Andarilho

Categoria: Turquia


12:45 · 01.09.2015 / atualizado às 12:45 · 01.09.2015 por
O Titanic Beach Lara é na verdade um resort em regime tudo incluso
O Titanic Beach Lara é na verdade um resort em regime tudo incluso

A história é trágica, não tem como negar, mas o fato é que pouco mais de um século depois do naufrágio do Titanic, já é possível se hospedar em um hotel inspirado no emblemático transatlântico. Localizado em Antalya, uma dos mais famosos balneários da Turquia, o Titanic Beach Lara é na verdade um resort em regime tudo incluso com vista direta para o Mar Mediterrâneo.

O hotel fica a cerca de 12 km do aeroporto internacional da cidade e a 17 km do centro, na praia de Lara. São 550 quartos e uma decoração que mistura elementos modernos com pormenores da época, em grande parte inspirados no célebre filme de James Cameron.

São 550 quartos e uma decoração que mistura elementos modernos com pormenores da época Foto: Divulgação
São 550 quartos e uma decoração que mistura elementos modernos com pormenores da época Foto: Divulgação

Há quartos duplos, com vista de jardim, a partir de 135 euros por noite. Eles têm 32 metros quadrados de área, televisão e internet.

Para saber mais, acesse o site do hotel.

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08:00 · 01.12.2011 / atualizado às 08:46 · 01.12.2011 por

Vá por mim, uma visita a Istambul deve incluir, sem sombra de dúvidas, um cruzeiro pelo Bósforo. Isso mesmo, o estreito que liga o Mar de Mármara ao Mar Negro e que divide a Cidade em duas. De um lado a Europa, do outro a Ásia.

Tomar um dos barcos que faz o trajeto é uma ótima chance de explorar a belíssima costa de cada um dos lados e admirar a silhueta pontiaguda da maior e mais famosa cidade turca, em uma viagem pra lá de relaxante.

Existem muitas opções para explorar o Bósforo. Basta caminhar pelo Porto de Eminönü (ao lado da Ponte Gálata e vizinho a Sultanahmet) para escutar alguém gritando: “Bosfor, Bosfor!”. Assim, por módicas dez liras turcas (quatro euros ou cerca de dez reais) embarcações lhe levam para um passeio de aproximadamente 90 minutos. No entanto, o mais longe que talvez você chegue seja até a ponte que liga os dois continentes, sem ultrapassá-la; e, claro, sem paradas ao longo do percurso.

Porém, para corrigir esse lapso e fazer com que você desfrute por inteiro dessa experiência, valendo, inclusive, a desbravar o lado asiático – com direito a um almocinho em uma charmosa vila de pescadores -, é que recomendo que você tome a Excursão Pública do Bósforo. Os ferries partem de um dock exclusivo para o serviço, que, se não me engano é o primeiro, logo ao lado da Ponte Galata.

Ferry que parte do Porto de Eminönü Foto: Anchieta Dantas Jr.

Eles partem pontualmente às 10h30 e o ticket de ida e volta custa 25 liras turcas (dez euros ou 25 reais). A viagem dura uma hora e meia, cada trecho, retornando da última parada às 15h, o que faz com que você desembaque de volta a Eminönü às 16h30. No verão (julho a setembro) e nos fins-de-semana, chegue com pelo menos uma hora de antecedência se quiser garantir um assento.

Mapa do trajeto Foto: Divulgação

A primeira parada é Besiktas, próximo ao Palácio Dolmabahçe. A partir daí, o barco percorre os litorais europeu e asiático, parando em várias vilas ao longo do caminho. As principais são Kanlıca, Sarıyer, Rumeli Kavagı e Anadolu Kavagı. Você pode descer quando quiser, mas terá que fazer seu próprio caminho.

Encantadoras vilas surgem pelo caminho Foto: Anchieta Dantas Jr.

A maioria dos navegantes de primeira-viagem permanece a bordo até Anadolu Kavagı (o que recomendo), uma encantadora vila de pescadores onde há tempo suficiente ( cerca de duas horas e meia) para almoçar em um dos restaurantes de frutos do mar antes de reembarcar, para fazer, então, uma volta sem paradas até Besktas e Eminönü.

