Andarilho

Categoria: Itália


15:01 · 29.02.2016 / atualizado às 15:01 · 29.02.2016 por
O Ospitalitá Italiana destina-se a certificar a qualidade e a “italianidade” dos restaurantes de culinária italiana Foto: Divulgação
O Ospitalià Italiana destina-se a certificar a qualidade e a “italianidade” dos restaurantes de culinária italiana Foto: Divulgação

Uma boa notícia para quem é fã de comida italiana em Fortaleza e quer ter a certeza de estar consumindo, sem sair da cidade, pratos que respeitem os padrões de qualidade existentes na Itália. É que nesta terça-feira (1), o Ospitalità Italiana, selo de qualidade para restaurantes italianos no mundo, chega à Capital Cearense. A certificação nasceu em 1997 como garantia de qualidade aos serviços e produtos oferecidos pelos estabelecimentos gastronômicos em território italiano, sendo posteriormente estendido ao redor do planeta.

Para se ter uma ideia da importância do selo, ele é organizado e financiado pela União de Câmaras de Comércio Italianas (Unioncamere), com suporte do Instituto de Pesquisas em Turismo da Itália (Isnart), e destina-se a certificar a qualidade e a “italianidade” dos restaurantes de culinária italiana. Bacana, né?

Tudo isso, explicam os organizadores porque a cozinha de seu país já é milenar e faz parte de um processo histórico de aprimoramento social, sempre protagonista dos mais significativos momentos da civilização. “Na Itália, ela tornou-se símbolo de hospitalidade, alcançando o valor de arte. Portanto, é imprescindível considerá-la um patrimônio da humanidade protegendo sua história, cultura, qualidade e importância”, avaliam.

Aqui na região Nordeste do Brasil, a Câmara de Comércio Ítalo-brasileira do Nordeste é o órgão, reconhecido pelo Governo Italiano, que possui a capacidade e a garantia institucional para efetuar essa função certificadora.

A carta de vinhos é dos requisitos avaliados para obtenção da certificação Foto: Divulgação
A carta de vinhos é dos requisitos avaliados para obtenção da certificação Foto: Divulgação

Para obter o selo os restaurantes inscritos precisam atender, por exemplo, requisitos como identidade e distinção, hospitalidade, cozinha, menu, proposta gastronômica, carta de vinhos, tipos de azeite, carta de vinhos e experiência e competência do chef de cozinha.

Onde o selo já está presente na Itália e no mundo

– Na Itália são mais de 5 mil estabelecimentos (restaurantes, hotéis e agroturismo), localizados em 80 províncias de 18 regiões italianas.

– No exterior são mais de 700 estabelecimentos certificados, presentes em 65 cidades de 45 países.

– Com 140 restaurantes reconhecidos, o Brasil é o segundo país com mais restaurantes italianos no mundo certificados com o selo “Ospitalità Italiana”, perdendo apenas para os Estados Unidos, com 279 restaurantes certificados.

– Já no ranking de cidades pelo globo,  ocupa o segundo lugar com 84 restaurantes certificados, somente atrás de Nova York com 154 restaurantes com o selo.

Vamos torcer para que logo logo os restaurantes italianos aqui em Fortaleza recebam a certificação. Bom para quem aqui vive e também para o nosso turismo. Concordam?

13:37 · 19.12.2015 / atualizado às 15:46 · 19.12.2015 por
Aperol Spritz Foto: Anchieta Dantas Jr.
Aperol Spritz Foto: Anchieta Dantas Jr.

Famosa e queridinha do verão europeu, a bebida de origem italiana começa a despontar por aqui pelo Brasil e quem já experimentou celebra o sabor refrescante do resultado que é a mistura de Aperol e prosecco.

Portanto um drinque que tem tudo a ver com o nosso clima. Perfeito para a praia, a piscina, o pôr do sol e encontro com amigos.

Como fazer

Quer viajar nesse sabor? O blog mostra como fazer o Aperol Spritz. A cor é linda e faz bonito em qualquer ocasião.

Basta colocar em um copo largo:

3 partes de prosecco
2 partes de Aperol
1 parte de água com gás
Gelo
Misture delicadamente todos os ingredientes
Decore com uma fatia de laranja

Caso não queira fazer você mesmo, a dica é ir aos bares Moleskine ou Muda Fortaleza e experimentar. Ambos preparam os melhores da Capital cearense!

15:51 · 03.09.2013 / atualizado às 16:03 · 03.09.2013 por

Não existe nada mais típico e interessante para percorrer a Europa do que de trem. E pra quem está de viagem marcada a quer usufruir desse meio de transporte desde o dia 1º deste mês até o próximo dia 31 de outubro o Eurail Group oferecerá 20% de desconto sobre os preços normais dos passes italianos.

O trem de alta velocidade italiano Frecciarossa Foto: Divulgação

O desconto é válido tanto para a primeira como para a segunda classe e pode ser usado em todas as categorias de viagem: adultos, crianças e jovens, inclusive em passes econômicos (descontos por grupo). O viajante terá a opção de escolher de três a dez dias de viagem em um período de dois meses. O passe deve ser ativado no máximo até seis meses após a compra.

