Andarilho

Categoria: Coluna Andarilho


09:56 · 01.07.2013 / atualizado às 09:56 · 01.07.2013 por

 

As recentes oscilações não só no dólar, mas também no euro, duas das moedas estrangeiras mais adquiridas pelos brasileiros que vão ao exterior, têm assustado muita gente que está com viagem marcada. Como nosso propósito aqui vai além de mostrar destinos e o que de interessante existe por esse mundo afora, senti-me na obrigação de dar uma mãozinha para quem ainda se atrapalha na hora de adquirir o dinheiro para viajar.

Quando comprar? Espero ficar mais barato? Estes são os questionamentos mais comuns. O que tenho a dizer é que em se tratando de câmbio nunca se sabe o rumo dos acontecimentos. O valor das moedas flutua conforme o humor do mercado. Então, quando vai baixar ou subir é algo que não dá para prever. Mas calma, não desanime!

A resposta para estas dúvidas resume-se a uma única dica: a aquisição deve acontecer de forma gradual e sempre observando a data da viagem. Para facilitar, vamos a um exemplo: quem vai embarcar daqui a algumas semanas deve fazer a compra aos poucos, em duas ou três vezes. Já aqueles que vão viajar em menos de 15 dias e não vinham se preparando, infelizmente, terão de comprar de uma vez só.

O fato é que para evitar correr riscos em cenários como o atual, o ideal é sempre começar a adquirir a moeda estrangeira pelo menos seis meses antes da viagem. Assim, o consumidor terá tempo de sobra e poderá fazer o câmbio quando as cotações estiverem mais baixas. Agindo dessa forma, ao final, conseguirá um preço médio, obtendo alguma vantagem. Dependo do prazo até a data da viagem, é uma maneira de não fazer um mau negócio.

Fazendo as contas, vamos supor que você adquire determinada quantia com o dólar valendo R$ 2,30. Depois, ao perceber que este recuou um pouco, aproveita e compra outro tanto com ele valendo R$ 2,20. Aí, próximo da viagem, por sorte, a divisa baixa  mais – tome como hipótese o valor de R$ 2,15 -, você aproveita para comprar o que faltava. Fazendo as contas, o desembolso médio foi de R$ 2,21 por dólar adquirido. Essa é a vantagem da compra fracionada.

Resumindo, não vale a pena arriscar a viagem especulando sobre o câmbio. Vá comprando sempre que tiver dinheiro disponível e colocando, por segurança, nos cartões pré-pagos, como o Visa Travel Money. Além de não pesar no orçamento, a antecedência trará bem mais vantagens. Você vai ver!

Texto publicado na coluna do blog na Revista Siará – Edição de 30.06.2013

09:55 · 20.06.2013 / atualizado às 10:10 · 20.06.2013 por
Vista de uma cidade suíça a partir do Glacier Express
Vista de uma cidade suíça a partir do Glacier Express

Um castelo aqui, outro ali. Montanhas de tirar o fôlego, vistas pitorescas da costa ou até mesmo lagos cintilantes.  Estas são algumas das surpresas que você poderá desfrutar a bordo de um trem na Europa.

Na verdade, por via férrea é a melhor maneira de explorar este continente tão rico e diversificado em paisagens. E, por conta disso, ainda não entendo porque há tanta gente que prefere circular entre as cidades a jato ou, melhor dizendo, dentro de um avião.

Tudo bem que a Europa, como nenhum outro lugar no mundo, oferta uma gama de companhias aéreas de baixo custo. E eu hei de concordar que a viagem, de fato, também é bem mais rápida. Mas por que tanta pressa?

Para quem quer realmente viajar, bem melhor do que ir de um ponto a outro é percorrer o caminho entre os mesmos. Como já adiantei, as surpresas serão imensas. Para se ter uma ideia, do sul da Itália ou da França subindo até a Escandinávia, passando pelos Alpes suíços e pela bucólica Áustria a vista que se vislumbra não vai fazer você se arrepender.

