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Categoria: Entrevista


14:38 · 27.05.2012 / atualizado às 14:38 · 27.05.2012 por
O professor de MMA Michael William é Faixa Preta de Jiu-Jitsu, medalhista mundial na mesma modalidade e campeão brasileiro e vice-campeão Sul Americano de MMA. Foto: Arquivo Pessoal

 

O MMA (Mixed Martial Arts – Artes Marciais Mistas), que já caiu no gosto do brasileiro depois de ganhar mais espaço na mídia esportiva, já conquista também o coração e os músculos dos cearenses.

Em Fortaleza, diversas academias oferecem aulas da modalidade para homens e mulheres. Muitas pessoas que curtem as lutas no octógono através da TV não sabem bem como começar.

Por isso, o blog Belas no Esporte procurou um professor de MMA e lutador profissional para falar mais sobre o assunto. Ele é Michael William, Faixa Preta de Jiu-Jitsu, medalhista mundial na mesma modalidade e campeão brasileiro e vice-campeão Sul Americano de MMA.

Para vocês, a entrevista com essa fera do octógono:

Belas no Esporte: Com a onda do UFC, as transmissões das lutas pela TV, o MMA tem se popularizado em todo o País. No Ceará, como está esse mercado?

Michael William: “Agora com toda essa mídia no esporte, o MMA está em ascensão. Depois de muitos anos, o MMA está ganhando reconhecimento dentro de casa porque o MMA é um esporte nosso, brasileiro, sem sombras de dúvidas. Esse reconhecimento já existia fora do País há muito tempo, como nos EUA, país em que a popularidade do MMA é enorme. E o Ceará sempre foi grande referência do MMA, não só para o Norte e Nordeste como para todo o brasil, muitos bons lutadores do ceará hoje brilham nos melhores eventos do mundo como UFC, BELLATOR e SHOOTO. O MMA é o esporte que mais cresce no mundo e o marcado brasileiro é o melhor. De todas as categorias do UFC (Ultimate Fighting Championship), nós temos atualmente três cinturões do maior evento do mundo (UFC).”

Belas no Esporte: Quando você avalia que ocorreu este “boom” da modalidade em Fortaleza?

Michael William: “Fortaleza sempre foi referência de eventos e lutadores de MMA, hoje com esse crescimento vão surgindo novos eventos de grande porte na cidade, que coloca Fortaleza novamente no foco. Há, atualmente, uma nova ‘safra’ de lutadores que estão pegando essa época boa.”

Belas no Esporte: Muitas pessoas tem procurado praticar MMA aqui? Qual o perfil destas pessoas?

Michael William: “Com toda essa popularidade, o MMA está caindo no gosto das pessoas de todos os tipos: homens, mulheres, crianças. Hoje o esporte tá perdendo aquela visão de marginalidade construída com preconceito antigamente, tanto que a procura pelo esporte vem de todas as classes sociais. Temos alunos que são médicos, professores, empresários, estudantes etc..”

Belas no Esporte: A mulherada também criou gosto pelo MMA? Por que você acha que isso aconteceu?

Michael William: ” A procura das mulheres pelo MMA é grande porque ele é um esporte completo. Geralmente a procura é pela queima de calorias e definição. São trabalhados golpes de Muay-Thai, Jiu-Jitsu, Boxe, wrestling, dinâmicas e treinos funcionais. Isso tudo, além de deixar o corpo da mulherada modelado, as ensina técnicas de defesa pessoal.”

Belas no Esporte: Você dá aulas para mulheres? Quem são, o que fazem?

Michael William: ” Eu tenho alunas mulheres sim. Elas são estudantes e gostam muito dos treinos. Nome de algumas das minhas alunas: Najéla Gomes, Giselle Costa, Ana Souza e sempre recebo visitas de novas alunas .”

Belas no Esporte: Você percebe que a procura maior é pelo MMA como atividade física ou existem aqueles que querem competir, se profissionalizar?

Michael William: “A procura maior,  pelo menos comigo, é por pessoas que querem se profissionalizar.”

Belas no Esporte: Quais os benefícios desta modalidade para uma pessoa? Gasto calórico e o que proporciona em termos de saúde?

Michael William: “Fortalecimento da musculatura, agilidade, equilíbrio, flexibilidade e as gordurinhas exterminadas. O gasto calórico de uma aula pode chegar a 1 200 calorias por aula.”

