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Dr. Vet: Como socializar gatos em casa

Publicado em 09/10/2012 - 7:45 por | 3 Comentários

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Nesta semana, o Dr. Vet é o veterinário Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário. Vejam o que ele recomenda para socializar gatos em casa.

Franco e Mimi moram em apartamento e vão se mudar para o sítio

“Tenho quatro gatos no apartamento (um macho e três fêmeas) que terão que se mudar para a casa no sítio, onde já moram mais quatro gatos (uma fêmea e três machos). Todos castrados. Como fazer a socialização do grupo?”, pergunta a criadora Ana Dias.

Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário

Márcio Araújo*: “A agressão entre felinos durante a introdução de um novo integrante pode ter uma variedade de motivos, dentre elas a territorial. Como os seus gatos já têm mais de um ano, a socialização fica um pouco mais complexa para acontecer. O ideal é que seja feito um trabalho consistente de socialização quando os animais ainda são jovens, antes que eles cheguem à fase de puberdade. Uma vez perdida esta fase, com a chegada da maturidade sexual, os trabalhos de socialização a serem feitos são “remediáveis” e podem não atingir todo o potencial que conseguiriam se feitos no período correto.

Destacamos algumas medidas que podem ajudá-la no processo de introdução de um novo membro. Os quais são:

1) Castração do(s) antigo(s), e também do(s) novo(s) gato(s), o que poderá ajudar na diminuição da agressividade, bem como na diminuição da demarcação de território. Medida esta já realizada, ótimo.

2) Bandejas sanitárias, comedouros e bebedouros: Quanto às bandejas sanitárias é indicado que tenha no mínimo uma por animal, mas pode, durante o processo crítico da adaptação, disponibilizar maior quantidade de forma a proporcionar que os animais tenham acesso às mesmas. O mesmo se aplica aos comedouros e bebedouros, que devem estar em locais de fácil acesso, sendo um por local, podendo usufruir de locais suspensos onde possibilite o acesso a um gato por vez. Distribua-os nos locais preferidos de cada animal, evitando assim disputas.

3) Ambientes de lazer com artifícios de descontração e exercícios para seus gatos. Invista em enriquecimento ambiental (arranhadores, brinquedos, locais suspensos para um só gato), e exercite o gato agressor de forma a baixar a energia do mesmo, possibilitando assim permanecer mais calmo.

4) Rotação de cômodos para melhor ambientação entre eles. Esta medida consiste em trocar os gatos de local, fazendo um “tour” com todos os gatos dentro dos diversos ambientes existentes em sua propriedade. Por exemplo: se nos momentos em que os mantém separados, utilize um cômodo da casa para confinar um, depois confine o outro no mesmo local. De forma a possibilitar que os gatos familiarizem-se com o cheiro um do outro.

Mimi e Chiquinha precisam se socializar com os "irmãozinhos" que moram no sítio

O mesmo se dá com os panos, e caminhas utilizadas no manejo de rotação.

Lembre-se com Atenção!: A introdução do(s) novo(s) membro(s) deve ser gradual e intercalada, com períodos de segregação, período este que pode durar de quatro a 12 semanas.

Tudo isto, aliado ao controle do ambiente, enriquecimento ambiental, o contra-condicionamento (animal se nega aos meios e artifícios de socialização) e a dessensibilização (significa fazer associações positivas para algo que é desagradável ao animal, sempre respeitando seu limite). Todos esses fatores também são muito importantes. Em se tratando de casos mais complexos é fundamenta o criador procurar a ajuda profissional de um especialista em comportamento animal que utilize técnicas positivas de socialização”.

Márcio Araújo*
*Médico Veterinário formado pela Favet-Uece e proprietário do Pronto Socorro Veterinária. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br  ou (85) 3266.9790, ou ainda para o blog Bem-Estar Pet

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Como são os pensamentos e as emoções nos animais

Publicado em 09/10/2012 - 7:30 por | 1 Comentário

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Assim como os seres humanos, os animais sofrem, se alegram e também querem ter a vida preservada

Professora da USP e Médica Veterinária, Irvênia Prada, é autoridade mundial em Neuroanatomia Animal

Fortaleza. “Temos que rever todas as nossas atitudes em relação aos animais”, afirma a médica veterinária Irvênia Prada, professora catedrática da Universidade de São Paulo (USP). Ela é autoridade mundial na comunidade científica sobre Neuroanatomia animal. É também uma respeitada investigadora sobre a interação mente-cérebro dos bichos. Tem vários livros e estudos científicos já publicados.

