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Categoria: Eu e meu esporte


23:04 · 03.12.2012 / atualizado às 23:56 · 03.12.2012 por
Professora Gabi e professora Bia em roda de capoeira durante a abertura do evento, no último dia 29. Foto: Luana Lima

Elas são mulheres, mães, esposas, trabalham fora e dentro de casa e ainda arrumam tempo para se dedicar ao esporte que consideram favorito: a capoeira. E para quem pensa que capoeira é “atividade de homem”, elas estão aí para provar o contrário. Com intuito de fortalecer e valorizar o movimento da mulher na capoeira foi realizado em Fortaleza, de 29 de novembro ao dia 1º de dezembro, o “Tambores de Dandara”, organizado pelas alunas do Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab). Mesmo tendo as mulheres como “linha de frente”, o evento foi aberto ao público e, inclusive, aos homens, que compareceram em grande quantidade para abrilhantar o festival.

Durante os três dias de evento – que contou com oficinas de maculelê, danças africanas, aula de consciência corporal, treinamento funcional, mesas-redondas e, claro, muita capoeira -, não faltou mandinga, disposição e muito axé. Rafael Mendes, 16 anos, do projeto social Excola, se deslocou de Cascavel para Fortaleza só para prestigiar o festival. Capoeirista há cinco anos e apaixonado declarado pelo esporte, ele elogiou a iniciativa do evento por mostrar que a mulher, assim como em uma série de outras atividades, também está presente na capoeira. Das oficinas que participou a aula da mestra Mara foi a que mais gostou. “Ela faz o alongamento na ginga, achei muito interessante”, destaca.

Momento de integração durante a oficina de danças regionais com Izaura Lila, do grupo Mira Ira. Foto: Luana Lima

Mestra Mara ministrou oficina na manhã do último sábado (1) e, no período da tarde, participou de uma roda de conversa com os participantes do evento. Em entrevista para o Belas no Esporte ela conta como a capoeira está intrinsecamente ligada com a sua história de vida. Siomara Sousa Santos, 42 anos, mais conhecida como mestra Mara, do grupo Herança Cultural, de São Paulo, pratica capoeira desde os 12 anos. Apesar de já ter realizado vários outros esportes conta que foi na capoeira onde encontrou a sua filosofia de vida. No início recorda que costumava ouvir que se tratava de uma atividade para homem e que se tornaria masculinizada. Ainda assim seguiu em frente, enfrentou todos os preconceitos em torno do esporte e do sexo até se tornar mestra de capoeira, em 2007.

O evento, realizado pelas alunas do Cecab, foi aberto também para homens, que marcaram presença em grande número. Foto: Luana Lima

Diferente de antigamente, mestra Mara afirma que percebe, nos eventos em que participa no Brasil e no exterior, que a presença da mulher hoje é muito forte. “Daqui a pouco teremos o mesmo percentual de homens e mulheres. E, diga-se de passagem, vejo mulheres praticantes de capoeira muito boas”, observa. Quem também participou do evento foi a professora Bia, do Cordão de Ouro, que ministrou aulão de maculelê aos participantes. Gabriela Santana, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) realizou a oficina “Interfaces para a improvisação: investigações sobre a capoeira angola e a dança”.

A sexta-feira (30 de novembro) foi marcada pela oficina de dança afro e de consciência corporal, com Norval Cruz. Já a abertura do evento, no dia 29 de novembro, contou com o lançamento do CD Orquestra de Berimbaus Água de Beber, apresentação da Orquestra de Berimbaus e uma oficina de danças regionais, com Izaura Lila, do grupo Mira Ira. Daniele Freire, do Centro Cultural Capoeira Água de Beber e uma das organizadoras do “Tambores de Dandara” comemora o sucesso do festival e destaca a participação, sem custo, de adolescentes de projetos sociais no evento.

Depois de uma roda de capoeira com muito axé a alegria tomou conta dos participantes durante a primeira edição do Tambores de Dandara. Foto: Luana Lima

Dandara

Esposa, mãe e guerreira Dandara participou de todos os ataques e defesas da resistência de Palmares e não tinha limites para defender a liberdade e a segurança do Quilombo.

