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Dr. Vet: Como identificar o sexo dos gansos

Publicado em 19/12/2012 - 7:11 por | 4 Comentários

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Criadores de gansos também são leitores deste blog. Confira abaixo o que o veterinário William Maciel, da Favet-Uece, diz sobre dúvida da criadora Joana Darc.

“Queria saber como posso descobrir qual é o macho e a fêmea do meu casal de ganso”, pergunta a criadora Joana Darc .

Dr. William Maciel é veterinário da Uece

Dr. William Maciel*: “Senhora Joana, a identificação dos gansos machos e fêmeas pode ser uma tarefa muito fácil quando se trata das raças com dimorfismo sexual, ou seja, aqueles em que ambos apresentam colorações diferentes. Geralmente o macho apresenta uma coloração mais brilhante e a fêmea uma coloração parda, sendo o macho maior, com a cabeça e bicos maiores, vocalizam mais e possuem uma protuberância na parte superior do bico.
Para isto, precisaríamos que a senhora nos informasse qual a raça que cria e, caso não conheça as raças, nos envie algumas informações como idade, cor geral das penas, peso, cor da pele, cor do bico, etc. Por exemplo: os Gansos Africanos e os Chineses podem ter a coloração das penas cinza-parda com o bico preto. Já os da raça Toulouse pode ter a coloração parda e o bico laranja. Algumas raças Canadenses podem ser totalmente brancas, sendo a distinção entre macho e fêmea feita pelo tamanho da cabeça, coloração do bico e vocalização.
Entretanto, existem muitas raças híbrida. Nestes casos, só conhecendo a procedência deles. Em recém-nascidos até a fase adulta, em torno de 12 meses, não se consegue diferenciar os gansos por meio de comportamento ou aspectos morfológicos (cor de penas, tamanho de bico ou pescoço, entre outras características externas). Para conhecer o sexo dessas aves, quando ainda são filhotes, uma maneira segura seria a técnica de DNA. De outro modo, deve-se esperar que os gansos atinjam a fase adulta. De uma maneira geral, os gansos atingem a maturidade sexual entre um a três anos de idade. Ao atingir a maturidade, pode ser realizado um procedimento para a verificação dos órgãos genitais, em que se aperta levemente a cloaca da ave e ocorrerá uma exteriorização de um pequeno falo (uma estrutura em forma de saca-rolhas ou em forma de verme), no caso da fêmea isto não ocorrerá.
Essa técnica deve ser realizada com bastante cuidado a fim de evitar danos permanentes, por isso, recomenda-se que deve ser feita por manipuladores experientes.
Como não foi mencionada a espécie de ganso que a senhora cria, iremos fazer umas colocações de maneira bem generalizadas. Na fase adulta, o sexo dos gansos pode ser diferenciado a partir das seguintes características:
1. Uma das dicas mais básicas, porém totalmente confiável, é a posição de acasalamento, onde macho sempre monta a fêmea e manifesta maior domínio territorial.
2. O ganso macho Chinês Branco ou Pardo e o Africano possuem uma espécie de protuberância (caroço) mais volumosa na base superior do bico do que as fêmeas. Outras espécies não possuem a estrutura.
3. Os machos tendem a ser mais alto e mais pesado que as fêmeas. Contudo, em algumas raças tais diferenças são mais visíveis. Na raça Toulouse, os machos chegam a pesar entre 12 e 14kg e as fêmeas 9 a 10kg, sendo, portanto, fácil a distinção na maioria dos casos. Em outras raças de gansos de menores pesos, como a africana e chinesa, a diferença entre os machos e fêmeas pode ser inferior a 1kg, podendo ocorrer situações em que a fêmea seja mais pesada que o macho.
4. Os bicos dos machos também tendem a ser maiores, mais largos e mais robustos que os das fêmeas.
5. Normalmente os machos possuem asas e pescoço maiores.
6. Os gansos machos que atingiram a maturidade apresentam comportamentos mais agressivos de proteção do que as fêmeas. Os machos alargam o pescoço entre o intruso e a fêmea, principalmente durante o período reprodutivo.
7. A vocalização dos machos são mais duradouras e os fazem com maior freqüência.
8. Incubação dos ovos: os machos apesar de colaborarem com o crescimento dos filhotes não participam no processo do choco, papel exclusivo das fêmeas.
Para a realização da sexagem através da Técnica de DNA, a senhora pode procurar o Laboratório de Estudos Ornitológicos (LABEO) da Faculdade de Veterinária da UECE para maiores esclarecimentos.
* Professor de Ornitopatologia da Favet-Uece. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais, enviar para anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790

Premier Pet alerta que animais de estimação precisam de cuidados especiais no verão

Publicado em 18/12/2012 - 6:49 por | Comentar

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Vejam o que a Premier Pet orienta sobre como cuidar dos cães e gatos durante o calor do verão. A reportagem também está na Página de Bem-Estar Animal, publicada toda terça-feira no Caderno Regional do Diário do Nordeste.