Ficou curioso? Relacionei algumas rotas que são verdadeiros cenários de filme. Para começar, a extensa malha de trens europeia presenteia quem a visita, por exemplo, com o Bernina Express, um passeio pelas montanhas cobertas de neve da Suíça.

Também por este país, se tem o percurso entre St-Moritz e Zermatt, feito pelo Glacier Express. É uma viagem panorâmica de leste a oeste pelos Alpes suíços. A viagem dura 7h30, passando por 91 túneis e 291 pontes. Contemplar a vista das geleiras, dos lagos alpinos e da paisagem rural é de arrepiar!

Ou que tal ir bater na Noruega e tomar a linha que leva o visitante até Flam, no interior do país, através do fiorde mais longo e profundo na Europa, o Sognefjorden? O trajeto atravessa um estreito e íngreme vale, com vista para cachoeiras e montanhas poderosas. O trem viaja lentamente e para nos pontos mais pitorescos para fotos, como na cachoeira Kjosfossen.

Passando por Schwangau, na Bavária (Alemanha) seguindo pela rota da Floresta Negra
Passando por Schwangau, na Bavária (Alemanha), seguindo pela rota da Floresta Negra

Outra opção é a rota da Floresta Negra, no sudoeste da Alemanha, passando pela região de Baden-Württemberg, e circulando entre as coníferas que revestem as montanhas e percorre aldeias bastante estilosas, como Hanzel e Gretal.

Se você gostou da dica não deixe de experimentar e, quem sabe, descobrir muitas outras opções, assim como eu descobri. No mais, basta sentar e desfrutar da paisagem, uma vez que ela passa por você, a partir do conforto de sua poltrona. Vale muito a pena!

*texto publicado na coluna do blog na revista Siará – edição de 18.11.2012

09:37 · 10.06.2013 / atualizado às 09:37 · 10.06.2013 por

smartphone 1

 

Antes um inimigo de quem saia de férias e queria sossego. Hoje, o celular pode ser um grande companheiro de viagens. E olha que ele não é útil apenas para fazer ligações. Com um smartphone, além de manter contato com os amigos e familiares pelo email e pelas redes sociais, você pode utilizá-lo como notebook, GPS, câmera fotográfica e até como guia de viagem.

Duvida? É só baixar os populares aplicativos, os chamados apps, que onde quer que você esteja vai ter na palma das mãos um mundo de informações para deixar o seu passeio bem mais tranquilo.  Gratuitos ou pagos, praticamente todos eles estão disponíveis para os sistemas mais utilizados como o IOS, para iPhone, e  Android.

Além dos já manjados apps que possibilitam fazer reservas de hotéis e passagens aéreas, existem aqueles capazes de consultar o significado das palavras em diferentes línguas, converter moedas e medidas, achar um restaurante bacana, acompanhar a situação dos voos, entre tantas outras funcionalidades úteis ao viajante. Gostou da ideia? A coluna listou algumas ferramentas que podem fazer diferença durante a sua viagem.

Para começar, que tal passar a compreender placas em chinês ou russo, por exemplo, com poucos cliques no celular? Pois pode ir baixando o Google Tradutor. Para traduzir palavras ou frases, basta você digitar, falar ou então fotografar o que deseja entender. O aplicativo, além de disponibilizar dezenas de línguas, ainda identifica o idioma. Porém, para usá-lo é preciso estar online.

Na mesma linha, há também o Voice Translator, que funciona como um tradutor simultâneo. Você fala em português e ele converte no idioma que você quiser. Pode ser ao contrário também. Outra opção é o Jourist, que pode ser utilizado mesmo quando não há rede wi-fi.

Metrôs também não têm mais segredos. O  aMetro, por exemplo, ajuda você a encontrar seu caminho nos sistemas de transporte público em cidades de mais de 50 países. Ele pode ser usado, inclusive, sem conexão a internet.

