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Tag: Comportamento Animal


09:57 · 25.05.2017 / atualizado às 09:57 · 25.05.2017 por

O Diário do Nordeste publica toda semana esta seção Dr. Disciplina. Os consultores caninos Jackson Maciel e  Henrique Silva, a cada quinzena, se revezam tirando dúvidas sobre o comportamento de cães.

Tira-dúvida #11: Poodle é agressivo e morde! O que fazer?

Hoje vamos responder a pergunta de Helena de Sousa Lima. “Meu poodle tem um comportamento estranho. Morde, às vezes, com muita agressividade. Dá até medo dele. Mas, ao mesmo tempo, ele quer carinho. Ele não gosta de tomar banho e nem de ser tosado. É preciso colocar focinheira quando ele vai no pet shop. Me ajude, Dr. Disciplina!

Dr. Disciplina, Jackson Maciel: “Vamos lá, respondendo à pergunta da Elsa. Seu cachorrinho precisa de um trabalho de dessensibilização com associação positiva. Na hora de tocar nele, procure sempre trocar um toque por um petisco. Comece devagar e vá aumentando a intensidade e o tempo do toque. Quanto ao banho, primeiro procure levá-lo ao pet shop e lá ofereça comida e coisas boas como brinquedos e petiscos. Vá tentando conduzi-lo até a focinheira com a ajuda de petiscos. Problemas de agressividade devem sempre ser tratados com a ajuda de um profissional para que não haja riscos no treinamento. Lembre-se: todo cão precisa entender quem é o líder na sua família humana. Você deve procurar se colocar nesta posição de liderança, para ele aprender a ter respeito por você e jamais ser agressivo. O trabalho com adestramento para os comandos de obediência (“junto”, “fica”, “senta”, “deita” e “aqui”) é bem eficaz para o cão saber se comportar e respeitar a liderança de seu tutor, no caso, você, como mamãe dele. O ideal é você procurar um profissional habilitado em comportamento canino. Também pode buscar livros sobre a temática, para entender mais um pouco como funciona a mente de um cão. Os cachorros são extremamente inteligentes e sensíveis. Mas nós, como seres humanos, precisamos saber como os cães percebem o mundo, para sabermos agir diante de comportamentos indesejados. Espero ter lhe auxiliado.  Grande abraço! Boa sorte!”

O que é o Dr. Disciplina?

A seção conta com a participação dos consultores em comportamento canino Jackson Maciel  e sua esposa Kátia Saraiva, sócios no trabalho de adestramento de cães e proprietários do Casa Hotel (pet service e hospedagem); e também de Henrique Silva, da Adestramento e Comportamento Edukdog. Toda segunda-feira, eles dão dicas e recomendações sobre o que fazer com cães com distúrbios de comportamentos, tais como:

  • latidos excessivos;
  • ataques caninos a móveis, calçados, roupas e demais objetos em casa;
  • ciúme ou possessividade em relação a algum membro da família, brinquedos, alimento ou móveis da casa;
  • auto-mutilação, lambendo patas ou mordendo a cauda até ferir;
  • mesmo sendo cães de companhia, se comportam como se fossem cães de guarda, atacando visitas;
  • entre outros distúrbios que comprometem uma convivência pacífica com a família
Jackson Maciel é especializado em comportamento de cães

Vale destacar que as dicas são orientações gerais. Para casos mais graves de distúrbios de comportamento, tais como agressividade extrema, o correto é contratar um profissional especializado para um trabalho semanal ou, até mesmo, diário. Boa sorte!

 

TEM SUGESTÃO PARA ALGUM TEMA? OU DÚVIDA? Se você tem alguma dúvida sobre o comportamento canino, envie pergunta para este blog ou ainda pelo WhatsApp (85) 9 9996.9946.

11:22 · 07.02.2017 / atualizado às 12:48 · 07.02.2017 por
Alexandre Rossi é especialista em comportamento animal, palestrante e apresentador de programas de TV e rádio brasileiros / Fotos: Divulgação

O especialista em comportamento Animal, Alexandre Rossi, nos concede esta entrevista exclusiva sobre Antrozoologia, a nova área da ciência que estuda a, cada vez mais crescente, interação entre seres humanos e animais. Ele também fala sobre o que chamo de “Fenômeno Pet” e outros assuntos de grande interesse para nós, apaixonados por peludinhos de quatro patas e por outros bichinhos de estimação. Confiram esta exclusiva!

