Busca

Categoria: Saúde Animal


12:13 · 25.07.2014 / atualizado às 12:14 · 25.07.2014 por
Régia Germano e seu Bulldog Francês, Gaston, oriundo do Canil La Dolce Vita
Régia Germano e seu Bulldog Francês, Gaston

A criadora de Bulldog Francês Régia Germano, que também administra no Facebook o grupo Bulldog Francês de Fortaleza, lança campanha em favor do animais do Abrigo Arca de Noé. “Resolvi lançar esta campanha no grupo de Bulldog Francês de Fortaleza, para juntos, arrecadarmos uma determinada quantia e realizarmos a castração de 20 cadelas de rua que hoje se encontram abrigadas no Arca de Noé”.

Ela diz que o grupo tem sido parceiro na ajuda da causa animal e apoiado sempre que possível. “No mês de abril passado doamos uma média 300kg de ração arrecadados em um evento fechado para Bulldog Francês. Isso é uma forma de conscientização para a importância da castração, do não abandono e a obrigação de ajudar os abrigos que vivem de doações. É uma causa nobre, disso somos cientes, e estamos felizes em poder ajudar”, diz ela.

As cirurgias de castração serão realizadas pelos Médicos Veterinários Victor Madeira e Cynthia Barata. “Nossos bulldoguinhos orelhudos são abençoados, por terem comida, água, lar e muito amor. E o mínimo que podemos fazer é realmente ajudar”, destaca Régia.

Mais informações: Régia Germano – Administradora do Grupo de Bulldog Francês de Fortaleza no Facebook. (85) 9945.7828

09:17 · 26.06.2014 / atualizado às 09:17 · 26.06.2014 por
14:23 · 27.05.2014 / atualizado às 14:23 · 27.05.2014 por

A criadora de cães, Adriana Ribeiro, diz que a casa dela está infestada de ratos.”Tenho dois cães adultos e estou com muito medo da leptospirose,pois os cachorros mordem os ratos”, diz ela, que quer saber quais as vacinas para combater a possível doença. Confira o que o médico veterinário, Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário, orienta sobre o assunto!

Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário
Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário

Márcio Araújo*: “A leptospirose é uma doença transmitida pela urina de ratos contaminados para os nossos cães e, eventualmente, para as pessoas. Para evitar a contaminação, temos que vacinar os nossos cães anualmente. E no caso da possível presença de ratos, temos que tomar algumas medidas de manejo, como recolher as fezes dos animais, não deixar alimento exposto nos potes ou mesmo armazenar os sacos de ração em local protegido. O controle de ratos é essencial para o controle da leptospirose. A incidência da doença aumenta nos meses de chuva devido às enchentes e enxurradas que acabam espalhando a bactéria presente na urina do rato. Assim, mesmo aquela urina que ficava fora da área do cão, pode chegar até ele através da água de chuva. A vacinação anual com as vacinas polivalentes protegem contra dois sorotipos (Octupla) ou quatro sorotipos (Dectupla) mais comuns no Brasil, porém a sua eficácia é somente de 6 a 8 meses. Por esse motivo, animais que vivem em casas ou em áreas com presença de ratos devem ser vacinados a cada 6 meses contra a leptospirose (uma vez junto com a vacina anual e 6 meses depois somente contra a leptospirose). As outras vacinas continuam a ser feitas anualmente, de acordo com a indicação do Médico Veterinário. Lembre-se que cada animal pode ter um protocolo de vacina”.

*Médico veterinário formado pela Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará e proprietário do Pronto Socorro Veterinário, Rua Visconde do Rio Branco, 3305, Fortaleza (CE) – (85) 3252.4171

09:00 · 20.05.2014 / atualizado às 09:58 · 26.05.2014 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, a média veterinária Paula Priscila Costa faz um laerta contra a doença do verme do coração! Confiram:

 

Medica veterinária Paula Priscila Costa orienta para os sintomas que os pets apresentam no dia a dia
Medica veterinária Paula Priscila Costa orienta para os sintomas que os pets apresentam no dia a dia

Dra. Paula Priscila Costa*: “A dirofilariose, ou, doença do verme do coração, é causada por um parasita (Dirofilaria immitis)que atinge o sistema circulatório dos cães, mas que pode acometer, também, gatos ,e, raramente, humanos. Desta forma, é considerada uma zoonose.