A fim de diversão? Então a pedida é baixar o Mtrip Travel, que lista os principais restaurantes, bares e atrações em vários destinos. Dúvidas quanto ao clima? Pois a solução é ter o The Weather Channel, que mostra a previsão do tempo naquele momento, por hora e até para os próximos dez dias. No dia a dia da viagem, saber se vai fazer sol ou chover pode ser de grande ajuda para programar uma ida à praia, agendar um passeio de barco ou mesmo escolher a roupa mais adequada.

Se você quer aproveitar a viagem ao exterior para fazer umas comprinhas, o Right Size pode lhe ajudar a descobrir qual numeração de roupas e sapatos correspondem às medidas brasileiras. Além disso, ter um conversor de moedas no celular também é muito útil para ter certeza do quanto está gastando e não extrapolar nos gastos. Há vários aplicativos disponíveis, o XE Currency é um deles.

Deseja conexão gratuita à internet? O Free Wi-fi guarda os endereços de estabelecimentos onde o este serviço não tem custo. E tem também os apps para consultar se o seu voo está no horário. Com o FlightAware é possível rastrear voos nos principais aeroportos do mundo, buscando por número, rota e terminal de partida e chegada. Aqui no Brasil, uma boa é o Voos Online, da Infraero.

Enfim, há uma infinidade de sugestões. Estas foram apenas algumas delas. Conhece outras? Pois conta para nós.

*Este texto foi publicado na coluna do blog na Revista Siará – edição de 09 de junho de 2013

09:00 · 31.05.2013 / atualizado às 09:58 · 29.05.2013 por

Mesmo com todos os relatos e advertências mostrados na imprensa, ainda há quem tenha problemas na hora de entrar em outro país. Nas últimas semanas, escutei pelo menos três histórias de pessoas que foram barradas ao desembarcar lá fora. E o pior: por motivos simples. Com um pouco mais de informação e planejamento, tudo teria dado certo.

Pensando nisso, elaborei esse pequeno manual para ajudar a quem viaja ao exterior, a fim de tornar o passeio uma experiência prazerosa e não um trauma.  Dicas que você deve saber para passar com tranquilidade pela imigração.

A primeira delas diz respeito à documentação. Há países que exigem alguns documentos e sugerem outros. Para sentir-se mais seguro na hora de viajar, consulte os consulados ou um agente de viagens e verifique a necessidade de vistos e o que precisa comprovar.

Para países do Mercosul, por exemplo,  basta levar a cédula de identidade (RG), desde que esteja em bom estado de conservação e com foto que possibilite reconhecê-lo. Não precisa de visto. Comprovação de vacina contra febre amarela pode ser necessário em alguns deles.

Se o destino for Estados Unidos, há necessidade de visto prévio. Ao viajar, além do passaporte, é aconselhável levar algum comprovante de renda (carteira de trabalho ou declaração de imposto de renda) e de que a viagem é a turismo (reserva de hotel, passagem de volta e seguro).

Já para os países da União Europeia, com permanência de até três meses, não é necessário visto, apenas apresentação do passaporte ao desembarcar. Porém, na prática, é obrigatório ter seguro-saúde com cobertura de € 30.000, comprovante de renda e pelo menos € 60 em espécie por dia de estada, além de um cartão de crédito internacional. Vouchers de hotel ou carta-convite assinada por quem irá hospedá-lo também são bem-vindos. Tenha à mão a passagem de volta e algo que ateste seu vínculo com o Brasil, como a carteira de trabalho.

Vale lembrar que, em todos os casos, o passaporte só será aceito se tiver pelo menos seis meses de validade a partir da data de embarque. Se for preciso comprovante de vacinação contra febre amarela, esta vacina tem que ser tomada pelo menos dez dias antes da viagem. Pode ser necessário apresentar a Carteira Internacional de Vacinação, que pode ser feita em poucos minutos nos postos da Anvisa dos aeroportos internacionais.

Tome cuidado ainda ao escolher voos com conexões. Certifique-se de que você tem a documentação necessária para passar pelos países nos quais precisa tomar os aviões. Se não, não poderá desembarcar no aeroporto e perderá os voos e sem direito a reembolso.