10:45 · 28.11.2012 / atualizado às 15:31 · 28.11.2012 por

Com intuito de reforçar a participação da mulher atuando profissionalmente como música, instrumentista, cantora, mestra, professora e jogadora de capoeira chega à Fortaleza a primeira edição do “Tambores de Dandara”. Articulado pelas capoeistas do Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab), o evento será realizado de amanhã (29) ao dia 1º de dezembro, em Fortaleza.

Dentre as atividades desenvolvidas, o “Tambores de Dandara” traz como destaque curso ministrado pela Mestra Mara, (Grupo Herança Cultural – São Paulo), curso de maculelê com a professora Bia (Grupo Cordão de Ouro) e programações estratégicas, como treinamento funcional, dança africana, aula de consciência corporal e mesas-redondas. As atividades serão realizadas no SESC Emiliano Queiroz e no Espaço de Consciência Corporal e Ancestralidade africana Tempo Livre.

Natália Lima, capoeirista graduada do Cecab e uma das organizadoras do evento frisa que o festival busca resgatar a memória e história de Dandara, esposa, mãe e guerreira que lutou ao lado de Zumbi dos Palmares – herói negro conhecido pela luta contra a opressão negra no Brasil. Quem não se inscreveu ainda dá tempo. Basta entrar em contato com uma das organizadoras do evento. A inscrição custa R$ 50,00, mais um quilo de alimento, que dá direito a oficinas e a blusa do evento.

A abertura do “Tambores de Dandara” será amanhã, às 19h, no Espaço de Consciência Corporal e Ancestralidade Africana Tempo Livre, no começo da Cidade 2000. Na ocasião haverá o lançamento do novo CD “Orquestra de Berimbaus Água de Beber”, apresentação da Orquestra de Berimbaus e oficinas de danças regionais, com a professora Izaura Lila, do grupo Mira Ira.

Histórico

Onde andará, onde andará a memória de Dandara? Esposa de Zumbi dos Palmares e mãe de seus três filhos, Dandara foi muito além do papel de esposa, se tornando verdadeira guerreira. Além de plantar e trabalhar na produção de farinha de mandioca, ela aprendeu a caçar, a lutar capoeira, a empunhar armas e liderou as falanges femininas do exército palmarino. Conforme informações do professor de história Kleber Henrique, Dandara participou também de todos os ataques e defesas da resistência de Palmares e não tinha limites para defender a liberdade e a segurança do Quilombo.

A esposa de Zumbi compartilhava a posição do marido contra o tratado de paz assinado por Ganga-Zumba. Entre outras negociações, o acordo requeria a mudança dos habitantes de Palmares para as terras no Vale do Cacau. Dandara, assim como Zumbi, via o tratado como a destruição da República de Palmares e a volta à escravidão.

Dandara morreu em 6 de fevereiro de 1694, após a destruição da Cerca Real dos Macacos, uma batalha sangrenta que deixou centenas de mortos. Ainda assim, acredita-se que ela se suicidou para não voltar a ser escrava, atirando-se da da pedreira mais alta de Palmares. Zumbi, que sobreviveu ferido a esta batalha, morreu no ano seguinte em 20 de novembro, data em que atualmente é celebrado o Dia da Consciência Negra.

Mais informações: 8714.3349 (Daniele Freire) ou 8817.2712 (Natália Lima)

Serviço: Espaço de Consciência Corporal e Ancestralidade Africana Tempo Livre (Rua Magistrado Pompeu, 385, Cocó)

SESC Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, 1701 – Centro)

14:13 · 17.06.2012 / atualizado às 18:46 · 06.08.2012 por

A tradicional corrida de rua do Colégio Militar de Fortaleza aconteceu hoje pela manhã, em sua 93º edição, e recebeu as bênçãos de São Pedro. Muita chuva acompanhou os corredores nos primeiros 20 minutos de prova e ajudou a ‘esfriar a cabeça’ dos que participavam do evento. “Não achei ruim. Com o clima mais ameno e a chuva esfriando o corpo, o desgaste do atleta é menor”, destaca o fonoaudiólogo Rilke Costa Soares, que participou da corrida do CMF pela segunda vez.