Uma bem conservada fortaleza medieval lhe espera Foto: Anchieta Dantas Jr.
Do lado asiático, surgem casas estonteantes Foto: Anchieta Dantas Jr.

Pelo caminho, você vai avistar os grandes tesouros de Istambul. Do lado europeu, a Torre Gálata, o palácio Dolmabahçe, a Mesquita de Örtakoy, o Palácio Dolmabahçe, a Ponte do Bósforo, assim como um bem conservado forte. Já do lado asiático, belíssimas vilas, mais palácios, casas estonteantes e, ao chegar a Anadolu Kavagı, a entrada que leva ao Mar Negro e ainda um castelo medieval, a partir do qual você terá uma belíssima vista do lugar.

Chegando a Anadolu Kavagı, uma simpática vila de pescadores Foto: Anchieta Dantas Jr.
A entrada para o Mar Negro Foto: Anchieta Dantas Jr.
Castelo medieval, no alto de uma colina em Anadolu Kavagi Foto: Anchieta Dantas Jr.
A privilegiada vista do lugar Foto: Anchieta Dantas Jr.

Gostou? Ta esperando o que para embarcar?

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11:16 · 25.11.2011 / atualizado às 08:40 · 01.12.2011 por

Muitas das pessoas que passam por Istambul resumem sua visita percorrendo Sultanahmet e ao Distrito dos bazares. O que não é de se estranhar, afinal, como nenhum outro lugar no mundo, determinada área de uma cidade consegue reunir tantos locais para se hospedar, comer e visitar a poucos passos uns dos outros. Mas vá por mim, permita-se, vá mais além!

Pra começar, atravesse a Ponte Galata, que cruza o “Chifre de Ouro” (Haliç), braço de mar que divide o lado europeu da Cidade em dois e explore a boêmia região de Beyoglu. Visite ainda Taksim, a parte mais moderna e o centro financeiro; e descendo em direção ao Bósforo, o distrito de Besiktas, que abriga esplendorosos palácios; e Ortaköy, cercado de cafés, restaurantes ao ar livre e a vida noturna mais glamourosa (e cara!) de Istambul. De lá, você terá também a vista mais bonita do estreito do Bósforo, que une os mares de Mármara e Negro, separando, por sua vez, a Europa da Ásia, como já explicado em outros posts.

Ponte Galata: divide o lado europeu de Istambul em dois Foto: Anchieta Dantas Jr.

Se estiver hospedado em Sultanahmet, como eu fiquei, pela manhã cedinho tome o Tram sentido Kabatas e desça nesta, que é a última parada. Você estará em Besiktas. Daí caminhe até ao Palácio Dolmabahçe, a maior atração por estas áreas. Construído pelo sultão Abdül Mecit, em 1843, este palácio, ao contrário do Topkapi, tem estilo europeu, tanto que o interior foi feito pelos mesmos arquitetos da Opera de Paris. A entrada custa 15 liras turcas (cerca de seis euros ou em torno de 15 reais). Para visitar o harém, você terá que desembolsar mais dez liras turcas (quatro euros ou dez reais).

Palácio Dolmabahçe Foto: Anchieta Dantas Jr.

As visitas são guiadas, em inglês ou turco, e duram cerca de uma hora, se você se decidir apenas pelo palácio. Porém, se optar também pelo harém, espere gastar mais meia hora do seu tempo. E como eu disse, procure chegar cedo, filas enormes se formam para comprar a entrada.

Mas vale à pena esperar! O lugar é majestoso, com enormes salões, mobiliário de uma riqueza ímpar e lustres e adornos de tirar o fôlego! Infelizmente não é permitido fotografar a parte interna, assim, use e abuse de sua câmera registrando os belos jardins e fontes.

Em estilo europeu, o local é majestoso! Foto: Anchieta Dantas Jr.
Os bem cuidados jardins Foto: Anchieta Dantas Jr.
Flores e fontes completam o visual Foto: Anchieta Dantas Jr.

Saindo do Dolmabahçe, se estiver bem disposto, caminhe, pela lateral do palácio, até a praça de Ortaköy (mais ou menos uns 20 minutos de caminhada). Caso contrário, tome um ônibus como o 22 ou 25E para chegar lá. Mas vou logo avisando, esta é a parte de Istambul onde o trânsito é mais intenso.

