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09:55 · 20.02.2017 / atualizado às 09:55 · 20.02.2017 por

O Diário do Nordeste publica toda segunda-feira esta seção semanal Dr. Disciplina. Hoje, estamos iniciando com a participação do consultor canino Henrique Silva, da Adestramento e Comportamento Edukdog. A cada quinzena, ele reveza o Dr. Disciplina com o nosso também consultor Jackson Maciel.

Tira-dúvida #05: seu cão é destruidor de jardim? O que fazer?

Hoje vamos responder a pergunta do Ênio Lima de Sousa: “Tenho uma Labradora de 1,3 ano. Ela é muito obediente em algumas coisas, mas percebo que quando ela fica sozinha em casa, tende a destruir as plantas do jardim e qualquer outra coisa que mexa. Ela também pula muito nas visitas quando chegam em minha casa. Como faço para ela melhorar esse comportamento?”.

Dr. Disciplina: “Olá, amigo Ênio. Vamos lá às nossas dicas.  Vamos iniciar pela raça que você cria. Labrador é uma raça muito brincalhona e às vezes exagera nessas brincadeiras. Mas nada que uma boa rotina de atividades não possa resolver esses comportamentos. Primeiro vamos enriquecer o ambiente em que ela vive, com brinquedos apropriados e ossos, para ela ocupar a mente. Esses brinquedos podem ser aqueles em que podemos colocar petiscos e alimentação dentro. Na hora da refeição dela, pode usar aquelas bolas em que colocamos a ração dentro. Isso vai deixar a sua cadela bem concentrada nesse tipo de atividade. Ela brinca e, ao mesmo tempo, se alimenta, enquanto fica tentando tirar a ração de dentro do brinquedo. Nas lojas de pet shop tem essas bolas. Também você pode colocar ossos e outros brinquedos com petiscos. Essas atividades você pode ir revezando durante os dias, brinquedos com petiscos, com rações e os ossinhos. Isso vai ocupar bastante a atenção dela, e evitar que ela destrua as plantas. Vamos agora para outra dica: é importante ter uma rotina de passeios de 20 a 30 minutos todos os dias. Um passeio controlado e tranquilo, com ela lhe vendo como o líder da atividade. Você controla a caminhada. Em relação aos pulos nas visitas, você deve inicialmente treinar com ela os comandos “senta” ou “deita”. Toda vez em que ela obedecer, deve premiar com petiscos ou brinquedos. Essa premiação sempre vai ser jogada para longe de você. Assim ela vai buscar e aprender a se distanciar de você sob comando. Depois de alguns treinos, ela vai aprender a se manter distante para receber a recompensa. Este é o reforço positivo do adestramento. No começo, caso ela venha a pular, dê às costas para ela e ignore esse comportamento. Quando ela se afastar, você dá a recompensa. Daí ela vai entender que só ganhará o petisco ou brinquedo quando se afastar, obedecendo ao seu comando. Lembre-se: o bom comportamento deve ser premiado, recompensado. O mau comportamento deve ser corrigido. Depois que ela estiver entendendo bem esse aprendizado, você pode repetir os treinos na frente das visitas. Você vai ver que ela repetirá o bom comportamento aprendido. Nos casos de maiores dificuldades de aprendizado, o certo é procurar um profissional em comportamento canino. Boa sorte!”

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O que é o Dr. Disciplina?

A seção conta com a participação dos consultores em comportamento canino Jackson Maciel  e sua esposa Kátia Saraiva, sócios no trabalho de adestramento de cães e proprietários do Casa Hotel (pet service e hospedagem); e também de Henrique Silva, da Adestramento e Comportamento Edukdog. Toda segunda-feira, eles dão dicas e recomendações sobre o que fazer com cães com distúrbios de comportamentos, tais como:

  • latidos excessivos;
  • ataques caninos a móveis, calçados, roupas e demais objetos em casa;
  • ciúme ou possessividade em relação a algum membro da família, brinquedos, alimento ou móveis da casa;
  • auto-mutilação, lambendo patas ou mordendo a cauda até ferir;
  • mesmo sendo cães de companhia, se comportam como se fossem cães de guarda, atacando visitas;
  • entre outros distúrbios que comprometem uma convivência pacífica com a família
Henrique Silva, da Adestramento e Comportamento Edukdog

Vale destacar que as dicas são orientações gerais. Para casos mais graves de distúrbios de comportamento, tais como agressividade extrema, o correto é contratar um profissional especializado para um trabalho semanal ou, até mesmo, diário. Boa sorte!

