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Dr. Vet: Briga de cachorro grande

Publicado em 16/05/2012 - 13:06 por | Comentar

Na coluna Dr. Vet desta semana, veterinário Daniel Uchoa responde  pergunta do criador Antônio Andrade sobre conflito entre cães. Confira:

“Possuo dois cães: um Husky Siberiano e outro mestiço de Doberman com Perdigueiro. Os dois não se unem, chegando ao ponto de eu mantê-los separados porque se eles se encontram, a briga é inevitável. O que devo fazer para acabar com essa indiferença entre eles, se é que tal é possível?”, pergunta o criador Antônio Andrade.

Veterinário Daniel Couto Uchoa, da Favet-Uece, também é criador de Bulldog Francês

Daniel Couto Uchoa: “Este é um relato comum na convivência de cães do mesmo sexo, sejam somente machos ou fêmeas. Na maioria das vezes, alterações hormonais estão envolvidas, pois machos, por conta do hormônio sexual testosterona, tendem a ser naturalmente mais agressivos. Naturalmente, os cães vivem guardando a memória comportamental dos seus ancestrais selvagens, segundo uma hierarquia de dominantes e dominados. No convívio da casa, faz-se necessário identificar quem é o dominante e o dominado. Há cães que brigam somente quando os donos estão por perto.

Trata-se claramente de um problema de hierarquia. O problema ocorre pelo fato dos proprietários de tais cães se esforçarem sempre em tratar seus cães igualmente. A sociedade canina é composta por uma hierarquia rígida. Quando o ser humano resolve tratá-los de forma igual, os cães recebem a mensagem que seus donos não entenderam quem é o líder canino. Com isso, eles brigam constantemente na frente do dono para que este perceba quem é o líder, e o trate como tal. Outras vezes não há um tratamento igual, mas o dono privilegia o subordinado, invertendo a hierarquia. Enquanto os donos não obedecerem a hierarquia que os cães estabeleceram, as brigas na casa irão continuar. Quando cada um sabe o seu lugar dentro do grupo, dificilmente irão ocorrer brigas e, quando elas ocorrem, são normalmente passageiras e significam que um cachorro que ocupa uma posição inferior está tentando subir um degrau na hierarquia do grupo.

As causas mais comuns para as brigas são quando o líder da matilha fica muito velho ou doente, ou entre cachorros de mesmo sexo e mesmo porte que se acham capazes de desafiar um ao outro.

Se somente esta mudança de conduta não resolver, indica-se a castração. Pode- se contratar também um bom adestrador para socializar estes cães. Por vezes, é necessário separá-los definitivamente. O ideal é a sociabilização desde a infância, pois mesmo após a castração, o comportamento agressivo de cães já adultos pode continuar.

Daniel Couto Uchoa
Médico veterinário e professor da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br  ou (85) 3266.9790, ou ainda para o blog Bem-Estar Pet

 

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Cuidado com as gripes e tosses

Publicado em 16/05/2012 - 12:45 por | Comentar

A virose me pegou (estou até com suspeita de dengue, Deus me livre!). E parece que está pegando também alguns bichinhos. Claro que deve ser outro tipo de resfriado. Mas repare se seu gato ou cão não está espirrando ou tossindo. Esta variação de tempo, mais quente do que chovendo, está trazendo muitas alergias respiratórias.  É bom evitar deixar o pet em locais úmidos. Após os banhos, secar bem, caso você escolha banhar em casa mesmo. O certo é levar na clínica veterinária, onde há pessoal treinado para isso.

Veterinários já recomendaram para meus bichos dar o xarope Bisolvon (uso pediátrico) em caso de tosses de gatos ou cães. Este medicamento é muito bom. Quando algum  de meus bichos dá o primeiro sinal de tosse, dou logo o xarope, 3 vezes ao dia, e em menos de cinco dias, a saúde está restabelecida.

Mas atenção, caso seu pet dê sinais de resfriados, consulte o médico veterinário, pois só ele é o profissional habilitado para indicar qual o melhor procedimento. É bom lembrar que, muitas vezes, a tosse no cão ou no gato aparece como se o animal estivesse engasgado. Um dos meus cães já teve a chamada tosse do canil e se manifestou assim, como um engasgo. Só depois soube que era tosse mesmo. O tratamento foi com antibióticos e xarope. Recomendado pelo veterinário, claro!

