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Cães de companhia lideram na preferência dos cearenses

08:53 · 02.08.2018 / atualizado às 08:53 · 02.08.2018 por

Os cães de companhia lideram na preferência dos cearenses! De acordo com o Kennel Clube do Estado do Ceará (KCEC), das dez raças com maior número de registros de cães junto à entidade, sete são de companhia. Os números consolidados de registro de cães referem-se ainda ao ano de 2017, mas refletem uma tendência atual.

O vice-presidente do KCEC, Luiz Eduardo Matos Mendes, aponta as dez raças mais preferidas pelos cearenses, considerando os números de registro de cães:

  1. Shih tzu – 1.376 registros
  2. Yorkshire Terrier – 697
  3. Buldogue Francês – 469
  4. Pug – 387
  5. Golden Retriever – 343
  6. Rottweiler – 289
  7. Spitz Alemão Anão – 245
  8. Fila Brasileiro – 235
  9. Bulldog (Buldogue Inglês) – 197
  10. Maltês – 188 registros

Os cães de guarda, como Fila e Rottweiler, vêm em segundo lugar na preferência. “Numa metrópole como a nossa, os cães, em sua maioria, perdem suas funções originais, tais como caçar, farejar, pastorear etc. Daí sobram então duas funções básicas: a guarda, para aqueles que ainda moram em casas, considerando a insegurança urbana; e a função de companhia, que é própria das raças do Grupo 9”, afirma Luiz Eduardo. “E também vale considerar que, cada vez mais, as pessoas estão solitárias, ou moram sozinhas, ou ainda, as familias têm menos filhos. Os pets de companhia estão ocupando este espaço”, completa.

Vice-presidente do Kennel Clube do Estado do Ceará (KCEC), Luiz Eduardo Matos Mendes / Foto: Nilton Novaes

“Ao longo da história da humanidade, o melhor amigo do homem sempre esteve ao seu lado para atender as suas necessidades que mudam junto com a evolução humana. Por isso, o crescimento, não só no Ceará, mas no mundo, das raças de companhia, não só por serem menores, mas por serem mais fácies de adaptação aos apartamentos, visto, por exemplo, a substituição de um Akita por um Shiba, ou de um Collie por um Pastor de Shetland; mas, principalmente, por nos dar alegria de preencher o vazio de nossas vidas. Ficam juntos conosco pedindo e dando unicamente carinho“, complementa o vice-presidente do KCEC.

Com base nos dados da Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) sobre as dez raças e seus respectivos grupos, conforme o padrão técnico de cada uma, e também com alguns itens dos sites Cachorrogato e Tudo sobre cachorros, veja abaixo informações gerais sobre os cães preferidos dos cearenses (origem, aparência geral, temperamento).

Vale o alerta: preferimos não trazer preços de cães uma vez que o mais correto é se informar junto aos próprios criadores. Sim, se você está interessado em adquirir um exemplar de uma das raças, entre em contato com o Kennel Clube do Estado do Ceará, se informe sobre o respectivo criador e visite o canil. Desta forma, estará agindo com responsabilidade e combatendo a ação dos chamados “cachorreiros”, que não respeitam o bem-estar animal e reproduzem ninhadas sem se preocupar com os padrões das raças, visando apenas o comércio indiscriminado.

As fotos são do fotógrafo especializado em cinofilia, Nilton Novaes, que mantém em seu Facebook o “Cantinho das Raças by NN”.

As Dez raças com maior número de registros de cães no KCEC

Fotos: Nilton Novaes

Shih tzu – 1.376 registros
Grupo 9 – Cães de companhia
Utilização: Cão de Companhia.

As pessoas tendem a se confundir entre os Apso e Shih Tzu, mas há uma série de diferenças muito distintas entre eles. As raízes desta raça estão no Tibete, mas ela foi desenvolvida na China, onde cães como estes viviam nos palácios imperiais. A China se tornou uma república em 1912, após o que exemplares da raça encontraram seu caminho para o ocidente, embora a primeira importação registrada para a Grã-Bretanha não ocorreu antes de 1931. Foi reconhecida como uma raça distinta de outras raças orientais em 1934, sendo concedido um registro separado pelo The Kennel Club em 1940, com certificados para campeonato disponibilizados a partir de 1949. O visual do crisântemo para a cabeça do Shih Tzu é o mais atraente, e isso é causado pelo crescimento do pelo para cima, na ponte nasal. Robusto, pelagem abundante, mas não excessiva, com um distinto porte arrogante e com uma cabeça com aspecto de crisântemo. Inteligente, ativo e alerta. Carinhoso e independente.