São Paulo. O verão está aí, com o gostinho de férias, viagens, passeios ao ar livre e tudo que a estação mais esperada por muitos pode proporcionar. Entretanto, nessa época do ano é necessário ter cuidados extras com a saúde de cães e gatos. A veterinária da Premier Pet, Keila Regina de Godoy, destaca algumas atitudes simples que podem deixar os dias quentes mais agradáveis para seu animal de estimação e evitar problemas.

As altas temperaturas, umidade elevada e mudanças na rotina favorecem a proliferação de pragas e parasitas. Estes são apenas alguns exemplos de fatores climáticos que podem contribuir negativamente para a saúde e bem estar dos pets.

A água tem um papel fundamental. “Por ser vital para a regulação da temperatura corporal, no verão ocorre um aumento espontâneo do volume consumido e uma atenção especial deve ser dada à quantidade disponível para cães e gatos”, explica Keila.

Como referência prática, os animais de estimação precisam receber, no mínimo, cerca de 60 ml de água por quilo de peso corporal/dia. “Um animal de cinco quilos, por exemplo, deve ter disponível por dia no mínimo 300 ml de água limpa e fresca”, completa.

Muita atenção deve ser dada também à localização dos bebedouros, que devem estar impreterivelmente ao abrigo do sol, pois o animal tende a se recusar a tomar a água se estiver aquecida.  É importante, ainda, um cuidado especial com os cães que gostam de brincar com a água, como os cães da raça Labrador e Golden Retriever, pois podem derrubar a vasilha e passar o dia todo sem ter o que beber. Nestes casos, pode-se contornar o hábito recorrendo a vasilhas pesadas ou a bebedouros fixos (o mais ideal) que não possam ser arrastados ou tombados.

Para cães que ficam longos períodos sozinhos, é recomendável bebedouro automático para garantir um suprimento contínuo de água. Outro ponto importante é evitar a ingestão de água de piscina, pois as substâncias químicas presentes, como altas quantidades de cloro, podem provocar indisposições gastrointestinais.

No caso dos gatos, manter bebedouros em todos os locais por onde mais circulam ou manter uma fonte de água corrente são formas de manejo que incentivam a ingestão hídrica – tão essencial para sua hidratação e saúde do trato urinário.

No que diz respeito a passeios e exercícios ao ar livre, eles devem ser feitos nos horários mais frescos do dia para evitar fadiga, queimaduras nos coxins (almofadinhas das patas) e desidratação. Sempre nos passeios mais longos, ofertar água durante o percurso e depois do término.

Em passeios de carro, deve-se manter o veículo bem ventilado ou com o ar condicionado ligado e nunca, em hipótese alguma, deixar o cão dentro do carro com os vidros fechados e exposto ao sol. Cães e gatos não conseguem transpirar e rapidamente podem sofrer um quadro de aumento agudo da temperatura seguido de morte.

Keila Godoy é veterinária da Premier Pet

“A alimentação também merece cautela, pois no verão é comum ocorrer uma alteração no padrão alimentar devido à diminuição do consumo pelo calor Pode-se evitar isso oferecendo o alimento nos horários e locais mais frescos do dia, sempre à sombra. Este manejo é particularmente importante para os animais com problemas cardíacos ou respiratórios e, ainda, os obesos, pois as altas temperaturas aumentam o desconforto respiratório e costumam levar à perda de apetite”, explica a veterinária.

Vale lembrar que o mais apropriado é sempre manter, nos casos de viagens ou hospedagens, o alimento habitual que o cão ou gato consomem, pois mudanças bruscas na alimentação podem promover alterações gastrointestinais.

Conservação do Alimento

O verão favorece a proliferação de pragas como insetos e roedores, bem como a presença de aves nos locais de refeição e armazenamento das rações. Isso expõe o alimento à contaminação e o animal a doenças, algumas graves como a Leptospirose, causada pelo contato com a urina que os ratos liberam nos locais onde se alimentam.

