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Aumenta a incidência de câncer em cães

Publicado em 30/10/2012 - 8:53 por | Comentar

Qualquer nódulo que surgir fora da anatomia normal do corpo do cão deve ser examinado por um médico veterinário

Veterinário Márcio Vasconcelos examina a poodle Kiara, da criadora Cida Lemos. O animal apresentou um nódulo na mama e está em tratamento FOTOS: Fabiane de Paula

Fortaleza. Com o aumento da expectativa de vida dos cães, há também uma maior incidência de enfermidades nas fases adulta e idosa dos animais. Entre estas doenças, preocupa o crescimento dos casos de câncer, conforme atesta o médico veterinário Márcio Vasconcelos, referência em Oncologia Veterinária no Ceará. Segundo ele, as ocorrências da doença em cães tornam-se comuns e com grande incidência do câncer de mama.
Ele diz que, de cada dez pacientes com câncer, seis são em mamas. Já as neoplasias cutâneas vêm em segundo lugar no registro da doença. Ele confirma que os cães de meia idade a idosos, na faixa etária de 6 a 7 anos até 12 anos, estão no grupo de risco. Porém, explica que a doença não apresenta predileção por sexo ou raça.
Mesmo assim, admite que algumas raças caninas apresentam maior predisposição. Por exemplo, as neoplasias mamárias têm sido mais comuns em cadelas de pequeno porte, como poodle, yorkshire e outras. Já cães de grande porte como dog alemão, fila e outros têm mais predisposição para neoplasias em tecidos ósseos. Já os tumores cutâneos são mais comuns de ocorrência em raças como boxer, labrador e golden. O veterinário faz questão de deixar claro que trata-se apenas de uma predisposição, não significando que tais raças, obrigatoriamente, vão apresentar a doença.
Sintomatologia
O veterinário alerta os criadores de cães para os sinais da doença. Com qualquer indício, o cão deve ser levado, imediatamente, para a consulta veterinária.

Cida Lemos e sua poodle Kiara

O primeiro sinal é o nódulo, ou o chamado “caroço”, que pode surgir em qualquer parte do corpo, fora da anatomia normal do animal. Outros sintomas são a fraqueza, a indisposição e a falta de apetite, acompanhadas de febre.
Todos esses sintomas foram observados pela criadora Cida Lemos, em sua poodle Kiara, de 12 anos. Há dois anos, a cadela apresentou um caroço numa das mamas, que foi crescendo. Atualmente, o nódulo já está em tamanho aproximado de um “limão grande”. Na última semana, ela iniciou o tratamento com Márcio Vasconcelos.
“Em 2012, quando ela apresentou o caroço, não foi diagnosticado câncer. Só agora. O veterinário anterior só tinha dado de dois a seis meses de vida para a Kiara, daí recomendou procurar o dr. Márcio Vasconcelos”, conta a dona de casa Cida.
Além do nódulo, a cadelinha também apresentou manchas na pele e muita dor ao longo do corpo. A poodle está usando um curativo na região afetada e um macacão cirúrgico para evitar ficar lambendo e coçando a mama. Está aguardando a cirurgia para retirada do nódulo.
Márcio Vasconcelos observa, entretanto, que nem todo nódulo é maligno. Uma vez identificado, o diagnóstico correto é fundamental para o sucesso do tratamento. Segundo ele, o aprimoramento da Medicina Veterinária favorece o diagnóstico precoce da doença, aumentando as chances de cura.
Os métodos de diagnóstico atuais são exames de citopatologia (análise das células); histopatologia (exame do tecido afetado); e exames de imagens (ultrassonografia, ressonância magnética e Raio X).
Após o diagnóstico, o tratamento consiste numa combinação de procedimentos. Entre eles, estão cirurgia, quimioterapia, radioterapia, criocirurgia, hormonioterapia e imunoterapia. Conforme Márcio, geralmente, são feitas mais de uma conduta terapêutica: cirurgia mais quimioterapia, ou cirurgia combinada com a radioterapia, entre outras associações. As chances de cura são altas, se o diagnóstico for precoce e o tratamento começar na fase inicial da doença, obedecendo as combinações terapêuticas.
Márcio Vasconcelos fala em cura ou controle da doença. Neste último caso, o cão tem melhor qualidade de vida e aumento da sobrevida por até um ano. “O importante é o criador saber que câncer não é sinônimo de eutanásia”, adverte o veterinário.

