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Categoria: Anfavea


15:52 · 06.09.2018 / atualizado às 15:52 · 06.09.2018 por

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, revelou na quinta-feira, 6, em São Paulo, os resultados da indústria automobilística em agosto e no acumulado do ano. A produção atingiu 291,4 mil autoveículos em agosto, alta de 11,7% ante as 260,8 mil do mesmo mês do ano passado e de 18,6% sobre as 245,8 mil de julho


Na soma dos oito meses transcorridos do ano 1,97 milhão de veículos já foram produzidos, o que significa elevação de 12,8% se defrontado com as 1,75 milhão de unidades do ano passado.
O licenciamento também apresentou ritmo acelerado, com crescimento de 14,8% ao comparar as 248,6 mil unidades de agosto de 2018 com as 216,5 mil de igual período de 2017. Na análise com as 217,5 mil unidades vendidas em julho, o desempenho subiu 14,3%. No período acumulado do ano 1,63 milhão de unidades foram negociadas, alta de 14,9% frente as 1,42 milhão de unidades de 2017.
Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, o resultado surpreendeu positivamente: “Este é um mês tradicionalmente forte nas vendas, mas em meio a todo este cenário de incertezas com relação às eleições, alta do dólar e com a memória recente das paralisações de maio, o desempenho foi uma surpresa positiva. Tivemos dias com mais de 16 mil veículos licenciados e a média diária foi a mais alta do ano”.
As exportações de autoveículos apresentaram baixa de 16,6% em agosto deste ano contra o mesmo mês de 2017: 56,1 mil e 67,3 mil unidades respectivamente. Com relação as 51,4 mil unidades de julho, houve acréscimo de 9,2%. Até o momento, 486,5 mil unidades foram exportadas, número 4,6% inferior as 509,8 mil do ano passado.

Mesmo com a crise Brasil ainda é um dos maiores produtores e vendedores de veículos do mundo

Caminhões e ônibus
As vendas de caminhões novos ficaram em 7,5 mil unidades, alta de 13,1% quando comparado com as 6,6 mil de julho e de 54,2% sobre as 4,8 mil unidades do mesmo mês de 2017. No acumulado do ano, o número ficou em 46,1 mil unidades, elevação de 49,5% contra as 30,8 mil no ano passado.
A produção do segmento em agosto ficou em 9,6 mil unidades – acréscimo de 9,1% no comparativo com as 8,8 mil de julho e de 12,8% quando confrontado com as 8,5 mil de agosto do ano passado. Nos oito meses já passados do ano foram produzidas 67,9 mil unidades, número 31,7% acima dos 51,6 mil de 2017.


Nas exportações, os fabricantes de caminhões enviaram para outros países 2,2 mil unidades no último mês, resultado com leve alta de 0,6% na comparação com as 2,1 mil de julho e de 18% menor ante as 2,6 mil de agosto de 2017. No acumulado do ano, os dados apontam baixa de 2%: foram 18,6 mil este ano contra 19,0 mil do ano passado.
No segmento de ônibus as vendas em agosto somaram 1,6 mil unidades, número 15% abaixo das 1,8 mil de julho e também estável em 0,6% na comparação com as 1,6 mil de agosto do ano passado. Até o momento, 9,0 mil unidades foram comercializadas, 16,7% maior do que as 7,7 mil de 2017.


Em agosto, 3,0 mil chassis para ônibus saíram das linhas de montagem, dados 4,5% superiores no comparativo com as 2,9 mil de julho e maior em 36,3% na análise contra as 2,2 mil de agosto do ano passado. No ano já foram fabricadas 20,8 mil unidades, crescimento de 43,9% frente as 14,4 mil unidades do ano anterior.
A exportação acumulada de ônibus alcançou 5,8 mil unidades, expansão de 1,5% na comparação com as 5,7 mil do mesmo período em 2017.
Máquinas agrícolas e rodoviárias
As vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias em agosto registraram acréscimo de 30,5% com relação ao mesmo mês do ano passado: foram 5,0 mil e 3,8 mil unidades respectivamente. Já contra julho deste ano, com 4,7 mil unidades, o segmento apresentou alta de 5,9%. O total de máquinas negociadas no acumulado cresceu 6,2%, com 29,6 mil unidades este ano e 27,9 mil no ano passado.
A produção de máquinas ficou em 6,7 mil máquinas em agosto, volume estável em relação a julho e 35,1% a mais sobre as 4,9 mil de agosto de 2017. No acumulado deste ano a produção foi de 40,3 mil unidades: alta de 5,5% no comparativo com as 38,2 mil do ano anterior.
Outras informações:
No link www.anfavea.com.br/coletiva.pdf está disponível a apresentação feita à imprensa.
Também está disponível no site www.anfavea.com.br/carta-da-anfavea.html a Carta da Anfavea Digital com informações detalhadas sobre produção, mercado interno, exportações e emprego da indústria automobilística, além de vídeos, áudios e fotos dos representantes da entidade.

12:52 · 30.04.2018 / atualizado às 12:52 · 30.04.2018 por

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, tem como um de seus pilares a preocupação constante com a segurança no trânsito. Por esta razão a entidade apoia o Movimento Maio Amarelo desde seu primeiro ano de existência, em 2014, e promoveu uma ação em 2016 para conscientização do uso do cinto de segurança e da não utilização do celular ao volante

Coletiva de lançamento da Campanha Maio Amarelo

Agora, em 2018, a Anfavea apresenta sua nova campanha de segurança. Em parceria com o Observatório Nacional de Segurança Viária e utilizando o tema “Nós somos o trânsito”, conforme Resolução Nº 722/2018 do CONTRAN, diversas peças foram criadas, como vídeos de 30” e 60”, spots de rádio, posts para mídias sociais, cartazes, artes para outdoor etc. O objetivo é um só: conscientizar a sociedade para reduzir o número de acidentes de trânsito no Brasil.
Como forma de ampliar o alcance da campanha, a Anfavea doou todas as peças para que o Observatório e parceiros do Movimento Maio Amarelo divulguem e compartilhem o máximo possível em todas as mídias disponíveis. Todos os demais interessados também podem utilizar a campanha: basta acessar o link https/bit.ly/:/2HwpYdc , baixar as peças e iniciar a divulgação.
De que o trânsito é feito? De pessoas. Essa é a mensagem que a campanha traz ao público. Por meio de placas de trânsito, as peças mostram que os símbolos ali expostos estão sempre relacionados com pessoas. Mostra ainda que quem é responsável pela redução dos acidentes somos nós, os cidadãos. Nós somos o trânsito.


Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, é essencial conscientizar toda população da importância de nossas atitudes quando estamos ao volante:
“Muitas vezes não nos damos conta de que nós somos os condutores da vida no trânsito. Não percebemos como nossas ações podem ser cruciais para que um acidente não ocorra. A campanha tem este objetivo. Temos que deixar claro que enquanto não repensarmos nosso papel como motoristas, estas imprudências e sequelas não diminuirão”.


Segundo dados do Departamento de Informática do SUS, Datasus, mais de 38 mil pessoas são vítimas fatais do trânsito todo ano no Brasil.

Os números são ainda mais impactantes:
4 crianças morrem por dia no trânsito
Mais de 6,9 mil pedestres morrem em um ano
Mais de 12 mil motociclistas sofrem acidentes todo ano
A cada minuto uma vítima fica sequelada no trânsito
Idosos são as principais vítimas de atropelamento no Brasil
1,3 mil ciclistas morrem todo ano
105 pessoas por dia se tornam vítimas fatais no País


O diretor-presidente do Observatório, José Aurélio Ramalho, lembra que cada um pode fazer sua parte para um trânsito mais seguro:
“Uma pessoa morre a cada 12 minutos em acidentes de trânsito no Brasil. Essa é uma triste estatística que precisamos mudar. São muitas vidas perdidas e afetadas por um acidente de trânsito. Isso sem contar os milhares de sequelados que impactam negativamente, não somente a sua vida pessoal, mas a de familiares e amigos. São muitos aspectos negativos para quem se envolve num acidente. Se cada um fizer a sua parte por um trânsito mais seguro, poderemos reverter esse triste quadro”.

15:13 · 06.02.2018 / atualizado às 15:13 · 06.02.2018 por

Mês de janeiro de 2018 começou aquecido, de acordo com balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, na terça-feira, 6, em São Paulo, SP. O primeiro mês do ano registrou 181,3 mil veículos comercializados, alta de 23,1% sobre as 147,2 mil unidades de igual período do ano passado

Linha de montagem do Fox, em São José dos Pinhais, Paraná

Na análise contra as 212,6 mil unidades vendidas em dezembro de 2017, houve um recuo natural de 14,7%, afinal o último mês costuma ser um dos mais fortes no ano. Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, a tendência de crescimento se confirmou nos primeiros dias do ano: “O resultado de janeiro é muito bom e está dentro da nossa expectativa, pois a base de comparação do primeiro semestre de 2017 é baixa. Crescemos com maior intensidade no segundo semestre e essa tendência permaneceu em 2018, com um ritmo de média diária de vendas 23% superior ao do ano passado. Com a aprovação das reformas, aumento da confiança e um cenário macroeconômico estável, vamos manter a rota do crescimento”.
As exportações encerram os primeiros 31 dias do ano com 47 mil unidades, aumento de 23,6% frente as 38,5 mil do mesmo período de 2017. Contra as 61,1 mil de dezembro houve decréscimo de 23,1%.
A produção também seguiu trajetória de crescimento neste início do ano com 216,8 mil unidades fabricadas, expansão de 24,6% sobre as 174,1 mil de janeiro de 2017. Na análise com dezembro a alta foi de 1,5% na comparação com as 213,7 mil unidades daquele mês.


Caminhões e ônibus
O licenciamento de caminhões somou em janeiro 4,6 mil unidades, aumento de 54,8% sobre as 2,9 mil unidades de janeiro do ano passado e diminuição de 24,9% se defrontado com as 6,1 mil de dezembro.
As exportações de caminhões cresceram 83,1% em janeiro: 1,9 mil produtos foram enviados para outros países no período ante 1,1 mil do primeiro mês de 2017. No comparativo com as 2,1 mil de dezembro a queda foi de 9,2%. Com isso, o desempenho da produção foi de 7,0 mil unidades no mês inaugural deste ano, alta de 57,2% frente as 4,5 mil de janeiro de 2017 e baixa de 5,3% na análise com as 7,4 mil de dezembro.
No segmento de ônibus 848 unidades foram licenciadas em janeiro, expansão de 68,3% quando confrontado com as 504 unidades vendidas em janeiro de 2017. Por outro lado, o resultado ficou 30,5% menor diante das 1,2 mil de dezembro. As exportações no início deste ano ficaram em 539 unidades – aumento de 38,9% contra as 388 negociadas em janeiro de 2017 e diminuição de 32,6% sobre as 800 de dezembro.
A produção de chassis para ônibus subiu 70,1% no balanço do setor: foram 1,8 mil unidades em janeiro deste ano e 1,1 mil no mesmo mês de 2017. Sobre as 1,3 mil de dezembro, houve crescimento de 37,5%.
Máquinas agrícolas e rodoviárias
Na área de máquinas autopropulsadas as vendas no primeiro mês de 2018 ficaram em 1,6 mil unidades, número inferior em 55,8% com relação as 3,6 mil de dezembro passado e menor em 39,1% quando comparado com as 2,6 mil de janeiro de 2017.
A produção atingiu 2,6 mil unidades neste primeiro mês do ano: crescimento de 19,3% ante as 2,2 mil de janeiro do ano passado e ficou estável na análise contra o resultado de dezembro.
Em janeiro, 816 unidades atravessaram as fronteiras brasileiras, alta de 92,5% frente as 424 de janeiro de 2017 e queda de 36,6% sobre as 1,3 mil de dezembro último.

