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Categoria: Olha que legal!


19:12 · 23.04.2013 / atualizado às 19:47 · 03.05.2013 por

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O movimento feminino de capoeira “Ginga Iracema” comemora no próximo sábado, 27 de abril, um ano de existência. Inicialmente, a ideia era reunir mulheres capoeiristas de vários grupos da cidade para um momento de integração. A partir de então, os encontros passaram a ocorrer todos os meses, sempre em um local diferente. Além de divulgar o esporte, o objetivo do Ginga Iracema é mostrar o potencial da mulher no comando de uma roda de capoeira, seja na ginga, no canto ou no toque do berimbau.

Com o sucesso do projeto o número de participantes aumentou e hoje já envolve nove grupos, que participam ativamente das rodas mensais. Para celebrar o aniversário de um ano do Ginga Iracema uma roda especial será realizada às 16 horas, no Estoril, Praia de Iracema. A festa é aberta ao público. Para participar basta levar o seu axé e o berimbau!

23:04 · 03.12.2012 / atualizado às 23:56 · 03.12.2012 por
Professora Gabi e professora Bia em roda de capoeira durante a abertura do evento, no último dia 29. Foto: Luana Lima

Elas são mulheres, mães, esposas, trabalham fora e dentro de casa e ainda arrumam tempo para se dedicar ao esporte que consideram favorito: a capoeira. E para quem pensa que capoeira é “atividade de homem”, elas estão aí para provar o contrário. Com intuito de fortalecer e valorizar o movimento da mulher na capoeira foi realizado em Fortaleza, de 29 de novembro ao dia 1º de dezembro, o “Tambores de Dandara”, organizado pelas alunas do Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab). Mesmo tendo as mulheres como “linha de frente”, o evento foi aberto ao público e, inclusive, aos homens, que compareceram em grande quantidade para abrilhantar o festival.

Durante os três dias de evento – que contou com oficinas de maculelê, danças africanas, aula de consciência corporal, treinamento funcional, mesas-redondas e, claro, muita capoeira -, não faltou mandinga, disposição e muito axé. Rafael Mendes, 16 anos, do projeto social Excola, se deslocou de Cascavel para Fortaleza só para prestigiar o festival. Capoeirista há cinco anos e apaixonado declarado pelo esporte, ele elogiou a iniciativa do evento por mostrar que a mulher, assim como em uma série de outras atividades, também está presente na capoeira. Das oficinas que participou a aula da mestra Mara foi a que mais gostou. “Ela faz o alongamento na ginga, achei muito interessante”, destaca.

Momento de integração durante a oficina de danças regionais com Izaura Lila, do grupo Mira Ira. Foto: Luana Lima

Mestra Mara ministrou oficina na manhã do último sábado (1) e, no período da tarde, participou de uma roda de conversa com os participantes do evento. Em entrevista para o Belas no Esporte ela conta como a capoeira está intrinsecamente ligada com a sua história de vida. Siomara Sousa Santos, 42 anos, mais conhecida como mestra Mara, do grupo Herança Cultural, de São Paulo, pratica capoeira desde os 12 anos. Apesar de já ter realizado vários outros esportes conta que foi na capoeira onde encontrou a sua filosofia de vida. No início recorda que costumava ouvir que se tratava de uma atividade para homem e que se tornaria masculinizada. Ainda assim seguiu em frente, enfrentou todos os preconceitos em torno do esporte e do sexo até se tornar mestra de capoeira, em 2007.

O evento, realizado pelas alunas do Cecab, foi aberto também para homens, que marcaram presença em grande número. Foto: Luana Lima

Diferente de antigamente, mestra Mara afirma que percebe, nos eventos em que participa no Brasil e no exterior, que a presença da mulher hoje é muito forte. “Daqui a pouco teremos o mesmo percentual de homens e mulheres. E, diga-se de passagem, vejo mulheres praticantes de capoeira muito boas”, observa. Quem também participou do evento foi a professora Bia, do Cordão de Ouro, que ministrou aulão de maculelê aos participantes. Gabriela Santana, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) realizou a oficina “Interfaces para a improvisação: investigações sobre a capoeira angola e a dança”.

