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I Encontro da Família dos Animais acontecerá no sábado

Publicado em 07/03/2013 - 6:34 por | 1 Comentário

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EFAMANo próximo sábado, dia 9, vai acontecer um grande evento em favor do nossos queridos bichinhos. A ONG Abrace – Uma Causa Animal vai promover o I Encontro da Família dos Animais (I Efama).  A presidente da ONG, a amiga Cristiane Angélica, me convidou. Vou estar lá falando sobre Bem-Estar Animal. A programação está bem ampla. Confiram na entrevista abaixo, que fiz com a Cristiane!

Valéria Feitosa: Qual o objetivo do evento?

Cristiane Angélica: O objetivo do I EFAMA – I Encontro da Família dos Animais, é integrar os tutores de animais em encontros, inicialmente em condomínios, com um evento cujo foco é o cuidado e o respeito aos animais, e que seja ao mesmo tempo, educativo e recreativo.
A partir do I EFAMA, queremos formar multiplicadores desse evento, para que o mesmo se propague e leve conscientização as pessoas no que diz respeito ao bem estar animal.

VF: O que é a Abrace?

CA: A Ong ABRACE- Uma Causa Animal, foi fundada por protetores independentes que atuavam em Fortaleza/CE na área de proteção animal, e que foram amadurecendo alguns princípios norteadores comuns nesse trabalho.
A ABRACE, então surgiu da necessidade de unir a experiência individual desses  protetores, que em longos anos já efetuavam o trabalho de resgate-tratamento-doação de animais, à uma gerência de profissionais especializados,  na busca de atuar, de forma mais organizada nas áreas de educação, legislação, bem estar animal e em ações de combate a superpopulação de cães e gatos.

abrace23VF: Quem forma a Abrace?

CA: Eu estou como presidente. Como vice-presidente : Gil Da Ponte Jr; secretária: Luiza Monteiro; 1ª tesoureira: Licia Carvalho; 2ª tesoureira: Rosane Rocha; Conselho fiscal: Luisa Accioly, Felipe Ribeiro e Célia Julião. A diretoria é formada por 8 membros efetivos,  entretanto  os Seta, Setores Abrace, contam com a composição de mais 35 voluntários que coordenam diversas áreas e ações. Dentre esses coordenadores contamos também com 3 membros que moram em outros estados , respectivamente em SP, RJ e RS, e que fazem conosco um trabalho de divulgação junto as redes sociais.

VF: Como fazer para novos condomínios entrarem nesta promoção?

CA: Estamos fazendo o projeto piloto para analisar o resultado. Somente a  partir do resultado iremos estudar uma forma de inscrição de outros condomínios. Pretendemos, de início, fazer o EFAMA bimestralmente porque na verdade já temos alguns interessados em sediar esse evento daí pretendemos estender a bairros diversos, abrangendo além de condomínios, escolas, e também, futuramente, cidades da região metropolitana e do interior do estado. Provavelmente,  abriremos um cadastro para inscrições, na qual serão avaliados critérios que possam viabilizar o evento nos locais inscritos.

abrace7VF: Quais os parceiros na promoção?

CA:   Este Blog Bem-Estar Animal e o Diário do Nordeste, por meio da Página de Bem-Estar Animal, as Rações Guabi e também GK Conceito Del Paseo, Medical Dog,  JA Comercial LTDA, Pet Shop Vira Lata, Clínica Veterinária Etave, Zummpi-arte e design , Mimos Criações, CA de Veterinária da Fatene, Dog Shop, Areia higiênica Gato Limpinho, PSA – Plano de Saúde animal, Ler livraria, Bichomania, EAOS, BichomaniaCE, Cão Legal – Comportamento Canino.

abrace22VF: Quais as próximas programações da Abrace?

CA: Agora em março também teremos uma campanha de adoção no Shopping Benfica no sábado, dia 16-03, das 14 às 20 horas e um bazar que ainda não tem um local definido, mas que ocorrerá, provavelmente no dia 30 de Março.

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Casos de mormo em cavalos colocam o Ceará em estado de alerta

Publicado em 05/03/2013 - 9:28 por | 1 Comentário

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Alerta aos criadores de cavalos. Página de Bem-Estar Animal do Diário do Nordeste (publicada toda toda terça-feira) aborda o problema do mormo, uma zoonose letal. Confiram!