Valéria Feitosa– Por que a criação desta nova área da Ciência, a Antrozoologia?

Alexandre Rossi – A Antrozoologia é a ciência que estuda a interação entre seres humanos e animais, com foco no vínculo que existe entre eles e suas consequências. Trata-se de um ramo que vem acompanhando justamente o fenômeno da vinculação afetiva cada vez maior dos seres humanos com os animais (especialmente os domésticos), e as influências e consequências que surgem dessa relação.

– Em que o fenômeno pet influencia nos estudos nessa área?

Com o crescimento das cidades e a diminuição do tamanho das residências, a convivência entre as pessoas e seus animais de estimação tem ficado cada vez mais próxima. Além disso, a configuração das famílias mudou e os animais de estimação estão sendo cada vez mais vistos como membros dessas famílias. E isso gera consequências fisiológicas e psicológicas tanto para os homens, quanto para os animais. Por isso os estudos que pretendem analisar as consequências desse vínculo têm avançado cada vez mais.

– Pelas suas viagens pelo mundo, como você avalia o Fenômeno Pet? (Chamo de Fenômeno Pet o crescimento mundial das famílias em convivência com um animal de estimação em seus lares, considerando-os como membros familiares, especialmente cães e gatos).

Que bacana você ter nomeado de “Fenômeno Pet”! É exatamente o que respondi na pergunta anterior. Pelo que pude verificar nos congressos e eventos que participei recentemente, há uma crescente preocupação com o bem-estar do animal de estimação. Por exemplo, no final do ano estive em um evento da Associação Americana de Veterinários Comportamentalistas, onde foram ministradas algumas palestras com o objetivo de provocar o menor estresse possível aos animais de estimação quando vão às clínicas veterinárias.

,Alexandre Rossi fundou a Cão Cidadão em 1998. Ele é formado em Zootecnia e cursa Medicina Veterinária

– Como a Antrozoologia pode auxiliar as pessoas a entenderem mais o comportamento animal?

Eu acredito que entender um pouco melhor as consequências desse vínculo homem-animal pode ajudar as pessoas a olharem para seus pets com outro foco, ou seja, entendê-los como uma espécie diferente da nossa, e procurar adequar a rotina e atividades às necessidades dele enquanto cão e gato, por exemplo.

– Com o Fenômeno Pet, as pessoas tendem a querer tratar os animais como humanos. Quais as consequências disto?

Do ponto de vista do ser humano, a ciência já sugeriu que há consequências boas ao tratar pets como bebês, pois temos uma necessidade natural de cuidar de algum outro ser. Mas, do ponto de vista do animal, esse tipo de tratamento pelo ser humano pode até levar a problemas de comportamento, já que as necessidades comportamentais dele são diferentes das de um bebê humano. O ideal é entender as necessidades do animal como espécie e cuidar dele com esse enfoque.

– Que conselhos você pode dar para que as famílias humanas tenham animais equilibrados e obedientes?

Entender quais são as necessidades comportamentais do animal como espécie (cão, gato, ave) e como indivíduo (mais energia, menos energia, etc), e procurar adequar a rotina e o ambiente com base nesses elementos. Além disso, adestrar com base em reforço positivo ajuda a criar um canal de comunicação muito eficaz entre humanos e animais.

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Pets famosos da internet

Mais informações: Alexandre Rossi  / www.megafonecomrunicacao.com.br

11:12 · 12.12.2016 / atualizado às 11:16 · 12.12.2016 por
Jackson Maciel é especializado em comportamento de cães
Jackson Maciel é especializado em comportamento de cães. Na foto, com o Buldogue Francês, Snow, da fotógrafa Sabrina Moura (autora da foto)

O Dr. Disciplina, Jackson Maciel, está de volta ao Blog Bem-Estar Pet, tirando dúvidas sobre comportamento de cães. Hoje, ele dá uma dica sobre o grave problema de quem cria cadelas juntas. Recomeçamos a partir de um problema que estou passando, na minha criação de Chihuahuas. Confiram!

