Divulgação
Museu de Belas Arte Foto: Turistik/Divulgação

Um pouco mais distante, emerge o bairro da Providencia, com hotéis mais caros e variado comércio; assim como Las Condes, com dois imponentes shoppings centers.

O concorrido boulevard do Shopping Parque Arauco, em Las Condes Foto: Divulgação
O concorrido boulevard do Shopping Parque Arauco, em Las Condes Foto: Divulgação

Santigo guarda ainda uma vantagem: nos arredores, com deslocamentos que podem chegar a menos de uma hora, o visitante tem a chance de diversificar bem uma visita ao País.

Uma opção é encarar uma subida à Cordilheira dos Andes e desfrutar de uma de suas estações de esqui. As mais próximas são Farellones – El Colorado, a 38 quilômetros de Santiago; La Parva, distante 45 quilômetros; e Valle Nevado, a cerca de 60 quilômetros, o que comporta perfeitamente um bate volta no mesmo dia.

Valle Nevado Foto: Divulgação
Valle Nevado Foto: Divulgação

Agora, que tal descer até o litoral? A menos de duas horas de carro, ou de ônibus, (cerca de 120 km de estrada e em perfeitas condições) você alcança o Oceano Pacífico e ainda terá a chance de visitar Valparaíso, a única cidade chilena a fazer parte da lista dos patrimônios culturais da humanidade e, logo ao lado, de badalar por Viña del Mar, o mais importante e charmoso balneário do País.

Uma vez em Valparaíso, suba as ladeiras para observar o porto e a arquitetura antiga. As ruas se elevam, contornando cerros circundantes, exibindo construções de variadas épocas e estilos. Do Cerro Concepcíon, por exemplo, a vista é bem bacana e contrasta com o colorido das casas. Esta cidade é, inclusive, a sede do legislativo do País, pois é nela onde fica o Congresso Nacional do Chile. Em Santiago fica a presidência e o judiciário.

Valparaíso Foto: Divulgação
Valparaíso Foto: Divulgação

Um dos destaques em uma visita a Valparaíso é o museu La Sebastiana, outra das casas do célebre escritor Pablo Neruda, de onde se descortina uma bonita vista da bahia da Cidade e ainda de Viña del Mar, nossa próxima parada.

Chegando a Viña del Mar, vá até a praia, passeie pela avenida que acompanha a costa da cidade. Esta via é repleta de modernos e bonitos edifícios, possui uma feira de artesanato e ainda vários bares bem interessantes. No verão, vale reservar uma noite para ficar. A Cidade ferve! Tem até o Festival Internacional da Canção, que acontece em fevereiro.

Via costeira em Vinã del Mar Foto: Divulgação
Via costeira em Vinã del Mar Foto: Divulgação

Para quem é chegado a um joguinho, ou é apenas curioso, não deixe de tentar a sorte no Cassino Municipal. O local é lindo e merece, sim, uma parada. Recomendo ainda dar uma passadinha no simpático Relógio de Flores para bater uma foto de recordação. Do Mirador Pablo Neruda, tem-se uma vista dvislumbra-se toda a cidade.

Cassino Municipal Foto: Visit Chile/Divulgação
Cassino Municipal Foto: Visit Chile/Divulgação
Relógio das Flores Foto: Divulgação
Relógio das Flores Foto: Divulgação
Mirador Pablo Neruda Foto: Divulgação
Mirador Pablo Neruda Foto: Divulgação

Além da generosidade da natureza, com tamanha diversidade de paisagens, e de uma arquitetura que mescla o antigo e o novo com extrema harmonia, outra grande atração do Chile está na bebida, notadamente, o vinho. Existem oito reputadas vinícolas nos arredores de Santiago. Dessa forma, você poderá fazer um tour pelas adegas, participar de uma degustação, além de comprar algumas garrafas diretamente da fonte.

Vinícola Concha y Toro Foto: Divulgação
Vinícola Concha y Toro Foto: Divulgação

Eleja a sua e agende um horário, pois as visitas devem ser marcadas antecipadamente. As mais conhecidas são Concha y Toro, Viña Santa Carolina, Viña Cousiño Macul, Viña Undurraga e há ainda a rota do vinho, no Vale do Colchagua, mas que requer uma viagem, pois fica a 184 quilômetros de Santiago.

