Andarilho

Categoria: Croácia


10:35 · 11.06.2014 / atualizado às 10:36 · 11.06.2014 por

A Croácia, primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2014, pode não ser páreo para o Brasil dentro dos campos, mas fora dele, sobretudo em se tratando de turismo, compete em pé de igualdade com a gente.

Localizado na região dos Balcãs, no sudeste da Europa, o país voltou a ser destino turístico desde o término da sua Guerra de Independência no final de 1990. Como grande parte do continente, possui graciosas cidades medievais e ruínas históricas, entretanto, o que o torna excepcional é a sua riqueza de atrativos naturais, como os Lagos Plitvice, a espetacular costa do Mar Adriático e inúmeras ilhas e tirar o fôlego.

Estive por lá em setembro de 2012. Uma viagem e tanto e que recomendo sem pensar duas vezes. E para que se tenha um ideia do que a Croácia tem a oferecer, selecionei algumas imagens, que dão uma visão geral dos melhores lugares para visitar.

Dubrovnik

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Apelidada de “pérola do Adriático”, a antiga cidade de Dubrovnik é um dos lugares de destaque para visitar no país. Localizada no extremo sul da Croácia fora do Mar Adriático, foi fundada no século VII, voltada para o comércio marítimo. O bairro histórico, a chamada Cidade Velha, chama a atenção por sua muralha, ruas de paralelepípedos e mármore, magníficos palácios e igrejas deslumbrantes.

Split

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A segunda maior cidade da Croácia, Split, está localizado em uma península ao largo da costa da Dalmácia. Sua principal atração é o seu núcleo histórico da bela arquitetura gótica e renascentista, onde o Palácio de Diocleciano é a jóia da coroa. Construído entre 298 e 305 dC, este complexo fundado pelo imperador romano é mais como uma pequena cidade em si, com um labirinto de corredores de mármore e edifícios que contêm lojas, cafés e bares super animados.

Hvar

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um dos lugares mais populares para visitar atualmente na Croácia e no mar Adriático é Hvar. Acessível a partir de Split, trata-se de uma ilha estonteante ao largo da costa da Dalmácia, favorecida por paisagens e praias espetaculares, campos de lavanda e vinhedos exuberantes. Sua pincipal cidade, Hvar Town, é super atraente e aconchegante, com paredes de pedra do século XIII, ruas de mármore, palácios, igrejas góticas e uma imponente fortaleza. Mas o que também leva muita a gente a dar uma volta por lá são suas lendárias festas, que a coloca hoje como forte competidora em animação com Ibiza, na Espanha, e Mykonos, na Grécia.

Lagos Plitvice

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

No caminho entre Split e a capital do país, Zagreb, uma das mais belas maravilhas naturais da Croácia e toda a Europa é o Parque Nacional Plitvice. O local é composto por vários lagos, cujas águas variam em cores distintas do turquesa ao azul, verde e cinza, e uma floresta exuberante. Sua característica mais notável é que os 16 lagos existentes são interconectados e divididos em grupos superiores e inferiores, formando represas naturais e cachoeiras para o deleite do visitante.

Zadar

Órgão do Mar em Zadar Foto: Divulgação
Órgão do Mar em Zadar Foto: Divulgação

Com três mil anos de idade, esta cidade possui uma bela costa, rica em história. Localizada no norte da Costa da Dalmácia, Zadar tem muito para se ver e fazer, sem a multidão de turistas de outros destinos croatas mais populares, a Cidade Velha oferece fantásticas ruínas romanas, arquitetura medieval e numerosas igrejas antigas. Mas uma de suas maiores curiosidades é Órgão do Mar – degraus cravados em rochas que têm no seu interior um interessante sistema de tubulações que, quando empurradas pelo movimento do oceano, forçam o ar e, dependendo do tamanho e velocidade da onda, criam notas musicais, sons aleatórios.

Pula

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Localizada no extremo sul da península de Istria no mar Adriático, Pula é um destino popular que tem atraído turistas desde o antigo império romano, quando os visitantes se reuniram no anfiteatro da cidade para assistir a lutas de gladiadores. Depois de ter sido governada por vários povos ao longo dos séculos, Pula hoje pertence à Croácia, e é mais conhecida por sua riqueza de ruínas romanas e mistura de culturas.

Korcula

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Mais conhecida como o suposto local de nascimento do famoso viajante comerciante, Marco Polo, Korcula é uma pequena ilha composta por exuberantes florestas, vinhas, olivais, praias e vilarejos charmosos. Principal cidade da ilha, Korcula Town, é uma cidade histórica, murada, com arquitetura renascentista veneziana, mercados coloridos e uma abundância de pontos de turísticos.