As aves também podem veicular doenças por meio de suas fezes, e por isso é melhor mantê-las afastadas. Assim, torna-se fundamental adotar cuidados rígidos tanto com o alimento exposto quanto com o armazenado:

- Armazenado: nunca deixar o alimento armazenado em exposição direta à alta umidade, ao sol ou calor excessivo, pois estes fatores podem alterar a qualidade do alimento. Assim, seja em casa ou no revendedor, todo alimento deve ser armazenado em local fresco, seco, sem incidência direta da luz solar e sem contato direto com parede e chão. Após a abertura da embalagem, o produto deve ser mantido, preferencialmente, em sua embalagem original. Caso seja guardado em latas ou caixas plásticas, estas devem ter boa vedação e barreira contra a luz. Estes cuidados são fundamentais para correta conservação do produto, prevenindo a rancificação da gordura, a oxidação de vitaminas e evitando o desenvolvimento de microorganismos contaminantes como fungos e bactérias.

- Exposto para consumo: um alimento seco industrializado, quando umedecido por água e/ou saliva e exposto às altas temperaturas do ambiente, sofre um processo de fermentação se não for imediatamente consumido. É fundamental que todas as sobras sejam sempre descartadas e que a cada refeição os comedouros sejam lavados com esponja, água e sabão para remoção completa de resíduos. Não deixar a ração exposta na vasilha por mais de 30 minutos no caso dos cães e, no caso dos gatos, que costumam ter o alimento ofertado para o dia todo, procurar sempre manter em local dentro de casa e, se possível, deixar menor quantidade e repor mais vezes ao dia. Sempre recolher os grãos de ração que caiam ao redor, mantendo o local das refeições constantemente limpo. Comedouros anti-formiga podem ajudar contra esta praga comum nas residências, sendo facilmente encontrados nas versões para cães e gatos nas lojas especializadas.

Outros cuidados importantes:

- Passar protetor solar nas pontas das orelhas e focinhos dos cães e gatos que possuem pelos brancos e pele clara (utilizar produtos adequados);

- Reforçar a proteção contra pulgas, pois se proliferam muito nesta época do ano, infestando facilmente o animal e o ambiente, promovendo grande desconforto, alergias e transmitindo doenças;

- Secar muito bem após o banho as regiões de dobras da pele, pois muito calor junto da alta umidade podem agravar problemas de pele nas raças como Bulldog e Shar Pei, entre outras.

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Você é a favor da transformação da vaquejada em esporte?

Publicado em 14/12/2012 - 8:57 por | Comentar

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Você é a favor da transformação da vaquejada em esporte? Sim? Não? Pois o Jornalista Roberto Maciel, da Coluna Comunicado, do Diário do Nordeste, e do blog autoral  no Diário on line, já deu o sinal de alerta contra a transformação da vaquejada como esporte, como quer o deputado Welington Landim (PSB). Para a coluna e o blog, ele ouviu a presidente da União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), Geuza Leitão, que foi taxativa: ” “Postura condenável (…). Merece o repúdio de todos que clamam por um mundo melhor para todos os seres existentes no Planeta”.

Geuza Leitão, presidente da UIPA

No próximo dia 18 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Ceará (ALC), atende requerimento de Geuza Leitão, e do deputado Dedé Teixeira, e promove audiência pública para discutir a prática da vaquejada no Estado do Ceará. O evento é promovido pela presidência da Casa, leia-se deputado Roberto Claudio (prefeito eleito de Fortaleza), e pela  Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido, presidida pelo deputado Augustinho Moreira. Será às 14h, no Complexo de  Comissões. Todos os protetores de animais estão convocados para este grande debate!

Confiram a nota no blog Roberto Maciel

http://blogs.diariodonordeste.com.br/roberto/ambiente/repudio-a-proposta-de-reconhecimento-da-vaquejada-como-esporte/

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Purina lança Dog Chow Bem-Estar

Publicado em 11/12/2012 - 14:58 por | Comentar

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A Purina qualifica sua linha de rações. Agora, oferece a Dog Chow Bem-Estar. Confiram informações da empresa sobre a novidade!

Seu cão é único e especial, e uma alimentação completa e balanceada permite que ele esteja sempre forte e saudável. Por isso Dog Chow® Bem-Estar teve o cuidado de combinar 5 grupos de nutrientes essenciais em uma deliciosa receita de grãos macios e crocantes. É o equilíbrio perfeito entre sabor e nutrição que permite que ele esteja ativo e saudável em cada etapa de sua vida.