Vale do Colchagua Foto: Divulgação
Vale do Colchagua Foto: Divulgação

No entanto, confesso que fiquei devendo outra visita ao Chile. Como não deu tempo de ir ao Deserto do Atacama, ao Norte e nem à Patagônia Chilena, no extremo Sul, olha só o que perdi:

Deserto do Atacama Foto: Divulgação
Deserto do Atacama Foto: Divulgação
Torre del Paine na Patagonia Chilena Foto: Divulgação
Torre del Paine na Patagonia Chilena Foto: Divulgação

Gostou e quer programar uma viagem ao país? Aqui vão algumas informações básicas para ajudar no planejamento:

Site do paíschile.travel

Como chegar – para voar direto do Brasil para o Chile o viajante pode optar pelas seguintes companhias aéreas: TAM, LAN, Gol, Sky Airline. Todas parte de São Paulo.

Idioma – Espanhol.

Moeda – Peso Chileno.Com R$ 1 se compra cerca de 250 Pesos Chilenos.

Vistos – brasileiros não precisam de visto para visitar o chile para estadas de até 90 dias. Apesar de o passaporte ser um documento mais confiável, a carteira de identidade brasileira (em bom estado de conservação e com no máximo dez anos de expedição) é aceita sem problemas como passagem via fronteiras.

Vacinas – não há exigências.

Hospedagem – acesse o Booking.com 

Para saber mais sobre o Chile acesse:

Explorando Santiago: com os Andes como pano de fundo, a Capital do Chile surge como agradável surpresa

Aventure-se em um “Ski Day” na Cordilheira dos Andes

No litoral do Chile, descubra os encantos de Valparaíso e Viña del Mar

Vinhos: uma das grandes atrações do Chile!

 

10:09 · 20.03.2014 / atualizado às 10:09 · 20.03.2014 por

Atenção viajantes! Mais um opção para quem pretende visitar ou rever o Chile. A companhia aérea chilena Sky Airline anunciou que vai iniciar voos diretos de São Paulo a Santiago. A rota começa a ser operada a partir do próximo dia 30 de março e é mais uma opção além da Lan e da TAM, até então as únicas a fazer o trajeto sem escalas.

A nova rota entre as cidades contará com um voo diário, com saída sempre às 07h15 de São Paulo (horário de Brasília) e chegada às 11h20 na capital chilena (hora local). O trajeto inverso chega às 06h25 no Brasil. A viagem será feita em um Airbus A319, que comporta 150 pessoas, na classe econômica, com tarifa – ida e volta – a partir de U$ 298, mais taxas.

No ano passado, mais de 350 mil brasileiros visitaram o Chile
No ano passado, mais de 350 mil brasileiros visitaram o Chile

Ainda não voei por esta companhia, mas quem sabe pode ser uma boa para driblar tarifas elevadas. Portanto, não custa se informar. Para saber mais basta acessar o site da empresa na internet clicando aqui.

10:32 · 28.06.2013 / atualizado às 10:32 · 28.06.2013 por

Nas diversas viagens que fiz, tive a oportunidade de assistir a várias trocas da guarda. Seja pela pompa, beleza ou pela curiosidade que despertam, tem algumas que não podem ficar de fora da programação de quem visita muitas cidades mundo afora. Assim, selecionei algumas para lhe indicar.

Para começar, eu não poderia deixar de citar a troca da Guarda Real Britânica, que acontece em frente ao Palácio de Buckingham, em Londres. Ela é uma tradição militar que hoje em dia tem apenas valor simbólico e cultural, sendo realizada para os turistas e visitantes interessados em participar da tradição local.A cerimônia é um desfile muito bonito e vibrante. Os famosos soldados vestem um uniforme de túnica vermelha e um gorro alto preto de pele de urso, que são marcas registradas do desfile, sem contar a cavalaria. Tudo dura aproximadamente 30 minutos e pode ser visto de graça. Começa às 11h30 da manhã todos os dias de maio a julho e em dias alternados no resto do ano.