Valéria Feitosa: Tenho duas Chihuahuas que eram bem amigas desde a infância até tornarem-se adultas. Brincavam, comiam e dormiam juntas como grandes amigas. Quando elas tiveram suas crias, primeiro a mais nova e depois a mais velha, daí se tornaram inimigas mortais. Não podem mais conviver juntas! O que fazer, Dr. Disciplina! Help!!

Dr. Disciplina, Jackson Maciel: “Isso se deve a mudanças de hormônios. Com a maternidade, as fêmeas tendem a criar uma possessividade pela cria. O que você deve fazer é a associação positiva durante a presença de uma com a outra, ofertando petiscos deliciosos e momentos agradáveis. Passeios também auxiliam muito na associação positiva e, claro, um bom treino de obediência. Para um trabalho mais sistemático de mudança de comportamento, o ideal é consultar o profissional especializado”.

 

MAIS INFORMAÇÕES: Se você tem dúvidas sobre comportamento de cães, pode enviar a sua pergunta para o WhatsApp de Kátia Saraiva (85) 98804.6147 ou para o email dr.disciplina@gmail.com ou ainda para meu WhatsApp – Valéria Feitosa (85) 9 9996.9946.

17:39 · 17.06.2016 / atualizado às 17:39 · 17.06.2016 por
Ricardo Tamborini é considerado um dos maiores adestradores de cães da atualidade no País - Foto: Acervo Edukdog
Ricardo Tamborini é considerado um dos maiores adestradores de cães da atualidade no País – Foto: Acervo Edukdog

Pela primeira vez em Fortaleza, o comportamentalista animal Ricardo Tamborini ministrará no fim de semana, dias 18 e 19, curso de capacitação para a equipe da Edukdog, escola de cães criada pelo adestrador Henrique Rodrigues. Tamborini é cinotécnico (estudioso das raças caninas), adestrador e especialista em comportamento canino desde 1998. Revelação do Ano em sua atividade, é considerado um dos maiores adestradores e comportamentalistas da atualidade.

Henrique Rodrigues explica que a Edukdog está promovendo desta vez a capacitação em caráter exclusivo para a equipe de profissionais da escola. Porém está previsto para o segundo semestre, novo curso com Ricardo Tamborini voltado ao público aberto (adestradores, criadores de cães e demais interessados no assunto).

Atualmente, com o crescimento do número de cães no ambiente doméstico, as famílias enfrentam uma série de problemas com seus animais, por desconhecerem as particularidades do comportamento canino. Agressividade com animais e pessoas, latidos excessivos, necessidades fisiológicas fora do lugar certo, ansiedade de separação, destruição de objetos e móveis em casa, coprofagia (comer as próprias fezes) e pular nas pessoas estão entre os problemas mais comuns enfrentados pelas famílias no dia a dia da convivência com o cão. Quais as técnicas mais modernas e eficientes para resolver esses problemas? Isto é o que Ricardo Tamborini estará mostrando em seu curso. Desta vez, em caráter de reciclagem para os profissionais da Edukdog, que já dominam o assunto, mas terão a oportunidade de conhecerem novos métodos de adestramento.

Henrique Rodrigues é adestrador desde os 15 anos e fundador da Escola Edukdog, em Fortaleza - Foto: Nilton Novaes
Henrique Rodrigues é adestrador desde os 15 anos e fundador da Escola Edukdog, em Fortaleza – Foto: Nilton Novaes

O criador da Edukdog, Henrique Rodrigues, é filho do adestrador mais antigo do Ceará, Sargento Magomante, que comandou o canil da Polícia Militar por muitos anos. “Desde os 15 anos treino cães. Tinha um sonho de montar uma empresa voltada para o adestramento de cães, porque via a necessidade em Fortaleza de profissionais capacitados nesta área. Pessoas compromissadas com os criadores de cães. Por isso formei uma equipe e hoje funcionamos como uma empresa”, conta ele. A Edukdog está no mercado há mais de 15 anos e sempre busca capacitar sua equipe com o que há de mais atual em comportamento canino. Daí o curso com Ricardo Tamborini neste fim de semana.