TEM SUGESTÃO PARA ALGUM TEMA? OU DÚVIDA? Se você tem alguma dúvida sobre o comportamento canino, envie pergunta para este blog através do email dr.disciplina@gmail.com ou ainda pelo WhatsApp (85) 9 9996.9946.

09:36 · 13.02.2017 / atualizado às 09:36 · 13.02.2017 por

O Diário do Nordeste publica toda segunda-feira esta seção semanal Dr. Disciplina. 

Tira-dúvida #04: os cães brigam por ciúmes? O que fazer?

Hoje vamos responder a pergunta da Maria Aline da Silva Santos: “Tenho dois pets,  um Pequinês e outro Sem Raça Definida (SRD). O problema agora e que meu Pequinês deu pra avançar no outro. Acredito que seja por ciúmes e não sei o que fazer!”.

Dr. Disciplina: “Olá Maria Aline, tudo bem? Seu caso é muito comum quando temos mais de um cão. Este problema está relacionado à posse, que nós batizamos como ciúmes. O que você deve fazer é criar uma série de rotinas como, por exemplo, comida no horário certo, exercícios físicos e mentais e estabelecer uma hierarquia no grupo. O cãozinho mais velho deve ser o mais favorecido em todas as situações, como carinho e premiações. Já o outro deve aprender a respeitar esse momento, entendendo que na matilha você será a líder. Um bom exercício para evitar as brigas é sempre socializar a presença um do outro a situações positivas, assim o cachorrinho mais dominante irá ver o outro como algo extremamente importante para sobrevivência dele. Espero ter ajudado e sugiro sempre que procure ajuda de um profissional qualificado. Grande abraço!”.

O que é o Dr. Disciplina?

A seção conta com a participação do consultor em comportamento canino Jackson Maciel  e sua esposa Kátia Saraiva, sócios no trabalho de adestramento de cães e proprietários do Casa Hotel (pet service e hospedagem). Toda segunda-feira, eles dão dicas e recomendações sobre o que fazer com cães com distúrbios de comportamentos, tais como:

  • latidos excessivos;
  • ataques caninos a móveis, calçados, roupas e demais objetos em casa;
  • ciúme ou possessividade em relação a algum membro da família, brinquedos, alimento ou móveis da casa;
  • auto-mutilação, lambendo patas ou mordendo a cauda até ferir;
  • mesmo sendo cães de companhia, se comportam como se fossem cães de guarda, atacando visitas;
  • entre outros distúrbios que comprometem uma convivência pacífica com a família
Jackson Maciel é especializado em comportamento de cães
Jackson Maciel é especializado em comportamento de cães

Vale destacar que as dicas são orientações gerais. Para casos mais graves de distúrbios de comportamento, tais como agressividade extrema, o correto é contratar um profissional especializado para um trabalho semanal ou, até mesmo, diário. Boa sorte!

TEM SUGESTÃO PARA ALGUM TEMA? OU DÚVIDA? Se você tem alguma dúvida sobre o comportamento canino, envie pergunta para este blog através do email dr.disciplina@gmail.com ou ainda pelo WhatsApp (85) 9 9996.9946.

11:22 · 07.02.2017 / atualizado às 12:48 · 07.02.2017 por
Alexandre Rossi é especialista em comportamento animal, palestrante e apresentador de programas de TV e rádio brasileiros / Fotos: Divulgação

O especialista em comportamento Animal, Alexandre Rossi, nos concede esta entrevista exclusiva sobre Antrozoologia, a nova área da ciência que estuda a, cada vez mais crescente, interação entre seres humanos e animais. Ele também fala sobre o que chamo de “Fenômeno Pet” e outros assuntos de grande interesse para nós, apaixonados por peludinhos de quatro patas e por outros bichinhos de estimação. Confiram esta exclusiva!

Valéria Feitosa– Por que a criação desta nova área da Ciência, a Antrozoologia?