A sexta-feira (30 de novembro) foi marcada pela oficina de dança afro e de consciência corporal, com Norval Cruz. Já a abertura do evento, no dia 29 de novembro, contou com o lançamento do CD Orquestra de Berimbaus Água de Beber, apresentação da Orquestra de Berimbaus e uma oficina de danças regionais, com Izaura Lila, do grupo Mira Ira. Daniele Freire, do Centro Cultural Capoeira Água de Beber e uma das organizadoras do “Tambores de Dandara” comemora o sucesso do festival e destaca a participação, sem custo, de adolescentes de projetos sociais no evento.

Depois de uma roda de capoeira com muito axé a alegria tomou conta dos participantes durante a primeira edição do Tambores de Dandara. Foto: Luana Lima

Dandara

Esposa, mãe e guerreira Dandara participou de todos os ataques e defesas da resistência de Palmares e não tinha limites para defender a liberdade e a segurança do Quilombo.

10:45 · 28.11.2012 / atualizado às 15:31 · 28.11.2012 por

Com intuito de reforçar a participação da mulher atuando profissionalmente como música, instrumentista, cantora, mestra, professora e jogadora de capoeira chega à Fortaleza a primeira edição do “Tambores de Dandara”. Articulado pelas capoeistas do Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab), o evento será realizado de amanhã (29) ao dia 1º de dezembro, em Fortaleza.

Dentre as atividades desenvolvidas, o “Tambores de Dandara” traz como destaque curso ministrado pela Mestra Mara, (Grupo Herança Cultural – São Paulo), curso de maculelê com a professora Bia (Grupo Cordão de Ouro) e programações estratégicas, como treinamento funcional, dança africana, aula de consciência corporal e mesas-redondas. As atividades serão realizadas no SESC Emiliano Queiroz e no Espaço de Consciência Corporal e Ancestralidade africana Tempo Livre.

Natália Lima, capoeirista graduada do Cecab e uma das organizadoras do evento frisa que o festival busca resgatar a memória e história de Dandara, esposa, mãe e guerreira que lutou ao lado de Zumbi dos Palmares – herói negro conhecido pela luta contra a opressão negra no Brasil. Quem não se inscreveu ainda dá tempo. Basta entrar em contato com uma das organizadoras do evento. A inscrição custa R$ 50,00, mais um quilo de alimento, que dá direito a oficinas e a blusa do evento.

A abertura do “Tambores de Dandara” será amanhã, às 19h, no Espaço de Consciência Corporal e Ancestralidade Africana Tempo Livre, no começo da Cidade 2000. Na ocasião haverá o lançamento do novo CD “Orquestra de Berimbaus Água de Beber”, apresentação da Orquestra de Berimbaus e oficinas de danças regionais, com a professora Izaura Lila, do grupo Mira Ira.

Histórico

Onde andará, onde andará a memória de Dandara? Esposa de Zumbi dos Palmares e mãe de seus três filhos, Dandara foi muito além do papel de esposa, se tornando verdadeira guerreira. Além de plantar e trabalhar na produção de farinha de mandioca, ela aprendeu a caçar, a lutar capoeira, a empunhar armas e liderou as falanges femininas do exército palmarino. Conforme informações do professor de história Kleber Henrique, Dandara participou também de todos os ataques e defesas da resistência de Palmares e não tinha limites para defender a liberdade e a segurança do Quilombo.

A esposa de Zumbi compartilhava a posição do marido contra o tratado de paz assinado por Ganga-Zumba. Entre outras negociações, o acordo requeria a mudança dos habitantes de Palmares para as terras no Vale do Cacau. Dandara, assim como Zumbi, via o tratado como a destruição da República de Palmares e a volta à escravidão.

Dandara morreu em 6 de fevereiro de 1694, após a destruição da Cerca Real dos Macacos, uma batalha sangrenta que deixou centenas de mortos. Ainda assim, acredita-se que ela se suicidou para não voltar a ser escrava, atirando-se da da pedreira mais alta de Palmares. Zumbi, que sobreviveu ferido a esta batalha, morreu no ano seguinte em 20 de novembro, data em que atualmente é celebrado o Dia da Consciência Negra.