16:25 · 22.11.2016 / atualizado às 09:45 · 23.11.2016 por

Foram 150 lançamentos, 540 carros, 34 marcas e R$ 320 milhões movimentados no maior evento de carros da América Latina

Espaço dos Sonhos foi um dos mais visitados no Salão 2016
Espaço dos Sonhos foi um dos mais visitados no Salão 2016

Lançamentos, carros-conceito e atrações de 34 marcas fizeram a alegria dos apaixonados por carros que visitaram um Salão do Automóvel inovador, conectado e em completa sintonia com as tecnologias e tendências. O evento aconteceu de 10 a 20 de novembro. Em 2014 o público foi maior: 750 mil. Mas por pouco não foi batido o recorde, desta vez foram 715 mil pessoas.
Não faltou emoção às milhares de pessoas que viram de perto as últimas novidades do universo automotivo durante Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, de 10 a 20 de novembro, que chegou à edição de 2016 de casa nova. Pela primeira vez, o evento aconteceu no São Paulo Expo, reunindo 540 veículos e 34 marcas distribuídos em 90 mil m² internos, e mais de 1.200 horas de atividades interativas. Na área externa do pavilhão, mais 20 mil m² foram destinados a test drives e experiências exclusivas das marcas Chevrolet, Peugeot, Land Rover, Volkswagen e Nissan.

Motos também dividiram espaço com supercarros no Espaço dos Sonhos
Motos também dividiram espaço com supercarros no Espaço dos Sonhos

Para o vice-presidente da organizadora do evento, a Reed Exhibitions Alcantara Machado, 2016 ficará marcado como o ano em que se comprovou que a experiência ao vivo, face to face, é uma das ferramentas fundamentais utilizadas pelas marcas para gerar conexão emocional com os consumidores e apaixonados por automóveis. “O Salão praticamente dobrou o número de test drives realizados: foram 35 mil até sexta-feira (18). Sem falar na oferta de mais conforto – como o ambiente climatizado e 4.500 vagas de estacionamento cobertas – e praticidade para os visitantes. Este também foi o Salão mais conectado do mundo, com mais de 757 mil fãs no Facebook, e cobertura ao vivo com vídeos no Snapchat e Twitter. Essa audiência virtual uniu-se aos mais de 715.477 visitantes presenciais, que encontraram uma oferta inigualável de atrações e interatividade das marcas com o público”, avalia Paulo Octávio Pereira de Almeida.

Coletivas de imprensa lotaram os estandes das marcas
Coletivas de imprensa lotaram os estandes das marcas

Estima-se que 30% do público, cerca de 200 mil pessoas, não sejam moradores da cidade de São Paulo, e que tenham movimentado algo em torno de R$ 320 milhões na economia da cidade. O evento gerou mais de 30 mil empregos diretos e indiretos. “O Salão é uma plataforma essencial para o estímulo ao consumo de automóveis de todas as marcas e preços. E os índices de satisfação dos visitantes em relação ao evento foram os mais altos da história, atestando que este realmente foi o melhor Salão do Automóvel de todos os tempos”, finaliza Paulo Octávio.

Mercedes foi uma das marcas com supercarros mais fotografados
Mercedes foi uma das marcas com supercarros mais fotografados

“Estamos profundamente orgulhosos com este Salão do Automóvel, pois o evento atingiu nossa expectativa de ser a melhor edição da história. Tudo contribuiu para esse resultado: os estandes amplos e bem desenhados, a modernidade e climatização do novo local, mas, principalmente, os veículos expostos. Foram diversos lançamentos, conceitos que mostram tendências, veículos antigos e automóveis dos sonhos, que fizeram a exposição ser um sucesso de público. Saímos desta edição com a certeza de que a paixão do brasileiro pelo automóvel está mais viva do que nunca”, comemorou Antonio Megale, presidente da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, entidade apoiadora do evento.

Audi também teve muitos fãs visitando
Audi também teve muitos fãs visitando

Durante o Salão, a Anfavea homenageou alguns dos mais importantes jornalistas do setor automotivo, considerados pioneiros da comunicação empresarial para esse mercado, além de trazer ao pavilhão, em parceria com a Federação Brasileira de Veículos Antigos, carros antigos de momentos históricos da indústria nacional, que celebra 60 anos em 2016. Estiveram no pavilhão carros como DKW Fissore, Dogde Charger R/T 1971, Fiat 147, Ford Galaxie, Fusca “Pé de Boi” VW 1200, Kombi 1960, Opala 3800, Volkswagen SP2 197 e Willys Interlagos Berlineta. Duas unidades da Romi-Isetta, sendo uma delas a de chassi nº5, também estavam expostas no Salão.
“O Salão Internacional do Automóvel de São Paulo mostrou, mais uma vez, a força da indústria nacional e do setor de veículos importados. E o público fez a sua parte. Pelas manifestações dos visitantes, nas ‘ruas’ do pavilhão São Paulo Expo, pudemos observar que os consumidores estão ávidos por carros novos. Espero que a engrenagem da economia volte a se movimentar rapidamente. De outra parte, o Salão do Automóvel, para o setor de veículos importados, pelas repercussões da mídia de todo o País, constitui-se em fórum apropriado para abrir um novo ciclo de debates sobre o futuro do setor automotivo, em especial no que tange ao tratamento isonômico entre nacionais e importados”, avalia José Luiz Gandini, presidente da Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores.