Agentes de imigração geralmente são chatos. Portanto, além de atenção à documentação, outros cuidados podem ajudar a não ser barrado. Se vista discretamente e de forma condizente com o local a que está visitando. Se for inverno no país de destino, não faz sentido trajar minissaia ou bermuda, por exemplo. Desligue ou tire o som de seu celular na fila de imigração e não o use durante a entrevista. Tente não fazer muito barulho enquanto espera para ser atendido. Procure não rir, isso só irá trair seu nervosismo.

Não vá acompanhado ao balcão de atendimento, exceto se compartilhar documentos (como voucher do hotel, seguro, passagens). Ah, pode parecer bobagem, mas não masque chiclete, nem chupe bala e nem coma nada ao conversar com o agente.

Para passar mais tranquilamente pela entrevista, leia sobre o país que você quer visitar. Poderão lhe perguntar o que você deseja conhecer, quais são os seus interesses ali. Pesquisando antes as atrações e a história do destino, você terá mais argumentos para convencer de suas intenções. Boa viagem!

* Este texto foi publicado na coluna do blog na Revista Siará – edição de 28 de abril de 2013

10:31 · 28.05.2013 / atualizado às 10:31 · 28.05.2013 por

Mandamentos-do-Voluntário

Vá por mim, férias e voluntariado nunca caminharam tão juntos. Entre as muitas formas recentemente assumidas pelo turismo, esta talvez seja a experiência que mais se diferencia da daquela tradicional de viajar. A ideia pegou tanto que até um neologismo, o volunturismo, foi criado para denominar a prática, que consiste em realizar viagens cujo objetivo não visa ao lazer, mas à iniciativa de auxiliar determinadas comunidades ou projetos ambientais, enquanto se explora um lugar novo e descobre outras culturas.

A primeira vez que ouvi falar sobre o tema não faz muito tempo ­– pouco mais de um ano -, ao entrevistar uma senhora de 68 anos, à época, que adora fazer intercâmbios e entre os que já havia feito, decidiu passar três meses na Índia, aonde chegou a dar aulas de inglês, matemática e computação para comunidades carentes. No tempo livre, aproveitava para passear.

Fiquei encantando com o relato. E se você também ficou, saiba que muitas organizações não governamentais, as chamadas ONGs, e agências de intercâmbio vêm encorajando os viajantes a embarcar nessa aventura, literalmente, do bem.

Entretanto, escutando outras experiências do gênero, não adianta se enganar: deixar o conforto e o descanso de lado não é nada fácil; mas a recompensa, segundo contam, é grande quando uma viagem envolve uma atividade desse porte, que beneficia não apenas a si próprio, mas a centenas de pessoas, animais ou até mesmo a toda uma região.

E esse universo é vasto. Você sabia que é possível realizar atividades com crianças portadoras de deficiências físicas e mentais na África do Sul? Trabalhar com educação em saúde na Albânia? Ou prestar serviço em uma fazenda orgânica no Cazaquistão? Achou muito exótico? Pois conforme pesquisei, a gente pode ser volunturista em qualquer parte do mundo, até mesmo aqui no Brasil. Também não exige experiência.

Para embarcar nessa, primeiro você vai precisar de tempo suficiente para gastar na viagem. O período de permanência pode variar de duas semanas a um ano, porém, o tempo máximo depende do programa. Vai necessitar ainda de algum recurso financeiro para participar, pois, embora muitas viagens garantam hospedagem e alimentação, haverá gastos com passagem e extras (vistos, passeios, transporte etc.).

Como estamos falando de voluntariado, ser proativo e ter vontade de se envolver, por pelo menos parte do tempo, em atividades que não são para o próprio prazer vai ser fundamental.

Ter consciência da situação do lugar para o qual pretende ir é outro quesito que não pode ser deixado de lado. Apesar de o trabalho contar com monitores que irão guiar o voluntário, este precisa estar informado sobre regras, política, economia e costumes locais, principalmente para ter facilidade de lidar com as pessoas da região e não sofrer choque cultural. No mais, é ter disposição, ser flexível e aberto.

