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Tag: cinomose


07:09 · 17.10.2012 / atualizado às 07:09 · 17.10.2012 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, veterinário Paulo Sérgio Barbosa tira dúvidas da criadora Cilene Menezes sobre cadelinha idosa que passou mal e ela tem teme que seja cinomose. Confiram:

“Tenho uma cadela mestiça com 15 anos e que tem cardiomegalia, hipertensão e glaucoma, todos tratados. Ela se alimenta bem e é muito ativa ainda. Um dia, chegamos em casa a noite e ela tinha vomitado e estava cambaleando e com a cabeça caída. Lev ei-a ao veterinário e ele disse que era suspeita de intoxicação. .. lendo o seu artigo sobre cinomose, acha que devo descartar esta hipotese? Ela é vacinada”, pergunta a criadora Cilene Menezes.

Médico veterinário Paulo Sérgio Ferreira Barbosa, da Favet-Uece

Dr. Paulo Sérgio Barbosa: “A Probabilidade de cadela ter cinomose seria em torno de 0,01%. Isso porque clínica de pequenos não é uma ciência exata e seu veterinário, meu colega, não chegou a esse diagnóstico. Quanto a problema cardiovascular do seu animal, infelizmente, não sei o seu tamanho. Normalmente, cães de grande porte apresentam miocárdiopatia dilatada. Já cães de raças pequenas desenvolvem endocardiose. Seu animal é uma cadela geriátrica com uma cardiopatia grave, pelo menos é o que nos faz pensar, já que eu não estou vendo, o Raio X do tórax, nem tampouco o ecocardiodoppler e eletrocardiograma. Animais cardiopatas apresentam quadros, como o descrito no email (cansaço, fraqueza ao exercício, desmaios ocasionais, aumento da uréia e arritmia cardíaca.

Sem descartar a hipótese que seu animal tem 15 anos, provavelmente é um cão de pequeno porte, já que cães de médio e grande porte não costumam viver tantos anos assim, e me leva crer que ela deve ser portadora de endocardiose. Animais com endocardiose apresentam tosse frequente, que leva o animal a vomitar. Animais cardiopatas fazem uso de medicamentos que são administrados para a manutenção de uma vida com certo grau de qualidade. Medicamento como os digitálicos podem levar ao quadro descrito. Para isso, deve ser feito dosagem regulares desta droga no organismo dos animais que fazem uso desta prescrição, evitando sinais de intoxicação.

Outra situação, cães com idade superior a 12,5 anos costumam desenvolver a síndrome vestibular geriátrica, caracterizada por início súbito (geralmente aparecendo em menos de 2h) de sinais periféricos unilaterais. A inclinação da cabeça ocorre em direção ao lado afetado, e a ataxia e a queda podem ser severas o suficientes que o cão não anda nas primeiras 24 a 36 horas.

Cerca de 30% destes exibem náusea transitória, vômitos e anorexia. Geralmente o prognóstico para essa síndrome é muito bom e leva em torno de quatro semanas para a cura.

Não podemos descartar a hipótese de neoplasia (tumor), muito comum em cães geriátricos. O tumores podem ser de origem neurológica como neurofribroma e meningioma, ou por metástase de um tumor primário em outro órgão, por exemplo, adenocarcinoma mamário. O colega que atendeu seu animal chegou, após o exame clínico, a diagnosticar que seu animal apresentava um quadro de intoxicação. Maioria dos venenos utilizados na medicina veterinária levam a este quadro apresentado. Portanto, eu acredito neste diagnóstico. As explanações neste artigo são apenas de situações hipotéticas que acontecem com um cão geriátrico. Por isso, o animal deve ter um acompanhamento regular de um veterinário. O importante é fazer como a senhora fez, levou seu cão a um veterinário, proporcionando um atendimento de qualidade.

Paulo Sérgio Ferreira Barbosa*
Veterinário e professor da Faculdade de Veterinária-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br  ou (85) 3266.9790

06:50 · 16.10.2012 / atualizado às 06:50 · 16.10.2012 por

Na página de Bem-Estar Animal do Diário do Nordeste, publicada toda terça-feira no Caderno Regional, trazemos hoje reportagem especial sobre cinomose com a médica veterinária Annice Cortez, da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece). Confira a matéria e o restante da entrevista, na íntegra, que fizemos com a veterinária.