Estande da marca italiana Fiat: um dos maiores do Salão 2016
Estande da marca italiana Fiat: um dos maiores do Salão 2016

Conceitos e mobilidade
Um dos destaques do evento foi o Espaço dos Sonhos, com máquinas das marcas Ferrari, Lamborghini, Tesla, Lexus, Jaguar, Land Rover e motocicletas Ducati. Nele, os dois automóveis mais caros do Salão também eram alguns dos mais belos da exposição: o Lamborghini Huracán (R$ 2,6 milhões) e o Ferrari 488 GTB (R$ 1,890 milhão).
Além dos carros que já estão disponíveis no mercado ou que estarão em breve nas concessionárias no próximo ano, o Salão do Automóvel também mostrou tendências aos visitantes. Prova disso foram os inúmeros carros-conceito expostos no pavilhão, como o Peugeot Fractal (cujo acabamento é 80% feito em impressão 3D), o C-HR da Toyota, com carroceria inspirada em um diamante, e o imponente Lexus LF-FC que possui até holograma no console central e é movido por células de combustível.
Outros destaques foram o Nissan Concept 2020 Vision Gran Turismo, que surgiu nos videogames e posteriormente veio para o mundo real, e o Concept IAA (sigla para Intelligent Aerodynamic Automobile), da Mercedes-Benz, que adapta a carroceria para, quando atingir 80 km/h, reduzir a resistência do ar e elevar seu coeficiente aerodinâmico. Além dos carros, dispositivos de mobilidade também impressionaram o público, como o UNI-CUB ß – espécie de “banquinho com rodas” da Honda que se orienta pelo balanço do corpo do usuário – o hoverboard real da Lexus e a sonda Lunar quattro, da Audi.
Um novo endereço para um novo Salão do Automóvel
Pela primeira vez, o Salão do Automóvel foi realizado no São Paulo Expo, cuja reforma e reestruturação ofereceram aos visitantes um conjunto de pavilhões climatizados, estacionamento com 4.500 vagas cobertas e mil vagas em área aberta, além de facilidade de acesso através dos metrôs Jabaquara (linha azul) e Santos-Imigrantes (linha verde). A organização do evento disponibilizou transferência gratuita até o pavilhão, durante todos os dias do Salão do Automóvel. Além dos 90 mil m² de exposição e 20 mil m² externos, o São Paulo Expo também disponibilizou 10 mil m² de espaço para congressos e convenções, com 32 salas modulares, no segundo piso.
Esse espaço também foi ocupado pelo Salão do Automóvel, que recebeu mais de 100 eventos paralelos, com público altamente qualificado e interessado no setor automotivo – como o prêmio Capacete de Ouro 2016 – que consagrou o piloto de Fórmula 1 Felipe Massa, o Fórum Salão do Automóvel –, reunindo executivos de montadoras como Toyota, Volkswagen, Porsche e especialistas do mercado; o Prêmio Maior Valor de Revenda – que escolheu como campeão o Honda HR-V e a premiação Os Melhores do Brasil – Jornal do Carro e diversas convenções de vendas das marcas expositoras. Entre os eventos técnicos, o Salão recebeu o Encontro AEA de Conhecimento Técnico, a Manhã de Tecnologia da SAE Brasil e o Congresso AIAFA Brasil de Gestores de Frotas.
A próxima edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo será em novembro de 2018, no São Paulo Expo.
Sobre o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo
Lançado em 1960, o Salão Internacional do Automóvel ocorre bianualmente e este ano deve atrair um público estimado em 750 mil pessoas. Executivos da área automotiva, artistas, formadores de opinião, entusiastas e o público em geral visitam o evento para conferir os avanços e as tendências da indústria automobilística. O Salão Internacional do Automóvel de São Paulo é organizado e promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, com apoio da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores e Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores.

12:52 · 26.04.2016 / atualizado às 12:52 · 26.04.2016 por

O diretor de Assuntos Governamentais da Volkswagen do Brasil e membro do Comitê Executivo da empresa, Antonio Megale, assumiu na noite de ontem (25 de abril) os cargos de presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e presidente do Sinfavea (Sindicato Nacional da Indústria de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares) para a gestão 2016-2019; as entidades são interligadas. O executivo é vice-presidente da Anfavea desde 2006 e vinha atuando como 1º vice-presidente na gestão 2013-2016.

Antonio Megale, diretor de Assuntos Governamentais da Volkswagen do Brasil 29/09/2015
Antonio Megale, diretor de Assuntos Governamentais da Volkswagen do Brasil é o novo homem forte da Anfavea

“É uma grande satisfação e também uma enorme responsabilidade assumir a presidência da Anfavea e do Sinfavea neste momento, em meio ao atual cenário econômico desafiador tanto para o País como para o setor automobilístico. Vamos trabalhar fortemente para que a indústria nacional possa retomar seu crescimento e se desenvolver, principalmente em termos de inovação, eficiência e segurança, a fim de posicioná-la em um patamar de maior competitividade inclusive em nível internacional”, afirma Antonio Megale.
O executivo será o 18º presidente na história de 60 anos da Anfavea, entidade que reúne as empresas fabricantes de autoveículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) e máquinas agrícolas (tratores de rodas e de esteiras, colheitadeiras e retroescavadeiras) com instalações industriais e produção no Brasil.
Aos 59 anos de idade, Antonio Megale tem grande experiência no setor automobilístico. Antes da Volkswagen do Brasil, onde atua desde 2008 como diretor de Assuntos Governamentais, ele trabalhou em áreas de Desenvolvimento de Produto, Planejamento de Produto, Marketing e Relações Institucionais de outras fabricantes. Entre 2011 e 2014, presidiu por duas gestões a AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), entidade que reúne engenheiros de montadoras e fabricantes de autopeças para fomentar pesquisas no campo da engenharia automotiva.
Natural de Poços de Caldas (MG), Antonio Megale é graduado em Engenharia Mecânica Automotiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV).