Mais informações: 8714.3349 (Daniele Freire) ou 8817.2712 (Natália Lima)

Serviço: Espaço de Consciência Corporal e Ancestralidade Africana Tempo Livre (Rua Magistrado Pompeu, 385, Cocó)

SESC Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, 1701 – Centro)

13:04 · 16.10.2012 / atualizado às 23:41 · 16.10.2012 por

Depois da 1ª Convenção realizada em Canoa Quebrada e da 2ª no Paracuru acontece, de 26 a 28 de outubro deste ano, a 3ª Convenção Cearense de Circo, Malabrismo e Artes de Rua. O local escolhido para essa terceira edição é a Lagoa do Catu, em Aquiraz, município localizado a 30 km de Fortaleza. Além de café da manhã, almoço e área de camping, os inscritos participam de oficinas, apresentações e jogos circenses.

O evento é voltado para iniciantes, profissionais, crianças acompanhadas dos pais, amantes da arte do circo ou pessoas que buscam um fim de semana longe de preocupações, mas envolvido com vivências artísticas em contato com a natureza. Trata-se de um encontro autônomo, gerido coletivamente, pensado por profissionais da arte do circo com intuito de congregar ideias e disseminar o fazer circense produzido para espaços alternativos, por artistas que dialogam com a cidade e o espaço urbano através do seu ofício.

Conforme a organização do evento, a 3ª Convenção representa intensa capacitação na área do circo. “É o momento onde a possibilidade de troca e fluxo de informações se cruzam. Além de um momento de aperfeiçoamento, a Convenção abrange o público iniciante e contempla a comunidade em geral, com espetáculos compostos por participantes, intervenções em espaços públicos e oficinas de apreciação e capacitação”. Para além das diversas atividades, o encontro envolve ainda uma imersão no fazer circense. Serão três dias com oficinas e debates com temas voltados para o exercício pedagógico do circo e para a gestão de grupos que envolvam as artes circenses.

Oficinas

Técnicas corporais e malabarismo, palhaço e suas ramificações, oficinas de claves e de bolinhas (monociclo), o corpo mímico em cena, construção de trapézio, acrobacias aéreas no trapézio, tecido acrobático, jogos teatrais e aula de Yoga são algumas das atividades que os participantes encontrarão. Interessados em participar ainda podem se inscrever! Basta acessar o site do evento: convencaocearense.wordpress.com

13:02 · 16.10.2012 / atualizado às 00:00 · 17.10.2012 por

Atenção internautas de plantão! A bodyboarder Isabela Sousa lançou uma super promoção. Para participar basta curtir a fanpage da atleta no Facebook, compartilhar a página e escrever uma frase em seu mural que defina a recente conquista da cearense – o bicampeonato mundial de bodyboard.

O autor da melhor frase ganhará uma prancha Genesis, Isabela Sousa, novinha! E a segunda melhor frase um par de pé-de-pato. A promoção começou às 18h do último domingo (14) e vai até às 23h59 do dia 20 de dezembro deste ano.

Eu, que não sou besta nem nada, já estou bolando uma super frase para concorrer aos prêmios! Participe você também!

23:08 · 24.09.2012 / atualizado às 23:27 · 24.09.2012 por

Sábado é dia de cantar, brincar, dançar, encontrar as amigas e jogar muita capoeira. Todo último sábado de cada mês capoeiristas de vários grupos de Fortaleza se reúnem para praticar uma das atividades que mais gostam: jogar capoeira.

Diferente das rodas tradicionais, são elas que estão no comando, o que não impede que homens e crianças também participem do evento. No próximo dia 29, o “Movimento Feminino Ginga Iracema” acontece no Cuca da Barra do Ceará, às 17h30.

Independente do grupo, todas estão convidadas. O evento é aberto ao público. Para participar basta levar o abadá e muito axé para animar a roda. O Ceará é precursor nesse tipo de movimento. O Estado realiza, deste abril deste ano, rodas mensais comandadas somente por mulheres. A cada mês o movimento acontece em um local diferente. A última edição foi realizada em Maracanaú. O objetivo é alcançar um maior número de pessoas e divulgar essa arte reconhecida, desde 2008, como patrimônio imaterial da cultura brasileira.

