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Dr. Vet: cuidados com a higiene do cão

Publicado em 19/03/2013 - 15:22 por | Comentar

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Na Coluna Dr. Vet de hoje, a médica veterinária Annice Cortez, da Favet-Uece, dá orientações sobre como melhor cuidar do cão. Confiram:

Dra. Annice Cortez é médica veterinária e professora da Favet-Uece

Dra. Annice Cortez é médica veterinária e professora da Favet-Uece

Annice Cortez*:  “Atualmente, os animais domésticos vêm ocupando um espaço especial na vida dos seus proprietários. Os cães tornaram-se membros da família e participam de diversas atividades da rotina familiar, como assistir televisão na cama ou no sofá.

Os animais são frequentemente abraçados e acariciados pelas crianças, ou ocupam o colo quentinho de seus proprietários. Entretanto, para que essa relação estreita entre animais e seres humanos não provoque doenças nas pessoas, medidas básicas de higiene devem ser adotadas rotineiramente.

Banhos semanais são indicados para manter a higiene da pele e da pelagem dos cães. Recomenda-se xampu de laboratórios veterinários, já que esses produtos são fabricados respeitando as características da pele destes animais, sendo contraindicada a utilização de produtos humanos.

Animais com pelagem longa devem utilizar condicionador e hidratantes para a pelagem para evitar o surgimento de excesso de nós na pelagem, o que pode predispor ao surgimento de doenças dermatológicas que podem ser transmitidas para o humano.

O nó na pelagem deixa a pele mais úmida e quente, sendo um ambiente propício para proliferação de bactérias e fungos, desencadeando doenças como a piodermite e a dermatofitose, respectivamente.

Caso o animal apresente feridas na pele ou queda de pelo, recomenda-se que o animal seja encaminhado para consulta veterinária a fim de ser diagnosticado e tratado adequadamente pelo médico.

Geralmente os animais com comportamento mais ativos não permitem que seus proprietários executem adequadamente o processo de secagem e escovação da pelagem. Desta forma, devem ser encaminhados para os salões de estética para que tal processo seja executado por profissionais capacitados. Também é recomendado que animais mais ativos sejam submetidos à tosa, com o objetivo de deixar a pelagem mais curta, o que facilita a observação de alguma lesão dermatológica e o manejo de secagem da pelagem após o banho. A tosa higiênica também é uma boa opção. Neste caso, é realizada a tosa somente nas patas, focinho e região dos órgãos genitais e do reto, evitando acúmulo de alimento, urina ou fezes nestas áreas.

Cães de pelo longo (Poodle, Shitzu, Maltês, Yorkshire, Husky Siberiano, Golden Retriever, Pastor Alemão), que acumulam uma maior quantidade de partículas, urina e fezes na pelagem devem ser banhados semanalmente.

Já os animais que apresentam pelagem curta (Pinsher, Daschound, Terrier brasileiro, Labrador, Rotteweiler) podem ser banhados quinzenalmente.

Além do banho, recomenda-se a higiene do conduto auditivo e pavilhão auricular com produtos específicos de limpeza otológica, com o objetivo de evitar a infecção do ouvido (otite).

Entretanto, a limpeza mais profunda só pode ser realizada pelo médico veterinário”.

Annice cortez*
Médica veterinária e professora da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), da área de pequenos animais. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais podem ser enviadas para este jornal, por meio do telefone (85) 3266.9790 (manhã) ou pelo anavaleria@diariodonordeste.com.br, ou ainda pelo blog Bem-Estar Pet. Os assuntos mais solicitados pelos leitores serão escolhidos como tema para as próximas colunas desta página.

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Coluna Dr. Vet passa a circular em novo formato

Publicado em 19/03/2013 - 15:16 por | Comentar

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Para melhor atender às demandas dos criadores de cães, os veterinários da Favet-Uece prestam novas colaborações

Fortaleza. A partir de hoje, a Coluna Dr. Vet volta a circular neste jornal em novo modelo. Lançada em 29 de novembro de 2009, a coluna já respondeu a 151 perguntas de leitores. Trata-se de uma parceria do Diário do Nordeste, por meio desta Página de Bem-Estar Animal e do Blog Bem-Estar Pet, com a Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece). Anteriormente, um professor da Favet respondia no Dr. Vet apenas uma pergunta do leitor. Agora, a partir das várias demandas dos leitores, os veterinários da Faculdade trarão explicações sobre os temas mais solicitados pelos criadores de animais.

Em reunião na Favet-Uece, os professores Célio Pires, Annice Cortez e William Cardoso definiram com a jornalista Valéria Feitosa a melhor forma de parceria para atender às dúvidas dos criadores de animais FOTO: KID JÚNIOR

Em reunião na Favet-Uece, os professores Célio Pires, Annice Cortez e William Cardoso definiram com a jornalista Valéria Feitosa a melhor forma de parceria para atender às dúvidas dos criadores de animais FOTO: KID JÚNIOR

De acordo com o diretor da Favet, Célio Pires, a mudança torna-se necessária para fortalecer nos criadores de animais a posse responsável. “A Favet tem procurado estabelecer parcerias para divulgar suas atividades técnicas e científicas, como forma de levar as suas atividades à população de baixa renda, conscientizando sobre a responsabilidade que qualquer cidadão assume ao decidir criar um animal”, afirma o veterinário.
Ele faz um alerta: “Temos que levar a todas as pessoas que se propõem a criar animais de companhia, ou mesmo animais de produção, que, ao tomar essa decisão, estarão assumindo a responsabilidade de cuidar da saúde e do bem-estar do animal por toda a sua vida. Não se pode pensar em criar sem as mínimas condições de conforto, bem-estar, higiene e sanidade”, afirma.
Com as facilidades da internet, muitos criadores querem solucionar o problema de seus animais por uma informação on-line, o que não é correto. Daí também a necessidade de mudanças no formato da Dr. Vet, para evitar o problema.