Troca da Guarda Real Britânica Foto: Divulgação
Troca da Guarda Real Britânica Foto: Divulgação

Outra cerimônia que merece ser vista é a troca da guarda grega. Aliás, a mais divertida e curiosa que tive a chance de ver, e que acontece diariamente, de hora em hora, em frente ao Parlamento, em Atenas, capital do País. O que mais me chamou a atenção foi a farda, ou neste caso o melhor seria dizer a “fantasia”, usada pelos guardas, que somente pode ser comparada à da Guarda do Vaticano. Eles vestem uns tamancos ornados com uns pompons na ponta, uma calça justa coberta por uma saia, além de colete e uma boina vermelha com muito estilo. Tudo isto combinado a movimentos também muito engraçados, que são feitos vagarosamente, como se estivessem em câmera lenta e com uma sincronia absurda. Surpreendente!

Troca da guarda em frente ao Parlamento grego, em Atenas Foto: Anchieta Dantas Jr.
Troca da guarda em frente ao Parlamento grego, em Atenas Foto: Anchieta Dantas Jr.

Outra bem marcante é a que ocorre no Palácio La Moneda, sede da presidência da república, em Santiago, capital do Chile. Este é um dos eventos cívicos mais particulares da cidade devido a sua elegância, formosura e ordem, e porque têm se desenvolvido sem interrupção desde suas origens em meados do século 20. A troca da guarda chilena se realiza em dias pares dos meses de janeiro, abril, maio, agosto, novembro e dezembro; e em dias ímpares dos meses de fevereiro, março, junho, julho, setembro e outubro, entre as 10h e as 10h45.

Também recomendo a que ocorre de hora em hora no Castelo de Praga, na República Tcheca. Mas é ao meio dia que ocorre a cerimônia mais pomposa, onde os soldados vestidos em trajes de gala fazem a troca da bandeira, com direito inclusive ao acompanhamento da banda do exército. Assim como ocorre em alguns outros palácios, como o de Buckingham, em Londres, os soldados devem permanecer completamente imóveis em seus postos. Fica a dica. São todas imperdíveis!

09:37 · 09.02.2012 / atualizado às 15:05 · 09.02.2012 por

Aventura, lendas, mistério, sedução. Tudo isso e muito mais, creio eu, pode traduzir uma viagem à ilha de Rapa Nui, perdida no meio do Oceano Pacífico, entre a América do Sul e a Oceania.

Ainda não estive por lá, mas conheço quem já foi. E é exatamente para contar essa experiência que convidei meu amigo e leitor Sérgio Cavalcanti para colaborar com o Andarilho, relatando pra gente como foi. E quer saber? Ele me deixou com muita vontade de também baixar por lá.

Curioso? Pois vamos deixar de muito papo e embarcar com ele nessa viagem. O texto está delicioso e as fotos de babar. Vamos lá?

O Umbigo do Mundo

Quando o lendário rei navegador Hotu Matu’a aportou nas areias brancas da praia de Anakena, por volta do século X, chamou aquela pequena ilha perdida na vastidão do Pacífico Sul de Te Pito o Te Henúa, o “Umbigo do Mundo”, dando a ela também o nome de Rapa Nui (Ilha Grande).

Iniciava ali uma história cheia de mistérios e maravilhas. Cerca de 800 anos depois, num domingo de Páscoa, um explorador holandês, Jacob Roggeveen, “redescobriu” a ilha e seus habitantes, dando a ela o nome pelo qual ela passaria a ser conhecida em todo o mundo: a Ilha da Páscoa.

Hoje, ela pertence ao Chile. O acesso se faz principalmente por avião – um vôo de pouco mais de 5 horas desde Santiago. Seu aeroporto, o Mataveri, possui uma das maiores pistas de pouso do mundo, capaz de receber o pouso de um dos antigos ônibus espaciais americanos.