Fique atento às alergias respiratórias. E cuidado: remédios caseiros usados em seres humanos, como mel, limão ou chá de alho, não são recomendados para os pets. Podem causar distúrbios intestinais e o animais ficar ainda mais doente. O certo mesmo é consultar o veterinário!

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Dr. Disciplina: o que fazer com cadelinha agressiva

Publicado em 10/05/2012 - 10:57 por | Comentar

O adestrador Jackson Maciel, o Dr. Disciplina deste blog, tuira dúvidas do criador Júnior Borges, sobre comportamento de cão, Confira:

“Olá, Dr. Disciplina, bom dia! O que faço para controlar minha cadelinha na hora dos passeios? Ela avança em todo mundo que passa, late muito… Eu uso o comando “junto” e “não” o tempo todo, mas fico parecendo bobo, pois não adianta nada. Ela é de médio porte e tem cerca de 5 kg. Mesmo assim, fico com o braço e mãos doloridos de tanto que ela puxa. Enrolo a guia na mão pra que ela não fique na minha frente, só ao meu lado, e uso a coleira tipo peitoral… Será que tenho que trocar para outro tipo para melhorar? Ela não pode ver gente que vai pra cima com tudo… Tem sido muito constrangedor. Me ajude???!!!! Obrigado”, pergunda o criador Júnior Borges.

Jackson Maciel demonstra que o líder passa primeiro na porta. Os cães vêm depois

Dr. Disciplina, Jackson Maciel: “Seu problema é muito fácil de resolver. Vamos à causa. Com certeza ela não teve uma boa socialização e não lhe vê como o líder dela (veja outras respostas do Dr. Disciplina que vão lhe ajudar). Então, em relação aos exercícios: Primeiramente, devemos mudar o peitoral por uma coleira de pescoço,  que vai lhe dar mais domínio no passeio e na direção que ela deve andar. Quando for sair para passear, leve uma garrafinha com feijões, quando ela começar a olha fixo para a pessoa que vem na sua direção e as orelhas dela ficarem para frente, ela vai começar a latir. Neste momento, você fala “não”, antes que ela comece a latir e, simultaneamente, jogue a garrafa com os feijões no chão próximo a ela, assim você desviará o foco dela  da pessoa para o barulho da garrafa. Depois deste momento, ela vai ficar sem saber o que aconteceu e sem saber de onde veio a garrafa. Vai olhar para você. Neste momento, você dará o  petisco para ela, e deve fazer um carinho. Desta forma, ela vai associar que, quando passar alguém e ela não latir, será premiada por isso. Em relação ao passeio sem que ela puxe, você deve deixar a guia frouxa e colocar a mão no bolso segurando a guia, e comece a ir pra frente. Quando ela passar por você, mude imediatamente para o outro lado. Faça isso por alguns minutos até ela começar a ficar próximo a você e prestando atenção para qual direção você vai  andar. Dê petiscos para premiá-la por estar perto de você.  Mais exercícios de liderança: no momento da saída, antes de atravessar a porta, faça com que ela se sente ou espere antes de passar pela porta. Quando for colocar a comida, sempre no mesmo horário, faça que ela fique parada ou sentada, e só depois disto coloque a comida no chão. Assim que ela começar a comer, peça para ela sair e pegue a comida. Segure de novo e, só depois de uns segundos, quando ela olhar no seu rosto, recoloque a comida no chão e deixe ela comer tudo. Um grande abraço!”