A equipe da Edukdog é capacitada com as mais modernas técnicas de adestramento
A equipe da Edukdog é capacitada com as mais modernas técnicas de adestramento

A Edukdog trabalha nas áreas de obediência, socialização, guarda e proteção. Entre os clientes da escola estão grandes canis do Ceará, como o Dunas Rott, de Rottweiler; Cidade Luz, de Pastor Alemão; e o Singular, de Fila Brasileiro. “Trabalhamos tanto com cães de grande porte, como de pequeno porte. Nosso intuito é promover um melhor relacionamento entre criadores e seus cães”, afirma Henrique.

Edukdog henrique 13457780_1188450281174586_2147041813_nMais informações: Edukdog – Henrique Rodrigues – (85) 999224500/987862046 site www.edukdog.com.br

 

09:32 · 08.04.2016 / atualizado às 09:32 · 08.04.2016 por
Os gatos são animais muito sensíveis ao ambiente e que precisam de uma socialização especial quando forem mudar de casa
Os gatos são animais muito sensíveis ao ambiente e que precisam de uma socialização especial quando forem mudar de casa

O jornalista Diego Borges nos envia esta pergunta: “Valéria, meu irmão está indo embora, para fora do país, e deixará a gatinha dele comigo, porque existe uma burocracia de vacinação, prazos, etc. Então, ela só deve ir em uns dois meses. Qual a recomendação, uma vez que ela vai mudar de local e de dono, mesmo temporariamente?”
Nós consultamos a médica veterinária e professora da Faculdade de Medicina Veterinária da UECE, Dra. Adriana Pessoa, e ela nos envia a seguinte orientação:

Médica veterinária e professora da Favet-Uece, Adriana Pessoa
Médica veterinária e professora da Favet-Uece, Adriana Pessoa

“Olá, Valéria. Vou tentar ser bem direta. A primeira coisa é preparar o local para ela. O tutor temporário deverá telar a casa ou apartamento todo para abrigar a gata. Faz toda a diferença saber se o tutor temporário tem ou não outros animais. Pois, além do estresse da mudança de local, alguns felinos têm muita dificuldade de conviver com outros gatos, mesmo sendo da mesma espécie. De qualquer forma, em geral, quando esse procedimento é feito com todo amor e cuidado, tendo certeza que a gatinha não terá acesso às ruas, daí não há problemas maiores. Devemos garantir a alimentação (ração igual ao que comia em casa), água limpa e fresca e banheiro com areia sanitária”.

07:28 · 12.11.2013 / atualizado às 07:28 · 12.11.2013 por

Latidos excessivos, pular nas visitas ou agressividade são alguns comportamentos que exigem solução

the dogsFortaleza. De nada adianta adestrar o cão se o proprietário não souber manter os comandos no dia a dia. Para resolver este impasse que afeta muitos criadores, um grupo de amigos decidiu criar a The Dog´s, uma prestadora de serviços nas áreas de dog´s walker (passeador de cães), socialização canina, educação de fllhotes, adestramento básico e avançado, cursos, seminários e palestras sobre cães. Um dos componentes é o treinador Jackson Maciel, que colabora no Blog Bem-Estar Pet, deste jornal, na seção Dr. Disciplina. Integra também a equipe o publicitário Guilherme Negreiros que faz questão de dizer que, antes de qualquer coisa, os amigos se uniram porque todos são “apaixonados por cães”.

Jackson Maciel mostra como se comunicar com o cachorro, utilizando a linguagem adequada para o animal, a partir de posturas de corpo, liderança e reforço positivo. A meta é garantir o bem-estar do amigo de quatro patas/ Além dos atendimentos domiciliares, a The Dog´s também promove cursos de formação de adestradores abertos ao público em geral. Próxima turma será formada para o curso de 13 a 15 de dezembro, com vagas limitadas

A The Dog´s é fruto da ideia de cinco amigos. Além de Jackson e Guilherme, também integram o grupo os adestradores Samuel Damasceno, Natanael Welton e Renata Menezes.