As perguntas sobre animais de companhia têm predominado entre as demandas para a coluna. Dúvidas sobre cinomose e leishmaniose lideram as perguntas dos leitores. Assim, os professores Annice Cortez e Paulo Sérgio Barbosa têm sido os mais participativos como Dr. Vet, uma vez que respondem pelo ensino sobre pequenos animais e também atuam no Hospital Veterinário da Favet. O professor William Cardoso Maciel, da área de avicultura, também tem participado, tirando dúvidas de alguns criadores de gansos.

Na coluna publicada hoje no novo formato, a veterinária Annice Cortez aborda os cuidados essenciais com o cão, para tornar a interação humano-animal cada vez mais saudável.

O professor Célio Pires destaca que a Faculdade de Veterinária tem difundido esses conceitos também junto às pessoas que cuidam de animais abandonados, às entidades protetoras de animais. “Todas as ações devem ser voltadas para minimizar os problemas gerados com o abandono irresponsável de animais. No entanto, devemos ter disciplina nessas ações para não criarmos um problema muito maior que venha a trazer prejuízos para os animais e para a população”, afirma.

Ele avalia que as informações veiculadas pela coluna Dr. Vet prestaram uma “enorme colaboração” à população, no esclarecimento de diversas enfermidades que acometem os animais e que podem também afetar o ser humano. Diz que a equipe da Favet sempre procurou tratar os assuntos de forma técnica e científica, sem perder o foco da ética profissional, tentando promover e difundir os conceitos básicos de alimentação, sanidade, higiene, cuidados gerais da criação de animais e outros aspectos que envolvem a convivência com os animais de estimação e de produção. “Dentro desse processo, os professores sempre procuraram transmitir aqueles que buscavam informações técnicas, que o respeito aos animais e a preocupação com a saúde e o bem-estar devem ser uma preocupação constante da população”, aponta o diretor.

Conforme explica, a Medicina Veterinária possui uma abrangência de áreas de atuação ampla. Assim, a Favet se propõe a incluir no novo modelo do Dr. Vet, as áreas de alimentação, nutrição sanidade, reprodução e manejo geral para todas as espécies, abrangendo as domésticas e as silvestres. “Podemos incluir os importantes segmentos de tecnologia e inspeção dos produtos de origem animal, as biotecnologias da reprodução animal, o melhoramento animal, a criação e exploração de peixes, abelhas, bicho-da-seda e outras espécies de interesse econômico”.

Neste ano, a Faculdade de Veterinária da Uece está comemorando seus 50 anos de fundação. Célio Pires destaca que a missão da instituição vem sendo cumprida com rigor, na meta de formar profissionais aptos a promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a qualidade de vida na região. “Ao longo de seus 50 anos de existência, a Favet formou médicos veterinários com atuação de destaque em diversas regiões do País”.

Mais informações
Redação do Diário do Nordeste
Página de Bem-Estar Animal
Telefone: (85) 3266.9790
Faculdade de veterinária da Uece
Telefone: (85) 3101.9855

VALERIA FEITOSA
EDITORA

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Municípios descumprem legislação ambiental de proteção animal

Publicado em 12/03/2013 - 6:55 por | 1 Comentário

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De quem é a responsab ilidade pelos animais abandonados nas ruas? Este debate é abordado na reportagem que o colaborador Roberto Crispim escreveu, para a Página de Bem-Estar Animal, publicada toda terça-feira no Caderno Regional do Diário do Nordeste. Confiram:

caes cratoCrato. Mesmo sem números oficiais, uma vez que diversos municípios do Ceará não realizam o Censo Animal, estima-se que haja cerca de 10 mil animais domésticos (cães e gatos), perambulando pelas ruas e avenidas dos 28 municípios que formam a macrorregião do Cariri. A estimativa revela a falta de políticas públicas desenvolvidas pelas gestões municipais, em desobediência a legislações ambientais pertinentes ao assunto.
A Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), prevê em seu Art. 32: “praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos; pena – detenção de três meses a um ano , e multa”. A pena deste artigo, aumenta de 1/6 a 1/3 no parágrafo 1º, se o animal vier a morrer. A pena de multa está regulamentada pelo Decreto Federal nº 6.514, de 22 de julho de 2008, que no Art. 29, estabelece uma multa de R$ 500,00 a R$ 3.000,00, com acréscimo de R$ 300,00 por indivíduo (animal).
No Cariri, apenas o município do Crato detém local para acomodação de animais recolhidos. Há o Centro de Zoonoses do Cariri, responsável pelo acompanhamento de casos de abandono registrados em toda a região. “Falta boa vontade por parte das gestões públicas. Os prefeitos, secretários municipais e, até mesmo, algumas entidades protetoras, encaminham as demandas para cá, como se apenas nós da Zoonose tivéssemos obrigação no trato desses animais”, desabafa o diretor do órgão, Ricardo Pierre.
gatos cratoSegundo ele, somente na última semana o Centro de Zoonoses recebeu cerca de 20 ligações telefônicas, oriundas de municípios da região, solicitando o recolhimento de animais errantes. “Aqui chegam cerca de 30 animais por semana. Só na semana passada foram ligações de Nova Olinda, Várzea Alegre, Caririaçu, Milagres e Penaforte, solicitando captura de animais. É impossível atender a todos os municípios”, avalia.