Durante o 20º Enese, Irvênia Prada proferiu palestra sobre “Educação dos sentimentos” e a questão da violência nas pessoas. Ela é autoridade mundial na comunidade científica sobre Neuroanatomia Animal FOTO: INSTITUTO DE CULTURA ESPÍRITA

Esteve, recentemente, em Fortaleza participando de evento promovido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, e também do 20º Encontro de Estudos Espíritas (20º Enese), uma vez que também é estudiosa desta doutrina. Para Irvênia, os estudos vêm mostrando, com evidências bastante aceitáveis, que os animais têm uma estrutura cerebral compatível com a exteriorização da consciência, com capacidade para resolver problemas, associação de ideias, memórias.

Pesquisadora Irvênia Prada defende o paradigma biocêntrico

“O próprio estudo do cérebro, que é muito bem organizado nos mamíferos e também nas aves, nos dá indícios de que os animais são seres sencientes, ou seja, que têm todas as características compatíveis com o que a gente chama de funções cognitivas”.

Ela observa que as sociedades se formaram sobre um modelo completamente antropocêntri-co, ou seja, que objetiva apenas o bem-estar do ser humano. Este modelo se pauta pela exploração dos animais para benefício das próprias pessoas.

“Por esta visão, os animais são considerados coisas. Desde, a época de Descartes, o grande filósofo do século XVII, tem-se essa ideia de que os animais são máquinas automatizadas, sem sensibilidade. Então considerar que eles são coisas, serviu muito bem ao modelo antropocêntrico porque, assim, o homem usa os animais sem culpa nenhuma, utilizando e descartando, como é feito até hoje”, afirma a professora.

Na palestra que fez para os veterinários, ela destacou a exigência de revisão deste paradigma. Segundo observa, atualmente, cresce o número de pessoas que não aceitam mais este modelo, considerado “indigno” e “mesquinho”. Após a palestra, Irvênia recebeu muitos comentários de veterinários sobre a importância de considerar o novo modelo, ainda desconhecido por muitos profissionais de diferentes áreas do conhecimento.

“Por que visar só ao nosso bem-estar e não o dos animais que também sofrem? Também precisamos cuidar das plantas, da qualidade da água, do ar, enfim, de todo o planeta. Nós temos que abrir os nossos horizontes e cuidar de tudo e não apenas dos seres humanos. A partir de agora, temos que aceitar essas mudanças e prestar atenção que os animais sofrem, têm direito à própria vida, e que não são simples coisas descartáveis”, defende a pesquisadora.

Em substituição ao antropocentrismo, ela aponta o paradigma biocêntrico ou ecocêntrico, pelo qual todas as formas de vida merecem ser preservadas com respeito e sustentabilidade. “Este novo modelo busca o bem-estar do ser humano, mas também dos animais, das plantas, da qualidade da água, do ar, enfim, de todo o planeta que é a nossa casa. Se todos moramos aqui, nada melhor do que termos uma relação harmônica, de paz e felicidade com toda a natureza”. Além de professora universitária, Irvênia também é assessora técnica do Fórum de Proteção e Defesa Animal de São Paulo, instituição que congrega mais de 100 entidades protetoras de animais. Nesta função, ela dá pareceres para verificar se há ou não maus-tratos aos bichos. Já avaliou casos de rodeios, vaquejadas, entre outras situações de entretenimento para as pessoas, mas de muito sofrimento para os animais, conseguindo intervenção do Ministério Público e proibição de práticas abusivas.

“Já tem muita gente preocupada, vendo que os animais estão sofrendo. Precisamos contaminar todo mundo com este pensamento. É difícil mas, só através da informação, é que vamos conseguir fazer com que as pessoas olhem para os animais com nova postura”, defende ela.

No 20º Enese, a pesquisadora abordou dois temas: “Educação dos Sentimentos” e “A violência é inata no ser humano?”. O organizador do evento, Francisco Cajazeiras, também presidente do Instituto de Cultura Espírita do Ceará (ICE-CE) e da Associação Médico-Espírita do Ceará (AME-CE), diz que convidou Irvênia em reconhecimento à conceituada palestrante.