Gigantescas estátuas de pedra

Uma desproporção que traduz bem o ‘espírito’ da ilha, famosa por suas gigantescas estátuas de pedra, os “moai”, obras colossais esculpidas a partir da canteira de um dos três vulcões do lugar, e erguidas sobre plataformas chamadas de “ahu”. Estima-se que haja mais de 800 moais (erguidos ou tombados, inteiros ou semi-acabados) contando-se nesse número alguns deles espalhados por museus mundo afora.

Os moai são obras colossais esculpidas a partir da canteira de um dos três vulcões do lugar Foto: Sérgio Cavalcanti

Esses titãs megalíticos inspiraram, e ainda inspiram, teorias, especulações e teses sobre seu significado e sua forma de construção. Seriam divindades? Seriam representações dos antigos ‘deuses’ de Rapa Nui, que o ufólogo Erich von Daniken reputava serem visitantes extraterrestres ? Seriam retratos dos antigos governantes e bravos guerreiros da ilha? A última hipótese parece a mais sensata e é apoiada pelo consenso entre os arqueólogos.

Mais provavelmente, os moai representam os membros célebres dos vários clãs e tribos originais da ilha, erguidos como protetores do pequeno mundo dos rapa nui (o termo também designa seu povo original e sua língua, uma variante do tronco polinésio).

Os “moai” estão em toda parte, espalhando-se em ahus ao longo da linha da costa, todos, com exceção de sete deles, de costas para o mar. Os excepcionais sete moai que miram as águas compõem o Ahu Akivi, o mais misterioso de todos por ser o único que se situa no interior da ilha. A lenda diz que eles representam os exploradores que o rei Hotu Matu’a mandou antes de sua própria chegada.

Os moai estão em toda parte, espalhando-se em ahus ao longo da linha da costa, todos, com exceção de sete deles, de costas para o mar Foto: Sérgio Cavalcanti

Praias

O maior ahu, porém, é o Tongariki, com seus 15 moai, próximo ao vulcão Rano Kau. Além desses, há também o ahu Nau Nau, com seus sete moais (os de traços mais bonitos), situado numa das duas praias próprias para banho da ilha: Anakena, local de desembarque do lendário rei.

A outra é a vizinha e menor praia de Ovahe. Além dos ahus e moais, o circuito arqueológico se completa com o complexo do Orongo, lugar onde se celebrava no passado o ritual do homem-pássaro, uma competição entre os mais bravos guerreiros representantes dos clãs da ilha.

Onde ficar e o que fazer

A capital, e sua única povoação, é a Vila de Hanga Roa. Lá se localizam a maioria das pousadas e hotéis, o aeroporto, bares, restaurantes e demais comodidades para os visitantes. Os preços variam muito, dependendo do nível de exigência do turista. Um pouco mais afastados da vila, para quem quer mais conforto e isolamento, há o Hotel Altiplanico e o recém-inaugurado Hotel Explora, ambos numa faixa de preço superior aos demais.

Piscina de hotel em Rapa Nui. Os preços variam muito, dependendo do nível de exigência do turista Foto: Sérgio Cavalcanti

No quesito alimentação dá-se o mesmo: há lugares para todos os gostos e orçamentos. Os maiores restaurantes, como o Au Bout Du Monde, oferecem exibições de dança e música típica rapa nui, cujo ingresso pode ou não incluir o jantar. Os hotéis têm as datas, horários e preços desses shows.

Exibição de dança e música típica rapa nui Foto: Sérgio Cavalcanti

Dentro de Hanga Roa, formada por poucas ruas, pode-se andar calmamente a pé, apreciando as várias lojinhas de artesanato local, os cafés, os ahus e moais da vila.

Charmoso café em Hanga Roa, capital da ilha Foto: Sérgio Cavalcanti

O pôr-do-sol costuma ser um espetáculo à parte na área do Ahu Tahai. Os imensos precipícios da parte norte da ilha, com o mar azul-turquesa logo abaixo, são também dignos de visita e momentos de isolamento reflexivo.