“Eu sou movida pela capoeira
Sou movida pelo berimbau
Ela é minha estrela guia
É ela que vem e me leva
Peço a Deus e agradeço
Por ter conhecido ela”

“Movido pela capoeira” – Capoeira Nagô

18:54 · 06.08.2012 / atualizado às 19:09 · 06.08.2012 por
Messias Félix vibra com a vitória. Foto: Munir El Hage

O domingo foi de festa para os cearenses. Messias Félix venceu, na tarde de ontem, a segunda etapa do Maresia Paulista de Surf Pro 2012, na praia de Maresias, São Sebastião, São Paulo. Com ondas de 1,5 metros e formação regular, o surfista derrotou na bateria final o potiguar Ítalo Ferreira, o carioca Gustavo Fernandes e o catarinense Guilherme Ferreira.

Com o resultado, o cearense faturou R$ 8 mil, além de mil pontos no ranking do circuito que definirá o melhor surfista de São Paulo nesta temporada. A terceira e decisiva prova do ano será realizada nos dias 27 e 28 de outubro, na praia das Pitangueiras, no Guarujá-SP. Outro cearense de destaque na etapa foi Michel Roque, que ganhou a Overboard Expression Session, disputa que premia o autor da melhor manobra e faturou R$ 1 mil.

Michel Roque, surfista cearense, levou R$ 1 mil por melhor manobra, na Praia de Maresias. Foto: Munir El Hage

Parabéns aos surfistas Messias Félix e Michel Roque por terem representado a nossa terrinha tão bem!

10:03 · 10.07.2012 / atualizado às 18:42 · 06.08.2012 por

Bons exemplos no esporte e que merecem parabéns! Jogadores e torcedores têm se mobilizado, cada vez mais, em prol de projetos solidários. Um belo exemplo é a campanha ‘’Meu coração é rubro-negro’’, do Vitória,da Bahia. Com mais de quatro décadas de história, a equipe vem disseminando causas sociais, como a doação de sangue, que está estampada no uniforme do time baiano.

Desde o final de junho deste ano, o uniforme do Vitória perdeu a cor vermelha e ganhou a branca. O objetivo agora é conquistar um número maior de doadores e trazer de volta o vermelho do uniforme. Isso porque, na medida em que as doações avançam, o vermelho volta aos poucos às blusas. A expectativa do time é que o uniforme esteja completamente vermelho o mais rápido possível.

Para contribuir com a campanha, o torcedor deve acessar o site www.meusanguerubronegro.com.br e ficar por dentro dos postos de doação credenciados. A coleta pode ser realizada em qualquer uma das 25 unidades da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), espalhadas por toda a Bahia.

Torcedor Solidário – Outro exemplo de boa ação é o projeto Torcedor Solidário, que vem transformando a vida dos moradores de Joinville, em Santa Catariana. A torcida do Joinville Esporte Clube (JEC) promove todo ano o Dia do JEC na cidade catarinense, onde os torcedores do time doam sangue. Segundo o coordenador do projeto, Genivaldo Melo, há três anos a ideia vem mudando a realidade local. “Conseguimos movimentar a região toda, pela seriedade e transparência. Quando o assunto é doação de sangue, todo mundo se manifesta. Joinville é uma cidade muito solidária”, comemora o coordenador.

O Dia do JEC é comemorado oficialmente no dia 31 de maio, mas os torcedores fazem campanha durante o ano todo. ‘’Nós temos uma data oficial, mas a cada dois meses nós fazemos uma mobilização na cidade, principalmente nas redes sociais”, explica. O projeto trabalha em parceria com o Hemocentro de Santa Catarina (Hemosc). “Quando os estoques estão baixos, o Hemosc liga pra gente e a mobilização começa. A última doação foi um sucesso, pois conseguimos 96 doadores”, ressalta Genivaldo.

Inverno – No inverno, os estoques de sangue dos hemocentros ficam até 30% mais baixos, como também acontece no natal, réveillon e carnaval. O baixo índice de doação associado ao aumento da procura, já que neste período ocorrem muitas festas e viagens de férias – o que pode gerar um aumento no número de acidentes de trânsito, por exemplo -, é responsável por essa diminuição nos estoques.

