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Categoria: Por onde anda…


01:51 · 30.08.2011 / atualizado às 01:55 · 30.08.2011 por

Quem se recorda aqui de Arílson de Paula Nunes, mais conhecido como Paulo Nunes? O atacante franzino, apelidado de Diabo Loiro, foi uma das grandes sensações do futebol nos anos de 1990.

Na verdade, Paulo Nunes iniciou sua carreira nas divisões de base do Flamengo, clube que defendeu, profissionalmente, entre 1990 e 1994, quando conquistou seus primeiros títulos. O atacante fez parte de toda uma nova geração de jogadores surgidos na Gávea, que incluíam Djalminha, Júnior Baiano, Marquinhos, Nélio e Marcelinho Carioca. Essa época foi muito boa!!!

O atacante, no início da carreira

No entanto, o jogador não chegou a ser uma estrela no Flamengo e, a exemplo de muitos de seus companheiros de juniores, acabou fazendo fama somente em outros clubes brasileiros. Em 1995, Paulo Nunes foi jogar no Grêmio, aonde acabou fazendo, com Jardel, outro preterido do futebol carioca, este vindo do Vasco da Gama, uma dupla de ataque infernal.

Foi no Grêmio que Paulo viveu a fase mais gloriosa de sua carreira, tendo conquistado dois Campeonatos Gaúchos, uma Taça Libertadores da América, um Campeonato Brasileiro, uma Recopa Sul-Americana e uma Copa do Brasil.

Ele também foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1996, com 16 gols marcados, e da Copa do Brasil de 1997, com nove gols.

A excelente fase no Grêmio rendeu-lhe a Bola de Prata da Revista Placar, por seu desempenho no Campeonato Brasileiro de 1996, além da convocação para a Seleção Brasileira, quando disputou a Copa América de 1997, na Bolívia.

Paulo Nunes e os demais integrantes do Grêmio, todos campeões da Libertadores em 1995

Após a saída do Grêmio, em 1997, Paulo foi jogar na Europa, quando passou a defender o Benfica. Lesões e conflitos com outros jogadores do time, todavia, acabaram por atrapalhar sua trajetória. Com isso, retornou ao Brasil, em 1998, vestindo a camisa do Palmeiras, outro clube onde acabou fazendo muito sucesso, com Oséas como parceiro de ataque.

No Palmeiras, Paulo Nunes conquistou mais uma Copa do Brasil, a sua terceira no currículo, além de uma Copa Mercosul e outra Libertadores América. Posteriormente, teve uma segunda passagem pelo Grêmio, esta não tão gloriosa quanto a primeira. Jogou ainda no Corinthians, Gama, Al Nassr e Mogi Mirim, encerrando sua carreira neste último time, em 2003, aos 32 anos de idade.

Após deixar os gramados, Paulo Nunes retornou para Goiás. Na capital do Estado, abriu uma escolinha de futebol e passou a empresariar jogadores.

Em 2009, numa festa em Camboriú (SC), Paulo Nunes aparece ao lado do cantor Felipe Dylon e de Erick Morillo (Foto: Adriel Douglas)

Fiquem atentos a esses números!

– De acordo com o Almanaque do Palmeiras de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti, Paulo Nunes fez 133 jogos pelo clube, com 73 vitórias, 30 empates, 30 derrotas e 60 gols marcados.

– Pelo Corinthians, segundo o Almanaque do Corinthians de Celso Unzelte, o craque fez 25 jogos com 16 vitórias, quatro empates, cinco derrotas e quatro gols marcados. Pela Seleção Brasileira foram duas atuações, com uma vitória e um empate.

19:00 · 21.08.2011 / atualizado às 17:44 · 24.08.2011 por
Hélio, em treino do Ceará (Crédito: Revista Placar)

 Hélio Ribeiro Alves, popularmente conhecido como “Hélio Show”, é uma figura lendária do futebol nordestino. Sempre com muito sucesso pelos clubes que defendeu, Hélio ganhou o apelido de “Show” pelos malabarismos e voos que realizava para agarrar a bola e impedir o gol adversário. Alguns diziam que era muito catimbeiro e reclamava demais com o juiz, mas o fato é que, por onde passou, foi idolatrado pelos torcedores. Para se ter ideia da sua importância na região Nordeste, ele é considerado o maior goleiro da história do Ceará, do ABC e do Treze.