Yorkshire Terrier – 697 registros
Grupo 3 – Terriers
Utilização: Cães de companhia

O Yorkshire Terrier é oriundo da mesma localidade do Airedale Terrier e foi visto pela primeira vez em torno dos anos 1850. O velho Terrier Preto e Castanho (“Tan”) está por trás (da formação) do Yorkshire Terrier, juntamente com outras raças como o Maltês e o Sky Terrier. O nome atual foi aceito em 1870. Dentre as qualidades características das raças Terriers inclui-se o instinto de caça, seja por um brinquedo em casa ou um roedor no jardim. De pelagem longa, com o pelo pendendo completamente reto e uniformemente para baixo em cada lado, dividido por uma linha que se estende da trufa à extremidade da cauda. Muito compacto e elegante, portado muito verticalmente, conferindo um ar importante. Terrier de companhia alerta e inteligente. Vivaz e igualmente disposto.

Buldogue Francês – 469 registros
Grupo 9 – Cães Toy e de Companhia
Utilização: Cães de Companhia

Provavelmente surgiu, como todos os dogues, dos Molossos do Epirus e do império romano, parente do Bulldog da Grã-Bretanha, dos Alanos da Idade Média, dos dogues e pequenos dogues da França, o buldogue que conhecemos é um produto de diferentes cruzamentos feitos pelos criadores apaixonados nos bairros populares de Paris nos anos 1880. Naquela época cão de forte Halles – açougueiros, cocheiros – e cedo conquistaram a alta sociedade e o mundo dos artistas pelo seu físico e particularmente pelo seu caráter. Ele então se propagou rapidamente. O primeiro Clube da raça foi fundado em 1880 em Paris. O primeiro registro data de 1885 e o primeiro padrão foi estabelecido em 1898, ano no qual a Sociedade Canina Central (Kennel Club Francês) reconheceu o Bulldog Francês como raça. O primeiro cão dessa raça foi exposto no início de 1887. O padrão foi modificado em 1931-1932 e 1948. O tipo é o de um molossóide de pequeno porte. Cão possante para seu pequeno talhe, brevilíneo, atarracado, compacto em todas as suas proporções, de pelo curto, com uma trufa achatada, de orelhas eretas e com uma cauda naturalmente curta. Ele deve ter a aparência de um cão ativo, inteligente, muito musculoso, de estrutura compacta com uma sólida ossatura. Nenhum ponto é exagerado comparado aos outros, o que poderia destruir a harmonia geral ou dar ao cão uma aparência disforme de gênero ou de movimento. Como um bom cão de companhia, é sociável, alegre, brincalhão, possessivo, ativo.

Pug – 387 registros
Grupo 9 – Cães de Companhia
Utilização: Cães de companhia

Uma certa quantidade de especulação existia sobre a origem desta raça, que parecia ter vindo do Oriente. Seu país de origem é listado como a China, onde os cães de nariz (trufa) arrebitado sempre foram favorecidos. Ele encontrou o seu caminho para a Europa com os comerciantes da Companhia Holandesa das Índias Orientais e desde o ano de 1500 já eram admirados nos Países Baixos. Na verdade, o Pug se tornou o símbolo para os patriotas reais. O Pug chegou à Inglaterra quando Guilherme III subiu ao trono. Até 1877, a raça era vista apenas na cor fulvo, mas nesse ano um casal preto foi introduzido a partir do Oriente. Decididamente quadrado e robusto, ele é “multum in parvo” (muito em pouco, ou seja, cão compacto e atarracado), como mostra sua forma compacta, suas bem ajustadas proporções e sua musculatura rija, mas nunca deve apresentar patas curtas nem ser magro e pernalta. De grande charme, dignidade e inteligência. Equilibrado, feliz e muito disposto.