Ricardo Pierre é veterinário e diretor do Centro de Zoonose do Cariri

Ricardo Pierre é veterinário e diretor do Centro de Zoonose do Cariri

Para o veterinário a questão não é financeira. “Não faltam recursos. Falta interesse”, afirma. Para o profissional, qualquer município poderia contar com postos de recolhimento e de proteção a animais vítimas de abandono. “Qualquer prefeito pode muito bem buscar, junto a Fundação Nacional de Saúde, recursos para a construção de canis e gatis. No próprio endereço eletrônico do órgão é possível verificar projetos para tal finalidade, inclusive com projeção para a densidade demográfica de cada município”, informa.
Ele observa, ainda, que no caso dos municípios onde não há cumprimento à legislação, prefeitos podem vir a ser punidos. “A lei estabelece o cuidado destes animais também aos municípios. Qualquer gestor municipal que estiver descumprindo o que a lei determina pode sim responder judicialmente pelo não cumprimento à legislação”.
Para a presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), em Fortaleza, Geuza Leitão, os proprietários de animais domésticos também precisam dividir, junto com as gestões municipais, a responsabilidade de melhor cuidar de seus animais. Embora admita que a política de proteção animal não venha sendo cumprida pelas prefeituras, ela avalia que a quantidade de animais abandonados também é fruto da falta de responsabilidade de criadores.
“A Lei, no papel, é muito bonita. Na prática é difícil de ser observada. Claro que os municípios deveriam cumprir a legislação e estabelecer mecanismos de guarita aos animais abandonados. Porém, é bom lembrar que estes animais que circulam pelas ruas e avenidas das cidades, muitas vezes, são fruto do abandono de seus verdadeiros guardadores”, observa.
Na sua avaliação, muitos proprietários de animais desconhecem as normas da posse responsável. “Animal não é brinquedo. É um ser que precisa de carinho, zelo, proteção, amor e cuidado. Porém, muitos proprietários adquirem seus cães e gatos como se estes fossem utensílios que, após um determinado período, podem ser descartados”, avalia.
Geuza, que já chegou a ter em sua casa cerca de 100 animais, entre cães e gatos, adverte que uma das soluções para a diminuição do abandono é o controle de natalidade. “Se os criadores realizarem a castração em seus animais, claro que o número de cães e gatos abandonados vai diminuir”. Ela, no entanto, reconhece que o valor do procedimento é inacessível para famílias de baixa renda.

Angélica Donato, voluntária da Aprov

Angélica Donato, voluntária da Aprov

Para Angélica Donato, voluntária da Associação de Proteção à Vida (Aprov), do Crato, governos municipais e criadores precisam assumir a responsabilidade no bem-estar dos animais vítimas do abandono. “Não há como diminuir o número de animais vitimados pelo abandono sem que aja a participação do criador e, também, dos gestores públicos”, salienta.
Segundo ela, a Aprov possui hoje cerca de 50 animais, recolhidos em sua sede, vítimas do abandono e da ausência de políticas públicas das gestões municipais. “Já chegamos a cuidar de um número maior de animais. Graças às campanhas de adoção, realizadas pela entidade, e a boa vontade de algumas pessoas, reduzimos este número. No entanto, a cada dia percebe-se o aumento de animais vitimados e que passam a perambular pelas ruas do Crato e cidades vizinhas, devido a pouca responsabilidade de proprietários e gestões”, severou.
Eutanásia somente após laudo laboratorial
Após reunião com entidades de proteção animal, Secretaria de Meio Ambiente do município do Crato e profissionais veterinários, a direção do Centro de Zoonoses do Cariri decidiu não mais receber animais domésticos, oriundos de outros municípios, que não estejam acompanhados de laudo laboratorial confirmando doenças terminais ou leishmaniose visceral, também conhecida como calazar. Conforme o diretor da unidade, Ricardo Pierre, a decisão visa fazer com que prefeitos municipais atentem para a necessidade da criação de canis/gatis nas sedes dos municípios da região, diminuindo o número crescente de animais recolhidos pelo órgão local.
“O Centro de Zoonoses não é matadouro. Aqui nós cuidados de questões de saúde pública. Também não possuímos condições de infraestrutura suficiente para atender a todos os municípios da região que, insistentemente, deixam de cumprir a legislação e nos solicitam o recolhimento de seus animais”, frisou.

Geuza Leitão, presidente da UIPA

Geuza Leitão, presidente da UIPA

Segundo ele, além dos prefeitos e secretários de saúde dos municípios vizinhos, populares também deixam seus animais no local, esperando que o órgão destine tratamento aos animais. “Semanalmente recebemos cerca de 30 cães e 50 gatos. Não há condição de acomodação. Se esperam que tratemos do assunto realizando eutanásias de forma discriminada estão muito enganados”, severou o médico veterinário.
Atualmente, apenas cães e gatos com comprovação laboratorial para doenças terminais e leishmaniose são encaminhados à eutanásia. “Somente após a verificação laboratorial é que há autorização para o procedimento”, informa o diretor. Segundo ele, a decisão em não receber animais de outros municípios que não detenham de doenças comprovadas dá-se pela falta de infraestrutura para acomodação dos animais. “O Centro precisa de uma reforma imediata. Não há espaço para atender a todos os municípios. Quase não conseguimos atender ao município do Crato”, diz.
O veterinário promete levar a situação ao conhecimento da Microregional de Saúde e ao Ministério Público local. “Vamos provocar os órgãos competentes para que os municípios vizinhos cumpram a legislação e para que o Centro de Zoonoses não seja sacrificado”. Ricardo Pierre informou, ainda, que nos casos que demandam a realização da eutanásia, o procedimento é realizado sem que haja sofrimento ao animal. “Nenhum animal passa pela eutanásia sem que antes seja ministrada a anestesia. Somente após verificação da eficácia do anestésico é que ministramos o cloreto de potássio”, garantiu.
Os procedimentos são realizados as sextas-feiras, pela manhã, e acompanhados por representantes de entidades protetoras dos animais, com sede no município.