O Frecciarossa é o mais luxuoso exemplar entre os trens da Itália Foto: Divulgação
O Frecciarossa é o mais luxuoso exemplar entre os trens da Itália Foto: Divulgação

Para quem não sabe, a Itália é o segundo país mais popular entre os portadores de passes, enquanto é o mais vendido entre os bilhetes One Country – válidos para um país. Também não é para enos: a rede ferroviária da Itália é tão atrativa quanto o país, oferecendo um impressionante sistema de alta velocidade que conecta a Itália de norte a sul. A frota de trens Frecciarossa, por exemplo, faz com que seja possível uma conexão direta entre Roma e Milão em menos de três horas.Ao lado dessas cidades, Florença e Veneza são os destinos mais visitados na Itália.

Para mais informações sobre a promoção acesse aqui.

O Eurail Group oferece quatro tipos de passes como parte da sua carteira para viajantes que não residem na Europa: o bilhete Eurail Global Pass para viagens pelos 24 países membros; o Eurail Select Pass, válido em três, quatro ou cinco países vizinhos; o Eurail Regional Pass, restrito a pequenos grupos de países vizinhos e o Eurail One Country Pass, a companhia de viagem perfeita para explorar um único país, como a Itália.

11:15 · 19.08.2013 / atualizado às 11:15 · 19.08.2013 por

Um país com tanta beleza não pode ficar limitado, para quem o visita, aos grandes centros. É justamente nas pequenas cidades e nos vilarejos mais escondidos onde está a verdadeira essência da Itália. Seu sabor, por exemplo, vai muito além das massas. Pratos à base de frutos do mar fazem a festa de olhos e paladares mais exigentes. E ao lado de Cinque Terre, a Costa Amalfitana é outra parte do litoral italiano que não se pode deixar de conhecer. Vá por mim!

Para começar, deixe-me situar onde fica esse pequeno paraíso sobre a terra. Também conhecida como Costa de Amalfi, trata-se de um trecho de 60 km do litoral da Campânia, ao sul do país, entre Sorrento e Salerno, servido por uma estrada costeira que é uma passarela estreitíssima, esculpida, em boa parte, no precipício.

Uma estreita estrada costeira oferece vistas de tirar o fôlego Foto: Anchieta Dantas JR.
Uma estreita estrada costeira oferece vistas de tirar o fôlego Foto: Anchieta Dantas JR.

Ao longo da estrada, entre uma vista vertiginosa e outra, encontram-se cidades históricas como Amalfi, à beira do mar Tirreno, e Ravello, no alto da montanha. Sem deixar de mencionar Positano, um vilarejo de tirar o fôlego, que escorrega pela encosta até a praia. Este era, aliás, o que mais me motivava a um dia pisar na região.

Pelo caminho, vilarejos históricos Foto: Anchieta Dantas Jr.
Pelo caminho, vilarejos históricos Foto: Anchieta Dantas Jr.

E lá fui eu. A partir de Nápoles, tomei um ônibus da companhia Sita, que leva até Amalfi, via Salerno. O trajeto também pode ser feito de carro, o que só recomendo se a habilidade do condutor for das melhores, pois as curvas são surreais. Tem horas que não passam dois veículos, aí começa a maior gritaria, bem ao estilo italiano. Mas depois tudo se resolve, um dá ré pra cá o outro sai pra lá e pronto! Todo mundo continua a viagem.

A paisagem quando a gente começa a subir e a descer a Costa Amalfitana é maravilhosa. Você não sabe se olha ou tira fotos. Outro bom motivo para não ir dirigindo. Vai ser difícil prestar atenção.

Em Amalfi, o orgulho local é a catedral mais bonita da costa, o Duomo di Sant’Andrea, do século nove, que combina  elementos romanescos, bizantinos, góticos, barrocos e árabe-normandos, com uma escadaria monumental e fachada em preto e branco. Localiza-se na Piazza del Duomo, praça muito simpática, rodeada de um comércio vibrante e original. O artesanato em cerâmica se destaca.

O centro de Amalfi reserva uma graciosa e concorrida praça Foto: Anchieta Dantas Jr.
O centro de Amalfi reserva uma graciosa e concorrida praça Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

A catedral mais bonita da costa, o Duomo di Sant’Andrea Foto: Anchieta Dantas Jr.
A catedral mais bonita da costa, o Duomo di Sant’Andrea Foto: Anchieta Dantas Jr.

Já em Ravello, são os jardins que vão ganhar a sua atenção. São pequenas joias com vistas deslumbrantes da costa. Aliás, as melhores. Já chegando a Positano, aproveite as praias e visite a Igreja de Santa Maria Assunta, com sua cúpula colorida de cerâmica. Perder-se pelas vielas estreitas, em meio às casas, hotéis e restaurantes super charmosos também vale.

O charme de Positano Foto: Anchieta Dantas Jr.
O charme de Positano Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

É uma delícia perder-se pelas vielas da cidade Foto: Anchieta Dantas Jr.
É uma delícia perder-se pelas vielas da cidade Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

Igreja de Santa Maria Assunta, com sua cúpula colorida de cerâmica Foto: Anchieta Dantas Jr.
Igreja de Santa Maria Assunta, com sua cúpula colorida de cerâmica Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

A região também surpreende pela  gastronomia Foto: Anchieta Dantas Jr.
A região também surpreende pela gastronomia Foto: Anchieta Dantas Jr.

A culinária da região é outro ponto altíssimo. Frutos do mar fresquíssimos e massas perfeitas são o que você vai encontrar. Os pés de limão siciliano são um show à parte. Perfumam e rendem umas das bebidas mais deliciosas que provei até hoje: o limoncello, uma espécie de licor, servido geladíssimo. Agora, fiquei com água na boca. Já posso voltar?