O pôr-do-sol costuma ser um espetáculo à parte Foto: Sérgio Cavalcanti

Como se locomover

Pode-se, também, alugar bicicletas, locar carros e até mesmo cavalos, para explorar os quase 164 km2 da ilha. Algumas empresas locais vendem roteiros variados que incluem desde visitas aos principais ahus, ao Orongo, praia de Anakena, o vulcão Rano Kau com seu parque petroglífico, mergulhos, caminhadas em trilhas, até passeios de barco pela parte sul da ilha, em torno das ilhotas Motu Iti e Motu Nui.

Imensos precipícios formam a parte norte da ilha Foto: Sérgio Cavalcanti
O mar azul-turqueza de Rapa Nui Foto: Sérgio Cavalcanti

Também há táxis na ilha, mas o preço da corrida é combinado antes ( não há taxímetro) e costumam ser, em geral, os mesmos para cada lugar. Uma corrida de Hanga Roa para a praia de Anakena, por exemplo, custa em média 20 dólares. No Orongo e no Rano Kau cobra-se entrada dos visitantes. Os demais lugares podem ser visitados livremente, inclusive as várias cavernas (chamadas de ‘ana’), sendo as mais famosas Ana Kai Tangata e Ana Kakenga (ou “Dos Ventanas”).

Outros pontos de interesse ao turista incluem a curiosa igreja católica de Hanga Roa (com suas características sincréticas) e o Museu Antropológico Padre Sebastián Englert, pequeno, mas que dá ao visitante um visão geral da história da ilha, além de abrigar um olho de moai genuíno e um pequeno moai com traços femininos (muito incomuns, já que a grande maioria tem traços masculinos).

A curiosa igreja católica de Hanga Roa, com suas características sincréticas) Foto: Sérgio Cavalcanti
O Museu Antropológico Padre Sebastián Englert á ao visitante um visão geral da história da ilha Foto: Sérgio Cavalcanti

Gastronomia

A culinária típica nativa baseia-se em pratos de peixe e frutos do mar, mas o visitante tem a seu dispor uma ampla variedade de cardápios. Na ilha fala-se o espanhol e o dialeto rapa nui, mas em geral o inglês é facilmente compreendido, e mesmo o português, reflexo do aumento do interesse do turista brasileiro por esse lugar, que tem a tradição de ser o mais remoto do mundo com acesso mais fácil.

Visitar Rapa Nui, enfim, é uma experiência única e inesquecível, um lugar ímpar que agrada aos mais diversos estilos de turismo e viagem, um mundo à parte do mundo, que recebe o visitante de braços abertos, com colares de flores e conchas, sorrisos e cordialidade. A primeira palavra que você provavelmente ouvirá, ao chegar na Ilha da Páscoa, é “Iorana” (Seja bem-vindo, em idioma rapa-nui).

Leia mais sobre o Chile:

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14:46 · 12.01.2012 / atualizado às 14:52 · 12.01.2012 por

E falando em companhia aérea, a GOL lança mais uma promoção ligada ao aniversário de uma determinada cidade. Depois de São Paulo, a empresa marcará presença no aniversário de Santiago, no Chile, com a promoção “Você Faz a Festa”.

Clientes que partirem de São Paulo/Guarulhos, Buenos Aires/Ezeiza, Rio de Janeiro/Galeão, Salvador, Recife, Porto Alegre, Florianópolis, Vitoria, Minas Gerais/Confins, Brasília e Curitiba com destino à capital chilena, entre os dias 11 e 17 de fevereiro, poderão pagar apenas a passagem de volta.

Não sei porque não tem partindo de Fortaleza. Mas, o cearense pode optar por ida e volta via São Paulo. Vale se informar na companhia.

Segundo a GOL o trecho Santiago – São Paulo pode sair a partir de U$ 200. Voos para Florianópolis são encontrados a partir de U$ 240. Já para Salvador, é possível pagar U$ 282.

As passagens da “Você Faz a Festa” podem ser compradas até o dia 2 de fevereiro pelo site da GOL. O valor promocional está sujeito à disponibilidade de assentos nas aeronaves.

Mais informações e o regulamento da ação podem ser obtidos no site da Companhia ou com a Central de Relacionamento com o Cliente, pelo telefone 0300-115-2121.