“Ela tem ótimos recursos de comunicação e conhecimentos geral e específico. É política do nosso evento apresentar novos palestrantes de qualidade para o público do movimento espírita cearense”, afirma ele.

Entre os livros de destaque da pesquisadora para o grande público estão “A questão espiritual do animais” e “A Alma dos Animais”, este último com edição esgotada, mas já está sendo considerada a possibilidade de reedição atualizada da publicação.

Blog Bem-Estar Pet

Para ler mais sobre animais de estimação confira
Facebook Valeria Feitosa e Blog Bem-Estar Pet

VALÉRIA FEITOSA
EDITORA

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Dr. Vet: dúvidas sobre cinomose predominam

Publicado em 07/10/2012 - 11:30 por | 2 Comentários

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Periodicamente, é necessário esclarecer sobre o que é a coluna Dr. Vet, publicada semanalmente neste blog, e como participar da mesma com responsabilidade. Primeiro, o que é: A Coluna Dr. Vet é publicada originalmente na Página de Bem-Estar Animal, toda terça-feira, no Caderno Regional do Diário do Nordeste. É reprisada neste blog e no Diário on line. Resulta de parceria que mantemos com a Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece). Os leitores enviam perguntas, que são selecionadas e encaminhadas ao professor Célio Pires, diretor da Favet. Dependendo da questão, ele envia para um professor e veterinário da Faculdade. Os professores Dr. Paulo Sérgio Barbosa e Dra.Annice Cortez, ambos médicos veterinários, são os que participam com maior regularidade. Há outras participações de veterinários que conhecemos, como o Dr. Márcio Araújo, Dr. Leandre Maciel, entre outros.

Como tenho recebido muitas perguntas por meio deste blog, os temas têm se concentrado em dúvidas sobre cães e gatos, os pets mais conhecidos. Porém, a coluna é aberta para perguntas sobre todos os animais: pássaros, cavalos, bovinos, ovinos, peixes etc. Dúvidas sobre cinomose em cães são as mais frequentes. As respostas sobre esta doença são as mais comentadas, com novas perguntas.

Para você que é criador, vale esclarecer sobre como participar da coluna com maior eficiência. O mais importante: o Dr. Vet não pode responder perguntas sobre casos de urgência e emergência. A coluna é semanal, são muitas perguntas e a sua pode não ser a escolhida da semana. Outra dica: a resposta da coluna jamais vai substituir uma consulta veterinária. Se o animal já está passando mal, ou vomitando, ou com diarreia, patas caidas, febre, cegueira no olho, sangrando etc, você deve correr para o veterinário e consultá-lo imediatamente. Não fique esperando resposta do Dr. Vet. A vida de seu cãozinho ou gato pode estar correndo grande risco. Se já é caso confirmado de cinomose ou leishmaniose (calazar), a consulta ao veterinário deve ser feita imediatamente, ok?

Também não é recomendável solicitar receita de medicamento. Jamais o profissional veterinário vai indicar uma medicação sem ver o animal numa consulta. Da mesma forma, o Dr. Vet não confronta diagnósticos ou tratamentos. Tem leitor que já tem o próprio veterinário, mas pergunta se os remédios passados por ele estão corretos. Em respeito à ética veterinária, o Dr. Vet não vai responder perguntas desta natureza. Se responder, dará orientações gerais sobre o tema  e não se o medicamento está certo ou errado.

Outras perguntas que chegam com regularidade são sobre como conseguir consulta gratuita. Sempre informo que os hospitais das Faculdades de Veterinária espalhados pelo País, geralmente, praticam preços abaixo do mercado. No caso de Fortaleza (CE), há postos de saúde pública que mantêm veterinários gratuitos para alguns procedimentos. Recentemente publiquei post neste blog com esta informação.

A partir de hoje, estamos aprovando todos os comentários com perguntas encaminhadas ao Dr. Vet, porém as respostas seguirão os critérios acima especificados.  Não poderemos responder perguntas sobre casos de emergência, urgência ou confrontando diagnósticos ou tratamentos. Seja prudente com seu animalzinho!

Contamos com a compreensão de todos e lembrem-se: a guarda responsável inclui os cuidados com a saúde do animal. Quando uma pessoa decide levar um cãozinho ou um gatinho para casa, deve saber como fará para proporcionar aos bichinhos os cuidados corretos com sua saúde.