Márcio Vasconcelos examina a poodle Kiara, da criadora Cida Lemos

FIQUE POR DENTRO: O médico veterinário Márcio Vasconcelos, atualmente, está com 49 cães em tratamento de câncer. Destes, apenas dois estão internados. Segundo o veterinário, os números provam que, uma vez diagnosticada com antecedência e tratada na fase inicial, a doença tem altas chances de cura. Se for uma neoplasia mamária em fase inicial e sem metástase, casos curados chegam a 60%. Se for do tipo tumor venéreo transmissível (TVT), cerca de 100% dos cães podem ficar curados. O mesmo percentual é observado em casos de tumores de pele. O médico recomenda que o criador deve ficar atento aos sintomas da doença (nódulos, indisposição, febre e falta de apetite). Uma vez observados alguns deles, o animal deve ser levado imediatamente ao veterinário, para facilitar o diagnóstico precoce e o tratamento na fase inicial.

Mais informações:
Oncologia Veterinária
VetClinic – Márcio Vasconcelos
Avenida José Bastos, 6360
Jóquei Clube – Fortaleza
Telefone: (85) 3232.5108

 

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Procura-se cãozinho Marley

Publicado em 25/10/2012 - 9:39 por | Comentar

Atenção, amigos, vamos auxiliar esta criadora que está desesperada! Seu cãozinho Marley está perdido. Ela recompensa muito bem quem encontrar!

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Dr. Vet: Risco de cinomose em cadela

Publicado em 17/10/2012 - 7:09 por | Comentar

Na Coluna Dr. Vet desta semana, veterinário Paulo Sérgio Barbosa tira dúvidas da criadora Cilene Menezes sobre cadelinha idosa que passou mal e ela tem teme que seja cinomose. Confiram:

“Tenho uma cadela mestiça com 15 anos e que tem cardiomegalia, hipertensão e glaucoma, todos tratados. Ela se alimenta bem e é muito ativa ainda. Um dia, chegamos em casa a noite e ela tinha vomitado e estava cambaleando e com a cabeça caída. Lev ei-a ao veterinário e ele disse que era suspeita de intoxicação. .. lendo o seu artigo sobre cinomose, acha que devo descartar esta hipotese? Ela é vacinada”, pergunta a criadora Cilene Menezes.

Médico veterinário Paulo Sérgio Ferreira Barbosa, da Favet-Uece

Dr. Paulo Sérgio Barbosa: “A Probabilidade de cadela ter cinomose seria em torno de 0,01%. Isso porque clínica de pequenos não é uma ciência exata e seu veterinário, meu colega, não chegou a esse diagnóstico. Quanto a problema cardiovascular do seu animal, infelizmente, não sei o seu tamanho. Normalmente, cães de grande porte apresentam miocárdiopatia dilatada. Já cães de raças pequenas desenvolvem endocardiose. Seu animal é uma cadela geriátrica com uma cardiopatia grave, pelo menos é o que nos faz pensar, já que eu não estou vendo, o Raio X do tórax, nem tampouco o ecocardiodoppler e eletrocardiograma. Animais cardiopatas apresentam quadros, como o descrito no email (cansaço, fraqueza ao exercício, desmaios ocasionais, aumento da uréia e arritmia cardíaca.

Sem descartar a hipótese que seu animal tem 15 anos, provavelmente é um cão de pequeno porte, já que cães de médio e grande porte não costumam viver tantos anos assim, e me leva crer que ela deve ser portadora de endocardiose. Animais com endocardiose apresentam tosse frequente, que leva o animal a vomitar. Animais cardiopatas fazem uso de medicamentos que são administrados para a manutenção de uma vida com certo grau de qualidade. Medicamento como os digitálicos podem levar ao quadro descrito. Para isso, deve ser feito dosagem regulares desta droga no organismo dos animais que fazem uso desta prescrição, evitando sinais de intoxicação.

Outra situação, cães com idade superior a 12,5 anos costumam desenvolver a síndrome vestibular geriátrica, caracterizada por início súbito (geralmente aparecendo em menos de 2h) de sinais periféricos unilaterais. A inclinação da cabeça ocorre em direção ao lado afetado, e a ataxia e a queda podem ser severas o suficientes que o cão não anda nas primeiras 24 a 36 horas.

Cerca de 30% destes exibem náusea transitória, vômitos e anorexia. Geralmente o prognóstico para essa síndrome é muito bom e leva em torno de quatro semanas para a cura.

Não podemos descartar a hipótese de neoplasia (tumor), muito comum em cães geriátricos. O tumores podem ser de origem neurológica como neurofribroma e meningioma, ou por metástase de um tumor primário em outro órgão, por exemplo, adenocarcinoma mamário. O colega que atendeu seu animal chegou, após o exame clínico, a diagnosticar que seu animal apresentava um quadro de intoxicação. Maioria dos venenos utilizados na medicina veterinária levam a este quadro apresentado. Portanto, eu acredito neste diagnóstico. As explanações neste artigo são apenas de situações hipotéticas que acontecem com um cão geriátrico. Por isso, o animal deve ter um acompanhamento regular de um veterinário. O importante é fazer como a senhora fez, levou seu cão a um veterinário, proporcionando um atendimento de qualidade.