Brac

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Esta ilha abriga uma das imagens mais famosas da Croácia, a praia de Rat Zlatni, formada por cascalho branco ao lado de pinheiros, que muda de forma de acordo com a maré e o vento. É um lugar muito popular durante o verão.

Zagreb

Foto: Igreja de São Marcos: Anchieta Dantas Jr.
Foto: Igreja de São Marcos: Anchieta Dantas Jr.

A capital e maior cidade da Croácia, Zagreb é uma metrópole vibrante, e embora um pouco negligenciada por quem visita o país, é repleta de atrações, tanto históricas como modernas. A cidade remonta ao século II dC, quando uma diocese foi fundada pelo rei húngaro Ladislau. Hoje, é uma cidade cosmopolita e centro cultural, acadêmico e político croata.

Teatro Nacional Foto: Anchieta Dantas Jr.
Teatro Nacional Foto: Anchieta Dantas Jr.

Para saber mais sobre a Croácia, confira os posts que já fiz sobre o país:

Dubrovnik: a pérola do Adriático

Split: de ruínas romanas a praias

Hvar: a Saint Tropez do Adriático

Descobrindo Zagreb, a capital da Croácia

 

08:00 · 07.10.2013 / atualizado às 14:01 · 19.09.2013 por

Sem dúvida a costa da Dalmácia, na parte central da Croácia, é o destino preferido de quem a visita. Suas águas cristalinas, a beleza inquestionável de Dubrovnik, a “pérola do Adriático”, a sofisticação de ilhas como Hvar e a celebrada arquitetura medieval do centro histórico de Split são razões suficientes para tal.

Entretanto, eu não podia deixar o país sem conhecer sua capital. Zagreb pode não ser a mais bela cidade europeia, mas não deixa, por isso, de merecer uma visita. A cerca de seis horas, seja de trem ou de ônibus de Split, ou menos de uma hora de avião, foi por ela que encerrei meu roteiro, depois de desfrutar de um fim de semana em Hvar.

A emblemática Igreja de São Marcos e seu telhado colorido Foto: Anchieta Dantas Jr.
A emblemática Igreja de São Marcos e seu telhado colorido Foto: Anchieta Dantas Jr.

Para começar, saiba que esta é o tipo de cidade onde temos que procurar seus encantos, caminhar por suas ruas secundárias, deixar-se perder. Há muitos locais de interesse. A gente vai descobrindo aos poucos e, por fim, por ela se encanta. As avenidas são extremamente limpas, com muitos jardins, fontes e uma série de museus e construções históricas que não economizam em imponência.

A Praça Ban Josip Jelacic é o ponto de partida convencional para um passeio. Nesta, que une os dois lados da cidade – como as imperdíveis ruelas dos bairros medievais de Kaptol e Grade – há um grande centro de informações para o turista, onde podemos obter mapas gratuitos.  Ao seu redor existem belas construções do século XIX.

Seguindo rumo ao Kaptol está a Catedral de Santo Estevão, consagrada à Virgem da Assunção e aos santos Estevão e Ladislao. É considerada a construção mais importante e uma das mais belas da cidade. Ao lado está o complexo do Palácio Arcebispal e na sua frente uma fonte traz a Coluna da Virgem Maria e quatro anjos, onde vale tirar uma foto antes de seguir para outras igrejas da região, como a de São Francisco e a de Santa Maria.

Em frente à Catedral de São Estevão, uma fonte traz a Coluna da Virgem Maria e quatro anjos Foto: Anchieta Dantas Jr.
Em frente à Catedral de São Estevão, uma fonte traz a Coluna da Virgem Maria e quatro anjos Foto: Anchieta Dantas Jr.

A partir daí, tome a rua de pedestres Tekalciceva – repleta de agradáveis cafés, restaurantes e bares – de onde se chegará a Gradec, lado mais antigo de Zagreb e cuja Igreja de São Marcos, de estilo gótico e famosa pelos brasões no telhado, é referência da parte alta da capital. Nas proximidades, dê uma voltinha no Dolac, mercado a céu aberto que vende de tudo um pouco, reunindo produtos de toda a Croácia.

Uma curiosidade interessante é que todos os dias ao meio-dia, da torre localizada à entrada do furnicular, na Cidade Alta, sai um tiro de canhão. A cena é engraçada porque quem está por perto, se não conhece tradição, sempre se assusta.