 

13:09 · 07.01.2016 / atualizado às 13:13 · 07.01.2016 por

Anfavea projeta crescimento na produção para 2016
Entidade também apresenta desempenho consolidado do ano passado
Exportações registram alta de 24,8% na comparação de 2015 com 2014

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, entidade que representa os fabricantes de autoveículos e máquinas autopropulsadas, apresentou na quinta-feira, 7, em São Paulo, suas projeções para o desempenho de licenciamento, exportação e produção da indústria automobilística em 2016.
De acordo com os dados, há expectativa de que a produção registre estabilidade na comparação com o ano passado, com ligeiro aumento de 0,5%. Na visão de Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, dois fatores principais contribuem para esta análise:
“Acreditamos que em 2016 haverá um aumento das exportações, ocasionado pelo esforço das empresas em expandir negócios externos em um momento cambial oportuno. Além disso, também em função do câmbio, projetamos redução da participação dos importados, que tendem a ser substituídos por produtos nacionais. Esses dois fatores, aliados a uma estabilidade do contexto macroeconômico, maior número de dias úteis e expectativa de lançamentos, nos levam a crer em aumento da produção este ano, mesmo com alguma retração do licenciamento”.

Presidente da Anfavea Luiz Moan
A entidade prevê que os licenciamentos de autoveículos em 2016 devem cair 7,5% quando comparados com 2015. Para exportações, novo crescimento deverá ocorrer este ano: a projeção é de elevação de 8,1%. Para o segmento de máquinas autopropulsadas, os dados apontam aumento de 2% nas vendas internas, elevação de 2,3% da produção e alta de 7% na exportação.

Desempenho da indústria automobilística em 2015
A Anfavea divulgou também na quinta-feira, 7, o balanço do último mês de 2015 e o desempenho consolidado da indústria automobilística em 2015. Os dados mostram que em dezembro foram comercializados 227,8 mil autoveículos, número 16,7% maior que novembro e 38,4% menor que o mesmo mês do ano anterior.
Com o resultado, as 2,57 milhões de unidades negociadas em todo o ano de 2015 representam uma retração de 26,6% com relação as 3,50 milhões de 2014. Para Luiz Moan Yabiku Junior o abalo na confiança foi o principal fator de influência para o resultado:
“O cenário político de 2015 contribuiu para a redução da confiança dos consumidores e investidores. A consequência disso é o adiamento da compra, pois se criou uma expectativa por definições para dar maior previsibilidade e propiciar um melhor planejamento”.
Já as exportações, impulsionadas pela valorização do dólar e também pelos acordos comerciais firmados em 2015 – Argentina, Colômbia, México e Uruguai – registraram alta: em 2015 saíram do Brasil 417 mil unidades, o que frente as 334,2 mil de 2014 resultaram em acréscimo de 24,8%. Só em dezembro foram 46,2 mil autoveículos exportados, 26,5% maior que as 36,5 mil de novembro e 97,2% acima das 23,4 mil do último mês de 2014.
A produção de autoveículos terminou 2015 com redução de 22,8% na comparação das 2,43 milhões de unidades do ano passado com as 3,15 milhões de 2014. Em dezembro foram fabricados 142,9 mil autoveículos, baixa de 18,4% sobre os 175,1 mil de novembro e retração de 30% frente as 204 mil de dezembro de 2014.

Caminhões e ônibus
No segmento de caminhões, houve retração no licenciamento de 47,7%, com 71,7 mil unidades em 2015 e 137,1 mil em 2014. No último mês do ano passado, foram comercializadas 5,6 mil unidades, alta de 18,6% sobre as 4,7 mil de novembro e baixa de 59% ante as 13,7 mil de dezembro de 2014.
Nas exportações, a alta foi de 17,7% na comparação anual: foram 20,9 mil unidades em 2015 e 17,7 mil em 2014. Na análise mensal, as 1 mil unidades de dezembro representam diminuição de 59,6% frente as 2,5 mil de novembro, mas elevação de 20,2% em relação as 0,8 mil de dezembro de 2014.
A produção de caminhões também retraiu de um ano para o outro, com 74,1 mil unidades em 2015 e 140 mil em 2014, baixa de 47,1%.
O segmento de ônibus também registrou resultado menor, de 38,9%, ao se defrontar as 16,8 mil unidades licenciadas em 2015 com as 27,5 mil de 2014. A exportação de ônibus encerrou o ano com 7,3 mil unidades, 10,9% acima das 6,6 mil do ano anterior.
A produção de chassis caiu 34,7%: foram 21,5 mil unidades em 2015 e 32,9 mil em 2014. Na análise mensal, os 0,5 mil chassis produzidos em dezembro ficaram 48,2% abaixo dos 1 mil de novembro e 10,4% menores que os 0,6 mil de dezembro de 2014.

Máquinas autopropulsadas
O segmento de máquinas fechou o ano com vendas internas no atacado de 44,9 mil unidades, número 34,5% menor que 2014. O mês de dezembro repetiu exatamente a quantidade de máquinas comercializadas, 2,2 mil unidades, mas caiu 45,9% na comparação com dezembro de 2014.
A produção do segmento registrou queda de 32,8% ao se comparar as 55,3 mil máquinas fabricadas em 2015 com as 82,3 mil de 2014. Nas exportações a contração foi de 27,2%: 10 mil unidades no ano passado contra 13,7 mil do ano anterior.