Alexandre Rossi – A Antrozoologia é a ciência que estuda a interação entre seres humanos e animais, com foco no vínculo que existe entre eles e suas consequências. Trata-se de um ramo que vem acompanhando justamente o fenômeno da vinculação afetiva cada vez maior dos seres humanos com os animais (especialmente os domésticos), e as influências e consequências que surgem dessa relação.

– Em que o fenômeno pet influencia nos estudos nessa área?

Com o crescimento das cidades e a diminuição do tamanho das residências, a convivência entre as pessoas e seus animais de estimação tem ficado cada vez mais próxima. Além disso, a configuração das famílias mudou e os animais de estimação estão sendo cada vez mais vistos como membros dessas famílias. E isso gera consequências fisiológicas e psicológicas tanto para os homens, quanto para os animais. Por isso os estudos que pretendem analisar as consequências desse vínculo têm avançado cada vez mais.

– Pelas suas viagens pelo mundo, como você avalia o Fenômeno Pet? (Chamo de Fenômeno Pet o crescimento mundial das famílias em convivência com um animal de estimação em seus lares, considerando-os como membros familiares, especialmente cães e gatos).

Que bacana você ter nomeado de “Fenômeno Pet”! É exatamente o que respondi na pergunta anterior. Pelo que pude verificar nos congressos e eventos que participei recentemente, há uma crescente preocupação com o bem-estar do animal de estimação. Por exemplo, no final do ano estive em um evento da Associação Americana de Veterinários Comportamentalistas, onde foram ministradas algumas palestras com o objetivo de provocar o menor estresse possível aos animais de estimação quando vão às clínicas veterinárias.

,Alexandre Rossi fundou a Cão Cidadão em 1998. Ele é formado em Zootecnia e cursa Medicina Veterinária

– Como a Antrozoologia pode auxiliar as pessoas a entenderem mais o comportamento animal?

Eu acredito que entender um pouco melhor as consequências desse vínculo homem-animal pode ajudar as pessoas a olharem para seus pets com outro foco, ou seja, entendê-los como uma espécie diferente da nossa, e procurar adequar a rotina e atividades às necessidades dele enquanto cão e gato, por exemplo.

– Com o Fenômeno Pet, as pessoas tendem a querer tratar os animais como humanos. Quais as consequências disto?

Do ponto de vista do ser humano, a ciência já sugeriu que há consequências boas ao tratar pets como bebês, pois temos uma necessidade natural de cuidar de algum outro ser. Mas, do ponto de vista do animal, esse tipo de tratamento pelo ser humano pode até levar a problemas de comportamento, já que as necessidades comportamentais dele são diferentes das de um bebê humano. O ideal é entender as necessidades do animal como espécie e cuidar dele com esse enfoque.

– Que conselhos você pode dar para que as famílias humanas tenham animais equilibrados e obedientes?

Entender quais são as necessidades comportamentais do animal como espécie (cão, gato, ave) e como indivíduo (mais energia, menos energia, etc), e procurar adequar a rotina e o ambiente com base nesses elementos. Além disso, adestrar com base em reforço positivo ajuda a criar um canal de comunicação muito eficaz entre humanos e animais.

Leia mais

Pets famosos da internet

Mais informações: Alexandre Rossi  / www.megafonecomrunicacao.com.br

21:18 · 31.01.2017 / atualizado às 21:22 · 31.01.2017 por

À Convite da Unilab e da Abrace – Uma Causa Animal, estarei nesta quarta-feira, 1, proferindo a palestra “Bem-Estar Animal e Guarda Responsável” no campus da universidade em Redenção (CE), de 12h30 às 14h. O evento integra programação do projeto de extensão “Ações educativas sobre zoonoses, controle das populações de animais e posse responsável na comunidade universitária da Unilab”, coordenado pela professora Anelise Costa Vasconcelos.

O Bem-Estar Animal e a Guarda Responsável serão abordados na palestra  Arte: João Marcos Feitosa Dias

A equipe de trabalho tem como vice-coordenadora a professora Juliana Jales de Hollanda, e colaboradoras, as professoras Edmara Costa Chaves e Ana Carolina Leite. Também conta com a participação das alunas  Ana Carolinna Correia Sales , Nádila Russo e Gabrielle Rodrigues.