Não muito longe dali, descendo a cidade alta, o edifício do Teatro Nacional chama a atenção pela sua imponência e pelo colorido da fachada – um amarelo vibrante e rodeado de pitorescos jardins. Uma visita à estação ferroviária Glavni Kolodvor também se faz necessária, dada a beleza neoclássica em seus quase 200 metros de extensão.

O imponente prédio do Teatro Nacional Foto: Anchieta Dantas Jr.
O imponente prédio do Teatro Nacional Foto: Anchieta Dantas Jr.

Zagreb também é sinônimo de arte: conta com 350 bibliotecas, 16 teatros, 14 galerias e 21 museus. O Mimara, o mais famoso deles, é conhecido como “Pequeno Prado”, referência ao museu de Madri, e abriga obras de Renoir, Velásquez, Murillo, Goya e muitos outros.

Portanto, antes ou depois de render-se aos encantos da costa croata, passe pelo menos um dia por sua capital. Acredito que não se arrependerá se fizer essa opção.

08:00 · 30.09.2013 / atualizado às 13:51 · 19.09.2013 por

Se o que você procura é badalação, uma vez na Croácia, tome o rumo de Hvar (pronuncia-se Ravár). À uma hora de catamarã da cidade de Split, esta charmosa ilha do Adriático tem inúmeras construções em pedra, ruelas estreitas, boa comida e festas legendárias. Perfeita para férias fantásticas no verão europeu. Luxuosos barcos estão sempre ancorados por lá.

Por isso é que ela costumava ser um segredo muito bem guardado, sobretudo dos italianos. Porém, com a abertura do País – com o fim do comunismo – ficou muito mais fácil de ser visitada. A maior cidade da ilha é Hvar com mais de quatro mil habitantes. Nela fica a grande maioria dos hotéis e onde o comércio é mais desenvolvido. Restaurantes e lojas ao redor do agitado porto e até a uma feira de rua diária com produtos locais podem ser encontrados.  As outras cidades são: Stari Grad, Jelsa e Sucuraj.

Vista aérea da badalada Hvar
Vista aérea da badalada Hvar

O aroma de lavanda no ar – cultivada localmente e matéria-prima para seu artesanato -, a música dos melhores DJs do mundo, muitas palmeiras e a arquitetura influenciada pelos venezianos, banhada pelo intenso azul, hora verde esmeralda, do mar faz com que Hvar seja repleta de pessoas bonitas e bacanas.

Não espere praias com areias douradas como as do Brasil. Ao invés, uma água transparente e o fundo coberto de pedras brancas. Mas quem pensará nisso rodeado de tanta beleza? Para algo mais relaxante, a dica é o Bonj les bains, que oferece cadeiras de sol, camas e bangalôs sobre o mar.

A ilha é famosa por suas inúmeras construções em pedra e ruelas estreitas Foto: Anchieta Dantas Jr.
A ilha é famosa por suas inúmeras construções em pedra e ruelas estreitas Foto: Anchieta Dantas Jr.

A fim de curtir ainda mais a paisagem, uma boa ideia é alugar uma lancha ou então dar um giro por algumas ilhotas próximas com barcos que já oferecem esse tipo de passeio. Detalhe: escolha um veleiro ou um iate. Seu dia ganhará outra dimensão!

Já o pôr do Sol é no Hula Hula, um mix de restaurante e bar bem descolado, com um som maravilhoso, muito espumante e mariscos. Ou, se preferir, suba até a Fortaleza Espanhola, uma construção do século XVI, que oferece uma vista estonteante da cidade e do Adriático.

Quando a noite cai, a agitação ganha formas e cores. Prepare-se, pois a balada começa mesmo após as duas da manhã e só acaba bem depois do amanhecer. Chama à atenção a quantidade de iates que estacionam no centro da cidade, lotados de todo tipo de beldades fazendo seus esquentas para a noitada.

O Carpe Diem dá as cartas em termos de agito Foto: Anchieta Dantas Jr.
O Carpe Diem dá as cartas em termos de agito Foto: Anchieta Dantas Jr.

Se você for fã do eletrônico, Carpe Diem e a Splash devem ser as escolhas. O Carpe Diem e suas festas se tornaram tão célebres, que os donos resolveram expandir o negócio e abriram o Carpe Diem Beach Club, um bar de praia com muito estilo, situado na ilhota de Stipanska, a apenas 10 minutos de barco de Hvar.