Golden Retriever – 343 registros
Grupo 8 – Retrievers, Levantadores e Cães d’Água
Utilização: Cão de caça

Gerado na Grã-Bretanha, em meados do século XIX, o Golden Retriever foi desenvolvido a partir da mistura de diferentes raças caninas, incluindo Water Spaniel (já extinta), Terra Nova e Setter Irlandês – embora haja estudiosos que acreditam que o Bloodhound também faça parte dessa base que deu origem ao Golden. Goldens parecem Labradores de pelo longo, mas tem o temperamento mais calmo e se adaptam melhor em apartamentos. Amigo de todos, o Golden Retriever é conhecido por sua natureza devotada e protetora como companheiro da família. Ele vai fazer suas buscas esportivas também em apartamento, e anseia por um dia no campo. Ignorar sua natureza ativa e sua poderosa estrutura física pode levar a problemas de comportamento. Essa raça precisa de exercícios físicos e mentais todos os dias. Ele tende a ser excessivamente exuberante e agitado, e seu entusiasmo pelas coisas o distrai facilmente durante o treino. Porém, ele é louco para agradar e adora aprender. Obediente, inteligente, possui natural habilidade para o trabalho, amável, amigo e confiável.

Rottweiler – 289 registros
Grupo 2 – Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e raças assemelhadas
Utilização: Tração, guarda e boiadeiro

O Rottweiler figura entre as raças mais antigas. Sua origem remonta à época dos romanos, onde foi criado como um cão de guarda e boiadeiro. Esses cães imigraram com as legiões romanas através dos Alpes, guardando homens e tocando o rebanho. Nos arredores de Rottwell, eles se encontraram com os cães da região. Houve, então, uma miscigenação. A tarefa principal do Rottweiler voltava a ser a condução e a guarda de grandes rebanhos, de grandes animais e a defesa do seu dono e seu patrimônio. Ele recebeu esse nome por causa da antiga cidade de Rottweil: Rottweiler Metz-gerhund (Cão de açougueiro de Rottweil). Os açougueiros criaram esta raça por pura exibição, sem qualquer utilidade para ele. Assim, no decorrer do tempo, este cão de passeio passou a ser mais utilizado como cão de tração. No início do século, quando se pesquisaram diversas raças para a função policial, o Rottweiler também foi avaliado. Em pouco tempo demonstrou ser extraordinariamente adequado às tarefas do serviço policial. Por esta razão, no ano de 1910, foi oficialmente reconhecido como um cão policial. A criação do Rottweiller pretende um cão forte, preto com marcações em marrom avermelhado, claramente definidas, que, apesar do aspecto geral massudo, não deve prescindir de nobreza, sendo altamente indicado como cão de companhia, proteção e utilidade. É um cão robusto, porte de médio para grande, sem ser leve, grosseiro, pernalta ou esguio. Sua estrutura, em proporções corretas, forma uma figura compacta, forte e bem proporcionada, revelando potência, agilidade e resistência. É, basicamente, amigável e pacífico, muito apegado, adora crianças, fácil de se conduzir e ávido por trabalho. Sua estampa revela primitivismo, é autoconfiante, com coragem e nervos firmes. Sempre atento a tudo que o cerca, reage com grande presteza.

Spitz Alemão Anão – 245 registros
Grupo 5 – Spitz e tipos Primitivos
Utilização: Cão de guarda e companhia

Os Spitz Alemães são descendentes dos cães da Idade da Pedra: “Peat dogs” (Torfhund) “Canis familiaris palustris Rüthimeyer”, e mais tarde o Lake Dweller’s (Pfahlbau) Spitz; são as raças de cães mais antigas da Europa Central. Muitas outras raças foram criadas a partir delas. Nos países de línguas não germânicas, os “Wolfsspitz” são conhecidos como Keeshonds e os Spitz Anão como Pomerânia. Os Spitz cativam pela beleza de sua pelagem, feita para ficar externamente ao abundante subpelo. Particularmente impressionante é o forte tipo de juba ao redor do pescoço (“rufo”) e a espessa cauda atrevidamente portada sobre o dorso. A cabeça de raposa com olhos alertas e as pequenas orelhas pontudas, inseridas próximas uma da outra, dão ao Spitz sua característica única, uma aparência atrevida. O Spitz Alemão está sempre atento, esperto e é excepcionalmente devotado ao seu dono. É muito dócil e fácil de ser treinado. Sua desconfiança com estranhos e sua ausência de instinto de caça fazem dele um cão de guarda ideal para casas e fazendas. Ele não é nem tímido nem agressivo. Indiferente às intempéries, robustez e longevidade são seus atributos mais importantes.

