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Dr. Vet: como se desenvolve a cinomose

Publicado em 01/10/2012 - 13:59 por | 4 Comentários

Na Coluna Dr. Vet desta semana, médico veterinário Paulo Sérgio Barbosa, da Favet-Uece, responde dúvidas da criadora Catarina de Araújo. Confiram:

“Estou tratando minha cachorrinha que está com cinomose, com eritromicina durante 20 dias, dipirona para febre e umas vitaminas, conforme receitou o veterinário. O antibiótico já acabou, e às vezes, ela tem febre. Também dou o soro Soroglobulin, durante três semanas, uma por semana. Fui advertida que se o vírus da cinomose estiver afetado o sistema nervoso dela, ela pode ficar com sequelas como tiques nervosos. Notei que ela está batendo os dentes como se estivesse com frio, mas só às vezes. Já dei duas doses do soro … é normal ela estar tão magrinha, com quanto tempo vai fazer efeito do soro e quais são os sinais de melhora”, pergunta a criadora Catarina de Araújo Vieira.

Dr. Paulo Sérgio Barbosa, da Favet-Uece

Dr. Paulo Sérgio Barbosa*: “Antes de falar da eficiência ou não do soroglobulin, precisamos descrever como a cinomose acontece dentro do organismo do animal. Após entrar em seus hospedeiros pela via oral ou nasal, o VCC inicia sua replicação (multiplicação)nos tecidos linfóides. No segundo dia pós-infecção há um aumento no número de linfócitos e células reticulares infectadas. Em seguida, o vírus se distribui pelos linfonodos mediastinais e mesentéricos, baço, fígado e tecidos linfóides do trato gastrointestinal (três a quatro dias). Uma viremia na primeira semana pós-infecção coincide com a proliferação viral nos órgãos linfóides associada à leucopenia por linfopenia.
No quinto e sexto dia, o vírus se espalha para o pulmão e lâmina própria da nasofaringe e mucosa conjuntival. Uma segunda viremia, com vírus associado à célula e fase plasmática pode ocorrer entre o oitavo ao décimo quarto dia, sendo que algumas vezes podem ser observadas até o 24º dia. O estágio virêmico pode durar até seis semanas. Durante o período de viremia, o curso da infecção e a severidade dos sinais clínicos variam em consequência da virulência, idade e estado imune do animal. Se os cães desenvolverem uma forte resposta imune, podem se recuperar da infecção, e o vírus desaparece dos tecidos dentro de dez a 14 dias.
Entretanto, àqueles que produzem níveis de anticorpos insuficientes, o vírus permanece nos tecidos linfóides e continua a sua dispersão para pele, glândulas, trato respiratório e reprodutivo. A ausência de uma resposta imune na fase inicial da infecção leva a um quadro fatal: a invasão do vírus no sistema nervoso central (SNC) ocorre com mais de 15 dias após a infecção. A encefalite é uma causa comum de morte em animais acometido por cinomose.
Isso acontece em decorrência da persistência viral neste sistema, que é multifocal e dependente de propriedades do hospedeiro e do vírus. A persistência do vírus pode induzir uma encefalite tardia ou a hiperqueratose dos coxins plantares (o que está acontecendo com o animal descrito no email), pelo qual o vírus fica restrito aos neurônios e substância branca do encéfalo e células epidérmicas. Animais com hiperqueratose nasal ou digital, usualmente, também apresentam complicações neurológicas, isso porque o SNC e os queratinócitos são infectados na segunda viremia. Quando se usa o soroglobulin (solução concentrada e purificada de imunoglobulinas) na tentativa de que se o vírus não estiver chegado ao sistema nervoso, seja combatido pelo sistema imune do animal, e esse não venha apresentar a encefalite tardia. Entretanto se o animal estiver com vírus da cinomose esse sintomas aparecem rapidamente. Infelizmente,  a senhora foi alertada para isso, o seu animal apresenta quadro clássico desta fase e o prognóstico é reservado, lembrando que a vacina é o melhor caminho para se evitar a cinomose”.
* Médico e professor da Favet-Uece. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Perguntas podem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790

Dr. Disciplina: O que fazer com um Fox Paulistinha ciumento?