09:39 · 07.12.2015 / atualizado às 09:39 · 07.12.2015 por

O balanço da indústria automobilística apontou uma diminuição de 25,2% no licenciamento de autoveículos no acumulado do ano com 2,34 milhões de unidades em 2015 e 3,12 milhões no ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea

CRISE/MONTADORAS
O setor automotivo também apresentou contração de 33,8% nas vendas em novembro de 2015 contra o mesmo período do ano passado – foram 195,2 mil unidades e 294,7 mil, respectivamente. Na comparação com outubro, quando 192,1 mil unidades foram comercializadas, o resultado do penúltimo mês do ano é positivo em 1,6%.
Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, destaca a estabilidade das vendas diárias no período:
“A média diária de vendas em novembro apresentou um ligeiro aumento com relação a outubro, fato que confirma a expectativa de estabilidade do ritmo de licenciamento esperada para este último trimestre. O cenário mostra que se faz cada vez mais necessário resolver os entraves políticos, que corroem a economia brasileira, com o estabelecimento de uma agenda positiva para alavancar os pilares de sustentação da confiança e da retomada do crescimento”.

fabrica_fiat
As fábricas produziram no último mês 176 mil veículos, o que representa retração de 14,2% se comparado com as 205,1 mil de outubro e de 33,5% se defrontado com novembro do ano passado, com 264,8 mil unidades. Até o penúltimo mês deste ano 2,28 milhões de unidades deixaram as linhas de montagem: retração de 22,3% frente a 2014, que registrou 2,94 milhões de veículos produzidos.
As exportações em novembro foram de 36,4 mil unidades, queda de 8,4% contra as 39,8 mil de outubro e crescimento de 40,3% frente a novembro do ano passado, quando 26 mil veículos deixaram o País. No acumulado do ano o resultado apontou elevação de 18,9% nas exportações: foram 369,5 mil em 2015 e 310,8 mil no ano passado.

Caminhões e ônibus
As vendas de caminhões encerraram novembro com diminuição de 18,1% ao se comparar as 4,7 mil unidades no mês com as 5,8 mil licenciadas em outubro. No comparativo contra novembro de 2014, a retração foi de 61%, com 12,1 mil unidades naquele período. Nos onze meses do ano a queda foi de 46,5%, quando comparados os 66 mil produtos licenciados este ano com os 123,4 mil no ano passado.
O resultado da produção no mês passado, com 5,3 mil unidades, ficou 21,4% abaixo das 6,8 mil unidades de outubro e 54,6% menor ao se defrontar com as 11,8 mil de novembro do ano passado. A fabricação no acumulado do ano recuou 47,5% quando comparadas as 71,5 mil de unidades deste ano com as 136,3 mil de 2014.
As exportações subiram 18,2% no acumulado do ano, com 20 mil unidades em 2015 ante 16,9 mil do ano anterior. Somente no penúltimo mês deste ano 2,5 mil unidades deixaram as fronteiras brasileiras, o que significa alta de 21,2% frente as 2,1 mil de outubro e de 61,4% com relação as 1,6 mil de novembro de 2014.
O licenciamento de ônibus no acumulado foi de 15,5 mil unidades, contração de 38,4% ante as 25,1 mil do ano passado. As vendas em novembro, com 891 unidades, permaneceram estáveis em relação a outubro com 885 produtos, porém ficaram menores em 61,9% na análise com as 2,3 mil unidades comercializadas em novembro do ano passado.
A produção ficou 14,9% inferior – foram mil unidades em novembro e 1,2 mil em outubro. Ao defrontar o resultado com novembro do ano passado, quando foram produzidos 1,8 mil chassis para ônibus, a queda é de 43,3%. No acumulado a baixa é de 35,2%: 20,9 mil este ano e 32,3 mil em 2014.
Até novembro 6,4 mil ônibus foram exportados, o que representa crescimento de 4,5% se comparado com as 6,1 mil de igual período do ano passado.
Máquinas agrícolas e rodoviárias
As vendas no segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias em novembro ficaram menores em 43,4% em relação a outubro, com 2,1 mil e 3,8 mil unidades respectivamente. No comparativo contra novembro do ano passado, com 5,3 mil unidades, foi registrada retração de 59,5%. No acumulado o encolhimento das vendas chegou a 33,7%, com 42,8 mil este ano e 64,5 mil no ano passado.
A produção acumula queda de 30,8% no ano – foram 54,4 mil unidades produzidas este ano e 78,6 mil em 2014. Em novembro 3,9 mil unidades deixaram as fábricas, o que representa decréscimo de 20,1% ante outubro com 4,9 mil e de 37,4% contra novembro do ano passado com 6,2 mil.
O setor fechou as exportações em novembro com 1,1 mil unidades, o que representa estabilidade frente ao mesmo período do ano passado e de aumento de 49,9% comparado com outubro deste ano com 736 unidades. No acumulado as exportações chegaram a 9,6 mil unidades, o que significa baixa de 25,4% contra o ano passado com 12,9 mil.

10:14 · 20.08.2015 / atualizado às 16:56 · 20.08.2015 por

O Banco do Brasil, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, Sindipeças, firmaram ontem (19/8), Protocolo que visa dar apoio financeiro e comercial às cadeias produtivas do setor automotivo, bem como aos segmentos de máquinas e implementos agrícolas, além de caminhões

 

Lojas aguardam melhores vendas
Lojas aguardam melhores vendas

O protocolo assinado prevê o empenho da Anfavea e do Sindipeças na intermediação de acordos de cooperação financeira e comercial entre o Banco do Brasil e empresas associadas, bem como entre o Banco do Brasil e fornecedores estratégicos da cadeia automotiva.
Nessa primeira etapa, os acordos envolverão 26 empresas âncora. A estimativa é de que o BB antecipe para fornecedores estratégicos dessas empresas recursos da ordem de R$ 3,1 bilhões, até o final de 2015.
Por meio de sistema específico desenvolvido para esses convênios, o BB receberá das empresas âncora programação de encomendas para determinado grupo de fornecedores, ao longo de um determinado período. Aos fornecedores, o BB proverá a antecipação dos valores que seriam recebidos pelo total das entregas.
Para os fornecedores, a vantagem direta é de ter acesso antecipado a recursos com melhores condições financeiras, sem necessidade de recorrer a taxas mais elevadas no desconto de duplicatas ou no financiamento direto de capital de giro, por exemplo. Para as âncoras, trata-se da possibilidade de negociação de prazos mais vantajosos no pagamento aos fornecedores.
As medidas previstas no protocolo fortalecem a parceria entre toda a cadeia produtiva do setor automotivo, já que as âncoras oferecem sua maior capacidade financeira como garantia para a oferta de crédito aos seus fornecedores.
Os riscos de crédito das operações de antecipação são reduzidos pela assunção de compromissos por parte das âncoras, fazendo com que as condições e taxas para as empresas do início da cadeia produtiva tenham vantagens semelhantes às oferecidas a empresas de maior porte.

