Categoria: Saúde Animal


16:10 · 22.11.2010 / atualizado às 16:10 · 22.11.2010 por

A coluna Dr. Vet, da Página de Bem-Estar Animal, publicada toda segunda-feira no Caderno Regional do Diário do Nordeste, falou hoje sobre doenças de Pit Bul. Confira: “De repente o meu Pit Bull, com apenas 4 meses, apareceu triste, com remela nos olhos e pus no pênis. Gostaria de saber, o nome da doença e o tratamento”, indaga Pedro Henrique Arrais, do Município do Crato (CE).
A tristeza, apatia, secreção oftálmica e peniana em um filhote de 4 meses de idade podem ser indícios de várias doenças. Doenças simples, como as “verminoses” já podem provocar estes sinais clínicos. Entretanto, doenças infecciosas mais graves, complexas e severas também podem desencadear estes sintomas, tais como cinomose, hepatite contagiosa, ehrlichiose, babesiose e leishmaniose (calazar).
Os filhotes são mais susceptíveis a todas essa doenças, já que o seu sistema imunológico não é capaz de combater infecções virais, bacterianas e parasitárias de uma forma tão eficiente como os animais adultos. Atualmente, na prática veterinária, temos observado que animais da raça Pit Bull não apresentam uma boa resposta imune e adoeçem com muita facilidade. Acredita-se que a seleção desta raça, com acasalamentos de consaguinidade, à procura de animais com alto valor genético, tenha selecionado animais mais predisponentes a uma grande variedade de doenças. Entretanto, ainda existe a necessidade de estudos mais detalhados sobre a imunidade desta raça. Para o diagnóstico da doença do seu animal, alguns fatores devem ser levados em consideração: o filhote recebeu as três doses da vacina conhecida popularmente como “octupla”, que previne doenças como cinomose, parvovirose, coronavirose, hepatite, influenza, parainfluenza e leptospirose? Foi vermifugado corretamente? Apresentou infestação de pulgas ou carrapatos? É realizado algum tipo de prevenção contra o mosquito palha, que transmite a Leishmaniose? Desta forma, este animal deve ser examinado por um médico veterinário, que pode pedir alguns exames, como hemograma completo, exame parasitológico de fezes, exame de pesquisa de hematozoários e sorologia. Soroterapia, antibioticoterapia, vermífugos, antiinflamatórios, imunoestimulantes, colírios oftálmicos e suplementação vitamínica são alguns procedimentos e medicações que poderiam ser utilizadas. Entretanto, o diagnóstico é fundamental para a escolha da medicação correta e para o sucesso do tratamento.
Annice Aquino Cortez, médica veterinária da Favet-Uece. Esta coluna é mantida por meio de uma parceria com a Favet-Uece. Criadores interessados em tirar dúvidas sobre seus animais, nas mais variadas áreas da Veterinária, podem contatar o e-mail anavaleria@diariodonordeste.com.br ou pelos telefones (85) 3266.9790 ou 3266.9771.

16:38 · 15.11.2010 / atualizado às 16:38 · 15.11.2010 por
As gatas entram no cio a cada 21 dias. A posse responsável exige uma procriação controlada/Foto: José Leomar

Se você não é criador profissional, uma das medidas essenciais para a posse responsável de seu bichinho de estimação é a castração. Principalmente se seu fofinho for um felino, macho ou fêmea. As gatas entram no cio a cada 21 dias e dão ninhadas médias de seis filhotes. Já pensou como ficará sua casa se não houver um controle da procriação? Abandonar as criar não dá. É transferir o problema para a cidade e causar muito sofrimento para os bichos. Um dos maiores medos que cães e gatos têm é de serem abandonados. A solidão é um sentimento comum a quase todos os mamíferos.