Belas no Esporte: Uma última dúvida… Quem procura o MMA, já tem que ter praticado Muay Thai, Jiu Jitsu ou Boxe, por exemplo? Ou pode já começar no MMA? Em geral, quem procura o MMA vem de que modalidade? O que ajuda o atleta a se destacar?

Michael William: “Não é exigido vir de outra modalidade para praticar o MMA, mas geralmente a pessoa já tem uma ‘origem’, tipo o Muay-Thai ou Jiu-Jitsu. Geralmente são atletas dessas duas modalidade que nos procuram mais.”

E aí? Gostou? Que tal experimentar a sensação de estar ali, no octógono?

SERVIÇO: Michael William dá aulas de MMA na Academia Completa (Rua Nunes Valente, 1740 – Aldeota, Fortaleza – CE) e no CT da Dragon Fight – Nova União (Rua Paraná nº 300 – Panamericano)

07:00 · 28.11.2011 / atualizado às 16:04 · 27.11.2011 por

Saúde é o que interessa! Sim, essa é a máxima da modernidade. O sedentarismo que já fez  parte da vida de tanta gente perde espaço para as novas – e sempre mais interessantes – modalidades de atividade física. O Treinamento Funcional é uma delas.

A diversidade de equipamentos utilizados no treino funcional torna a atividade dinâmica e interessante. Fotos: Divulgação

Atualmente, grupos de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida descobriram os benefícios do Treinamento Funcional para a melhoria de sua qualidade de vida. As dificuldades nos movimentos, que antes criavam obstáculos na vida dos deficientes, só diminuem com a prática da atividade física adaptada. Realizar exercícios físicos com um acompanhamento profissional e com uma meta definida é uma necessidade para quem quer sair da monotonia, mesmo com limitações físicas. Este é objetivo do treinamento funcional voltados a pessoas com deficiência.

Atletas paraolímpicos descobriram o Treinamento Funcional como auxiliar em sua preparação física, independente da atividade em que se destacam. Foto: Divulgação

Para esclarecer melhor como isso funciona, especialmente para os cadeirantes e atletas paraolímpicos, o blog Belas no Esporte entrevistou o educador físico João Tavares Neto, da academia Cross Gym, em Fortaleza. Confiram a entrevista:

Belas no Esporte – Desde que o Treinamento Funcional começou a ser aplicado nas academias ele também era destinado a cadeirantes? Ou houve uma adaptação com o passar do tempo?

Professor João – “O Treinamento Funcional, como o próprio nome já diz, é um treino para melhorar as funções do seu corpo. Seu objetivo é atuar nos principais componentes de habilidades físicas, como força, coordenação, equilíbrio e resistência, respeitando as individualidades de qualquer que seja o indivíduo. Isso quer dizer que  qualquer pessoa pode praticar, independente de ser uma pessoa dita normal ou especial, não só cadeirantes como qualquer um que possua deficiência. O importante é lembrar que o aluno deve sempre passa por uma avaliação, onde vamos ver qual são seus pontos mais fracos e com isso montar o seu treino de acordo com suas limitações. Nós, professores da CrossGym, estamos habilitados para atender qualquer tipo de deficiência e atuar para melhorar as funções de nossos alunos”.

Belas no Esporte – Quais os benefícios que o cadeirante pode ter ao praticar o treino funcional?

Professor João – “Os cadeirantes vão ter todos os benefícios de qualquer pessoa dita normal, como ganho de força, resistência e mobilidade e com os treinos ele passa a melhorar também suas tarefas diárias”.

Belas no Esporte – O treinamento funcional é usado como ‘reforço’ para os atletas paraolímpicos?

Professor João – “Sim, o treinamento funcional deve primeiramente melhorar o que o atleta mais precisa, além de atuar como uma extensão e preparação para o seu treinamento. Sua rotina na academia deve lhe dar um suporte físico para melhorar os rendimentos nos treinos da modalidade que ele pratica e assim melhorar cada vez mais os resultados dentro do seu esporte”.

Belas no Esporte – Como o aluno tem mais dificuldade para sustentar o peso do corpo, os exercícios tem que ser bastante personalizados, não é?

Professor João – “O trabalho deve ser todo individualizado respeitando os limites daquele aluno. Primeiramente ele só poderá fazer um exercício que esteja de acordo com a sua condição física, e isso vai de acordo com a sua necessidade”.