Hélio Show atingiu o ápice da forma técnica no começo da década de 1970, como titular absoluto do Vovô, atuando no campeonato brasileiro de 1972 – ainda não havia a divisão em séries naquela época – e defendendo a camisa do time cearense no Estádio Pacaembu diante do Corinthians. (mais…)

21:40 · 08.06.2011 / atualizado às 21:47 · 08.06.2011 por

Natural do município de Chaval, localizado a 425 km da Capital cearense, Francisco Ernandi Lima da Silva iniciou cedo a sua trajetória no futebol local. Talvez, os caros leitores não se recordem de tal atleta pelo seu nome próprio, mas tenho certeza de que ao citar o seu apelido, Mirandinha, logo saberão de quem se trata.

O ex-atacante, que atualmente encontra-se aos 52 anos, iniciou a sua carreira no futebol profissional aos 15 anos, defendendo as cores do Maguary; de lá foi para as categorias de base do Ceará, clube no qual permaneceu por cerca de um ano e meio. Em seguida, teve uma passagem relâmpago pelo Sub-17 do Fortaleza, onde chegou a atuar por apenas um jogo. “Naquela partida cheguei a marcar oito ou nove gols, não lembro, mas me recordo que foi a mesma partida em que quebrei meu braço. Após a recuperação, acabei sendo mandado embora”, relembra Mirandinha.

Com apenas 17 anos, Mirandinha conquistou o seu primeiro título e a artilharia de uma competição com a camisa do Ferroviário Foto: Kid Júnior

Fora do Tricolor do Pici, o jovem atacante de 17 anos foi convidado a atuar pelo elenco daquele que no futuro se tornaria o seu “clube do coração”. O ano era o de 1977,  e o jovem garoto tinha uma verdadeira fome de bola. “Desde pequeno eu tinha o interesse por futebol. Me lembro que como não tinha dinheiro, chegava a descer do ônibus sem pagar e pulava os muros do Estádio Presidente Vargas para ver as partidas de futebol”, conta o ex-atleta sem esquecer os detalhes de um dos momentos mais importantes da sua carreira. “Naquele ano, conquistei o meu primeiro título e ainda me tornei artilheiro juvenil do Sub-21. (mais…)

17:25 · 30.05.2011 / atualizado às 17:27 · 30.05.2011 por

Ídolo das torcidas do Fortaleza e Ceará em meados das décadas de 1980 e 1990, Marquinhos Capivara deixou os gramados no ano 2000. De lá para cá, o ex-meia voltou-se para o trabalho voluntário e, atualmente, está à frente do projeto “Faça de uma criança de rua um cidadão de amanhã”.

Da esquerda para direita: Marquinhos Capivara, Mirandinha, Alves e Cleisson durante visita as novas instalações do PV Foto: Kid Júnior

Em entrevista a seção “Por onde anda…” do blog Belas no Esporte, Capivara destacou a importância que o seu trabalho com garotos de idade entre sete e 18 anos possui em sua vida. “Fico feliz em ver que o esporte pode contribuir para que estas crianças voltem suas mentes para as coisas boas da vida, fugindo do vício e da prostituição”, destacou o ex-atleta. Ao todo, o projeto de Marquinhos trabalha com 110 meninos, no Jardim Castelão. (mais…)

10:08 · 17.05.2011 / atualizado às 12:09 · 17.05.2011 por

Paula foi pura magia dentro das quadras. Fotos Plena Mulher

A magia saiu das quadras e foi para palcos de empresas, escolas, enfim, para onde contratarem a Maria Paula Gonçalves da Silva. Reconhecem este nome? Certamente não, não é mesmo? Mas quanto à Magic Paula? Agora ficou mais fácil de associar o nome à pessoa, né? Pois é, a famosa e competente jogadora de basquete, que ganhou vários títulos e competições, atualmente, dá palestras mostrando que as estratégias, planejamento, além de perseverança, garra e amor, à camisa, resultam em conquistas.

Paula nasceu no interior de São Paulo, em 1962. Desde pequena praticava esportes, e descobriu no basquete sua grande paixão. Começou a treinar aos 10 anos e, aos 18 anos, descobriu que poderia fazer do esporte uma profissão.

Morou e jogou fora do Brasil. Em 1994, com a Seleção Brasileira de Basquete, ganhou o título de campeã mundial, na competição na Austrália. Em 1996, ganhou medalha de prata olímpica, nas Olimpíada de Atlanta.