Médica veterinária Annice Cortez, da Favet-Uece

Fortaleza. A cinomose é uma das doenças mais temidas pelos criadores de cães. As dúvidas sobre a enfermidade são frequentes nas perguntas enviadas para a Coluna Dr. Vet, publicada nesta página e reprisada no Blog Bem-Estar Pet. No blog, as respostas dos veterinários sobre a doença são as mais comentadas. A preocupação dos criadores não é em vão. A cinomose pode levar o animal à morte. Uma vez identificado um caso na criação, outros cães podem ser contaminados se não estiverem vacinados.
A médica veterinária Annice Cortez, professora da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), que participa com frequência da Dr. Vet, juntamente com o também professor Paulo Sérgio Ferreira Barbosa (ver coluna abaixo), confirma a preocupação dos criadores. “A cinomose provoca sinais clínicos neurológicos, como convulsões, ataxia, incoordenação motora, mioclonias, entre outros sinais. Com o tratamento adequado, os animais podem apresentar resposta clínica satisfatória e recuperação dos sinais clínicos. Entretanto, alguns pacientes não apresentam resposta imune eficiente para combater o vírus. A doença progride e estes animais podem vir à óbito”, adverte ela.
Segundo ela, a doença é frequente na região, com número elevado de casos, o que gera bastante dúvida por parte dos criadores. Ela explica que a morbidade da doença varia de 25 à 75%. Porém, o número de animais doentes em uma determinada população vai depender da idade dos animais, o tipo de cepa viral, a carga viral no ambiente, a imunidade do paciente, entre outros fatores.”A cinomose é uma doença canina de origem viral altamente transmissível, multissistêmica, que desencadeia sinais clínicos oftálmicos, respiratórios, tegumentares, digestivos e neurológicos, podendo levar o paciente ao óbito”, afirma.
A doença apresenta duas fases: aguda e crônica. Annice orienta que os animais em fase crônica frequentemente desencadeiam sintomatologia neurológica. Os sinais clínicos mais frequentes, ou seja, aqueles que podem ser observados tanto pelo criador como pelo veterinário durante a consulta, são conjuntivite, uveíte, secreção ocular, rinite purulenta, tosse, pneumonia, dispnéia, hiperqueratose de coxim plantar, pústulas abdominais, vômito, diarreia, anorexia, apatia, alteração de comportamento, incoordenação motora, ataxia, mioclonias e convulsões.
A veterinária explica que o tratamento deve ser sistêmico, de acordo com a sintomatologia apresentada pelo cão, além de imunoestimulantes. “O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por um médico veterinário que será capaz de avaliar se o animal está apresentando melhora clínica ou não”, diz ela.
Uma das principais preocupações dos criadores é quanto a eutanásia. Quando e se será necessário fazer o sacrifício humanitário para o animal parar de sofrer. Sobre isto, Annice avalia que o procedimento só é recomendado quando o animal perde a qualidade de vida, ou seja, nos casos onde os sinais neurológicos são severos e não há recuperação com o tratamento estipulado.
Para que isto não aconteça, nada melhor do que a prevenção.

Confira o restante da entrevista, na íntegra:
Valéria Feitosa – Como se prevenir em casos de animais comprados em feiras ou adotados em feiras?
Annice Cortez: O primeiro passo é não comprar animais em locais que não possuam um Médico Veterinário responsável. O segundo passo é somente adquirir animais já completamente vacinados, e com a carteira de vacinação preenchida e assinada também por Médico Veterinário, o que comprova que aquele procedimento foi realizado por um profissional capacitado e habilitado. Atualmente existe um exame de diagnóstico rápido que pode ser realizado ainda no local da venda, com o resultado de 10 a 15 minutos que comprova que o animal comprado ou adotado não é portador de cinomose.
VF – O que fazer no ambiente em que vive um animal doente, para não contaminar outros animais?
AC- No caso da cinomose canina, como o vírus é altamente transmissível, inclusive por aerossol e gotículas do ar, o indicado é que o animal seja completamente isolado, e encaminhado rapidamente para tratamento. O ambiente, comedouros, bebedouros, caminhas, tapetes e todos os objetos devem ser desinfetados ou até mesmo descartados. Os animais contactantes também devem ser avaliados por um Médico Veterinário, que poderá realizar um diagnóstico precoce dos contactante ou até mesmo inserir um tratamento preventivo. Se os contactantes já forem vacinados, o risco de adquirir a doença é reduzido.
VF – O animal, mesmo vacinado, pode pegar a doença?
AC – Se ele apresentar um imunossupressão por qualquer outra patologia no momento da vacinação e o seu sistema imune não for capaz de produzir anticorpos contra o vírus da cinomose, o animal permanecerá desprotegido. Desta forma, é importantíssimo que o animal seja vacinado unicamente por um Médico Veterinário, que poderá avaliar se o animal apresenta alguma doença antes de ser vacinado. .Cuidado com vacinação realizada por “práticos ou balconistas” em pet shop e com a conservação destes produtos dentro dos estabelecimentos. Uma má conservação do produto pode comprometer a sua qualidade e o animal não apresentar resposta vacinal adequada. Além disso, a vacinação deve ser realizada anualmente. É bastante comum um animal com a vacina atrasada há 2 ou 3 anos contrair a virose.
VF – O que fazer se o dono suspeitar que o animal está com cinomose?
AC – Levar imediatamente à um Médico Veterinário.
VF – Mesmo sem levar ao veterinário, o dono pode saber se o animal está com a cinomose?
AC – Não. Existem diversas outras patologia que apresentam sinais clínicos semelhantes e é impossível o diagnóstico ser realizado por uma pessoa sem o conhecimento técnico da doença. Somente o Médico Veterinário é capaz de diagnosticar corretamente a doença
VF – Muitos criadores querem, por email (ou pelo Blog Bem-Estar Pet), alguma orientação sobre cinomose, isto é possível?
AC – Não podemos fazer o diagnóstico de nenhuma patologia sem examinar o animal. Podemos dar dicas de prevenção, mas o exame clínico do paciente por um profissional Médico Veterinário é fundamental.
VF – Muitos donos querem tratamentos alternativos para a cinomose, existe algum?
AC – Sim, alguns profissionais indicam a acupuntura, hidroterapia ou homeopatia para pacientes com Cinomose, como tratamento adicional ao medicamentoso, com resultados satisfatórios.
VF – E sobre a alimentação do animal doente, tem que mudar?
AC – Sim. Animais que comem ração de boa qualidade apresentam uma maior produção de anticorpos e resposta mais rápida ao tratamento. Existem no mercado veterinário, rações terapêuticas que auxiliam na recuperação destes pacientes.
VF – O animal em tratamento pode levar uma vida normal?
AC – O animal em tratamento deve ter uma atenção mais cuidadosa do proprietário devido a grande quantidade de medicações do tratamento. Devem permanecer em locais abrigados do sol e da chuva. Devem ficar isolados de outros animais, com água à vontade e com acesso à uma boa ração. Animais que apresentam quadro neurológico e não conseguem se locomover devem permanecer em colchão para evitar feridas de decúbito
VF – Quando há cura para a doença?
AC – Quando o animal apresenta produção de anticorpos para neutralizar a infecção viral, havendo recuperação completa dos sinais clínicos. Entretanto, alguns sinais neurológicos como as mioclonias ou as convulsões podem permanecer como sequela. Mas cada caso é um caso, e o resultado vai depender da resposta imune de cada paciente e o grau de evolução da patologia.