Mais informações: Centro de Zoonoses do Cariri, (88) 3521-2698
Associação de Proteção à Vida (Aprov)  (88) 8845.3542
União Internacional Protetora dos Animais (UIPA),  Geuza Leitão,  (85) 3261-3330

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Condomínios podem agendar Encontro das Famílias dos Animais

Publicado em 11/03/2013 - 6:47 por | 1 Comentário

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Abrace40Foi uma festa o I Encontro das Famílias dos Animais (I Efama). A ONG promotora do evento, a Abrace – Uma Causa Animal, está de parabéns! A ideia deu super certo e vale à pena ser levada para outros condomínios e cidades do Interior. Eu fui convidada pela ONG para falar sobre Bem-Estar Animal, assunto que amo de paixão falar. Podem me convidar das próximas vezes que estarei lá com muito prazer.

abrace46A programação foi bem variada. Teve palestra, conversa, show musical e barraquinhas para venda de bebidas, comidas e produtos para pets. Toda a renda é revertida para custear as atividades da Abrace. A diretoria da ONG é formada por Cristiane Angélica, na presidência, e como vice-presidente : Gil Da Ponte Jr; secretária: Luiza Monteiro; 1ª tesoureira: Licia Carvalho; 2ª tesoureira: Rosane Rocha; Conselho fiscal: Luisa Accioly, Felipe Ribeiro e Célia Julião.

abrace44Mais uma vez, a Guabi deu total apoio, com exposição de produtos e sorteio de brindes. Mas diversos outros apoiadores também apostaram na promoção. Entre eles o Plano de Saúde Animal (PSA), que está com novas adesões no mercado.

abrace42A Cristiane Angélica me disse que o I Efama serviu como experiência modelo, mas a proposta é levar a ideia para outros condomínios e até cidades do Interior. No Encontro, os moradores podem conversar sobre posse responsável de animais domésticos, bem-estar animal, nutrição animal, comportamento de cães e gatos e muito mais. É muito legal a proposta! Pode resolver possíveis conflitos  entre moradores que criam bichos e os que não criam, além de assegurar o bem-estar de todos, pessoas e animais! Aguardem novas fotos do evento!

 

Upac promoverá feira de adoção de animais

Publicado em 07/03/2013 - 9:40 por | 1 Comentário

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ARaphaele Pinheiro, responsável pela área de comunicação da ONG Upac, está divulgando este grande evento de adoção de animais. Confiram!
cartaz-upac-adocao_benfica_03-13No próximo sábado, dia 09 de março, em Fortaleza, a União Protetora dos Animais Carentes – Upac, realizará um evento de adoção de cães e gatos carentes acolhidos pela ONG. O evento acontecerá no estacionamento do Shopping Benfica (Av. Carapinima, 2200 – Benfica), das 15h às 19h. Estarão disponíveis animais vacinados, esterilizados e vermifugados, cheios de amor pra dar e ansiosos por uma nova família.
A Upac é uma ONG atuante em defesa dos animais, que tem como princípio estimular o amor e respeito à vida, o controle de natalidade de animais, a adoção de animais carentes, apoiar o equilíbrio ambiental e combater o abandono de animais em Fortaleza.
Os animais disponíveis no evento são vítimas de abandono e maus-tratos, e todos foram acolhidos com muito amor e carinho pela ONG. Esse evento estará proporcionando para eles uma nova chance de terem um lar e serem felizes.
Para manter o trabalho, a Upac estará recebendo doações de ração para cães e gatos, medicamentos veterinários, caminhas, coleiras e materiais de uso pet. Produtos usados como roupas, sapatos, acessórios, utensílios domésticos também são recebidos pela ONG que promove bazares beneficentes. Produtos da lojinha da Upac como camisas, chaveiros, bloquinhos também estarão expostos no evento. Toda a renda é revertida para os animais abrigados pela ONG.
Se você ama os animais, deseja adotar e está convicto da responsabilidade de cuidar de um bichinho, basta comparecer no sábado portando RG, CPF e Comprovante de residência(atual) e participar de uma entrevista. Cada animalzinho poderá ganhar um novo lar, e a família, um fiel companheiro.
MAIS INFORMAÇÕES:
UPAC
(União Protetora dos Animais Carentes)
http://www.upac.org.br

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I Encontro da Família dos Animais acontecerá no sábado

Publicado em 07/03/2013 - 6:34 por | 1 Comentário

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EFAMANo próximo sábado, dia 9, vai acontecer um grande evento em favor do nossos queridos bichinhos. A ONG Abrace – Uma Causa Animal vai promover o I Encontro da Família dos Animais (I Efama).  A presidente da ONG, a amiga Cristiane Angélica, me convidou. Vou estar lá falando sobre Bem-Estar Animal. A programação está bem ampla. Confiram na entrevista abaixo, que fiz com a Cristiane!

Valéria Feitosa: Qual o objetivo do evento?

Cristiane Angélica: O objetivo do I EFAMA – I Encontro da Família dos Animais, é integrar os tutores de animais em encontros, inicialmente em condomínios, com um evento cujo foco é o cuidado e o respeito aos animais, e que seja ao mesmo tempo, educativo e recreativo.
A partir do I EFAMA, queremos formar multiplicadores desse evento, para que o mesmo se propague e leve conscientização as pessoas no que diz respeito ao bem estar animal.

VF: O que é a Abrace?

CA: A Ong ABRACE- Uma Causa Animal, foi fundada por protetores independentes que atuavam em Fortaleza/CE na área de proteção animal, e que foram amadurecendo alguns princípios norteadores comuns nesse trabalho.
A ABRACE, então surgiu da necessidade de unir a experiência individual desses  protetores, que em longos anos já efetuavam o trabalho de resgate-tratamento-doação de animais, à uma gerência de profissionais especializados,  na busca de atuar, de forma mais organizada nas áreas de educação, legislação, bem estar animal e em ações de combate a superpopulação de cães e gatos.

abrace23VF: Quem forma a Abrace?