Eu (Nathália Lobo) e meu cunhado Rilke Costa ao término da 93ª edição da corrida do CMF. Foto: Arquivo Pessoal

A prova contou com dois percursos: de 5 e 10 quilômetros. Aos que optaram pelo primeiro, o percurso foi tranquilo e passou por pontos históricos da Capital cearense, como o quartel da 10ª Região Militar e o Passeio Público.

A largada foi dada às 7h, com o famoso tiro de canhão. Neste ano, dada a interdição da Rua Costa Barros, o percurso teve de ser ligeiramente modificado. Eu, Nathália Lobo, participei da prova no percurso menor, a exemplo do ano passado. Particularmente, gostei muito da corrida. Como nos eventos anteriores, o Colégio Militar de Fortaleza prezou pela organização. Aos dois quilômetros, a primeira estação de água mineral ajudava a repor as energias dos atletas.

Mas eu vou dizer para vocês… Emoção mesmo é quando, de repente, surge o barulho da sirene dos batedores que escoltam o primeiro lugar. Como uma ‘bala’, os primeiros colocados de cada categoria passam abrindo caminho entre os corredores. E são aplaudidos pelos outros participantes da prova e pelas pessoas que estão ali, pelo meio do caminho, só assistindo.

A experiência sempre é fascinante. A sensação de terminar uma prova, cruzar a linha de chegada e romper a barreira dos seus limites pessoais é gostosa demais. A gente corre uma, duas, dez provas e não cansa de sentir isso. E a vontade de correr só aumenta. “Já estou inscrita em outras duas corridas para breve”, destaca a farmacêutica Regicélia Moraes, leitora do blog Belas no Esporte e apaixonada pelas corridas de rua.

Regicélia Moraes, farmacêutica, participa de todas as edições da corrida de rua do CMF. Foto: Arquivo Pessoal

 

14:38 · 27.05.2012 / atualizado às 14:38 · 27.05.2012 por
O professor de MMA Michael William é Faixa Preta de Jiu-Jitsu, medalhista mundial na mesma modalidade e campeão brasileiro e vice-campeão Sul Americano de MMA. Foto: Arquivo Pessoal

 

O MMA (Mixed Martial Arts – Artes Marciais Mistas), que já caiu no gosto do brasileiro depois de ganhar mais espaço na mídia esportiva, já conquista também o coração e os músculos dos cearenses.

Em Fortaleza, diversas academias oferecem aulas da modalidade para homens e mulheres. Muitas pessoas que curtem as lutas no octógono através da TV não sabem bem como começar.

Por isso, o blog Belas no Esporte procurou um professor de MMA e lutador profissional para falar mais sobre o assunto. Ele é Michael William, Faixa Preta de Jiu-Jitsu, medalhista mundial na mesma modalidade e campeão brasileiro e vice-campeão Sul Americano de MMA.

Para vocês, a entrevista com essa fera do octógono:

Belas no Esporte: Com a onda do UFC, as transmissões das lutas pela TV, o MMA tem se popularizado em todo o País. No Ceará, como está esse mercado?

Michael William: “Agora com toda essa mídia no esporte, o MMA está em ascensão. Depois de muitos anos, o MMA está ganhando reconhecimento dentro de casa porque o MMA é um esporte nosso, brasileiro, sem sombras de dúvidas. Esse reconhecimento já existia fora do País há muito tempo, como nos EUA, país em que a popularidade do MMA é enorme. E o Ceará sempre foi grande referência do MMA, não só para o Norte e Nordeste como para todo o brasil, muitos bons lutadores do ceará hoje brilham nos melhores eventos do mundo como UFC, BELLATOR e SHOOTO. O MMA é o esporte que mais cresce no mundo e o marcado brasileiro é o melhor. De todas as categorias do UFC (Ultimate Fighting Championship), nós temos atualmente três cinturões do maior evento do mundo (UFC).”

Belas no Esporte: Quando você avalia que ocorreu este “boom” da modalidade em Fortaleza?

Michael William: “Fortaleza sempre foi referência de eventos e lutadores de MMA, hoje com esse crescimento vão surgindo novos eventos de grande porte na cidade, que coloca Fortaleza novamente no foco. Há, atualmente, uma nova ‘safra’ de lutadores que estão pegando essa época boa.”

Belas no Esporte: Muitas pessoas tem procurado praticar MMA aqui? Qual o perfil destas pessoas?