11:30 · 07.10.2012 / atualizado às 11:30 · 07.10.2012 por

Periodicamente, é necessário esclarecer sobre o que é a coluna Dr. Vet, publicada semanalmente neste blog, e como participar da mesma com responsabilidade. Primeiro, o que é: A Coluna Dr. Vet é publicada originalmente na Página de Bem-Estar Animal, toda terça-feira, no Caderno Regional do Diário do Nordeste. É reprisada neste blog e no Diário on line. Resulta de parceria que mantemos com a Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece). Os leitores enviam perguntas, que são selecionadas e encaminhadas ao professor Célio Pires, diretor da Favet. Dependendo da questão, ele envia para um professor e veterinário da Faculdade. Os professores Dr. Paulo Sérgio Barbosa e Dra.Annice Cortez, ambos médicos veterinários, são os que participam com maior regularidade. Há outras participações de veterinários que conhecemos, como o Dr. Márcio Araújo, Dr. Leandre Maciel, entre outros.

Como tenho recebido muitas perguntas por meio deste blog, os temas têm se concentrado em dúvidas sobre cães e gatos, os pets mais conhecidos. Porém, a coluna é aberta para perguntas sobre todos os animais: pássaros, cavalos, bovinos, ovinos, peixes etc. Dúvidas sobre cinomose em cães são as mais frequentes. As respostas sobre esta doença são as mais comentadas, com novas perguntas.

Para você que é criador, vale esclarecer sobre como participar da coluna com maior eficiência. O mais importante: o Dr. Vet não pode responder perguntas sobre casos de urgência e emergência. A coluna é semanal, são muitas perguntas e a sua pode não ser a escolhida da semana. Outra dica: a resposta da coluna jamais vai substituir uma consulta veterinária. Se o animal já está passando mal, ou vomitando, ou com diarreia, patas caidas, febre, cegueira no olho, sangrando etc, você deve correr para o veterinário e consultá-lo imediatamente. Não fique esperando resposta do Dr. Vet. A vida de seu cãozinho ou gato pode estar correndo grande risco. Se já é caso confirmado de cinomose ou leishmaniose (calazar), a consulta ao veterinário deve ser feita imediatamente, ok?

Também não é recomendável solicitar receita de medicamento. Jamais o profissional veterinário vai indicar uma medicação sem ver o animal numa consulta. Da mesma forma, o Dr. Vet não confronta diagnósticos ou tratamentos. Tem leitor que já tem o próprio veterinário, mas pergunta se os remédios passados por ele estão corretos. Em respeito à ética veterinária, o Dr. Vet não vai responder perguntas desta natureza. Se responder, dará orientações gerais sobre o tema  e não se o medicamento está certo ou errado.

Outras perguntas que chegam com regularidade são sobre como conseguir consulta gratuita. Sempre informo que os hospitais das Faculdades de Veterinária espalhados pelo País, geralmente, praticam preços abaixo do mercado. No caso de Fortaleza (CE), há postos de saúde pública que mantêm veterinários gratuitos para alguns procedimentos. Recentemente publiquei post neste blog com esta informação.