A boate Veneranda, que fica em um castelo antigo, mais para o alto da ilha, com um visual incrível, também se destaca. Outra opção é a The Top, em cima do hotel Adriana. O esquema é descobrir qual á a boa do dia e entrar no clima.

08:00 · 23.09.2013 / atualizado às 13:41 · 19.09.2013 por

Dubrovnik é considerada a cereja do bolo em uma viagem à Croácia. Mas a costa da Dalmácia, região central do País também reserva outras surpresas. Uma delas é Split, também banhada pelas águas do Adriático. Ao desembarcar, a primeira impressão que se tem não é das mais bonitas. Por ser a segunda maior cidade croata, não guarda o charme das pequenas localidades. Entretanto, mudei de opinião ao passar duas noites por lá. Tem uma orla super bem cuidada e animada e construções históricas a explorar. Suas praias também rendem momentos de relax.

De Dubrovnik a maneira mais viável de chegar até ela é de ônibus ou de carro – cerca de seis horas de viagem, mas que valem pela paisagem. A estrada vai contornando toda a costa e, de quebra, ainda cruzamos um trecho de cinco quilômetros pertencente à Bósnia e Herzegovina. A passagem é rápida, mas dá pra dizer que pisou em outro país.

A segunda maior cidade croata tem construções históricas e praias a explorar Foto: Anchieta Dantas Jr.
A segunda maior cidade croata tem construções históricas e praias a explorar Foto: Anchieta Dantas Jr.

O centro histórico de Split foi uma fortaleza com fortes traços da cultura veneziana com edificações de pedra calcária. A cidade tem muros romanos do século III, além de paredes erguidas no século XIV para proteção contra ataques turcos. Essa região é uma junção de ruas de paralelepípedo que alinha lojas, bares, restaurantes e supermercados, culminando em uma majestosa catedral.

Todo esse complexo, é o que, um dia, foi o palácio do imperador romano Diocleciano, que entrou na lista de Patrimônio Histórico da Unesco e é de longe a principal atração de Split. Aliás, ela é um belo exemplo de cidade turística que tem infraestrutura para acolher visitantes e preservar seu charme e sua história.

Saindo do centro histórico, a oeste, bosques nos levam a praias reclusas, com bares à beira mar, excelentes opções para relaxar e deixar o agito da cidade para trás. A leste, temos acesso a uma colina, de onde se tem a vista mais bonita do lugar.

Passear pela bem cuidada orla (Riva) é imperdível Foto: Anchieta Dantas Jr.
Passear pela bem cuidada orla (Riva) é imperdível Foto: Anchieta Dantas Jr.

Passear pela orla, um calçadão que eles chamam de Riva, é outro programa que você não pode deixar de fazer. O visual é incrível. Vale sentar e tomar uma taça de vinho ou espumante em um dos charmosos cafés da região. Encerrar o dia em um bar, ou dançar a noite toda em uma das vibrantes boates da moda, dará um plus à sua visita.

Praia em Split Foto: Anchieta Dantas Jr.
Praia em Split Foto: Anchieta Dantas Jr.

Conhecer Split tem também outro forte motivo: a cidade marca o início da Dalmácia e é base para explorar algumas das 1.185 ilhas espalhadas pela costa croata. Nos meses de verão, diariamente, saem catamarãs e ferries rumo a Hvar, Brač e Vis, algumas das mais famosas. Os meses de julho e agosto são de altíssima temporada. Prepare-se para pegar filas e enfrentar o calor com temperaturas que facilmente ultrapassam os 40º.

Falando em ilhas, Hvar será nossa próxima parada nesse encantador país que é a Croácia. Ela é tida como a “Saint Tropez do Adriático”, com águas cálidas em tons azuis e esverdeados e muito agito.

09:26 · 10.09.2013 / atualizado às 09:26 · 10.09.2013 por

A guerra que pôs fim ao comunismo foi positiva por uma série de fatores, entre eles o turismo. A extinta Iugoslávia, por exemplo, localizada na região dos Bálcãs – no sudeste da Europa -, ao ser dividida, resultou em países como Croácia, Eslovênia e Montenegro, que podem, e com certeza vão, surpreender os mais exigentes viajantes.

Acredite: explorar os segredos da Croácia, que, banhada pelo Mar Adriático, reúne baías, penínsulas e mais de mil ilhas, em uma costa toda recortada que em muitos pontos lembra a litoral da Grécia, é de deixar qualquer um de boca aberta. O país é puro encanto: reúne beleza natural e arquitetônica e muita história.

