Novo livro sobre o Fusca
Editora Alaúde lança livro histórico sobre um dos carros mais populares e queridos do mundo: o Fusca
Um dos carros mais populares da história do automobilismo, o Fusca foi desenvolvido a partir do desejo de Adolf Hitler de criar um veículo que coubesse no baixo orçamento do povo alemão. É essa a história, única no automobilismo, contada em Fusca – o carro mais popular do mundo, novo livro da Editora Alaúde.

Rico em imagens, muitas inéditas, o livro foi escrito por Richard Copping, um dos maiores especialistas em Volkswagen do mundo
Escrito por Richard Copping, um dos maiores especialistas em Volkswagen, o livro oferece ao leitor a chance de voltar no tempo e reviver as mais de seis décadas de vida do carro. Com o suporte visual proporcionado pelas imagens – algumas inéditas e produzidas especialmente para a obra –, é possível entender, mais profundamente, as razões que contribuíram para o sucesso do carro.
Como relata Copping, o Fusca começou a nascer no Salão do Automóvel de 1934, em Berlim. Na ocasião, Hitler externou sua vontade de ver um carro construído na Alemanha e produzido em grande escala que pudesse ser comprado por quem tivesse renda para adquirir apenas uma motocicleta. Na época, havia um veículo para cada 100 habitantes do Reich, enquanto na França havia um para cada 28 e nos Estados Unidos, um para cada 6. A ideia era acabar com essa disparidade e fazer a Alemanha superar rapidamente esses números com um carro para o povo, um carro (Wagen) do povo (Volks).
Dividido em sete capítulos, o Fusca apresenta dados históricos e documentos amplamente pesquisados pelo autor que exploram desde os primeiros desenhos feitos por Ferdinand Porsche em 1934, passando pelos protótipos, os testes e todas as inovações que o carro teve, até chegar ao ano de 2003, quando o último modelo foi produzido na fábrica Volkswagen do México.
No livro, Copping revela bastidores sobre as políticas da Volkswagen, incluindo detalhes sobre os valores pagos para que Ferdinand Porsche elaborasse as primeiras propostas de modelo do carro. Dá detalhes do período pós-guerra em que os britânicos comandaram a fábrica KDF, na Alemanha, e conta que as alterações feitas no carro naquela época foram mais por uma questão de “utilizar o que estava disponível” do que por razões técnicas: “Concessões e improvisos estavam na ordem do dia”, afirma Copping.
Fusca traz ainda a trajetória do carro na publicidade, com exemplos da arte criativa dos primeiros anos e das propagandas autodepreciativas que causaram comoção nos anos posteriores e tudo mais que contribuiu para a construção da imagem desse automóvel tão querido.
O Fusca brasileiro
O caso de amor entre brasileiros e o carro chegou a colocar o veículo entre os mais vendidos na década de 1960: 30 mil unidades/ano até 1962. O milionésimo veículo chegou ao mercado dez anos depois, e em 1974 o Fusca atingiu a marca de 2.000.000 de um unidades produzidas.
A partir da década de 1980, o interesse pelo Fusca no Brasil arrefeceu. O último carro foi fabricado em 1986. O incentivo do governo federal aos chamados “carros populares” na década de 1990, no entanto, fez com que ele ressurgisse. Foram feitas então mais 47 mil unidades até julho de 1996, quando sua produção foi suspensa definitivamente. Na página 109, uma foto antiga mostra vários Fuscas parados no trânsito da Avenida São João, em São Paulo.
Richard Copping, ex-diretor da revista VW Motoring, também é autor de: Volkswagen Transporter: A Celebration of an Automotive and Cultural Icon; VW Transporter: The First 60 Years; Volkswagen Camper: Six Decades of Success; Volkswagen Bus: The Essential Buyer’s Guide; Volkswagen T3: Transporter, Caravelle, Camper and Vanagon 1979-1992; VW Camper and Microbus; e VW Golf GTI.
Mais informações: www.alaude.com.br