A partir de hoje, estamos aprovando todos os comentários com perguntas encaminhadas ao Dr. Vet, porém as respostas seguirão os critérios acima especificados.  Não poderemos responder perguntas sobre casos de emergência, urgência ou confrontando diagnósticos ou tratamentos. Seja prudente com seu animalzinho!

Contamos com a compreensão de todos e lembrem-se: a guarda responsável inclui os cuidados com a saúde do animal. Quando uma pessoa decide levar um cãozinho ou um gatinho para casa, deve saber como fará para proporcionar aos bichinhos os cuidados corretos com sua saúde.

Felicidades para todos e aguardamos suas perguntas! A participação de todos vocês nos deixa muito felizes! É bom proporcionar informações que vão trazer mais bem-estar para nossos amados amiguinhos!

15:49 · 20.09.2012 / atualizado às 15:49 · 20.09.2012 por

No Dr. Vet desta semana, pedimos a colaboração do Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário. Confiram:

“Boa tarde, sou admiradora do trabalho que vocês fazem, tirando nossas
dúvidas e nos auxiliando com nossos pets. Há mais de 15 dias estou
sofrendo, junto com minha cadelinha, Lessy, que é uma Pinscher bem
pequena que está com cinomose. Pesa apenas 2 kilos. Está sendo assistida por uma  veterinária aqui em São Paulo. As medicações que está tomando são Nootron, Baytrin, Benerva, Promum Dog e soro. Há dois dias que ela está tendo convulções e foi prescrito Gardenal, duas gotas. Me diz, posso ter alguma esperança? Muito obrigada por sua atenção e tenham uma ótima tarde. Deus  abençoe ricamente”, pergunta a criadora  Maria Jose Ferreira de Oliveira, de  Aruja (SP).

Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário

Dr. Vet – Dr. Márcio Araújo: “Bom Dia! A resposta sobre a cadelinha Pinscher é que deve realmente continuar o trabalho que a colega veterinária está fazendo. As medicações estão de acordo com protocolo de tratamento. Apenas aconselharia a introdução de sessões de acupuntura no auxílio do tratamento. Tudo isto com a permissão e orientação da colega que assiste o caso”.

10:03 · 25.06.2012 / atualizado às 10:04 · 25.06.2012 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, o médico veterinário Paulo Sérgio Barbosa responde dúvidas da criadora Juliana sobre se existe remédio natural para a cinomose. Confira! (Esta coluna também é publicada toda terça-feira, na Página de Bem-Estar Animal, Caderno Regional do Diário do Nordeste).

“Gostaria de saber se tem algum remédio natural pra ajudar no controle da cinomose. Minha Pandora já está tomando medicamentos, indicados pelo veterinário, mas gostaria de ajudá-la ainda mais.Se souber de algum, por gentileza, me envie por e-mail”, pergunta a criadora Juliana.

Paulo Sérgio Barbosa é médico veterinário e professor da Favet-Uece

Dr.  Paulo Sérgio Barbosa: “Uma das características do Dr. Vet é a de não deixar as pessoas, que mandam sua cartas ou emails solicitando uma luz para problema que aflige o seu animal, sem resposta. Lógico que vamos tentar, na medida do possível, fazer uma explanação, novamente, do que é a cinomose. A cinomose é uma doença viral, altamente contagiosa e de distribuição cosmopolita, que acomete cães e é caracterizada por elevação de temperatura, leucopenia, alterações nos tratos gastrointestinal e respiratório e, frequentemente, complicações pneumônicas e neurológicas.
Na alopatia, adotada pelas maiorias dos médicos veterinários, utilizamos o tratamento de suporte para o animal, já que não existe medicamento específico para o tratamento desta doença, consistindo em: antibioticoterapia no controle das infecções bacterianas secundárias, fluidoterapia oral ou parenteral, vitaminas do complexo B, com especificidade para as vitaminas B1, B6 e B12, suplementos nutricionais, vitamina C, vitamina E e corticoterapia. Na fase nervosa podemos acrescentar um anticonvulsivantes.
Como a pergunta tem uma conotação sobre produtos naturais, o que podemos observar é que existem na homeopatia relato, como o trabalho do Dr. Horace Jervis, publicado em 1929, no qual descreve o grande sucesso do uso do Nosódio Distemperinum na prevenção da cinomose (distemper).
Desde então, homeopatas têm utilizados Nosódio à base de secreções ocular nasais e dérmica para o tratamento da cinomose, se o proprietário optar para um tratamento homeopático. Em Fortaleza, já possuímos uma gama de médicos veterinário homeopatas.
Existem relatos que a semente de gengiroba ajuda no tratamento de suporte. Entretanto, que eu saiba, ela é de difícil absorção gástrica por parte dos cães. Existe também o quiabo misturado ao leite. O cuidado deve ser com a diarreia que essa mistura pode causar em cão já debilitado. Por isso não aconselho.
Na nossa experiência clínica, os caso de cinomose tem prognóstico reservado e que o uso acupuntura tem nos mostrado um campo promissor com relação à qualidade de vida de um animal que contraiu cinomose. Para os cães em fase nervosa, além da acupuntura, a fisioterapia também é indicada. Sugiro que, ao invés de procurar produtos naturais para o tratamento do seu cão, procure um médico veterinário que faça acupuntura.
Associado a tratamento prescrito pelo seu médico veterinário, busque dar uma qualidade de vida melhor ao seu animal. Quanto aos leitores desta coluna, a vacina contra cinomose, feita por médicos veterinários, ainda é a melhor escolha para vida do seu cão. A cinomose é um doença de fácil contágio”.
*Professor da Favet-Uece. Preguntar para o Dr. Vet podem ser enviadas para o  anavaleria@diariodonordeste.com.br  ou para este blog!