Se você tem dúvidas sobre comportamento de cães, envie sua pergunta para anavaleria@diariodonordeste.com.br

 

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Dr. Vet: Senilidade precoce em cadela

Publicado em 09/05/2012 - 14:39 por | Comentar

Na Coluna Dr. Vet da semana, publicada toda terça-feira na Página de Bem-Estar Animal do Caderno Regional, do Diário do Nordeste, médico veterinário Paulo Barbosa tira dúvidas do criador Airton Carneiro. Confira:

“Como devo tratar dos problemas da minha cadelinha de 5 anos? Em novembro de 2011 foi feito um exame de bacterioscopia da secreção do ouvido, o resultado foi Malassezia. Os medicamentos que comprei não surtiram efeitos, melhoram, mas logo voltou o problema. Já fui em vários médicos e todos não souberam resolver o problema. Em fevereiro deste ano, descobri que ela tem catarata nos dois olhos, estou usando o colírio Maleato de Timolol. Também foi feito um Raio X do tórax da cadela nesse mês. O veterinário analisou os resultados e disse que há um discreto crescimento no coração. Além disso, tem um problema que considero sério, o mau hálito. Peço que me ajude urgentemente, pois estou sem saber o que fazer, que tipo de medicamentos tenho que comprar, ou algum tipo de procedimento veterinário para curar definitivamente minha cadelinha. Ela é uma mistura de Poodle com Pequinês. Nasceu em agosto de 2007, é de cor cinza e só come ração Pedigree Júnior com pedaços de peito de frango. Pesa 7 quilos”, pergunta Airton Carneiro.

Dr. Paulo Sérgio Barbosa é médico veterinário e professor da Faculdade de Veterinária da Uece

Paulo Sérgio Barbosa: “Acho que sua cadelinha chegou à senilidade precoce. Leveduras de Malassezia spp são oportunistas nas maiorias dos cães e gatos. Estão compondo a flora natural deste animais, por isso são também chamados de comensais normais. Dificilmente a infecção por Malessezia seja de causa primária. Se fosse, o seu animal estaria curado com a prescrição do médico veterinário. No entanto, isto não aconteceu, o que nos faz pensar que essa patologia seria secundária a uma doença subjacente que está diminuindo a imunidade de seu animal ou alguma anormalidade nas estruturas anatômicas do ouvido, principalmente no canal vertical.

A catarata é o termo designado a toda opacidade do cristalino. Seu animal apresenta catarata juvenil. Ela aparece entre os cães com idade de 2 a 6 anos, geralmente causada por fatores hereditários, diabeto-gênicos e traumáticos. Não estou vendo seu animal, mas na Medicina Veterinária nós classificamos a catarata como incipiente, imatura, madura e hipermadura. Geralmente, a progressão para as duas últimas causam cegueira.

Quanto ao tratamento da catarata em cães, ele é cirúrgico e se faz necessário um exame de retinografia para saber da viabilidade da retina antes da cirurgia. O colírio utilizado pelo senhor não apresenta indicação para essa patologia. O Timolol é usado para animais com glaucoma (aumento da pressão ocular). Acho que seu veterinário tenha prescrito com esta finalidade no tratamento e que o glaucoma tenha causado esta catarata.

Quanto ao mau hálito, temos que saber qual o tipo. Odor fétido da cavidade oral é devido, por exemplo, à doença periodontal ou gengivite, cheiro de acetona quer dizer cetoacidose causada por diabetes, amoníaco aparece no caso de insuficiência renal. Como se vê, se faz necessário que o senhor leve ao médico veterinário, para exame clínico bem apurado no ouvido, na boca e nos olhos deste animal. Para que, por meio deste procedimento, o veterinário possa solicitar os exames necessários para o diagnóstico da doença de causa primária da sua cadela, que possivelmente seja de origem endócrina, provavelmente diabetes.

No entanto, não há relato de poliúria, polidipsia e emagrecimento, sintomas que complementam o quadro de diabetes. Quanto ao tratamento solicitado, este deve ser feito somente após o diagnóstico definitivo”.

PAULO SÉRGIO BARBOSA
Professor da Faculdade de Veterinária da Uece. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790, ou ainda para este blog.