Cidades litorâneas estão mais susceptíveis, porém há relatos de casos distantes do litoral. A presença de mosquitos vetores (Aedes spp., Anopheles spp., Culex spp.), condições climáticas favoráveis e de higiene insatisfatórias são fatores predisponentes ao aparecimento da doença.

A transmissão da dirofilariose ocorre quando um animal é picado por um mosquito infectado. Em, aproximadamente, 6 meses, já existe a presença de vermes adultos com cerca de 30cm no coração.

As larvas migram pelo organismo do animal podendo causar danos em vários órgãos. No coração causa dilatação das câmaras direita, processo inflamatório, e, consequentemente, diminuição da contração cardíaca, resultando em uma doença cardio-pulmonar.

Desta forma, incapacita o coração de realizar a função de bombear o sangue para todo o organismo do animal.

Os vermes adultos, também, podem obstruir grandes vasos sanguíneos que ligam o coração aos pulmões (artéria pulmonar), assim como também entrar nos vasos menores dos pulmões e os obstruírem, constituindo o quadro de hipertensão pulmonar.

A gravidade da doença depende da carga parasitária, da reação do sistema imune do animal em relação aos parasitas e da duração da infecção.

Porém, fatores externos ao animal, como o ambiente, a alimentação e quantidade de exercícios podem se tornar agravantes, sendo passível, em casos extremos, o óbito do animal.

Existem cães assintomáticos (cães recentemente infectados), assim como, com sintomas inespecíficos como letargia, tosse, diminuição de apetite, perda de peso, dificuldade respiratória, e, apatia.

O animal pode se apresentar cansado ao realizar uma simples caminhada.

O diagnóstico faz-se através do histórico do animal, e, de exames, tais como: clínicos, de imagem e laboratoriais (hemogramas, análises bioquímicas, teste de antígenos e de anticorpos, teste de filtração e de Knott modificado). Quanto aos exames de imagem, eles são necessários para confirmar o diagnóstico e avaliar o quadro do animal a fim de determinar a terapêutica necessária ao caso. No exame de ecodopplercardiograma, é possível a visualização dos parasitas na cavidade ventricular direita e na artéria pulmonar.

O tratamento depende da severidade da infecção. É importante alertar sobre os riscos de embolia, pois, independentemente de qual medicação é administrada, quando os vermes adultos morrem, eles podem obstruir os vasos sanguíneos nos pulmões.

Em infestações mais graves, os vermes adultos são removidos do coração cirurgicamente. Portanto, o melhor tratamento é o preventivo.

Este pode ser feito através do uso de medicações que tenham avermectinas ou milbemicinas. Porém, o melhor método de prevenção deve estar de acordo com o modo de vida do animal.

É recomendável realizar um teste diagnóstico antes do início do programa de prevenção. Para mais informações, procure o médico veterinário do seu animalzinho. A dirofilariose é uma zoonose e é uma doença grave, a prevenção é o melhor remédio!”

*Médica veterinária e doutoranda em Farmacologia pela UFC. Mestre em Ciências Fisiológicas (Uece). Trabalha com cardiologia veterinária no CDV.

 

15:22 · 14.05.2014 / atualizado às 15:24 · 14.05.2014 por

Purina Revena 2Atenção criadores de cães. Há novidades em rações no mercado brasileiro. A Nestlé Purina está lançando a linha Purina Revena. Trata-se  de um alimento que inaugura um novo segmento de mercado, o Premium Superior, desenvolvido especialmente para o âmbito nacional. Com o lançamento, este novo segmento já chega nos pontos de venda com linha completa para filhotes e adultos.