adagriFortaleza. Alerta para os criadores de cavalos: 18 animais já foram sacrificados no Ceará vítimas do mormo, uma doença infectocontagiosa que atinge o sistema respiratório do equino, levando-o à morte. O médico veterinário da Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), José Amorim Sobreira Neto, explica que o Ceará vive um estado de endemia da doença. “A situação está sob controle”, afirma. Porém, é necessário o envolvimento de todos os criadores de cavalos no combate à enfermidade, uma vez que trata-se de uma zoonose, podendo atingir também o ser humano, e até outros animais carnívoros, tais como cães e gatos, e ruminantes, como caprinos.
Os animais sacrificados foram originários de municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), onde há muitos haras. Dos 18 cavalos, 16 eram Quarto de Milha participantes de vaquejadas. Este contexto evidencia uma das formas de contaminação da doença, por veiculação hídrica. Nas vaquejadas, é comum os animais terem água em bebedouros coletivos, aumentando o risco de circulação da bactéria Bukolderia mallei, causadora do mal. A contaminação também acontece por meio do alimento.
O cavalo doente apresenta como sintoma uma forte gripe, com secreção purulenta nas narinas. Quando essa secreção cai na água ou no alimento, a bactéria pode contaminar outros animais. “O mormo não tem tratamento, vacina ou cura”, alerta Amorim Sobreira. O sacrifício do animal doente tem sido a única forma de controle da doença.
A Adagri fez o sacrifício humanitário dos 18 cavalos, após diagnóstico feito no período de setembro de 2012 a fevereiro último. Amorim Sobreira Neto explica que a bactéria causadora da doença está no ambiente. A transmissão ocorre pela via digestiva, com a ingestão de água ou alimento contaminados; e pela via aérea, quando o equino doente espirra e espalha a Bulkoderia no ar. “Por ser uma zoonose, é um grave problema de saúde pública”, adverte o médico veterinário.
No entanto, a Adagri só confirma a doença em cavalos. As propriedades com registro de casos da enfermidade estão sendo monitoradas pela Agência Agropecuária, mas também pela Secretaria de Saúde do Estado, para possíveis manifestações nas pessoas que tiveram contato com os animais doentes. Porém, até agora, nenhuma confirmação em seres humanos.
Diagnóstico

Veterinário da Adagri, Amorim Sobreira Neto, coordena as fiscalizações nas propriedades

Veterinário da Adagri, Amorim Sobreira Neto, coordena as fiscalizações nas propriedades

O sacrifício é a única forma de controle e combate. O animal doente, mesmo sem sintomas graves, pode transmitir a enfermidade por meio da secreção. O controle feito pela Adagri começa com o correto diagnóstico.
Para os cavalos transitarem no Estado precisam ter o exame negativo de mormo e AIE (Anemia Infecciosa Equina) – outra doença também monitorada pela Agência.
O mormo é confirmado por meio de exame de sangue. Quando o laboratório identifica caso positivo, comunica imediatamente à Adagri. Com o laudo do exame em mãos, o fiscal agropecuário vai até a propriedade. Se o animal apresenta os sintomas, é sacrificado imediatamente.
Se não apresenta, mas tem o laudo positivo, é feito um segundo exame para tirar a prova. É o teste da maleína, que consiste numa injeção intradérmica na pálpebra do cavalo, contendo uma proteína modificada da Bulkoderia.
Em caso positivo da doença, o equino apresenta olho inchado após 48 horas, confirmando a necessidade do sacrifício. No caso desse teste dar negativo, será repetido após 45 dias, para confirmação ou não da doença.
A eutanásia é feita por meio do rifle sanitário, como forma de evitar a contaminação dos fiscais. Amorim Sobreira diz que, em todas as propriedades com caso confirmado da doença, os criadores foram favoráveis à eutanásia e colaborativos com a Adagri. Há a compreensão sobre o alto risco de contaminação da doença entre os outros animais e a própria família do proprietário. “Se atingir o ser humano, a doença também é letal”.
Mesmo a situação estando sob controle, conforme assegura a Adagri, as medidas de combate são rigorosas. O saneamento dos focos inclui também a realização do exame de sangue nos animais de propriedades em um raio de três quilômetros no entorno do local originário do primeiro caso confirmado.
Maior incidência
O veterinário explica que o mormo é estudado desde o fim do século XIX. Desde então, não se descobriu uma forma de tratamento. A doença está disseminada em todo o País. Há registro de incidência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Porém, o maior número de casos é verificado no Nordeste.
No passado, já houve registro de mormo em seres humanos na Europa. Porém, quando as sociedades apresentavam precárias condições sanitárias. Atualmente, é improvável a confirmação.
Amorim Sobreira aponta que o controle da doença não descarta a possibilidade de aumentar o número de casos. Daí a ação permanente e o estado de alerta no Ceará.
adagri2O combate da Anemia Infecciosa Equina (AIE) também está na mira da Adagri. A doença é considerada a “aids dos equibos”. A incidência registrada pela Agência é de acordo com os exames que foram realizados por laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “É de, aproximadamente, 1,5%, ou seja, dos exames que são realizados, de cada 200 animais, apenas 3 são positivos”, afirma o veterinário.
Em quase todo o Estado há casos da AIE – Região Metropolitana de Fortaleza, Vale do Jaguaribe, Cariri, Norte e Inhamuns. “Atualmente nós temos um passivo aproximado de 1.200 casos espalhados pelo Estado, onde estamos criando uma força-tarefa para ir saneando as propriedades que são focos”, diz ele.
A AIE é uma doença causada por um vírus que ataca o sistema imunológico do animal, onde o principal sintoma é uma profunda anemia quando examinadas as mucosas dos cavalos infectados. A transmissão se dá por agulhas, seringas, arreios e esporas contaminados e insetos hemató-fagos ( que se alimentam de sangue). Estes picam o animal infectado e levam o vírus para o equino sadio, completando o ciclo de transmissão da doença.
Amorim Sobreira explica que não existe tratamento, nem vacina. “A profilaxia da doença é também o extermínio do animal contaminado para que possamos evitar a contaminação dos outros animais sadios da propriedade”, afirma.
Até agora, não se identificou a transmissão da AIE do animal para o ser humano. Portanto, conforme ele, não é considerada uma zoonose.