Paulo Sérgio Ferreira Barbosa*
Veterinário e professor da Faculdade de Veterinária-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br  ou (85) 3266.9790

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Animais em risco no Centro de Fortaleza

Publicado em 16/10/2012 - 9:57 por | Comentar

A presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), Geuza Leitão, faz denúncia grave no Facebook. Confiram:

Geuza Leitão, presidente da Uipa

“ALÔ CACHORREIROS E GATEIROS, MUITO GRAVE: No METROFOR, na Praça da Estação, bem como em muitos outros locais, vivem muitos cães e gatos, alimentados por pessoas de bom coração. Estão proibidos de serem alimentados e querem à qualquer custo se desfazer dos animais. Procuraram o CCZ de Fortaleza, que, em face da liminar, se negou a resgatar e sacrificar os animais. Muitos gatos apareceram mortos, provavelmente envenenados. Ontem, às 8 horas e 30 min. houve uma reunião para decidir o destino dos animais, tendo em vista que muitos cães continuam nas dependências do órgão. NECESSÁRIO UMA MEDIDA URGENTE. Recebi essa denúncia hoje, após haver chegado de viagem ontem às 20 horas. Pelo menos e-mails para o órgão, repudiando essa conduta, alertando sobre um processo, apoio da imprensa etc”.

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Cinomose preocupa criadores de cães

Publicado em 16/10/2012 - 6:50 por | 1 Comentário

Na página de Bem-Estar Animal do Diário do Nordeste, publicada toda terça-feira no Caderno Regional, trazemos hoje reportagem especial sobre cinomose com a médica veterinária Annice Cortez, da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece). Confira a matéria e o restante da entrevista, na íntegra, que fizemos com a veterinária.

Médica veterinária Annice Cortez, da Favet-Uece

Fortaleza. A cinomose é uma das doenças mais temidas pelos criadores de cães. As dúvidas sobre a enfermidade são frequentes nas perguntas enviadas para a Coluna Dr. Vet, publicada nesta página e reprisada no Blog Bem-Estar Pet. No blog, as respostas dos veterinários sobre a doença são as mais comentadas. A preocupação dos criadores não é em vão. A cinomose pode levar o animal à morte. Uma vez identificado um caso na criação, outros cães podem ser contaminados se não estiverem vacinados.
A médica veterinária Annice Cortez, professora da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), que participa com frequência da Dr. Vet, juntamente com o também professor Paulo Sérgio Ferreira Barbosa (ver coluna abaixo), confirma a preocupação dos criadores. “A cinomose provoca sinais clínicos neurológicos, como convulsões, ataxia, incoordenação motora, mioclonias, entre outros sinais. Com o tratamento adequado, os animais podem apresentar resposta clínica satisfatória e recuperação dos sinais clínicos. Entretanto, alguns pacientes não apresentam resposta imune eficiente para combater o vírus. A doença progride e estes animais podem vir à óbito”, adverte ela.
Segundo ela, a doença é frequente na região, com número elevado de casos, o que gera bastante dúvida por parte dos criadores. Ela explica que a morbidade da doença varia de 25 à 75%. Porém, o número de animais doentes em uma determinada população vai depender da idade dos animais, o tipo de cepa viral, a carga viral no ambiente, a imunidade do paciente, entre outros fatores.”A cinomose é uma doença canina de origem viral altamente transmissível, multissistêmica, que desencadeia sinais clínicos oftálmicos, respiratórios, tegumentares, digestivos e neurológicos, podendo levar o paciente ao óbito”, afirma.
A doença apresenta duas fases: aguda e crônica. Annice orienta que os animais em fase crônica frequentemente desencadeiam sintomatologia neurológica. Os sinais clínicos mais frequentes, ou seja, aqueles que podem ser observados tanto pelo criador como pelo veterinário durante a consulta, são conjuntivite, uveíte, secreção ocular, rinite purulenta, tosse, pneumonia, dispnéia, hiperqueratose de coxim plantar, pústulas abdominais, vômito, diarreia, anorexia, apatia, alteração de comportamento, incoordenação motora, ataxia, mioclonias e convulsões.
A veterinária explica que o tratamento deve ser sistêmico, de acordo com a sintomatologia apresentada pelo cão, além de imunoestimulantes. “O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por um médico veterinário que será capaz de avaliar se o animal está apresentando melhora clínica ou não”, diz ela.
Uma das principais preocupações dos criadores é quanto a eutanásia. Quando e se será necessário fazer o sacrifício humanitário para o animal parar de sofrer. Sobre isto, Annice avalia que o procedimento só é recomendado quando o animal perde a qualidade de vida, ou seja, nos casos onde os sinais neurológicos são severos e não há recuperação com o tratamento estipulado.
Para que isto não aconteça, nada melhor do que a prevenção.