O coordenador do projeto explica que nesta época do ano, a atenção é redobrada. “No inverno, os Hemocentros merecem mais atenção, por conta de vários fatores. Você tem que doar, pois amanhã pode ser você precisando de ajuda. Aqui cabe o famoso ditado: fazer o bem sem olhar a quem”, conscientiza Genivaldo. Para conhecer mais este projeto, acesse www.portaljec.com.br

14:13 · 17.06.2012 / atualizado às 18:46 · 06.08.2012 por

A tradicional corrida de rua do Colégio Militar de Fortaleza aconteceu hoje pela manhã, em sua 93º edição, e recebeu as bênçãos de São Pedro. Muita chuva acompanhou os corredores nos primeiros 20 minutos de prova e ajudou a ‘esfriar a cabeça’ dos que participavam do evento. “Não achei ruim. Com o clima mais ameno e a chuva esfriando o corpo, o desgaste do atleta é menor”, destaca o fonoaudiólogo Rilke Costa Soares, que participou da corrida do CMF pela segunda vez.

Eu (Nathália Lobo) e meu cunhado Rilke Costa ao término da 93ª edição da corrida do CMF. Foto: Arquivo Pessoal

A prova contou com dois percursos: de 5 e 10 quilômetros. Aos que optaram pelo primeiro, o percurso foi tranquilo e passou por pontos históricos da Capital cearense, como o quartel da 10ª Região Militar e o Passeio Público.

A largada foi dada às 7h, com o famoso tiro de canhão. Neste ano, dada a interdição da Rua Costa Barros, o percurso teve de ser ligeiramente modificado. Eu, Nathália Lobo, participei da prova no percurso menor, a exemplo do ano passado. Particularmente, gostei muito da corrida. Como nos eventos anteriores, o Colégio Militar de Fortaleza prezou pela organização. Aos dois quilômetros, a primeira estação de água mineral ajudava a repor as energias dos atletas.

Mas eu vou dizer para vocês… Emoção mesmo é quando, de repente, surge o barulho da sirene dos batedores que escoltam o primeiro lugar. Como uma ‘bala’, os primeiros colocados de cada categoria passam abrindo caminho entre os corredores. E são aplaudidos pelos outros participantes da prova e pelas pessoas que estão ali, pelo meio do caminho, só assistindo.

A experiência sempre é fascinante. A sensação de terminar uma prova, cruzar a linha de chegada e romper a barreira dos seus limites pessoais é gostosa demais. A gente corre uma, duas, dez provas e não cansa de sentir isso. E a vontade de correr só aumenta. “Já estou inscrita em outras duas corridas para breve”, destaca a farmacêutica Regicélia Moraes, leitora do blog Belas no Esporte e apaixonada pelas corridas de rua.

Regicélia Moraes, farmacêutica, participa de todas as edições da corrida de rua do CMF. Foto: Arquivo Pessoal

 

14:38 · 27.05.2012 / atualizado às 14:38 · 27.05.2012 por
O professor de MMA Michael William é Faixa Preta de Jiu-Jitsu, medalhista mundial na mesma modalidade e campeão brasileiro e vice-campeão Sul Americano de MMA. Foto: Arquivo Pessoal

 

O MMA (Mixed Martial Arts – Artes Marciais Mistas), que já caiu no gosto do brasileiro depois de ganhar mais espaço na mídia esportiva, já conquista também o coração e os músculos dos cearenses.

Em Fortaleza, diversas academias oferecem aulas da modalidade para homens e mulheres. Muitas pessoas que curtem as lutas no octógono através da TV não sabem bem como começar.

Por isso, o blog Belas no Esporte procurou um professor de MMA e lutador profissional para falar mais sobre o assunto. Ele é Michael William, Faixa Preta de Jiu-Jitsu, medalhista mundial na mesma modalidade e campeão brasileiro e vice-campeão Sul Americano de MMA.