CA: Eu estou como presidente. Como vice-presidente : Gil Da Ponte Jr; secretária: Luiza Monteiro; 1ª tesoureira: Licia Carvalho; 2ª tesoureira: Rosane Rocha; Conselho fiscal: Luisa Accioly, Felipe Ribeiro e Célia Julião. A diretoria é formada por 8 membros efetivos,  entretanto  os Seta, Setores Abrace, contam com a composição de mais 35 voluntários que coordenam diversas áreas e ações. Dentre esses coordenadores contamos também com 3 membros que moram em outros estados , respectivamente em SP, RJ e RS, e que fazem conosco um trabalho de divulgação junto as redes sociais.

VF: Como fazer para novos condomínios entrarem nesta promoção?

CA: Estamos fazendo o projeto piloto para analisar o resultado. Somente a  partir do resultado iremos estudar uma forma de inscrição de outros condomínios. Pretendemos, de início, fazer o EFAMA bimestralmente porque na verdade já temos alguns interessados em sediar esse evento daí pretendemos estender a bairros diversos, abrangendo além de condomínios, escolas, e também, futuramente, cidades da região metropolitana e do interior do estado. Provavelmente,  abriremos um cadastro para inscrições, na qual serão avaliados critérios que possam viabilizar o evento nos locais inscritos.

abrace7VF: Quais os parceiros na promoção?

CA:   Este Blog Bem-Estar Animal e o Diário do Nordeste, por meio da Página de Bem-Estar Animal, as Rações Guabi e também GK Conceito Del Paseo, Medical Dog,  JA Comercial LTDA, Pet Shop Vira Lata, Clínica Veterinária Etave, Zummpi-arte e design , Mimos Criações, CA de Veterinária da Fatene, Dog Shop, Areia higiênica Gato Limpinho, PSA – Plano de Saúde animal, Ler livraria, Bichomania, EAOS, BichomaniaCE, Cão Legal – Comportamento Canino.

abrace22VF: Quais as próximas programações da Abrace?

CA: Agora em março também teremos uma campanha de adoção no Shopping Benfica no sábado, dia 16-03, das 14 às 20 horas e um bazar que ainda não tem um local definido, mas que ocorrerá, provavelmente no dia 30 de Março.

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Casos de mormo em cavalos colocam o Ceará em estado de alerta

Publicado em 05/03/2013 - 9:28 por | 1 Comentário

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Alerta aos criadores de cavalos. Página de Bem-Estar Animal do Diário do Nordeste (publicada toda toda terça-feira) aborda o problema do mormo, uma zoonose letal. Confiram!

adagriFortaleza. Alerta para os criadores de cavalos: 18 animais já foram sacrificados no Ceará vítimas do mormo, uma doença infectocontagiosa que atinge o sistema respiratório do equino, levando-o à morte. O médico veterinário da Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), José Amorim Sobreira Neto, explica que o Ceará vive um estado de endemia da doença. “A situação está sob controle”, afirma. Porém, é necessário o envolvimento de todos os criadores de cavalos no combate à enfermidade, uma vez que trata-se de uma zoonose, podendo atingir também o ser humano, e até outros animais carnívoros, tais como cães e gatos, e ruminantes, como caprinos.
Os animais sacrificados foram originários de municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), onde há muitos haras. Dos 18 cavalos, 16 eram Quarto de Milha participantes de vaquejadas. Este contexto evidencia uma das formas de contaminação da doença, por veiculação hídrica. Nas vaquejadas, é comum os animais terem água em bebedouros coletivos, aumentando o risco de circulação da bactéria Bukolderia mallei, causadora do mal. A contaminação também acontece por meio do alimento.
O cavalo doente apresenta como sintoma uma forte gripe, com secreção purulenta nas narinas. Quando essa secreção cai na água ou no alimento, a bactéria pode contaminar outros animais. “O mormo não tem tratamento, vacina ou cura”, alerta Amorim Sobreira. O sacrifício do animal doente tem sido a única forma de controle da doença.
A Adagri fez o sacrifício humanitário dos 18 cavalos, após diagnóstico feito no período de setembro de 2012 a fevereiro último. Amorim Sobreira Neto explica que a bactéria causadora da doença está no ambiente. A transmissão ocorre pela via digestiva, com a ingestão de água ou alimento contaminados; e pela via aérea, quando o equino doente espirra e espalha a Bulkoderia no ar. “Por ser uma zoonose, é um grave problema de saúde pública”, adverte o médico veterinário.
No entanto, a Adagri só confirma a doença em cavalos. As propriedades com registro de casos da enfermidade estão sendo monitoradas pela Agência Agropecuária, mas também pela Secretaria de Saúde do Estado, para possíveis manifestações nas pessoas que tiveram contato com os animais doentes. Porém, até agora, nenhuma confirmação em seres humanos.
Diagnóstico

Veterinário da Adagri, Amorim Sobreira Neto, coordena as fiscalizações nas propriedades

Veterinário da Adagri, Amorim Sobreira Neto, coordena as fiscalizações nas propriedades