Não deixe de provar e trazer algumas garrafas de limoncello
Não deixe de provar e trazer algumas garrafas de limoncello

Texto publicado na coluna do blog na revista Siara – edição de 04.08.2013

09:48 · 02.08.2013 / atualizado às 09:48 · 02.08.2013 por

Certamente, a Toscana é uma das regiões mais procuradas em uma viagem à Itália, mas quero chamar a sua atenção também para a Úmbria, logo ali ao lado, e que não deixa nada a desejar em relação à primeira. Além de paisagens igualmente verdes e cidades medievais, esta é ainda uma terra de santos. Para mencionar dois: São Francisco e Santa Clara. E há quem aposte que ganhe no quesito culinária, cujas receitas acompanham as estações do ano.

Perugia, a capital, e Assis são as cidades mais importantes. Não visitei as duas. Porém, a viagem de trem de Florença a Assis e um dia inteiro desfrutando da segunda deu para ter uma ideia do que a região tem a oferecer. Um aperitivo para, quem sabe, um dia voltar.

Assis, ou Assisi em italiano, é mundialmente famosa por São Francisco e Santa Clara. Situada em uma colina, esta charmosa cidade medieval recebe, diariamente, milhares de turistas para visitar seus santuários. A Basílica de São Francisco é uma obra prima, classificada como Patrimônio Mundial pela Unesco, junto com a própria cidade.

Basílica de São Francisco Foto: Anchieta Dantas Jr.
Basílica de São Francisco Foto: Anchieta Dantas Jr.

Aos mais devotos uma visita à parte superior e inferior da basílica, ao túmulo de São Francisco e à capela das relíquias é uma experiência espiritual emocionante. Uma lição de humildade saber como este santo vivia.

Vale esclarecer, no entanto, que não é nesta basílica onde fica a capela original, construída por São Francisco. Se quiser conhecê-la, siga em direção à Basílica de Santa Maria degli Angeli, colina abaixo. É dentro desta igreja que ela está. Foi lá também onde São Francisco morreu.

A vista que se tem lá de baixo para o alto da colina contemplando Assis toda murada é impressionante. Um cartão postal. Aliás, seu centro medieval é simplesmente lindo. A visita começa pela Basílica de Santa Clara que leva à Piazza del Comune e a tantas outras igrejas da cidade. Percorrer suas ruas e vielas vale muito à pena.

Vista panorâmica de Assis Foto: Anchieta Dantas Jr.
Vista panorâmica de Assis Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

Basílica de Santa Clara Foto: Anchieta Dantas Jr.
Basílica de Santa Clara Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

Centro medieval de Assis Foto: Anchieta Dantas Jr.
Centro medieval de Assis Foto: Anchieta Dantas Jr.

Se quiser conhecer mais sobre a vida desta santa, uma visita ao convento que a abrigou até o fim da vida, incluindo seu quarto e a capela de São Damião, construída pelo próprio São Francisco há quase mil anos é fundamental. Edificado em um dos pontos mais altos do lugar, oferece uma visão espetacular da região.

Convento que abrigou Santa Clara até a sua morte e onde também está a Capela de São Damião Foto: Anchieta Dantas Jr.
Convento que abrigou Santa Clara até a sua morte e onde também está a Capela de São Damião Foto: Anchieta Dantas Jr.

Além de santos, a Úmbria é também uma terra de festas regadas a boa comida e vinho. Assis, por exemplo, é palco de celebrações, sobretudo nos primeiros meses de maio. Tem música e iguarias vendidas em barracas nas ruas.

O fato de estar no centro da Península Itálica propiciou a essa região o surgimento de receitas com ingredientes genuínos, como azeites de oliva extra virgem, trufas negras, lentilhas e o farro, cereal local.

Entrecortada por rios e repleta de lagos, destes saem peixes como carpa e truta, fartamente utilizados na cozinha local. Já nos bosques, há muitos animais de caça, como porcos, javalis e lebres, com os quais também se preparam receitas regionais. Vale ou não vale conhecer. Então, o que você está esperando?

Texto publicado na coluna do blog na revista Siará – edição de 28.07.2013

08:00 · 24.07.2013 / atualizado às 00:37 · 24.07.2013 por

Já era a segunda vez que eu visitava a Toscana. Florença mais uma vez serviu de base para explorar os arredores. Entretanto, em meio aos muitos relatos que li sobre o lugar, certa vez um chamou a minha atenção, pois afirmava que nenhuma cidade da região poderia definitivamente ganhar a preferência enquanto Siena não fosse conhecida. Quer saber? Quem disse isso tem toda razão. Foi amor à primeira vista.

Cercada por vinhedos dos quais se extraem garrafas do autêntico Chianti – vinho seco, com notas de fruta -, Siena faz jus à fama de lugar romântico dos que só se encontram mesmo na Toscana, com um centro histórico medieval bastante preservado.

Durante a Idade Média, ela chegou a ser uma república livre, rivalizando com Florença o domínio comercial da região, mas sua história é bem mais antiga. Reza a lenda que a fundação resvala na de Roma, já que, de acordo com outro mito, os filhos de Remo a teriam criado.

As ruas estreitas do centro histórico contrastam com a a amplitude da Piazza del Campo, lar do Palazzo Pubblico Foto: Anchieta Dantas Jr.
As ruas estreitas do centro histórico contrastam com a a amplitude da Piazza del Campo, lar do Palazzo Pubblico Foto: Anchieta Dantas Jr.