Purina Revena 1De acordo com dados da Assessoria de Imprensa da Purina, a Revena é uma linha feita com ingredientes saudáveis, com proteínas de qualidade, frutas tropicais, fibras e arroz integral. “A adoção de hábitos alimentares saudáveis já é uma preocupação crescente entre a população, que vem estendendo esse cuidado também a seus animais de estimação. Assim como para as pessoas, a qualidade de vida dos pets melhora com uma alimentação equilibrada”, destaca a Purina.

Purina Revena 3A Purina Revena trabalha com quatro pilares para oferecer saúde total equilibrada: Força Integral – com proteínas de carne, frango ou salmão; Vitalidade Plena – com frutas tropicais do Brasil como coco, acerola ou jabuticaba, alimento rico em Vitamina C e antioxidantes; Digestão Saudável –  com arroz integral e prebióticos; e Pureza – sem corantes ou sabores artificiais.

Mais informações: www.nestle.com.br/site/marcas/purina/revena

09:35 · 12.05.2014 / atualizado às 09:35 · 12.05.2014 por

A Madô Franco postou em seu Facebook e me contatou:

gato mado 10 10356343_678979168840838_7779365036075272885_n“UMA AMIGA PEDIU AJUDA COM ESSE GATINHO: Apareceu na minha rua um gato (ou gata) com uma das patas da frente aleijadinda. Ele é uma graça, e mesmo com o problema da pata, anda e corre, e é muito esperto, e totalmente carinhoso – se enrosca nas pernas da gente, ronronando, quando a gente alisa.

Eu então procuro uma casa para ele. É fundamental que seja um lugar seguro para um gatinho como ele. No momento ele está na rua. Todo dia, à noite, ele aparece e eu ponho comida. Me comprometo a pagar despesas de veterinário se um dia ele precisar, na melhor clínica da cidade. E se for uma gata, eu também me responsabilizo pela cirurgia de esterilização”.

 

gato mado 10341878_678979112174177_5302588387552150402_nPara quem se interessar, pode falar com a Madô  no Facebook dela: Madô Franco

10:45 · 09.04.2014 / atualizado às 10:45 · 09.04.2014 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, o médico veterinário Alisson Ximenes fala sobre uma doença degenerativa crônica em cães! Confiram:

Médico veterinário Alison Ximenes
Médico veterinário Alison Ximenes

Alisson Ximenes* : “O osteoartrose é uma doença degenerativa progressiva crônica, geralmente de evolução lenta, associado ao envelhecimento natural e sem tratamento curativo.

Os principais fatores predisponentes para a lesão articular são a sobrecarga mecânica ou a instabilidade articular. Portanto, a osteoartrose é conse-quência de uma carga anormal sobre uma articulação normal ou de uma carga normal sobre uma articulação anormal.

Os sinais clínicos são dores articulares, alterações posturais, dificuldade de locomoção, diminuição da amplitude de movimento articular, derrame articular e inflamação local que pode ter graus variáveis. Nas fases iniciais as dores são pouco manifestadas, de forma que, quando o animal chega para o atendimento, em geral, as articulações estão em fase adiantada de degeneração. Portanto, se torna extremamente importante o acompanhamento veterinário para animais geriátricos, pois esta e outras doenças podem ser diagnosticadas e tratadas mais precocemente.

Animais obesos, afecções associadas, cirurgias ortopédicas ou traumatismos anteriores, locais com excesso de escadas ou com piso liso contribuem para a instabilidade ou sobrecarga articular. Normalmente durante a avaliação física, a articulação comprometida mostra-se dolorosa a palpação e mobilização, apresentando crepitação nos estágios mais avançados, discreto aumento de volume articular, diminuição da amplitude de movimento, podendo ou não haver atrofia muscular e deformidades.