 

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Aula-show gratuita para cães e seus proprietários

Publicado em 08/05/2012 - 7:07 por | Comentar

Olivier Soulier e sua Border Collie, Blue, farão demonstrações de como deixar o cão feliz

Venha participar de uma aula com seu cão, onde você aprenderá como tornar a criação doméstica mais feliz

Fortaleza “Como deixar seu cão feliz” é o tema da nova aula-show que acontecerá no próximo sábado, dia 12, às 9hs, ministrada pelo especialista em comportamento canino, Olivier Soulier. Desta vez, a programação acontecerá na Escola de Adestramento do especialista. Para participar, basta ligar a partir de hoje para a redação do jornal. São 30 convites gratuitos. Os dez primeiros proprietários que ligarem também poderão levar seus cães para participarem da aula-show. Após a palestra de Olivier, ele responderá prioritariamente as dúvidas destes participantes. Os demais não precisam levar os seus animais.

As aulas-shows foram iniciadas em janeiro e prosseguem até julho, numa parceria entre o Diário do Nordeste (Página de Bem-Estar Animal/Blog Bem-Estar Pet), Escola de Adestramento Olivier Soulier e a Guabi, empresa de nutrição animal. Os eventos acontecem a cada bimestre, com duas aulas por quinzena. Já abordou os seguintes temas: “Como ser líder do seu cão” (janeiro); e “Como tornar o cão obediente” (março).

Olivier em sua Escola de Adestramento, onde acontecerá a aula-show

Agora em maio, Olivier Soulier falará sobre “Como deixar seu cão feliz”. Em julho, a programação termina com o tema “Como escolher o cão que combina com você” (ver quadro acima). As aulas-show integram campanha lançada pelo especialista, com o slogan “Cães felizes, donos felizes”. Nas aulas ministradas anteriormente, os proprietários não puderam levar os cães, devido aos locais de realização dos eventos (shoppings centers e outros).

Desta vez, por ser na Escola de Adestramento, há espaço adequado para a presença dos animais. No entanto, para participar, os animais devem ser comprovadamente dóceis e estarem com a saúde em dia, no que se refere à vacinação, vermifu-gação e a controle de pulgas e carrapatos.

Segundo Olivier, diferentes fatores devem ser combinados para garantir o conforto ambiental do cão. Assim, ele se tornará mais feliz. Oferecer um ambiente adequado é fundamental. Por exemplo, dispor de um cantinho confortável e protegido para dormir nos primeiros dias do pet em casa, principalmente se ele for filhote. “Nos primeiros dias, é aconselhável ele dormir no quarto do dono, mas não na cama, para não dividir o lugar mais íntimo do território, a cama. Porém, o filhote se encontra num ambiente totalmente novo e sem mais mãe ou irmãos como referência. Precisa se sentir seguro até se adaptar melhor. Isto pode levar de dez a 15 dias no máximo”, explica.

Cães precisam de brincadeiras educativas para serem mais felizes

Ele também recomenda uma toca para dormir ou se recolher quando quiser ficar sossegado (casinha ou transporte). “Também eles devem estar protegidos dos eventuais perigos como fios e aparelhos elétricos em geral, produtos sanitários ou venenos, ralos, piscinas (responsável por numerosos acidentes), escadas, objetos cortantes ou perfurantes, varandas ou muretas altas sem proteções. Como crianças precisam de supervisão e proteção”, diz ele.

Brinquedos

O cão também precisa de local para fazer as necessidades e pessoas preparadas para ensiná-lo. Brinquedos de interação e de compensação simples e brinquedos inteligentes também não devem faltar, de acordo com Olivier Soulier.

Valéria Feitosa fará palestra sobre Bem-Estar Animal

Na aula-show, o especialista será precedido por palestra da jornalista Valéria Feitosa, Editora deste Caderno e do Blog Bem-Estar Pet. Ela falará sobre “Bem-Estar Animal”. A veterinária da Guabi, Renata Menezes, também fará palestra, apresentando as linhas de rações adequadas para cada tipo de cão.

FIQUE POR DENTRO

Falta de liderança afeta convivência

O especialista em comportamento canino, Olivier Soulier, aponta que um dos grandes erros dos proprietários diante do cão é a falta de liderança. “Existem tantos cães desobedientes por causa das falhas dos seus proprietários. Quando o cão entra num lar humano, os seus novos tutores, em lugar de assumir o papel de educadores responsáveis, ao contrário, fazem de tudo para demonstrar falta de liderança e de disciplina. Mimam direto, aguentam qualquer abuso, atendem de imediato a quaisquer solicitações dos cãezinhos. Demonstram, desde os primeiros dias, dependência emocional, fraquezas psicológicas e reações afetivas: o oposto da liderança para qualquer animal. Essa falta de liderança aumenta consideravelmente as possibilidades de desvios de conduta dos cães”.

