Andarilho

Categoria: Vaticano


12:31 · 02.05.2011 / atualizado às 14:44 · 02.05.2011 por

Neste fim de semana, outro grande acontecimento tomou conta do cenário internacional. Em uma cerimônia solene na presença de mais de um milhão de pessoas, que lotaram a Praça de São Pedro, segundo a polícia romana, o Papa Bento XVI proclamou beato o seu antecessor, João Paulo II (1920-2005).

Ao ver as imagens, lembrei: como o Vaticano é lindo! Já tive inclusive o privilégio de visitá-lo no dia do meu aniversário, em setembro de 2009. Era um sábado e Roma amanhecia esplendorosa!

Porém, mais do que o principal centro de poder e aglutinação da Igreja católica, ou ainda um ponto turístico da Capital italiana, pra quem não sabe, o Vaticano é um estado, com status de país. Na verdade, o menor Estado independente do mundo. Tem menos de um quilômetro quadrado (0,44 km²), que nada mais é que um grande quarteirão dentro de Roma.

O Vaticano:, om 0,44 quilômetros quadrados, é o menor Estado independente do mundo

O Estado do Vaticano nasceu no dia 11 de fevereiro de 1929, com o Tratado de Laterano, quando a Itália reconheceu a sua soberania. E, claro, seu governante maior é o Papa. Como estado independente, ele cunha sua própria moeda – o euro, mas com o emblema dos papas e a inscrição “Cittá del Vaticano” -, tem sua própria guarda, a guarda suíça, com suas coloridas vestimentas, e como línguas oficiais o italiano e o latim.

A Guarda Suíça e seu multicolorido uniformes

Interessante, não? Então, que tal a gente dar uma passadinha por lá e conhecer a grandiosidade do menor estado do mundo? Vamos lá? Vale reservar um dia inteiro para tal.

Uma vez em Roma, para chegar ao Vaticano é simples: tome a linha A (vermelha) do metrô (só tem duas, a outra é a B – azul) e salte na estação Otaviano/San Pietro, ou pegue o ônibus 46. Ao descer, não se preocupe: siga os sinais e a multidão.

Como atrações você vai encontrar a Basílica e a Pizza di San Pietro (São Pedro), os Museus do Vaticano, com a Cappella Sistina, e o Giardini del Vaticano (Jardins do Vaticano).

Quer um conselho? Embora você fique maravilhado diante da suntuosidade e beleza da Basílica e corra pela praça para admirá-la e, é evidente, fotografá-la, comece pelos museus, cuja visita se encerra na Cappella Sistina. Aí sim, você entra na Basílica, onde a entrada é de graça, terminando pela praça. Para chegar lá, da praça, siga o muro do Vaticano (olhando para a Basílica à direita) sempre se mantendo à esquerda e siga os sinais, ou, mais uma vez, os turistas.

Sabe por quê? Um fila de dobrar o quarteirão, ou dois, ou mais, dependendo do dia, lhe espera para poder entrar. Mas fica uma dica de como passar na frente de todos e poupar tempo. Não, não é o que você está pensando, como bom brasileiro que é, ou seja, furar a fila. Calma! É que é possível comprar o ingresso antecipadamente pela internet. O que sempre recomendo. Para tal acesse o site do Museu. Infelizmente não tem em português, apenas italiano, inglês, espanhol alemão e francês.

A entrada custa 15 euros com uma taxa de mais quatro euros para as compras on-line. O pagamento é feito via cartão de crédito. Ao completar o processo, você recebe um e-mail de confirmação, com o voucher anexo, que devem ser apresentados ao guarda na entrada do museu, o qual vai lhe encaminhar, sem passar pela extensa fila lá fora. O valor do ingresso é reduzido para oito euros para quem tem de seis a 18 anos incompletos, e ainda estudantes com até 26 anos. Atenção: o ticket adquirido só é válido para o dia informado e não é reembolsável. Deve ser emitido no máximo até 60 dias antes da visita pretendida.

O local é aberto à visitação de segunda a sábado, das 9h às 16h, hora do último acesso. Os museus fecham às 18h, quando quem estiver lá dentro deve concluir a visita. No último domingo de cada mês ele é aberto pela manhã, das 9h às 12h30, com acesso gratuito.