A castração deve ser feita por um médico veterinário, que sabe todos os procedimentos corretos para que a cirurgia tenha sucesso: não cause  dor nem sofrimento e seja de rápida recuperação para o animal. O preço varia conforme a clínica. Vale a pena fazer uma pesquisa de mercado. Tanto para cães como para gatos, uma cirurgia bem feita deixa pequena cicatriz, que pode ser mantida com álcool iodado ou outra substância indicada pelo veterinário. Em uma semana, o bichinho estará pronto para retirada dos pontos.

Mas se você não dispõe de muito dinheiro para pagar uma cirurgia numa clínica, pode entrar em contato com entidades protetores de animais, que realizam o procedimento a preço de custo. Em Fortaleza, uma das prioneiras na atividade é a União Internacional Protetora dos Animais, presidida pela advogada Geuza Leitão. A Uipa realiza, toda terça-feira, mutirão de castração, feita pelo Dr. Péricles Duarte Portela. Mas Geuza avisa que, por questões de segurança da própria casa, só está recebendo animais de pessoas conhecidas ou muito bem recomendadas. Seu fone é (85) 3261.3330.

Uma das voluntária da Uipa, Eulina Gondim, também promove mutirão de castração no último sábado de cada mês. Ela também conta com o apoio do competente Dr. Portela. As pessoas interessadas devem ligar antes para entrar na lista. O fone de contato é (85) 8891.6735.

Outra ONG que também realiza castração a preço de custo é a Apata. A presidente Flávia conta com o apoio de três clínicas. Os mutirões acontecem todo mês, mas as datas são a confirmar. Ela organiza grupos de animais por bairros. Os interessados devem manter contato prévio para se cadastrar. O fone é (85) 9981.5766 ou pelo email apatace@hotmail.com

14:24 · 08.11.2010 / atualizado às 14:24 · 08.11.2010 por

“Estou iniciando uma criação de cães da raça Fila Brasileiro, e gostaria de saber como faço para amenizar os famosos calos que aparecem em cães de grande porte que vivem em áreas cimentadas. Meus cães têm menos de 2 anos e já apresentam calos nas juntas”, quer saber Diogo Catunda, da cidade de Ipueiras (CE).

Quem responde a dúvida do criador é o Dr. Daniel Couto Uchoa, médico veterinário do Kennel Clube do Estado do Ceará (KCEC) e doutorando da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece): “Calos ou escaras de decúbito são lesões de pele que aparecem com frequência em animais de médio e grande porte e que nada mais são que calos de apoio causados pelo contato da pele com superfícies duras, mas comumente em cotovelos e calcanhares. Dois são os principais fatores que levam ao seu aparecimento: o piso e o peso do animal. Quanto mais rugoso o piso, maior a fricção deste com a pele ao levantar-se ou deitar-se, que leva a perca de pêlo ou até destruição dos folículos pilosos nas regiões já citadas, pois para compensar o impacto e a falta de gordura, a pele começa a se espessar nas regiões de contato. Se não houver ferida no local, a pele do calo de ser hidratada diariamente com substâncias emolientes, oleosas ou cremosas específicas para calos. Existem produtos Veterinários específicos para este tratamento a base de lanolina, uréia, silicone, óleo mineral, cera de abelha, vaselina entre outros componentes. Estes compostos tratam os calos prevenindo complicações como a piodermite (inflamação do calo), a fibrose (degeneração e aumento do calo), bicheiras e bernes. Após a aplicação do produto nas calosidades, distaria seu animal, brincando ou passeando com ele e evitando que o produto seja removido por suas lambidas. Caso haja ferida, com rachaduras, sangue ou pus, pois em alguns casos a pele pode ressecar a tal ponto que rache e inflame bastante, o animal deve encaminhado ao Médico Veterinário para correta aplicação de antibióticos e/ou antiinflamatóirios. Outro ponto importante é o peso do animal. Calos ocorrem naturalmente em raças gigantes, como o Fila Brasileiro, Mastin Napolitano e Mastif, de médio porte como o Boxer, o Pointer e o Bull Terrier e até nos de pequeno porte como o Pinscher e o Terrier Brasileiro (Fox Paulistinha). Vale à pena ressaltar que em cadelas gestantes e lactantes a incidência de calos ou escaras aumenta, pois estas passam muito tempo em decúbito. Quando o animal se deita, seu peso faz com que as pontas dos ossos se atritem com o solo. O piso do canil para cães adultos deve ser macio, de preferência de cimento queimado ou piso antiderrapante (cerâmica ou borracha). Para filhotes, o cimento queimado é desaconselhado por questões de aprumo. A área na qual este animal dorme pode ser forrada com colchonete, estrado de madeira, grande quantidade de jornal ou papelão, tomando-se cuidado com a destruição e ingestão destes objetos”.