Confira o restante da entrevista, na íntegra:
Valéria Feitosa – Como se prevenir em casos de animais comprados em feiras ou adotados em feiras?
Annice Cortez: O primeiro passo é não comprar animais em locais que não possuam um Médico Veterinário responsável. O segundo passo é somente adquirir animais já completamente vacinados, e com a carteira de vacinação preenchida e assinada também por Médico Veterinário, o que comprova que aquele procedimento foi realizado por um profissional capacitado e habilitado. Atualmente existe um exame de diagnóstico rápido que pode ser realizado ainda no local da venda, com o resultado de 10 a 15 minutos que comprova que o animal comprado ou adotado não é portador de cinomose.
VF – O que fazer no ambiente em que vive um animal doente, para não contaminar outros animais?
AC- No caso da cinomose canina, como o vírus é altamente transmissível, inclusive por aerossol e gotículas do ar, o indicado é que o animal seja completamente isolado, e encaminhado rapidamente para tratamento. O ambiente, comedouros, bebedouros, caminhas, tapetes e todos os objetos devem ser desinfetados ou até mesmo descartados. Os animais contactantes também devem ser avaliados por um Médico Veterinário, que poderá realizar um diagnóstico precoce dos contactante ou até mesmo inserir um tratamento preventivo. Se os contactantes já forem vacinados, o risco de adquirir a doença é reduzido.
VF – O animal, mesmo vacinado, pode pegar a doença?
AC – Se ele apresentar um imunossupressão por qualquer outra patologia no momento da vacinação e o seu sistema imune não for capaz de produzir anticorpos contra o vírus da cinomose, o animal permanecerá desprotegido. Desta forma, é importantíssimo que o animal seja vacinado unicamente por um Médico Veterinário, que poderá avaliar se o animal apresenta alguma doença antes de ser vacinado. .Cuidado com vacinação realizada por “práticos ou balconistas” em pet shop e com a conservação destes produtos dentro dos estabelecimentos. Uma má conservação do produto pode comprometer a sua qualidade e o animal não apresentar resposta vacinal adequada. Além disso, a vacinação deve ser realizada anualmente. É bastante comum um animal com a vacina atrasada há 2 ou 3 anos contrair a virose.
VF – O que fazer se o dono suspeitar que o animal está com cinomose?
AC – Levar imediatamente à um Médico Veterinário.
VF – Mesmo sem levar ao veterinário, o dono pode saber se o animal está com a cinomose?
AC – Não. Existem diversas outras patologia que apresentam sinais clínicos semelhantes e é impossível o diagnóstico ser realizado por uma pessoa sem o conhecimento técnico da doença. Somente o Médico Veterinário é capaz de diagnosticar corretamente a doença
VF – Muitos criadores querem, por email (ou pelo Blog Bem-Estar Pet), alguma orientação sobre cinomose, isto é possível?
AC – Não podemos fazer o diagnóstico de nenhuma patologia sem examinar o animal. Podemos dar dicas de prevenção, mas o exame clínico do paciente por um profissional Médico Veterinário é fundamental.
VF – Muitos donos querem tratamentos alternativos para a cinomose, existe algum?
AC – Sim, alguns profissionais indicam a acupuntura, hidroterapia ou homeopatia para pacientes com Cinomose, como tratamento adicional ao medicamentoso, com resultados satisfatórios.
VF – E sobre a alimentação do animal doente, tem que mudar?
AC – Sim. Animais que comem ração de boa qualidade apresentam uma maior produção de anticorpos e resposta mais rápida ao tratamento. Existem no mercado veterinário, rações terapêuticas que auxiliam na recuperação destes pacientes.
VF – O animal em tratamento pode levar uma vida normal?
AC – O animal em tratamento deve ter uma atenção mais cuidadosa do proprietário devido a grande quantidade de medicações do tratamento. Devem permanecer em locais abrigados do sol e da chuva. Devem ficar isolados de outros animais, com água à vontade e com acesso à uma boa ração. Animais que apresentam quadro neurológico e não conseguem se locomover devem permanecer em colchão para evitar feridas de decúbito
VF – Quando há cura para a doença?
AC – Quando o animal apresenta produção de anticorpos para neutralizar a infecção viral, havendo recuperação completa dos sinais clínicos. Entretanto, alguns sinais neurológicos como as mioclonias ou as convulsões podem permanecer como sequela. Mas cada caso é um caso, e o resultado vai depender da resposta imune de cada paciente e o grau de evolução da patologia.