MAIS INFORMAÇÕES: Adagri – (85) 3101.2500

Arranhadores divertidos para gatos

Publicado em 04/03/2013 - 9:31 por | Comentar

Categorias: Eu e meu pet, Geral
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Vejam estes modelos de arranhadores para gatos. Uma fofura! É da Arranhadores divertidos

O Petshop.com.br, maior loja virtual de produtos para pets do Brasil, oferece diversos modelos de arranhadores funcionais e estilosos para entreter os bichanos

De diversos formatos e tamanhos, os arranhadores para gatos são ótimos aliados para ajudar no desenvolvimento dos bichinhos.

O acessório ajuda a estimular o hábito instintivo do bichano, além de aparar as unhas dos gatos e diminuir o estresse do animal.

E para tornar a rotina dos gatinhos mais divertida, a loja virtual Petshop.com.br oferece arranhadores modernos e charmosos, que vão entreter os pets e deixar o ambiente mais bonito.

Confira!

arranhador tobogaArranhador Tobogã

O arranhador é uma maneira natural de aparar as unhas dos gatos, ajudando na ação anti estresse dos animais.

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Arranhador OasisArranhador Oasis

Com design delicado e super divertido, o arranhador vai deixar a rotina dos gatinhos mais divertida.

Tamanho: Alt. 65 cm – Comp. 73 x 40 cm.

Preço: R$ 191,20

 

 

 

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Os gatos têm o instinto de esticar suas garras em algum lugar, arranhando tal objeto. Quando estão nas ruas, podem utilizar árvores, mas quando estão dentro de casa, o instinto continua e eles precisam de um lugar para se exercitar. O Arranhador Pata vai ajudar a entreter e aparar as unhas dos bichanos.

Tamanho: Alt. 40 cm – Base 47 x 40 cm

Preço: R$ 63,75

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Cresce adesão de países para a Declaração Universal de Bem-Estar Animal

Publicado em 26/02/2013 - 7:20 por | Comentar

Categorias: Geral, Saúde Animal
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WSPA lidera coalizão mundial para aprovação da Declaração Universal de Bem-Estar Animal. Vamos todos assinar este documento. Movimento mundial é tema de reportagem abaixo, também publicada na Página de Bem-Estar Animal, toda terça-feira no Diário do Nordeste. Confiram!

WSPA faz manifestação na Rio+21

WSPA faz manifestação na Rio+21

Fortaleza. Governos de 40 países e mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo já estão apoiando a aprovação da Declaração Universal de Bem-Estar Animal (Dubea), para que tenha o respaldo das Nações Unidas. O movimento é liderado pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA). “O sofrimento dos animais, causado por maus-tratos, é um problema global. Sejam eles animais de companhia, vítimas de desastres, animais de trabalho, de consumo ou utilizados pela indústria de entretenimento”, afirma a gerente de comunicação da WSPA Brasil, Flávia Ribeiro. Ela alerta que muitas espécies são sacrificadas desnecessariamente, como acontecem com cães e gatos na Ásia, para controle populacional.
wspa2A WSPA é uma Organização Não Governamental (ONG) fundada há mais de 30 anos, que atua em mais de 50 países. Tem como missão promover o bem-estar animal (BEA) e combater os maus-tratos contra as espécies em todo o planeta. Segundo destaca Flávia, a ONG trabalha para elevar os níveis de BEA nos países. Sua atuação abrange diversas frentes de trabalho, por meio de campanhas educativas, promoção da conscientização sobre BEA, atendimento a animais em desastres, treinamentos e cursos na área de educação e abate humanitário. Também atua junto aos governos para minimizar a crueldade contra as espécies da fauna.
No ano passado, esteve ministrando workshop para professores da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), no intuito de introduzir ensino sobre bem-estar animal. “O nosso trabalho baseia-se na promoção da senciência animal, reconhecendo que os bichos também são seres que têm sentimentos, ou seja, sentem dor, medo frustração, angústia e sofrimento”, afirma Flávia Ribeiro.
Durante a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho do ano passado, a entidade desempenhou papel fundamental para introduzir o conceito de BEA no documento final do evento.
A gerente de Comunicação da ONG destaca que este trabalho começou antes do evento, com a promoção de diálogos junto aos públicos interessados em reuniões preparatórias à Rio+20, na ONU, em Nova York. Foram parcerias com instituições como a IPSA (Parceiros Internacionais para a Agricultura Sustentável). A meta foi discutir a importância do BEA para o desenvolvimento sustentável.