16:55 · 10.06.2012 / atualizado às 16:55 · 10.06.2012 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, o médico veterinário, Paulo Sérgio Barbosa, da Faculdade de Veterinária da Uece, tira dúvidas da criadora Karla lobo, sobre possível caso de cinomose. Confira:

“Dr. Paulo, recolhi três cadelinhas que seriam sacrificadas pelo Centro de Zoonose e elas também estavam com cinomose. Tratei a miserável doença e aparentemente vencemos. Porém, depois de alguns meses, estou percebendo sintomas comuns da doença na fase respiratória de forma moderada. Seria uma reicidiva?  Como tratar?”,  pergunta a criadora Karla Lobo.

Médico veterinário Paulo Sérgio Barbosa, da Favet-Uece

Dr. Paulo Sérgio Barbosa*: “Em primeiro lugar, queria parabenizá-la pelo belíssimo exemplo que a senhora nos apresenta, mostrando um carinho muito grande pelos animais. Assim como o sarampo humano, o animal que se contamina e tem cinomose não apresenta recidiva (pega outra vez), pois ambos os vírus são da mesma família e, portanto, muito similares. Não sei se os seus animais apresentaram a fase nervosa da cinomose. Caso isso tenha acontecido, provavelmente os seus animais tenham adquirido outra patologia do sistema respiratório conhecida como tosse dos canis também chamada no meio clínico veterinário como traqueobronquite infecciosa canina. Esse complexo pode ser causado por um ou mais agentes infeccioso como adenovírus canino do tipo 2 (CAV2), o vírus da parainfluenza (PIV), coranavírus respiratório canino e a bactéria Bordetella bronchiseptíca que infecta naturalmente o epitélio respiratório dos cães.
Todo o complexo respiratório é alto limitante, durando em média duas semanas e dificilmente leva a óbito de um cão e se acontecer é por causa de infecção secundária ao complexo. Geralmente, os cães acometidos, todos que habitam o mesmo local, apresentam tosse súbita, podendo ser produtiva (tosse cheia ou gorda) ou não produtiva (tosse seca), que frequentemente é exacerbada por algum esforço físico como, por exemplo, brincadeira entre os cães, exercícios, pressão de uma coleira no pescoço ou alguma situação de stress. Além da tosse pode ocorrer vômito e/ou secreção nasal.
Normalmente o que causa essa sintomatologia é Bordetella bronchiseptica. Essa bactéria geralmente vem associada a um dos vírus do complexo como também é responsável pela o aparecimento da fase respiratório em cães portadores de cinomose, ou seja, a sua exacerbação está condicionada a animais imunocomprometido (imunidade baixa). Para sabermos o que está acontecendo com seus cãezinhos, seriam necessários alguns exames como radiografia torácica, hemograma, lavado traqueal e análise do fluídos, e alguns testes sorológicos.
Seria bom, isso se seus animais não estiverem saudáveis, já que o complexo é autolimitante a um médico veterinário para que o mesmo chegue a um diagnóstico conclusivo e institua uma terapêutica efetiva para o caso. Espero que pelo menos um dos seus animais tenha apresentado a fase nervosa da cinomose.
É melhor a tosse canis que o prognóstico da cinomose, cujo prognóstico é reservado. E um lembrete aos que leem esta coluna: “vacine o seu animal, é melhor para ele e para seu bolso”. Todas essas doenças citada neste artigo possuem vacinas e de custo relativamente baixo”.
* Professor Doutor da disciplina de Clínica Médica de Pequenos Animais da Faculdade de Veterinária da Uece. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790, ou ainda para o blog Bem-Estar Pet

14:43 · 21.05.2012 / atualizado às 14:43 · 21.05.2012 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, veterinário Paulo Sérgio Barbosa tira dúvidas do criador Douglas Gomes. A Dr. Vet também é publicada toda terça-feira, na Página de Bem-Estar Animal, Caderno Regional, do Diário do Nordeste. Confira:

“Tenho uma cachorra, que é mestiça de vira-lata e cocker Spaniel. Ela está urinando com a cor muito forte e o cheiro também. A mãe dela teve Cinomose. Estou com medo dela estar também! Amo minha cachorra. Gostaria de saber o que fazer!”, pergunta o criador Douglas Gomes.