Os belos jardisns dos Museus do Vaticano

Os museus contêm coleções de arte e tesouros papais. Subindo pela grandiosa escada helicoidal chega-se aos vários setores. À esquerda, estão os Musei di Antichitá (Museus de antiguidades), que reúnem a mais rica coleção de arte clássica do planeta. O complexo é formado por quatro museus: o Gregoriano Egizio, que contém sarcófagos, múmias e tudo o mais relativo á civilização egípcia. O Museo Pio Clementino, com antiguidades gregas e romanas. O Chiaramonti, uma extensa galeria com inúmeras esculturas; e o Gregoriano Etrusco, composto por nove salas, com material arqueológico. E, em frente aos museus de antiguidade, está a Pinacoteca Vaticana, que tem (pasme!), mais 16 salas para serem visitadas.

Museus do Vaticano: reúnem a mais rica coleção de arte clássica do planeta
Museo Pio Clementino, com antiguidades gregas e romanas
O Chiaramonti: uma extensa galeria com inúmeras esculturas

Cansou? Ainda não acabou. Não perca a Galleria degli Arazzi, que conserva tapeçarias confeccionadas por alunos do famoso pintor Rafael (um luxo! O teto então…), e a Galleria delle Carte Geografiche, corredor onde há pinturas italianas.

Galleria degli Arazzi, que conserva tapeçarias confeccionadas por alunos do famoso pintor Rafael

Em seguida você chega à Stanze di Rafaello, o apartamento privado que pertenceu ao papa Julio II, à Stanza della Segnatura, com mais afrescos, e, por fim, descendo às escadas, finalmente se alcança a Cappella Sistina. Construída em 1473, até hoje é palco das cerimônias solenes, inclusive o Conclave, para escolha do papa, com a morte do titular. Os afrescos são em sua grande maioria de Michelangelo. A parte central representa a história do Gênesis. Tem também a maravilhosa parede do altar Il Giudizio Universale.

Cappella Sistina: os afrescos são em sua grande maioria de Michelangelo

Já a Basílica de San Pietro, abre de 7h às 19h, com entrada gratuita. A menos que queira encarar seus 551 degraus (cinco euros), ou parte do percurso de elevador (sete euros), para ter uma vista impressionante de Roma lá de cima. Depois, descendo você encontra o Tombe dei Papi (túmulos papais), onde estão enterrados os vários papas, incluindo, João Paulo II. Vale a visita, que é de graça! Um outro detalhe: quem estiver de bermuda, minissaia ou camisa de manga cavada não entra.

Basílica di San Pietro
Basílica di San Pietro: a Igreja mais famosa do mundo

Lá também está o sepulcro do Apóstolo Pedro, o primeiro papa da história. No interior da Basílica além da estatua de São Pedro, há ainda uma das maravilhas de Michelangelo: a Pietá.

Saindo da Basílica, se descortina a imponente Piazza de San Pietro, obra de Benini, em formato de ferradura com dois semicírculos, cada um com quatro fileiras, de colunas dóricas. No centro, reina absoluto o obelisco egípcio trazido por Calígula para o Circo de Nero, ladeado por duas fontes projetadas por Maderno e Bernini.

Para fechar o passeio com chave de ouro, sugiro, ao sair da praça, caminhar até o Castel Sant´Angelo (Castelo de Sant´Angelo). Aberto de terça a domingo, das 9h às 19h (entrada cinco euros), ele foi erguido, em 123 D.C. (Depois de Cristo), originalmente como sepulcro para o imperador Adriano e sua família. Do alto de seus seis andares tem-se uma vista magnífica de Roma, avistando inclusive, o Coliseu.

Castel e Ponte de Sant´Angelo: sobre o rio Tibre, lugar onde foram martirizados os principais cristãos, entre os quais o próprio São Pedro

Em frente, está a Ponte Sant´Angelo, que atravessa o rio Tibre, lugar onde foram martirizados os principais cristãos, entre os quais o próprio São Pedro.

Pesquisar

Andarilho

Viagens e estilo de vida.
Posts Recentes

01h09mDescubra 12 motivos pelos quais o seu cérebro precisa tirar férias

11h09mConfira seis cidades brasileiras para quem quer conhecer as culinárias regionais

02h09mWi-Fi: conecte-se de graça em qualquer lugar do mundo

02h08mPromoção: confira passagens aéreas para a Europa por menos de R$ 1.600

03h08mVacina contra febre amarela tem nova regra

Ver mais

Tags

Categorias
Blogs
Redes Sociais
Instagram Siga o