Seu cão é único, ele é parte de sua família. Ter um estilo de vida mais saudável permite a ele estar em sua melhor condição e desfrutar os momentos especiais em família.

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Criação de répteis no Brasil contribui para preservação de espécies

Publicado em 11/12/2012 - 14:35 por | Comentar

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Apesar das barreiras burocráticas, especialistas responsáveis pela criação em ambientes controlados podem desenvolver técnicas eficientes de reprodução de animais ameaçados.

Nos criatórios legalizados, há controle do bem-estar dos répteis e a reprodução é feita com segurança

São Paulo. A conservação de animais silvestres em ambientes controlados, que atendem as demandas legais de órgãos reguladores, pode proporcionar não somente a sobrevivência de espécies, mas também a geração de conhecimento científico. É esse o caso de criadores que se dedicam a animais menos populares, como os répteis. A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação – Abinpet – apoia a pesquisa e a conservação de espécies em criadouros e reconhece os desafios desses especialistas. Hoje, observa-se animais naturais de terras brasileiras sendo criados, reproduzidos e comercializados mais facilmente na Europa do que no Brasil.
De acordo com dados divulgados em 2007 pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres, entre 2000 e 2006, na República Checa, o número de jiboias (Boa constrictor), criadas e exportadas, foi de 12.531, enquanto no Brasil, foram seis. No caso das iguanas (Iguana iguana), os Estados Unidos exportaram 13.486 animais e o Brasil, nenhum. E isso não ocorre porque a legislação brasileira não permite: desde a década de 1960, por meio da lei 5.197/67, o Estado está obrigado a estimular a abertura de criadouros comerciais de animais silvestres. O decreto 4.339/02, que institui a Política Nacional da Biodiversidade, tem em seu item 12, entre outras diretrizes, “a inserção de espécies nativas com valor comercial no mercado interno e externo, bem como a diversificação da utilização sustentável destas espécies” assim como o apoio à “domesticação e a utilização sustentável de espécies da fauna”.
É nesse cenário que surgem personagens como o veterinário Bruno Ville, um apaixonado por répteis. Durante os anos de 1990, ainda adolescente, costumava frequentar uma loja de animais na cidade de São Paulo que comercializava diversas espécies de répteis, anfíbios e aracnídeos. Passava os fins de semana conversando com criadores e aprendendo a respeito desses animais. E notou como, a partir do ano de 1998, foi se tornando cada vez mais difícil criar legalmente esse tipo de animal.

Criadores mantém as espécies conforme prevê a legislação, mas esperam maior incentivo para a comercialização