Publicado em 28/09/2012 - 9:16 por | 2 Comentários

Veja o que o Dr. Disciplina, Jackson Maciel, recomenda para um Fox Paulistinha ciumento. Será que seu fofinho peludo não sofre do mesmo problema?!? Confira:

Foto meramente ilustrativa para você relembrar a raça

“Eu tenho um Fox Paulistinha macho, ele tem 1 ano.  De uns tempos para cá, ele está com um ciúme altamente exagerado da minha mãe. Principalmente quando meu pai chega perto dela. Ele avança para morder mesmo.
Mas quando minha mãe não está em casa, ele fica bem dócil com meu pai.
Não consigo entender o que acontece!  O que posso fazer para contornar essa situação?”, pergunta a criadora  Dany.

Jackson Maciel durante passeios coletivos com cães: uma forma de socializar e reduzir o comportamento ciumento

Dr. Disciplina, Jackson Maciel: “Oi Dany, seu problema é muito comum quando o criador não reconhece os sinais de dominância e proteção de um membro da família. No caso,  a sua mãe. Vamos aos exercícios. A partir deste momento, temos de fazer uma associação positiva com seu pai. Ele deve, sempre que possível, colocar a comida, antes pedindo para ele executar uma pequena tarefa, seja olhar para ele ou sentar ou deitar. Só assim receberá seu prêmio: a comida. Outro exercício vai ser feito pela sua mãe. Quando ela começar  a ficar agressiva, sua mãe vai disciplinando e reclamando e sinalizando com um jato de spray de água ou um barulho de uma garrafa pet com pedrinhas para tirar o foco dele do comportamento  indesejado, assim ele vai parar e olhar para sua mãe. Só então ele deve ser premiado se ficar sem latidos ou agressividade. Quando não latir mais, deve ser premiado com petisco para fazer a associação positiva. Às vezes, ele deve estar de guia e coleira para evitar que corra e fique tentando agredir seu pai. Se for no sofá, deve descer e perder a regalia de ficar no sofá. Se for na cama, a mesma coisa .Veja se ele gosta muito de um brinquedo. Se gostar, quando seu pai se aproximar de sua mãe, ela deve tirar o foco com o brinquedo e dar para ele brincar. Grande abraço e boa sorte”.

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WSPA capacita em Bem-Estar Animal professores da Favet-Uece

Publicado em 25/09/2012 - 9:08 por | Comentar

Professores da Favet-Uece participaram do workshop promovido pela WSPA/ FOTOS: VIVIANE PINHEIRO

Fortaleza. Mais de 60% das Faculdades de Medicina Veterinária e Zootecnia no Brasil já oferecem o ensino do Bem-Estar Animal (BEA) como disciplina obrigatória ou optativa em seus currículos. A tendência é de aumentar esse percentual, considerando que esta nova ciência vem se consolidando como essencial na formação dos profissionais.

O conceito decorre das comprovações científicas sobre a capacidade de senciência dos animais, especialmente os mamíferos. Assim como os seres humanos, eles têm sentimentos de dor, medo, prazer, alegria e exigem tratamento baseado no respeito e na proteção. Também requerem manejos que não provoquem dor ou sofrimento físico ou psicológico, principalmente, no caso dos animais de produção que fornecem alimentos para as sociedades humanas e muitos deles ainda são submetidos a procedimentos cruéis.

Um dos meios que contribuem para a ampliação do ensino de BEA é o Programa Conceitos em Bem-Estar Animal, lançado em 2003 pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), em parceria com a Universidade de Bristol, na Inglaterra. O programa objetiva facilitar o ensino da disciplina para os alunos da Medicina Veterinária, Zootecnia e demais ciências animais.

Nos últimos anos, o conteúdo foi atualizado de forma a refletir os avanços da ciência de BEA, com inclusão de novos módulos. Na semana passada, o programa foi ministrado para um grupo de professores da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), onde já existe, desde o ano passado, a oferta da disciplina optativa para os alunos. Porém, segundo o diretor da Favet, professor Célio Pires Garcia, a partir de 2014, a disciplina passará a ser obrigatória.

Professor Célio Pires é diretor da Favet-Uece

“Hoje, a palavra de ordem no setor produtivo é Bem-Estar Animal. Não se pode mais pensar em gerar produtos de origem animal sem pensar nisto, em todas as fases produtivas, desde o nascimento, as instalações, alimentação, saúde, transporte, ao abate humanitário”, afirmou ele.