Flávia Ribeiro é gerente de Comunicação da WSPA Brasil

Flávia Ribeiro é gerente de Comunicação da WSPA Brasil

“Estudos de caso feitos pela organização demonstram que é possível implementar boas práticas de bem-estar animal no sistema produtivo de diversos países, tornando a agropecuária mais sustentável e melhorando o nível de bem-estar animal. Tratar este tema e sua conexão com a economia verde foi um grande desafio para a agenda da Rio+20. Mas o tema foi mantido no documento final, fruto de um esforço e de uma interlocução positiva de diversos atores”, explica ela.
Na conferência do Rio de Janeiro, a ONG manteve estande na Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo. Também promoveu debates por meio de “side events”, os diálogos de sustentabilidade, na Arena da Barra.
A WSPA lançou a Dubea em 2006. A Declaração é um acordo que estabelece diretrizes básicas de bem-estar, reconhecendo os animais como seres sencientes e sua proteção como importante meta para o pleno desenvolvimento social das nações.
A ONG lidera uma coalizão mundial de organizações que apoiam a campanha “Para Mim os Animais Importam”, cujo objetivo é recolher o maior número possível de assinaturas e levar o plenário da Organização das Nações Unidas a votar o documento. A meta é garantir métodos efetivos para coibir práticas de maus-tratos aos animais, criando parâmetros internacionais de orientação, para definição de leis nesse sentido. Atualmente, o abaixo assinado pela DUBEA conta com mais de 2 milhões de assinaturas. Assim como nos demais países, no Brasil, o apoio popular cresce diariamente.
Cerca de 200 entidades de defesa animal e milhares de colaboradores têm trabalhado para sensibilizar a população e conseguir apoio. O apoio político para a Declaração tem chegado aos escritórios da WSPA.

Mais informações: WSPA – www.wspabrasil.org
Para participar do abaixo-assinado, saber mais e ajudar a recolher assinaturas em apoio à Dubea, acesse www.dubeabrasil.org

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Tráfico ameaça animais silvestres

Publicado em 19/02/2013 - 14:04 por | 1 Comentário

Categorias: Antrozoologia, Geral
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O correspondente do Diário do Nordeste na Região Centro-Sul do Ceará, jornalista Honório Barbosa, fez excelente matéria para a Página de Bem-Estar Animal, publicada toda terça-feira neste jornal. Confiram:

passaros5Iguatu. Por uma questão financeira e cultural, que remonta ao século XIX, há pessoas que fazem tráfico de animais silvestres e há aqueles que criam em cativeiro bichos da fauna nordestina. Outros caçam por puro esporte e prazer. As aves são uma das espécies mais ameaçadas: golinha, bigodeiro, caboclinho do sertão, galo de campina (cabeça vermelha), papa-capim, canário da terra e papagaio integram a lista dos que mais sofrem com a ação predadora humana.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis trabalha em duas frentes: fiscaliza e combate o tráfico de animais silvestres e faz a recuperação das aves, devolvendo-as à natureza, ao habitat natural ou às unidades conservacionistas. A luta é desigual. O número de fiscais é reduzido, enquanto que a quantidade de traficantes parece ser crescente, numa proporção bem maior e presentes em todos os municípios.
passaros4O resultado dessa desproporção é evidente: as aves que até bem pouco tempo eram vistas no sertão cearense estão desaparecendo ante a ação predadora do homem. O canário da terra é um exemplo. Existia em quantidade nas matas e nas roças do Interior. “Hoje é caçado e apreendido no Peru e na Bolívia e trazidos para cá”, observa o chefe substituto do escritório regional do Ibama, em Iguatu, Alberto Castro. “O canarinho não tem mais na nossa região”.
Na região dos Inhamuns e nos Sertões de Crateús o tráfico de aves é mais intenso. Depois de apreendidos, os passarinhos são levados para comercialização nas cidades do Interior e grande parte é vendida nas feiras de pássaros em Messejana e na Avenida José Bastos, em Fortaleza. Outros são levados para São Paulo e Rio de Janeiro, por meio de ônibus clandestino para satisfazer o desejo de criação de nordestinos que migraram para a região Sudeste.
Nos últimos anos houve intensificação do tráfico de papagaios. Os traficantes mudaram a sistemática, deixando de apreender as aves. “O papagaio é um pássaro que só reproduz no mesmo lugar”, disse Alberto Castro. “Os comerciantes ilegais retiram os ovos dos ninhos, deixando apenas um só, e os chocam em casa para comercialização dos filhotes”.
O valor de comercialização do papagaio varia entre R$ 200,00 a R$ 400,00. O preço de uma ave silvestre, nativa do sertão, em feira livre oscila entre R$ 10,00 e R$ 50,00. “Quanto mais tempo de gaiola, mais manso for o pássaro, mais valor terá”, explica Castro. “A ave que canta é mais valorizada”.
passaros3Araras, tucanos e macacos costumam vir dos Estados do Piauí e Maranhão e da região Norte. O meio mais comum de transporte ilegal dessas aves é através de camioneiros que transportam madeiras (caibros, linhas e ripas) para o Ceará. “São vendidas nas estradas e algumas são de origens de reservas indígenas”, observou Castro. “Os camioneiros recebem encomendas ou trazem esses animais para revenda em pontos certos”.
O escritório regional do Ibama, em Iguatu, tem uma área de abrangência de 26 municípios e dispõe de apenas dois fiscais, além do chefe da unidade administrativa. O órgão realiza várias atividades, além de fiscalização. “É humanamente impossível darmos conta de toda essa área a ser fiscalizada”, observou Castro. “Geralmente, agimos mediante denúncias de moradores preocupados com a questão ecológica”.
O Ibama conta com a parceria com a Polícia Militar Ambiental e nos últimos anos cresceu o envolvimento ecológico de delegados e agentes da Polícia Civil que contribuem no combate ao tráfico de animais silvestres. “Os jovens, estudantes, que recebem educação ambiental estão conscientes e não agem igualmente como os da geração passada”, observa Castro. “Há uma nova consciência e, por isso, houve redução de matança e apreensão de animais”.
Apesar da preocupação ambiental entre os jovens, ainda há os caçadores e comerciantes de exemplares da fauna sertaneja. Uma prática condenável, mas ainda existente, embora em menor número é a queima com uma agulha aquecida dos olhos do sabiá  e do pássaro preto. “A ave fica mansa, sem condições de se bater na gaiola e com o tempo cantarola com mais intensidade, aumentando o seu valor comercial”, explicou Castro.
passaro1Na música ‘Assum Preto’, composição de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, há uma clara denúncia a essa prática que remonta ao século passado. ‘Tudo em vorta é só beleza/Sol de Abril e a mata em frô/Mas Assum Preto, cego dos óio/Num vendo a luz, ai, canta de dor /Tarvez por ignorança/Ou mardade das pió/Furaro os óio do Assum Preto/Pra ele assim, ai, cantá de mió’. Quem cresceu vendo o avô e o pai matar e aprisionar aves ainda mantém esse costume e em casa conserva pássaros em gaiolas e viveiros.
Os animais aprendidos pela fiscalização, devolvidos, resgatados e capturados em feiras e em cativeiros são levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), localizado no bairro de Messejana, Fortaleza. Implantada em 2008, a unidade recebe uma média de 400 animais por mês. A maioria, cerca de 80%, é de pássaros.
A Cetas funciona como um verdadeiro hospital de animais. Dispõe de instalações para recuperação das aves, ambulatório e assistência de veterinários e de uma equipe de biólogos. Recebem alimentação adequada e tratamento. “Só não recebemos mamíferos aquáticos”, explica o analista ambiental da unidade, Alberto Klefasz. “Os animais chegam debilitados, desnutridos, cansados e com fome, porque ficam em espaço superlotado”.
Para Klefasz, a Cetas é uma forma de tentar minimizar os prejuízos causados à natureza pelo tráfico e pela caça predatória. Os bichos recuperados são devolvidos à natureza em Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas) que pertencem a particulares, cadastradas no Ibama. São 20 Asas no Ceará. Os animais também vão para zoológicos e criadores conservacionistas. Na região Centro-Sul, há dez unidades que podem receber aves e animais apreendidos e recuperados pelo órgão.
passaros6Até 1979, a lei apenas considerava contravenção penal, sanção leve, o tráfico de animais silvestres e de madeira. Depois, nova legislação tipificou a prática como crime ambiental. Anteriormente, os fiscais do Ibama poderia decidir entre a soltura ao habitat natural ou o encaminhamento para a Cetas. “Atualmente, não temos mais essa possibilidade, pois somente técnicos especializados por meio de laudos dão destinação às aves apreendidas”, explicou Castro.
A caça predatória fez com que o tatu praticamente desaparecesse de grande parte do sertão do Ceará. O peba por ser mais rústico ainda sobrevive. Na região de Parambu e na Serra da Ibiapaba, na divisa entre o Ceará e o Piauí há forte pressão de caça contra o porco do mato, caititu, o tatu e a cotia. Os moradores em parceria com os caçadores fornecem alimentação, fazem a serva do animal, e depois, facilmente, são mortos para comercialização ou alimentação própria.
Mais informações:
Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama
Fone: (85) 3474. 0001
Escritório regional do Ibama em Iguatu
Fone: (88) 3581. 2349

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Bolsas para passear com o pet em grande estilo

Publicado em 15/02/2013 - 9:37 por | Comentar

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São Paulo. Para passear e transportar o animalzinho com segurança, o Petshop.com.br, maior loja virtual de produtos para pets do país, oferece diversos modelos de bolsas para carregar o amiguinho com muito estilo.
Se você não desgruda do seu pet, e gosta de levá-lo para diversos lugares e viagens, a Mochila Canguru é uma ótima sugestão para transportar o bichinho.

Moderna e prática, a Mochila Canguru possui rodinhas para facilitar o transporte, podendo também ser usada nas costas. O acessório é resistente e super confortável, e ainda possui diversos bolsos para colocar os petiscos do seu pet na hora em que ele sentir fome.

Para as fashionistas de plantão, a Bolsa de Corino Paris para Transporte vai carregar o pet com muito estilo.  A peça é confeccionada em courino e possui entrada frontal e superior.

Além disso, a Bolsa de Corino Paris possui bolso para guardar petiscos, além de telas laterais que garantem boa ventilação e permitem a visualização do ambiente.