Felicidades para todos e aguardamos suas perguntas! A participação de todos vocês nos deixa muito felizes! É bom proporcionar informações que vão trazer mais bem-estar para nossos amados amiguinhos!

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Lançado primeiro Plano de Saúde para cães no Ceará

Publicado em 03/10/2012 - 7:03 por | Comentar

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Gerente comercial do Plano de Saúde Animal, Graça Quadros, e sócia, Maribel Quadros

Fortaleza. O Plano de Saúde Animal (PSA) já está sendo vendido para criadores de cães da Capital. Lançado em junho passado, trata-se do primeiro plano de livre escolha com rede credenciada do Estado do Ceará.
A gerente comercial, Graça Quadros, explica que o PSA já tem 40 clínicas e hospitais credenciados à rede. Nesta primeira etapa, abrange somente Fortaleza, mas a meta chegar ao Interior do Estado a partir de 2013.
O plano cobre consultas, internações, cirurgias, exames laboratoriais, exames de imagens e outros procedimentos veterinários. É regido pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e regido pela Resolução 647/98, no referido Conselho.
Segundo Graça Quadros, os preços das mensalidades variam de R$ 48,00 a R$ 230,00, nas modalidades Ouro, Prata e Bronze. Ela explica que a diferença entre as faixas é a quantidade de procedimentos que o animal terá direito ao longo do ano. “Mas todas as modalidades cobrem todos os procedimentos previstos no plano, desde a consulta até a cirurgia de alta complexidade”, assegura ela.
Todos os cães que passam a ter cobertura pelo PSA recebem microchip, uma exigência do plano. O procedimento é gratuito para o cliente e, segundo Graça, garante maior segurança tanto para o animal como para seu proprietário.
Durante o evento All About Pet, realizado em setembro no Centro de Eventos do Ceará, o PSA manteve estande para lançamento oficial. Desde então, os vendedores já estão no mercado, para ampliar o número de clientes e a rede credenciada.
“Até agora, 30 proprietários de cães já aderiram ao plano”, afirma Graça Quadros, observando que na Região Norte Nordeste, a modalidade de plano de saúde ainda é uma novidade, mas no Sul e Sudeste, já é comum entre os criadores de cães. Conforme levantamento feito pelos empresários do PSA – além de Graça Quadros, Maribel Quadros e Emerson Fabiano – na Europa, cerca de 90% dos cães têm cobertura por plano de saúde.
Alguns países adotam o modelo do seguro de saúde. Em outros, o plano de saúde para os seres humanos prevê cobertura também para os animais, como opção. O PSA, segundo a gerente comercial, é um mix entre seguro e plano. “Os custos veterinários são muito altos. Daí o plano de saúde dá uma tranquilidade para o proprietário do cão”, diz ela.
No que se refere à vacinação, uma consulta pode ser trocada pela aplicação da dose, em se tratando da múltipla ou da raiva. No caso da vacina contra a leishmaniose, o PSA cobre até o valor de R$ 60,00, ficando o restante, se for o caso, a ser pago pelo proprietário.
Ela recomenda que o detalhamento das coberturas pode ser visto no site ou pelo telefone da empresa.

Mais informações: Plano de Saúde Animal
Cobertura para cães com proprietários de Fortaleza
(85) 4141.1144 – www.psaplanodesaudeanimal.com.br

II Animal Fest reunirá protetores voluntários

Publicado em 02/10/2012 - 6:58 por | 4 Comentários

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Shows, palestras, exposição e distribuição de brindes estão na programação especial para os voluntários

Ana Patrícia Gaspar, da Novelo de Lã, realiza ação voluntária em benefício dos gatos abandonados. Ela é uma das organizadoras do evento FOTOS: JL Rosas

Fortaleza. Um evento educativo e de confraternização destinado especialmente para os protetores de animais. Assim será o II Animal Fest que, neste ano, acontecerá no Lago Jacarey, na próxima sexta-feira, a partir das 18 horas. Nesta edição, seis grupos de voluntários se unem na promoção, que contará com palestras, shows e exposição de produtos para animais domésticos por parte das empresas apoiadoras.