Michael William: “Com toda essa popularidade, o MMA está caindo no gosto das pessoas de todos os tipos: homens, mulheres, crianças. Hoje o esporte tá perdendo aquela visão de marginalidade construída com preconceito antigamente, tanto que a procura pelo esporte vem de todas as classes sociais. Temos alunos que são médicos, professores, empresários, estudantes etc..”

Belas no Esporte: A mulherada também criou gosto pelo MMA? Por que você acha que isso aconteceu?

Michael William: ” A procura das mulheres pelo MMA é grande porque ele é um esporte completo. Geralmente a procura é pela queima de calorias e definição. São trabalhados golpes de Muay-Thai, Jiu-Jitsu, Boxe, wrestling, dinâmicas e treinos funcionais. Isso tudo, além de deixar o corpo da mulherada modelado, as ensina técnicas de defesa pessoal.”

Belas no Esporte: Você dá aulas para mulheres? Quem são, o que fazem?

Michael William: ” Eu tenho alunas mulheres sim. Elas são estudantes e gostam muito dos treinos. Nome de algumas das minhas alunas: Najéla Gomes, Giselle Costa, Ana Souza e sempre recebo visitas de novas alunas .”

Belas no Esporte: Você percebe que a procura maior é pelo MMA como atividade física ou existem aqueles que querem competir, se profissionalizar?

Michael William: “A procura maior,  pelo menos comigo, é por pessoas que querem se profissionalizar.”

Belas no Esporte: Quais os benefícios desta modalidade para uma pessoa? Gasto calórico e o que proporciona em termos de saúde?

Michael William: “Fortalecimento da musculatura, agilidade, equilíbrio, flexibilidade e as gordurinhas exterminadas. O gasto calórico de uma aula pode chegar a 1 200 calorias por aula.”

Belas no Esporte: Uma última dúvida… Quem procura o MMA, já tem que ter praticado Muay Thai, Jiu Jitsu ou Boxe, por exemplo? Ou pode já começar no MMA? Em geral, quem procura o MMA vem de que modalidade? O que ajuda o atleta a se destacar?

Michael William: “Não é exigido vir de outra modalidade para praticar o MMA, mas geralmente a pessoa já tem uma ‘origem’, tipo o Muay-Thai ou Jiu-Jitsu. Geralmente são atletas dessas duas modalidade que nos procuram mais.”

E aí? Gostou? Que tal experimentar a sensação de estar ali, no octógono?

SERVIÇO: Michael William dá aulas de MMA na Academia Completa (Rua Nunes Valente, 1740 – Aldeota, Fortaleza – CE) e no CT da Dragon Fight – Nova União (Rua Paraná nº 300 – Panamericano)

18:59 · 29.02.2012 / atualizado às 18:59 · 29.02.2012 por

Conhecida como ‘Terra do Sol’, Fortaleza tem se tornado, cada vez mais, uma capital propícia para a prática de esportes náuticos. O clima quente, águas mornas, bons ventos e, ainda, um litoral que enche os olhos de beleza e encanto favorecem e incentivam o vai e vem das velas e pranchas no nosso mar.

 

Foto: Nathália Lobo

A prova é tanta que, com um rápido passeio pela Avenida Beira-Mar, é possível observar, todos os dias, pessoas mergulhando ou nadando perto da faixa de areia e muitos outros desafiando seus limites em esportes como Stand Up, Wind Surf, Laser, Caiaque e Kite Surf.

Segundo Edson Ferreira da Silva, mais conhecido como ‘Kong’, instrutor que está a frente da Escolinha Brothers Wind Shool, localizada no Mucuripe,  as aulas de esportes náuticos  são sempre procuradas por crianças, jovens e adultos. Natural de Beberibe e oriundo de uma família de pescadores, ‘Kong’ chegou a Fortaleza em 1979. Foi apresentado ao  windsurf por  um francês, Dominique, que velejava na Praia do Mucuripe. “Inicialmente ajudava com o equipamento, depois, quando ele percebeu meu interesse, o francês se prontificou a me ensinar a velejar com o windsurf. Eu tinha apenas 13 anos de idade”, lembra o professor, hoje referência dos esportes a vela na capital.

