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Categoria: Abeiva


16:08 · 07.01.2016 / atualizado às 16:09 · 07.01.2016 por

A queda de 36% nas vendas de automóveis e comerciais leves importados pelas marcas associadas da ABEIFA (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) em 2015 não foi uma surpresa e esse resultado negativo já estava previsto pela entidade, que mensalmente divulgava quedas constantes nas vendas

Carro chinês da marca Chery, novo QQ
Carro chinês da marca Chery, novo QQ

Em 2015, de janeiro a dezembro, as associadas emplacaram 59.975 unidades importadas, em comparação às 93.685 do ano anterior. No resultado isolado do mês de dezembro, a queda das vendas dos veículos importados foi de 46,6%, com 4.918 emplacamentos, ante os 9.214 registrados em dezembro de 2014.
Em dezembro de 2015, as empresas associadas que já fabricam no Brasil emplacaram 1.471 unidades, queda de 6,2% na comparação com o mês de novembro de 2015, quando registraram 1.569 unidades. O comparativo é feito com o mês anterior, pois não há dado histórico para dezembro de 2014, pois as fábricas estavam em fase de implantação.

Sportage, carro coreano da Kia
Sportage, carro coreano da Kia

“2015 foi, sem dúvida, um dos anos mais difíceis para o setor, com forte impacto da queda da confiança do consumidor, retorno da inflação de dois dígitos, queda dos níveis de emprego e o aumento do dólar. Em janeiro do ano passado, anunciamos que estávamos cautelosos e esperávamos que fossem feitos importantes ajustes na economia, para que o setor tivesse um desempenho próximo ao de 2014. Porém, o que vivenciamos em 2015 foi uma sucessão de eventos que impactaram negativamente o setor automotivo como um todo e não só o segmento de importados. Os índices do setor automotivo retornaram a patamares de 10 anos atrás e, agora, a recuperação em 2016 dependerá de ações firmes do governo para a recuperação da economia e o retorno da confiança do consumidor”, declara o presidente da entidade, Marcel Visconde.
“Todos os agentes envolvidos na cadeia, sejam as empresas importadoras, as fabricantes e a rede de revendedores já começaram a readequar suas operações para o novo patamar do mercado, que ficou abaixo das 2.5 milhões de unidades”, complementa Visconde.

11:13 · 09.05.2013 / atualizado às 11:13 · 09.05.2013 por

A Abeiva — Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores informa que os dados de emplacamento de automóveis importados em abril registrou queda de 6,9% (11.097 unidades) em relação ao mesmo mês de 2012 (11.917). Com o fechamento do 1º quadrimestre do ano, a entidade acumula queda de 25,5% (com 35.314 unidades em 2013 ante os 47.377 do mesmo período de 2012).
O mercado interno — emplacamento total de automóveis no Brasil –, por sua vez, registrou crescimento de 29,3% em abril ante o mesmo período do ano passado. Foram registradas 316.705 unidades emplacadas contra 244.856 em abril de 2012. No acumulado, o mercado total assinala crescimento de 8,5%: 1.104.4013 unidades contra 1.017.542 unidades.

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Os emplacamentos realizados por associadas à Abeiva em abril, de 11.097 unidades, apresentaram crescimento de 36% se comparados com o mês de março último (8.161 unidades). “Porém, esta comparação fica muito prejudicada porque as vendas em março foram muito fracas e significaram umponto “fora da curva”. Ou seja, em abril houve uma recuperação ante ao fraco desempenho de março”, argumenta Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
“Se analisarmos somente o comportamento dos dados de emplacamentos de veículos importados, em abril a participação das associadas à Abeiva voltou a subir. Foi para 16,1%, enquanto os importados pela Anfavea caíram para 83,4%”, informa Padovan, que acredita que o market share dos importados da Abeiva tem sido favorável em função do esgotamento temporário das cotas do México, o que reduziu o volume de vendas dos importados das montadoras.
De qualquer maneira, na avaliação de Padovan, “é importante ressaltar que a participação dos importados pela Abeiva sobre o total do mercado brasileiro estacionou na casa de 3%, um patamar extremamente baixo. No mês de abril, a nossa participação ficou em 3,5% e no quadrimestre de 3,2%. Esses percentuais mostram claramente as consequências danosas do diferencial de 30 pontos a mais no IPI para os carros importados, mesmo considerando as cotas que isentam parcialmente o aumento do imposto”.
“A permanecer com esse quadro, no final do primeiro semestre deveremos revisar a nossa projeção de vendas para este ano, que até agora estamos mantendo em 150 mil unidades. Torcemos para que os próximos meses tragam resultados bem melhores, seguindo a recuperação verificada no mês de abril e, com isso, possamos confirmar a projeção de 150 mil unidades”, finalizaPadovan.