Renata Machado, do GPA, também está na organização

Estão à frente do evento as ONGs e grupos voluntários Novelo de Lã, Grupo de Proteção Animal (GPA), Protetores Independentes de Fortaleza, Associação Protetora dos Animais para tratamento e Adoção (Apata), Grupo de Apoio Bem-Estar Animal (Gaba) e Voluntários Independentes de Proteção Animal (Vipa). A data também marcará a comemoração pelo santo protetor dos “pequenos irmãos”, São Francisco, e o Dia Mundial dos Animais.
Uma das coordenadoras do festival, Ana Patrícia Gaspar, da Novelo de Lã, explica que a meta da promoção é proporcionar aos protetores de animais momentos de confraternização, alegria e, até mesmo, um descanso para o dia a dia de muitos deles, marcado por sofrimento e estresse.
Ela diz que são poucos os voluntários dispostos a amparar, especialmente, cães e gatos abandonados pelas ruas de Fortaleza, em número cada vez mais crescente. É muito trabalho para poucos voluntários.
Daí a realização deste evento para unir a categoria e renovar as forças para o trabalho. O tema da promoção é “Unidos podemos mais”.
Para tornar a promoção ainda mais acessível ao clima de confraternização e troca de experiências, não haverá feira de adoção de animais nem exposição de nenhum tipo. Somente o adestrador Gerfysson Dantas estará apresentando um show de obediência com sua cadelinha “Nina”. Ele também dar explicações de como educar os cães para a boa convivência entre eles e os seres humanos, garantindo o respeito às necessidades do animal, por meio da guarda responsável.

Os Protetores Independentes de Fortaleza também estão entre os organizadores

Sem fins lucrativos, toda a renda gerada pela venda de produtos será revertida para o trabalho dos grupos. Um kit oficial do Animal Fest, formado por camisa, com estampas de cães e gatos, e ecobag é o produto principal das vendas. Mas cada entidade também disponibilizará produtos específicos como camisas com suas logomarcas, chaveiros, bonés, para formar renda para a ação voluntária.
Como parte da programação, a jornalista Valéria Feitosa, editora do Regional, da Página de Bem-Estar Animal e do Blog Bem-Estar Pet, deste jornal, estará falando sobre o tema. Da mesma forma, a veterinária Rosana Pantoja de Miranda participará de conversa com perguntas e respostas sobre castração, benefícios da convivência com animais e os cuidados com saúde para a posse responsável.
Na agenda cultural, haverá shows com o cantor Davi Duarte, Roberta Lima e Banda Uêstop. Entre as empresas apoiadoras do evento estão a Guabi, Avipec, Royal Canin, Mercadinhos São Luiz, Laforvet, Veter, CNA, RBL, e Galleria Di Pane. Algumas delas vão expor produtos de suas marcas como rações, cosméticos, medicamentos, com distribuição de brindes.
Também na organização do evento, Renata Machado, do GPA, observa que os protetores voluntários têm muitos desafios a vencer. Um deles é enfrentar a “cobrança” da sociedade. “A população acha que os protetores têm a obrigação de amparar todos os animais abandonados”, afirma, observando que, diariamente, os grupos esrebem uma média de 15 pedidos de socorro para resgate de animais, por telefone, emails e redes sociais.
As demandas maiores são para socorrer animais vítimas de maus-tratos, atropelamentos, cadelas ou gatas com filhotes, so somente filhotes órfãos recém-nascidos ainda com os cordões umbilicais.
Ana Patrícia e Renata apontam que as redes sociais, principalmente o Facebook, têm sido grandes aliadas no socorro de emergência. “O abandono é maior quando os animais começam a reproduzir”, afirma Ana Patrícia.

Mais informações: II Animal Fest
Sexta-feira, dia 5 de outubro
Lago Jacarey – Fortaleza
De 18 às 23h, aberto ao público
(85) 8874.9494/ 9668.4868

 

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Dr. Vet: como se desenvolve a cinomose

Publicado em 01/10/2012 - 13:59 por | 4 Comentários

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Na Coluna Dr. Vet desta semana, médico veterinário Paulo Sérgio Barbosa, da Favet-Uece, responde dúvidas da criadora Catarina de Araújo. Confiram:

“Estou tratando minha cachorrinha que está com cinomose, com eritromicina durante 20 dias, dipirona para febre e umas vitaminas, conforme receitou o veterinário. O antibiótico já acabou, e às vezes, ela tem febre. Também dou o soro Soroglobulin, durante três semanas, uma por semana. Fui advertida que se o vírus da cinomose estiver afetado o sistema nervoso dela, ela pode ficar com sequelas como tiques nervosos. Notei que ela está batendo os dentes como se estivesse com frio, mas só às vezes. Já dei duas doses do soro … é normal ela estar tão magrinha, com quanto tempo vai fazer efeito do soro e quais são os sinais de melhora”, pergunta a criadora Catarina de Araújo Vieira.