Uma vez pelo local, caminhe ao longo do Bósforo, observe interessantes lojinhas, bistrôs e cafés e, se for um domingo, nos arredores você verá uma interessante feira de artesanato e comidas típicas. Menos turístico e mais moderno, este distrito é um excelente lugar para um contato mais próximo com os istambulos. Não deixe de visitar ainda a Mesquita de Ortaköy, de onde se tem uma exuberante vista da Ponte que liga os dois continentes. Se bater a fome, é aí que você deve parar para um almoço bem bacana.

Ortaköy: aos domingos uma interesante feira atrai os locais Foto: Anchieta Dantas Jr.
Mesquita de Ortaköy, que passa por reformas Foto: Anchieta Dantas Jr.
Praça de Ortaköy e a ponte sobre o Bósforo Foto: Anchieta Dantas Jr.

Atenção, se você curte uma boa balada, é nesta região onde estão as melhores e, por conseqüência, as mais caras boates de Istambul. As mais famosas são Reina, Anjelique e Supperclub. Sem contar excelentes clubes de jazz.

Continuando o nosso roteiro, à tarde, retorne a Kabatas e tome o tram no sentido Sultanameht, descendo na parada Karakoy. A partir daí, siga as indicações e caminhe até a Torre Galata, de onde sem tem uma vista de 360º de Istambul. A edificação data de 528, durante o Império Bizantino. Para subir é cobrada uma taxa de dez liras turcas (quatro euros ou dez reais). Aproveite para assistir ao pôr-do-sol. Imperdível!

Torre Galata Foto: Anchieta Dantas Jr.
Do alto se tem uma visão 360º de Istambul Foto: Anchieta Dantas Jr.

Ao descer, caminhe em direção a Istiklal, principal via comercial de Istambul. Com 1.500 metros de extensão, você encontrará interessantes galerias, lojas, bares e restaurantes. Um detalhe: Não importa a hora do dia ou da noite, o vai-e-vem de gente é impressionante! À noite, nesta avenida e em seus arredores a Cidade vira festa, sobretudo às sextas e sábados.

Istiklal: principal via comercial de Istambul Foto: Anchieta Dantas Jr.

Pra concluir, indo até ao final, você encontrará a Praça Taksim. O lugar não tem nada de especial, mas é o epicentro da Istambul moderna e seu centro financeiro. Portanto, vale conferir, afinal você estará ali pertinho mesmo…

Taksim: epicentro da Istambul moderna Foto: Anchieta Dantas Jr.

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11:19 · 28.10.2011 / atualizado às 08:39 · 01.12.2011 por

Por mais que a estonteante beleza das mesquitas e palácios prenda a atenção dos turistas que circulam por Istambul, a sua experiência não estará completa sem uma passadinha nos bazares turcos. E por lá tem dois: o Grand Bazaar (Kapali Çarsi) e o Spice Bazaar (Misir Çarsisi), ou Bazar das Especiarias. E eles ficam logo ali pertinho de Sultanahmet, por onde começamos a desbravar a Cidade. Um enxame de gente e um burburinho que só vendo!

Grand Bazaar: sua visita à Istambul não estará completa sem passar por ele Foto: Anchieta Dantas Jr.
Aberto em 1461, além de mais antigo, este é o maior bazar do mundo Foto: Anchieta Dantas Jr.

Para chegar ao primeiro, vindo da Praça Sultanahmet, siga as linhas de bonde em direção oeste, seguindo pela movimentada e comercial Avenida Divan Yolu. Em menos de dez minutos caminhando se alcança o Grand Bazzar. Por lá, você vai encontrar de tudo: porcelanas, artesanato, tapeçaria, souvenires, ouro, muitas joias, roupas, sapatos e o que mais você puder imaginar.

A riqueza e a beleza das tapeçarias turcas Foto: Anchieta Dantas Jr.
O colorido das porcelanas Foto: Anchieta Dantas Jr.
Taças, copos, luminárias e nágiles completam a diversidade do artesanato turco Foto: Anchieta Dantas Jr.