A portaria 93/98 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) proibiu a importação de répteis exóticos naturais de outras regiões do globo. Apenas uma semana depois, foi publicada a portaria 102/98, que vedou a abertura de criadouros comerciais de répteis de fauna silvestre exótica. Na prática, essas duas medidas tornaram impossível importar novos animais ou mesmo comercializar os que já estavam legalmente no país. A Lei 9.605, do mesmo ano, tornou crime qualquer importação não autorizada pelo órgão federal. O único vislumbre para criadores surgiu com a portaria 118/98, que regulamentava os criadouros comerciais de fauna silvestre nativa brasileira. Quatro anos depois, em 2002, a instrução normativa 31/02 proibiu, até segunda ordem, a abertura de qualquer novo criadouro comercial de répteis, anfíbios e aracnídeos no mercado interno brasileiro. Isso dificultou ainda mais a situação dos criadores.
“Até agora, essa segunda ordem ainda não ocorreu, dez anos depois” explica Ville. Nessa altura, ele já estava no terceiro ano do curso de Medicina Veterinária. “Como meu objetivo sempre foi criar répteis, no terceiro ano da faculdade entrei com um pedido de abertura de criadouro conservacionista, junto ao Ibama. Essa categoria pode criar, mas não pode vender. Adaptei um espaço pequeno, que comportaria poucos animais. Se houvesse sucesso com a criação, então migraria para a categoria comercial voltada para a exportação, que não estava proibida pela instrução normativa 31/02. Como eu era estudante, fiz um investimento pequeno, algo entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, contando com a supervisão de um técnico responsável”.
Ville não foi o primeiro a descobrir que a relação entre criadores legalizados e o governo é tumultuada. “Fui descobrindo que os criadouros são vistos pelas autoridades como um mal necessário, isto é, provedores de locais que abrigam animais mutilados ou doentes, e que não podem ter outro destino. Aquela minha ilusão inicial de criar legal e responsavelmente foi se chocando com a dura realidade de ser visto como um vilão. Pouco interessa para eles se eu estudo e tenho intenção de tratar bem os animais e desenvolver técnicas de reprodução em cativeiro. Na visão dominante do Ibama, nós não somos mais do que depósitos de animais que eles não têm onde colocar.
“Embora seja louvável a atitude daqueles que se dedicam a dar uma vida melhor a animais mutilados ou definitivamente debilitados, e muitos efetivamente se dispõem a tal, a portaria 139-N/93 do Ibama dá outra definição ao criadouro conservacionista, que é simplesmente a de um local com estrutura e assistência adequada para a criação racional de animais silvestres nativos, com direito de reprodução e permuta de filhotes com outros criadouros, ou seja, é a possibilidade jurídica para quem quer criar animais de maneira legalizada”, complementa.
Em 2006 o já graduado veterinário conseguiria o primeiro casal da espécie que buscava desde os primeiros anos de criação, a periquitamboia (Corallus caninus), e por ter pesquisado por anos o processo de reprodução da espécie, Ville obteve sucesso na reprodução após poucos meses da chegada dos animais. “Meu esforço foi recompensado com filhotes. Aí comecei a me animar com ideia de migrar para a categoria comercial e começar a exportar os animais, já que meu sonho de criança era ser criador. Essa espécie é bastante visada no comércio internacional e muitos espécimes são retirados da natureza pelo tráfico todos os anos. Minha ideia era combater esse tráfico fornecendo ao mercado uma alternativa legal, ética e sustentável”.
Atualmente, ele mantém um plantel de 32 animais de três espécies diferentes: periquitamboias, suaçuboias (Corallus hortulanus) e salamantas (Epicrates cenchria). Mas a criação de répteis no Brasil transformou-se em um grande paradoxo. No início de 2008 o Ibama publicou a instrução normativa 169 que alterou todas as categorias de criadouros e não contemplou a “conservacionista”, colocando em seu lugar a de “mantenedor”, que é proibida de reproduzir.
Com isso, muitos criadores foram proibidos de desenvolver técnicas de reprodução de espécies raras, sob o risco de cometer crime, já que os antigos criadouros conservacionistas estão sendo forçados para a categoria mantenedor, pois é a única forma de se adaptar às novas regras da instrução normativa 169/08. “Alguns podem dizer que basta migrar para a categoria ‘científica para conservação’, mas não é tão simples. Em primeiro lugar, essa categoria exige um plano de manejo, coisa extremamente técnica para uma pessoa que não seja especialista em conservação, mas que se dedica à reprodução. Planos de manejo deveriam ser criados pelo Estado ou pela comunidade científica. Além disso, são permitidos apenas animais da fauna brasileira nessa outra categoria, o que gerou uma situação absurda, a proibição de reproduzir animais exóticos, cujo resultado invariavelmente será a eliminação desses animais do território brasileiro”.
Em 2001 a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) emitiu o 1º Relatório Nacional sobre o Tráfico de Animais Silvestres. O documento demonstrou que a criação de animais silvestres no Brasil data de antes da chegada dos europeus e, por isso, está intrinsecamente ligada à cultura nacional e não dá sinais de que vá diminuir. “A política de fauna proibicionista e punitiva não está dando certo no Brasil”, acredita Ville. “Também não há e nem haverá como vencer a guerra ao tráfico se a situação for mantida como está. O Ibama tem endurecido as penas, prática sem qualquer efeito, pois enquanto houver uma demanda forte, sempre haverá mercado. O que se conseguirá é, na melhor das hipóteses, o aumento dos preços, em especial considerando que atualmente a criação ilegal tem crescido exponencialmente por causa da internet, que facilitou não apenas a troca de conhecimentos, como também o comércio ilícito”.
Sobre a Abinpet
A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) representa a indústria Pet, com associados de toda a cadeia produtiva. A entidade congrega os segmentos alimento, medicamentos veterinários, serviços e pet care (equipamentos, acessórios e produtos para higiene e beleza).
A Abinpet promove e fortalece o setor Pet, por meio de ações que contribuam para o desenvolvimento dos associados. Além disso, a entidade busca ser referência internacional ao incentivar a conscientização do consumidor e o fortalecimento do setor por meio da sustentabilidade do mercado Pet no Brasil.