Mais informações:

Aula-show gratuita sobre adestramento de cães, sábado, dia 12, 9hs, Escola de Adestramento Olivier Soulier – convites gratuitos pelo: (85) 3266.9790

VALÉRIA FEITOSA
EDITORA

 

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Adestradores organizam profissionais no Ceará

Publicado em 03/05/2012 - 8:54 por | 1 Comentário

Liduíno Barros durante solenidade de criação da Associação dos Adestradores do Ceará

Fortaleza.  A Associação dos Adestradores do Ceará (AAC) já aprovou o seu estatuto e encaminha processo para legalização dos documentos. A entidade foi criada em fevereiro passado com a meta de organizar a categoria no Estado. No Brasil, a profissão ainda não é regulamentada, mas, se depender dos adestradores cearenses, a criação de entidades nos Estados é o primeiro passo para que a categoria seja reconhecida legalmente.

Enquanto isto não se torna realidade, a entidade segue no trabalho de capacitar os profissionais, com técnicas mais modernas de adestramento.

Está na programação, curso de show dog e clicker, com o especialista André Damasceno. A data e o local estão sendo definidos, mas os interessados já podem se inscrever para que a entidade possa organizar o evento conforme a demanda.

O colegiado da AAC está integrado pelos adestradores Jackson Maciel, Liduíno Barros, Jerfyson Dantas, Rafael Moura e Samuel Damasceno. O grupo busca aumentar o número de participantes e promover o intercâmbio das práticas de cada um.

Aulas gratuitas

Para os criadores de cães, a entidade oferece promoção de aulas gratuitas de adestramento, no último domingo de cada mês, na pista da Associação Cearense dos Criadores de Cães Pastores Alemães, no Parque Adahil Barreto, a partir das 9 horas. Os interessados devem se inscrever previamente (ver o Mais Informações acima). Nas alas, os cães podem aprender os comandos básicos de obediência, tais como “junto”, “senta”, “deita”, “fica” e “vem”. Jackson Maciel, um dos integrantes do colegiado, diz que a AAC também quer promover a integração da categoria, ampliando a participação de mais adestradores neste grupo inicial. Nas sextas-feiras, eles sempre estão presentes nos encontros realizados no campo da Polícia Rodoviária Federal, a partir das 19 horas, na BR-116. Adestradores e criadores interessados podem estar presentes.

Mais informações: Jackson Maciel -  (85) 8564.4850
(85) 9686.2542

 

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Feira de Adoção de Cães e Gatos

Publicado em 02/05/2012 - 9:17 por | Comentar

O Grupo de Proteção Animal, Protetores Independentes, realiza nova Feira de Adoção de Cães e Gatos. Imperdível! Será no próximo sábado. Confira abaixo:

 

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Dr. Vet: cão com ferida nos testítulos

Publicado em 02/05/2012 - 7:14 por | Comentar

Na Coluna Dr. Vet de hoje, veterinário Paulo Barbosa tira dúvidas da criadora Doris Brocker (RS). O cão dela está com ferimentos nos testítulos. Esta coluna também é publicada toda terça-feira na Página de Bem-Estar Animal, Caderno Regional, do Diário do Nordeste. Confira abaixo:

“Li o texto sobre dermatite escrotal e é o que meu cão apresenta. Ao percebermos, já estava vermelho e ele lambia frequentemente. Também adquiriu bolinhas tipo feridinhas na boca. Neste fim de semana, estourou os testículos apresentando uma ferida aberta. Quais as providências que devo tomar? Tem algum medicamento que possa colocar para melhorar?”, pergunta a criadora Doris Brocker, de Três Coroas (RS).

Dr. Paulo Sérgio Barbosa é veterinário e professor da Favet-Uece

Paulo Sérgio Barbosa*: “Pelo que parece, a nossa coluna está atravessando fronteiras, demonstrando que a equipe do Dr. Vet, coordenada pelo professor e médico veterinário, Célio Pires Garcia e produtores, tem realizado um trabalho de qualidade. Mas, deixando de lado os agradecimentos, vamos à resposta da senhora, que deve estar preocupada com a situação em que seu animal se encontra.