Um excelente ponto de partida é a sensacional Dubrovnik, no extremo sul, cidade para a qual o escritor inglês Lord Byron cunhou o título de “pérola do Adriático” e cuja parte antiga, envolta por uma muralha, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. E foi justamente por ela que comecei uma viagem pela região e que relato a partir desta semana.

A parte antiga da cidade, envolta por uma muralha, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco Foto: Anchieta Jr.
A parte antiga da cidade, envolta por uma muralha, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

As muralhas e a cidade antiga de outro ângulo Foto: Anchieta Dantas Jr.
As muralhas e a cidade antiga de outro ângulo Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

A cor do mar, que varia do azul transparente ao verde esmeralda, é convidativa a nadar ou para um passeio de barco ou caiaque  Foto: Anchieta Dantas Jr.
A cor do mar, que varia do azul transparente ao verde esmeralda, é convidativa a nadar ou para um passeio de barco ou caiaque Foto: Anchieta Dantas Jr.

Ao longo da sua história, Dubrovnik foi uma cidade-estado, já que rivalizava com Veneza em riqueza e poder. Atingiu seu apogeu durante o século 15, atraindo os melhores escultores e arquitetos para decorá-la em estilo renascentista. Infelizmente, a idade de ouro terminou com o terremoto de 1667. Mas a cidade foi reconstruída, desta vez em estilo barroco. Em 1991, o bombardeio que a atingiu, com a guerra do Kosovo, chamou a atenção, e com ajuda internacional o dano foi reparado, com a cidade voltando a encantar com seu charme singular.

De fato, não há como não se render à beleza das ruas todas em mármore da parte histórica, alinhadas com edifícios barrocos pontuados por fontes e fachadas lindamente esculpidas. Além disso, os muros que envolvem Dubrovnik são os mais conservados e impressionantes em tamanho entre os que circundam outras cidades no Mar Adriático. Suas muralhas chegam a 25 metros de altura. O passeio é incrível, já que se anda dois quilômetros sobre o mesmo. É como uma avenida elevada: lá do alto vê-se a cidade, cercada pelo azul transparente do mar.

Stradun Placa, a rua principal - toda em mármore - e  as charmosas construções em pedra Foto: Anchieta Dantas Jr.
Stradun Placa, a rua principal – toda em mármore – e as charmosas construções em pedra Foto: Anchieta Dantas Jr.

Para entrar na Cidade Velha (Stari Grad), existem apenas duas entradas, dando acesso à Stradun Placa, a rua principal do lugar. Em uma delas, a grande Fonte de Onófrio, do século 13, convida os visitantes a conhecer a sua história. Desenhada por casas de pedra, a beleza é tanta que não dá mais vontade de ir embora.

Andando por Dubrovnik uma coisa é certa: você vai dar de cara com construções majestosas. Entre elas, o Palácio do Reitor, imponente exemplar da arquitetura do século 15, que abrigava a maior autoridade da república. Não deixe de conhecer também o Mosteiro Franciscano, com seu belo claustro e jardins. É lá onde fica, ainda, a mais antiga farmácia da Croácia e a terceira da Europa, datando de 1317.

Os edifícios barrocos pontuados fachadas lindamente esculpidas como o Palácio do Reitor são uma atração à parte Foto: Anchieta Dantas Jr.
Os edifícios barrocos pontuados fachadas lindamente esculpidas como o Palácio do Reitor são uma atração à parte Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

Um teleférico nos leva ao alto de um morro de onde se tem uma vista deslumbrante de Dubrovnik e do Adriático Foto: Anchieta Dantas Jr.
Um teleférico nos leva ao alto de um morro de onde se tem uma vista deslumbrante de Dubrovnik e do Adriático Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

Vamos experimentar a culinária local? Mexilhões e camarões são o que não faltam Foto: Anchieta Dantas Jr.
Vamos experimentar a culinária local? Mexilhões e camarões são o que não faltam Foto: Anchieta Dantas Jr.

No mais, caminhe admirando vitrines, passando pelo Palácio Sponza e a Catedral, perdendo-se por suas vielas, descobrindo charmosos restaurantes, até chegar ao mercado e apreciar o colorido do povo e da produção de frutas e legumes. Há também a opção de um teleférico que leva ao alto de um morro de onde se tem uma vista deslumbrante. Alternativa para admirar Dubrovink é pelo mar, em um passeio de barco ou, para os mais aventureiros, pilotando um caiaque. E quando o sol se põe a cidade fica toda iluminada. É hora de reservar um cantinho à beira-mar e admirar a lua, desejando nunca mais sair dali…

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