Andarilho

Categoria: Rio de Janeiro


10:35 · 23.05.2014 / atualizado às 11:09 · 23.05.2014 por

Sou fã de hostels! Como geralmente embarco em viagens solo, é a chance de conhecer gente nova, socializar e, claro, economizar. Mas isso sem abrir mão do mínimo de conforto. Mesmo com acomodações mais simples que a dos hotéis, os hostels não ficam atrás em termos de localização e, alguns casos, são bem mais interessantes e confortáveis que estabelecimentos de duas e até três estrelas.

Prefrências à parte, vamos ao que interessa. Considerando o quesito localização, já vi muito hostel curioso por aí: em um barco ancorado (Estocolomo – Suécia), em uma antiga prisão (Zagreb – Croácia) e em um castelo reformado (Escócia). Agora, em meio a uma favela pra mim é novidade. Fiquei super curioso quando descobri e veja porquê.

Falo do Mirante do Arvrão, um hostel-boutique, inaugurado em dezembro de 2013 – projeto do top arquiteto Hélio Pellegrino – que promete dentre outros atrativos, uma vista hipnotizante do Rio de Janeiro. O estabelecimento se encontra no topo do Vidigal, hoje uma favela pacificada. Lá de cima, do terraço-mirante do local, somente o azul do céu e do mar. E de qualquer um dos dois decks do estabelecimento, você ganha um combo: orla Ipanema-Leblon + a face do morro Dois Irmãos + a encantadora comunidade abaixo. É mole ou quer mais?

Vista a partir do hostel Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
Vista a partir do hostel Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação

Se isso não bastasse, você pode ter isso tudo enquanto saboreia um chop bem gelado e um petisco do Belmonte. Sim, o restaurante e bar do Mirante do Arvrão é um Boteco Belmonte, uma tradicional rede de botecos-chique da capital carioca, com filiais no Leblon, Ipanema, Jadim Botânico, Copa e agora no Vidigal.

O Belmonte Bar que fica no hostel Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
O Belmonte Bar que fica no hostel Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
O deck Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
O deck Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação

Outro plus do local é que ele é 100% eco-friendly. Tem captação de água da chuva, o aquecimento é feito por energia solar e só utiliza materiais renováveis.

Na hora de fazer a reserva o hóspede tem a opção de quartos compartilhados (de 6 e 8 pessoas) e individuais, todos com ar-condicionado, conexão WiFi, armários, café da manhã incluso e, claro, a prometida vista. Para as acomodações compartilhadas as diárias variam de R$ 60 a R$ 80 por pessoa. Já as individuais custam R$ 300, podendo acomodar até duas pessoas, e contam com banheiro no quarto.

Quarto compartilhado Foto: Mirante do/Divulgação Arvrão
Quarto compartilhado Foto: Mirante do/Divulgação Arvrão
Quarto individual Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
Quarto individual Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
Banheiros Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
Banheiros Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
Corredores Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
Corredores Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
Recepção Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
Recepção Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
Fachada Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
Fachada Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
O café da manhã Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação
O café da manhã Foto: Mirante do Arvrão/Divulgação

Para reservas e mais informações, sugiro visitar a página do hostel na internet ou sua fan page no facebook. Pelo booking.com é possível saber a opinião de quem já se hospedou.

Uma coisa é certa: se já faz alguns anos que tanto cariocas quanto gringos vêm subindo o Vidigal, carregados pela energia do local e sedentos pela vista, empurrados depois pelo movimento de festas e de migração de bares e restaurantes bacanas, certamente o Mirante do Avrão será mais um atrativo pra chamar o povo do asfalto lá pra cima. Eu adorei.  Acho que em uma próxima visita ao Rio irei conhecer!