Para quem ficou interessando, agências de intercâmbio como a CI (www.ci.com.br), Experimento Intercâmbio Cultural (www.experimento.com.br) e STB (www.stb.com.br) ou ONGs como a Cidadão Global (www.aiesec.org.br/faca-intercambio/cidadao-global) e a Global Crossroad (www.crossroad.com) têm programas interessantes a oferecer.

* Este texto foi publicado na coluna do blog na Revista Siará – edição de 05 de maio de 2013.

09:55 · 27.05.2013 / atualizado às 09:55 · 27.05.2013 por

E a capital é…

As confusões que o turista faz com as metrópoles

Por ser a cidade brasileira mais conhecida lá fora, ainda há quem confunda o Rio de Janeiro com a capital do Brasil. Tudo bem que essa situação era mais comum há alguns anos, e é claro entre os estrangeiros, quando o nosso País não era tão badalado no cenário internacional.

Porém, esse tipo de equívoco também acontece por aqui em relação a outros países. Muitos brasileiros partem rumo ao exterior sem a menor noção do status que determinada cidade ocupa no contexto político, econômico, social e cultural do lugar onde vai visitar.

Você é um dos que sempre acha que a maior cidade de uma nação é a sua capital? Nem sempre, viu? A título de curiosidade, a coluna fez um apanhado sobre o assunto, a fim de ajudar os viajantes de plantão a fazer bonito em suas andanças mundo afora. Vamos conferir?

Um exemplo clássico é achar que Sidney, importante metrópole australiana, é a capital. Esta é, na verdade, Canberra, que fica a sudoeste do País. Junto com Melbourne, Sidney acabou mais conhecida por, entre outros motivos, receber eventos esportivos internacionais.

O maior cidade da Austrália é com comumente confudida com a sua capital Foto: Divulgação
O maior cidade da Austrália é com comumente confudida com a sua capital Foto: Divulgação

Pretende visitar a África do Sul? Pois vá logo aprendendo que Johanesburgo apenas centraliza o poder econômico por lá. Ao contrário, o centro administrativo é Pretória, com a Cidade do Cabo ocupando a posição de capital legislativa e Bloemfontein a de judicial.

Uma vez na Suíça, reconhecida por suas magníficas paisagens e lagos, não ponha os pés em Zurique ou Genebra achando que uma das duas pode ser a capital. Estas são epicentros econômicos e culturais locais. A segunda recebe, inclusive, eventos das Nações Unidas, mas é Berna oficialmente a capital.

A simpática Berna, embora não sendo a maior cidade da Suíça, detém o título de capital do país Foto: Divulgação
A simpática Berna, embora não sendo a maior cidade da Suíça, detém o título de capital do país Foto: Divulgação

E para quem está encantando com a beleza de Istambul pela telinha da TV, saiba que apesar de ser a maior cidade da Turquia, com quase 16 milhões de habitantes, e porta de entrada dos turistas que visitam o País, Ancara é que detém o posto.

Reconhecido pela arrojada arquitetura, Dubai é outro lugar que no imaginário de alguns turistas faz às vezes de capital dos Emirados Árabes Unidos, mas a verdade é que Abu Dhabi é que o é.

E do Canadá? Você sabe? Contrariando o que maioria pensa, Ottawa e não Ontário é que ocupa a posição. Sem contar que ainda há quem ache que Nova York, por ser o grande centro econômico e turístico dos Estados Unidos seja a sua capital. No entanto, esta é Washington D.C. E cuidado, pois se você não mencionar essas duas letras – que querem dizer Distrito de Columbia – estará se referindo a um estado norte-americano.

Uma surpresa diz respeito à Bolívia. Sinto em dizer, mas não é La Paz a sua capital constitucional. Esta é a sede do governo boliviano, mas a capital de direito é Sucre, com apenas 230 mil habitantes.