O fato é que quando se atravessa os velhos muros que a cercam, parece que voltamos no tempo. No entanto, a cidade é cheia de vida. O movimento de pessoas é constante, sobretudo, de jovens, por causa da universidade que lá existe, uma das mais prestigiadas da Itália. Tudo é muito bonito e aconchegante.

Vista de cima, parece mais um labirinto, de tão estreitas que são muitas de suas charmosas vielas. O emaranhado de ruazinhas – delicioso de se percorrer – contrasta com a amplitude da Piazza del Campo, lar do Palazzo Pubblico, com seu imponente campanário de 102 metros de altura, batizado de Torre del Mangia, do século 14. O lugar é majestoso. Gigante e em formato de semicírculo, é rodeado de construções barrocas e, como toda praça italiana que se preze, exibe uma belíssima fonte, chamada de Gaia, alimentada por um aqueduto que ali existe desde 1300.

A fonte Gaia é um dos destaques da Piazza del Campo Foto: Anchieta Dantas Jr.
A fonte Gaia é um dos destaques da Piazza del Campo Foto: Anchieta Dantas Jr.

Mais ao norte dali está a Piazza del Duomo com sua fabulosa catedral do século 12. Toda revestida de mármore policromado é coberta de listras pretas e brancas. Descendo a escada exterior, chega-se ao Batistério, uma igreja cuja cruz esculpida no interior marca o lugar onde Santa Catarina teria caído empurrada pelo demônio. Para quem não sabe essa venerada santa da Igreja Católica nasceu em Siena.

O fabuloso Duomo de Siena data do século XII Foto: Anchieta Dantas Jr.
O fabuloso Duomo de Siena data do século XII Foto: Anchieta Dantas Jr.

Bateu a fome? Bares e restaurantes servem embutidos da região, como prosciutto (presunto) e salame, panzanella, almôndegas e diferentes tipos de frittatas frescas, acompanhadas de vinho. Embora os doces locais não sejam especialmente famosos, não se pode deixar a cidade sem conhecer os dois mais tradicionais – panforte e ricciarelli. O primeiro é repleto de especiarias e frutas secas. Já o segundo é o preferido da maioria: biscoitos à base de amêndoas com uma camada crocante, com leve sabor de mel e baunilha.

Para quem gosta de comprar, uma dica são os perfumados sabonetes artesanais. Os aromas são os mais diversos. Mas não deixe de trazer o de pinho, árvore típica da Toscana. Tem como não se apaixonar por uma cidade como essa? Vá e comprove!

Texto publicado na coluna do blog na revista Siará – edição de 21.07.2013

08:00 · 15.07.2013 / atualizado às 22:54 · 14.07.2013 por

Descobrindo Cinque Terre

Quando decidi voltar à Itália, queria rever alguns lugares, mas também conhecer outros, além daqueles obrigatórios – como Roma, Florença ou Veneza – e que, geralmente, todos os turistas se limitam sempre que vão a este país. Desejava algo bonito e ao mesmo tempo impactante, se é que há o que não seja assim na terra em forma de bota.

Resolvi incluir, então, Cinque Terre no roteiro. O que me motivou? Certa vez, assisti a um programa de TV sobre a região e também porque vi fotos em várias publicações sobre viagens imperdíveis. E mais: ela está entre os 1000 lugares para conhecer antes de morrer. Já viram esse livro? Como ia estar tão perto, não podia perder a oportunidade.

Na verdade, chegar até lá por conta própria não é complicado. Um bate e volta está de bom tamanho. Peguei o trem das 7h na estação Santa Maria Novella, em Florença, até Pisa e de lá outro a La Spezia, que chegou por volta das 9h. Na própria estação há um centro de informações onde você deve comprar o passe para entrada no Parque Nacional de Cinque Terre, que dá direito a viagens ilimitadas de trem entre os cinco vilarejos ou o trajeto a pé. Mas se você tiver um passe de trem, como eu tinha, estará livre dessa despesa.

Localizada na fronteira entre as regiões da Toscana e da Ligúria, ao Norte do páis, Cinque Terre é o nome dado a um acidentado trecho de terra na Riviera Ligure situado entre Punta Mesco, próximo a Levanto, e o Cabo de Montenero, quase em Portovenere, e compreende as comunas de Monterosso, Vernazza, Riomaggiore com os distritos de Corniglia e Manarola.

Estas localidades, declaradas em 1997 Patrimônio da Humanidade pela Unesco, são caracterizadas pelo relevo montanhoso próximo ao mar. Típicos desta zona são os terraços, devido à particular técnica agrícola usada para usufruir tanto quanto possível dos terrenos com grande inclinação. O visual colorido daquelas casinhas encravadas nas montanhas é incrível! Fora a cor da água: de um azul esverdeado de babar.

O colorido das casas em Monterroso Foto: Anchieta Dantas Jr.
O colorido das casas em Monterroso Foto: Anchieta Dantas Jr.
Vista do alto do monastério capuchinho, em Monterroso Foto: Anchieta Dantas Jr.
Vista do alto do monastério capuchinho, em Monterroso Foto: Anchieta Dantas Jr.

Dos cinco vilarejos visitei três: Monterrosso, Vernazza e Riomaggiore. Todos lindos. Dá vontade de não ir embora. No primeiro, caminhei pela praia, provei frutos do mar e bruschettas maravilhosos e subi até a um monastério capuchinho, no alto de uma montanha, de onde se tem uma vista de arrepiar. Conheci ainda a escultura de um gigante incrustado em uma pedra. Super bacana!