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Prefeito Roberto Cláudio é cinófilo de referência nacional

Publicado em 10/12/2012 - 14:39 por | 1 Comentário

Categorias: cinofilia, Geral
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O prefeito eleito de Fortaleza, Roberto Claudio, é um cinófilo de referência nacional. É integrante do Kennel Clube do Estado do Ceará (KCEC), que tem seu pai, Roberto Claudio Frota Bezerra, como presidente. Eles são grandes criadores da raça Boxer no País, com o Canil Sunland Boxers. Em reconhecimento à contribuição para a cinofilia estadual, regional e nacional, o prefeito recebeu homenagem da Revista Best in Show nas exposições do KCEC do último final de semana, na Capital cearense. O fotógrafo Nilton Novaes registrou os principais momentos. Confiram!

Nilton Novaes é fotógrafo especial da Best in Show. Ele me presenteou com a última edição da revista, quando visitei as exposições do KCEC, no sábado. A edição traz entrevista de três páginas com o prefeito Roberto Claudio, onde ele faz um histórico de toda a sua trajetória na cinofilia. Desde a criação do Sunland Boxers, até a gestão do pai no KCEC, que revolucionou a atuação da entidade no Estado. As exposições estão cada vez mais profissionais e participativas. Vale destacar!

Valeu Nilton Novaes, por mais uma grande colaboração na Página de Bem-Estar Animal (Diário do Nordeste) e neste blog!

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KCEC dá show com cães de raça nas pistas

Publicado em 10/12/2012 - 14:08 por | Comentar

Categorias: cinofilia, Geral
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Parabéns ao Kennel Clube do Estado do Ceará (KCEC) pelas exposições de cães no fim de semana, no Colégio Farias Brito, em Fortaleza (CE).  O evento foi realizado em parceria com o Kennel Clube do Estado do Maranhão  e contou com a participação de mais de 200 cães de diferentes raças. Fechou o ano de 2012 em alto estilo!

O fotógrafo Nilton Novaes, da Revista Best in Show e grande colaborador da Página de Bem-Estar Animal, do Diário do Nordeste, bem como deste blog, mais uma vez deu um show de imagens. Confiram:

 

 

 

 

 

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Ceará é destaque na criação de cães de raça no Norte e Nordeste

Publicado em 04/12/2012 - 14:05 por | Comentar

Categorias: cinofilia, Geral
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Uma variedade de raças caninas poderá ser vista nas exposições do KCEC que acontecem no fim de semana na Capital. O fotógrafo Nilton Novaes, também criador de Pastor Branco, envia uma seleção de imagens de raças que estarão desfilando na pista. Confiram:

Golden Retriever Tango Ch.,Gr.Ch.,Peterwhite’s Milburn Power /Foto: Nilton Novaes

Fortaleza. O Ceará fecha o ano de 2012 como destaque na cinofilia Norte/Nordeste. Em número de cães para exposição e de filhotes registrados, já supera os Estados da Bahia e Pernambuco. Coroando esta performance, o Kennel Clube do Estado do Ceará (KCEC) realiza suas últimas exposições do ano, no próximo fim de semana, dias 8 e 9.

Seleção dos melhores O fotógrafo Nilton Novaes, também criador de Pastor Branco, se especializa na produção de imagens sobre a cinofilia em todo o País. Nos mais de 20 anos de atividades, já fotografou mais de mil cães e seus criadores. À esquerda, a bebê Letícia e o Bulldog Francês, Boris, dos criadores Daniel Uchoa e Ticiana Franco.

Bebê Letícia e o Bulldog Francês, Boris, dos criadores Daniel Uchoa e Ticiana Franco; Foto: Nilton Novaes

O evento é em parceria com o Kennel Clube do Estado do Maranhão (KCEMA) e deverá reunir 240 cães de mais de 200 raças. O conselheiro e médico veterinário do KCEC, Daniel Uchoa, aponta o aumento do número de criadores comprometidos com o aperfeiçoamento genético dos cães. A maioria deles tem a cinofilia como hobby e quando decide reproduzir a criação, a meta é o melhoramento genético das linhagens.

Conselheiro e veterinário do KCEC, Daniel Uchoa, também é criador de Bulldog Francês

Segundo Daniel Uchoa, que também cria Boxer e Bulldog Francês, as raças com maior número de filhotes registrados junto ao KCEC no Ceará são Yorkshire, Shih-tzu e Rottweiler. Já em cães para exposição, destacam-se as raças Bulldog Francês, Rottwailer e Golden Retriever.