Também pudera, a tradição vem desde a era Otomana, quando navios carregados de produtos de toda natureza chegavam ao Império, os quais eram vendidos exatamente neste vasto distrito comercial, que se estende do Grand Bazaar até o Porto de Eminönü, onde, próximo, fica o Spice Bazaar.

Além de ser o maior, o Grand Bazaar é também o mais antigo centro comercial do mundo. Foi aberto em 1461 e, atualmente, conta com 3.600 lojas espalhadas em 40 mil metros quadrados de área, grande parte coberta.

Mas uma dica: vá preparado para pechinchar. E não tenha vergonha. Isto faz parte da cultura local e é muito apreciado pelos comerciantes turcos. Caso contrário, você correrá o risco de comprar um simples badulaque custando três vezes mais do que em outras áreas comerciais da Cidade.

Para você ter uma ideia, resolvi comprar lenços de seda pura para presentear. O que a princípio me sairia por 80 liras turcas cada (32 euros ou cerca de 80 reais), acabou custando 30 liras turcas (12 euros ou 30 reais). E olha que eu ainda saí com a sensação que poderia ter barganhado mais… Quer outra dica? Pesquise pelo comércio antes de comprar qualquer coisa pelo bazar. Sendo assim, você poderá rir com convicção da cara dos vendedores do mercado, tentando te empurrar mercadorias a preços pelos quais elas não valem.

Agora, se você se encantou com os temperos e doces turcos e quer levar um pouco para casa, o seu lugar é o Spice Bazaar. Ele só perde para o Grand Bazaar em tamanho e idade: data de 1660 e possui 1.200 lojas, mas a lista de produtos é igualmente extensa: chás variados – hibiscos, rosas, ervas e frutas como maça (este é o mais comum e é uma delícia!); temperos típicos, óleos e uma relação enorme de iguarias.

Spice Bazzar: para levar para casa o cheiro e o sabor da Turquia Foto: Anchieta Dantas Jr.
Condimentos, chás e uma diversidade de iguarias chamam a atenção Foto: Anchieta Dantas Jr.

Outra delícia que não passa despercebida são os Turkish Delight ou lokum, doce típico que pode ser encontrado não só pelo bazar, mas em diversas lojas de Istambul. São pequenos quadradinhos de bala de goma cobertos de amido de milho e açúcar com sabores variados, o mais popular é o de pistache. Tem também um que é uma espécie de rocambole cortado em rodelas, sendo que com consistência mais rígida, encontrados com recheio de amêndoas e também pistache, é claro!

Turkish Delights: doces para agradar aos mais exigentes paladares Foto: Anchieta Dantas Jr.

Para chegar ao Spice Bazaar, a partir do Grand Bazaar, você pode tomar um tram (espécie de bonde, sendo que bem mais moderno) na Avenida Divan Yolu, sentido Eminönü, descendo nesta parada.

Ao lado de tanta variedade de cheiros, cores e sabores, o que também chama a atenção na Turquia é a hospitalidade das pessoas. Todos são, via de regra, muito amáveis, que de início você pode estranhar e até desconfiar de tanta afetividade. Mas não há motivo para se preocupar, eles são assim mesmo.

E mais: ainda pelo distrito dos bazares, há a bonita Universidade de Istambul e, logo atrás, a maior mesquita da cidade, Suleymaniye. Pelas proximidades você encontra também o Aqueduto de Valens e Çemberlitas, coluna que representa um dos monumentos mais antigos de Istambul, erguida por Constantino para celebrar a dedicação de Constantinopla como a Capital do Império Romano à época.

Çemberlitas: um dos monumentos mais antigos de Istambul Foto: Anchieta Dantas Jr.

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12:01 · 27.10.2011 / atualizado às 08:39 · 01.12.2011 por

Istambul é uma cidade muito grande. Consiste de nada menos que 27 distritos. Mas, felizmente isto não é um problema para quem a visita. Isto porque, a maior parte dos pontos de interesse concentra-se em uma área compacta localizada nos dois lados do “Chifre de Ouro” (Haliç), braço de mar que divide o lado europeu da Cidade em dois. Ao sul, fica o bairro histórico de Sultanahmet e o distrito dos bazares. Ao norte, a boêmia região de Beyoglu e Taksim, a parte mais moderna e o centro financeiro.