Mochila Canguru
Preço: R$232,00
Bolsa de Corino Paris
Disponível em dois tamanhos:
Bolsa de Corino Paris 1 – alt. 26 cm – larg. 20 cm – comp. 40 cm
Bolsa de Corino Paris 2 – alt. 30 cm – larg. 26 cm – comp. 46 cm
Preço: R$ 162,85

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Royal Canin lança alimento exclusivo para cães muito pequenos

Publicado em 13/02/2013 - 9:02 por | Comentar

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São Paulo. Os donos de cães muito pequenos, com até 4kg quando adultos, agora contam com um importante aliado para manter seu amigo ainda mais saudável. A Royal Canin, empresa especialista na alimentação de Gatos e Cães e comprometida com a saúde animal há mais de 40 anos, desenvolveu uma linha completa de alimentos para todas as fases da vida dos cães muito pequenos, como, por exemplo, Pinscher, Chihuaua, Papillon, Spitz Alemão Anão, Cão da Crista Chinês, Pequinês, Greyhound Italiano, entre outros. X-Small é um programa nutricional completo para cães com até 4kg quando adultos e conta com 4 alimentos precisos para as necessidades destes cães.

“A população de cães muito pequenos está em pleno crescimento devido a fatores relacionados ao estilo de vida nas grandes cidades. Por terem necessidades nutricionais específicas, a Royal Canin desenvolveu uma linha de alimentos precisa para eles”, afirma Eduardo Kroth, Médico Veterinário e Gerente de Produto das Linhas Cães da Royal Canin do Brasil. X-Small está disponível nas versões Junior, Adult, Adult 8+ e Ageing 12+.

Por terem uma mandíbula muito pequena, os cães miniaturas podem ter dificuldade para preender os croquetes. Por isso, os croquetes de todos os alimentos da Linha X-Small são adaptados e possuem tamanho reduzido. Além disso, em qualquer idade, os cães muito pequenos precisam de cuidados com a saúde dental. Já a partir dos 6 meses de idade, podem começar a sofrer com acúmulo de tártaro e, para isso, os croquetes de X-Small auxiliam na limpeza mecânica dos dentes e são enriquecidos com tripolifosfato de sódio, um quelante de cálcio que auxilia na redução da formação do tártaro.

Além de filhotes terem o sistema digestivo ainda imaturo, os cães muito pequenos têm um menor tempo de trânsito intestinal. Sendo assim, um alimento que contribua para a digestão adequada é muito importante. X-Small Junior possui ingredientes que proporcionam uma boa digestão, como FOS (prebiótico), Psyllium e Proteína LIP (proteína de alta digestibilidade). São cães que nascem com apenas alguns centímetros e crescem rapidamente, alcançando seu tamanho adulto aos 10 meses de idade, por isso, precisam de um alimento com teor energético elevado, além de nutrientes que estimulem a defesa natural de seu organismo. O croquete do produto X-Small Junior é de fácil reidratação, facilitando o consumo dos cães miniaturas filhotes durante a fase de transição do desmame para o alimento seco.

Para os cães adultos jovens, X-Small Adult oferece nutrientes que favorecem o trânsito intestinal saudável. Por uma predisposição genética, estes cães são mais propensos a cálculos urinários. Esta condição é agravada uma vez que os cães pequenos bebem pouca água e produzem um volume pequeno de urina, o que faz com que a concentração de minerais seja maior. Por isso, X-Small Adult oferece um balanço mineral adequado, que é importante para auxiliar na manutenção do pH urinário ideal, favorecendo a saúde do trato urinário. Por fim, as vitaminas e Ômegas 3 e 6 presentes em X-Small Adult auxiliam na manutenção de uma pele saudável e pelagem brilhante.

Enquanto a expectativa de vida de um cão de raça gigante, como São Bernardo, é de 9 anos, um cão muito pequeno pode chegar aos 14 anos ou mais. Pensando nisso, a Royal Canin desenvolveu dois alimentos que contribuem para o envelhecimento saudável dos cães miniaturas. A partir dos 8 anos, o processo de envelhecimento se inicia. Para esta fase, além dos benefícios anteriores, X-Small Adult 8+ possui antioxidantes, como o complexo CELT e polifenóis da uva e chá verde, que ajudam a manter a vitalidade. Para os cães miniaturas mais idosos, o alimento indicado passa a ser X-Small Ageing 12+, que contém nutrientes que favorecem o envelhecimento saudável e auxiliam na manutenção da saúde cardíaca e dental. O croquete do produto X-Small Ageing 12+ é de fácil reidratação, facilitando o consumo dos cães miniaturas com mais de 12 anos, momento no qual é comum surgirem dificuldades para preender e mastigar o alimento.

Os alimentos X-Small Junior, Adult, Adult 8+ e Ageing 12+ estão disponíveis em clínicas veterinárias e pet shops em embalagens de 1kg e 3kg.