Dr. Paulo Sérgio Barbosa, da Favet-Uece

Dr. Paulo Sérgio Barbosa*: “Antes de falar da eficiência ou não do soroglobulin, precisamos descrever como a cinomose acontece dentro do organismo do animal. Após entrar em seus hospedeiros pela via oral ou nasal, o VCC inicia sua replicação (multiplicação)nos tecidos linfóides. No segundo dia pós-infecção há um aumento no número de linfócitos e células reticulares infectadas. Em seguida, o vírus se distribui pelos linfonodos mediastinais e mesentéricos, baço, fígado e tecidos linfóides do trato gastrointestinal (três a quatro dias). Uma viremia na primeira semana pós-infecção coincide com a proliferação viral nos órgãos linfóides associada à leucopenia por linfopenia.
No quinto e sexto dia, o vírus se espalha para o pulmão e lâmina própria da nasofaringe e mucosa conjuntival. Uma segunda viremia, com vírus associado à célula e fase plasmática pode ocorrer entre o oitavo ao décimo quarto dia, sendo que algumas vezes podem ser observadas até o 24º dia. O estágio virêmico pode durar até seis semanas. Durante o período de viremia, o curso da infecção e a severidade dos sinais clínicos variam em consequência da virulência, idade e estado imune do animal. Se os cães desenvolverem uma forte resposta imune, podem se recuperar da infecção, e o vírus desaparece dos tecidos dentro de dez a 14 dias.
Entretanto, àqueles que produzem níveis de anticorpos insuficientes, o vírus permanece nos tecidos linfóides e continua a sua dispersão para pele, glândulas, trato respiratório e reprodutivo. A ausência de uma resposta imune na fase inicial da infecção leva a um quadro fatal: a invasão do vírus no sistema nervoso central (SNC) ocorre com mais de 15 dias após a infecção. A encefalite é uma causa comum de morte em animais acometido por cinomose.
Isso acontece em decorrência da persistência viral neste sistema, que é multifocal e dependente de propriedades do hospedeiro e do vírus. A persistência do vírus pode induzir uma encefalite tardia ou a hiperqueratose dos coxins plantares (o que está acontecendo com o animal descrito no email), pelo qual o vírus fica restrito aos neurônios e substância branca do encéfalo e células epidérmicas. Animais com hiperqueratose nasal ou digital, usualmente, também apresentam complicações neurológicas, isso porque o SNC e os queratinócitos são infectados na segunda viremia. Quando se usa o soroglobulin (solução concentrada e purificada de imunoglobulinas) na tentativa de que se o vírus não estiver chegado ao sistema nervoso, seja combatido pelo sistema imune do animal, e esse não venha apresentar a encefalite tardia. Entretanto se o animal estiver com vírus da cinomose esse sintomas aparecem rapidamente. Infelizmente,  a senhora foi alertada para isso, o seu animal apresenta quadro clássico desta fase e o prognóstico é reservado, lembrando que a vacina é o melhor caminho para se evitar a cinomose”.
* Médico e professor da Favet-Uece. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Perguntas podem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790

Dr. Disciplina: O que fazer com um Fox Paulistinha ciumento?

Publicado em 28/09/2012 - 9:16 por | 2 Comentários

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Veja o que o Dr. Disciplina, Jackson Maciel, recomenda para um Fox Paulistinha ciumento. Será que seu fofinho peludo não sofre do mesmo problema?!? Confira:

Foto meramente ilustrativa para você relembrar a raça

“Eu tenho um Fox Paulistinha macho, ele tem 1 ano.  De uns tempos para cá, ele está com um ciúme altamente exagerado da minha mãe. Principalmente quando meu pai chega perto dela. Ele avança para morder mesmo.
Mas quando minha mãe não está em casa, ele fica bem dócil com meu pai.
Não consigo entender o que acontece!  O que posso fazer para contornar essa situação?”, pergunta a criadora  Dany.