Para se situar

Se tiver tempo, estique o passeio a outras regiões como Nisanti, ao norte de Taksim, caracterizada por chiques hotéis, butiques caras e restaurantes da moda; e descendo em direção ao Bósforo, o distrito de Besiktas, que abriga esplendorosos palácios; e Ortaköy, cercado de cafés, restaurantes ao ar livre e a vida noturna mais glamourosa da Cidade. Ambas oferecem a vista mais bonita do estreito do Bósforo, que une os mares de Mármara e Negro, separando, por sua vez, a Europa da Ásia.

Uma vez apresentado à Cidade, é hora de desbravá-la. Vamos lá?!

Comecemos por Sultanahmet, o centro histórico da Cidade. Acredite, este é a cara de Istambul: a cidade com minaretes delgados e domos apontando para os céus, o ‘Oriente’, por assim dizer, do nosso imaginário ocidental.

A região é uma faixa de terra cercada pelo mar por três lados. Em torno de suas famosas mesquitas, há palácios, museus e diversos monumentos históricos, testemunhando uma herança que compreende o nascimento, a exuberância da juventude, a meia idade e o crepúsculo de não apenas um, mas dois grandes impérios da história mundial: o Bizantino e o Otomano.

A Praça Sultanahmet (Ayasofya Meydanı) é o lugar óbvio para começar. A maior parte dos grandes monumentos de Istambul fica a alguns minutos de caminhada dela, incluindo o Palácio Topkapi; a Mesquita Azul; a cisterna subterrânea; o Hipódromo, com o Obelisco de Theodosio; e o Museu de Arte Turca e Islâmica. Além disso, a praça é também o cenário da que foi, por quase mil anos, a maior igreja do Cristianismo ocidental, a Haghia Sophia (Aya Sofya, em turco). Depois da conquista turca, serviu durante cinco séculos como principal mesquita do Império Otomano, e hoje está aberta como museu.

E é pela Haghia Sophia que você deve iniciar seu “mergulho” nessa história. Talvez seja necessário um pouco de paciência, pois uma possível fila estará lhe aguardando. Afinal, é ali que você vai sentir o peso da história de Istambul, visitando o seu edifício mais emblemático. Construída pelo imperador Justiniano entre os anos 527 e 565 para reafirmar o poderio de Roma, a igreja é um daqueles lugares que fazem as pernas ficarem bambas sob o impacto de sua grandeza. A entrada custa 20 liras turcas, algo em torno de oito euros, ou cerca de vinte reais.

Haghia Sophia: este é o tipo de lugar que faz as pernas ficarem bambas tamanha a sua suntuosidade Foto: Anchieta Dantas Jr.
Mosaicos bizantinos na igreja, hoje um museu, que ofi por quase mil anos a maior do Cristianismo ocidental Foto: Anchieta Dantas Jr.

Saindo de lá, atravesse a praça (não deixe de observar os belos jardins e a grandiosa fonte) e siga para a segunda atração, a impressionante Mesquita azul. A mesquita que é a menina dos olhos de Istambul (apesar de não ser a maior) foi construída neste local, digamos estratégico, justamente para rivalizar com aquela que já foi uma igreja, reafirmando o poder do islã sobre o catolicismo. Por isso, vale a pena conhecer as duas no mesmo dia e fazer as comparações. Inteiramente decorada por dentro, iluminada e de uma leveza fulminante, a mesquita certamente atingiu os seus objetivos. A entrada, grátis, é vetada durante as orações (se ouvir o chamado que emana dos minaretes, deixe para depois). É preciso vestir calça comprida ou saia longa (e não justas) e as mulheres devem cobrir o cabelo em sinal de respeito. Na entrada lhe será entregue sacos plásticos para cobrir os sapatos.

Mesquita Azul: a menina dos olhos de Istambul Foto: Anchieta Dantas Jr.
A iluminação da mesquita é de uma leveza fulminante Foto: Anchieta Dantas Jr.
A estonteante cúpula da Mesquita Azul Foto: Anchieta Dantas Jr.