Belas no Esporte – Cada cadeirante tem um treino específico ou existem aulas prontas para as pessoas com essas necessidades especiais?

Professor João – “Sim, cada aluno tem um programa de treinamento com rotinas que vão de acordo com seu objetivo e a sua necessidade, para que assim ele consiga resultados rápidos e de maneira satisfatória”.

Belas no Esporte – Os cadeirantes tem procurado mais o treino funcional?

Professor João – “Com certeza, não só em Fortaleza como em todo Brasil, as pessoas portadoras de deficiência estão cada vez mais aderindo ao treinamento funcional, e conseguindo cada vez mais resultados melhores do que conseguiam em outras modalidades”.

Belas no Esporte – Você tem alunos cadeirantes? Algum atleta? De que modalidade? Que resultados ele (ou eles) tem obtido com o treinamento?

Professor João – “Sim, nós temos na Crossgym alunos cadeirantes que estão em busca de uma melhor qualidade de vida e temos um aluno cadeirante atleta de natação, competidor de nível nacional, que depois que começou a praticar o treinamento funcional como uma extensão da sua preparação física, só tem melhorado cada vez mais seus resultados dentro da piscina e do seu dia a dia”.

(Professor João Tavares da Cruz Neto – Pós Graduado em Treinamento Esportivo pela Universidade Estadual do Ceará, Professor da Academia CrossGym em Treinamento Funcional)

 

11:26 · 27.09.2011 / atualizado às 14:47 · 27.09.2011 por

 
 
 
 
 
 
 

A cada dia mais atletas tem procurado o Treinamento Funcional para melhoria de seu desempenho. Fotos: Sérgio Sampaio (Divulgação)

 

O Treinamento Funcional,  ‘boom’ do momento nas academias de todo o País, vem conquistando, a cada dia, novos e mais preparados adeptos. Além daquelas pessoas que buscam praticar uma  atividade física ou experimentar uma modalidade diferente, atletas  de corrida, natação, voleibol, basquete, ginástica, surf, jiu-jitsu e até de futebol, estão buscando esta atividade para desfrutarem dos inúmeros benefícios que ela proporciona.  

 Como o próprio nome diz, essa atividade física tem como finalidade fazer com que o treinamento se desenvolva buscando a funcionalidade e semelhança de gestos de uma determinada prática esportiva ou de movimentos relacionados as atividades da vida diária (AVDs). No caso dos atletas de corrida, por exemplo, não é diferente, já que trata-se de uma combinação de gestos motores que podem ser aperfeiçoadas e treinadas com a prática do Treinamento Funcional.

 

 
 
 
 

Atletas de diversas categorias, como surf, corrida e jiu-jitsu, tem melhorado sua performance com treinos funcionais.

 

 Sérgio Sampaio, educador físico e preparador de atletas da academia Funcional Work, explica como isso acontece. “O Treinamento Funcional pode ser aplicado visando a melhoria de todas as valências físicas e, dentre elas, estão a velocidade e resistência, essenciais para os corredores. Na realidade são dois tipos de sistemas energéticos trabalhados: anaeróbico e aeróbico. No caso dos corredores, principalmente os fundistas, ambos estão diretamente interligados. No Treinamento Funcional a resistência é amplamente trabalhada quando aplicamos intervalos os quais chamamos de “repouso ativo”. São intervamos entre-séries em que a frequência cardíaca, através de exercícios, permanece dentro de uma zona-alvo pré-calculada de acordo com os objetivos do atleta. Nesses exercícios incluem-se deslocamentos, saltos e isometrias. A velocidade pode ser desenvolvida com a aplicação de exercícios específicos para cada gesto motor. Nesses exercícios pode-se trabalhar inclusive o aperfeiçoamento do movimento e/ou um trabalho específico de força e resistência para o grupo muscular envolvido“.

Isso tem ocorrido principalmente porque mesmo aqueles atletas com altos níveis de preparação e performance precisam treinar de forma periodizada e sistemática.  “Isso faz com que, fisiologicamente, o corpo mantenha-se em condições de absorver novas cargas de treino e adaptações no que diz respeito a manutenção e melhoria do desempenho. É o que chamamos, no Treinamento Desportivo, de Princípio da Continuidade“, explica  Sérgio Sampaio.