O sacrifício é a única forma de controle e combate. O animal doente, mesmo sem sintomas graves, pode transmitir a enfermidade por meio da secreção. O controle feito pela Adagri começa com o correto diagnóstico.
Para os cavalos transitarem no Estado precisam ter o exame negativo de mormo e AIE (Anemia Infecciosa Equina) – outra doença também monitorada pela Agência.
O mormo é confirmado por meio de exame de sangue. Quando o laboratório identifica caso positivo, comunica imediatamente à Adagri. Com o laudo do exame em mãos, o fiscal agropecuário vai até a propriedade. Se o animal apresenta os sintomas, é sacrificado imediatamente.
Se não apresenta, mas tem o laudo positivo, é feito um segundo exame para tirar a prova. É o teste da maleína, que consiste numa injeção intradérmica na pálpebra do cavalo, contendo uma proteína modificada da Bulkoderia.
Em caso positivo da doença, o equino apresenta olho inchado após 48 horas, confirmando a necessidade do sacrifício. No caso desse teste dar negativo, será repetido após 45 dias, para confirmação ou não da doença.
A eutanásia é feita por meio do rifle sanitário, como forma de evitar a contaminação dos fiscais. Amorim Sobreira diz que, em todas as propriedades com caso confirmado da doença, os criadores foram favoráveis à eutanásia e colaborativos com a Adagri. Há a compreensão sobre o alto risco de contaminação da doença entre os outros animais e a própria família do proprietário. “Se atingir o ser humano, a doença também é letal”.
Mesmo a situação estando sob controle, conforme assegura a Adagri, as medidas de combate são rigorosas. O saneamento dos focos inclui também a realização do exame de sangue nos animais de propriedades em um raio de três quilômetros no entorno do local originário do primeiro caso confirmado.
Maior incidência
O veterinário explica que o mormo é estudado desde o fim do século XIX. Desde então, não se descobriu uma forma de tratamento. A doença está disseminada em todo o País. Há registro de incidência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Porém, o maior número de casos é verificado no Nordeste.
No passado, já houve registro de mormo em seres humanos na Europa. Porém, quando as sociedades apresentavam precárias condições sanitárias. Atualmente, é improvável a confirmação.
Amorim Sobreira aponta que o controle da doença não descarta a possibilidade de aumentar o número de casos. Daí a ação permanente e o estado de alerta no Ceará.
adagri2O combate da Anemia Infecciosa Equina (AIE) também está na mira da Adagri. A doença é considerada a “aids dos equibos”. A incidência registrada pela Agência é de acordo com os exames que foram realizados por laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “É de, aproximadamente, 1,5%, ou seja, dos exames que são realizados, de cada 200 animais, apenas 3 são positivos”, afirma o veterinário.
Em quase todo o Estado há casos da AIE – Região Metropolitana de Fortaleza, Vale do Jaguaribe, Cariri, Norte e Inhamuns. “Atualmente nós temos um passivo aproximado de 1.200 casos espalhados pelo Estado, onde estamos criando uma força-tarefa para ir saneando as propriedades que são focos”, diz ele.
A AIE é uma doença causada por um vírus que ataca o sistema imunológico do animal, onde o principal sintoma é uma profunda anemia quando examinadas as mucosas dos cavalos infectados. A transmissão se dá por agulhas, seringas, arreios e esporas contaminados e insetos hemató-fagos ( que se alimentam de sangue). Estes picam o animal infectado e levam o vírus para o equino sadio, completando o ciclo de transmissão da doença.
Amorim Sobreira explica que não existe tratamento, nem vacina. “A profilaxia da doença é também o extermínio do animal contaminado para que possamos evitar a contaminação dos outros animais sadios da propriedade”, afirma.
Até agora, não se identificou a transmissão da AIE do animal para o ser humano. Portanto, conforme ele, não é considerada uma zoonose.

MAIS INFORMAÇÕES: Adagri – (85) 3101.2500

Arranhadores divertidos para gatos

Publicado em 04/03/2013 - 9:31 por | Comentar

Categorias: Eu e meu pet, Geral
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Vejam estes modelos de arranhadores para gatos. Uma fofura! É da Arranhadores divertidos

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De diversos formatos e tamanhos, os arranhadores para gatos são ótimos aliados para ajudar no desenvolvimento dos bichinhos.

O acessório ajuda a estimular o hábito instintivo do bichano, além de aparar as unhas dos gatos e diminuir o estresse do animal.

E para tornar a rotina dos gatinhos mais divertida, a loja virtual Petshop.com.br oferece arranhadores modernos e charmosos, que vão entreter os pets e deixar o ambiente mais bonito.

Confira!

arranhador tobogaArranhador Tobogã

O arranhador é uma maneira natural de aparar as unhas dos gatos, ajudando na ação anti estresse dos animais.

Tamanho: Alt. 1,14 M – Comp. 94 Cm

Preço: R$ 213,25

 

 

 

 

Arranhador OasisArranhador Oasis

Com design delicado e super divertido, o arranhador vai deixar a rotina dos gatinhos mais divertida.

Tamanho: Alt. 65 cm – Comp. 73 x 40 cm.

Preço: R$ 191,20

 

 

 

Arranhador PataArranhador Pata

Os gatos têm o instinto de esticar suas garras em algum lugar, arranhando tal objeto. Quando estão nas ruas, podem utilizar árvores, mas quando estão dentro de casa, o instinto continua e eles precisam de um lugar para se exercitar. O Arranhador Pata vai ajudar a entreter e aparar as unhas dos bichanos.

Tamanho: Alt. 40 cm – Base 47 x 40 cm

Preço: R$ 63,75

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Cresce adesão de países para a Declaração Universal de Bem-Estar Animal

Publicado em 26/02/2013 - 7:20 por | Comentar

Categorias: Geral, Saúde Animal
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WSPA lidera coalizão mundial para aprovação da Declaração Universal de Bem-Estar Animal. Vamos todos assinar este documento. Movimento mundial é tema de reportagem abaixo, também publicada na Página de Bem-Estar Animal, toda terça-feira no Diário do Nordeste. Confiram!