Daniel Uchoa explica que as exposições cumprem o objetivo de não só premiar os melhores por grupos e raças, mas também para oferecer o Certificado de Pureza Racial (CPR) aos cães a partir de seis meses de idade.

Os animais são avaliados por três juízes, recebendo o CPR quando obtêm nota igual ou superior a 7.

Das exposições de sábado e domingo, foram convidados os juízes Carlos Eduardo Quinones La Rotta, da Colômbia; Teresa Gallo, Argentina; William Rodrigues Umaña, Costa Rica; e do Brasil os árbitros Fabiano Grandi , Fernando da Costa Maia, Gutenberg Vilar de Queiroz, Mirian Wendhausen e Ricardo Arthur Bentes.

Rottweiler Diva Chan Von BR Olivio, de propriedade do Canil Serras Rott/ Foto: Nilton Novaes

O evento, aberto ao público, acontecerá no Colégio Farias Brito, Centro de Fortaleza.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pastor Alemão Yupp von der Grafenburg SchH3 IPO1 / Campeão N-NE Absoluto CBPA/SBCPA,Número 1 do Ranking CBKC/ Foto: Nilton Novaes

Mais informações: Exposições de cães KCEC/KCEMA
Sábado e domingo (dias 8 e 9)
A partir das 8h, no Colégio Farias Brito (FB Central), Rua Barão do Rio Branco, 2680, Fortaleza (CE)

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Dr. Vet: Complicações em um Poodle

Publicado em 03/12/2012 - 9:18 por | Comentar

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Confiram resposta da Dra. Ticiana Franco para dúvidas da criadora Maria José. A pergunta dela é bem longa, mas vale a pena ler até o final! Os esclarecimentos da veterinária pode servir para o seu cão.

“Lendo alguns comentários no e-mail, muito me chamou a atenção a compreensão e as boas obras que estão praticando.
Fiquei muito emocionada com tudo que li.Como estou passando por momentos difíceis com a doença do meu cachorro POODLE,
e procurando me inteirar com o que realmente está acontecendo com o mesmo, descobrir o seu e-mail que muito vai me ajudar.
Meu cachorrinho vai completar 17 anos e apresentou um problema na perna quando tomou a vacina isso tem muito tempo e quando percebi voltei ao veterinário o mesmo analisou e disse que foi devido ficar dolorido mais logo ficaria bom, realmente passado alguns dias melhorou. Só que, vez por outra, ele mancava e depois fica bom. Há dois anos ele levou um grande chute sem querer que foi ficar longe voou alto e caiu, mais não apresentou  nenhum problema. Verifiquei com cuidado para ver se tinha quebrado alguma coisa nele, mas não tinha nada, só que ele ficou nervoso e desconfiando,deitado sem querer levantar, após muito tempo voltou ao normal,mais sempre desconfiado.
Também foi a um banho quando chegou já foi se coçando,no outro dia estava completamente cheio de carrapatos e dos enormes, mas tomou uma injeção, só que, de vez em quando, aparece carrapatos, só que uso remédios e também a coleira para evitar o bicho feroz. Tomou todas as vacinas e sempre indo ao veterinário. Quando agora no mês de setembro começou a ficar triste, só querendo dormir e com muito medo de fogos. Levei ao veterinário e o mesmo falou que ele está com pressão alta. Dei todo o medicamento. Infelizmente, em
minha cidade, tudo é motivo de comemorar tudo com fogos ou foguete e foi grande os momentos de festejos, demorando muitos minutos, ou seja, quase horas, ele não sabia para onde se esconder. Colocava nos braços ele não queria me trancava no quarto ele ficava sem parar até que se conformava, mas ficava tremendo que parecia que ia morrer e demorava passar,eu fazia carinho até que ele se conformasse. Fica desconfiado por muito tempo. Então, com tudo isso foi agravando e hoje está sem comer nada e nem anda. As pernas traseira não fica muito tempo em  pé, cai  com facilidade e não quer andar é preciso chamar muito sempre brincando com ele mais não é 10 minutos deita. Levei ao veterinário, foi feito exame de sangue ele apresentou o fígado bem pequeno e muita anemia. O resto está ótimo. No bom sentido, porque não anda com frequência só 5 minutos e cansa. Está tomando sulfato ferroso, vitamina e antibiótico e ômega 3. Comer que é bom, nada. Às vezes vomita o remédio e até o soro. Ele quer comer mas não consegue, abre a boca mais não sustenta o alimento e nem consegue mastigar. Adorava fígado e comia bem, mas se comer vomita. Estou dando remédio para vômito, melhorou. O que faço?”, Maria José.

