Belas no Esporte

Categoria: Superando limites


12:02 · 21.06.2011 / atualizado às 12:19 · 21.06.2011 por

Sabe aquela máxima que enumera três coisas que você deve fazer na vida? Plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho? Bom, eu sou da opinião de que esse pensador aí esqueceu um item muito importante: participar de um rali.

Cara, é indizível. Sensação maravilhosa, coração a mil. Sofre-se bastante, lógico. Não há nada de fácil em domar um carro 4×4 contra a força da natureza, da arredia e escorregadia areia fofa das dunas ou da ardilosa poça de lama que, na verdade, é quase um fosso.

Stress, calor, fome, vontade de ir ao banheiro… Tudo é recompensado pelas paisagens monumentais que a diversidade desse nosso Ceará tem pra oferecer.

E minha história nesse rali começou bem às avessas. Praticamente me intrometi, mal-educada, na reunião de pauta da editoria Automóvel quando ouvi a palavra “rali”. Logo saquei que seria uma boa pauta pro Belas, mesmo que eu não pudesse ir, em decorrência de compromissos inadiáveis. Fechei com o pessoal da editoria e com a assessoria da Mitsubishi, todos gentilmente curtiram a ideia da pauta.

A Manu logo se prontificou a compor a equipe, mas iria de navegadora ou zequinha. E eu, na minha, assistindo o grupo se formar. De repente, na sexta-feira à tarde, meus compromissos se adiaram, por eles mesmos! Aí a querida Bela Luana Lima, sensível a minha empolgação, cedeu-me seu lugar no carro único do Diário do Nordeste para que eu pudesse ir, mas  como zequinha, ali no banco traseiro, só curtindo a paisagem.

Quis o destino, contudo, aprontar-nos outra: mais ou menos às 20h de sexta, Manu Lobo me liga dizendo que a assessoria da Mitsubishi nos estava cedendo outro carro, só para as mulheres, e me faz a pergunta que não queria calar: “Quer ir dirigindo?”

Avê Maria, deu-me tremedeira nas pernas, a boca ficou seca.

– Mas eu nunca dirigi um bicho desses, a única coisa que eu sei de 4×4 é que o resultado é 16!

Diante do meu medo de capotar o carro alheio, Manu ficou de arrumar outra pessoa para ir conosco, pra ajudar em caso de algum problema. E assim ficamos acertadas. No sábado pela manhã, como marcado, estava lá a equipe dos rapazes do Diário – Eduardo, Ilo e Gioras – e a nossa equipe, composta por Manu na navegação, eu na direção e o Natinho, fotógrafo, zequinha, navegador aprendiz e empurrador de carro, nas horas vagas.

No vídeo abaixo você confere direitinho a nossa aventura. Gente, tem que fazer, nem que seja uma vez na vida, nem que seja pra ir de zequinha. Vá. Por incrível que pareça, esse lance de espírito “off road” que se vende em propagandas de pick-up existe mesmo.

YouTube Preview Image

Ah, no link abaixo pode-se conferir a galeria de fotos do evento. As imagens são perfeitas, muito em elaboradas e o solzão do Ceará ajudou e muito. Vale dizer que a 55ª foto da galeria (no sexto lance de fotos) é do nosso carrinho:

http://www.mitsubishimotors.com.br/main.cfm/site/69/content/18/etapa/120/ano/2011

22:12 · 09.06.2011 / atualizado às 22:12 · 09.06.2011 por

“Um bom exemplo é o melhor discurso” (Thomas Fuller). Resolvi usar essa mesma frase no título do post porque o texto que segue para vocês merece mesmo ser lembrado assim.  Quem nos enviou as palavras a seguir foi a farmacêutica Regicélia Moraes, de 30 anos, que nós, as Belas no Esporte, tivemos o imenso prazer de conhecer na última corrida do Colégio Militar de Fortaleza. Regicélia, nossa leitora, foi uma das cinco ganhadoras de inscrições gratuitas para a prova e parecia “sedenta” pelo dia da corrida.