10:22 · 06.01.2012 / atualizado às 10:22 · 06.01.2012 por

Cumbuco e Jericoacoara, aqui no Ceará; Trancoso, na Bahia; ou Jurerê Internacional, em Santa Catarina. De fato, o Brasil guarda preciosidades ao longo de seu extenso litoral. Ainda mais agora, que o verão “bomba” no hemisfério sul e estas, entre outras praias badaladas, fazem a festa de quem por elas aporta.

Porém, se suas economias permitirem, que tal esticar um pouco mais e explorar as belezas da América do Sul? Em geral, destino internacional número “um” entre os brasileiros que pela primeira vez põem os pés fora do País, nosso continente, é um dos territórios mais diversificados do mundo, que oferece desde paisagens paradisíacas até montanhas espetaculares, ao longo da Cordilheira dos Andes.

Tudo bem que Buenos Aires, Santiago do Chile, e mesmo Montevidéu, são, atualmente, as meninas dos olhos dos turistas. Mas a partir destas cidades, outras opções de destinos podem ser acessadas. E, vá por mim, eles vão encantar quem resolver se aventurar.

Para lhe dar uma “mãozinha”, resolvi apontar quatro destinos que, acredito eu, irão agradar desde mochileiros, a viajantes solteiros, casais, famílias e crianças.

Punta del Este – Uruguai

Este lugar pra mim é o que há! Punta del Este é um dos balneários mais badalados por estas bandas. Tem grande variedade de restaurantes, bares e baladas– muitos só funcionam mesmo no verão , gente linda por todo lugar, além de belas das praias e estâncias, como a La Pataia, aonde você vai se deliciar com doce de leite e crepes a partir desta iguaria. Sem esquecer também os bons vinhos e uma variedade de frutos do mar.

A festejada e sofisticada Punta Foto: Anchieta Dantas Jr.

Um dos atrativos, nesta época, é o pôr-do-sol, que acontece bem mais tarde, por volta das oito da noite. Um dos melhores pontos para apreciá-lo é na Casa Pueblo.

A partir da Casa Pueblo se tem um dos mais belos pôr-do-sol do planeta Foto: Anchieta Dantas Jr.

Bariloche – Argentina

Sim! Nem só de neve, vive este lugar. Bariloche é uma região de clima temperado, com muito verde, cercada por lagos formados nos vales e entre as montanhas, onde, no verão, se praticam caminhadas, cavalgadas, canoagem, escalada e muitos outros esportes. Há várias fazendas, pousadas e até áreas de acampamento.

Bariloche: clima temperado, com muito verde, cercada por lagos formados nos vales e entre as montanhas Foto: Divulgação

Apaixonado por chocolates? Então você não pode deixar de visitar o “El Museo de Chocolate Fenoglio”, com produtos artesanais de todos os tipos e para todos os gostos, proporcionando um incrível passeio pela história da iguaria. Há várias lojas espalhadas pela cidade, situadas na Avenida Bustillo,1200.

Machu Picchu – Peru

Também conhecida como a cidade perdida dos incas, Machu Picchu é um dos destinos turísticos mais populares do mundo, que leva milhares de visitantes, todos os anos, ao Peru. A região deve ser explorada a partir de Cusco, que conta com boa infraestrutura para o turista, desde hotéis de luxo até albergues para mochileiros. Há também restaurantes para atender todos os públicos, com preços razoáveis.

Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas Foto: Divulgação
A bela Cusco Foto: Divulgação

Quem quer explorar mais o lugar viajando de trem, o chamado “Trem da Morte” mostra o dia a dia do povo local, onde os vendedores são uma atração à parte, oferecendo bebidas, baldes de plástico e até coxas de frango frito, de fabricação caseira. O trem parte do vilarejo de Quijarro, no Peru, e vai até a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Viña del Mar – Chile

Localizada no litoral chileno, a pouco mais de uma hora de Santiago, Viña del Mar possui um patrimônio arquitetônico, grandes hotéis e uma gastronomia rica, tanto para os locais como para os visitantes estrangeiros. As praias Salinas, Acapulco e Del Sol são as mais “pops”. Por lá podem se encontrar feiras de artesanato da região. O destaque da temporada é o Festival de La Canción, que é realizado em fevereiro.