WSPA faz manifestação na Rio+21

WSPA faz manifestação na Rio+21

Fortaleza. Governos de 40 países e mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo já estão apoiando a aprovação da Declaração Universal de Bem-Estar Animal (Dubea), para que tenha o respaldo das Nações Unidas. O movimento é liderado pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA). “O sofrimento dos animais, causado por maus-tratos, é um problema global. Sejam eles animais de companhia, vítimas de desastres, animais de trabalho, de consumo ou utilizados pela indústria de entretenimento”, afirma a gerente de comunicação da WSPA Brasil, Flávia Ribeiro. Ela alerta que muitas espécies são sacrificadas desnecessariamente, como acontecem com cães e gatos na Ásia, para controle populacional.
wspa2A WSPA é uma Organização Não Governamental (ONG) fundada há mais de 30 anos, que atua em mais de 50 países. Tem como missão promover o bem-estar animal (BEA) e combater os maus-tratos contra as espécies em todo o planeta. Segundo destaca Flávia, a ONG trabalha para elevar os níveis de BEA nos países. Sua atuação abrange diversas frentes de trabalho, por meio de campanhas educativas, promoção da conscientização sobre BEA, atendimento a animais em desastres, treinamentos e cursos na área de educação e abate humanitário. Também atua junto aos governos para minimizar a crueldade contra as espécies da fauna.
No ano passado, esteve ministrando workshop para professores da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), no intuito de introduzir ensino sobre bem-estar animal. “O nosso trabalho baseia-se na promoção da senciência animal, reconhecendo que os bichos também são seres que têm sentimentos, ou seja, sentem dor, medo frustração, angústia e sofrimento”, afirma Flávia Ribeiro.
Durante a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho do ano passado, a entidade desempenhou papel fundamental para introduzir o conceito de BEA no documento final do evento.
A gerente de Comunicação da ONG destaca que este trabalho começou antes do evento, com a promoção de diálogos junto aos públicos interessados em reuniões preparatórias à Rio+20, na ONU, em Nova York. Foram parcerias com instituições como a IPSA (Parceiros Internacionais para a Agricultura Sustentável). A meta foi discutir a importância do BEA para o desenvolvimento sustentável.

Flávia Ribeiro é gerente de Comunicação da WSPA Brasil

Flávia Ribeiro é gerente de Comunicação da WSPA Brasil

“Estudos de caso feitos pela organização demonstram que é possível implementar boas práticas de bem-estar animal no sistema produtivo de diversos países, tornando a agropecuária mais sustentável e melhorando o nível de bem-estar animal. Tratar este tema e sua conexão com a economia verde foi um grande desafio para a agenda da Rio+20. Mas o tema foi mantido no documento final, fruto de um esforço e de uma interlocução positiva de diversos atores”, explica ela.
Na conferência do Rio de Janeiro, a ONG manteve estande na Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo. Também promoveu debates por meio de “side events”, os diálogos de sustentabilidade, na Arena da Barra.
A WSPA lançou a Dubea em 2006. A Declaração é um acordo que estabelece diretrizes básicas de bem-estar, reconhecendo os animais como seres sencientes e sua proteção como importante meta para o pleno desenvolvimento social das nações.
A ONG lidera uma coalizão mundial de organizações que apoiam a campanha “Para Mim os Animais Importam”, cujo objetivo é recolher o maior número possível de assinaturas e levar o plenário da Organização das Nações Unidas a votar o documento. A meta é garantir métodos efetivos para coibir práticas de maus-tratos aos animais, criando parâmetros internacionais de orientação, para definição de leis nesse sentido. Atualmente, o abaixo assinado pela DUBEA conta com mais de 2 milhões de assinaturas. Assim como nos demais países, no Brasil, o apoio popular cresce diariamente.
Cerca de 200 entidades de defesa animal e milhares de colaboradores têm trabalhado para sensibilizar a população e conseguir apoio. O apoio político para a Declaração tem chegado aos escritórios da WSPA.

Mais informações: WSPA – www.wspabrasil.org
Para participar do abaixo-assinado, saber mais e ajudar a recolher assinaturas em apoio à Dubea, acesse www.dubeabrasil.org

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Tráfico ameaça animais silvestres

Publicado em 19/02/2013 - 14:04 por | 1 Comentário

Categorias: Antrozoologia, Geral
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O correspondente do Diário do Nordeste na Região Centro-Sul do Ceará, jornalista Honório Barbosa, fez excelente matéria para a Página de Bem-Estar Animal, publicada toda terça-feira neste jornal. Confiram:

passaros5Iguatu. Por uma questão financeira e cultural, que remonta ao século XIX, há pessoas que fazem tráfico de animais silvestres e há aqueles que criam em cativeiro bichos da fauna nordestina. Outros caçam por puro esporte e prazer. As aves são uma das espécies mais ameaçadas: golinha, bigodeiro, caboclinho do sertão, galo de campina (cabeça vermelha), papa-capim, canário da terra e papagaio integram a lista dos que mais sofrem com a ação predadora humana.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis trabalha em duas frentes: fiscaliza e combate o tráfico de animais silvestres e faz a recuperação das aves, devolvendo-as à natureza, ao habitat natural ou às unidades conservacionistas. A luta é desigual. O número de fiscais é reduzido, enquanto que a quantidade de traficantes parece ser crescente, numa proporção bem maior e presentes em todos os municípios.
passaros4O resultado dessa desproporção é evidente: as aves que até bem pouco tempo eram vistas no sertão cearense estão desaparecendo ante a ação predadora do homem. O canário da terra é um exemplo. Existia em quantidade nas matas e nas roças do Interior. “Hoje é caçado e apreendido no Peru e na Bolívia e trazidos para cá”, observa o chefe substituto do escritório regional do Ibama, em Iguatu, Alberto Castro. “O canarinho não tem mais na nossa região”.
Na região dos Inhamuns e nos Sertões de Crateús o tráfico de aves é mais intenso. Depois de apreendidos, os passarinhos são levados para comercialização nas cidades do Interior e grande parte é vendida nas feiras de pássaros em Messejana e na Avenida José Bastos, em Fortaleza. Outros são levados para São Paulo e Rio de Janeiro, por meio de ônibus clandestino para satisfazer o desejo de criação de nordestinos que migraram para a região Sudeste.
Nos últimos anos houve intensificação do tráfico de papagaios. Os traficantes mudaram a sistemática, deixando de apreender as aves. “O papagaio é um pássaro que só reproduz no mesmo lugar”, disse Alberto Castro. “Os comerciantes ilegais retiram os ovos dos ninhos, deixando apenas um só, e os chocam em casa para comercialização dos filhotes”.
O valor de comercialização do papagaio varia entre R$ 200,00 a R$ 400,00. O preço de uma ave silvestre, nativa do sertão, em feira livre oscila entre R$ 10,00 e R$ 50,00. “Quanto mais tempo de gaiola, mais manso for o pássaro, mais valor terá”, explica Castro. “A ave que canta é mais valorizada”.
passaros3Araras, tucanos e macacos costumam vir dos Estados do Piauí e Maranhão e da região Norte. O meio mais comum de transporte ilegal dessas aves é através de camioneiros que transportam madeiras (caibros, linhas e ripas) para o Ceará. “São vendidas nas estradas e algumas são de origens de reservas indígenas”, observou Castro. “Os camioneiros recebem encomendas ou trazem esses animais para revenda em pontos certos”.
O escritório regional do Ibama, em Iguatu, tem uma área de abrangência de 26 municípios e dispõe de apenas dois fiscais, além do chefe da unidade administrativa. O órgão realiza várias atividades, além de fiscalização. “É humanamente impossível darmos conta de toda essa área a ser fiscalizada”, observou Castro. “Geralmente, agimos mediante denúncias de moradores preocupados com a questão ecológica”.
O Ibama conta com a parceria com a Polícia Militar Ambiental e nos últimos anos cresceu o envolvimento ecológico de delegados e agentes da Polícia Civil que contribuem no combate ao tráfico de animais silvestres. “Os jovens, estudantes, que recebem educação ambiental estão conscientes e não agem igualmente como os da geração passada”, observa Castro. “Há uma nova consciência e, por isso, houve redução de matança e apreensão de animais”.
Apesar da preocupação ambiental entre os jovens, ainda há os caçadores e comerciantes de exemplares da fauna sertaneja. Uma prática condenável, mas ainda existente, embora em menor número é a queima com uma agulha aquecida dos olhos do sabiá  e do pássaro preto. “A ave fica mansa, sem condições de se bater na gaiola e com o tempo cantarola com mais intensidade, aumentando o seu valor comercial”, explicou Castro.
passaro1Na música ‘Assum Preto’, composição de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, há uma clara denúncia a essa prática que remonta ao século passado. ‘Tudo em vorta é só beleza/Sol de Abril e a mata em frô/Mas Assum Preto, cego dos óio/Num vendo a luz, ai, canta de dor /Tarvez por ignorança/Ou mardade das pió/Furaro os óio do Assum Preto/Pra ele assim, ai, cantá de mió’. Quem cresceu vendo o avô e o pai matar e aprisionar aves ainda mantém esse costume e em casa conserva pássaros em gaiolas e viveiros.
Os animais aprendidos pela fiscalização, devolvidos, resgatados e capturados em feiras e em cativeiros são levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), localizado no bairro de Messejana, Fortaleza. Implantada em 2008, a unidade recebe uma média de 400 animais por mês. A maioria, cerca de 80%, é de pássaros.
A Cetas funciona como um verdadeiro hospital de animais. Dispõe de instalações para recuperação das aves, ambulatório e assistência de veterinários e de uma equipe de biólogos. Recebem alimentação adequada e tratamento. “Só não recebemos mamíferos aquáticos”, explica o analista ambiental da unidade, Alberto Klefasz. “Os animais chegam debilitados, desnutridos, cansados e com fome, porque ficam em espaço superlotado”.
Para Klefasz, a Cetas é uma forma de tentar minimizar os prejuízos causados à natureza pelo tráfico e pela caça predatória. Os bichos recuperados são devolvidos à natureza em Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas) que pertencem a particulares, cadastradas no Ibama. São 20 Asas no Ceará. Os animais também vão para zoológicos e criadores conservacionistas. Na região Centro-Sul, há dez unidades que podem receber aves e animais apreendidos e recuperados pelo órgão.
passaros6Até 1979, a lei apenas considerava contravenção penal, sanção leve, o tráfico de animais silvestres e de madeira. Depois, nova legislação tipificou a prática como crime ambiental. Anteriormente, os fiscais do Ibama poderia decidir entre a soltura ao habitat natural ou o encaminhamento para a Cetas. “Atualmente, não temos mais essa possibilidade, pois somente técnicos especializados por meio de laudos dão destinação às aves apreendidas”, explicou Castro.
A caça predatória fez com que o tatu praticamente desaparecesse de grande parte do sertão do Ceará. O peba por ser mais rústico ainda sobrevive. Na região de Parambu e na Serra da Ibiapaba, na divisa entre o Ceará e o Piauí há forte pressão de caça contra o porco do mato, caititu, o tatu e a cotia. Os moradores em parceria com os caçadores fornecem alimentação, fazem a serva do animal, e depois, facilmente, são mortos para comercialização ou alimentação própria.
Mais informações:
Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama
Fone: (85) 3474. 0001
Escritório regional do Ibama em Iguatu
Fone: (88) 3581. 2349

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