De acordo com Edson, existe, atualmente, um novo grupo de pessoas que tem procurado a escolinha. “São aquelas pessoas que nem são esportistas mas alugam o caiaque e pegam umas orientações básicas para aprender a remar e ver o pôr-do-sol, relaxar”.

Uma vista diferente de Fortaleza. Este é um dos presentes que o passeio de caiaque nos proporciona. Foto: Nathália Lobo

Fascinada pelo que dizia ‘Kong’ durante a entrevista ao blog Belas no Esporte, resolvi tentar. Numa manhã ensolarada, de maré baixa, aluguei um caiaque e fui entender o que já encanta tantos praticantes do esporte. A primeira impressão é incrível: enxergar Fortaleza de dentro do mar, através da praia.

Com um caiaque, na maré baixa é possível nos aproximarmos de um naufrágio no Mucuripe. Foto: Nathália Lobo

Outra coisa bem interessante é que ali, no Mucuripe, há um pequeno naufrágio. Na maré baixa, ele aparece bem e isso sempre é fascinante. (Especialmente para mim, mergulhadora, que já fiquei morrendo de vontade de conhecê-lo inteiro!)
 
Há ainda um terceiro aspecto: alguns desportistas relatam encontros com golfinhos e tartarugas marinhas durante o percurso na nossa orla. Infelizmente, não tive essa sorte (ainda!). De qualquer maneira, fica a dica. Vale a pena experimentar!

19:27 · 27.02.2012 / atualizado às 19:34 · 27.02.2012 por

Frágeis, desprovidas de força física e indefesas. Essas são as três palavras que, por muitos anos, definiram o estereótipo feminino, que sempre resultou em um elevado número vítimas da violência masculina. O tempo passou, as coisas mudaram e a mulher se torna a cada dia mais independente, ocupando posições que antes não ocupava e se mostrando cada vez mais preocupada com a autodefesa.

Atualmente, o Muay Thai e o Boxe tem sido as modalidades mais procuradas pelas mulheres. Foto: Willamy Chiqueirim

Pensando nisso, a cada dia, as mulheres estão procurando mais as aulas de defesa pessoal. Em Fortaleza, as academias que oferecem turmas mistas de artes marciais estão lotadas!

Os treinos de chutes, em dupla, estão entre os preferidos das garotas! Foto: Willamy Chiqueirim

Na Academia Completa, que oferece aulas de Muay Thai ministradas por professores renomados – como o mestre Willamy Chiqueirim – as mulheres chegam a representar até 80% do público que quer aprender e fazer bonito no tatame.

 

Turma de Muay Thai da Academia Completa após aula ministrada pelo professor Lincoln "Bala" Foto: Maykson Coelho

Luvas rosas, bandagens com caveirinhas, protetores bucais com desenhos e uma adaptação fashion às regatas que antes só faziam sucesso com os garotos são o que mais se vê de um lado a outro do tatame. E não se enganem… A mulherada bate e chuta forte! E vez por outra leva de lembrança uma marquinha roxa nas pernas…

Eu (Nathália Lobo) e o grande mestre Willamy Chiqueirim, depois de mais um treino. Foto: Arquivo Pessoal

 

Além de ajudar a manter a alma e o corpo saudáveis, as aulas de luta também podem ser úteis como um instrumento de defesa pessoal. Atualmente, existem muitos cursos que ensinam o público feminino a se defender de um possível ataque violento, seja ele por qualquer razão, desde assaltos até agressões do parceiro. São inúmeras as situações em que as mulheres podem salvar suas vidas, desde que saibam reagir da maneira correta.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores no Distrito Federal (SINDESP-DF), Irenaldo Pereira Lima, há várias modalidades que auxiliam a mulher a se preparar para possíveis ataques. “Há dezenas de opções para o aprendizado de defesa pessoal. Os mais populares são a Capoeira, o Krav Magá e as Artes Marciais no geral. Na verdade, os princípios básicos da defesa pessoal não têm uma regra muito definida, pois se trata de um processo mais intuitivo. O correto é centralizar-se nas regiões do corpo que mais provocam incômodos e dor no agressor, para conseguir a imobilização do oponente”, explica o presidente.