O grande diferencial do Treinamento Funcional aplicado aos atletas que praticam a corrida está no cuidado com as lesões. “O treino não só evita lesões mas também as trata. Quanto mais fortalecido ou trabalhado um grupo muscular ou articulação menos propenso a lesões ele está. No caso dos atletas é primordial um trabalho não só aeróbico mas também que o corpo seja treinado de forma integral“, esclarece o personal trainner.

 Outra categoria que vem buscando a modalidade como ‘reforço’ para a performance é a de atletas de luta, especialmente jiu-jitsu. “O treinamento ajuda na medida em que é aplicado visando o aperfeiçoamento e prática dos movimentos relativos ao esporte. Esse treinamento tem como objetivo fazer com que o atleta execute movimentos que simulem os gestos da uma determinada luta e até mesmo situações que imitem a própria competição. Vale a pena ressaltar que esse treinamento deve ser realizado trabalhando o atleta como um todo, já que a os segmentos corporais são interligados em cadeias musculares. Os trabalhos realizados em superfícies instáveis também tem proporcionados excelentes resultados“.

 Uma dúvida constante de quem se interessa pela atividade é se o treinamento funcional substitui a musculação. Sérgio Sampaio esclarece que  termo ‘complementa’ é o mais adequado, dependendo dos objetivos. “O Treinamento Funcional é aplicado com melhores resultados em indivíduos que buscam trabalhar o corpo de forma integral com ganhos de condicionamento aeróbico, atletas que buscam resultados em um esporte específico. Pessoas em fase reabilitação e com alguns tipos de assimetrias também podem obter bons resultados com treinos de propriocepção. Outro fator importante a ser ressaltado são os ganhos proporcionados quanto ao equilíbrio e consciência corporal“.

 Legal, não é? E os atletas confirmam que a comprovação prática disso está nos resultados obtidos em um reduzido período de tempo. Até os grandes clubes de futebol do Brasil já incluíram o Treinamento Funcional como parte de sua preparação física. Atletas que optam por esse tipo de treinamento relatam uma rápida melhoria de rendimento após o início dessa prática.

As Belas no Esporte já aderiram ao Treinamento Funcional! E você?

 SERVIÇO:

Sérgio Sampaio – personal trainner (sergiodesampaio@gmail.com)

Telefones: 85.99000828 e 85.8661.3788

Indicado até para idosos, o Treinamento Funcional evita e trata lesões.
08:54 · 05.09.2011 / atualizado às 08:56 · 05.09.2011 por
Sebastião Belmino conduz com muita competência o programa esportivo Grande Jogada! Foto: Nathália Lobo

Sebastião Belmino Barbosa Evangelista, 63 anos, 46 deles só de TV. Sabem de quem estou falando, né? Sim, sim… Do nosso querido, irreverente e simpaticíssimo Sebastião Belmino, o apresentador do programa Grande Jogada, que vai ao ar todos os dias, a partir das 11h30, na TV Diário.  Belmino e seus jargões – como ‘Macho Véi’ e ‘Macha Véia’ – se popularizaram e caíram no gosto do público, fazendo com que ele seja, hoje, um dos mais queridos jornalistas esportivos do Estado.

Quem vê, na televisão, Belmino falando sobre futebol com espontaneidade e brincadeiras, nem imagina uma de suas mais marcantes características: a timidez. “A irreverência e o improviso são o meu escudo contra a timidez“, confessa.

Quando marquei a entrevista com Belmino, logo após o seu programa, na companhia do também querido apresentador Tom Barros (do Debate Bola), não imaginei que ia conhecer uma história de vida tão bonita. O cara é batalhador! Começou na TV Ceará, como contra-regra, nos anos 60. Daí passou a assistente de estúdio, câmera-man, produtor, diretor. “Até o dia em que o apresentador do programa esportivo deixou o programa e escreveu uma carta, me indicando para o seu lugar“, conta.

Para quem trabalhou nos bastidores por tanto tempo, experiência não faltava. “O Belmino inovou muito na apresentação de programas esportivos. Notabilizou-se por fugir do trivial, criou seu estilo próprio, longe das amarras dos padrões“, destaca o amigo e colega de trabalho, Tom Barros.

Agora, coisas que pouca gente sabe… Belmino é graduado em Educação Física pela Universidade de Fortaleza (Unifor), começou o curso de História na Universidade Estadual do Ceará (Uece) e não terminou, já foi goleiro no esporte amador.