Por uma feliz coincidência, encontrei-a no dia de apanhar o kit necessário para a participação na prova. Ela estava atrás de mim na fila, me viu conversando com um dos organizadores e me reconheceu. “Ah… você é do blog Belas no Esporte. Eu sou a Regicélia, uma das premiadas com a inscrição!” Quando olhei para ela, não tive dúvidas. “Você já é corredora! Dá pra ver pelo corpo, sem gordura… coisa de quem corre pra valer!”. E engatamos uma conversa que prometeu continuar no dia da corrida.

E o dia 29 de maio chegou. Como combinado, a nossa atleta chegou um pouco antes, para tirarmos algumas fotos. E começou a contar sua história, que merece ser compartilhada aqui. A partir de agora… é com ela. Acompanhem o texto enviado pela nossa leitora: (mais…)

12:46 · 07.06.2011 / atualizado às 12:46 · 07.06.2011 por

Carolina Schrappe é recordista sul-americana de Mergulho Livre. Foto: Divulgação

A curitibana Carolina Schrappe, que começou a praticar mergulho livre (sem saber que o que era isso, ainda!) na piscina da casa de sua avó, ainda criança, trouxe para o Brasil mais uma medalha de ouro. Na infância, Carol praticava a apneia tentando permanecer mais tempo que o pai e os irmãos nadando embaixo d’água. Em maio último, terminou em grande estilo sua participação no Campeonato Internacional AIDA PFI DejaBlue 2011, nas Ilhas Cayman. Ela foi a campeã desta edição do evento. Medalha de ouro para o Brasil!

Carol Schrappe é instrutora e ministra cursos de Mergulho Livre por todo o País. Foto: Divulgação

Carol conseguiu quebrar seu próprio Recorde Sul-americano na disciplina de Lastro Constante Com Nadadeiras, a mais clássica e respeitada modalidade de mergulho livre (mergulho em apneia, com suspensão voluntária da respiração), alcançando os 74 m de profundidade. E teve, ainda, excelentes resultados nas demais modalidades que pontuavam na competição. Ela foi considerada a  atleta mais regular em toda a competição. A nossa curitibana deixou para trás as recordistas americana, canadense e japonesa, num universo de 12 atletas.

Quando fala sobre sua relação com o mergulho, durante as entrevistas, Carol consegue provar que ser diverte praticando o esporte que escolheu. “Qualquer que seja o objetivo e os motivos para praticar a apneia, é um momento de introspecção fantástico, no qual se aprende muito sobre si mesmo, além de ser extremamente relaxante tão somente por estarmos na água, como se voltássemos ao útero de nossas mães para brincar”, disse a atleta, em entrevista recente à revista Mergulho.

Quer conhecer mais sobre a mergulhadora que orgulha o nosso País?  Acesse www.carolschrappe.com

20:25 · 06.06.2011 / atualizado às 20:25 · 06.06.2011 por

Após excelente apresentação no Troféu Brasil de Ginástica – Artística e Rítmica -, em Brasília, Daiane dos Santos foi convidada a retornar à equipe brasileira de ginástica artística. A competição foi encerrada na manhã do último sábado, dia 4 de julho. O feito significou uma conquista e tanto para a atleta, que se encontrava afastada das grandes competições já há três anos por doping e lesões.

Daiane dos Santos, durante apresentação que lhe garantiu convite para retornar à equipe brasileira de ginástica artística(Crédito: Ricardo Bufolin/Photo&Grafia)

Durante o evento, Daiane impressionou bastante os jurados nos três aparelhos em que competiu, sendo que o mais aplaudido deles foi o solo. A gaúcha apresentou uma nova série, embalada por uma mistura de ritmos latinos e samba.