De acordo com a gerente de programas veterinários da WSPA, Rosângela Ribeiro, uma das palestrantes do workshop realizado na Favet, em todo o mundo, as grandes universidades já acompanham esta tendência.

Ela disse que a WSPA já promoveu, desde 2003, mais de 500 workshops sobre o tema em diferentes países. Mais de 850 faculdades utilizam os recursos de ensino disponibilizados pela entidade em todo o mundo.

O material didático consta de um CD com 34 módulos que podem ser aplicados em sala de aula. Os módulos se dividem em quatro categorias: Ciência do Bem-Estar Animal, com avaliação, indicadores fisiológicos e comportamentais, manejo e alimentação; ética; aplicação da ciência do BEA aos animais de produção, de companhia, de trabalho, silvestres e utilizados em pesquisas e entretenimento; e animais e sociedade, com informações sobre legislação, papel do veterinário, ONGs, educação humanitária, religião, guerra e eutanásia.

Rosângela Ribeiro é gerente de programas veterinários da WSPA

Rosângela Ribeiro destaca que esta nova área científica é interdisciplinar, porque demanda conhecimentos em ciência, ética e legislação. O workshop é introdutório e os professores podem fazer adaptações em sala de aula, considerando a realidade de cada cidade, estado ou país. No Brasil, com o evento na Uece, já foram promovidos 18 workshops para os docentes.

Ela avalia que os profissionais da Veterinária, da Zootecnia de demais ciências animais são peças-chave na disseminação do conceito e prática em BEA, servindo como multiplicadores do conhecimento a partir do ensino e em toda a sociedade.

Aponta que os mercados de produção e consumo, como o europeu, já estão atentos ao tema. Já existem legislações internacionais especialmente para os setores de exportação.

Produtividade

Diretivas europeias definidas a partir de 2008, com vigência neste ano, apontam para as práticas em bem-estar animal, no que se refere ao transporte, produção e abate. “Existem vários trabalhos científicos que comprovam que os animais com melhor bem-estar apresentam mais produtividade”, defende, observando que, em um primeiro momento, o setor produtivo vai requerer maiores investimentos para adequação de manejos e instalações.

Mas depois, os custos tendem a reduzir, até mesmo porque já identifica-se um mercado consumidor crescente, disposto e pagar um preço maior por produtos originários de práticas que não causaram dor ou sofrimento aos bichos.

VALÉRIA FEITOSA
EDITORA

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Dr. Vet fala sobre cinomose

Publicado em 20/09/2012 - 15:49 por | Comentar

No Dr. Vet desta semana, pedimos a colaboração do Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário. Confiram:

“Boa tarde, sou admiradora do trabalho que vocês fazem, tirando nossas
dúvidas e nos auxiliando com nossos pets. Há mais de 15 dias estou
sofrendo, junto com minha cadelinha, Lessy, que é uma Pinscher bem
pequena que está com cinomose. Pesa apenas 2 kilos. Está sendo assistida por uma  veterinária aqui em São Paulo. As medicações que está tomando são Nootron, Baytrin, Benerva, Promum Dog e soro. Há dois dias que ela está tendo convulções e foi prescrito Gardenal, duas gotas. Me diz, posso ter alguma esperança? Muito obrigada por sua atenção e tenham uma ótima tarde. Deus  abençoe ricamente”, pergunta a criadora  Maria Jose Ferreira de Oliveira, de  Aruja (SP).

Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário

Dr. Vet – Dr. Márcio Araújo: “Bom Dia! A resposta sobre a cadelinha Pinscher é que deve realmente continuar o trabalho que a colega veterinária está fazendo. As medicações estão de acordo com protocolo de tratamento. Apenas aconselharia a introdução de sessões de acupuntura no auxílio do tratamento. Tudo isto com a permissão e orientação da colega que assiste o caso”.

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Dr. Disciplina: como ensinar um Pastor Alemão a ser obediente

Publicado em 20/09/2012 - 9:12 por | 4 Comentários

Estou em débito com vocês sobre as orientações super importantes do Dr. Disciplina, Jackson Maciel. Pois aqui vai mais uma resposta dele, para dúvida da criadora de Paramoti, Gladislane Gomes. Vejam que legal! A foto é do Jackson em atividades com outros cães.