08:58 · 15.04.2013 / atualizado às 09:03 · 15.04.2013 por

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) informa que os dados de emplacamento de automóveis importados em março registrou queda de 40,3% (8.161 unidades) em relação ao mesmo mês de 2012 (13.663). Com o fechamento do 1º trimestre do ano, a entidade acumula queda de 31,7% (com 24.217 unidades em 2013 ante os 35.460 do mesmo período de 2012).
Por sua vez, o mercado interno — emplacamento total de automóveis no Brasil — registrou crescimento de 1,9% no período.

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“A queda nesses primeiros três meses do ano, para nós, foi mais intensa do que poderíamos esperar. No entanto, estamos confiantes de que o volume deverá melhorar, principalmente no segundo semestre do ano, quando as empresas que confirmaram produção no Brasil poderão se habilitar a uma cota adicional”, informa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
Na comparação de março contra fevereiro deste ano, as associadas à Abeiva registraram alta em vendas de 12,1%, já que há menos dias úteis em fevereiro do que em março, quando foram importados pela Abeiva 8.161 veículos contra 7.281 unidades de fevereiro. Com isso, o market share oficial do setor de importação caiu de 3,27% para 3,04%. Em relação a março de 2012, a queda é ainda maior, uma vez que o market share da entidade naquele período era de 4,81%.
As vendas das associadas à Abeiva corresponderam à aproximadamente 15% no acumulado de janeiro a março de 2013 (23.530 unidades), de um total de 159.004 veículos importados para o Brasil. As montadoras locais responderam por cerca de 85% dentro dos importados.

19:24 · 10.01.2013 / atualizado às 07:04 · 11.01.2013 por

Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as marcas de importados fecharam 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total, que foi de 3.635.065 unidades

Kia Sportage foi o importado mais vendido no País em 2012

 
Os dados de emplacamentos das empresas filiadas à Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, em 2012, mostraram expressiva desaceleração de 35,2% em relação ao desempenho de 2011. Foram emplacadas 129.205 unidades contra 199.366 veículos do ano anterior, enquanto mercado interno anotou crescimento de 6,1%, passando de 3.425.738 unidades emplacadas, em 2011, para 3.635.065 unidades em 2012.
Com esse resultado, a participação de importadores oficiais, no mercado brasileiro, significou 3,55% em 2012. Ao considerar somente o segmento de importados, as associadas à entidade anotaram market share de 16,48% em 2012, do total de 913.351 veículos importados, enquanto as montadoras locais responderam por 83,52%, o equivalente a 784.146 unidades emplacadas no ano.
Ao isolar somente o desempenho de vendas em dezembro do ano passado, os dados de emplacamento da Abeiva indicaram crescimento de 15,7% em relação ao mês de novembro. Foram 9.309 unidades contra 8.137. Ante o mês de dezembro de 2011, a queda foi de 51,4% (9.309 x 19.151unidades).
“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.
Na avaliação de Padovan, “a situação de nossas associadas BMW, Chery, JAC Motors e Suzuki, esta já em fase de lançamento do veículo nacional, está bem definida. Outras deverão anunciar fábrica brevemente. Mas a maioria não terá condições de instalar fábrica noPaís. Com o super IPI ou com o benefício parcial por meio de cota do Inovar-Auto, o setor oficial de importação vai durante realidade de mercado nos próximos quatro anos”.
De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.