A base do trabalho da Royal Canin é o respeito pelos animais, desenvolvendo produtos que promovam a saúde, qualidade de vida, bem-estar e a longevidade de Gatos e Cães. Conheça mais em www.royalcanin.com.br.
SAC: 0800 703 5588

Sobre a Royal Canin do Brasil
A Royal Canin do Brasil é subsidiária da multinacional francesa Royal Canin, uma das maiores fabricantes mundiais de alimentos de alta qualidade para Gatos e Cães, com 13 fábricas no mundo e presente em 92 países.
A unidade brasileira está instalada em Descalvado, interior de São Paulo, desde 1990 e conta com o apoio logístico de 36 distribuidores exclusivos. Seus produtos estão disponíveis em canais especializados, entre os quais, clínicas veterinárias e pet shops, em mais de 15 mil pontos de vendas no Brasil.

Dr. Vet: cão com ferida nos testículos

Publicado em 05/02/2013 - 14:12 por | Comentar

Categorias: Dr. Vet, Saúde Animal
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Caros leitores, esta será a última vez que a Coluna Dr. Vet será publicada neste formato, a partir de perguntas do leitor. A parceria que mantemos com a Faculdade de Veterinária da Uece passará por modificação, para melhor lhe atender. Aguardem as novidades!

O criador Alan Nery percebeu uma ferida no testículo de seu cão, Toby. Ele acredita que o ferimento foi em decorrência do animal ficar lambendo demais. “Queria que me ajudassem com esta situação”, pede ele.

 

Médica veterinária Annice Cortez, daFaculdade de Veterinária da Uece

Dra. Annice Cortez*: “Caro leitor, a primeira providência a ser adotada é encaminhar seu animal para a avaliação de um médico veterinário, que poderá examinar fisicamente o seu cão e diagnosticar de uma forma mais precisa a origem do problema dermato-lógico no saco escrotal do seu animal, a fim de prescrever um tratamento adequado e eficaz.

Apesar da foto enviada está muito nítida, há a necessidade do exame físico completo do animal, bem como o exame específico do órgão afetado. A palpação e a inspeção do saco escrotal e dos testículos são fundamentais para avaliar a extensão e profundidade da lesão, a consistência e tamanho dos testículos, se o animal apresenta sensibilidade dolorosa no exame, se existe algum tipo de secreção (sanguinolenta, purulenta, translúcida) ou indício de nódulos testiculares ou outras alterações anatômicas.

O exame clínico completo do animal, como aferição de temperatura, avaliação de mucosas, linfonodos, frequência cardíaca e respiratória, bem como busca de outras alterações dermatológicas devem ser avaliados a fim de constatar se é uma patologia localizada ou secundária para uma doença de origem sistêmica.

Lesões dermatológicas no saco escrotal podem ser decorrentes de uma dermatite alérgica de contato, doenças infecciosas como a Brucelose, a Ehrlichiose (doença do carrapato) e Leishmaniose (calazar), doenças estas que podem ocasionar edema testicular e dermatite na bolsa escrotal.

Além das doenças infecciosas, as neoplasias testiculares também podem provocar aumento do volume testicular, edema e dor local. O animal pode lamber a bolsa escrotal com o reflexo de dor e provocar uma dermatite secundária. As neoplasias testiculares são frequentes na espécie canina, principalmente em animais idosos.

Além de realizar um exame clínico detalhado, o médico veterinário poderá solicitar alguns exames complementares como hemograma, sorologia para Leishmaniose, Ehrlichiose e Brucelose, ou uma biopsia de pele na tentativa de definir o diagnóstico da causa da lesão escrotal”.

* Professora da Favet-Uece. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece.

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Água limpa e fresquinha para os pets a todo o momento

Publicado em 05/02/2013 - 13:50 por | Comentar

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Para deixar a rotina dos cães e gatos mais prática e saudável, a Amicus apresenta as fontes de água corrente Aqua Cube e Aqua Falls

Essencial para a vida e vital para a saúde, a água é um dos nutrientes mais importantes para o nosso corpo e também para o corpo dos nossos cães e gatos. E para manter a ingestão hídrica dos pets, é necessário deixar água limpa e potável ao alcance dos bichinhos.

Para facilitar a rotina, a Amicus, empresa referencia no desenvolvimento de produtos eletrônicos para cães, apresenta a Fonte Aqua Cube e Aqua Falls.
Desenvolvida e indicada por veterinários, a linha de fontes americanas Aqua fornece água fresca e corrente ao seu cão ou gato a toda hora, evitando o risco  de contaminações e proliferações de bactérias.

O produto possui filtro de carvão, que é responsável pela purificação de impurezas e elimina o gosto ruim e possíveis odores da água.  A circulação e queda d’ água das fontes Aqua são responsáveis por uma adição natural de mais oxigênio fazendo com que o pet beba mais água. Além disso, os bebedouros possuem design moderno e funcional que evitam respingos e ruídos.

Silenciosa, fácil de limpar, a fonte Aqua já vem com um filtro de carvão ativado que garante água limpa por até quatro semanas.  Disponível em dois modelos: Aqua Cube, para cães pequenos e gatos, e Aqua Falls, para cães e gatos médios e grandes.