Os pontos que devem ser atacados são partes sensíveis, como olhos, ouvidos, nariz, traquéia, testículos e joelhos. Atingir essas partes pode ajudar a vítima a ganhar tempo para escapar ou imobilizar a pessoa que tenta lhe fazer mal. Mas Irenaldo faz um alerta: em casos de assaltos, a vítima não deve reagir, pois colocará a própria vida em risco. “Para evitar situações perigosas o ideal é mudar alguns hábitos, como não andar sozinha em lugares escuros e de pouca movimentação, não ficar se arrumando dentro do carro, não andar falando ao celular, entre outros. Além disso, aja com a maior naturalidade possível quando for ao banco e fique atenta para possíveis suspeitos”, aconselha o presidente.

15:43 · 02.01.2012 / atualizado às 15:50 · 02.01.2012 por

Depois de maratona, lesão leve, vinte sessões de fisioterapia (com algumas escapulidas) e treinos em casa, estou finalmente voltando a correr na rua. Tudo muito leve e sem forçar.

Resolvi aproveitar meu retorno para repassar aos interessados um treino que serve justamente para pessoas saídas de lesões, como eu, ou que simplesmente deixaram a corrida de lado durante as festas de fim de ano e estão querendo voltar devagar. Tenho a sorte de ter perto de casa pelo menos quatro trajetos diferentes: uma praça menorzinha, cuja volta mede em torno de 200 metros; duas maiores, de 400 metros, aproximadamente; e uma ciclovia extensa, em que é possível fazer treinos até para meias maratonas.

Escolhi voltar aos treinos no circuito menor, de 200 metros. A vantagem dele, no entanto, é muito mais pelo chão da praça, que é o mais nivelado de todos os trajetos. Para quem está retornando de lesão, principalmente, é PROIBIDO correr e mesmo trotar em terrenos desnivelados!

Essa é a minha rotina:

Etapa I – Exercícios de alongamento – Não é preciso nem dizer a importância disso, né? Agora, cuidado com os locais em que você tem feito os exercícios. Existem praças públicas em que as prefeituras costumam instalar aparelhos para facilitar a vida dos atletas, mas acabam prejudicando, pois as barras são muito altas e forçam os tendões. Veja se o local é adequado a sua estatura e use o bom senso.

Etapa II – 5 minutos de aquecimento – Isso é extremamente importante. O aquecimento com uma caminhada leve ou moderada prepara o corpo para a atividade. Anuncia ao organismo: “atenção, galera, vamos trabalhar!”

Etapa III – Começe 3 minutos de uma caminhada forte. A caminhada forte é aquela em que fica difícil conversar enquanto caminha, por exemplo. Mantenha o ritmo e a respiração sempre. Respirar errado ou forçar demais vão prejudicar seu desempenho.

Etapa IV – Trote – Estou voltando com um trote de 2 minutos, alternado com a caminhada forte, da etapa anterior. Se você está retornando de lesão, é um bom tempo. Se está apenas parado a algumas semanas, adeque ao seu ritmo. Aumente o tempo ou troque o trote por corrida. Só não exagere.

Faço a repetição das Etapas III e IV por 3 vezes.

Etapa V – Desaceleração de 5 minutos. Assim como o aquecimento, a desaceleração avisa ao corpo que ele vai retornar ao ritmo normal. Não pense que os dois minutinhos de caminhada do local de treino até a sua casa ou ainda os poucos minutos até seu carro, por exemplo, são suficientes para isso. É preciso sempre desacelerar com uma caminhada moderada e depois mais leve.

Etapa VI – Sempre termine com exercícios de alongamento novamente. Se a intenção é perder a barriguinha junto com a corrida, aproveite o momento para fazer algumas abdominais.

Carboidratos e frutas: indispensáveis na alimentação pré-treino

Bom, esse é o meu esquema de treinos atual. Calculando o tempo, somando ainda os alongamentos, é possível cumprí-lo em meia horinha. aliás, 150 minutos (30 minutos por cinco dias) é o tempo de exercício indicado pela Organização Mundial de Saúde!

Lembre-se de cuidar da alimentação, importante para quem está voltando: meia hora antes do treino, consuma carboidratos. Uma banana, um pãozinho de leite com mel e meio copo de água são o suficiente para mim.