Mas morri de amores mesmo foi por Vernazza. O colorido das edificações e dos barcos ancorados na praia, os charmosos bares e restaurantes na marina, misturados com o vai e vem de pessoas dão um toque todo especial. Mais animado impossível!

O colorido das edificações e dos barcos na marina de Vernazza Foto: Anchieta Dantas Jr.
O colorido das edificações e dos barcos na marina de Vernazza Foto: Anchieta Dantas Jr.

Já em Riomaggiore, dentre outros santuários, visitei a graciosa Igreja de São João Batista. Desta vila parte a Via do Amor, um percurso feito a pé, que vai até Manarola. Devido ao tempo não deu para fazer, mas pelo visual ao longo do percurso dizem que é imperdível.

Viela em Riomaggiore com a Igreja de São João Batista Foto: Anchieta Dantas Jr.
Viela em Riomaggiore com a Igreja de São João Batista Foto: Anchieta Dantas Jr.
Início da Via do Amor, que sai de Riomaggiore até Manarola Foto: Anchieta Dantas Jr.
Início da Via do Amor, que sai de Riomaggiore até Manarola Foto: Anchieta Dantas Jr.

Eu queria exatamente isso. Sabe aquelas cenas com toalhas quadriculadas, pessoas falando alto, um clima aconchegante, uma ótima comida e um bom vinho? Foi o que encontrei por lá. Na volta para Florença ainda deu tempo de uma parada em Pisa para fotos com a torre ao pôr do sol.

Texto publicado na coluna do blog na revista Siará – edição de 14.07.2013

08:00 · 23.08.2011 / atualizado às 08:57 · 25.08.2011 por

Existem belezas naturais que chamam a nossa atenção quando nos cruzam o caminho. Um exemplo são os rios. Por muitos lugares que passei, percebi a estreita relação que estes mantêm com as cidades e seus habitantes.

A história é testemunha do papel vital que os mesmos desempenharam para o desenvolvimento das civilizações. Portanto, não é surpresa encontrar muitas das principais cidades do mundo situadas às suas margens.

Em sua próxima viagem, observe como eles ajudam a dar forma urbana aos lugares, inclusive a bairros e cidades inteiras. Eles também se tornaram excelentes plataformas para atividades turísticas e de lazer, como caminhadas e passeios de barco, oferecendo uma bela paisagem do país.

Não há como negar, por exemplo, o charme que o rio Sena confere a Paris; ou a imponência que o Tâmisa empresta a Londres. Sem falar nos encantadores canais de Veneza ou de Amsterdã.

Pensando nisso, mexi nos meus álbuns de fotografias e selecionei alguns instantâneos que hoje quero dividir com você. Vamos lá?!

Amsterdã

Começo por Amsterdã, na Holanda. Acredite, um jeito interessante de conhecer este lugar é fazer um passeio de barco por seus canais, em torno de 165, cortados por charmosas pontes. Em um trajeto de mais ou menos uma hora e meia (você pode tomar o barco em frente à estação de trem), será possível ter uma pequena noção do estilo de vida de seus habitantes e da beleza do lugar. Também vale alugar uma bicicleta para percorrer as suas margens ou simplesmente caminhar.

165 canais cortam a maior cidade da Holanda

Berlim

Cortada pelo rio Spree, a misteriosa e histórica Berlim, na Alemanha, é outra cidade que pode ser apreciada a partir das águas. Apesar deste rio não ser tão urbanisticamente integrado como em outros lugares, acho interessante o passeio. O trajeto se concentra no antigo lado oriental, onde está a maior parte do que se ver: templos, museus, monumentos e fachadas arquitetônicas.

Pela histórica e misteriosa Berlim passa o rio Spree

Budapeste

Que tal, agora, um pulinho em Budapeste? Sim, a Capital da Hungria é um encanto. Fazer um passeio de barco pelo lendário Danúbio, que divide a cidade ao meio, é o que há! Ainda mais ao cair da tarde. Muitos dos principais pontos turísticos se descortinam a partir deste rio (os barcos podem ser acessados próximo à Ponte das Correntes). Apesar do Danúbio ainda cortar Viena, na Áustria, e Bratislava, na Eslováquia, é em Budapeste que ele melhor se revela.

O Parlamento húngaro visto do lendário rio Danúbio

Buenos Aires

Saindo da Europa e vindo para a América do Sul, a área revitalizada de Puerto Madero, em Buenos Aires, na Argentina, por onde passa o rio da Prata, também merece uma visita. Com as construções mais modernas da Capital portenha e repleta de bares, restaurantes e cafés, caminhar pelo local, margeando o rio, vale o passeio.

A área revitalizada de Puerto Madero, na Capital Portenha, banhada pelo Rio da Prata

Lisboa

Voltando a cruzar o Atlântico, Lisboa, em Portugal, tem o Tejo. Em um dia de sol, esta cidade detém uma luz única, o que realça ainda mais as construções históricas que estão à beira deste rio. A partir do Padrão dos Descobrimentos até a Torre de Belém, você pode desfrutar de uma deliciosa caminhada.