O diagnóstico é feito com base nos exames clínico e físico, sendo confirmado com exames radiográficos específicos.

Os objetivos do tratamento são: aliviar a dor, retardar o processo de evolução da doença, minimizar os sintomas, aumentar a amplitude de movimento articular e fortalecer a musculatura. A fisioterapia associada ou não com o uso de antiinflamatórios específicos vem a colaborar no tratamento.

Se o seu animal sofre com os problemas decorrentes do envelhecimento, ofereça a ele a qualidade de vida necessária para que esteja ao seu lado por mais tempo”.

* Médico Veterinário formado pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece) e pós-graduado pela Universidade Paulista (Unip) em Fisioterapia e Ortopedia Veterinária. Trabalha na empresa Reabilipet – (85)9699.1547 /30633835 www.Facebook.Com/reabilipet http://reabilipet.Blogspot.Com.Br

 

15:37 · 06.03.2014 / atualizado às 15:37 · 06.03.2014 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana (também publicada na Página de bem-Estar Animal do Diário do Nordeste), o médico veterinário Alison Ximenes, fala sobre o problema de pets muito gordos (obesos)! Confiram!

Médico veterinário Alison Ximenes
Médico veterinário Alison Ximenes

Dr. Alison Ximenes*: A obesidade é a forma mais comum de má nutrição de cães e gatos. Seu tratamento é necessário como qualquer outra enfermidade. A obesidade trata-se de uma condição patológica caracterizada por um acúmulo de gordura maior que o necessário para otimização das funções do corpo. É mais comum em fêmeas do que em machos.

Os efeitos físicos de carregar um excesso de peso colaboram para o aparecimento de problemas articulares e locomotores e para o desenvolvimento de artrite, contribuindo para que o animal venha a apresentar intolerância ao exercício. Estudos mostram forte associação entre o excesso de gordura e a osteoartrite coxofemoral em cães com predisposição à displasia.

A prevenção da obesidade deve ser o objetivo principal da alimentação de cães e gatos (principalmente os castrados). Devendo propiciar menor consumo diário de calorias pelo animal e/ou aumentar o seu gasto energético diário.

Seu tratamento é feito através de alimentação específica. Grande parte dos cães obesos que vão à clínica estão comendo alimento inadequado para sua fase de vida e por isso acabam se tornando obesos.

Atentem sempre para isso: animal adulto não pode comer ração de filhote!

Assim como em qualquer dieta, a prática de exercícios é fundamental. No entanto, o animal deve passar por uma avaliação com um veterinário especialista ou que trabalhe com obesidade.

Perda gradual

As orientações devem ser seguidas e a perda de peso não pode ser brusca, e sim gradual. Exames complementares são necessários mesmo nos animais jovens. A causa da obesidade deve ser sempre investigada, visto que, doenças metabólicas podem cursar com obesidade.

Os exercícios e brincadeiras ajudam a diminuir a ansiedade do animal que é muitas vezes descontada na comida.

A principal causa do insucesso do tratamento é a desistência do proprietário. Por isso, o ideal é que o monitoramento do paciente seja realizado de forma regular, para que cão e, principalmente o dono, se mantenham motivados.

O exercício físico, quando usado em combinação com terapia dietética promove perda de gordura e pode ajudar na preservação do tecido magro durante a terapia de perda de peso. Um bom programa de exercícios deve ser iniciado lentamente. O objetivo básico do tratamento da obesidade é criar uma situação de balanço energético negativo. A fisioterapia veterinária apresenta exercícios físicos como uma forma mais eficiente de aumentar o gasto energético em cães com sobrepeso.

* Médico veterinário formado pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) e pós-graduado pela Universidade Paulista (Unip) em Fisioterapia e Ortopedia Veterinária. Trabalha atualmente na empresa Reabilipet. (85) 9699.1547 / (85) 30633835 www.facebook.com/reabilipet http://reabilipet.blogspot.com.br/

11:13 · 18.02.2014 / atualizado às 11:13 · 18.02.2014 por

Na Página Bem-Estar Animal de hoje, publicada toda terça-feira no Diário do Nordeste, o médico veterinário Wesley Ribeiro, fala sobre os cuidados necessários para você que vai viajar com seu pet e precisa tirar passaporte do  amiguinho. Confira!