Além de tudo isso, é um apaixonado pela aviação. Foi aviador brevetado pelo Aeroclube do Ceará como piloto privado. Deixou de voar e hoje morre de medo de aeronaves pequenas. “Não tenho mais coragem de retomar esse projeto. Hoje quem me representa – e muito bem! – na aviação são os amigos Tom Barros e Waldonys“, ressalta.

Pai de Flávia, Aécio Neto e Marcos César, Sebastião Belmino atribui ao reconhecimento do público pelo seu trabalho a sua maior alegria. “Eu gosto de dizer que não há coisa melhor no mundo do que o reconhecimento. Fico muito feliz em receber os meus telespectadores, abraçá-los. Nunca quero que isso acabe!“. Pois então… Mande ver, Macho Véi!

Difícil não se encantar com esse 'macho véi'! Depois da entrevista, virei fã!
08:26 · 16.08.2011 / atualizado às 21:48 · 26.10.2011 por

Quando o assunto são fotos de surf de dentro d’água, um nome logo vem à mente: Natinho Rodrigues. O fotógrafo é praticamente o único no Ceará que se aventura a fazer, profissionalmente, esse tipo de registro em alto mar, munido apenas de um pé de pato e de suas poderosas objetivas. E, como se não bastasse as excelentes fotos de surf, o cara ainda é fera em registros subaquáticos. Faz fotos de mergulho, kit-surf, windsurf, bodyboard, surf e natação. Além de ser repórter fotográfico, onde faz registros de jogos de futebol, esportes radicais e dos acontecimentos históricos de nossa cidade.

São muitas as histórias para contar, uma mais adrenalizante que a outra. Algumas delas Natinho Rodrigues compartilha com as Belas no Esporte. Portanto, se você é apaixonado por surf, fotografia ou simpatiza com alguma dessas atividades, essa entrevista certamente irá lhe oferecer algumas dicas preciosas.

Foto: Natinho Rodrigues

Belas no Esporte: Como começou sua carreira como fotógrafo?
Natinho Rodrigues: Desde 1997 que fotografo surf. Comecei minha carreira registrando surf. No início por necessidade, como não tinham fotógrafos, sempre que aparecia uma câmera a galera me dava. Começaram a perceber que elas saiam bem feitas e assim comecei. Depois de um tempo consegui comprar o meu equipamento e, logo em seguida, vieram as viagens. Em 1998, participei de um jornal de surf, um dos primeiros do Ceará. A partir de então, passei a viajar pelo Nordeste inteiro e a ir para Fernando de Noronha todos os anos. Foi quando senti a necessidade e vontade de fazer fotos de dentro d’água. Em 2001, com ajuda do amigo Marcelo Bibita, construí a minha primeira caixa estanque e viajei, com um grupo de surfistas, para uma surf trip à praia do Francês, em Alagoas.

Na época, as fotos ainda eram analógicas, com filme. Lá eu consegui fazer uma foto que acabou sendo a primeira capa colorida de uma foto de surf de dentro d’água do Ceará. Depois disso, estou em Fernando de Noronha todos os anos, me dedicando. Fui melhorando as caixas estanques e, em seguida, passei para a câmera digital. Fiz outras caixas estanques e estou trabalhando até hoje. No Ceará, sou o único que atua profissionalmente com esse tipo de trabalho. Faço fotos de mergulho, kit-surf, windsurf, bodyboard, surf, natação e fotojornalismo. Mas a minha especialidade mesmo é o surf. Sou surfista há mais de 15 anos.

(mais…)

10:01 · 30.07.2011 / atualizado às 11:29 · 30.07.2011 por

A escolha de um bom tênis de corrida é essencial a qualquer atleta, do amador ao profissional. Até porque o tênis é praticamente o único gasto considerável de um corredor e por isso mesmo deve requerer atenção.

O uso de um tênis de qualidade aliado a alongamentos antes e depois do treino pode prevenir lesões e garantir a longa vida de um atleta. Mas como ter certeza de que se está comprando um bom produto?

A equipe do Belas no Esporte foi atrás de respostas e entrevistou o Dr. Marcus Strozberg, médico do esporte. No vídeo abaixo, o especialista dá várias informações importantes, explica como fazer a escolha do tênis e ainda põe abaixo muitos mitos como a excelência de marcas importadas e a velha expressão: no pain, no gain (sem dor, sem ganhos).

Confira!