“Como ensinar um Pastor Alemão de 3 meses a fazer suas necessidades no lugar certo? Qual a melhor maneira dele aprender as regras de comportamento básico, como “senta” “deita” “ficar” “Não” etc… Por que você não vem monstrar, ou melhor, fazer uma palestra sobre comportamento de cães em Paramoti (CE)?”, quer saber a criadora Gladislane Gomes

Jackson Maciel é o Dr. Disciplina deste blog. Ele entende a linguagem animal. Daí seu sucesso!

Dr. Disciplina, Jackson Maciel: “Com 3 meses, ele está muito receptivo para receber ensinamentos. Vamos falar das necessidades. Primeiramente,  devemos definir o horário das refeições que, aos 3 meses, já pode ser 3 ou 4 vezes ao dia, mas saiba que depois de uns 10 minutos ele vai usar o banheiro. Vamos proceder da seguinte maneira:  depois de escolhido o local do banheiro,  toda vez que ele terminar de comer leve-o para o local escolhido para ele fazer as necessidades fisiológicas e espere que ele faça. Quando fizer,  libere, faça muitos elogios, dê  petiscos e brinque um pouco. Ele deve ter seu lugar para não  ficar sem supervisão pela casa quando você  não puder ficar com ele.

Bom, agora vamos ao adestramento propriamente dito. Ele deve estar com fome, então vamos treinando antes das refeições, começando pelo nome, chame-o pelo o nome e quando ele chegar perto de você, dê um petisco que ele goste muito. Pode ser bifinho, salsicha ou mortadela em pedaços bem pequenos. Depois vá para o outro lado de onde você estiver e chame-o de  novo pelo nome. Faça isso umas 10 vezes. Depois de uns dias, quando ele já atender ao chamado, vamos ensinar o “senta”. Quando ele chegar perto de você depois do chamado, mostre que tem um petisco e levante bem perto do nariz dele para ele levantar  a cabeça e se sentar, se ele não se sentar, você pode dar uma ajudinha, pressionando um pouco no quadril dele para ele se sentar e pronto, agora ele sabe sentar! Agora vamos ao    “deitar”. Deitar é simples. Quando ele estiver sentado na sua frente pegue o petisco,  mostre o petisco e desça até o chão, próximo ao focinho do cachorrinho e ele vai deitar. Sobre o “não”, temos que mostrar que ele deve parar o que estiver fazendo imediatamente, quando ouvir a palavra “Não”, que é dita sempre com o tom de voz firme e forte.  Sobre uma palestra, reúna os criadores seus amigos que irei ate aí e falarei um pouco sobre comportamento, adestramento e disciplina, com todo prazer! Um grande abraço para todos de Paramoti!”

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Exposição de gatos de raças exóticas

Publicado em 19/09/2012 - 14:55 por | Comentar

Em Fortaleza, não tem muitas exposições de gatos, como há para cães. Mas em São Paulo, no próximo mês de outubro, os felinos estarão sob os refletores. Confiram:

São Paulo. Os bichanos são a grande atração do domingo, 6 de outubro, das 10h às 18h, na Cobasi Villa Lobos. A PremieR pet, em parceria com o Clube Brasileiro do Gato (CBG) e a Cobasi, promove a Exposição de Gatos de Raça, que reunirá desde os gatinhos mais exóticos até os mais conhecidos.

O evento possui entrada gratuita e é garantia de momentos de diversão. Cerca de 30 gatos estarão expostos e costumam encantar os visitantes. No total, serão 10 criadores.

Entre as principais atrações aguardadas estão animais exóticos, gigantes e pouco conhecidos, como a raça Sphynx, famoso pela total ausência de pelo; o Bengal, que lembra o leopardo em miniatura; o Ragdoll, de olhos bem azuis chamado de boneca de pano por relaxar completamente quando está no colo das pessoas; e claro, o gigante Maine Coon, maior gato doméstico de raça, que pode chegar a 10kg e medir 1,10m da ponta do focinho a ponta da cauda.

Para os interessados em adquirir um filhote haverá gatinhos disponíveis. E para todos os amantes dos bichanos acontecerá a exposição de gatos premiados, com apresentação de características de cada uma das raças para o público presente. Além disso, veterinários e especialistas darão dicas sobre alimentação saudável, cuidados essenciais e informações gerais sobre a convivência com os felinos.