Setor acredita que vai aumentar financiamentos com a medida
Setor acredita que vai aumentar financiamentos com a medida

Para as âncoras, esse composto financeiro permite a continuidade do funcionamento de todo o elo produtor de insumos para o setor automotivo, em um cenário econômico desafiador, mas que também pode se caracterizar pela substituição de fornecedores estrangeiros por nacionais.
A manutenção da capacidade operacional dessa cadeia produtiva torna-se fundamental para que a indústria automotiva tenha capacidade de se beneficiar das oportunidades que surgem no mercado.
Além disso, acordos do gênero proporcionam segurança comercial para todos os agentes envolvidos, e maior confiabilidade nas negociações. Com a futura ampliação de acordos do gênero, o BB pretende alcançar 500 grupos, em diversas cadeias produtivas, a exemplo das cooperativas, de incorporadoras e de grandes empresas exportadoras. Alcançado esse objetivo, a previsão é de desembolsos da ordem de R$ 9 bilhões.

Novas medidas

“Esteira” especializada e aplicativo pioneiro facilitarão o financiamento de máquinas e implementos agrícolas. Prazo de liberação de financiamento deverá ser reduzido em 60%.
O Banco do Brasil vai lançar novo modelo de relacionamento com revendas de máquinas, equipamentos agrícolas e caminhões. Trata-se da Esteira Agro BB, pela qual as revendas passam a acolher, gerir e acompanhar, na internet, as propostas de financiamentos dos bens que comercializam. Para se habilitar, a revenda precisa formalizar contrato de Correspondente Comercial Agro com o Banco do Brasil.
O fluxo de informações entre as revendas e a nova “Esteira” do BB é totalmente digital. O objetivo é, sobretudo, garantir agilidade na liberação dos recursos de investimentos do Plano Safra, em benefício de toda a cadeia produtiva do agronegócio.
Com o apoio da Anfavea e da Fenabrave, a meta do Banco do Brasil é cadastrar, até o final de 2015, mais de mil revendas para operação com a Esteira Agro BB. No piloto da nova solução, o prazo da liberação de financiamentos diminuiu de 67 para 14 dias.
A redução de prazos beneficia diretamente a capacidade financeira das revendas. Ao receber de forma mais tempestiva os pagamentos das vendas de seus produtos, essas empresas diminuem sua necessidade de capital de giro, aumentando a disponibilidade de caixa, ou mesmo evitando maior endividamento.
Para os clientes, o recebimento dos equipamentos em menor prazo significa adotar mais rapidamente novas tecnologias capazes de trazer ganhos imediatos de produtividade e aumento da rentabilidade de suas atividades no agronegócio.
Novo Aplicativo
O Banco do Brasil também vai lançar na Expointer 2015 – uma das maiores feiras de agronegócios do País, a ser realizada de 29 de agosto a 06 de setembro em Esteio, RS – o App BB Expointer. O aplicativo, pioneiro no mercado, vai permitir que produtores e revendas simulem e encaminhem ao BB, em processo totalmente digitalizado, por meio de dispositivos móveis (smartphones), intenções de financiamentos que poderão ser acompanhadas pelas revendas, através da Esteira Agro BB.

11:52 · 07.07.2015 / atualizado às 11:52 · 07.07.2015 por

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, apresentou na segunda-feira, 6, os resultados de junho e do primeiro semestre da indústria automobilística. O levantamento aponta produção de 184 mil autoveículos no sexto mês do ano, que comparada com as 210,4 mil unidades fabricadas em maio significa queda de 12,5%

 

Ajustes nas montadoras com trabalhadores com folga remunerada e demissões para segurar a crise
Ajustes nas montadoras com trabalhadores com folga remunerada e demissões para segurar a crise

Na análise com junho do ano passado, quando 215,9 mil unidades foram produzidas, a retração foi de 14,8%. Com estes resultados, a indústria encerrou o primeiro semestre com recuo de 18,5% frente ao mesmo período de 2014: foram 1,27 milhão de autoveículos produzidos este ano contra 1,56 milhão no ano anterior.
Os dados do acumulado do licenciamento mostram também retração de 20,7% na comparação dos 1,31 milhão de veículos deste ano com os 1,66 milhão do ano passado. Em junho de 2015, o licenciamento registrou 212,5 mil unidades, decréscimo de 19,4% se comparado com as 263,6 mil de 2014, mas estável na análise com maio deste ano, quando 212,7 mil unidades foram vendidas.
Já as exportações apresentaram resultado positivo no comparativo mensal. Em junho 48,1 mil veículos deixaram o País, o que representa alta de 17,9% frente as 40,8 mil unidades de maio e de 96,8% se confrontado com junho de 2014 com 24,4 mil unidades. No semestre o crescimento foi de 16,6%, com 197,3 mil unidades exportadas este ano e 169,3 mil no ano passado.