Quando um animal lambe os testículos até abrir uma ferida, ele provavelmente apresenta um quadro de prurido (coceira) ou dor. A lambedura pode ser um ato reflexo de defesa. A princípio, o que parece é que seu animal deve ter tido contato com algum produto irritante como produtos para limpezas da casa ou canil, dentre outros, causando o que nós chamamos de dermatite de contato alérgica e irritativa.

Essa doença, na sua fase aguda, é caracterizada por eritema, edema, vesículas, levando a erosão ou ulceração. Esta característica clínica parece ser compatível com o que foi relatado no quadro acima. Quanto à lesão que ocorre na boca, é uma consequência secundária à lesão primária que se encontra no saco do testículos, e que provavelmente seja causada por uma bactéria oportunista que se instalou no processo inflamatório, causado pela lambedura constante do local.

Acho que o animal descrito no e-mail tenha idade acima de dois anos, porque as dermatites escrotais geralmente aparecem em cães com idade acima desta. Por isso, é bom lembrar que tumores testiculares fazem com que o animal apresente dor e comece a lamber os testículos, causando quadro similar a dermatite alérgica e irritativa. Existem possibilidade de outras patologias como as dermatites atópicas, reação adversa alimentar, sarna sarcóptica, demodicose ou demodiciose, dermatite por Malassezia, verminose, hiperandrogenia e adenite sebácea.

Sugiro que a senhora procure um médico veterinário o mais rápido possível para que ele faça uma avaliação clínica do seu animal e, através dos métodos de diagnóstico, ele possa chegar a um diagnóstico definitivo do quadro relatado e com isso instituir a terapia adequada. Espero que seu animal tenha apenas um quadro alérgico.

Professor Doutor da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790, ou ainda para o blog Bem-Estar Pet Fale conoscoNome

 

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Passeios de cães em grupos facilita exercícios educativos

Publicado em 01/05/2012 - 8:45 por | Comentar

Se você não tem tempo para passear com o seu cão, pode dispor de novo serviço com caminhadas em grupo

Jackson Maciel organiza grupos de cães para passeios. Ele é o Dr. Disciplina deste blog

Fortaleza. Caminhar em grupo torna os exercícios diários dos cães ainda mais educativo e agradável. Assim avalia o consultor em comportamento canino, Jackson Maciel, que organiza passeios de cães em grupos. A princípio, o serviço acontece na Capital, mas ele, que também é um dos coordenadores da Associação de Adestradores do Ceará (AAC), anuncia que pode levar o serviço às cidades do Interior, por meio de capacitações para profissionais interessados.

As caminhadas diárias em grupos de cães, segundo explica, facilita a socialização dos animais, combate o estresse e ensina os pets a se comportar na matilha, identificando o líder do grupo. No caso, o líder é o passeador e os cães, os liderados. “Isto facilita o aprendizado do cão no relacionamento com o seu dono”, afirma, destacando que muitos distúrbios de comportamento, tais como agressividade, ciúme, latidos excessivos, ansiedade e estresse acontecem porque o cão se coloca na posição de liderança e desafia o dono.

Jackson Maciel observa que os proprietários devem sempre lembrar da descendência dos cães, na cadeia evolutiva animal. Mesmo já adaptados à convivência doméstica, eles são descendentes dos lobos e se organizam por matilhas. Neste modelo, a estrutura é hierárquica, entre líderes e liderados. Na família humana, ele tende a se comportar como se estivesse numa matilha. Assim, o dono do cão precisa assumir a posição de líder e ensinar o cão a se colocar na postura de liderado. Do contrário, haverá distúrbios de comportamento e até casos de abandono do cão.

No passeio em grupo, Jackson Maciel ensina os cães a caminhar em ordem, em ritmo de marcha, para melhor aproveitamento do exercício físico. Até agora, já funciona um grupo com oito cães de diferentes tamanhos, raças, machos e fêmeas. O grupo caminha de 17 às 18 horas no calçadão da Av. Beira-Mar.