“A The Dog´s foi criada para dar oportunidade às pessoas de compreenderem melhor seu cão. O treinamento é feito com intuito de tornar mais atrativo o convívio cão e seu tutor. Com técnicas avançadas e pessoal qualificado, todo treinamento passa por um estudo, onde são analisados diversos fatores, para que o treinamento tenha um resultado satisfatório”, explica Guilherme.

De acordo com Jackson, a ideia surgiu também diante da constatação de que muitos criadores não participavam das aulas de educação de seus cães. Depois, no dia a dia, continuavam sem saber como manter a postura correta para os animais continuarem praticando os novos comportamentos ensinados.

Por isto, uma das peculiaridades do trabalho da The Dog´s é que, durante os treinamentos, cão e dono devem estar presentes, participando igualmente. “No treinamento moderno, o dono participa da primeira até a última aula. Nosso objetivo é ensinar os proprietários a se comunicarem com seus cães por meio de gestos, posturas de corpo, liderança e reforço positivo para os novos comportamentos adquiridos pelos cães”, diz Jackson.

Ele faz questão de explicar que há diferenças entre adestramento e treinamento. No primeiro, são ensinados novos comportamentos ao cão. No segundo, tanto é ensinado um novo comportamento como pode ser corrigido um problema indesejado. Entre eles, latidos excessivos, pular nas visitas, fazer as necessidades fisiológicas em locais inadequados, puxar o dono durante os passeios e, o mais grave, agressividade e mordidas.

“Antigamente, todo o treinamento era na base do reforço negativo, ou seja, se pensava que o cão, para aprender a obedecer, precisava apanhar, levar gritos”, contextualiza ele, mostrando que, nestas condições de maus-tratos, o animal obedecia não porque havia aprendido algo, mas por medo de sofrer.

Atualmente, diante das constatações de que os animais são seres sencientes, sofrem ou sentem prazer igualmente aos seres humanos, é exigência dos treinamentos a noção de bem-estar animal.

“Trabalhamos com o reforço positivo, através do qual o cão aprende obediência e novos comportamentos porque terá vantagens nisto, será recompensado com petiscos, brinquedos ou, simplesmente, um carinho”, explica Jackson Maciel.

Publicitário Guilherme Negreiros, um dos idealizadores da The Dog´s, diz que a meta da prestadora de serviços é possibilitar entre tutores e cães uma relação de respeito e harmonia no cotidiano das atividades/ Natanael Welton é um dos treinadores da equipe que trabalha dentro das modernas metodologias de comportamento animal. Para cada caso é definido um treinamento específico, com duração variável

the dogs2Já Guilherme Negreiros destaca que é também uma das metas do trabalho criar uma relação de harmonia entre o cão e seu proprietário, que ele prefere chamar de tutor, já dentro da compreensão de que os animais não são objetos. “Para cada caso, procuramos uma resolução satisfatória, buscando primeiramente o equilíbrio entre o cão e seu tutor”, afirma.

Segundo Jackson, a compensação mais utilizada nas aulas é o petisco. Isto porque o animal tem uma sensação de prazer total no alimento. Porém esta estratégia é utilizada mais no início dos treinos. “Depois de condicionado, o cão não precisará mais deste tipo de reforço. Um simples carinho ou uma palavra de afeto já serão suficientes para reforçar o comportamento desejado”, diz ele.

Curso de formação

Uma exigência básica da The Dog´s é conhecer previamente o ambiente onde vive o cão. Todo o trabalho é definido em cima do cotidiano do dono e seu cão. A duração do treino em dias, semanas ou meses é definida conforme o caso. “Solucionar problemas de agressividade pode levar mais tempo. Porém casos de latidos excessivos podem ser resolvidos com apenas uma visita”, garante o treinador.

A The Dog´s estará promovendo de 13 a 15 de dezembro o Curso de Formação de Novos Adestradores, aberto a todos os interessados. As vagas são limitadas e a programação prevê aulas práticas e teóricas.