A luminosidade da Capital de Portugal, por onde passa o rio Tejo

Porto

Um pouco mais acima, ao norte deste País, temos a cidade do Porto, situada no alto de uma colina e cortada pelo rio Douro. A região da Ribeira, com suas casas antigas e coloridas, repleta de bares e restaurantes, é banhada por este rio, de onde cruzando a Ponte D. Luis I chega-se à cidade-irmã de Villa Nova de Gaia, onde estão as adegas de vinho do Porto. Caminhar pelas duas margens ou tomar uma das pequenas embarcações vão lhe dar uma visão magnífica do lugar.

O rio Douro banha a bucólica cidade do Porto. Por lá, a Região da Ribeira, com seu casario antigo e colorido

Londres

Partindo mais para o Norte da Europa, chegamos a Londres, na Inglaterra. Passear pelas margens do Tâmisa ou tomar um barco e deslizar por suas águas podem, e vão com certeza, dar um toque todo especial à sua visita à Terra da Rainha. A partir deste rio, surgem, imponentes, edifícios como o Parlamento; o Big Ben; a London Eye; a Torre de Londres, com sua ponte logo ao lado; o museu Tate Modern; e pode-se avistar ainda a cúpula da St. Paul´s Cathedral, além de modernas construções.

Um passeio pelo Tâmisa dá uma belíssima visão da Capital do Reino Unido

Paris

Já o Sena dispensa muitas apresentações. Este rio, como já falado, confere a Paris um charme todo especial. Dele, a Capital da França ganha uma outra perspectiva. Além de percorrer os mais famosos pontos turísticos desta Cidade, você vai poder descobrir também lugares pitorescos.

Além de famosos pontos turísticos, lugares pitorescos surgem em um passeio pelo Sena

Praga

Voltando ao leste do continente, o rio Vltava (Moldava, em Português), corta a belíssima Praga, na República Tcheca. Ele divide a Capital deste país em Cidade Baixa e Cidade Antiga. Passando por belíssimas pontes, com destaque para a Charles Bridge, você poderá experimentar toda a aura medieval do lugar, com muitas igrejas, castelos, cemitérios, ruas e casas históricas.

O rio Moldava emoldura a medieval Praga

Salzburgo

Na vizinha Áustria, destaco Salzburgo, capital da música clássica e terra natal de Mozart. É por esta belíssima e agradável cidade que passa o rio Salzach, de águas claras e calmas, dando um toque todo especial ao lugar. A paisagem é fantástica, misturando natureza com uma fortaleza medieval, no alto de um morro, e ainda monumentos, igrejas, além de outros prédios antigos.

A fantástica paisagem da capital da música clássica

Zurique

País reconhecido pelos Alpes e pela variedade de lagos e rios, a Suíça guarda muitas surpresas. Uma delas é a movimentada Zurique, banhada pelo rio Limmat e dominada pelo lago homônimo à Cidade. A partir das suas águas calmas, seja caminhado ou por meio de barco, você terá uma bela vista do local.

O rio Limmat corta a requintada Zurique

Veneza

Por fim, ao sul da Europa, chegamos à Itália, e nada mais lindo e também romântico, é claro, que cruzar os canais de Veneza. São 117 ilhotas ligadas por belíssimas pontes. Difícil não parar em uma delas para admirar uma das cidades mais bonitas e interessantes do planeta.

Veneza réune 117 ilhotas cortadas por canais e belíssimas pontes
11:49 · 11.05.2011 / atualizado às 11:58 · 11.05.2011 por

A história do futebol e o espaço que este esporte ocupa no coração dos torcedores têm levado alguns estádios à categoria de pontos turísticos em muitas cidades mundo a fora. Ávidos por saber mais sobre seus times e poder entrar, um dia, em áreas, até então restrita aos seus ídolos, eles embarcam em verdadeiros “tours” por estes templos esportivos.

No passeio, que, em média, dura em torno uma hora, é possível acessar as arquibancadas, cadeiras e tribunas, o estacionamento pelo qual os jogadores chegam ao estádio, o vestiário, o túnel que dá acesso ao campo, o gramado e a sala de troféus. De quebra, muitos disponibilizam um museu e uma lojinha para o deleite do visitante. Afinal, quem não vai querer voltar pra casa com uma recordação do local ou relativa a algum jogador em específico, não é mesmo?

Então, se você é louco por futebol, da vizinha Argentina, passando pelo Brasil, até chegar à Europa, conheça alguns dos estádios que têm atraído legião de fãs.

Indo a Buenos Aires, não deixe de visitar o clube oficial do Boca Juniors. O Estádio Alberto J. Armando é mais conhecido no mundo inteiro como La Bombonera. O apelido vem de seu formato retangular, que o deixa parecido com uma caixa de bombons. No local está o Museu Boquense, dedicado à paixão que o time argentino provoca em seus torcedores. Durante o passeio, o visitante conhece, entre outras coisas, o hall de entrada do estádio, as arquibancadas, o estacionamento exclusivo dos jogadores, o vestiário, o túnel e o campo. Aberto todos os dias, das 10 às 18h. O horário muda de acordo com os jogos. Ingressos a partir de US$ 15. Fica em La Boca e se avista a partir do Caminito.

La Bombonera: sede do Boca Juniors

Aqui mesmo no Brasil, como não poderia deixar de ser, tem o nosso Maracanã, no Rio de Janeiro. Portanto, passando pela Capital carioca, vale uma visita. O estádio é uma das mais procuradas atrações turísticas da Cidade. Fica localizado na zona norte e o acesso é fácil, uma vez que metrô, trem e diversas linhas de ônibus têm pontos em frente ao estádio. Uma vez no local, o visitante poderá conhecer os corredores subterrâneos que dão acesso ao campo, ver fotos de jogadas memoráveis dos nossos craques, o gramado, vestiários, a tribuna de honra e vislumbrar o Maracanã do seu ângulo mais nobre. Funciona das 9h às 17h, de segunda a domingo, inclusive feriados. A entrada inteira custa R$ 20. Uma loja de produtos de esporte e lembranças do estádio completa o espaço.