VIña del Mar: patrimônio arquitetônico, grandes hotéis e uma gastronomia rica Foto: Anchieta Dantas Jr.

Gostou? Então, agora, é só arrumar as malas e aproveitar.

Boa viagem!

11:27 · 06.06.2011 / atualizado às 11:40 · 06.06.2011 por

Além da generosidade da natureza, com tamanha diversidade de paisagens, e de uma arquitetura que mescla o antigo e o novo com extrema harmonia, outra grande atração do Chile está na bebida, notadamente, o vinho.

O país produz rótulos de prestígio internacional

Assim, incluir no roteiro uma visita a uma vinícola para conhecer o processo de fabricação e provar bons vinhos não soa nada mal, não acha? Eu, com certeza, não resisti!

Existem oito reputadas propriedades do tipo nos arredores de Santiago. Dessa forma, você poderá fazer um tour pelas adegas, participar de uma degustação, além de comprar algumas garrafas diretamente da fonte. Eleja a sua e agende um horário, pois as visitas devem ser marcadas antecipadamente.

Optei pela maior e mais famosa delas, a Concha y Toro, que fica a sudeste de Santiago, perto da Puente Alto, no desfiladeiro do Rio Maipo. Lembra-se dele? Isso mesmo, aquele que corta a Capital.

Há visitas guiadas pelo local todos os dias (exceto em feriados), das 10h às 17h, e nos idiomas inglês e espanhol. O passeio dura, em média, 45 minutos. Atualmente, custa CHL$ 7.000 (pesos chilenos) ou US$ 12, dependendo do câmbio. Para mais informações, acesse o site da Concha y Toro.

Como chegar
Utilizando o metrô, você pode chegar de duas formas: do bairro da Providência, tome a Linha 4 na estação Tobalaba até a estação Las Mercedes, uma antes da última parada (Plaza de Puente Alto). Mas se preferir, do Centro de Santiago pegue uma das linhas que vão até a estação Baquedano, onde você deve mudar para a Linha 5, seguindo até a estação Vicente Valdés. Aí você troca pela Linha 4 e parte até a estação Las Mercedes. Uma vez em Las Mercedez, desça e tome um táxi ou um ônibus de linha até a vinícola, que fica a uns cinco minutos de lá.

O tour
A visita começa pelo Portal da vinícola, onde o visitante é recebido por simpáticos guias, na língua escolhida. A partir dali, você é levado pelo belíssimo parque que ocupa a propriedade até chegar à casa da família fundadora da marca e que era a sua residência de verão.

Portal da Vinícola
Belíssimo paque que ocupa a propriedade
Casa que pertencia à família fundadora da Concha y Toro

Em seguida, passa-se pelos vinhedos, onde somos apresentados ao processo de cultivo da uva e os tipos ali encontrados. Logo após, temos a chance de provar uma taça de Casillero del Diablo (o rótulo mais famoso da Concha y Toro) do tipo carmenere, a emblemática variedade chilena.

Vinhedos
Degustação

Logo depois dessa pequena, e deliciosa, pausa, somos guiados às adegas, entre as quais se destaca a do Casillero del Diablo, onde nos é contada a lenda que fez o vinho chileno ficar conhecido mundialmente.

Adegas
Casillero del Diablo e sua famosa lenda

A visita termina no Bar do Vinho, onde podemos provar alguns rótulos “premium” acompanhados de alguns petiscos e queijos. Ao final, como não podia deixar de ser (eles não são bobos!) existe uma lojinha, onde o turista pode adquirir vinhos, livros e souvenires.

No Bar do Vinho, com uma das marcas premium

Outras vinícolas
Outras vinícolas nos arredores de Santiago são: Viña Santa Carolina, Viña Cousiño Macul, Viña Undurraga.

Há também a rota do vinho, no Vale do Colchagua, mas que requer uma viagem, pois fica a 184 quilômetros de Santiago.