TOP 10 – Os 10 importados mais vendidos em 2012

Kia Sportage – 9.137

JAC J3 – 8.123

Chery QQ – 7.444

Kia Cerato – 7.148

Kia Sorento – 6.194

Kia Picanto – 5.994

Kia Bongo – 5.868

JAC J3 Turin – 5.006

Suzuki Grand Vitara – 4.441

Land Rover Evoque – 4.139

14:35 · 12.12.2012 / atualizado às 14:35 · 12.12.2012 por

Desde fevereiro, sempre comparado a igual período de 2011, as associadas à Abeiva apresentam queda mensal em vendas pela 10ª vez consecutiva. Em novembro, o emplacamento de carros das empresas associadas à entidade totalizou 8.137 unidades, número 46,1% menor na comparação com o mesmo período de 2011. Em relação ao último mês de outubro, as vendas declinaram 9,9%. No acumulado de 2012 a queda nos emplacamentos é de 33,5%

As empresas filiadas à Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores encerraram o mês de novembro com 8.137 unidades emplacadas. O número é 9,9% menor na comparação com o mês de outubro, quando a entidade registrou 9.032 unidades emplacadas. Em relação a novembro de 2011 a queda é de 46,1%. Naquele mês, a Abeiva emplacou 15.098 unidades.
Com 119.896 veículos emplacados no acumulado entre janeiro e novembro de 2012, as associadas à Abeiva também amargam queda de 33,5%, ante o mesmo período do ano passado, quando as marcas pertencentes à entidade emplacaram180.215 unidades. Em paralelo, o total de vendas no mercado interno registrou alta de 6,3% com 3.291.295 unidades emplacadas este ano contra 3.096.540 nos primeiros onze meses de 2011. Este resultado até novembro de 2012 foi parcialmente influenciado pelo estoque de veículos disponível de 2011 no ano de 2012, sem o impacto do aumento do IPI de mais 30 pontos percentuais, no 1º semestre. Sem este estoque, as sucessivas quedas de vendas teriam sido mais significativas, podendo ter sido algo ao redor de 50%.

Presidente da Abeiva, Flavio Padovan

Ao analisar o comportamento de vendas, isoladamente do mês de novembro ante outubro deste ano, as associadas à Abeiva registraram baixa de 9,9% e o mercado interno também decresceu 9,1%. Na comparação de iguais períodos de 2012 e 2011, enquanto o mercado de veículos importados caiu 46,1%, o mercado nacional caiu apenas 2,7%.
“Lembramos que em novembro continuamos com influência positiva da redução do IPI, mas no caso dos importados com a adição dos 30 pontos percentuais, anunciada pela presidente em outubro. Sem esta redução, emboraínfima, o desempenho poderia ter sido ainda pior. Novembro se apresentou como o pior mês do ano para as associadas à Abeiva. Além disso, o setor registrou a sua 10ª queda consecutiva de vendas. A situação do setor oficial de importação é extremamente grave”, analisa Flavio Padovan, presidente da entidade, para quem “agora, nos preocupa também a perspectiva do encerramento da redução do IPI em 31 de dezembro de 2012, o que afetará as vendas a partir do mês de janeiro de 2013”.
“A situação requer uma ação urgente por parte do governo pois, até o momento, os importadores sequer foram beneficiados com a cota de 4.800 veículos, sem os 30 pontos de aumento do IPI, medida anunciada pelo governo no mês de outubro último. Nossos associados estão encontrando dificuldades na aprovação da utilização da cota de 2012. Houve uma concentração de pedidos de habilitação junto ao MDIC. Pelo prazo disponível, não vamos ter tempo hábil para nos beneficiarmos das cotas proporcionais para 2012, ou seja, utilizar os 3/12 da cota de 4.800 veículos, até o final de dezembro de 2012. Necessitamos de mais agilidade por parte do governo na ampliação deste prazo de utilização para 2013, para não sermos novamente penalizados”, argumenta Padovan.
A um mês do encerramento do ano e com as vendas em queda, a Abeiva teme não atingir a projeção em vendas que já havia sido reduzida no mês passado, de 130 mil unidades, para o fechamento do ano de 2012. “A provável totalização deste ano deve significar queda entre 35% e 38% em relação ao desempenho de2011, quando o setor emplacou quase 200 mil unidades. Com a queda no volume do setor, nos defrontamos novamente com a redução da rede de concessionários, postos de trabalhos e arrecadação de impostos, porém o governo está ciente desta situação e já deve ter avaliado que medidas restritivas no comércio internacional tem uma influência negativa na captação e entrada de novos investimentos”, conclui.