Com elementos mais técnicos, como um duplo estendido com pirueta e seu duplo twist carpado, Daiane conquistou a mais alta nota do evento no aparelho (14.050). Apesar de não ter subido ao pódio, por não ter competido na trave, ela afirmou que a competição mostrou que está pronta para voltar à equipe brasileira. “Agora é uma questão de pequenos ajustes nas séries. Fiquei muito feliz com o convite para voltar. Essa é uma grande vitória para mim e para a equipe do Pinheiros, que sempre me ajudou”, afirmou.

A Presidente da CBGin (Confederação Brasileira de Ginástica), Luciene Rezende, entregou à atleta os novos collants da equipe brasileira e ressaltou acreditar que o retorno da Daiane será muito importante para o Brasil. “Em breve iniciaremos a concentração para disputar o Meeting de Natal, de 23 a 26 de junho, e ainda o Mundial e o Pan-Americano, em outubro”, acrescentou.

13:03 · 03.06.2011 / atualizado às 13:03 · 03.06.2011 por
Fotos da Maratona Pão de Açucar de Revesamento de Fortaleza ocorrida em 2009. Crédito: Jarbas Oliveira

Depois do exemplo de superação das Belas Nath Lobo e Tici de Castro na última Corrida do Colégio Militar, a mulherada do blog tomou gosto! Nosso próximo desafio será a tradicional Maratona de revezamento do Pão de Açucar e mais duas Belas entram na disputa para compor o timaço: Mayara de Araújo e Emanuelle Lobo. Outra novidade é que Felipe, um dos nossos leitores, ganhador da inscrição da última corrida, também vai participar da nossa equipe! (mais…)

12:52 · 31.05.2011 / atualizado às 13:09 · 31.05.2011 por

A manhã do último domingo (29) iniciou cedinho para milhares de corredores – profissionais e amadores – de Fortaleza e de outros municípios cearenses. Atletas e iniciantes participaram da 8ª Corrida do Colégio Militar de Fortaleza – Corrida Professor Marcos de Oliveira, realizada na Capital cearense, às 7 horas. Ao todo, foram 1200 corredores inscritos, fora os não computados corredores da “pipoca”. 

Largada foi dada pontualmente às 7 horas, com tiros de canhão Foto: Divulgação CMF

“A maior finalidade da corrida é o congraçamento da sociedade de Fortaleza, crianças, adultos, atletas, não atletas, deficientes, idosos, pelos 92 anos do Colégio militar de Fortaleza”, afirmou o coordenador da prova, major Marcelo de Jesus Noronha. Além disso, o mentor da corrida também foi lembrado: o professor Marcos de Oliveira (in memorian). (mais…)

12:14 · 31.05.2011 / atualizado às 16:58 · 31.05.2011 por

A corrida do Colégio Militar de Fortaleza (CMF) foi um desafio para mim. Estava parada já faz um tempão e, quando a Bela no Esporte Nathália Lobo chegou, toda empolgada, falando das inscrições para a prova, senti, ali, a minha oportunidade de voltar à prática. Afinal, correr é muito bom. Correr acompanhada é melhor ainda! Você compartilha, com a outra pessoa, o estímulo para seguir em frente e superar os próprios limites.

No dia da prova, até acordar super cedo para a competição é bem menos difícil quando você sabe que é por uma causa nobre.  Assim aconteceu domingo. Levantei-me por volta de 4h50 (não conseguia dormir de ansiedade!!!) e nem notei que o céu ainda estava escuro. O foco já era a corrida! Peguei o meu namorado, Fillipe Bezerra (amor, obrigada por todo o apoio!) e, juntos, seguimos até o local da prova. Nossa, que maravilha quando chegamos lá! A animação tomava conta dos participantes. Não importa se eram os atletas profissionais (com seus treinadores dando as últimas orientações), corredores amadores ou gente que queria voltar à ativa, mas tinha o maior jeito de que estava com medo da prova – EU! (mais…)

11:18 · 31.05.2011 / atualizado às 16:58 · 31.05.2011 por

 

A corrida do CMF aconteceu no dia do meu aniversário. Voltar a correr foi um presente para mim!