Wesley Ribeiro
Colaborador
passaporte caes 2 imageFortaleza. Nos dias de hoje, as famílias com bichinhos de estimação incluem cada vez mais os seus pets nos planos de viagem e, tendo em vista que cães e gatos necessitam de um documento específico para serem transportados dentro e fora do País, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) tem procurado otimizar os meio legais que permitem o transporte desses animais com o objetivo de criar barreiras sanitárias e impedir a disseminação de zoonoses entre regiões, por exemplo.

Em um levantamento realizado pelo MAPA constatou-se que o trânsito internacional de cães e gatos corresponde a 0,1% do trânsito internacional de passageiros, cujos principais destinos são os Estados Unidos (53%), União Européia (16%) e Mercosul (14%).

Segundo o Ministério, para facilitar o transporte dos bichinhos de estimação, o passageiro poderá solicitar o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos nas Unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), localizadas em portos, aeroportos e postos de fronteira. Para obtê-lo, além de apresentar um atestado sanitário emitido por um médico veterinário, um microchip subcutâneo para identificação eletrônica deverá ser implantado no corpo do animal.

A foto do bichinho no documento é facultativa, mas algumas informações do dono deverão constar no passaporte. Quem estiver planejando uma viagem deve estar com toda a documentação do animal pronta até, no máximo, dez dias antes do embarque.

O passaporte é válido para trânsito em todo território brasileiro e nos países que o reconheça como documento equivalente ao certificado sanitário. Nesse caso, o Ministério pode emitir o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI). O CZI deve estar em conformidade com as exigências sanitárias do país de destino. O dono do cão ou gato também pode optar pelo certificado convencional caso não queria aderir ao passaporte, porém o processo é mais demorado.

passaporte cães imageExigências

É importante lembrar que é de responsabilidade do proprietário do animal verificar, com uma antecedência segura antes da data do embarque, todos os detalhes pertinentes a viagem do animal. Deve-se checar, por exemplo, a aceitação do Passaporte e as exigências sanitárias do país para onde o animal está indo. Além disso, é importante que a companhia aérea seja consultada sobre todos os detalhes sobre o transporte de animais, além de marcar uma visita com o veterinário para avaliar a saúde do seu bichinho de estimação e pegar todas as dicas para que ele não sofra com desconfortos e aproveite muito a viagem.

O transporte de pets deve ser feito em contêineres de fibra com tamanho suficiente para que o bichinho possa efetuar o movimento de 360 graus em seu interior. Deve haver disponibilidade de água e comida (principalmente em longas viagens) e o piso deve ser forrado com material que absorva os dejetos. Em caso de cães e gatos, só é permitido um animal por caixa, ou no máximo dois se forem filhotes até 45 dias de vida. A necessidade de sedação deve ficar a critério do Médico Veterinário. Recomenda-se que a alimentação do animal transportado deva ser feita antes e após o embarque.

Os animais podem ser transportados no bagageiro do avião ou na cabine (apenas uma empresa aérea brasileira permite esse tipo de acomodação para animais domésticos com até 10kg). Salienta-se que animais com peso superior a 30kg deverão ser transportado em aviões de carga. Essa regra é adotada pela maioria das empresas que operam no Brasil.

Médico veterinário Wesley Ribeiro
Médico veterinário Wesley Ribeiro

Existe empresa aérea, por exemplo, que não faz transporte de cães da raça Bulldog (e suas “variações”), pois esses animais podem ter dificuldade respiratória durante o trânsito devido ao estresse da viagem.