Serviço:  Mostra de Gatos de Raça,  Entrada gratuita para visitantes, Data: 6 de outubro de 2012, Horário: das 10h às 18h, Local: COBASI Villa Lobos,
Endereço: rua Manoel Velasco, 90 – Vila Leopoldina, Mais informações: (11) 4799-0889

Sobre a PremieR pet:

A PremieR pet é pioneira na fabricação de alimentos Super Premium para cães e gatos no Brasil.  Há 16 anos no mercado,  possui uma das fábricas mais modernas da América Latina, detentora da certificação ISO 9001, e realiza investimentos constantes em Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos. É hoje especialista em nutrição de alta qualidade para cães e gatos, sempre à frente do mercado com novidades tecnológicas e de produtos.  Sua missão é fazer com que a relação das pessoas e seus animais de estimação seja a mais próxima, prazerosa e longa possível. Ciente de seu papel social, apóia projetos como o Cão Guia de Cego do DF e o Pró Carnívoros.
Mais informações pelo Pet Fone: 0800 55 6666 ou no site www.premierpet.com.br

Sobre o Clube Brasileiro do Gato

O CBG, que completa 40 anos de atuação em 2012, foi a primeira organização dedicada à criação profissional de gatos na América Latina e a primeira afiliada à Fédération Internationale Féline (FIFe) fora do continente Europeu. Pioneiro, o clube continuou a fazer história, ampliou sua atuação e, hoje, conta com mais de mil sócios no Brasil e na Argentina, promovendo quatro grandes exposições por ano, além de oferecer aos sócios cursos de formação e diversas outras atividades ligadas ao universo felino.

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Bairros de Fortaleza dispõem de veterinários gratuitos

Publicado em 18/09/2012 - 7:48 por | Comentar

Consultas médicas, vacina antirrábica e exame do calazar são os serviços que podem ser feitos a custo zero

Na unidade do CCZ, o serviço é em horário comercial diariamente Foto: Alcides Freire

Fortaleza. Criadores de animais domésticos podem dispor, diariamente, de consultas veterinárias gratuitas nas unidades de saúde das Secretarias Regionais da Capital. O serviço ainda é desconhecido por boa parte da população, mas, em algumas regionais, o atendimento acontece de segunda-feira a domingo, inclusive nos feriados.

Além das consultas veterinárias, os cães e gatos podem dispor das vacinas antirrábicas e exames para verificação da leishmaniose (calazar). De acordo com a responsável técnica pelo setor da raiva no Centro de Controle de Zoonose, veterinária Camila Capitani, no caso do posto do CCZ, as principais demandas se referem às doenças virais como cinomose e erlichiose ( doença do carrapato), mas também às enfermidades de peles.

O atendimento público não cobre os exames laboratoriais. Em caso de necessidade, o criador é orientado a procurar o laboratório do hospital da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Ceará (Favet-Uece), no Campus do Itaperi, onde o procedimento é de baixo custo.

Segundo Camila, a maioria dos proprietários de animais que procuram a gratuidade é de baixa renda e não tem condições de pagar pelo tratamento. O posto do CCZ é um dos mais estruturados para o serviço. Ela diz que cerca de 50% das pessoas que chegam ao local querem abandonar o cão ou o gato. No entanto, os veterinários também promovem um trabalho de conscientização para a guarda responsável, e conseguem fazer com que o dono permaneça com o animal.

Doações

Empresas como a Avipec e voluntários protetores de animais doam medicamentos à unidade, que são repassados para o tratamento dos cães e gatos das pessoas de baixa renda.

O número de atendimentos é crescente. Em agosto, o posto do CCZ atendeu 454 cães e 59 gatos, números superiores aos de julho, quando foram registrados 325 cães e 39 gatos. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Regional II, nas seis regionais, o número mensal de atendimento chega a 3.476. Há coleta de sangue para exame de calazar, vacina antirrábica e consultas.

Os postos da Regional II também estão entre os de referência no serviço gratuito da Capital. O Centro de Saúde Paulo Marcelo, no Centro, é um deles. O veterinário Neilson Rolim diz que as principais demandas se referem à vacinação antirrábica, às doenças de pelo e às decorrentes de ectoparasitas como pulgas e carrapatos. “Muitos proprietários também pedem orientação sobre nutrição para animais obesos”, afirma ele.