Nada de proteínas no pré-treino, ok? Deixe para consumí-las somente depois! Aí sim, iogurte, queijo e outros derivados do leite em geral estão liberados, além das carnes. Se quer perder uns quilinhos, procure os desnatados. A proteína ajuda na reposição dos músculos, forçados no treino. Se for demorar a se alimentar, tome uns goles de bebida energética. Não deixe o organismo com fome!

Desejo a todos um feliz ano novo e uma feliz rotina de treinos nova!

Boa sorte para mim e para vocês!

11:38 · 04.12.2011 / atualizado às 08:01 · 05.12.2011 por

Fortaleza tem se destacado cada vez mais na promoção de eventos esportivos. Foto: Divulgação

Mais uma vez, nossa capital será a sede de um grande evento esportivo. De 05 a 10 de dezembro, oito seleções irão disputar o II Torneio Mundial de Futsal Feminino, no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza. A competição, com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer de Fortaleza, tem aprovação da FIFA e pretende ampliar a divulgação da modalidade no mundo. A rodada de abertura será disputada amanhã (05).

O primeiro jogo será entre Angola e Espanha, que se enfrentam às 14 horas. Às 16 horas, Portugal e Japão iniciam campanhas na competição. Às 18 horas, Rússia e Argentina duelam e, às 20 horas, o Brasil inicia a defesa do título diante da Venezuela. O Brasil, atual campeão, está no grupo A, ao lado da Espanha, de Angola e da Venezuela. A chave B é composta por Portugal, Rússia, Japão e Argentina. Pelo regulamento, as equipes enfrentam-se em turno único dentro das próprias chaves e as duas melhores seleções de cada grupo garantem vaga na semifinal. As equipes vencedoras do confronto eliminatório fazem a decisão do Mundial.

Clique no link a seguir (http://www.futsaldobrasil.com.br/arquivos/154634.pdf) e confira a tabela completa do II Torneio Mundial de Futsal Feminino. 

Organizado pela Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS), o II Torneio Mundial de Futsal Feminino dá sequência à competição realizada na Espanha, em 2010, pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). Na ocasião, as cidades de Alcobendas e Torrejón de Ardoz foram sedes da disputa. De 2010, oito seleções foram mantidas para a edição deste ano. Angola e Argentina são as estreantes e buscam competir com Brasil, Portugal, Espanha e Rússia, que ficaram com as quatro primeiras colocações, respectivamente. Venezuela e Japão, que disputaram o campeonato na Espanha, esperam demonstrar evolução para brigar por melhores posições.

SERVIÇO:

 II Torneio Mundial de Futsal Feminino Data: de 05 a 10 de dezembro Local: Ginásio Paulo Sarasate

07:00 · 28.11.2011 / atualizado às 16:04 · 27.11.2011 por

Saúde é o que interessa! Sim, essa é a máxima da modernidade. O sedentarismo que já fez  parte da vida de tanta gente perde espaço para as novas – e sempre mais interessantes – modalidades de atividade física. O Treinamento Funcional é uma delas.

A diversidade de equipamentos utilizados no treino funcional torna a atividade dinâmica e interessante. Fotos: Divulgação

Atualmente, grupos de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida descobriram os benefícios do Treinamento Funcional para a melhoria de sua qualidade de vida. As dificuldades nos movimentos, que antes criavam obstáculos na vida dos deficientes, só diminuem com a prática da atividade física adaptada. Realizar exercícios físicos com um acompanhamento profissional e com uma meta definida é uma necessidade para quem quer sair da monotonia, mesmo com limitações físicas. Este é objetivo do treinamento funcional voltados a pessoas com deficiência.

Atletas paraolímpicos descobriram o Treinamento Funcional como auxiliar em sua preparação física, independente da atividade em que se destacam. Foto: Divulgação

Para esclarecer melhor como isso funciona, especialmente para os cadeirantes e atletas paraolímpicos, o blog Belas no Esporte entrevistou o educador físico João Tavares Neto, da academia Cross Gym, em Fortaleza. Confiram a entrevista:

Belas no Esporte – Desde que o Treinamento Funcional começou a ser aplicado nas academias ele também era destinado a cadeirantes? Ou houve uma adaptação com o passar do tempo?