Ao som de “I can see clearly now”, sob a voz tranquila de Jimmy Cliff, eu cruzei a linha de chegada. Eram 7h37, exatamente 37 minutos depois do tiro de canhão que deu início à corrida do Colégio Militar de Fortaleza, na manhã ensolarada do último domingo (29 de maio).

Correr sempre foi um prazer para mim, embora só esteja retomando os treinos agora, depois de quase dois anos parada. Quando soube da inscrição para a prova do CMF, animei-me. Para quem quer voltar com todo o gás, é o melhor estímulo! Especialmente porque a corrida do CMF é uma das mais organizadas que conheço. E o percurso era convidativo… Tinha a opção de correr apenas 4,3 Km ou arriscar os 8,7 Km com algumas subidas. Preferi adotar o menor percurso, ideal para quem está REcomeçando. (mais…)

13:21 · 17.05.2011 / atualizado às 18:41 · 17.05.2011 por

Nada de luvinha e pose de campeã, Muay Thai exige muito mais esforço do que isso!

Quem pensa que lutar Muay Thai  é só colocar umas luvas e fazer pose de campeão está redondamente enganado! A luta exige bem mais do que isso e eu mesma fui testemunha.

Dentre as tantas Belas dispostas a testar novas modalidades esportivas, coube a mim dar o pontapé inicial. Na sessão “Superando Limites” nós vamos elaborar uma espécie de diário de bordo, contando nossas experiências com vários esportes.

Então, vamos ao que interessa: depois da entrevista que o lutador Willamy Chiquerim nos concedeu, fomos convidadas para uma semana de aulas experimentais de Muai Thay na academia Completa Team, onde o esportista dá aulas. Aceitei o desafio e passei por alguns dias de treino.

Primeiro, impressões: além do tatame grande e bem estruturado, a própria academia é bem bacana, o que também dá credibilidade às aulas. As recepcionistas são simpáticas e ajudam a tornar o lugar mais familiar.

Interessante foi perceber de cara o que Chiquerim havia falado sobre a presença das mulheres: há mesmo muitas delas treinando e não só garotas esbeltas e em peso ideal, mas de todo o tipo físico e idade, das magrinhas às gordinhas, de mulheres feitas a pequenas garotinhas.

Homens e mulheres treinam juntos e há muito respeito. Lógico que as mulheres naturalmente se aglomeram e procuram fazer duplas entre si mesmas, mas não que haja alguma distinção.

Meu primeiro treino, contudo, não foi no grupo maior, mas apenas com o instrutor e mais um aluno. Antes das sequências de golpes propriamente, há uma série puxada de alongamentos que ajuda na flexibilidade dos músculos. Como estamos falando de uma pessoa quase irremediavelmente sedentária  (eu!), até o alongamento me causou cansaço, mas para uma pessoa “normal” ele não deve ser tão estafante assim.

Depois do alongamento, inicia-se a série de golpes, a essência do treino de Muai Thay. Usa-se luvas e aparelhos acolchoados para imprimir as sequencias, que são compostas de jebs (soco com a mão que está à frente), diretos (soco com a mão oposta), ganchos, cruzados, chutes altos, chutes baixos, golpes com a canela e com a planta dos pés.

A repetição é cansativa, eleva a circulação sanguínea e mexe com todos os músculos de uma só vez. O coração fica a mil e o indivíduo vai da euforia à estafa muito rapidamente. Mas o bacana é que, diferente da academia, em que o ritmo do treino é ditado apenas por você, na luta é preciso pensar no outro. Então, se você estiver cansado e seu companheiro ainda estiver “no pique” isso lhe impulsiona a aguentar um pouco mais e, com o tempo, você vai percebendo que o seu limite não é bem aquele que você calculava, é possível ir além.

(mais…)

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