O nosso Maracanã

Atravessando o Atlântico, em Madri, na Espanha, chegamos ao Santiago Bernabéu/Museu Real Madrid. Famosa por ter inúmeros museus dedicados à arte, a Capital espanhola também se curva ao futebol. Localizado no Santiago Barnabéu, estádio do Real Madrid, o museu do clube recebe quase o mesmo número de visitantes do que o Museu do Prado, um dos mais famosos daquele País. O passeio começa com uma visão panorâmica do estádio, que tem espaço para 85 mil torcedores. Entre as atrações da visita também está a sala de troféus, exibindo mais de 10 mil peças. Abre todos os dias, menos no Natal e no Réveillon. De segunda a sábado, das 10 às 19h, e nos domingos e feriados, das 10h30 às 18h30. Em dias de jogo, o passeio fica disponível até cinco horas antes do começo da partida, sem acesso aos vestiários. Dá para ir de metrô (estação Santiago Bernabéu, na linha 10). Entrada a partir de 15 euros.

Santiago Bernabéu: estádio do Real Madrid

No mesmo país, mais ao sul, em Barcelona, na Catalunha, encontra-se o maior estádio de futebol da Europa, o Camp Nou, casa do FC Barcelona. Lá também tem um museu. O local é aberto de segunda a sábado das 10h às 20h (18h30 no inverno), e aos domingos das 10h às 14h30. Entradas a partir de 17 euros. O acesso é pela estação de metrô Maria Cristina. Mais de 1,3 milhão de pessoas visitaram o Camp Nou, em 2010, fora dos dias dos jogos da equipa catalã.

Camp Nou: casa do FC Barcelona

Já se você vai passar pela Itália, outra opção é o Estádio de San Siro, na cidade Milão. No museu do lugar duas histórias são contadas: a do Internazionale (Inter) e a do Milan, times que têm o estádio como casa. Além da visita ao museu, é possível fazer o passeio para conhecer o estádio, atualmente o terceiro maior da Europa. No local, o visitante se depara com taças e troféus, bolas, chuteiras, objetos de arte e vários outros tipos de lembranças que entraram para a história do futebol mundial. Dentro, há também um cinema onde é projetado um filme sobre San Siro e os dois times. Horário de visitação: diariamente, das 10 às 17h, com exceção dos dias 2 de junho, 15 de agosto, 25 de dezembro, 26 de dezembro e 31 de dezembro de 2010. Em dias de jogos e eventos, poderá haver alteração. A visita ao museu custa 7 euros (adultos) e 5 euros (com desconto). Acrescentando um tour pelo estádio sobe para 12,50 euros (adultos) e 10 euros (com desconto). Para chegar tome a linha MM1 (vermelha) do metrô, desça na estação Lottoe siga caminhando pela avenida Caprilli até o estádio.

Estádio de San Siro: as histórias do Internazionale (Inter) e a do Milan

Voltando mais ao centro do continente europeu, chega-se a Paris, onde vale uma visita ao Le Parc des Princes, casa do Paris Saint-Germain, inaugurado em julho de 1897 e, atualmente, mantém a estrutura de 1972. O estádio está aberto a visitações três vezes por semana. As visitas são guiadas e podem ser feitas, diariamente, por até 80 pessoas. O passeio dura cerca de uma hora e entre as atrações estão os vestiários, a sala de troféus, a loja e o gramado. Funciona às quartas, sextas e sábados. Durante as férias escolares, exceto em dias de jogos, as visitas podem ser feitas todos os dias. Os horários variam de acordo com o dia. Em alguns, há seis horários disponíveis: 10h, 11h, 12h, 14h, 15h e 16h. O ideal é consultar o site antes da visita. Custa a partir de 10 euros. Chega-se pelo metrô, linha 13, saltando na estação Saint Denis Porte de Paris.

Le Parc des Princes: sede do Paris Saint-Germain

Já na vizinha Alemanha, em Munique, outra visita que se faz necessária aos amantes de futebol, é o Allianz Arena. O estádio que fez parte da Copa de 2006 hoje é casa do Bayern de Munique. Possui capacidade de até 66 mil espectadores sentados, sendo dividido em sete pavimentos e três níveis de arquibancadas. Lá dentro tem uma enorme loja vendendo coisas do Bayern. O estádio fica aberto durante o ano todo, pois em todos os seus sete níveis encontram-se centros comerciais. O complexo comporta ainda um parque ecológico. Os tours acontecem diariamente às 10h15, 11h, 13h, 15h e 16h30. No verão há mais um horário às 17h30. O passeio dura cerca de 80 minutos e a entrada inteira custa 10 euros.