Isto acontece ainda na Holanda, onde Amsterdã é oficialmente a capital, mas é em Haia onde está a sede do governo, gerando assim a dúvida. O mesmo ocorre em Israel. Ao contrário do que se pensa, não é Tel Aviv que detém o status. Por esta cidade abrigar as embaixadas de muitos países, há essa confusão, porém Jerusalém é que é a capital. Enfim, o mundo está cheio de curiosidades nesse sentido e nunca é demais a gente aprender. Não acha?

11:57 · 05.11.2012 / atualizado às 11:57 · 05.11.2012 por

Começo a semana transcrevendo a coluna do último domingo publicada na revista Siará. Para quem acompanha o blog, também assino uma coluna de mesmo nome nesta revista, que circula junto com o Diário do Nordeste.

Em “Viajar é trocar a roupa da alma”, frase de Mário quintana, discorro sobre a experiência que é viajar. Achei super pertinente a frase deste autor, pois reflete bem o que sinto ao retornar de uma viagem. E você? Leia e me conte. Boa leitura!

 

Viajar é trocar a roupa da alma

 

Quando li essa frase, de Mário Quintana, circulando há alguns dias nas redes sociais – inclusive, a compartilhei -, eu tive a certeza de que é a síntese do que se sente em uma viagem. São novas experiências, novas vivências – boas e ruins, é claro! É uma troca de favores, de doação e, sobretudo, de tolerância.

E o que ele diz veio bem a calhar. Acabo de retornar de férias, e é exatamente como me sinto sempre que volto para casa, para onde moro, para minha vida, para o meu cotidiano.

Uma pena que muita gente viaje e não experimente essa renovação. Vão e voltam da mesma maneira que foram. Eu não!

Acredito que, comparado com a média das pessoas, já andei muito por aí e posso assegurar que as experiências foram sempre muito valorosas e intensas. Pelo menos, empenho-me para que sejam.

Passar por tantos lugares, escutar e até mesmo falar outros idiomas, provar bebidas e comidas diferentes e interagir com culturas diversas nos faz mais observadores e, como já mencionei, tolerantes. Pelo menos essa é a proposta.

E quando a gente volta, vê a terra natal com outros olhos. Não apenas com bons olhos – aqueles da saudade -, mas críticos também. Aprendemos a dar valor ao que temos, assim penso eu.

Mas uma coisa é certa: não adianta comprar uma passagem, arrumar as malas, desembarcar em outro país e querer que tudo seja e funcione exatamente da forma de onde vivemos. A tolerância a que me refiro passa também por adaptação. Por que não fazer diferente? Só vamos saber se é bom ou não se houver essa permissão de nossa parte.

Como afirma Amyr Klink, em seu livro Mar sem fi m, “um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor”.

Como ele ainda completa: “conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver… É preciso questionar o que se aprendeu. É preciso ir tocá-lo”. Eu concordo, e você?

15:44 · 22.06.2012 / atualizado às 15:45 · 22.06.2012 por

Na coluna Andarilho do último domingo (17.06) recordei uma viagem que fiz a Buenos Aires, lembrando que a cidade tem muito mais a oferecer que a mesma em si. Na verdade, muitas pessoas se prendem apenas às atrações turísticas do centro e bairros famosos como Recoleta, Palermo, La Boca, San Telmo e Puerto Madero, o que é uma pena.

Esticando a estadia um pouco mais, você poderá, por exemplo, dedicar um tempo e explorar a belíssima região do Delta do Tigre. Na região norte e bem perto da cidade, beirando o Rio da Prata, encontra-se esta que é uma das áreas residenciais e turísticas mais exclusivas da Grande Buenos Aires. Um gigantesco conjunto de ilhas, uma reserva natural da floresta e da fauna nacional.

O cenário é único, cheio de rios, canais, árvores frondosas, casas coloridas, embarcações e a vida sã como princípio. Sem contar pequenas e charmosas localidades pelo caminho, que vão lhe encantar. E o que é melhor: comporta uma bate e volta no mesmo dia.