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Cão em tratamento de câncer precisa de um novo lar

Publicado em 11/10/2012 - 9:54 por | 1 Comentário

A Ligia Oliveira precisa de apoio numa ação solidária que faz em benefício de um cão abandonado. Ela socorreu o bichinho e está acompanhando no tratamento de câncer. Porém, ele precisa de um novo lar. Vejam o que ela comunica:

“Boa Noite Valeria, segue em anexo as fotos do Max, o cachorro que está em tratamento do câncer. Essas fotos foi antes dele iniciar o tratamento. Hoje ele está bem melhor. Como eu havia dito, precisamos arrumar um adoção pra ele pois onde ele fica em lar temporário a mulher lhe mal trata, vende a ração que eu dou e coloca comida de panela pra ele, tanto que ele pegou uma micose na pele devido à imunidade baixa (por causa da quimio) e a comida de panela. Ela reclama do cachorro o tempo todo. Mas tem o rapaz que cuida dele, leva ele pra passear todos os dias, dá banho, limpa o local onde ele fica, tudo pra ela não reclamar. Ele praticamente só fica lá, pra não ficar na rua. Antes, ele recebia doação em dinheiro pro tratamento dele, mas ela nunca fez, ela gastava o dinheiro com outra coisa menos com o Max, por isso o câncer avançou e as pessoas ficaram sabendo e passaram a não dar mais dinheiro. Então sou eu que pago todas as despesas dele. Não tenho ajuda de ninguém e cada aplicação dele é R$ 150,00 e ele já vai pra 8º sessão. A ajuda que vier vai ser bem vinda.
Meu tel de contato, 85 87672498 ou 97298252″, conta Lígia Oliviera.

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Dr. Vet: Como socializar gatos em casa

Publicado em 09/10/2012 - 7:45 por | 3 Comentários

Nesta semana, o Dr. Vet é o veterinário Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário. Vejam o que ele recomenda para socializar gatos em casa.

Franco e Mimi moram em apartamento e vão se mudar para o sítio

“Tenho quatro gatos no apartamento (um macho e três fêmeas) que terão que se mudar para a casa no sítio, onde já moram mais quatro gatos (uma fêmea e três machos). Todos castrados. Como fazer a socialização do grupo?”, pergunta a criadora Ana Dias.

Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário

Márcio Araújo*: “A agressão entre felinos durante a introdução de um novo integrante pode ter uma variedade de motivos, dentre elas a territorial. Como os seus gatos já têm mais de um ano, a socialização fica um pouco mais complexa para acontecer. O ideal é que seja feito um trabalho consistente de socialização quando os animais ainda são jovens, antes que eles cheguem à fase de puberdade. Uma vez perdida esta fase, com a chegada da maturidade sexual, os trabalhos de socialização a serem feitos são “remediáveis” e podem não atingir todo o potencial que conseguiriam se feitos no período correto.

Destacamos algumas medidas que podem ajudá-la no processo de introdução de um novo membro. Os quais são:

1) Castração do(s) antigo(s), e também do(s) novo(s) gato(s), o que poderá ajudar na diminuição da agressividade, bem como na diminuição da demarcação de território. Medida esta já realizada, ótimo.

2) Bandejas sanitárias, comedouros e bebedouros: Quanto às bandejas sanitárias é indicado que tenha no mínimo uma por animal, mas pode, durante o processo crítico da adaptação, disponibilizar maior quantidade de forma a proporcionar que os animais tenham acesso às mesmas. O mesmo se aplica aos comedouros e bebedouros, que devem estar em locais de fácil acesso, sendo um por local, podendo usufruir de locais suspensos onde possibilite o acesso a um gato por vez. Distribua-os nos locais preferidos de cada animal, evitando assim disputas.

3) Ambientes de lazer com artifícios de descontração e exercícios para seus gatos. Invista em enriquecimento ambiental (arranhadores, brinquedos, locais suspensos para um só gato), e exercite o gato agressor de forma a baixar a energia do mesmo, possibilitando assim permanecer mais calmo.

4) Rotação de cômodos para melhor ambientação entre eles. Esta medida consiste em trocar os gatos de local, fazendo um “tour” com todos os gatos dentro dos diversos ambientes existentes em sua propriedade. Por exemplo: se nos momentos em que os mantém separados, utilize um cômodo da casa para confinar um, depois confine o outro no mesmo local. De forma a possibilitar que os gatos familiarizem-se com o cheiro um do outro.

Mimi e Chiquinha precisam se socializar com os "irmãozinhos" que moram no sítio

O mesmo se dá com os panos, e caminhas utilizadas no manejo de rotação.

Lembre-se com Atenção!: A introdução do(s) novo(s) membro(s) deve ser gradual e intercalada, com períodos de segregação, período este que pode durar de quatro a 12 semanas.

Tudo isto, aliado ao controle do ambiente, enriquecimento ambiental, o contra-condicionamento (animal se nega aos meios e artifícios de socialização) e a dessensibilização (significa fazer associações positivas para algo que é desagradável ao animal, sempre respeitando seu limite). Todos esses fatores também são muito importantes. Em se tratando de casos mais complexos é fundamenta o criador procurar a ajuda profissional de um especialista em comportamento animal que utilize técnicas positivas de socialização”.