Jackson conta com o apoio da adestradora Kelly Oliveira. Eles pegam os cães em casa e o passeio é monitorado por GPS. Os dois adestradores têm o sistema Getrack, pelo qual o proprietário do cão sabe de todos os passos do animal, por onde andou, quanto tempo se exercitou ou ficou parado.

Economia

O roteiro é organizado em duas marchas de 20 minutos, com intervalos de cinco minutos para os cães brincarem. Eles também utilizam guias longas para este momento. Este primeiro grupo já está formado. Estão abertas inscrições para novos grupos, em outros horários. Segundo o adestrador, o serviço torna-se mais econômico do que se o proprietário fosse investir em passeios individuais.

Cães agressivos só podem participar dos passeios coletivos após trabalho prévio de socialização. Jackson Maciel explica que primeiro é dado o treinamento durante passeio individual, depois caminhada em dupla, em trio, até o cão se acostumar com o grupo. Os passeadores só aceitam animais com a saúde em dia, no que se refere à vacinação e controle de pulgas e carrapatos. Eles orientam que a alimentação deve ser feita, no mínimo, duas horas antes do passeio, e meia hora depois da caminhada.

“O passeio em grupo desestressa o cão, tornando-o mais calmo, tranquilo e mais aberto a obedecer o dono”, afirma ele. Também aponta que é uma medida de prevenção a possíveis distúrbios de comportamento, tão frequentes nos dias atuais.

Os passeadores querem organizar novos grupos em outras áreas da cidade, tais como a trilha ecológica do Parque do Coco. Eles já estão com uma dupla de cães neste roteiro, podendo ampliar o grupo para até oito animais, ficando quatro por cada adestrador.

Sobre a capacitação de profissionais no Interior, Jackson Maciel informa que os interessados podem agendar visitas. Ele irá até a cidade e poderá repassar a técnica de passeio coletivo por meio de palestra e também com aulas práticas. Os dois adestradores querem disseminar este novo serviço, como forma de ampliar o bem-estar dos cães.

Mais informações:

Passeio de cães em grupos
Inscrições abertas para novas turmas – Jackson Maciel
Telefones: (85) 8564.4850
(85) 9686.2542

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Coelhos são ótimos pets

Publicado em 25/04/2012 - 15:03 por | Comentar

Além do cachorro e do gato, existem outras espécies que se adaptam bem à criação no ambiente doméstico

 

Andressa e Geraldo: uma história de amor e amizade! FOTO: ANDRÉ ANTUNES

Fortaleza.  Andressa e Geraldo se conheceram numa festa de São João em junho do ano passado. Desde então, o amor amigo está cada vez maior. Os dois formam uma dupla inseparável. Porém, um detalhe: Andressa Vitória Barreto Antunes Andrade é uma garota de 13 anos e Geraldo, um coelho branquinho com pouco mais de um ano. Ela, apaixonada por bichos, poderia ser dona de um cão ou um gato. Mas a realidade lhe trouxe uma surpresa: um coelho como animal de estimação, ideal para o estilo de vida de sua família. Ele é dócil, limpo e silencioso.

Foi o pai de Andressa, André Antunes, quem comprou o animal, junto com mais outros dois exemplares para animar brincadeiras juninas no ano passado. Após a festa, Andressa logo mostrou interesse em ficar com um deles. Não deu outra. O pai aceitou e ainda escolheu o nome do novo amigo, em homenagem ao então jogador do Ceará, Geraldo. Hoje, o coelho é tratado como um membro da família. Tem uma casinha própria para dormir, alimentação adequada e cuidados básicos de higiene. Andressa conta que ele adora ficar ao seu lado no sofá, diante da televisão. Porém, quando quer comer, procura a dona da casa. Fica se enroscando nos pés da mãe da menina, Neide Antunes, indicando que está com fome.

Celson Nagai, gerente de produtos da Evialis Nutrição Animal

A tendência de criar coelhos como pets é confirmada pelo gerente de produtos da Evialis Nutrição Animal, Celson Eichi Nagai. “Eles são animais dóceis, tranquilos, limpos, ocupam pouco espaço e tempo para cuidar, não fazem barulho ou bagunça, são pequenos, fazem pouca sujeira”. São estas vantagens que Neide Andrade considerou ao aceitar Geraldo em casa.