Se você acha que já se surpreendeu o suficiente. Pode crer que estará enganado! Retorne em direção à Haghia Sophia, atravesse a rua e você vai se deparar com a Cisterna da Basílica. Olha! A modesta portinha de entrada não dá o menor sinal do que você vai encontrar lá dentro, ou melhor lá embaixo. Construída por Justiniano em 532, a cisterna escorada por colunas em vários estilos servia para abastecer o palácio de Topkapi. A iluminação é um show à parte. A entrada custa dez liras turcas (aproximadamente quatro euros ou dez reais). Ah, não deixe de ver as duas cabeças da Medusa que escoram duas das colunas. Ficam bem ao fundo.

Cisterna da Basílica: a iluminação é um show a parte Foto: Anchieta Dantas Jr.
Curiosas cabeças de Medusa escoram duas das colunas ao fundo da Cisterna Foto: Anchieta Dantas Jr.

Outra grande atração é o Palácio Topkapi. Foi neste glorioso palácio, com uma vista espetacular para o Mar de Mármara, para a Ásia e ainda para o Chifre de Ouro, onde vários sultões otomanos viveram entre os séculos 15 e 19. A ala do tesouro, campeã em filas, guarda relíquias como “as barbas do profeta”. Exatamente, madeixas da barba de Maomé. Outro deslumbre são os azulejos que revestem as fachadas e suas portas. Impressionantes!

O glorioso Palácio Topkapi, residência dos sultões por muitos séculos Foto: Anchieta Dantas Jr.
O deslumbre das fachadas Foto: Anchieta Dantas Jr.
Portas e azulejos de arrepiar Foto: Anchieta Dantas Jr.

No local há também o harém dos sultões, onde eles mantinham as suas concumbinas, o qual eu recomendo conhecer por último, se não tudo o mais vai parece um pouco sem graça. Reserve pelo menos uma manhã ou uma tarde inteira. Para entrar no Palácio você vai pagar 20 liras turcas (mais ou menos oito euros ou 20 reais). Para o harém a entrada custa 15 liras turcas (cerca de seis euros ou 15 reais).

O mistério e o luxo que envolviam o harém Foto: Anchieta Dantas Jr.

Uma vez tendo visitado as principais atrações, circule pela Praça Sultanahmet, caminhe pelo Hipódromo, logo ao lado da Mesquita Azul, relaxe em seus boulevards e não deixe de experimentar o famoso banho turco. Acredite! Visitar tantos monumentos grandiosos, além de feliz, também vai lhe deixar cansado. Quem sabe não é o momento de testar os esfregões desse tipo de banho? Um dos mais conhecidos da cidade, o Cagaloglu Hamami fica ali pertinho, sendo inclusive apontado no livro da célebre Patricia Schultz como um dos “1.000 Lugares para visitar antes de morrer”. A arquitetura do lugar é de matar!

O boulevard onde abrigava um antigo hipódromo e o Obelisco de Theodosio ao fundo Foto: Anchieta Dantas Jr.
Cagaloglu Hamami: relaxe em um banho turco em meio a uma arquitetura estonteante Foto: Divulgação

Eu fui! Nossa, passei dois dias flutuando de tão relaxado… Com áreas separadas para homens e mulheres, você receberá um tratamento de rei, que inclui sessão de relaxamento, massagem, esfoliação e, ao final, um banho alternando água quente e fria para fechar com chave de ouro. O serviço completo custa caro, em torno de 125 liras turcas (50 euros ou 125 reais), mas deixe de ser pão duro e encare! Você não vai se arrepender. Depois me conte!

Por fim, devido à grande concentração de pontos turísticos, acredito que em uma primeira visita a Istambul é em Sultanahmet que você deve ficar para não perder com deslocamento (não esqueça: Istambul tem quase 16 milhões de pessoas, o que por sua vez se traduz em um trânsito caótico). È também nesta região onde ficam as opções mais em conta de hospedagem, incluindo-se aí os melhores albergues da Cidade.

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11:41 · 26.10.2011 / atualizado às 08:38 · 01.12.2011 por

Existem muitas cidades pelo mundo tão grandes e tão populosas (são quase 16 milhões de habitantes) quanto Istambul, mas poucas, acreditem, poucas, com alma e tanta energia como a maior cidade da Turquia. Aliás, comumente confundida como a capital do País, pois é o portão de entrada dos turistas. Na verdade, a capital é Ancara. Porém, Istambul dispara em popularidade.