Professor João – “O Treinamento Funcional, como o próprio nome já diz, é um treino para melhorar as funções do seu corpo. Seu objetivo é atuar nos principais componentes de habilidades físicas, como força, coordenação, equilíbrio e resistência, respeitando as individualidades de qualquer que seja o indivíduo. Isso quer dizer que  qualquer pessoa pode praticar, independente de ser uma pessoa dita normal ou especial, não só cadeirantes como qualquer um que possua deficiência. O importante é lembrar que o aluno deve sempre passa por uma avaliação, onde vamos ver qual são seus pontos mais fracos e com isso montar o seu treino de acordo com suas limitações. Nós, professores da CrossGym, estamos habilitados para atender qualquer tipo de deficiência e atuar para melhorar as funções de nossos alunos”.

Belas no Esporte – Quais os benefícios que o cadeirante pode ter ao praticar o treino funcional?

Professor João – “Os cadeirantes vão ter todos os benefícios de qualquer pessoa dita normal, como ganho de força, resistência e mobilidade e com os treinos ele passa a melhorar também suas tarefas diárias”.

Belas no Esporte – O treinamento funcional é usado como ‘reforço’ para os atletas paraolímpicos?

Professor João – “Sim, o treinamento funcional deve primeiramente melhorar o que o atleta mais precisa, além de atuar como uma extensão e preparação para o seu treinamento. Sua rotina na academia deve lhe dar um suporte físico para melhorar os rendimentos nos treinos da modalidade que ele pratica e assim melhorar cada vez mais os resultados dentro do seu esporte”.

Belas no Esporte – Como o aluno tem mais dificuldade para sustentar o peso do corpo, os exercícios tem que ser bastante personalizados, não é?

Professor João – “O trabalho deve ser todo individualizado respeitando os limites daquele aluno. Primeiramente ele só poderá fazer um exercício que esteja de acordo com a sua condição física, e isso vai de acordo com a sua necessidade”.

Belas no Esporte – Cada cadeirante tem um treino específico ou existem aulas prontas para as pessoas com essas necessidades especiais?

Professor João – “Sim, cada aluno tem um programa de treinamento com rotinas que vão de acordo com seu objetivo e a sua necessidade, para que assim ele consiga resultados rápidos e de maneira satisfatória”.

Belas no Esporte – Os cadeirantes tem procurado mais o treino funcional?

Professor João – “Com certeza, não só em Fortaleza como em todo Brasil, as pessoas portadoras de deficiência estão cada vez mais aderindo ao treinamento funcional, e conseguindo cada vez mais resultados melhores do que conseguiam em outras modalidades”.

Belas no Esporte – Você tem alunos cadeirantes? Algum atleta? De que modalidade? Que resultados ele (ou eles) tem obtido com o treinamento?

Professor João – “Sim, nós temos na Crossgym alunos cadeirantes que estão em busca de uma melhor qualidade de vida e temos um aluno cadeirante atleta de natação, competidor de nível nacional, que depois que começou a praticar o treinamento funcional como uma extensão da sua preparação física, só tem melhorado cada vez mais seus resultados dentro da piscina e do seu dia a dia”.

(Professor João Tavares da Cruz Neto – Pós Graduado em Treinamento Esportivo pela Universidade Estadual do Ceará, Professor da Academia CrossGym em Treinamento Funcional)

 

15:00 · 14.10.2011 / atualizado às 11:13 · 14.10.2011 por
Jeancarlo Façanha, skatista de Maranguape - CE

O garoto tem 23 anos e 13 de skate, começou andando na calçada de casa e a surrada prancha de quatro rodas virou um estilo de vida. Exibindo seus longos rastas, Jeancarlo Façanha é referência em Skate no Ceará. Natural de Maranguape, distante apenas 27km da capital, é na sua cidade natal que ele treina, filmando e fotografando suas manobras.

Agora, com uma câmera semi-profissional na mão, o skatista está arrepiando também nos cliques. Suas fotos estão sempre no Blog Difusor, que registra a passagem dos skatistas pelas cidades e os principais eventos desse universo radical.

Alexandre Soares, capturado pelas lentes de Jeancarlo

Numa de suas idas à praça de Maranguape, Jean me apresentou esse vídeo, que agora vem direto para o Belas. Confira aí e se inspire! Se você também quer ter seu desempenho esportivo nos posts do Belas no Esporte, basta enviar pra gente, através do e-mail: belasnoesporte@gmail.com

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