Ela diz que a filha gostaria de ter um cão, o que se tornou inviável com a mudança da família para um apartamento. “O Geraldo é o animal de estimação ideal para nossa família. É super carinhoso, não faz barulho e é muito inteligente”, afirma, destacando que o coelho até já sabe onde fazer as necessidades fisiológicas. Sem ninguém ensinar, o ele escolheu um cantinho no banheiro da área de serviço.

Para Celson Nagai, o ambiente doméstico torna-se favorável à criação do coelho, desde que se respeite o tamanho adequado de gaiola, propicie um ambiente limpo e arejado, e não falte ração e água fresca. “Bem como a companhia, carinho e atenção”, destaca, mostrando que a espécie também gosta de interagir com os seres humanos.

Andressa, Geraldo, Alysson e Neide Antunes: o coelho é o pet ideal para a família FOTOS: GENILSON DE LIMA

Quanto a criar especificamente em apartamento, ele explica que não há incompatibilidade, observando os fatores já mencionados. Em relação à necessidade de convivência com outros exemplares da mesma espécie, a recomendação é positiva.

“O recomendado é que se crie mais de um animal. Desta forma, o coelho não se sentirá sozinho. É nítido ver a felicidade dos animais quando estão em grupo. Mas cuidado, coelhos machos tendem a disputar o território e as brigas ocorrem naturalmente. O ideal é que seja um casal, assim eles vivem pacificamente”, diz, porém adverte quando à criação com outras espécies animais. “Na natureza, os coelhos são a caça e cães e gatos são os predadores. Então, não se deve criar os animais juntos. Porém há exceções. Caso sejam criados desde pequenos juntos, eles podem conviver pacificamente. Mas depende de animal para animal”, afirma o veterinário.

Um dos grandes desafios de criar um bicho de estimação é como conciliar com os compromissos do cotidiano como trabalho e escola. Muitas vezes, o animal precisa ter resistência para ficar sozinho em casa. Mas nisto, o coelho também apresenta vantagens. “Os coelhos são “quase” independentes do homem. Precisamos apenas fornecer a ração de boa qualidade, a água limpa e fresca e manter a gaiola sempre limpa e higienizada”.

Andressa e Geraldo: homenagem ao então jogador do Ceará

Muitos pais tem dúvidas sobre a compatibilidade entre a espécie do pet e a criança. Mas no caso do coelho, a convivência é ideal. Nagai explica que dá certo desde que a criança respeite os limites do coelho. “Crianças geralmente querem abraçar, beijar e pegar os animais de qualquer maneira. Se não tomar cuidado ao manuseá-lo, as crianças podem se machucar. As patas traseiras dos coelhos são extremamente fortes. Ao se sentirem ameaçados ou desconfortáveis, os coelhos podem tentar escapar. Farão o movimento de pulo e se alguma parte do corpo estiver ao alcance das unhas e das patas, uma arranhada podem levar”, adverte.

Ele também explica que não há uma faixa etária ideal. Todos podem criar e devem ter acesso aos coelhos, desde que seja respeitado a zona de conforto do animal. Como toda espécie de bichos, os cuidados com a saúde e higiene devem estar em dia. “Os coelhos são animais resistentes por natureza. Os banhos são dispensados uma vez que eles já o fazem. Estão constantemente se limpando, lambendo os pelos. O melhor caminho para manter a saúde do animal é a prevenção”. Para isto, o ambiente deve estar limpo, arejado e desinfetado, para minimizar o aparecimento de doenças. Também recomenda-se ração de procedência e boa qualidade e água limpa. Na dieta, pode ser incluídos feno de alfafa e vegetais em geral, em pouca quantidade.

Mas quando o animal estiver amuado, com alguma inflamação ou alergia, diarreia, pêlos eriçados, deve-se consultar um médico veterinário.

MAIS INFORMAÇÕES: Evialis Nutrição Animal / SAC 0800.7041241

 

 

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