Márcio Araújo*
*Médico Veterinário formado pela Favet-Uece e proprietário do Pronto Socorro Veterinária. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br  ou (85) 3266.9790, ou ainda para o blog Bem-Estar Pet

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Como são os pensamentos e as emoções nos animais

Publicado em 09/10/2012 - 7:30 por | 1 Comentário

Assim como os seres humanos, os animais sofrem, se alegram e também querem ter a vida preservada

Professora da USP e Médica Veterinária, Irvênia Prada, é autoridade mundial em Neuroanatomia Animal

Fortaleza. “Temos que rever todas as nossas atitudes em relação aos animais”, afirma a médica veterinária Irvênia Prada, professora catedrática da Universidade de São Paulo (USP). Ela é autoridade mundial na comunidade científica sobre Neuroanatomia animal. É também uma respeitada investigadora sobre a interação mente-cérebro dos bichos. Tem vários livros e estudos científicos já publicados.

Durante o 20º Enese, Irvênia Prada proferiu palestra sobre “Educação dos sentimentos” e a questão da violência nas pessoas. Ela é autoridade mundial na comunidade científica sobre Neuroanatomia Animal FOTO: INSTITUTO DE CULTURA ESPÍRITA

Esteve, recentemente, em Fortaleza participando de evento promovido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, e também do 20º Encontro de Estudos Espíritas (20º Enese), uma vez que também é estudiosa desta doutrina. Para Irvênia, os estudos vêm mostrando, com evidências bastante aceitáveis, que os animais têm uma estrutura cerebral compatível com a exteriorização da consciência, com capacidade para resolver problemas, associação de ideias, memórias.

Pesquisadora Irvênia Prada defende o paradigma biocêntrico

“O próprio estudo do cérebro, que é muito bem organizado nos mamíferos e também nas aves, nos dá indícios de que os animais são seres sencientes, ou seja, que têm todas as características compatíveis com o que a gente chama de funções cognitivas”.

Ela observa que as sociedades se formaram sobre um modelo completamente antropocêntri-co, ou seja, que objetiva apenas o bem-estar do ser humano. Este modelo se pauta pela exploração dos animais para benefício das próprias pessoas.

“Por esta visão, os animais são considerados coisas. Desde, a época de Descartes, o grande filósofo do século XVII, tem-se essa ideia de que os animais são máquinas automatizadas, sem sensibilidade. Então considerar que eles são coisas, serviu muito bem ao modelo antropocêntrico porque, assim, o homem usa os animais sem culpa nenhuma, utilizando e descartando, como é feito até hoje”, afirma a professora.

Na palestra que fez para os veterinários, ela destacou a exigência de revisão deste paradigma. Segundo observa, atualmente, cresce o número de pessoas que não aceitam mais este modelo, considerado “indigno” e “mesquinho”. Após a palestra, Irvênia recebeu muitos comentários de veterinários sobre a importância de considerar o novo modelo, ainda desconhecido por muitos profissionais de diferentes áreas do conhecimento.

“Por que visar só ao nosso bem-estar e não o dos animais que também sofrem? Também precisamos cuidar das plantas, da qualidade da água, do ar, enfim, de todo o planeta. Nós temos que abrir os nossos horizontes e cuidar de tudo e não apenas dos seres humanos. A partir de agora, temos que aceitar essas mudanças e prestar atenção que os animais sofrem, têm direito à própria vida, e que não são simples coisas descartáveis”, defende a pesquisadora.

Em substituição ao antropocentrismo, ela aponta o paradigma biocêntrico ou ecocêntrico, pelo qual todas as formas de vida merecem ser preservadas com respeito e sustentabilidade. “Este novo modelo busca o bem-estar do ser humano, mas também dos animais, das plantas, da qualidade da água, do ar, enfim, de todo o planeta que é a nossa casa. Se todos moramos aqui, nada melhor do que termos uma relação harmônica, de paz e felicidade com toda a natureza”. Além de professora universitária, Irvênia também é assessora técnica do Fórum de Proteção e Defesa Animal de São Paulo, instituição que congrega mais de 100 entidades protetoras de animais. Nesta função, ela dá pareceres para verificar se há ou não maus-tratos aos bichos. Já avaliou casos de rodeios, vaquejadas, entre outras situações de entretenimento para as pessoas, mas de muito sofrimento para os animais, conseguindo intervenção do Ministério Público e proibição de práticas abusivas.

“Já tem muita gente preocupada, vendo que os animais estão sofrendo. Precisamos contaminar todo mundo com este pensamento. É difícil mas, só através da informação, é que vamos conseguir fazer com que as pessoas olhem para os animais com nova postura”, defende ela.