 

Veterinária Ticiana Franco, da Favet-Uece

Médica Veterinária Ticiana Franco*: “Sra. Maria José, antes de tudo, é necessário salientar que mesmo para um cãozinho da raça Poodle, 17 anos já constitui uma idade bastante avançada e várias doenças degenerativas fragilizam sua saúde, assim como em um homem de 70, 80 anos de idade. O fato dele ter medo de fogos é considerado comum. O que agrava o quadro é a idade de seu animal e o fato deste tipo de barulho ser frequente em sua cidade. O coração de cães nestas condições pode não suportar.
O uso de anestésicos ou calmantes, em geral ansiolíticos de fácil venda em pets shops e lojas agropecuárias, pode ser extremamente perigoso sem avaliações cardíacas completas prévias de um veterinário, e pode por a vida de qualquer cão ou gato em risco. Se necessário, além da auscultação cardíaca e Raio X de tórax, um eletrocardiograma, ecodopplercardiografia e aferição de pressão arterial podem ser pedidos.
Assim, recomendo na eventualidade de fogos, fique com ele, transmitindo-o segurança em um local mais escondido da casa, no qual ele ouça menos possível o barulho externo, e ligue o som em música tranquila, agradável a ele, e fale com ele acalmando-o.
Ou converse com o veterinário de sua confiança  sobre substâncias calmantes naturais (florais de Bach, por exemplo) que sejam alternativas para seu animal, pois mesmo sem realizar os exames cardíacos, na idade dele, acredito que um comprometimento cardíaco deve estar presente. Quanto a ele estar com forte anemia, vômito, apatia, possível dor articular, pois resiste em levantar-se, fraqueza muscular das patas, inapetência (não quer comer), condiz com sinais clínicos de duas doenças que podem estar presentes em conjunto ou isoladas (erlichiose e babesiose, ou “doenças do carrapato”) transmitidas por carrapatos contaminados que o parasitaram há pouco tempo atrás.
Converse com o veterinário que o está acompanhando. Pergunte qual a sua suspeita clínica e qual princípio ativo (tipo) de antibiótico ele está tomando. Há terapias específicas para estas doenças, mas lembre-se que o sucesso do tratamento não depende só da prescrição correta, ou da sua força de vontade de dar os remédios da forma recomendada, mas da capacidade do organismo dele de reagir à doença e às medicações.
* Médica Veterinária, com Pós-Doutorado em Reprodução Animal, professora de Clínica Médica de Cães e Gatos na Favet-Uece. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790, ou ainda para o blog Bem-Estar Pet

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Criadores do Cariri também são apaixonados por cães

Publicado em 27/11/2012 - 15:04 por | Comentar

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A Aula-show de adestramento de cães realizada nos Mercadinhos São Luiz do Crato foi um sucesso. A Guabi me envia mais fotos do evento, uma parceria entre Diário do Nordeste (Página de Bem-Estar Animal/Blog Bem-Estar Pet), Guabi, J.A. Comercial, Mercadinhos São Luiz, Grande Cariri Kennel Clube e Associação de Proteção à Vida (Aprov). Confiram:

A veterinária da Guabi, Renata Meneses, falou sobre os cuidados básicos com cães e gatos.

O gerente de Marketing da J.A. Comercial, distribuidor exclusivo da Guabi no Ceará, Mardes Saraiva, entrega prêmio à criadora Andrea.

Aqui estou eu durante a palestra sobre Bem-Estar Animal.

O vendedor da Guabi, Diego Pereira entrega prêmio a uma das criadoras presentes.

A plateia fez muitas perguntas sobre “Como ser líder do cão”, para o criador André Saretta. Ele fez demonstrações com seu Rott, “Kiron”.

Eu, novamente, entregando brinde da Guabi para uma das criadoras presentes à Aula-show.

O gerente regional dos Mercadinhos São Luiz no Crato, João Alberto, deu as boas-vindas aos presentes.

A promoção gratuita reuniu cerca de 80 participantes. Aqui está o Emanuel e o seu Tchutchucão

Os caririenses provaram que são apaixonados por cães

Aqui a turma de parceiros ao final do evento.

A Aula-show agradou a todos. Parabéns aos organizadores!

 

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