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Categoria: Vulcões


07:30 · 01.08.2014 / atualizado às 23:29 · 31.07.2014 por

Chegar à beira de um vulcão é uma situação que desperta, ao mesmo tempo, fascínio e certo temor. A ideia, inclusive, pode parecer insana, mas aventurar-se dessa maneira não requer coragem, nem tampouco deve parecer algo suicida. Pelo contrário: está ao alcance de todos ou, melhor dizendo, de quase todos, pois vai depender da disposição do viajante e das condições de acesso.

Espalhadas por diversas regiões do mundo, com particularidades e histórias marcantes, essas estruturas geológicas podem ser conhecidas por meio de caminhadas, escaladas, trajetos de carro, bicicleta ou de trem.

Eu, pelo menos, já estive em dois: o da ilha de Santorini, na Grécia, e o Vesúvio, na Itália, um dos mais temidos e estudados da história. se você gostou da ideia, dá uma olhada nessa lista que chegou às minhas mãos (enviada pela Tereza Perez Tours, especializada em turismo personalizado), que elegeu dez vulcões que podem ser vistos de perto em viagens inesquecíveis!

Monte Fuji, Japão

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Apesar de estar ativo, o Monte Fuji tem baixo risco de erupção, o que o torna muito mais convidativo para visitas. Considerado a maior montanha do país, pode ser visto desde Tóquio – que fica a aproximadamente 100km de distância – em dias claros. A dica é observar de perto este vulcão: anualmente cerca de 200 mil pessoas percorrem as suas encostas até o topo. O melhor período para a subida, que é feita em uma caminhada, é entre julho e agosto, quando as infraestruturas de apoio aos visitantes estão em funcionamento.

Villarrica, Chile

Foto: Divulgação
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Localizada a 780 km de Santiago, a tranquila cidade de Pucón se tornou um procurado destino turístico graças ao vulcão Villarrica, em seus arredores. No verão, as caminhadas até o topo ganham destaque, acompanhadas de atividades nos bosques e nos lagos da região, como canoagem, cavalgadas e ciclismo. No inverno, é possível esquiar nas suas encostas, proporcionando uma experiência radical nesse tipo de paisagem. Para relaxar, a dica é aproveitar as termas, restaurantes e centro de compras local.

Lanín, Argentina

Foto: Divulgação
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Com seu pico sempre nevado e 3.776 metros de altura, o Lanín situa-se em Neuquén, e é um símbolo da província, fazendo parte até de sua bandeira e do seu hino. Cercada pela floresta patagônica ao longo da fronteira com o Chile, é possível chegar à região partindo da vizinha chilena Pucón (a aproximadamente 70km de distância). Por lá, pode-se fazer caminhadas, escaladas e passeios pelos belíssimos lagos.

Vesúvio, Itália

Foto: Divulgação
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Situado a 9 km de Nápoles e com 1.281 metros de altura, o Vesúvio é um dos vulcões mais temidos do mundo graças à sua história: a erupção em 79 d.C. resultou na destruição das cidades de Pompeia e Herculano. Hoje, o sítio arqueológico é um dos únicos locais no mundo capazes de levar os visitantes de volta a uma verdadeira cidade romana, com seus corpos e antigas construções petrificadas pelas cinzas. A subida rumo à cratera é uma viagem de volta ao passado, coroada por uma bela paisagem.

Etna, Itália

Foto: Divulgação
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Este vulcão está na ilha da Sicília e é o mais alto da Europa, com 3.329 metros de altura e em constante atividade. Apesar de suas erupções, ele não oferece grande risco à população que vive nas localidades próximas e mantém até vinhedos e hortas em sua base. Uma das opções mais interessantes para conhecê-lo é chegar à Sicília em um cruzeiro e fazer os passeios até a cratera do vulcão. Outra opção é hospedar-se nos fantásticos hotéis da ilha e subir as encostas de carro. A dica é aproveitar para passear pelas cidades vizinhas, com ótimos restaurantes.

Kilimandjaro, Tanzânia e Quênia

Foto: Divulgação
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O monte Kilimandjaro, localizado no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quênia, é o ponto mais alto da África, com uma altitude de 5.895 metros. Este antigo vulcão, com o topo coberto de neve, ergue-se em uma planície de savana, oferecendo um visual único. O cenário também é perfeito para safáris: o monte e as florestas ao redor possuem uma fauna rica, incluindo espécies ameaçadas de extinção – uma riqueza eleita Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Hekla, Islândia

Foto: Divulgação
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Considerada a montanha mais famosa da Islândia, entrou em erupção diversas vezes e tem mais de 1.500 metros de altura. Por muitos anos, a lenda local era que o Hekla era o portão do inferno e nenhuma pessoa ousava escalá-lo. Hoje, a estrutura geológica é uma famosa rota dos amantes da peculiar natureza do país. Do alto do vulcão, é possível avistar a montanha Fjallabak e o glaciar de Vatnajökull – o maior da Europa.

Kilauea, Havaí

Foto: Divulgação
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Este é o vulcão mais ativo da atualidade. SEgundo estudiosos, nos últimos 29 anos ininterruptos de atividade, o volume de material expelido é suficiente para construir uma rodovia longa o suficiente para contornar o globo terrestre três vezes! Além da beleza do Kilauea, uma viagem pela região revela montanhas que ultrapassam as nuvens, praias de água transparente e florestas tropicais repletas de riqueza natural. O clima agradável, com sol e calor mesmo nos meses de inverno torna a experiência ainda mais convidativa.

Lonquimay, Chile

Foto: Divulgação
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Com altitude de 2.865 metros, o Lonquimay está localizado em plena cordilheira dos Andes, no sul do Chile. Sua última e longa erupção ocorreu em 1988 e durou até 1990. Hoje, ele chama a atenção na temporada de inverno, sendo o cartão-postal da estação de esqui no Corralco, com ótimos restaurantes, estâncias termais e pistas com diversos níveis de dificuldade para praticar o esporte.

Cotopaxi, Equador

Foto: Divulgação
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Localizado a cerca de 75 km de Quito, a capital do país, o Cotopaxi é um dos mais altos vulcões do mundo, com impressionantes 5.897 metros. Seus visitantes contam com um trem que sobe as montanhas até chegar próximo de sua cratera. Dentro do Parque Nacional onde ele fica, é possível fazer caminhadas, mountain bike e admirar a Laguna Limpiopungo. Considerado um dos mais ativos do planeta, o Cotopaxi já teve mais 50 erupções desde 1738 e chegou a destruir por duas vezes a cidade de Latacunga. Sua última grande erupção ocorreu em 1904 e hoje seus arredores abrigam diversas espécies raras de plantas e animais.

Eu achei as imagens incríveis e que realmente valem a viagem. E você, o que me diz?

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