Mesmo com a crise Brasil ainda é um dos maiores produtores e vendedores de veículos do mundo
Mesmo com a crise Brasil ainda é um dos maiores produtores e vendedores de veículos do mundo

Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, os dados resultam de uma série de fatores:
“O País passa por um cenário de baixa confiança dos investidores e consumidores, restrição ao crédito e expectativa pela conclusão dos ajustes na economia. Porém, acreditamos que os anúncios de algumas medidas, como o Plano Nacional de Exportações e o Plano Safra, são parte de uma agenda positiva. E neste contexto, esperamos também que o anúncio programado para hoje do Programa de Proteção ao Emprego, como instrumento adicional para a garantia dos postos de trabalho, terá impacto positivo”.
Caminhões e ônibus
As vendas de caminhões encerraram junho com aumento de 2,7% ao se comparar as 6,2 mil unidades no mês com as 6 mil licenciadas em maio. No comparativo contra junho de 2014, a retração foi de 41,6%, com 10,6 mil unidades naquele período. Nos seis primeiros meses do ano a queda foi de 42,3%, quando comparados os 37,3 mil produtos licenciados este ano com os 64,6 mil no ano passado.
No comparativo entre a produção dos primeiros semestres de 2015 e 2014, os números indicaram baixa de 45,2%: foram 41,6 mil unidades fabricadas neste ano e 76 mil em 2014. A produção de junho encerrou com 5,3 mil unidades, contração de 35,5% com relação as 8,2 mil no mesmo mês do ano passado e de 14,3% contra as 6,2 mil de maio.
Nas exportações o resultado ficou acima em 9,3%, na comparação das 10,2 mil unidades no acumulado deste ano contra as 9,3 mil de 2014. Os números da análise mês a mês mostram que junho, que registrou 2 mil caminhões exportados, foi 8,1% menor do que maio – 2,1 mil – e 26,1% maior do que as 1,6 mil do mesmo mês de 2014.
As vendas no segmento de ônibus em junho ficaram estáveis em relação a maio, ambos com 1,4 mil unidades. No comparativo contra junho do ano passado, com 2 mil unidades, foi registrada baixa de 26,3%. No acumulado a contração chega a 27,7%, com 9,7 mil este ano e 13,4 mil no ano passado.
Os produtores de chassis fabricaram 1,8 mil unidades em junho, o que representa diminuição em 22,4% frente as 2,3 mil de maio e de 29,2% contra as 2,5 mil de junho do ano passado. No semestre a queda foi de 27,8%: 13,9 mil unidades este ano e 19,2 mil em 2014.
As exportações acumuladas do segmento apontam expansão de 1,5% – foram 3,3 mil este ano e 3,2 mil no ano passado.
Máquinas agrícolas e rodoviárias
No segmento de máquinas autopropulsadas as vendas chegaram a 4,4 mil unidades no sexto mês do ano, o que significa aumento de 6,9% sobre as 4,1 mil de maio e redução de 24,8% se comparado com igual período de 2014, com 5,9 mil unidades. No acumulado deste ano, que soma 24,7 mil unidades, a baixa é de 25,1% contra as 33 mil unidades vendidas no ano passado.
Ainda no período acumulado do ano, a produção recuou 24,4%, ao comparar as 30,5 mil unidades de 2015 ante as 40,4 mil do ano anterior. Somente em junho deste ano 3,7 mil máquinas foram fabricadas, o que significa diminuição de 36,4% frente as 5,8 mil de maio e de 36,6% com relação as 5,8 mil de junho de 2014.
As exportações em junho, com 1,1 mil unidades, avançaram 16,9% quando comparado com o mês anterior, que registrou 942 unidades, mas caiu 9% com relação as 1,2 mil de junho do ano passado. No acumulado a retração foi de 18,4%: foram 5,4 mil máquinas em 2015 e 6,6 mil no ano passado.

09:22 · 06.07.2015 / atualizado às 09:22 · 06.07.2015 por

A Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores divulgou o desempenho do setor automotivo no mês de junho e do 1º semestre de 2015

Mercado no Brasil caiu quase 20% em relação ao ano passado
Mercado no Brasil caiu quase 18 % em relação ao ano passado

Para o Setor da Distribuição de Veículos no geral (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros, como carretinhas para transporte) o mês de junho apresentou retração de 1,25% em relação a maio (329.650 unidades em junho, contra 333.821 no mês anterior). Na comparação entre os meses de junho 2015 e o mesmo mês de 2014, o setor teve queda de 14,45%.
De acordo com a Fenabrave, no acumulado do ano, houve queda de 17,62% para todos os setores somados. No primeiro semestre de 2015, foram emplacadas 2.053.111 unidades, contra 2.492.247 no mesmo período de 2014.
Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., o mercado ainda sofre os reflexos da economia em crise no Brasil. Com a expectativa ainda maior de queda no PIB Nacional (mais de 2%), alta no desemprego, queda real do salário e, especialmente, no investimento da iniciativa privada e do governo, o consumidor não tem segurança para ir às compras. “A falta de confiança reflete, diretamente, no mercado. Para o segundo semestre, esperamos que a média diária de vendas aumente um pouco, porém, o resultado de 2015 será cerca de 20% menor que o registrado em 2014 ”, explicou o presidente.
Projeções apontam queda de 23% para automóveis e comerciais leves
Com os ajustes na produção, o volume de estoque de veículos se mantém estável, em 49 dias, ou cerca de 323 mil unidades. Já os emplacamentos em queda fizeram com que a Fenabrave revisasse as projeções do setor para o encerramento deste ano.
Os segmentos de automóveis e comerciais leves apontam queda de 23% em 2015.
Para caminhões, as perspectivas atuais são de redução de 45% nos emplacamentos deste ano e, para implementos rodoviários, a queda pode chegar a 46%.
O segmento de motocicletas deve permanecer com queda acumulada de 9% até dezembro.
A Fenabrave estima que todos os segmentos somados encerrem o ano de 2015 com queda de 19,9%.

Desempenho por segmento

TABELASEMESTRE