Dr. Paulo Sérgio Barbosa é veterinário e professor da Favet-Uece

Veterinário Paulo Sérgio Barbosa*: “Só tenho um parâmetro que é cheiro forte. Urina de animal com cistite (inflamação na bexiga) tem um odor acentuadamente desagradável ao ser eliminada devido à produção bacteriana de amônia a partir da uréia. Quando falamos que um animal está urinando muito forte, você pode estar falando de infecções do trato urinário (ITU) na sua cadela, que geralmente envolve um inflamação bacteriana no trato urinário inferior (bexiga e uretra), que pode ascender também para ureteres e rins.
 Esse sintoma pode vir acompanhado de outros como: aumento na freqüência da micção (polaciúria) ou dificuldade de micção (disúria) com esforço (estrangúria) ou urina com aspecto de pus (piúria). Nenhum deles foi mencionado ou não foi observado pelo senhor na pergunta.
O vírus da cinomose, como o senhor se refere, pode estar envolvido causando uma imunossupressão que é uma característica de patogenicidade deste vírus, mas provavavelmente não é a causa primária. O Cocker Spaniel Inglês e seus descendentes são predispostos a nefropatias e a ITU, o que ocorre com certa frequência na nossa rotina de clínica, e esse padrão hereditário é um fato a ser considerado, mesmo o seu animal sendo um mestiço da raça. Os patógenos bacterianos mais comumentes associados à ITU nos cães incluem: Escherichia coli, Staphylococcus, Streptococcus, Enterobacter, Proteus, Klebsiella e Pseudomonas, sendo que o cheiro forte que o senhor se referiu na sua cadela são comuns em infecções por Gram negativa.
No entanto, se faz necessário o isolamento através de uma urinocultura para a determinação da bactéria envolvida e qual o antimicrobiano que deve ser utilizado no tratamento.
A capacidade que estas bactérias têm de aderir à superfície epitelial do trato urinário impede a sua remoção pelo fluxo urinário e permite a bactéria se proliferar entres as micções, o que torna o tratamento das ITUs muito complicado.
Certamente, o caso de seu naimal deve ser acompanhado de perto por um médico veterinário. Se o caso dela  for realmente infecção do trato urinário, como estou pensando, mesmo sem ver o animal, o veterinário, após uma avaliação, vai ter um papel preponderante para o completo restabelecimento do seu animal.
Existem bons médicos veterinários urologistas e nefrologistas na cidade de Fortaleza. Sugiro que leve o mais rápido possível a um deles.
* Professor da Faculdade de Veterinária da Uece. Esta coluna é em parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790, ou ainda para este blog.

09:14 · 18.04.2012 / atualizado às 09:14 · 18.04.2012 por

Na Coluna Dr. Vet de hoje, o veterinário Paulo Sérgio Barbosa, da Faculdade de Veterinária da Uece, tira dúvidas da criadora Patrícia Helena Silva Mendes. Confira:

“Resgatamos uma cadelinha na rua e como na minha cidade não tem vet, infelizmente ela contraiu parvovirose, levamos ela para o hospital, onde ela ficou por oito dias e quando teve alta pareceu estar bem. Depois de alguns dias notei que ela estava com dificuldades respiratórias e a veterninária   receitou Baytril por cinco dias, Metacel (que eu já estava dando), um xarope e Citoneurim. Notei que ela desconfiou de cinomose e eu também. Passei a pesquisar na Net sobre esta doença. No dia do retorno dela ao Hospital fizemos um hemograma e ficamos aguardando o resultado. Depois de dois dias ligaram dizendo que ela estava com as defesas bem baixas e a minha suspeita aumentou. Passados uns três dias ela evacuou mole e corri com ela para o hospital. Notando a cerose nas patinhas, a secreção nos olhos e no nariz já cheguei exigindo o exame de cinomose, que eles fizeram e obtiveram resultado positivo. Sei que o prognóstico é ruim, mas vou lutar por ela. Agora ela está tomando leucogem, citoneurim, metacel e outra vitamina. A vet disse que assim que ficar mais forte vamos testar o tal do soro ciniglobulim. Às vezes ela come, às vezes tenho que forçar a alimentação. Dou carne moída com cenoura, peito de frango, fígado de boi batido no liquidificador, bife, escaldado de fubá e as vezes a ração (super premium) batida também. Ela não tem muito apetite, mas não está perdendo peso e as vezes fica feliz, brinca e nem parece estar doente. Será que estou no caminho certo? vale a pena testar o soro? agradeço a atenção”, pergunta a criadora Patrícia Helena.