Mais informações

The Dog´s – Jackson Maciel, Guilherme Negreiros e equipe
Telefones: (85) 8709.5161
(85) 9828.3606
Facebook The Dog´s

VALÉRIA FEITOSA
EDITORA

16:48 · 22.08.2013 / atualizado às 16:48 · 22.08.2013 por

Na coluna Dr. Disciplina de hoje, o adestrador Jackson Maciel, orienta sobre cães ciumentos. Confira:

“Olá, tenho um problema aqui em casa. Já tínhamos um casal de Labrador, a fêmea com 9 anos e o macho com 3, e compramos nesta semana uma Bernesse, que tem apenas 2 meses. O problema é que o macho sente ciúmes dela, eu acho, e fica rosnando, tentando evitar ela e já até partiu pra cima dela. Minha mãe está considerando devolvê-la, não quero que isso aconteça, me ajude por favor!! Como faço eles se darem bem?”, pergunta o criador João Pedro Vaz Brandão.

Jackson Maciel é um dos adestradores da coluna Dr. Disciplina
Jackson Maciel é um dos adestradores da coluna Dr. Disciplina

Dr. Disciplina, Jackson Maciel: “João Pedro, seu caso é muito comum, há cães que, de início, não querem aceitar um novo membro no grupo, pois a idade e as brincadeiras são totalmente diferentes. Um adulto só quer levar uma vida mais tranquila e os mais novos gostam muito de correr, pular e mordiscar os mais velhos. Então, vamos às formas mais fáceis de socialização dos dois amigos. Você tem que brincar com a mais nova até ela cansar, mas não deixe ela ficar mordendo e tirando brincadeiras com o macho mais velho, pois o que ele está fazendo com ela é normal. Ele está só colocando limites nas brincadeiras dela. Com o tempo, ela vai deixar de fazer certas brincadeiras com ele. Então, toda vez que eles estiverem juntos, sempre sob sua supervisão, dê petiscos para ele associar a presença dela a coisas positivas e boas. Já com ela, você não pode permitir que faça brincadeiras agressivas ou de mordidas. Dê brinquedos ou ossinhos para tirar o foco das brincadeiras pesadas dela. No mais, ele pode tentar dar limites a ela. Só reclame se ele for muito forte com as correções. Você deve deixar bem claro pra ela que não pode brincar de certas formas com o Labrador. Assim, ela vai  se disciplinar. Sempre que ela ficar bem calma, dê carinho e petisco, para que ela entenda que deve repetir este comportamento tranquilo mais e mais. Obrigado! Se essas dicas não resolverem, chame um profissional em comportamento canino para ajudá-lo. Até a próxima!”.

Se você tem problemas de comportamento com o seu cão, envie sua pergunta para o anavaleria@diariodonordeste.com.br

16:12 · 11.08.2011 / atualizado às 16:12 · 11.08.2011 por
Lívia e seu Poodle Luke. Alunos fiéis do adestramento/ FOTO: HENRIQUE CARVALHO

Olá, amigos deste blog! De retorno das merecidas férias, a partir de agora, volto ao contato mais frequente com todos vocês para conversarmos sobre um assunto que a-d-o-r-a-m-o-s! Nossos queridos bichinhos de estimação! E temos muita conversa para colocar em dia. A propósito: você já deixou bem claro hoje, ao olhar para seu fofinho peludo, de quatro patas, quem manda na casa? Não?!? Pois tenha cuidado. Tem coisa mais chata do que uma criança cheia de vontade, que só faz o que quer, é uma verdadeira mimada na convivência? Sei… bicho não é gente, mas tem gente que pensa que é. Assim, se deixar, o seu pet vira o seu dono! E ainda vai querer morder quem se aproxima!

Rossana e seu Basset, Wind: muito amor nas aulas de adestramento/ FOTO: HENRIQUE CARVALHO

Portanto, seja responsável. Já ouviu falar em posse responsável? Entre as ações para a criação de seu cãozinho de forma responsável está o adestramento. Como é bom ter um cão alegre, espontâneo, mas também obediente, amigo, que não destroi os móveis em casa, nem rasga seus livros e nem aquela sandália que você mais ama! Para isto, só adestramento e, quem sabe, a prática de um bom esporte como o Agility Show!