Esta dica sobre saúde em cães está publicada na coluna Dr. Vet de hoje, na Página de Bem-Estar Animal, que sai toda segunda-feira no Caderno Regional do Diário do Nordeste, numa parceria com a Favet-Uece. Interessados em enviar perguntas podem escrever para este blog ou para anavaleria@diariodonordeste.com.br  Confira!

06:40 · 29.10.2010 / atualizado às 12:18 · 29.10.2010 por
Seguir o calendário de vacinação garante saúde para o cãozinho

Ao adquirir um cão filhote, muita atenção aos cuidados básicos. Até os três primeiros meses de vida, é recomendável que o animalzinho permaneça em casa, protegido do contato com outros animais desconhecidos. Os passeios e os banhos de sol devem ser em ambientes seguros.

A amamentação do filhote é essencial para sua saúde. Os anticorpos contidos no colostro do leite materno dá a proteção necessária nesta fase. Cerca de 90% dos anticorpos são transmitidos aos filhotes nas primeiras 24 horas de vida. Os que mamarem mais ou estarem em ninhadas pequenas são favorecidos.

O plano de vacinação deve ser definido pelo médico veterinário. Começa após a sexta semana, com a administração da primeira dose da vacina óctupla, que defende o organismo contra as seguintes doenças: Cinomose, Coronavirose, Hepatite (Adenovirose I), Adenovirose II, Leptospirose, Parvovirose e Parainfluenza. Esta vacina deve ser repetida no filhote mais duas vezes, em intervalos de 30 dias. Normalmente, junto com a última dose da óctupla, é ministrada a vacina anti-rábica. Após este calendário inicial,  a vacinação deve ser renovada anualmente.

06:38 · 29.10.2010 / atualizado às 12:19 · 29.10.2010 por
Carrapatos podem levar os cães à morte

Criar cachorro é muito bom. Mas bom mesmo é mantê-lo com saúde. Uma das pragas mais temidas por quem tem cão em casa é o carrapato. E todo cuidado é pouco pois a Erlichiose, a popularmente chamada  “doença do carrapato”, pode levar o animal à morte se não for tratada devidamente.

A Erlichiose é transmitida por carrapatos do gênero Rhipicephalus sanguineus, muito comum em cães (seus hospedeiros principais) e rara em gatos. Nos cães, o carrapato transmissor da doença é o Erlichia canis. A transmissão acontece quando o carrapato ataca um cão já contaminado pela Erlichia, se contaminando e, posteriormente, ao atacar um cão sadio, faz com que a doença penetre em sua corrente sanguínea, causando anemia pela destruição das células vermelhas.

Os sintomes da doença podem ser febre, falta de apetite, perda de peso e trizteza. Também é possível haver sangramento nasal, urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele e dificuldades respiratórias, além de inchaço nas patas, mucosas pálidas,  cegueira, abdômen sensível e dolorido, aumento do baço, do fígado e dos linfonodos.

Tão logo alguns desses sintomas sejam percebidos no seu cão, corra para o veterinário. Ele é a única pessoa capaz de melhor diagnosticar o quadro. Com certeza, vai pedir exame de sangue para definir o melhor tratamento. Porém, antes que a doença se manifeste, o melhor é manter o animal em higiene perfeita: banhos semanais e uso de carrapaticidas tanto no cão como no ambiente.

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