Jackson Maciel durante passeios coletivos com cães: uma forma de socializar e reduzir o comportamento ciumento

Dr. Disciplina, Jackson Maciel: “Oi Dany, seu problema é muito comum quando o criador não reconhece os sinais de dominância e proteção de um membro da família. No caso,  a sua mãe. Vamos aos exercícios. A partir deste momento, temos de fazer uma associação positiva com seu pai. Ele deve, sempre que possível, colocar a comida, antes pedindo para ele executar uma pequena tarefa, seja olhar para ele ou sentar ou deitar. Só assim receberá seu prêmio: a comida. Outro exercício vai ser feito pela sua mãe. Quando ela começar  a ficar agressiva, sua mãe vai disciplinando e reclamando e sinalizando com um jato de spray de água ou um barulho de uma garrafa pet com pedrinhas para tirar o foco dele do comportamento  indesejado, assim ele vai parar e olhar para sua mãe. Só então ele deve ser premiado se ficar sem latidos ou agressividade. Quando não latir mais, deve ser premiado com petisco para fazer a associação positiva. Às vezes, ele deve estar de guia e coleira para evitar que corra e fique tentando agredir seu pai. Se for no sofá, deve descer e perder a regalia de ficar no sofá. Se for na cama, a mesma coisa .Veja se ele gosta muito de um brinquedo. Se gostar, quando seu pai se aproximar de sua mãe, ela deve tirar o foco com o brinquedo e dar para ele brincar. Grande abraço e boa sorte”.

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Botinha para cães

Publicado em 25/09/2012 - 10:28 por | Comentar

Categorias: Eu e meu pet, Geral, Moda Pet
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O acessório se adapta em diversas situações, além de garantir conforto e proteger as patinhas dos bichinhos

 

Os cães adoram passear e explorar os lugares por onde passam. E para deixar o momento ainda mais prazeroso, o Petshop.com.br, maior loja virtual de produtos para pet do Brasil, oferece um acessório inovador e fashion.

 

As Botinhas para os pets oferecem conforto e beleza para os bichinhos. O acessório é ideal para passeio em superfícies rústicas ou em dias mais frios. O modelo é resistente, macio e se adapta em diversas situações, além de protege as patinhas dos cães para que elas não fiquem sujas em passeios pelas ruas ou em dias de chuva.

 

As Botinhas possuem zíper para facilitar na hora de colocar e também elástico interno e velcro para fechamento, o que garante mais segurança e conforto para os animais.

Tamanhos: 3 – 5,5cm; 4 – 6cm; 5 – 7cm

Custa: R$ 60,00

Onde encontrar:  www.petshop.com.br

 

 

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WSPA capacita em Bem-Estar Animal professores da Favet-Uece

Publicado em 25/09/2012 - 9:08 por | Comentar

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Professores da Favet-Uece participaram do workshop promovido pela WSPA/ FOTOS: VIVIANE PINHEIRO

Fortaleza. Mais de 60% das Faculdades de Medicina Veterinária e Zootecnia no Brasil já oferecem o ensino do Bem-Estar Animal (BEA) como disciplina obrigatória ou optativa em seus currículos. A tendência é de aumentar esse percentual, considerando que esta nova ciência vem se consolidando como essencial na formação dos profissionais.

O conceito decorre das comprovações científicas sobre a capacidade de senciência dos animais, especialmente os mamíferos. Assim como os seres humanos, eles têm sentimentos de dor, medo, prazer, alegria e exigem tratamento baseado no respeito e na proteção. Também requerem manejos que não provoquem dor ou sofrimento físico ou psicológico, principalmente, no caso dos animais de produção que fornecem alimentos para as sociedades humanas e muitos deles ainda são submetidos a procedimentos cruéis.

Um dos meios que contribuem para a ampliação do ensino de BEA é o Programa Conceitos em Bem-Estar Animal, lançado em 2003 pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), em parceria com a Universidade de Bristol, na Inglaterra. O programa objetiva facilitar o ensino da disciplina para os alunos da Medicina Veterinária, Zootecnia e demais ciências animais.

Nos últimos anos, o conteúdo foi atualizado de forma a refletir os avanços da ciência de BEA, com inclusão de novos módulos. Na semana passada, o programa foi ministrado para um grupo de professores da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), onde já existe, desde o ano passado, a oferta da disciplina optativa para os alunos. Porém, segundo o diretor da Favet, professor Célio Pires Garcia, a partir de 2014, a disciplina passará a ser obrigatória.