No 20º Enese, a pesquisadora abordou dois temas: “Educação dos Sentimentos” e “A violência é inata no ser humano?”. O organizador do evento, Francisco Cajazeiras, também presidente do Instituto de Cultura Espírita do Ceará (ICE-CE) e da Associação Médico-Espírita do Ceará (AME-CE), diz que convidou Irvênia em reconhecimento à conceituada palestrante.

“Ela tem ótimos recursos de comunicação e conhecimentos geral e específico. É política do nosso evento apresentar novos palestrantes de qualidade para o público do movimento espírita cearense”, afirma ele.

Entre os livros de destaque da pesquisadora para o grande público estão “A questão espiritual do animais” e “A Alma dos Animais”, este último com edição esgotada, mas já está sendo considerada a possibilidade de reedição atualizada da publicação.

Blog Bem-Estar Pet

Para ler mais sobre animais de estimação confira
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VALÉRIA FEITOSA
EDITORA

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II Animal Fest reunirá protetores voluntários

Publicado em 02/10/2012 - 6:58 por | 4 Comentários

Shows, palestras, exposição e distribuição de brindes estão na programação especial para os voluntários

Ana Patrícia Gaspar, da Novelo de Lã, realiza ação voluntária em benefício dos gatos abandonados. Ela é uma das organizadoras do evento FOTOS: JL Rosas

Fortaleza. Um evento educativo e de confraternização destinado especialmente para os protetores de animais. Assim será o II Animal Fest que, neste ano, acontecerá no Lago Jacarey, na próxima sexta-feira, a partir das 18 horas. Nesta edição, seis grupos de voluntários se unem na promoção, que contará com palestras, shows e exposição de produtos para animais domésticos por parte das empresas apoiadoras.

Renata Machado, do GPA, também está na organização

Estão à frente do evento as ONGs e grupos voluntários Novelo de Lã, Grupo de Proteção Animal (GPA), Protetores Independentes de Fortaleza, Associação Protetora dos Animais para tratamento e Adoção (Apata), Grupo de Apoio Bem-Estar Animal (Gaba) e Voluntários Independentes de Proteção Animal (Vipa). A data também marcará a comemoração pelo santo protetor dos “pequenos irmãos”, São Francisco, e o Dia Mundial dos Animais.
Uma das coordenadoras do festival, Ana Patrícia Gaspar, da Novelo de Lã, explica que a meta da promoção é proporcionar aos protetores de animais momentos de confraternização, alegria e, até mesmo, um descanso para o dia a dia de muitos deles, marcado por sofrimento e estresse.
Ela diz que são poucos os voluntários dispostos a amparar, especialmente, cães e gatos abandonados pelas ruas de Fortaleza, em número cada vez mais crescente. É muito trabalho para poucos voluntários.
Daí a realização deste evento para unir a categoria e renovar as forças para o trabalho. O tema da promoção é “Unidos podemos mais”.
Para tornar a promoção ainda mais acessível ao clima de confraternização e troca de experiências, não haverá feira de adoção de animais nem exposição de nenhum tipo. Somente o adestrador Gerfysson Dantas estará apresentando um show de obediência com sua cadelinha “Nina”. Ele também dar explicações de como educar os cães para a boa convivência entre eles e os seres humanos, garantindo o respeito às necessidades do animal, por meio da guarda responsável.

Os Protetores Independentes de Fortaleza também estão entre os organizadores

Sem fins lucrativos, toda a renda gerada pela venda de produtos será revertida para o trabalho dos grupos. Um kit oficial do Animal Fest, formado por camisa, com estampas de cães e gatos, e ecobag é o produto principal das vendas. Mas cada entidade também disponibilizará produtos específicos como camisas com suas logomarcas, chaveiros, bonés, para formar renda para a ação voluntária.
Como parte da programação, a jornalista Valéria Feitosa, editora do Regional, da Página de Bem-Estar Animal e do Blog Bem-Estar Pet, deste jornal, estará falando sobre o tema. Da mesma forma, a veterinária Rosana Pantoja de Miranda participará de conversa com perguntas e respostas sobre castração, benefícios da convivência com animais e os cuidados com saúde para a posse responsável.
Na agenda cultural, haverá shows com o cantor Davi Duarte, Roberta Lima e Banda Uêstop. Entre as empresas apoiadoras do evento estão a Guabi, Avipec, Royal Canin, Mercadinhos São Luiz, Laforvet, Veter, CNA, RBL, e Galleria Di Pane. Algumas delas vão expor produtos de suas marcas como rações, cosméticos, medicamentos, com distribuição de brindes.
Também na organização do evento, Renata Machado, do GPA, observa que os protetores voluntários têm muitos desafios a vencer. Um deles é enfrentar a “cobrança” da sociedade. “A população acha que os protetores têm a obrigação de amparar todos os animais abandonados”, afirma, observando que, diariamente, os grupos esrebem uma média de 15 pedidos de socorro para resgate de animais, por telefone, emails e redes sociais.
As demandas maiores são para socorrer animais vítimas de maus-tratos, atropelamentos, cadelas ou gatas com filhotes, so somente filhotes órfãos recém-nascidos ainda com os cordões umbilicais.
Ana Patrícia e Renata apontam que as redes sociais, principalmente o Facebook, têm sido grandes aliadas no socorro de emergência. “O abandono é maior quando os animais começam a reproduzir”, afirma Ana Patrícia.