Bebedouro Aqua Cube – Preço: R$ 179,90
Fonte Bebedouro Aqua Falls – Preço: R$ 197, 91

Onde encontrar: www.americanas.com.br
Saiba mais através do site www.amicus.com.br

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Araras híbridas tornam-se atração no Zoológico de Canindé

Publicado em 29/01/2013 - 9:00 por | 1 Comentário

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O colaborador do Diário do Nordeste, em Canindé, Antônio Carlos Alves, traz excelente reportagem sobre as araras híbridas do zoológico daquela cidade. Está na Página de Bem-Estar Animal, publicada toda terça-feira no Caderno Regional do Diário. Confiram:

 

As araras foram apreendidas pelo Ibama em criatório ilegal e levadas para o Zoológico de Canindé FOTOS: ANTÔNIO CARLOS ALVES

Canindé. O Zoológico de São Francisco, mantido pela Igreja Católica, neste município, está com uma atração para os visitantes. É um casal de araras híbridas, resultado do cruzamento de duas espécies da ave. O veterinário do zoológico, Henrique Weber, explica que uma é a arara catalina, resultado do cruzamento das variações canindé e piranga; a outra é a arara piranga, fruto da união da canindé com a vermelha.
“As aves se adaptaram muito bem à nova morada”, afirma ele, complementando que elas foram trazidas ao município, após apreensão em criação ilegal no Rio Grande do Norte.
Ele explica que nem todos os animais híbridos são estéreis. “Pesquisas afirmam que o processo de hibridação pode ocorrer de forma natural e espontânea na própria natureza. Porém, a maior parte dos híbridos existentes foi criada em cativeiro, mas a criação propositada de híbridos em cativeiro é muito discutida e no Brasil não é permitido´´, explica o veterinário.

Veterinário Henrique Weber e estudantes de Veterinária da Paraíba fazem manejo na ave acolhida pelo Zoológico de Canindé FOTOS: ANTÔNIO CARLOS ALVES

As aves foram apreendidas no Rio Grande do Norte de um criador ilegal. O Ibama decidiu mandou para Canindé, porque o zoológico do município é cadastrado na instituição e cumpre todas as regras do Instituto na criação de animais apreendidos.
“As aves são hoje o xodó dos tratadores, dos visitantes e todos aqueles que conhecem um pouco desse processo. É um casal de araras saudável e que se entendem muito bem. Fico feliz em poder cuidar dessa espécie rara no Ceará´´, diz o veterinário.
O zoológico de Canindé é uma referência em reintrodução de animais no Brasil. Foi inaugurado em 1991, pelo ex-vigário da Paróquia do município, frei José Batista. Realiza trabalho exemplar no tratamento de animais e aves que chegam ao local em estado crítico.

Veterinário Henrique Weber diz que o Brasil proibe a hibridização de aves. Só criadores ilegais cometem o crime

Muitas espécies foram doadas por romeiros. O local possibilita um criatório que se assemelha aos ambiente natural das espécies que são socorridas.
Os estudantes de Medicina Veterinária do Instituto Federal de Campina Grande, Davi Emanuel e Beatriz Barbosa Correia, viajaram vários quilômetros para conhecerem de perto a vida dessas aves. “É importante esse conhecimento. Na Paraíba, a referência do Zoológico de Canindé é muito boa. Todos os estudantes da área têm vontade de vir conhecer de perto esse processo readaptação dos animais e das aves que é feito aqui´´, disse Davi.
Veterinários e estudantes da área fazem o manejo nas aves. O zoológico é referência na recuperação de animais vítimas de maus-tratos
O estágio dos alunos tem a finalidade de fortalecer o intercambio entre o Instituto Federal e o Zoológico de Canindé.
O local é um dos mais modernos do Estado do Ceará. Mantêm 287 animais, sendo 14 espécies de répteis, 32 aves e 18 mamíferos que recebem tratamento especial durante 24 horas. Para manutenção dos criatórios, a Paróquia gasta cerca de R$ 18 mil por mês, sem contar com o pagamento dos cinco tratadores que se revezam todos os dias.
De acordo com Henrique Weber, o termo híbrido pode ser entendido como o resultado do cruzamento entre duas variedades da mesma espécie de aves. Na natureza, o híbrido é uma ocorrência rara que acontece na maior parte das vezes pela ação do homem ao degradar o meio ambiente, ou seja, os habitat de determinadas espécies”, diz ele.
“A capacidade reprodutiva dos híbridos classifica-se como fértil quando machos e fêmeas têm 100% da possibilidade de se reproduzir. Já nos estéreis, não há capacidade de reprodução. Nos semi férteis ou parcialmente fecundos, somente os machos ou as fêmeas têm capacidade de se reproduzir. Os híbridos, quando não férteis, não são registrados como espécie nova, pois não têm possibilidade de se reproduzir e criar uma população´´, explica o veterinário.
Os híbridos apresentam coloração diversa, sendo uma composição da coloração dos pais. Podem trazer tons esverdeados nas penas da parte superior da asa (manto), entre outras partes do corpo também coloridas

Mais informações

Zoológico de São Francisco
Praça do Romeiro – Centro
Telefone: (85) 3343. 1811
Aberto de 8h às 17h, ao preço de
R$ 1,00. É gratuito para crianças

ANTÔNIO CARLOS ALVES
COLABORADOR

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