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Categoria: Petrópolis


09:34 · 08.11.2013 / atualizado às 09:34 · 08.11.2013 por

Não só belezas naturais e monumentos atraem viajantes pelo mundo. Outrora residência de monarcas, palácios e castelos, por exemplo, despertam a curiosidade de muitos turistas, interessados em tradições e estilos de vida. Para eles, a arte de morar bem é mais do que um motivo para conhecer estes locais. Uma prova de que turismo, arquitetura e decoração sempre caminharam de mãos dadas, e não poderia ser diferente.

Os exemplos são inúmeros, mas uma visita ao Museu Imperial, popularmente conhecido como Palácio Imperial – morada de verão da família real portuguesa durante a sua estada no Brasil -, localizado em Petrópolis, no Rio de Janeiro, permite uma viagem pela história do nosso País.

Fachada do palacete neoclássico construído entre 1845 e 1862 Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
Fachada do palacete neoclássico construído entre 1845 e 1862 Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

As origens do local remontam à passagem de dom Pedro I pela região da Serra Fluminense, a caminho das Minas Gerais. Encantado com a paisagem e clima ameno, o imperador adquiriu um lote de terra, a Fazenda do Córrego Seco, onde pretendia levantar um palácio de verão, plano que não chegou a concretizar.

Herdando a fazenda, seu filho dom Pedro II levou adiante a ideia do pai, construindo um palacete neoclássico entre 1845 e 1862, obra que estava embutida em um grande projeto urbanístico que envolvia a construção de uma cidade em seu entorno, Petrópolis, e que previa, ainda, a colonização de toda a área, então quase desabitada.

Atualmente localizada no centro histórico da cidade, a edificação ainda preserva muito da decoração original da época. O acervo tem desde mobília a coroas, roupas, joias e documentos reais, distribuídos em cômodos como a Sala de Jantar, com rico conjunto de móveis e serviço de louças; e a Sala de Música, preservando instrumentos como uma harpa dourada e um piano, que teria pertencido a Dom Pedro I. O mobiliário é todo em jacarandá.

A Sala de Jantar exibe rico conjunto de móveis e serviço de louças Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
A Sala de Jantar exibe rico conjunto de móveis e serviço de louças Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

 

A Sala de Música preserva instrumentos que teriam pertencido a Dom Pedro I Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
A Sala de Música preserva instrumentos que teriam pertencido a Dom Pedro I Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

Já na Sala de Estado, a mais importante do palácio, onde Dom Pedro recebia os visitantes oficiais, está o trono, que antes ficava no Palácio da Quinta da Boa Vista, além de vários adornos como vasos, porcelanas, consoles e espelhos decorados.

No Gabinete de Dom Pedro II, onde o imperador passava a maior parte do dia em meio a instrumentos científicos e livros, são preservados, entre outros objetos, sua luneta, o primeiro telefone do Brasil, que ele trouxe dos Estados Unidos, sua chaise-longue e diversos retratos pintados de familiares.

A Sala de Estado e o trono real Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
A Sala de Estado e o trono real Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

 

O Gabinete de D. Pedro II Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
O Gabinete de D. Pedro II Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

Completa o tour os Aposentos das Princesas, preservando os ambientes originais ocupados pelas princesas Dona Isabel e Dona Leopoldina, com mobília em estilo Dom José I e a Sala de visitas da Imperatriz, onde Dona Teresa Cristina recebia suas amigas em caráter privado, para conversas e sessões de bordados.

O Quarto dos Imperadores Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
O Quarto dos Imperadores Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

 

A Sala de visitas da Imperatriz, Dona Teresa Cristina Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC
A Sala de visitas da Imperatriz, Dona Teresa Cristina Foto: Divulgação Museu Imperial-Ibram-MinC

A visitação pode ser feita de terça a domingo mediante o pagamento de R$ 8. Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam a metade. Já brasileiros maiores de 80 anos, menores de sete anos e pessoas com deficiência têm acesso gratuito.

Porém, esta cidade imperial ainda guarda outros segredos da época da família real. A Casa de Santos Dumont e o Palácio de Cristal estão entre as outras paradas obrigatórias.

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