Em 1999 e 2000 defendeu a equipe do BCN / Osasco. Nesta época, resolveu deixar as quadras após 28 anos de carreira e 22 anos defendendo a Seleção Brasileira. Há sete anos, ele é  diretora do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, órgão da Prefeitura de São Paulo que tem como objetivo a formação de atletas. Também encontra tempo para visitar um dos seis núcleos do “Passe de Mágica”, ONG que atende crianças em Diadema, no ABC Paulista e na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo.

Ficou curioso para saber mais, então, acessa o site: http://www.magicpaula.com.br .

Se você lembra de algum atleta que há muito tempo não tem notícias, conta pra gente quem é, que as Belas vão procurar descobrir por onde anda, tá? Envia e-mail para: belasnoesporte@gmail.com

  

17:46 · 27.04.2011 / atualizado às 11:20 · 28.04.2011 por

Vocês se lembram do jogador Alexandre da Silva Mariano? Não, nem eu lembraria se me perguntassem… Agora, se eu falar em Amaral, o volante franzino de passos rápidos que muito sucesso fez nos anos 90? Melhorou?

Amaral foi ídolo de toda uma geração, com lugar cativo em programas de entrevista e capas de revistas, como a Placar. Simpático e muito humilde, ele que, antes de começar a carreira como atleta foi coveiro, fazia a alegra dos fãs do belo futebol.

Amaral, ao lado de Rivaldo, na época que jogou no Palmeiras e, ao lado, capa da Placar (Divulgação)

Natural de Capivari (interior de SP), Amaral tem um currículo futebolístico extenso. Só para se ter uma ideia, ele jogou 244 vezes pelo Verdão (entre os anos de 1993 a 1997), além de ter passado pelo Corinthians, Benfica (Portugal), Vasco da Gama, Barueri (SP), Perth Glory (Austrália), Fiorentina, entre outros vários clubes.

Atualmente, aos 38 anos (super conservado, por sinal), engana-se quem pensa que ele aposentou as chuteiras. Amaral vive dias de Rei na Indonésia. No país, ele joga no desconhecido Manado United e, lá, sente novamente os tempos de glória.  

Amaral, no Manado United (Crédito: Tribun Manado/Rizky Adriansyah)

Você deve estar se perguntando: Como o Amaral foi parar do outro lado do mundo, certo? Tudo começou com o convite de Luciano Leandro, ex-jogador que passou nove anos no futebol indonésio e recebeu a incubência de levar até lá um “atleta consagrado”, a fim de divulgar uma liga recém-criada para rivalizar com outra, acusada de corrupção no país.

Luciano fez o convite a Amaral, que não pensou duas vezes. No Manado United, o atleta dá conta do recado direitinho, é parado nas ruas pelos vários fãs e distribui autógrafos até entre os jogadores rivais. Se ele está ganhando muito dinheiro? A resposta é surpreendente. Não! Em entrevistas, ele já afirmou que ganha salário compatível a de um clube pequeno no Brasil. A diferença é que, na Indonésia, costuma-se pagar em dia. E isso, para o jogador que ficou sete meses sem receber dinheiro quando defendeu a Fiorentina, é de extrema relevância.

Amaral não pretende parar antes dos 40. Nós, do Belas no Esporte, ficamos muito felizes em descobrir que o atleta, que tantas felicidades já trouxe para nós, está muito bem, obrigado!

12:39 · 05.04.2011 / atualizado às 15:00 · 05.04.2011 por

Ao ler a matéria Paixão de adolescente, da querida Tici, corri para escrever o post inaugural da seção “Por onde anda…”. Tudo isso porque lembrei do Sávio, lindinho, que fazia as adolescentes (assim como eu!) suspirar ao entrar em campo! Por onde anda o Sávio, galera?

Enquanto a gente não descobre, vou contar por onde anda Ana Moser, jogadora de vôlei considerada uma das maiores atacantes do esporte no Brasil. Atualmente, ela coordena o Instituto Esporte e Educação, com sede em São Paulo.

Aproveitei a vinda da Ana Moser ao Ceará, em 2009, para tietar, lógico! Ela veio conhecer a experiência do Estado na área do brincar.

O IEE e seus projetos implementam a metodologia do esporte educacional em comunidades de baixa renda, levando os princípios do esporte educacional (inclusão de todos, respeito a diversidade, construção coletiva, educação integral e o rumo a autonomia) para crianças, adolescentes e suas famílias.

Aqui no Ceará, a atleta fechou parceria com o Unicef e Instituto Stela Naspolini, para implementar a metodologia no Estado, através do Programa O Ceará Cresce Brincando.

Ana Moser está mandado bem nesta área!!!