Vamos lá? Para ler o texto na íntegra clique aqui.

Abaixo algumas fotos do local:

O cenário é único, cheio de rios, canais, árvores frondosas, casas coloridas, embarcações e a vida sã como princípio Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

Tigre há vários passeios pelo Delta. Pode-se optar por barcos, catamarãs, lanchas e táxi aquático Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

Não faltam atrativos pelo centro da cidade, que tem um caráter britânico

 

Um exemplo da arquitetura é o Museu de Arte

 

Catedral de San Isidro, no caminho entre a estação Maípu e o Delta do Tigre. Vale a parar para conhecer Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

 

10:27 · 10.04.2012 / atualizado às 10:27 · 10.04.2012 por

O mar sempre me fascinou. Contemplar essa maravilha da natureza é algo relaxante. Sem contar que caminhar pela praia e depois dar um mergulho me faz carregar as energias.

Por enquanto minha relação com os oceanos ainda não passou disso. Mas confesso que explorar suas profundezas também me chama a atenção. Porém, ainda não tive coragem de me aventurar.

Na verdade, o contato mais próximo que tive com o fundo do mar foi ao visitar alguns aquários espalhados pelo mundo e que se configuram como grandes atrações desses lugares.

Um dos espaços mais incríveis que já fui fica em Portugal. Falo do Oceanário de Lisboa, localizado no Parque das Nações, inaugurado em 1998, para abrigar a última exposição mundial do século XX, cujo tema foi “Os Oceanos, um Patrimônio para o Futuro”.

Oceanário de Lisboa, uma das atrações mais bacanas da capital portuguesa Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

O espaço aumentou ainda mais a relação da Cidade com o mar Foto: Anchieta Dantas Jr.

Surpreendente é a palavra que o define. Sua grandiosidade, seu comprometimento com a natureza e sua dinâmica de funcionamento deslumbra tanto quanto o choque da primeira visão, quando nos deparamos com aquele gigantesco aquário interior reproduzindo a sensação de se estar diante de uma tela de cinema. E no fundo do mar, é claro!

Estima-se que um milhão de pessoas passam por lá todos os anos. Percorrer o ambiente é um programa e tanto. Vá por mim!

Assim, se você ficou curioso, acesse a coluna do blog publicada no último domingo na Revista Siará, que circula como o Diário do Nordeste.

Para ler o texto na íntegra clique aqui. A seguir, seguem mais algumas imagens da maravilha que é este lugar.

Habitantes dos oceanos como os pinguins não foram esquecidos Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

Graciosas lontras animam os turistas Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

Nunca estive tão próximo de um tubarão Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

Enorme e estranho, o peixe-lua é a sensação do Oceanário Foto: Anchieta Dantas Jr.

 

08:37 · 20.03.2012 / atualizado às 08:37 · 20.03.2012 por

 

Já abordei por aqui e na coluna do Blog na Revista Siará, que circula junto com o Diário do Nordeste, que a falta de dinheiro é apontada como um dos principais motivos e, em alguns casos, até mesmo desculpa, para alguém deixar de viajar.

De fato, ter dinheiro suficiente para tal pode ser um complicador , ainda mais se o seu orçamento está apertado. Aí, surge a pergunta que não quer calar: como economizar dinheiro para viajar?

Simples e fácil não é. Porém, com um pouco de dedicação e muita vontade de realizar este sonho é possível sim guardar uma boa grana e proporcionar, com tranquilidade e segurança, ótimos momentos para você e para quem mais desejar.

Entretanto, não adianta sair por aí dizendo que vai começar a juntar o que precisa para custear a viagem dos seus sonhos, se você simplesmente não tem noção de onde tirar.

Quer saber como? Na coluna Andarilho do último domingo, bato um papo sobre o assunto e apresento algumas dicas para ajudá-lo nessa empreitada. Passa lá! Tá bem legal.

Para ler o texto na íntegra clique aqui.

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