Dr. Paulo Barbosa, médico veterinário da Favet-Uece

Paulo Sérgio Ferreira Barbosa*: “Senhora Patrícia, em primeiro lugar, queria parabenizá-la por um gesto tão nobre de retirar um cão das ruas, infelizmente seu animal contraiu o vírus da cinomose. A cinomose é um doença que apresenta três fases bem característica: na primeira, o animal apresenta um pico febril com ou sem diarreia, de alta resolução, normalmente dura em torno de três dias dependendo do animal; na segunda fase, o animal apresenta um quadro respiratório e/ou cutâneo também chamado de pustular (feridas com pus (pústulas), que aparecem no abdome, que às vezes pode ser confundida com quadro de verminose. Nesse segundo estágio o animal apresenta uma baixa na sua imunidade, provocada pelo vírus facilitando o ataque de bactérias como a Bordetella Bronchiseptica, exacerbando o quadro respiratório, ou Streptococcus sp, provocando o quadro pustular. O seu animal estar passando por esta fase. O tratamento empregado pelo colega veterinário está correto. Os medicamentos que ele prescreveu têm como finalidade o aumento da defesa do paciente, para que, com isso, ele possa combater o ataque viral e bacteriano com maior vigor e, ao mesmo tempo, tentar evitar que ele entre na terceira fase da doença que é a fase neural.
Nesta fase, o animal começa apresentar distúrbios neurológico que vai desde a uma mioclonia, onde o animal fica puxando uma ou todas as patas, principalmente quando está dormindo, até a convulsões, podendo chegar a morte por parada respiratória.
Quanto ao alimento que a senhora está administrando ao animal, ao invés de fubá, aconselho a ração super Premium, que apresenta uma qualidade nutricional muito boa, coisa que o fubá não tem.
Quanto ao uso do cinoglobulin, para que o leitor possa entender o que é esse produto, vou escrever como está escrito na bula do produto “Cino-Globulin”, consiste numa solução de imunoglobulinas purificadas e concentradas, específicas contra a Cinomose, Hepatite Infecciosa Canina e Leptospirose provocada pelas L. canicola e L. icterohaemorrhagiae, tendo ainda como auxiliar anticorpos contra os agentes secundários Bordetella bronchiseptica, Streptococcus sp (pyogenes) e Salmonella Thyphimurium.
O produto, quando injetado, confere aos cães imunidade passiva imediata, passando a neutralizar os agentes etiológicos destas doenças e ainda os agentes secundários que causam outras complicações ao organismo. O soro é indicado como medida profilática em cães sensíveis e no tratamento curativo da Cinomose, Hepatite Infecciosa Canina e Leptospirose.
Hoje, existem duas correntes na Medicina Veterinária para o uso de imunoglobulinas na cinomose: a primeira, adota o soro como medida profilática. Neste caso, o animal apresenta quadro compatível com a primeira fase da cinomose, onde os sinais se confundem com outras doenças e o principal objetivo é evitar que o vírus chegue ao sistema nervoso do cão, evitando a fase neural e a passagem para segunda fase. A segunda utiliza a imunoglobulina como curativa. Neste caso o animal já apresenta a segunda fase da doença. No entanto, nesta fase, o animal provavelmente já esteja com o vírus da cinomose alojado nos neurônios do seu sistema nervoso.
A aplicação do soro poderá causar uma precipitação dos sintomas neurológicos, acontecendo geralmente de maneira abrupta. Entretanto, se o animal não apresentar nenhum sintoma neurológico ou uma sintomatologia leve, após a aplicação do soro, as probabilidades de sobrevivência aumentam de maneira expressiva. Não sei quem é o seu veterinário, mas ele agiu de acordo com as suas convicções. Cabe a senhora decidir se vai ou não utilizar o soro. Sinceramente espero que o seu animal não desenvolva a fase nervosa da doença”.

* Professor da Faculdade de Veterinária da Uece. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790.

06:38 · 10.01.2012 / atualizado às 06:38 · 10.01.2012 por

Nesta coluna Dr. Vet (publicada também toda terça-feira no Caderno Regional, Página de Bem-Estar Animal do Diário do Nordeste), a Dra. Annice Cortez, tira dúvidas sobre cinomose. Confira:

“Tenho uma cachorra de três anos e há um mês perdi um cachorro pela cinomose. Essa cachorra de três anos está com parte da cabeça pulsando, e anda mancando. Às vezes, cai um pouco pro lado, como se tivesse fraca. Ela come, bebe, fazendo xixi e cocô normalmente. Está um pouco quieta, mas nada fora do normal. Quero saber se é possível a doença já passar pro estado neurológico, sem os demais sintomas”, pergunta a criadora Paula Cristinini.