Vladinir e seu Border Collie, Jacó: atletas do Agility/ FOTO: NILTON NOVAIS

Foi pensando em você que o Diário do Nordeste (Página de Bem-Estar Animal e Blog Bem-Estar Pet) lançou a promoção com aulas gratuitas de Agility Show e adestramento para obediência. Começou no Aterro da Praia de Iracema, em julho, e agora em agosto estamos em nova fase. O Agility acontece no Centro de Treinamento Cão Gentil, do Vladinir Maciel e sua equipe, todo sábado, às 15h, Eusébio (Estrada do Fio, 2668, referências: Clube da Polícia, lombada e Oficina do Arquimedes). Novidade: o Vladinir também vai dar aulas de adestramento, seguindo sua metodologia que já prepara tanto para obediência como para o Agility.

Jackson, Cláudia e o Golden Artur: dedicação nas aulas/ FOTO: KIKO SILVA

Já o adestramento acontece todo domingo, às 9h, no Parque Adahil Barreto (antigo Parque do Cocó, no final da Av. Pontes Veira). As aulas são coordenadas por Jackson Maciel (o mesmo Dr. Disciplina, deste blog), e conta com adestradores voluntários. Entre eles Liduino Barros, Samuel Damasceno, Rafael Moura, Antônio Jaime e Gerfyson Dantas.

André e sua filhotinha, Mel: muita animação no aprendizado/ FOTO: HENRIQUE CARVALHO

Nesta nova fase, a divisão em dois dias é estratégica. Tanto Vladinir como Jackson são excelentes consultores em comportamento animal. Porém eles seguem metodologias distintas. A metodologia da Cão Gentil se baseia no reforço  positivo , onde o animal é induzido a ter o comportamento desejado e, no exato momento, é recompensado com algo que seja agradável como, por exemplo, carinho, petiscos, brinquedos e etc. Assim,esse comportamento tende a se repetir sempre, sem haver necessidade de nenhuma punição física.  O método torna o adestramento uma brincadeira, tanto para o dono como para o cão. A relação de confiança entre dono e animal tende se tornar cada vez mais próxima.

A metodologia adotada por Jackson Maciel também busca fortalecer o vínculo entre dono e cão. O adestramento é voltado para o animal aprender os comandos básicos de obediência, numa relação entre líder e liderado. O dono aprende a se colocar no lugar de líder e, como resultado, o cão passa a atender os comandos. O método entende que o cão, descendente do lobo, acredita estar numa matilha, durante a convivência com sua família humana. Na matilha, as regras são claras: líder e liderados. Se o dono não se coloca no lugar de líder, o cão assume a liderança. Disto decorre uma série de distúrbios de comportamento.

Liduino Barros ensina para Márcio a ser o líder com Bita/ FOTO: HENRIQUE CARVALHO

As turmas já estão formadas (ver posts anteriores sobre o assunto neste blog). A prioridade é para os donos que realmente se comprometem com as aulas semanais, que ligam e mostram interesse. Não basta apenas colocar o nome na lista. Para as aulas de sábado, a Najla Maciel, da Cão Gentil, estará enviando email para inscritos na turma de reserva, para definir uma segunda turma. Nas aulas de domingo, a turma já está formada, mas pode contar com novos criadores, no caso de desistência de inscritos. Fiquem atentos! Liguem e mostrem interesse e comprometimento!

Parceiros na promoção: Cão Gentil, Secretaria Executiva Regional II, Emlurb, Parque Adahil Barreto e Sociedade Cearense de Criadores de Cães Pastores Alemães e Portal Mundo do Cachorro. Mais informações, comigo: Valéria Feitosa (85) 9996.9946/87914264.