Nesta unidade, são três veterinários, sendo dois durante a semana, e um para os atendimentos nos sábados e domingos. A média de atendimento no fim de semana é maior do que na semana, com 70 consultas para cerca de 40 registradas de segunda até sexta. No posto, verifica-se uma demanda inferior à capacidade de atendimento, segundo avaliam os técnicos.

Para os atendimentos, no entanto, é importante o proprietário do animal se informar antes sobre os horários e dias de funcionamento das unidades (ver quadro abaixo). Há regionais onde o serviço gratuito é apenas para vacinas antirrábicas e coleta de sangue para exame do calazar. Não há veterinários e os atendimentos são feitos por agentes de zoonoses.

O controle do calazar tem alta demanda nas unidades. Segundo o coordenador do programa de combate à leishmaniose da Prefeitura de Fortaleza, Sérgio Franco, a Capital tem a média de 238 casos da doença por ano em seres humanos, com dez óbitos anuais, e 6 mil registros positivos em animais, também a cada ano em média.

No CCZ, o exame pode ser feito de segunda a domingo, inclusive nos feriados em horário comercial. Em 2011, foram realizados 113.527 exames, com positividade em 5.024 casos. Somente no primeiro semestre deste ano, foram feitos 58.161 exames, com 1.618 casos positivos.

Mais informações:

Centro de Zoonose de Fortaleza
Rua Betel, 2980
Maraponga
Telefones: (85) 31317849/ 31317848/ 3467.6112
VALÉRIA FEITOSA
EDITORA

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Pelo fim da crueldade contra os animais

Publicado em 13/09/2012 - 15:32 por | Comentar

Amiga Geuza Leitão, presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), nos convida para a manifestação abaixo. Confiram:

II DIA MUNDIAL PELO FIM DA CRUELDADE E EXPLORAÇÃO DOS ANIMAIS
Iniciativa: WEECK – World Event to End Animal Cruelty – Organização no Brasil: Grupo Cadeia Para Quem Maltrata os Animais;  Organização em Fortaleza: União Internacional Protetora dos Animais (Uipa).

O evento será no dia 22 de setembro, às 15 horas na Av. Beira Mar, na Praça dos Estressados. Haverá exposição de trabalhos, fotos, faixas, cartazes, folderes, distribuição de material educativo e manifestações.

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Dr. Vet: Cão apresenta epilepsia

Publicado em 13/09/2012 - 14:58 por | 3 Comentários

Na coluna Dr. Vet desta semana, a médica veterinária Annice Cortez, da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Uece), responde dúvida da criadora Vera Lúcia, sobre um cãozinho com epilepsia. Confira:

“Tenho um cão com 3 anos de idade. No início do ano, ele teve a primeira convulsão. Foi diagnosticado como epilepsia idiopática e vem tomando gardenal de 50mg de 12 em 12 horas e brometo de potássio 450 mg, uma cápsula ao dia. O cão está engordando muito. Ele é de pequeno porte, raça não definida, é castrado e está pesando aproximadamente 15kg. Continua tendo as crises. Observei que todas as vezes que ele tem as convulsões, a barriga fica dura com muito gazes. Ele faz cocô mais de uma vez depois das crises e aparenta dor de barriga. Poderia ser algum verme? O controle de vermífugos está em dia. Por que, mesmo tomando as medicações corretamente, ele ainda tem as crises? “, pergunta a criadora Vera Lúcia, pelo Blog Bem-Estar Pet.

Dra. Annice Cortez, da Favet-Uece

Dra. Annice Cortez*: “Cara leitora, pela sua descrição do caso clínico do seu animal, observa-se que ele está sendo acompanhado adequadamente por um médico veterinário, que inseriu o tratamento anti-epiléptico de forma corretíssima e descartou a possibilidade de doenças parasitárias. O Gardenal, cujo princípio ativo é o fenobarbital, é a droga de escolha para o tratamento de epilepsia. Em alguns casos, quando o animal apresenta crises de convulsão, mesmo quando já medicado, com a dose adequada, pode-se sim fazer uma associação com o brometo de potássio.