09:34 · 08.11.2013 / atualizado às 09:34 · 08.11.2013 por

Não só belezas naturais e monumentos atraem viajantes pelo mundo. Outrora residência de monarcas, palácios e castelos, por exemplo, despertam a curiosidade de muitos turistas, interessados em tradições e estilos de vida. Para eles, a arte de morar bem é mais do que um motivo para conhecer estes locais. Uma prova de que turismo, arquitetura e decoração sempre caminharam de mãos dadas, e não poderia ser diferente.

Os exemplos são inúmeros, mas uma visita ao Museu Imperial, popularmente conhecido como Palácio Imperial – morada de verão da família real portuguesa durante a sua estada no Brasil -, localizado em Petrópolis, no Rio de Janeiro, permite uma viagem pela história do nosso País.

Fachada do palacete neoclássico construído entre 1845 e 1862 Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
Fachada do palacete neoclássico construído entre 1845 e 1862 Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

As origens do local remontam à passagem de dom Pedro I pela região da Serra Fluminense, a caminho das Minas Gerais. Encantado com a paisagem e clima ameno, o imperador adquiriu um lote de terra, a Fazenda do Córrego Seco, onde pretendia levantar um palácio de verão, plano que não chegou a concretizar.

Herdando a fazenda, seu filho dom Pedro II levou adiante a ideia do pai, construindo um palacete neoclássico entre 1845 e 1862, obra que estava embutida em um grande projeto urbanístico que envolvia a construção de uma cidade em seu entorno, Petrópolis, e que previa, ainda, a colonização de toda a área, então quase desabitada.

Atualmente localizada no centro histórico da cidade, a edificação ainda preserva muito da decoração original da época. O acervo tem desde mobília a coroas, roupas, joias e documentos reais, distribuídos em cômodos como a Sala de Jantar, com rico conjunto de móveis e serviço de louças; e a Sala de Música, preservando instrumentos como uma harpa dourada e um piano, que teria pertencido a Dom Pedro I. O mobiliário é todo em jacarandá.

A Sala de Jantar exibe rico conjunto de móveis e serviço de louças Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
A Sala de Jantar exibe rico conjunto de móveis e serviço de louças Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

 

A Sala de Música preserva instrumentos que teriam pertencido a Dom Pedro I Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
A Sala de Música preserva instrumentos que teriam pertencido a Dom Pedro I Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

Já na Sala de Estado, a mais importante do palácio, onde Dom Pedro recebia os visitantes oficiais, está o trono, que antes ficava no Palácio da Quinta da Boa Vista, além de vários adornos como vasos, porcelanas, consoles e espelhos decorados.

No Gabinete de Dom Pedro II, onde o imperador passava a maior parte do dia em meio a instrumentos científicos e livros, são preservados, entre outros objetos, sua luneta, o primeiro telefone do Brasil, que ele trouxe dos Estados Unidos, sua chaise-longue e diversos retratos pintados de familiares.

A Sala de Estado e o trono real Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
A Sala de Estado e o trono real Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

 

O Gabinete de D. Pedro II Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
O Gabinete de D. Pedro II Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

Completa o tour os Aposentos das Princesas, preservando os ambientes originais ocupados pelas princesas Dona Isabel e Dona Leopoldina, com mobília em estilo Dom José I e a Sala de visitas da Imperatriz, onde Dona Teresa Cristina recebia suas amigas em caráter privado, para conversas e sessões de bordados.

O Quarto dos Imperadores Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
O Quarto dos Imperadores Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

 

A Sala de visitas da Imperatriz, Dona Teresa Cristina Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
A Sala de visitas da Imperatriz, Dona Teresa Cristina Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

A visitação pode ser feita de terça a domingo mediante o pagamento de R$ 8. Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam a metade. Já brasileiros maiores de 80 anos, menores de sete anos e pessoas com deficiência têm acesso gratuito.

Porém, esta cidade imperial ainda guarda outros segredos da época da família real. A Casa de Santos Dumont e o Palácio de Cristal estão entre as outras paradas obrigatórias.

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