Veterinária Annice Cortez, da Favet-Uece

Médica veterinária Annice Cortez*: “A cinomose canina é uma doença que pode afetar diferentes sistemas. Os animais doentes podem apresentar conjuntivite bilateral com secreção ocular mucopurulenta, pústulas abominais, hiperqueratose do focinho e dos coxins plantares, tosse, secreção nasal bilateral purulenta e pneumonia bacteriana secundária, vômito, ataxia, incoordenação motora, mioclonias (contração muscular involuntária), tremores, convulsão, vocalização intensa, cegueira, paralisia dos membros e também mudança de comportamento.
Os animais jovens, não vacinados adequadamente e que não apresentam resposta imunológica satisfatória, tendem a apresentar uma maior variedade de sinais clínicos. Nestes animais, a doença pode evoluir lentamente, e o proprietário pode observar o aparecimento dos sinais clínicos gradativamente. Ou seja, o animal apresenta inicialmente secreção ocular. Na semana seguinte, pode apresentar  tosse, vômito, diarreia, ou lesões dermatológicas e, finalmente, quando o sistema imune do animal não tem capacidade de produzir anticorpos que possam neutralizar o vírus, o filhote desencadeia a sintomatologia neurológica na fase crônica da doença.
Entretanto, cada animal responde à infecção viral de modo diferente. Alguns apresentam somente o quadro respiratório e tegumentar, enquanto outros animais apresentam somente o quadro oftálmico ou digestivo.
Já os animais adultos, ainda na fase inicial da doença, podem apresentar sinais neurológicos como incoordenação motora, debilidade dos membros pélvicos, inclinação de cabeça, paralisia facial, tremores de cabeça, mioclonias e mudança de personalidade. Estes sinais clínicos são oriundos de uma encefalite multifocal crônica de cães maduros, lentamente progressiva, caracterizada por uma desmielinização de neurônios, edema e necrose do sistema nervoso central. Os animais adultos podem não desencadear os sinais clínicos sistêmicos, ou estes, em alguns casos, são tão leves que são imperceptíveis.
Recomenda-se que a sua cadela seja imediatamente encaminhada a um médico veterinário, para confirmar ou não o diagnóstico da doença, afim de que o tratamento seja imediatamente administrado, evitando-se sequelas ou até mesmo o óbito do animal.
*Professora da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará. Esta coluna é mantida em parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre seus animais podem ser enviadas para o Blog Bem-Estar Pet, ou anavaleria@diariodonordeste.com.br ou pelos fones (85) 3266.9790 e 3266.9771.

08:46 · 06.01.2012 / atualizado às 08:46 · 06.01.2012 por
Este é o meu querido Diamond, "im memorian"

Olá, queridos apaixonados por bichos! Fico feliz com a participação de todos vocês neste blog, deixando comentários, elogios, enviando perguntas. Isto é muito gratificante! Serve de parâmetros para definição dos assuntos que atendem melhor os interesses de todos vocês. Queremos, cada dia, publicar informações que tenham utilidade no cotidiano da criação de nossos queridos pets! É muita paixão!!!

Porém, quanto ao envio de perguntas sobre doenças, que geralmente utilizamos para a Coluna Dr. Vet, publicada neste blog e também na Página de Bem-Estar Animal do Diário do Nordeste (versão on line e toda terça-feira no impresso), vale a orientação: Se o caso do seu animal é de emergência, não perca tempo enviando perguntas, leve urgentemente ao veterinário que você tem mais acesso, e procure salvar o bichinho da melhor forma possível. Não fique esperando resposta da coluna para agir! Do contrário, o seu cão ou gato estará correndo risco de morte!

Sou apaixonada por Bulldog Francês! É muita fofura!!!

A Coluna Dr. Vet é mantida em parceria com a Faculdade de Veterinária da Uece. É uma pergunta por semana. Daí forma lista de espera das perguntas enviadas para o blog. Quando quiser tirar dúvidas, o mais recomendável abordar sintomas gerais de doenças, comportamento animal, orientação de nutrição, de reprodução, raças, adoção, doação de bichos etc. Assuntos que você pode esperar pela resposta, pois os veterinários da Uece, professores e médicos do Hospital Veterinário, precisam de tempo para responder. Eles fazem uma colaboração voluntária para o jornal.

Outra orientação importante: Se o seu animal já está com acompanhamento veterinário, não adianta enviar perguntas sobre se o tratamento está correto. Não confrontamos diagnósticos ou formas de tratamento. É uma questão de respeito à ética dos veterinários. Dúvidas frequentes sobre cinomose, calazar, displasia e outras podem ser tiradas aqui mesmo no blog, em posts anteriores já publicados. É só ler, ok?

Os gatinhos também me encantam! Miau!!!

Por fim, mais uma dica: se você precisa consultar o seu animal (vale para o morador de Fortaleza – CE), mas está sem grana, o mais indicado é procurar o Hospital Veterinário da Uece, no Campus do Itaperi (85 – 3101.9847). Eles atendem por ordem de chegada e os procedimentos têm preços ótimos! Se mora em outra cidade, procure saber onde funciona o Hospital Veterinário de alguma Faculdade de veterinária. Normalmente, a tabela de preços é mais acessível a todos! Mas também se quiser dicas de bons veterinários particulares, é só me perguntar que eu tenho o contato de vários! É isso, abração e muitas felicidades com seus fofinhos peludos!

Mais informações: Valéria Feitosa – 85 – 3266.9790/9996.9946