Como o cão foi castrado, e normalmente os animais ganham peso após o procedimento cirúrgico, o primeiro passo é verificar com o médico veterinário quanto à dosagem do fenobarbital e do brometo de potássio. Muitas vezes, é necessário recalcular a dose diária de acordo com esse ganho de peso. O segundo passo é realizar uma dosagem sérica de fenobarbital, a fim de avaliar se o cão está metabolizando a droga adequadamente. Se os seus níveis séricos de fenobarbital estiverem entre 15 e 45 mcg/ml, ele está recebendo uma dosagem adequada para o seu peso. Se a dosagem for inferior a esses valores, indica que a dose que o animal está recebendo pode estar baixa e deve receber mais medicação. Entretanto, muito cuidado!

O cálculo da nova dosagem e a verificação de possíveis efeitos colaterais com o aumento da dosagem deve ser sempre realizado pelo médico veterinário do seu cão. Além disso, cada animal responde de uma forma diferente à medicação. Em alguns casos, a dose mais baixa do fenobarbital já é capaz de controlar as crises de convulsão; entretanto, em alguns animais, temos que entrar com a dose máxima para conseguir controlar as crises, com o risco de o animal apresentar reação adversa. O principal efeito colateral observado com altas doses de fenobarbital é o aumento de enzimas hepáticas. A grande maioria dos animais apresenta uma resposta positiva ao tratamento com o cálculo correto da medicação, entretanto, alguns animais com epilepsia idiopática podem apresentam uma resistência ao fenobarbital, e podem apresentar crises de esporadicamente. Recomenda-se trocar a medicação anticonvulsivante, utilizar medicações homeopáticas e acupuntura para auxiliar no controle das convulsões do animal.

* Professora da Favet-Ueve. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas, enviar para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790, ou ainda para este blog.

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Nasce primeiro filhote de urubu-rei em cativeiro do Ceará

Publicado em 11/09/2012 - 9:23 por | Comentar

Categorias: Geral, Saúde Animal

O filhote de urubu-rei competa dois meses de nascido no dia 13 de setembro. Está passando muito bem e depende dos pais para se alimentar FOTOS: JOSÉ LEOMAR

Fortaleza. O primeiro filhote de urubu-rei criado em cativeiro, no Ceará, nasceu na Fazenda Haras Claro, em Caucaia. De propriedade do empresário Cláudio Rocha, a fazenda é Criadouro Comercial de Fauna Silvestre, Nativa e Exótica desde 2004, conforme licença do Ibama. O filhote vai completar dois meses de nascido na próxima quinta-feira e passa bem, conforme a veterinária Rochele Araújo, e a bióloga Suzete Bastos, que monitoram a criação.

Casal de urubu-rei do criadouro da Fazenda Haras Claro. A espécie vive cerca de 40 anos e atinge a maturidade sexual com dois a três aos de idade. Na natureza, sobrevoa a 400 metros de altura FOTOS: JOSÉ LEOMAR

A fazenda tem um casal da espécie que veio de apreensões feitas pelo Ibama e transferido para o criadouro. A fêmea já está lá desde 2003, e o macho chegou em 2005. O urubu-rei vive cerca de 40 anos e destaca-se pela sua beleza. Na natureza, merece a classificação de rei porque é o primeiro a se servir na carcaça, por possuir um bico bastante forte e resistente que abre a carne entre os ossos com facilidade. As demais espécies de urubus se servem do que sobrou.

Bióloga da Fazenda Haras Claro, Suzete Bastos

Segundo explica Suzete Bastos, até o primeiro ano do filhote, a espécie vive em família. Tanto o macho como a fêmea cumprem a função de alimentar a cria. Em cativeiro, os adultos comem carne fresca. Se servem primeiro e depois regurgitam para alimentar o filhote. A alimentação é servida diariamente. Mas quando já estiverem todos adultos, voltam à rotina do criadouro, com a dieta de duas a três vezes por semana.

Desenvolvimento

O filhote completará dois meses de nascido na próxima quinta-feira. Está passando muito bem e depende dos país para se alimentar

O urubu-rei atinge a maturidade sexual com dois a três anos de idade. De janeiro a dezembro, fazem a postura, geralmente, de apenas um ovo. O período de incubação permanece de 53 a 58 dias. Até um ano, o filhote fica junto dos pais. Seu peso é de 1,5kg em média. Após adulto, a ave chega a 3kg, com uma altura de 64cm.