Allianz Arena: estádio que fez parte da Copa de 2006 hoje é a casa do Bayern de Munique

Uma outra opção, se você estiver de passagem pela Inglaterra, é visitar o estádio sede do Manchester United, na cidade de Manchester, ao norte do País. O Old Trafford, apelidado de Teatro dos Sonhos, é o segundo maior do reino Unido, com capacidade para 76.212 torcedores, e é um dos únicos do país que tem cinco estrelas da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol). Uma peculiaridade do passeio ao local: o visitante ganha um certificado especial como lembrança de sua passagem pelo lugar. A visita dura em torno de uma hora e tem como um dos pontos altos o Memorial do acidente aéreo que o time sofreu em 1958. Horário de visitação: todos os dias, das 9h30 às 17h, exceto em dias de jogo e feriados escolares. Para visitar o museu e o estádio a tarifa cheia é de 13,50 libras.

Old Trafford, do Manchester United

Além destas, existem mais atrações do gênero espalhadas por outros países. Vale dar uma conferida nos guias locais.

12:50 · 04.05.2011 / atualizado às 14:46 · 04.05.2011 por

Referir-se a Roma como berço da civilização ocidental pode parecer clichê demais, mas, aqui pra nós, é inevitável, não é?! A Cidade está envolta em histórias e lendas, além de atrações milenares. Não é só o Vaticano, igrejas, praças, fontes, monumentos e palácios, como eu já relatei em outros “posts”, que você vai encontrar por lá! E é sobre esse outro lado de Roma que quero falar.

Ele é a prova ainda viva da grandiosidade do que foi, um dia, o Império Romano. Em diferentes regiões da Cidade avistam-se muitas ruínas que remontam a essa época, e que não podem ficar de fora do seu roteiro. Basicamente, as maiores são cinco: o Coliseu (Colosseo), o Arco di Constantino, o Circo Massimo, o Palatino e o Fórum Romano (Foro Romano). Portanto, é assim que termino nossa passagem pela Capital italiana.

O mais legal nessa história toda é que eles ficam nos arredores do Coliseu, economizando tempo e também dinheiro para se deslocar. Além do que, com um único ingresso se visita o Colosseo, o Palatino e o Foro, porque as demais saem na “faixa”. Outra coisa: reserve no mínimo uma manhã para tal, mas se você for na alta temporada, aí meu amigo, pode tratar de dedicar um dia inteiro se não quiser perder nada! É que filas, com certeza, você vai enfrentar. Iria, caso opte por uma reserva on-line. Descobri um site maravilhoso que faz isso pra você! É o Rome Museum.

De qualquer forma, acorde cedo, tome a linha B do metrô, ou seja, a de cor azul, e desça na estação Colosseo. Precisa dizer o que você vai ver primeiro? Acho que não, né? Pois bem, é por ele que o nosso mergulho na história começa. A entrada custa 16,5 euros (12 euros para estudantes) e também vale para o Palatino e Fórum, como eu já disse mais acima.

Colosseo
No anfiteatro, assistia-se a jogos e lutas, as quais sempre acabavam em sangue, animal ou humano

Na saída do Colosseo, à sua esquerda, vai estar o Arco de Constantino, um dos mais conservados monumentos de Roma. Data de 312 d.C. e foi construído para celebrar a vitória de Constantino sobre Messanzio. Aliás, arcos é uma coisa que esse povo adora construir pra celebrar vitórias, heim?! É só o que você vai ver em outras cidades que tiveram a influência do Império Romano.

Arco di Constantino
O Arco data Data de 312 d.C. e foi construído para celebrar a vitória de Constantino sobre Messanzio

Depois caminhe um pouco mais a sua frente, onde estará a entrada do Palatino. Mas calma, não entre ainda! Vá logo ver o Circo Massimo. É lá que aconteciam as grandes corridas de bigas – lembra-se daqueles carros romanos puxados por dois cavalos? Pois bem, são eles mesmos. Infelizmente, você não vai encontrar nada como na época do seu apogeu, apenas um gramado e algumas ruínas, mas vale pelo registro histórico. Já fez a foto?

Circo Massimo: onde aconteciam as grandes corridas de bigas

Pronto, agora retorne à entrada do Palatino, morro onde Roma nasceu. Lá estão as ruínas das casas dos imperadores.

Palatino: morro onde Roma nasceu
Palatino: resquícios de onde, um dia, viveram os imperadores romanos

Após andar por elas, se descortina logo a baixo (a vista é de babar, você vai ver!) o Foro Romano. Inacreditável! Confesso que fiquei ali parado uma meia hora admirando.

Foro Romano: do alto, a vista é de babar!

Este espaço concentrava toda a vida social, religiosa, política e econômica da vida romana. Entre colunas, templos e arcos, você vai ter como destaques o Templo de Saturno, o Templo de Antonino e Faustina, o Arco de Tito e por aí vai. É emocionante!

Templo de Antonino e Faustina
Aí se concentrava toda a vida social, religiosa, política e econômica da vida romana

Bateu a sede? Aqui vai uma dica preciosa: em Roma, toma-se água potável, e de graça, direto das inúmeras fontes espalhadas pela Cidade. Ande com sua garrafinha, certo? Até mais!

Espalhadas pela Cidade, as fontes oferecem água potável e de graça!
Pesquisar

Andarilho

Viagens e estilo de vida.
Posts Recentes

01h09mDescubra 12 motivos pelos quais o seu cérebro precisa tirar férias

11h09mConfira seis cidades brasileiras para quem quer conhecer as culinárias regionais

02h09mWi-Fi: conecte-se de graça em qualquer lugar do mundo

02h08mPromoção: confira passagens aéreas para a Europa por menos de R$ 1.600

03h08mVacina contra febre amarela tem nova regra

Ver mais

Tags

Categorias
Blogs
Redes Sociais
Instagram Siga o