08:05 · 14.06.2011 / atualizado às 08:05 · 14.06.2011 por

No Dr. Disciplina de hoje, o consultor Jackson Maciel dá dicas sobre como tratar um cãozinho ciumento e possesivo. Confira:

“Estamos enfrentando alguns problemas com nosso cão, o Barãozinho. Ele já tem 4 anos de idade, é saudável e tem uma família que o ama muito. Entretanto, alguns problemas de comportamento estão me deixando chateado. O ciúme e o xixi incontrolável para ser mais preciso. Entendo que ele, por ser macho, precisa marcar seu território, mas como moramos em um apartamento, infelizmente o “território” escolhido por ele é a casa toda!! Ele até desce com as empregadas de uma a duas vezes por dia, mas insiste em deixar sua urina em alguns pontos da casa próximos a móveis como mesas, bancos, cadeiras, etc. Limpamos a sujeira com algum produto químico que tire o cheiro forte, mas sei que uma opção para isso diminuir ou parar é castrando-o. Entretanto, minha mãe e avó são totalmente contra, ou seja, está descartado. O que fazer, doutor? O segundo problema dele é o ciúme possessivo. Quando morávamos só eu, minha mãe e irmão era mais tranqüilo. Depois que meu irmão se mudou e minha vó “tomou” o lugar dele na casa, qualquer pessoa que chegue perto delas duas ele simplesmente começa a latir, subir em cima, fica arranhando, dando aquelas mordidinhas leves pra pessoa sair de perto..isso é muito chato, incomoda. Além do fato que ele late para todo homem que entra na nossa casa. Se for mulher, é todo manhoso, faceiro..mas se for homem, pode esquecer. Como disciplinar um cãozinho que já tem 4 anos, doutor? Ainda é possível?”, pergunta Daniel Couto Falcão.

Dr. Disciplina: “Claro que o seu Barãozinho tem  jeito! Ele só precisa de um pouco de tempo para ser mais disciplinado. Neste caso, os exercícios diários são fundamentais. Na situação que você conta, dá para perceber que o cão é o dominante no território. Há falta de liderança dos donos sobre o animal. Daí ele toma conta do lugar. Vamos a algumas dicas de exercícios diários:  você deve preparar um local na casa para ele ficar, quando não puder ter supervisão do dono. Se ele ficar sozinho pela casa toda, ele vai se sentir dono de todo o território. Nas caminhadas diárias, além do passeio tranquilo para ele fazer as necessidades fisiológicas, ele precisa ter caminhada em ritmo constante, sem paradas, por, no mínimo, 30 minutos. Deve ser em marcha constante, para ele se exercitar realmente. É importante o cão entender quem é o líder da matilha, ou seja, do grupo de convivência. Ao passar em portas ou portões, o dono ou a pessoa que acompanha o animal deve passar primeiro e o cão vem depois. Assim ele aprende quem é o líder da dupla. Veja neste blog outras respostas sobre este mesmo assunto. Sobre o ciúme, recomende às pessoas que se aproximam da sua avó para não dar atenção ao cão, não olhá-lo nos olhos. Quando o cão começar a pular ou dar as mordidinhas, jogue um jato de ágia ou vinagre em seu ficinho, com um borrifador. Este gesto não é para maltratar o animal, mas para tirar a sua atenção da situação que provoca o ciúme. Você também pode dar um toque na costela do cão, fazendo um “psiu” ou um “eiii” forte e firme, para mostrar ao cão que o comportamento é inconveniente. Sobre não gostar da presença masculina em casa, você pode condicioná-lo jogando uma garrafa pet com pedrinhas dentro para perto dele, para mudar o foco de sua atenção. Se ele mudar o comportamento para a forma como você quer, você pode presenteá-lo com um petisco, trabalhando o reforço positivo para o bom comportamento. Faça estes exercícios diariamente, até o cão mudar o comportamento. Se os problemas persistirem, é bom procurar um profissional especialista em comportamento canino.

O consultor em comportamento canino, Jackson Maciel, participa desta coluna Dr. Disciplina, com dicas e recomendações sobre como enfrentar cães com distúrbios de comportamentos, tais como latidos excessivos; destroem móveis, calçados, roupas e demais objetos em casa; são ciumentos ou possessivos em relação a algum membro da família, brinquedos, alimento ou móveis da casa; se auto-mutilam lambendo as patas ou mordendo a cauda até ferir; mesmo sendo cães de companhia, se comportam como se fossem cães de guarda, atacando visitas; entre outras formas que comprometem uma convivência pacífica com a família.

Se o seu cão tem alguns destes comportamentos, envie pergunta para este blog ou para o email anavaleria@diariodonordeste.com.br Contatos também pelo fone (85) 3266.9790