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08:52 · 25.07.2011 / atualizado às 08:53 · 25.07.2011 por
A bela Cristina de Barros foi eleita a nossa grande guerreira! Fotos: Arquivo pessoal de Cristina

Sabe aquelas histórias da vida real que emocionam, deixam você arrepiado, com vontade de sair correndo, gritando, agradecendo pela vida? Pois é… Folheando uma revista, um dia desses, encontrei um artigo escrito por uma grande mulher. Apaixonada pela vida e pelo ciclismo, a brasileira Cristina de Barros é uma daquelas pessoas que a gente tem que ter por perto. Exemplo de luta, força e fé, a ciclista não se deixou abater ao descobrir um temível câncer de colo de útero. E o melhor… Depois de atravessar a guerra contra a doença está firme e forte e pedalando muuuito por aí. Quer conhecer mais uma pouco dessa guerreira? Segue para vocês a entrevista que Cristina de Barros concedeu, com muito carinho, às  Belas no Esporte. Valeu, Cris!

Belas no Esporte: Como o ciclismo entrou na sua vida?

Cristina de Barros: Uns três anos depois do meu divórcio, fiquei diante de um dilema atroz: não sabia se me casava novamente ou se comprava uma bicicleta… Naquele momento, pensei no custo e benefício e achei melhor comprar uma bicicleta… Hoje tenho duas bikes e não estou no meu segundo casamento! (Risos) Não que eu seja contra o casamento não, mas é que o meu infelizmente não deu certo… Quem sabe ainda encontrarei a minha cara metade… (Risos). Comecei a pedalar sozinha pelas ruas de Sampa (São Paulo) aos finais de semana. Assim tive a oportunidade em conhecer o grande universo das bikes! Então resolvi fazer uma viagem sobre duas rodas e “recrutei” dois amigos para fazerem comigo porque eu não sabia nada de bikes… Se furasse um pneu estava perdida… (Risos) Deste modo, fiz a minha primeira cicloviagem: Caminho do Sol que começa em Santana de Parnaíba-SP e vai até Águas de São Pedro – SP. Foram 250 km em quatro dias. Sempre aprendo coisas novas em minhas viagens, como por exemplo, nessa primeira viagem, sem ter muita noção ainda do que levar, carreguei muitas coisas desnecessárias, e durante o caminho, conversando comigo mesma, fiz uma analogia a vida onde temos a triste tendência de carregar sobre os nossos ombros fardos que são totalmente desnecessários, fardos que às vezes nem nos pertencem… Foi deste modo que o “bichinho” do ciclismo, ou melhor, do cicloturismo me picou e desde então hoje a bike faz parte da minha vida!
 

Belas no Esporte: Quando descobriu a doença, o que você sentiu diante da possibilidade de abandonar seus sonhos, sua rotina de vida saudável, de atividade física?

Cristina de Barros: Quando o médico me falou que estava com câncer, foi muito difícil, pois ele não teve muita sensibilidade para me dar a notícia, uma vez que estava sozinha durante a consulta. Ele disse que teria muita dificuldade de dar aulas de Educação Física novamente, devido ao edema (inchaço) na perna e que por isso também dificilmente conseguiria voltar a andar de bicicleta. Ao sair do consultório, confesso que parecia “cachorro caído de mudança”, não sabia para que lado ir… Então sozinha chorei muito dentro do carro e pensei comigo mesma: “Cristina, você tem dois caminhos para seguir: desistir, se entregando numa cama e lamentando a vida ou levantar a cabeça e enfrentar de frente essa doença!” Bem, não preciso dizer qual foi a minha opção não é? É ruim eu me entregar hein!?(Risos)

Belas no Esporte: Foi então, nesse momento, que a volta por cima aconteceu? (mais…)

13:30 · 14.07.2011 / atualizado às 19:40 · 14.07.2011 por

Em Salvador, o blog Belas no Esporte teve a oportunidade de conversar com o cantor Netinho sobre alimentação saudável e preparação física. Para quem não sabe, o baiano preza, e muito, pelos cuidados com a saúde e não abre mão de se exercitar diariamente. Por isso, é entrevistado perfeito para dar dicas para nossos leitores. Ah, e ele ainda deixa uma mensagem super bacana para todos que acessam o Belas!

Confiram!

