Andarilho

Categoria: Volunturismo


10:31 · 28.05.2013 / atualizado às 10:31 · 28.05.2013 por

Mandamentos-do-Voluntário

Vá por mim, férias e voluntariado nunca caminharam tão juntos. Entre as muitas formas recentemente assumidas pelo turismo, esta talvez seja a experiência que mais se diferencia da daquela tradicional de viajar. A ideia pegou tanto que até um neologismo, o volunturismo, foi criado para denominar a prática, que consiste em realizar viagens cujo objetivo não visa ao lazer, mas à iniciativa de auxiliar determinadas comunidades ou projetos ambientais, enquanto se explora um lugar novo e descobre outras culturas.

A primeira vez que ouvi falar sobre o tema não faz muito tempo ­– pouco mais de um ano -, ao entrevistar uma senhora de 68 anos, à época, que adora fazer intercâmbios e entre os que já havia feito, decidiu passar três meses na Índia, aonde chegou a dar aulas de inglês, matemática e computação para comunidades carentes. No tempo livre, aproveitava para passear.

Fiquei encantando com o relato. E se você também ficou, saiba que muitas organizações não governamentais, as chamadas ONGs, e agências de intercâmbio vêm encorajando os viajantes a embarcar nessa aventura, literalmente, do bem.

Entretanto, escutando outras experiências do gênero, não adianta se enganar: deixar o conforto e o descanso de lado não é nada fácil; mas a recompensa, segundo contam, é grande quando uma viagem envolve uma atividade desse porte, que beneficia não apenas a si próprio, mas a centenas de pessoas, animais ou até mesmo a toda uma região.

E esse universo é vasto. Você sabia que é possível realizar atividades com crianças portadoras de deficiências físicas e mentais na África do Sul? Trabalhar com educação em saúde na Albânia? Ou prestar serviço em uma fazenda orgânica no Cazaquistão? Achou muito exótico? Pois conforme pesquisei, a gente pode ser volunturista em qualquer parte do mundo, até mesmo aqui no Brasil. Também não exige experiência.

Para embarcar nessa, primeiro você vai precisar de tempo suficiente para gastar na viagem. O período de permanência pode variar de duas semanas a um ano, porém, o tempo máximo depende do programa. Vai necessitar ainda de algum recurso financeiro para participar, pois, embora muitas viagens garantam hospedagem e alimentação, haverá gastos com passagem e extras (vistos, passeios, transporte etc.).

Como estamos falando de voluntariado, ser proativo e ter vontade de se envolver, por pelo menos parte do tempo, em atividades que não são para o próprio prazer vai ser fundamental.

Ter consciência da situação do lugar para o qual pretende ir é outro quesito que não pode ser deixado de lado. Apesar de o trabalho contar com monitores que irão guiar o voluntário, este precisa estar informado sobre regras, política, economia e costumes locais, principalmente para ter facilidade de lidar com as pessoas da região e não sofrer choque cultural. No mais, é ter disposição, ser flexível e aberto.

Para quem ficou interessando, agências de intercâmbio como a CI (www.ci.com.br), Experimento Intercâmbio Cultural (www.experimento.com.br) e STB (www.stb.com.br) ou ONGs como a Cidadão Global (www.aiesec.org.br/faca-intercambio/cidadao-global) e a Global Crossroad (www.crossroad.com) têm programas interessantes a oferecer.

* Este texto foi publicado na coluna do blog na Revista Siará – edição de 05 de maio de 2013.

Pesquisar

Andarilho

Viagens e estilo de vida.
Posts Recentes

01h09mDescubra 12 motivos pelos quais o seu cérebro precisa tirar férias

11h09mConfira seis cidades brasileiras para quem quer conhecer as culinárias regionais

02h09mWi-Fi: conecte-se de graça em qualquer lugar do mundo

02h08mPromoção: confira passagens aéreas para a Europa por menos de R$ 1.600

03h08mVacina contra febre amarela tem nova regra

Ver mais

Tags

Categorias
Blogs
Redes Sociais
Instagram Siga o