15:29 · 07.12.2012 / atualizado às 15:29 · 07.12.2012 por

Média diária de vendas deve se manter acima de 6.000 unidades. Produção e vendas no atacado devem crescer, respectivamente, 3,7% e 2,4%


Após um ano de dificuldades para o segmento de motocicletas e fechamento com saldo negativo, a ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares projeta um ligeiro avanço para 2013. A entidade estima um aumento de 3,7% na produção e 2,4% nas vendas no atacado, no total do próximo ano.
“Nossa perspectiva é de um ano melhor para o segmento e acreditamos que a média diária de vendas seja mantida no mesmo patamar dos últimos cinco meses, acima de 6.000 unidades. As linhas de crédito oferecidas pelos bancos públicos ajudaram a estabilizar o mercado, evitando novas quedas acentuadas”, comenta Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Emplacamentos
De janeiro a novembro foram licenciadas 1.499.397 motocicletas, o que corresponde a uma queda de 14,2% em relação a igual período de 2011, com 1.747.072 unidades. Em novembro, os emplacamentos atingiram 121.779 unidades contra 134.727 de outubro, recuando 9,6%. Mesmo com dois dias úteis a mais no mês anterior, a média diária ficou praticamente estável, com 6.089 motocicletas contra 6.124. Na comparação com novembro de 2011, as vendas retraíram 26,9% (166.640).

Produção e Vendas no Atacado
De acordo com dados da Abraciclo, de janeiro a novembro, houve retração de 21,2% nas vendas para os concessionários, em relação a igual período de 2011, passando de 1.930.737 unidades para 1.521.678. Na comparação com outubro, quando foram comercializadas 112.263 motocicletas, houve alta de 11,8%, totalizando 125.486. Sobre novembro do ano passado, com 177.815 unidades, foi registrada queda de 29,4%.
A produção acumulada ficou 20,2% abaixo da contabilizada no mesmo período do ano passado, com 1.623.809 motocicletas contra 2.035.124. Em novembro, apesar do ligeiro crescimento de 3,3% em relação a outubro, passando de 133.311 unidades para 137.747, o resultado ainda foi 29,6% inferior ao registrado no mesmo mês de 2011 (195.599).
“Com base nestes dados, estimamos fechar o ano com uma retração de 20% na produção e nas vendas no atacado, que foram de 2.136.891 e 2.044.532 unidades, respectivamente, em 2011. Desta forma, o segmento volta ao patamar de 2009, quando também foi impactado pela crise econômica mundial”, conclui Fermanian.
Na contramão dos resultados negativos do mercado interno, as exportações tiveram crescimento de 3,2% em novembro deste ano, com relação ao mesmo mês de 2011, passando de 9.713 unidades para 10.025. Sobre outubro, com 8.517 motocicletas, as vendas externas registraram alta de 17,7%. De janeiro a novembro as exportações totalizaram 95.503 unidades, correspondendo a um salto de 48% em relação a igual período de 2011 (64.546 unidades).

Bicicletas Têm Resultado Positivo
No segmento de bicicletas, a produção no Polo Industrial de Manaus (PIM) cresceu 9,9% no acumulado de janeiro a outubro, em relação a igual período de 2011, passando de 686.562 unidades para 754.208. Entre setembro e outubro deste ano, houve aumento de 4,9%, com a fabricação de 78.441 bicicletas contra 74.753. Em comparação a outubro do ano passado, quando foram produzidas 91.487 unidades, houve queda de 14,3%.
As vendas no atacado se mantiveram estáveis na comparação dos volumes acumulados de janeiro a outubro deste ano, em relação aos de igual período de 2011, totalizando 755.533 bicicletas ante 754.094. De setembro para outubro, a comercialização cresceu 6,5%, passando de 94.084 unidades para 100.185. Sobre outubro do ano anterior (105.368), houve retração de 4,9%.
Com relação às importações, de janeiro a outubro deste ano, o volume foi de 247.170 bicicletas, 9% inferior ao de período similar de 2011 (271.566). Em relação a setembro (21.274), houve um aumento de 6,1%, totalizando 22.574 unidades.

Sobre a ABRACICLO e o Setor de Duas Rodas
Com 36 anos de história e 13 associadas, a ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – representa, no país, os interesses dos fabricantes de transporte em Duas Rodas, além de investir fortemente em ações que tenham por objetivo a busca pela paz no trânsito e pilotagem defensiva.
Representativa, a fabricação nacional de motocicletas – majoritariamente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM) – está entre as cinco maiores do mundo. Já no segmento de bicicletas, o Brasil se encontra na terceira posição entre os principais produtores mundiais. No total, o Setor de Duas Rodas gera em suas indústrias cerca de 20 mil empregos diretos.