A sua beleza também completa-se quando está com as asas abertas, atingindo uma envergadura de 1,80m de uma ponta a outra. “É uma espécie bem bonita mesmo”, afirma Suzete Bastos, destacando que o criadouro cumpre a função de combater o tráfico de animais e orientar os interessados a adquirirem as espécies apenas de estabelecimentos licenciados pelo Ibama.

Veterinária Rochele Araújo

A veterinária Rochele Araújo explica que, anteriormente à criação do Centro de Triagem (Cetas) do Ibama, os animais apreendidos, normalmente, eram encaminhados diretamente aos criadouros e zoológicos, que possuíam as instalações e recintos adequados ao recebimento das diversas espécies, como a Fazenda Haras Claro. Mas desde 2008, com a inauguração do Cetas Ceará, os animais provenientes de diversos locais, tais como apreensão em feiras (tráfico), entrega espontânea, atropelamentos, resgate em áreas de desmatamento etc, são mantidos pelo Ibama.

No Cetas, a destinação para soltura, transferência, criadouros ou zoológicos é realizada seguindo diversos critérios.

Entre as aves do criadouro, também há tucanos

“No início das atividades do criadouro em 1999, que estava classificado como Criadouro Conservacionista, a quantidade de animais recebidos diretamente das apreensões era muito maior, devido aos motivos citados. Com o tempo, estando os recintos ocupados, com a estabilização do plantel, e todo um trabalho de seleção de casais, iniciaram-se os nascimentos em cativeiro. Daí solicitou-se ao Ibama a mudança de categoria de Criadouro Conservacionista para Criadouro Comercial de Fauna Silvestre Nativa e Exótica, conseguida em 2004″, explica.

Entre os mamíferos mantidos no criadouro, há um camelo

Ela destaca que, em nenhuma hipótese, a fazenda vende animais oriundos de apreensão do Ibama, pois estes se destinam tão somente à reprodução e à conservação da espécie. “Outro critério observado é que, se o animal estiver na Lista de Ameaçados de Extinção do Ibama, só poderemos vender a segunda geração nascida em cativeiro”.

Criadouro possui variedade de aves e mamíferos

A Fazenda Haras Claro é destaque nacional na criação de cavalos da raça Quarto de Milha. Mas também é referência como Criadouro Comercial de Fauna Silvestre, Nativa e Exótica licenciado pelo Ibama. Além dos exemplares de urubu-rei, possui cerca de 97 aves das espécies araras azul, vermelha e canindé, maracanã, papagaio do congo, tucano, gavião real, faisão, entre outras.

Também possui 20 espécies de mamíferos tais como camelo, veado catingueiro, anta, capivara, queixada e algumas espécies de antílopes como cervos.

O criadouro comercial vende para todo o País, mas somente as espécies autorizadas pela legislação pertinente.

A veterinária Rochele Araújo explica que, atualmente, as espécies recebidas pelo Ibama se dá para pareamento de indivíduos que estão solteiros, com fins de reprodução, não mais para formação de plantel. Para solicitação, a fazenda envia ofício ao Ibama, informando a necessidade da formação de casais para os indivíduos solteiros.

Como o Ibama regional está em contato com o Centro de Triagem (Cetas) local e outros Cetas do Brasil, havendo disponibilidade das espécies requeridas, o criadouro poderá ou não recebê-las. “A decisão de destinação é determinada por vários critérios técnicos definidos pela Comissão de Destinação do Ibama”.

Este procedimento ocorre da mesma forma para todos criadouros e zoológicos com Cadastro Técnico Federal (CTF) junto ao Instituto Brasileiro.

O plantel de animais da fazenda também pode servir de objeto de estudo para universitários de áreas como Medicina Veterinária, Biologia e Zootecnia.

Toda a atividade de criação e comercialização é informada ao Ibama, através de Relatório Anual, com especificação da espécie, quantidade, número de marcação individual e dados cadastrais do comprador

Mais informações:

Fazenda Haras Claro

Rodovia BR-020, Km 381, Bom Princípio, Caucaia

( 85) 8739.8125/ 9995.0238. http://www.fazendaharasclaro.com.br/

VALÉRIA FEITOSA
EDITORA

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