Fila Brasileiro – 235 registros
Grupo 2 – Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e raças assemelhadas.
Utilização: Guarda e boiadeiro

Raça tipicamente molossóide. Poderosa ossatura, figura retangular e compacta, harmoniosa e proporcional. Apresenta, aliada a uma massa muscular, grande agilidade concentrada e facilmente perceptível. As fêmeas devem exibir feminilidade bem pronunciada, diferenciando-se, nitidamente, dos machos. O focinho é ligeiramente mais curto que o crânio. Dotado de coragem, determinação e valentia notáveis. Para com os de sua casa é dócil, obediente e extremamente tolerante com as crianças. É proverbial sua fidelidade, procurando com insistência a companhia dos donos. De comportamento sereno, revelando segurança e confiança própria, absorve perfeitamente ambientes e ruídos estranhos. É fiel à guarda da propriedade, dedicando-se, também, e, por instinto, às lides de gado e à caça de animais de grande porte. Caracteriza-se pela aversão a estranhos, sendo de manejo controlado particularmente em pista de exposição. Sua expressão, em repouso, é calma, nobre e segura. Nunca apresenta olhar vago ou de enfado. Em atenção, sua expressão é de determinação, refletida num olhar firme e penetrante.

Bulldog (Buldogue Inglês) – 197 registros
Grupo 2 – Pinscher e Schnauzer, Raças Molossóides, Cães Montanheses Suíços e Boiadeiros.
Utilização: Cão de companhia

O Bulldog foi o primeiro classificado como tal na década de 1630, embora houvesse anterior menção de tipos similares designados “bandogs”, hoje um termo reservado para um tipo de cão de briga. Usado inicialmente para o combate a touros (“bull-baiting”), o Bulldog também batalhou seu caminho através das rinhas de cães, mas depois de 1835 começou a evoluir para a versão de cara mais curta e atarracada que conhecemos atualmente. Ele entrou nas exposições em 1860 e, nos anos seguintes, viram uma grande mudança de personalidade. Um cão deliciosamente feio, com uma expressão de pugilista, que esconde um carácter amoroso e afetuoso com a família e amigos. Uma das raças autóctones mais antigas, conhecido como o Cão Nacional da Grã-Bretanha e associado em todo o mundo com a determinação britânica e do lendário John Bull. Pelo macio; atarracado, de estatura bastante baixa, largo, poderoso e compacto. Corpo razoavelmente curto, bem ajustado. Membros robustos, bem musculosos e em muito boa condição sem tendência à obesidade. O Bulldog dá uma impressão de determinação, de força e atividade. Alerta, valente, leal, confiável, corajoso, de aparência feroz, mas dotado de uma natureza afetuosa.

Maltês – 188 registros
Grupo 9 – Cães de Companhia
Utilização: Cão de companhia

O nome Maltês não significa que ele é originário da ilha de Malta, porque o adjetivo “Maltês” vem da palavra semítica “màlat” que quer dizer refúgio ou porto; esta raiz Semítica surge novamente em toda uma série de nomes de lugares marítimos; por exemplo o nome da ilha Adriática ilha da Méleda, a cidade Siciliana de Melita e também o da ilha de Malta. Os ancestrais deste pequeno cão viviam nos portos e cidades marítimas Centrais do Mediterrâneo onde caçavam camundongos e ratos que se encontravam em profusão nos armazéns dos portos e nos porões dos navios. Na lista de cães existentes na época de Aristóteles (384- 322 A.C.) ele menciona uma pequena raça para o qual atribui o nome latino de “canes malitenses”. Este cão era conhecido na Roma Antiga; companheiro favorito das matronas, foi elogiado por Strabon, poeta latino do Primeiro Século A.D. Representações do Maltês por numerosos pintores da Renascência mostram este pequeno cão nos salões da época, ao lado das belas damas daquele tempo. De tamanho pequeno, corpo alongado. Coberto por uma pelagem branca muito longa. Muito elegante com um distinto e orgulhoso porte da cabeça. Vivo, afetuoso, muito dócil e muito inteligente. Há muito tempo é o cachorrinho de colo preferido, e o gentil Maltês se encaixa lindamente nesse papel. Ele também tem um lado selvagem e ama correr e brincar. Apesar do seu ar inocente, ele é corajoso e rabugento, e pode desafiar cães maiores. Ele é um pouco reservado com estranhos. Alguns latem muito.

MAIS INFORMAÇÕES: Kennel Clube do Estado do Ceará (KCEC). (85) 3265.5040

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