O projeto objetiva realizar intervenções educativas junto à comunidade da Unilab do Ceará, sejam estudantes, servidores, professores, técnicos administrativos e terceirizados, sobre temas como zoonoses, posse responsável e controle da população de animais de estimação.

O crescente número de animais em situação de abandono é uma preocupação dos participantes do projeto, que buscam sensibilizar a comunidade acadêmica para medidas que possam resultar em ações positivas frente à problemática.

MAIS INFORMAÇÕES:  Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – Unilab do Ceará

 

10:35 · 30.01.2017 / atualizado às 10:35 · 30.01.2017 por

Captura de Tela 2017-01-16 às 12.34.09O Diário do Nordeste publica toda segunda-feira esta seção semanal Dr. Disciplina. 

Tira-dúvida #03: meu Labrador se lambe até ferir? O que fazer?

Hoje vamos responder à pergunta da internauta Daniele, que mora em São Gonçalo do Amarante (CE). Ela quer saber: “Li a matéria publicada no blog do Diário do Nordeste, e preciso da ajuda do Dr. Disciplina. Bom, tenho uma Labradora, de 8 meses e, recentemente, notei uma pequena ferida em uma de suas patas traseiras. Ao observar melhor, notei que ela rói e lambe sua pata até ferir. Como faço para ela parar de fazer isso?”

Dr. Disciplina: “Olá Daniele! Tudo bem? Este comportamento pode estar relacionado a vários problemas. Primeiro você deve levá-la ao médico veterinário para ver se não é nenhum problema de saúde. Após descartada essa hipótese, vamos aos problemas de comportamentos. Podemos relacionar este comportamento a alguns problemas entre eles: estresse, ansiedade ou tédio por falta de exercício físico e mental. Agora, vamos a algumas dicas de exercícios para serem feitos no intuito de resolver ou amenizar a ansiedade. Vamos lá! Para começar, você deve enriquecer o ambiente dela com brinquedos interativos. Pode fazer, por exemplo, cubinhos de gelo com pedaços de carne ou use petiscos para colocar dentro dos brinquedos para que ela tente tirar de dentro e se auto-premiar. Também você pode dar ossos para ela roer e passar o tempo. Essas técnicas ajudam a trabalhar a mente do seu cão. Não podemos deixar de fora também os exercícios físicos; passeios, pelo menos, por duas vezes ao dia que ajudam bastante a controlar a ansiedade e diminuem o estresse. Com essas dicas, tenho certeza que você vai conseguir reduzir bastante o nível de ansiedade da sua filha canina. Para um resultado mais eficaz, sugiro sempre o acompanhamento de um profissional. Abraço!”.

O que é o Dr. Disciplina?

A seção conta com a participação do consultor em comportamento canino Jackson Maciel  e sua esposa Kátia Saraiva, sócios no trabalho de adestramento de cães e proprietários do Casa Hotel (pet service e hospedagem). Toda segunda-feira, eles dão dicas e recomendações sobre o que fazer com cães com distúrbios de comportamentos, tais como:

  • latidos excessivos;
  • ataques caninos a móveis, calçados, roupas e demais objetos em casa;
  • ciúme ou possessividade em relação a algum membro da família, brinquedos, alimento ou móveis da casa;
  • auto-mutilação, lambendo patas ou mordendo a cauda até ferir;
  • mesmo sendo cães de companhia, se comportam como se fossem cães de guarda, atacando visitas;
  • entre outros distúrbios que comprometem uma convivência pacífica com a família
Jackson Maciel é especializado em comportamento de cães
Jackson Maciel é especializado em comportamento de cães

Vale destacar que as dicas são orientações gerais. Para casos mais graves de distúrbios de comportamento, tais como agressividade extrema, o correto é contratar um profissional especializado para um trabalho semanal ou, até mesmo, diário. Boa sorte!

TEM SUGESTÃO PARA ALGUM TEMA? OU DÚVIDA? Se você tem alguma dúvida sobre o comportamento canino, envie pergunta para este blog através do email dr.disciplina@gmail.com ou ainda pelo WhatsApp (85) 9 9996.9946.