09:13 · 12.07.2011 / atualizado às 09:13 · 12.07.2011 por
Wesley Matos representa o Ceará com orgulho! Foto: Divulgação

Há apenas quatro dias para o início do 5º Jogos Mundiais Militares do CISM, o triatleta cearense Wesley Matos, uma das grandes promessas da competição, ‘quebrou o silêncio’ e concedeu uma entrevista exclusiva às Belas no Esporte.  Na entrevista, o super atleta fala sobre sua vida, sua relação com o esporte e a maior dificuldade encontrada pelos atletas da atualidade: a falta de patrocínio.

Conheçam, agora, um pouquinho mais desse cearense “arretado” que vai meter o pé na carreira para garantir seu lugar no pódio!

Belas no Esporte: Como você começou no esporte?

Wesley Matos: Iniciei na natação aos oito anos de idade, minha irmã praticava natação e foi o meu espelho para iniciar no esporte.

Belas no Esporte: Quando percebeu que podia ser um atleta na modalidade?

Wesley Matos: Com apenas um mês que praticava natação, o treinador me convidou a fazer parte da turma de atletas da Academia Hedla Lopes e a partir daí só foi sucesso. Com 17 anos experimentei uma prova promocional de triathlon e tive resultado surpreendente fazendo com que fosse incentivado pela Federação Cearense e Confederação Brasileira para competir no triathlon. Depois de nove anos de muitos títulos e recordes na natação, passei a me dedicar ao triathlon.

Belas no Esporte: Como a sua família enxergou isso?                                   

Wesley Matos: Minha família sempre foi a maior incentivadora. Meus pais sempre gostaram e incentivaram. Com apenas oito meses de vida eles já me levaram para nadar (eu e minha irmã), nadamos um pouco quando bebê e mais tarde voltamos às piscinas. (mais…)

20:05 · 28.06.2011 / atualizado às 20:09 · 28.06.2011 por

No Campeonato Cearense de Rally, em maio último, Mariana tirou o primeiro lugar na categoria "Estreantes". Foto: Arquivo pessoal

Mariana Sasso já mergulhou em Fernando de Noronha, correu rally, dançou, fez pilates e treinamento funcional. Ela curte caminhada, mas se realiza sobre as ondas, surfando, nos fins de semana. Ficou cansado (a) só de ler? Pois é! A nossa musa da telinha é toda esportes!

Com muita simpatia, Mariana aceitou estrear nossa categoria “Meu ídolo e seu esporte”. Afinal, quem tem mais de 1.850 seguidores no Twitter tem um bocado de fãs, não é? A bela Mariana Sasso foi escolhida pelas Belas no Esporte para ser a primeira entrevistada por uma série de razões. A principal: ela arrasa na apresentação do Globo Esporte, na TV Verdes Mares. Deixa a marmanjada de boca aberta quando começa a falar sobre tudo o que é modalidade esportiva.

Mariana e seu ídolo, o lutador Minotauro. Foto: Arquivo pessoal

E como é que é ser uma mulher, no meio de tantos homens, falando sobre esportes? “No começo não foi fácil. Tem que trabalhar dobrado, mostrar competência em dobro. O preconceito era muito forte, hoje está melhor. Falar de futebol com homem, eu adoro!  Passamos o dia falando sobre esporte. É divertido. Respiro esporte na Redação e, em casa, tenho um irmão, um pai e um namorado apaixonados por esporte…  Aí já viu, né?! Agora, quando o assunto é futsal, surf e MMA, eles fogem. Poucos, na minha roda de amigos, sabem falar bem e comentar com inteligência e conhecimento sobre outro esporte que não seja o futebol. Amo isso! Falar de jiu-jítsu? Só mesmo com amigos lutadores“.

Alegria e bom humor” são os ingredientes da jornalista para manter a forma nessa rotina corrida de apresentadora de TV. “Sem um astral bom é impossível dar bons frutos. A paixão pelo trabalho tem que existir, principalmente na nossa profissão, porque a loucura é grande (risos)”. E para quem quer conhecer um pouquinho da rotina de Mariana, aí vai: “Acordo cedinho, às cinco da manhã. Vou caminhar no Cocó. Passo uma hora caminhando, cantando e conversando com minha amiga Sinara, minha companheira de caminhada. Ela já conseguiu perder 30kg. Pense numa inspiração pra mim?!  Bem… Depois, sigo para a  TV. Entro às sete da manhã, todos os dias. Quando chego ao trabalho, começa a correria que eu amo! À tarde, vou pra casa. Brinco e ensino as tarefas da Marian Clara, minha irmã de oito anos“. (mais…)