MOTOCICLETAS

Frota Nacional: mais de 19 milhões
Produção anual: mais de 2 milhões de unidades
5º maior produtor mundial

17:30 · 15.10.2012 / atualizado às 17:30 · 15.10.2012 por

As empresas filiadas à Abeiva -Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores encerraram o mês de setembro com 9.042 unidades emplacadas, apresentando queda de 24,5% ante agosto, quando registrou 11.975 unidades. Se comparado a igual período do ano passado, no entanto, a queda é de 59,9%, a mais elevada do ano.  Em setembro de 2011, a Abeiva emplacou 22.569 unidades.

Com 102.727 unidades, as associadas à Abeiva também amargam queda de 32,4% nos primeiros nove meses do ano, ante as 151.853 unidades em igual período de 2011, enquanto o mercado interno registrou alta de 5,5%. Foram emplacadas 2.667.347 unidades este ano contra 2.527.469 veículos emplacados de janeiro a setembro do ano passado.

Ao analisar o comportamento de vendas, isoladamente do mês de setembro ante agosto, enquanto as associadas à Abeiva registraram baixa de 24,5%, o mercado interno caiu 31,5%. Mas, na comparação de iguais períodos de 2012 e 2011, enquanto os importados caíram 59,9%, o mercado nacional sustentou ligeira queda de 5,5%.

“Com isso, o comportamento do mercado brasileiro por dados de market share nos mostra que o desempenho da Abeiva em setembro foi de 3,26% ante 7,69% em setembro de 2011. Ao comparar os totais do acumulado de 2012 e 2011, o nosso market share caiu de 6,01% para 3,85%”, argumenta Flavio Padovan, presidente da entidade.

Inovar Auto – A possibilidade de se habilitar ao programa Inovar Auto, regulamentado por meio do decreto 7.819, publicado no dia 3 de outubro no Diário Oficial da União,  atende parcialmente às expectativas da Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras deVeículos Automotores, entidade que representa 29 marcas sem fábrica no País.

“Temos de reconhecer que o programa Inovar Auto é um avanço para o País, que nunca teve uma regulamentação desse porte antes. Aoexigir contrapartidas de investimentos em pesquisa, desenvolvimento, engenharia e capacitação de fornecedores, o Decreto 7.819 sem dúvida significa uma importante definição de política industrial ao polo automotivo brasileiro rumo à competitividade internacional”, avalia Padovan. “No entanto, a diversidade de empresas dentro da Abeiva mostra que ainda não são todas as empresas que veem vantagens com o Inovar Auto para suas operações futuras. Para algumas empresas, o teto máximo de 4.800 unidades por ano é visto como uma ação paliativa e as demais exigências, um obstáculo de crescimento”.

Os pleitos da Abeiva junto ao Governo Federal desde a publicação do decreto da alta do IPI, em 16 de setembro de 2011, eram no sentido de, baseados em dados de emplacamento dos últimos anos, estabelecimento de cotas  proporcionais ao desempenho de cada marca associada à entidade.

Segundo Flavio Padovan, por cinco anos – de 2013 a 2017 – o setor de importação de veículos automotores estará em posição de absoluta desigualdade em relação aos considerados produtos nacionais, do Mercosul e do México. “Ressalto ainda que já perdemos o ano de 2012, que foi um desastre para o setor – que possuia uma rede de 882 concessionárias e contava com 35.000 trabalhadores – hoje conta com 737 concessionárias e emprega 25 mil trabalhadores brasileiros.  Mais de 10.000 trabalhadores perderam seus empregos. E esse quadro pode piorar ainda mais, pode reduzir ainda mais os seus quadros e negócios”, argumenta.

Para o presidente da Abeiva, “desde a semana passada, cada associada à entidade está avaliando como irá se adequar a essa nova situação e como se habilitar ao programa Inovar Auto.  Assim como cada filiada vai estudar a possibilidade de investimento em fábrica no País. Mas, por questão de escala industrial, a maioria das empresas deve se manter na atividade de importação, agora com atuação bastante limitada, o que é uma enorme perda para o mercado, por significar perdas irreparáveis em parâmetros tecnológicos, regras de livre comércio e competitividade de preços. E quem mais perde com isso é o consumidor brasileiro”, conclui.