Professor Célio Pires é diretor da Favet-Uece

“Hoje, a palavra de ordem no setor produtivo é Bem-Estar Animal. Não se pode mais pensar em gerar produtos de origem animal sem pensar nisto, em todas as fases produtivas, desde o nascimento, as instalações, alimentação, saúde, transporte, ao abate humanitário”, afirmou ele.

De acordo com a gerente de programas veterinários da WSPA, Rosângela Ribeiro, uma das palestrantes do workshop realizado na Favet, em todo o mundo, as grandes universidades já acompanham esta tendência.

Ela disse que a WSPA já promoveu, desde 2003, mais de 500 workshops sobre o tema em diferentes países. Mais de 850 faculdades utilizam os recursos de ensino disponibilizados pela entidade em todo o mundo.

O material didático consta de um CD com 34 módulos que podem ser aplicados em sala de aula. Os módulos se dividem em quatro categorias: Ciência do Bem-Estar Animal, com avaliação, indicadores fisiológicos e comportamentais, manejo e alimentação; ética; aplicação da ciência do BEA aos animais de produção, de companhia, de trabalho, silvestres e utilizados em pesquisas e entretenimento; e animais e sociedade, com informações sobre legislação, papel do veterinário, ONGs, educação humanitária, religião, guerra e eutanásia.

Rosângela Ribeiro é gerente de programas veterinários da WSPA

Rosângela Ribeiro destaca que esta nova área científica é interdisciplinar, porque demanda conhecimentos em ciência, ética e legislação. O workshop é introdutório e os professores podem fazer adaptações em sala de aula, considerando a realidade de cada cidade, estado ou país. No Brasil, com o evento na Uece, já foram promovidos 18 workshops para os docentes.

Ela avalia que os profissionais da Veterinária, da Zootecnia de demais ciências animais são peças-chave na disseminação do conceito e prática em BEA, servindo como multiplicadores do conhecimento a partir do ensino e em toda a sociedade.

Aponta que os mercados de produção e consumo, como o europeu, já estão atentos ao tema. Já existem legislações internacionais especialmente para os setores de exportação.

Produtividade

Diretivas europeias definidas a partir de 2008, com vigência neste ano, apontam para as práticas em bem-estar animal, no que se refere ao transporte, produção e abate. “Existem vários trabalhos científicos que comprovam que os animais com melhor bem-estar apresentam mais produtividade”, defende, observando que, em um primeiro momento, o setor produtivo vai requerer maiores investimentos para adequação de manejos e instalações.

Mas depois, os custos tendem a reduzir, até mesmo porque já identifica-se um mercado consumidor crescente, disposto e pagar um preço maior por produtos originários de práticas que não causaram dor ou sofrimento aos bichos.

VALÉRIA FEITOSA
EDITORA

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Dr. Vet fala sobre cinomose

Publicado em 20/09/2012 - 15:49 por | Comentar

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No Dr. Vet desta semana, pedimos a colaboração do Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário. Confiram:

“Boa tarde, sou admiradora do trabalho que vocês fazem, tirando nossas
dúvidas e nos auxiliando com nossos pets. Há mais de 15 dias estou
sofrendo, junto com minha cadelinha, Lessy, que é uma Pinscher bem
pequena que está com cinomose. Pesa apenas 2 kilos. Está sendo assistida por uma  veterinária aqui em São Paulo. As medicações que está tomando são Nootron, Baytrin, Benerva, Promum Dog e soro. Há dois dias que ela está tendo convulções e foi prescrito Gardenal, duas gotas. Me diz, posso ter alguma esperança? Muito obrigada por sua atenção e tenham uma ótima tarde. Deus  abençoe ricamente”, pergunta a criadora  Maria Jose Ferreira de Oliveira, de  Aruja (SP).

Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário

Dr. Vet – Dr. Márcio Araújo: “Bom Dia! A resposta sobre a cadelinha Pinscher é que deve realmente continuar o trabalho que a colega veterinária está fazendo. As medicações estão de acordo com protocolo de tratamento. Apenas aconselharia a introdução de sessões de acupuntura no auxílio do tratamento. Tudo isto com a permissão e orientação da colega que assiste o caso”.

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