Mais informações: II Animal Fest
Sexta-feira, dia 5 de outubro
Lago Jacarey – Fortaleza
De 18 às 23h, aberto ao público
(85) 8874.9494/ 9668.4868

 

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Dr. Vet: como se desenvolve a cinomose

Publicado em 01/10/2012 - 13:59 por | 4 Comentários

Na Coluna Dr. Vet desta semana, médico veterinário Paulo Sérgio Barbosa, da Favet-Uece, responde dúvidas da criadora Catarina de Araújo. Confiram:

“Estou tratando minha cachorrinha que está com cinomose, com eritromicina durante 20 dias, dipirona para febre e umas vitaminas, conforme receitou o veterinário. O antibiótico já acabou, e às vezes, ela tem febre. Também dou o soro Soroglobulin, durante três semanas, uma por semana. Fui advertida que se o vírus da cinomose estiver afetado o sistema nervoso dela, ela pode ficar com sequelas como tiques nervosos. Notei que ela está batendo os dentes como se estivesse com frio, mas só às vezes. Já dei duas doses do soro … é normal ela estar tão magrinha, com quanto tempo vai fazer efeito do soro e quais são os sinais de melhora”, pergunta a criadora Catarina de Araújo Vieira.

Dr. Paulo Sérgio Barbosa, da Favet-Uece

Dr. Paulo Sérgio Barbosa*: “Antes de falar da eficiência ou não do soroglobulin, precisamos descrever como a cinomose acontece dentro do organismo do animal. Após entrar em seus hospedeiros pela via oral ou nasal, o VCC inicia sua replicação (multiplicação)nos tecidos linfóides. No segundo dia pós-infecção há um aumento no número de linfócitos e células reticulares infectadas. Em seguida, o vírus se distribui pelos linfonodos mediastinais e mesentéricos, baço, fígado e tecidos linfóides do trato gastrointestinal (três a quatro dias). Uma viremia na primeira semana pós-infecção coincide com a proliferação viral nos órgãos linfóides associada à leucopenia por linfopenia.
No quinto e sexto dia, o vírus se espalha para o pulmão e lâmina própria da nasofaringe e mucosa conjuntival. Uma segunda viremia, com vírus associado à célula e fase plasmática pode ocorrer entre o oitavo ao décimo quarto dia, sendo que algumas vezes podem ser observadas até o 24º dia. O estágio virêmico pode durar até seis semanas. Durante o período de viremia, o curso da infecção e a severidade dos sinais clínicos variam em consequência da virulência, idade e estado imune do animal. Se os cães desenvolverem uma forte resposta imune, podem se recuperar da infecção, e o vírus desaparece dos tecidos dentro de dez a 14 dias.
Entretanto, àqueles que produzem níveis de anticorpos insuficientes, o vírus permanece nos tecidos linfóides e continua a sua dispersão para pele, glândulas, trato respiratório e reprodutivo. A ausência de uma resposta imune na fase inicial da infecção leva a um quadro fatal: a invasão do vírus no sistema nervoso central (SNC) ocorre com mais de 15 dias após a infecção. A encefalite é uma causa comum de morte em animais acometido por cinomose.
Isso acontece em decorrência da persistência viral neste sistema, que é multifocal e dependente de propriedades do hospedeiro e do vírus. A persistência do vírus pode induzir uma encefalite tardia ou a hiperqueratose dos coxins plantares (o que está acontecendo com o animal descrito no email), pelo qual o vírus fica restrito aos neurônios e substância branca do encéfalo e células epidérmicas. Animais com hiperqueratose nasal ou digital, usualmente, também apresentam complicações neurológicas, isso porque o SNC e os queratinócitos são infectados na segunda viremia. Quando se usa o soroglobulin (solução concentrada e purificada de imunoglobulinas) na tentativa de que se o vírus não estiver chegado ao sistema nervoso, seja combatido pelo sistema imune do animal, e esse não venha apresentar a encefalite tardia. Entretanto se o animal estiver com vírus da cinomose esse sintomas aparecem rapidamente. Infelizmente,  a senhora foi alertada para isso, o seu animal apresenta quadro clássico desta fase e o prognóstico é reservado, lembrando que a vacina é o melhor caminho para se evitar a cinomose”.
* Médico e professor da Favet-Uece. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Perguntas podem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790

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