Para vocês, a entrevista com essa fera do octógono:

Belas no Esporte: Com a onda do UFC, as transmissões das lutas pela TV, o MMA tem se popularizado em todo o País. No Ceará, como está esse mercado?

Michael William: “Agora com toda essa mídia no esporte, o MMA está em ascensão. Depois de muitos anos, o MMA está ganhando reconhecimento dentro de casa porque o MMA é um esporte nosso, brasileiro, sem sombras de dúvidas. Esse reconhecimento já existia fora do País há muito tempo, como nos EUA, país em que a popularidade do MMA é enorme. E o Ceará sempre foi grande referência do MMA, não só para o Norte e Nordeste como para todo o brasil, muitos bons lutadores do ceará hoje brilham nos melhores eventos do mundo como UFC, BELLATOR e SHOOTO. O MMA é o esporte que mais cresce no mundo e o marcado brasileiro é o melhor. De todas as categorias do UFC (Ultimate Fighting Championship), nós temos atualmente três cinturões do maior evento do mundo (UFC).”

Belas no Esporte: Quando você avalia que ocorreu este “boom” da modalidade em Fortaleza?

Michael William: “Fortaleza sempre foi referência de eventos e lutadores de MMA, hoje com esse crescimento vão surgindo novos eventos de grande porte na cidade, que coloca Fortaleza novamente no foco. Há, atualmente, uma nova ‘safra’ de lutadores que estão pegando essa época boa.”

Belas no Esporte: Muitas pessoas tem procurado praticar MMA aqui? Qual o perfil destas pessoas?

Michael William: “Com toda essa popularidade, o MMA está caindo no gosto das pessoas de todos os tipos: homens, mulheres, crianças. Hoje o esporte tá perdendo aquela visão de marginalidade construída com preconceito antigamente, tanto que a procura pelo esporte vem de todas as classes sociais. Temos alunos que são médicos, professores, empresários, estudantes etc..”

Belas no Esporte: A mulherada também criou gosto pelo MMA? Por que você acha que isso aconteceu?

Michael William: ” A procura das mulheres pelo MMA é grande porque ele é um esporte completo. Geralmente a procura é pela queima de calorias e definição. São trabalhados golpes de Muay-Thai, Jiu-Jitsu, Boxe, wrestling, dinâmicas e treinos funcionais. Isso tudo, além de deixar o corpo da mulherada modelado, as ensina técnicas de defesa pessoal.”

Belas no Esporte: Você dá aulas para mulheres? Quem são, o que fazem?

Michael William: ” Eu tenho alunas mulheres sim. Elas são estudantes e gostam muito dos treinos. Nome de algumas das minhas alunas: Najéla Gomes, Giselle Costa, Ana Souza e sempre recebo visitas de novas alunas .”

Belas no Esporte: Você percebe que a procura maior é pelo MMA como atividade física ou existem aqueles que querem competir, se profissionalizar?

Michael William: “A procura maior,  pelo menos comigo, é por pessoas que querem se profissionalizar.”

Belas no Esporte: Quais os benefícios desta modalidade para uma pessoa? Gasto calórico e o que proporciona em termos de saúde?

Michael William: “Fortalecimento da musculatura, agilidade, equilíbrio, flexibilidade e as gordurinhas exterminadas. O gasto calórico de uma aula pode chegar a 1 200 calorias por aula.”

Belas no Esporte: Uma última dúvida… Quem procura o MMA, já tem que ter praticado Muay Thai, Jiu Jitsu ou Boxe, por exemplo? Ou pode já começar no MMA? Em geral, quem procura o MMA vem de que modalidade? O que ajuda o atleta a se destacar?

Michael William: “Não é exigido vir de outra modalidade para praticar o MMA, mas geralmente a pessoa já tem uma ‘origem’, tipo o Muay-Thai ou Jiu-Jitsu. Geralmente são atletas dessas duas modalidade que nos procuram mais.”

E aí? Gostou? Que tal experimentar a sensação de estar ali, no octógono?

SERVIÇO: Michael William dá aulas de MMA na Academia Completa (Rua Nunes Valente, 1740 – Aldeota, Fortaleza – CE) e no CT da Dragon Fight – Nova União (Rua Paraná nº 300 – Panamericano)