Istambul: cidade de patrimônio histórico-cultural incalculável Foto: Anchieta Dantas Jr.

E assim, fui conhecer esta cidade que muito ouvia falar, tinha receio – afinal a Turquia é um país mulçumano (nada contra, por favor!) – e que resolvi encarar depois de tanto pesquisar e ouvir relatos pra lá de positivos de quem se aventurou. E que aventura, gente!

Uma cidade entre dois mundos, escolhida, em 2010, como a Capital Europeia da Cultura, o que não é de se estranhar, dado a sua importância histórico-cultural (foi palco dos impérios otomano e bizantino), e que está literalmente dividida entre dois continentes: Europa e Ásia. É possível chegar ao lado asiático apenas atravessando uma ponte! Não tem como se perder! Curioso, não?

Dividida entre Europa e Ásia, apenas uma ponte, separa os dois continentes Foto: Anchieta Dantas Jr.

Mais curioso ainda é que Istambul tem várias cidades em uma. Não acredita? Pois veja só: basta comparar os clientes das chiques butiques e galerias nos arredores da via principal de Beyoglu (que tem um acento circunflexo em cima do “g”, mas que infelizmente é impossível grafar com o nosso teclado), a europeizada Istiklal Caddesi, com os humildes moradores que fazem piquenique aos fins de semana nos jardins das mesquitas de bairros conservadores. Ou ainda os que bebem chai (chá em turco) no Grande Bazar, no Centro histórico da Cidade, com os clientes bem vestidos tomando coquetéis e dançando nos bares e boates refinados à beira do Bósforo ou de Beyoglu. Sem contar a possibilidade de se encontrar mulheres usando burca, ou véus islâmicos, ao lado de jovens muito bem produzidas e maquiadas (às vezes até de minissaia), ostentando grifes super caras. Gostou? Pois esta é a Istambul de que tanto falam e que me seduziu…

Principal via de Beyoglu, a europeizada Istiklal Caddesi, repleta de chiques butiques e galerias Foto: Anchieta Dantas Jr.
Modernidade e consumo que contrastam com as milhares de mesquitas que despontam pela cidade Foto: Anchieta Dantas Jr.

Pois bem, apesar de a Turquia ser considerada um país europeu, ele está muito mais no lado da Ásia que no da Europa. Apenas uma pequena parte de Istambul está no Ocidente, ou seja, do lado de cá do Bósforo, estreito que separa os dois continentes. No entanto, é justamente do lado europeu onde estão as maiores atrações da Cidade, como o centro histórico de Sultanahmet.

Porém, o mais bacana disso tudo, é que em meio a todas as mudanças que pairam sobre o País e com uma população jovem aberta às influências estrangeiras, os moradores prezam de verdade as suas raízes, o que seria uma pena se assim não o fosse, pois Istambul tem um patrimônio incalculável! O respeito pelo passado também fica evidente nos prédios e monumentos históricos bem preservados e no grande número de residentes locais que de fato os visitam.

A história viva na deslumbrante Aya Sofya, em Sultanahmet, centro histórico de Istambul Foto: Anchieta Dantas Jr.
A suntuosidade da Mesquita Azul e seus minaretes Foto: Anchieta Dantas Jr.

Quer ver igrejas? Há inúmeras. Mesquitas? Nossa, a Cidade tem provavelmente as mais belas do mundo. Bazares? Aqui fica o maior deles. Palácios? Uau! Em abundância. E isto sem falar na fortaleza, nas muralhas, nas cisternas subterrâneas, nos banhos públicos, nos museus, nos parques, na gastronomia e em uma vida noturna de “matar” o mais ávido dos baladeiros. Quando se trata de número de atrações, Istambul não deixa nada a dever a muitos outros lugares (desculpem-me seus fãs) como Londres, Paris ou Roma!

A riqueza do artesanato turco. Porcelanas expostas no Grande Brazar Foto: Anchieta Dantas Jr.

Seus olhos brilharam e você ficou com aquela sensação de quero mais? Pois bem, este foi só um aperitivo. Nos próximo posts leia mais sobre Istambul, uma cidade segura, limpa, bonita, feliz, organizada e com um povo super simpático e prestativo!

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