Curiosidade

No fim do século 19, as vinhas do Velho Mundo foram assoladas por uma praga, então os vinhedos chilenos foram, literalmente, a “salvação da lavoura”, visto que e praga não conseguiu ultrapassar os Andes. As vinícolas francesas, por exemplo, importaram mudas chilenas para replantá-las em solo europeu, resolvendo, assim, o problema. Então, graças ao Chile, o mundo continua produzindo vinhos.

Saúde!

15:16 · 03.06.2011 / atualizado às 11:46 · 04.06.2011 por

Depois de percorrer as ruas de Santiago, e desfrutar das agradáveis surpresas que esta lhe reserva, que tal descer até o litoral? A menos de duas horas de carro, ou de ônibus, (cerca de 120 km de estrada e em perfeitas condições) você alcança o Oceano Pacífico e ainda terá a chance de visitar Valparaíso, a única cidade chilena a fazer parte da lista dos patrimônios culturais da humanidade e, logo ao lado, de badalar por Viña del Mar, o mais importante e charmoso balneário do País.

Pela Ruta 68, são apenas 120 km até Valparaíso

Para fazer o passeio, uma boa pedida é alugar um carro, sobretudo se você estiver em grupo. Primeiro porque ajuda a dividir as despesas, segundo porque pelo caminho se avista, de um lado e do outro da rodovia, inúmeras vinícolas, que podem ser visitadas. O acesso é pela Ruta 68, uma pista dupla e bastante movimentada. Vale lembrar que haverá dois pontos de pedágio até chegar a Valparaíso.

Caso prefira ir de ônibus, você terá que se dirigir ao Terminal de Buses de Santiago, de onde partem as rotas internacionais, para o Norte e para o Centro do Chile. Para horários e tarifas atualizadas acesse aqui.

Valparaíso

Uma vez em Valparaíso, suba as ladeiras para observar o porto e a arquitetura antiga. As ruas se elevam, contornando cerros circundantes, exibindo construções de variadas épocas e estilos. Do Cerro Concepcíon, por exemplo, a vista é bem bacana e contrasta com o colorido das casas. Esta cidade é, inclusive, a sede do legislativo do País, pois é nela onde fica o Congresso Nacional do Chile. Em Santiago fica a presidência e o judiciário.

Bahia de Valparaíso
Coloridas construções de variadas épocas e estilos

Um dos destaques em uma visita a Valparaíso é o museu La Sebastiana, outra das casas do célebre escritor Pablo Neruda, de onde se descortina uma bonita vista da bahia da Cidade e ainda de Viña del Mar, nossa próxima parada.

La Sebastiana: outra das casas do célebre escritor Pablo Neruda

Apesar de interessante, em minha opinião, Valparaíso não merece mais do que duas horas do seu tempo. Portanto, hora de partir para a Viña, a apenas dez quilômetros de lá.

Viña del Mar

Chegando a Viña del Mar, vá até a praia, passeie pela avenida que acompanha a costa da cidade. Esta via é repleta de modernos e bonitos edifícios, possui uma feira de artesanato e ainda vários bares bem interessantes. No verão, vale reservar uma noite para ficar. A Cidade ferve! Tem até o Festival Internacional da Canção, que acontece em fevereiro.

Viña del Mar: badalado balneário chileno
Sua orla é repleta de modernos e bonitos edifícios

Para quem é chegado a um joguinho, ou é apenas curioso, não deixe de tentar a sorte no Cassino Municipal. O local é lindo e merece, sim, uma parada. Recomendo ainda dar uma passadinha no simpático Relógio de Flores para bater uma foto de recordação. Do Mirador Pablo Neruda, tem-se uma bela vista de toda a cidade.

Tente a sorte no Cassino Municipal
O local é bonito e vale a visita, mesmo que por curiosidade
A Cidade a partir do Miradouro Pablo Neruda

Saindo cedinho de Santiago, é possível fazer esse roteiro indo e voltando no mesmo dia, diversificando, assim sua visita ao País. Divirta-se!

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