Rodoviário

Se o transporte for realizado em ônibus, o Decreto nº 2.251/98, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que regula a circulação de ônibus intermunicipais no País, diz que o transporte de animais nesses veículos é permitido, desde que sejam observados os locais e os limites máximos de peso e dimensão estipulados para a bagagem. Os proprietários também devem atentar para as regras que cada empresa adota para esse tipo de transporte.

Diante dessa novidade implementada pelo MAPA, o monitoramento e os cuidados sanitários com os animais de estimação devem ser uma rotina adotada pelos proprietários e acompanhada por um médico veterinário, objetivando atender à legislação vigente e a proporcionar melhor qualidade de vida aos bichinhos durante o trânsito aéreo ou terrestre.

Médico Veterinário, Mestre em Ciências Veterinárias, atualmente é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da Universidade Estadual do Ceará. Também colaborador da Coluna Dr. Vet

Wesley Ribeiro*
Colaborador

15:34 · 12.02.2014 / atualizado às 15:34 · 12.02.2014 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, o médico veterinário Dr. Wesley Lyeverton Correa Ribeiro fala sobre prevenção de verminoses em cães e gatos! Confira!

Médico veterinário Wesley Ribeiro
Médico veterinário Wesley Ribeiro

Dr. Wesley Ribeiro* : Cães e gatos podem albergar uma grande variedade de vermes gastrintestinais que comprometem sua saúde. Alguns desses parasitos podem ser transmissores de doenças zoonóticas, isto é, aquelas que acometem os seres humanos.

Os parasitos do gênero Toxocara spp, por exemplo, que tem como hospedeiros definitivos o cão e o gato, podem comprometer a saúde do homem que, após ingestão de ovos, as larvas eclodem na luz e penetram na mucosa intestinal, migram pelo sangue para vários órgãos, podendo ocasionar febres intermitentes, perda de peso, diarreias, tosse, falta de ar, problemas neurológicos e de visão.

Os animais com verminose podem apresentar: comprometimento na digestão e absorção dos alimento, falta de apetite, perda de peso, fraqueza, pelos eriçados e sem brilho, aumento

de volume e dor abdominal, vômitos e diarreia e anemia. Com frequência, os animais “arrastam” a região perianal em superfícies, denotando a presença de prurido (coceira).

Dentre as várias manifestações de verminose, a observação pelo proprietário da presença devermes nas fezes é o quadro mais frequentemente relatado.

Em cães e gatos existem várias vias de infecção por nematoides, tais como a via oral, quando a infecção se dá pela ingestão de ovos, oocistos ou larvas infectantes encontradas no solo e/ou pela ingestão de hospedeiros intermediários infectados (pequenos roedores, aves,

insetos e parasitas externos), via percutânea, quando as larvas penetram através da pele do animal, a via trans-uterina e a via galactogênica (através do aleitamento).

Algumas medidas gerais de controle devem ser atentadas pelos proprietários: exames de fezes devem ser realizados nos animais ao menos duas vezes ao ano, vermifugar fêmeas antes da cobertura, com 42 dias de gestação e 21 dias após o parto. Em filhotes oriundos de ninhada muito infectada, a vermifugação de ser realizadas aos 15, 30, 45 e 60 dias de vida, com reforço sempre a cada quatro meses.

Em filhotes de gatos, deve-se iniciar o procedimento na 3ª ou 4ª semanas de vida, repetindo aos 60 e 120 dias, com reforço a cada quatro meses.

Mesmo que o tratamento de animais acometidos por verminose seja relativamente fácil, é importante o acompanhamento periódico do animal pelo médico veterinário para que esse institua uma estratégia específica para cada caso, ao avaliar de forma correta as condições do ambiente em que o animal vive e determinar a frequência com que a vermifugação deve ser feita e quais vermífugos devem ser utilizados.

* Médico veterinário, mestre em Ciências Veterinárias e, atualmente, é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da Universidade Estadual do Ceará (Uece). wesleylyeverton@yahoo.com.br