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Tag: Favet


19:14 · 04.06.2018 / atualizado às 19:14 · 04.06.2018 por
O Lar Tintin, da protetora Viviane Lima, foi a instituição de proteção animal beneficiada neste semestre com uma das Caravanas Solidárias

Os estudantes da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece) passam por uma experiência inédita em sua formação profissional. Ganharam no currículo a disciplina optativa “Liderança Solidária e Ação Social”, desde fevereiro passado. A nova cadeira objetiva a formação humanística dos universitários, com ênfase na organização de ações sociais voltadas para os seres humanos e animais em situação de vulnerabilidade. Na sexta-feira, dia 8, eles vão encerrar o semestre de projetos, às 13h30, no Lamofopa da Favet-Uece, Campus do Itaperi, com apresentação das atividades beneficentes.

O idealizador e professor da nova disciplina, Ricardo Figueiredo, diz que 13 alunos da nova disciplina realizaram sete Caravanas Solidárias, sendo quatro em instituições de crianças carentes, uma em abrigo de idosos, outra voltada para moradores de rua, e mais outra no Lar Tintin, que resgata animais em situação de abandono. Os próprios universitários organizaram, lideraram e angariaram os recursos, alimentos, materiais de higiene pessoal e de limpeza geral etc para o público em vulnerabilidade social.

O professor explica que a ideia surgiu a partir da experiência de promoção social do Grupo Cristão Mãos de Luz (GCML), que ele preside. O GCML não é vinculado a nenhuma religião, e reúne católicos, espíritas, evangélicos e todos os interessados em fazer o bem aos que precisam.

Os universitários da Favet-Uece também beneficiaram abrigo de idosos

Nos últimos doze meses o GCML, em parceria com o Favet-Uece, realizou uma sequência de ações sociais bimestrais, as Caravanas Solidárias, que permitiram a arrecadação e distribuição de mais de 11 toneladas de alimentos, mais de três mil livros, milhares de brinquedos e diversos produtos de higiene pessoal, beneficiando cerca de 6.000 pessoas em situação de vulnerabilidade.

Os grupos vulneráveis incluíram os sertanejos em situação de miséria, pacientes psiquiátricos do SUS (incluindo dependentes químicos), detentos vinculados ao projeto Livro Aberto da Secretaria de Justiça do Estado (Sejus), crianças carentes, inclusive pacientes com câncer, idosos e pacientes adultos desfavorecidos, portadores de câncer ou doenças sexualmente transmissíveis, também do SUS.

Além da ajuda humanitária, as ações permitiram aos voluntários, dentre universitários e professores da Favet-Uece, empresários, diversos profissionais liberais e crianças, a vivência de contrastes sociais por meio de visitas e interações com o público favorecido, durante a entrega dos bens por ocasião das Caravanas.

Quatro Caravanas Solidárias levaram alimentos e brinquedos para instituições de crianças

Em função da experiência bem-sucedida das Caravanas, foi criada e implementada de forma inédita na Favet-Uece, a disciplina optativa “Liderança Solidária e Ação Social”. “O objetivo desta disciplina é o de treinar e capacitar estudantes na área de liderança com ênfase no planejamento, articulação e execução de ações sociais, visando o desenvolvimento de competências humanísticas, assegurando a formação de futuros profissionais com responsabilidade social”, explica o professor Ricardo Figueredo.

O professor destaca que as faculdades interessadas em conhecer e aderir à disciplina, ele se coloca à disposição para repassar a experiência.

MAIS INFORMAÇÕES: Encerramento do semestre da Disciplina “Liderança Solidária e Ação Social”, no Laboratório Lamofopa, Faculdade de Veterinária da Uece, Campus do Itaperi, Avenida Paranjana, 1.700. Sexta-feira, dia 8, 13h30, aberto aos interessados. Professor Ricardo Figueiredo, (85) 9 9998.4056.

14:12 · 05.02.2013 / atualizado às 14:12 · 05.02.2013 por

Caros leitores, esta será a última vez que a Coluna Dr. Vet será publicada neste formato, a partir de perguntas do leitor. A parceria que mantemos com a Faculdade de Veterinária da Uece passará por modificação, para melhor lhe atender. Aguardem as novidades!

O criador Alan Nery percebeu uma ferida no testículo de seu cão, Toby. Ele acredita que o ferimento foi em decorrência do animal ficar lambendo demais. “Queria que me ajudassem com esta situação”, pede ele.

 

Médica veterinária Annice Cortez, daFaculdade de Veterinária da Uece

Dra. Annice Cortez*: “Caro leitor, a primeira providência a ser adotada é encaminhar seu animal para a avaliação de um médico veterinário, que poderá examinar fisicamente o seu cão e diagnosticar de uma forma mais precisa a origem do problema dermato-lógico no saco escrotal do seu animal, a fim de prescrever um tratamento adequado e eficaz.

Apesar da foto enviada está muito nítida, há a necessidade do exame físico completo do animal, bem como o exame específico do órgão afetado. A palpação e a inspeção do saco escrotal e dos testículos são fundamentais para avaliar a extensão e profundidade da lesão, a consistência e tamanho dos testículos, se o animal apresenta sensibilidade dolorosa no exame, se existe algum tipo de secreção (sanguinolenta, purulenta, translúcida) ou indício de nódulos testiculares ou outras alterações anatômicas.

O exame clínico completo do animal, como aferição de temperatura, avaliação de mucosas, linfonodos, frequência cardíaca e respiratória, bem como busca de outras alterações dermatológicas devem ser avaliados a fim de constatar se é uma patologia localizada ou secundária para uma doença de origem sistêmica.

Lesões dermatológicas no saco escrotal podem ser decorrentes de uma dermatite alérgica de contato, doenças infecciosas como a Brucelose, a Ehrlichiose (doença do carrapato) e Leishmaniose (calazar), doenças estas que podem ocasionar edema testicular e dermatite na bolsa escrotal.

Além das doenças infecciosas, as neoplasias testiculares também podem provocar aumento do volume testicular, edema e dor local. O animal pode lamber a bolsa escrotal com o reflexo de dor e provocar uma dermatite secundária. As neoplasias testiculares são frequentes na espécie canina, principalmente em animais idosos.

Além de realizar um exame clínico detalhado, o médico veterinário poderá solicitar alguns exames complementares como hemograma, sorologia para Leishmaniose, Ehrlichiose e Brucelose, ou uma biopsia de pele na tentativa de definir o diagnóstico da causa da lesão escrotal”.

* Professora da Favet-Uece. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece.

07:06 · 14.11.2012 / atualizado às 07:07 · 14.11.2012 por

Na Coluna Dr. Vet de hoje, confira resposta da Dra. Ticiana Franco sobre dúvidas em reprodução de gatas do criador Fernando Cysne.

“Tenho duas gatas a Frida Carla Maria Rita com 8 anos, (mestiça -angora com persa). Esta não cruzo mais, mas a filha dela, Charlotte, (o pai é um persa com pedigree), com 3 anos, estou levando para cruzar desde janeiro e não está mais ficando prenha. Já mudei o macho, e nada acontece, e os mesmos machos já cobriram outras fêmeas que ficaram prenhas. A Charlotte já teve três ninhadas, e agora não fica mais prenha. O que devo fazer? Elas só se alimentam de ração, Royal Canin Fit 32 desde de pequenas”, pergunta o criador Fernando Cysne.

Médica veterinária Ticiana Franco, da Favet-Uece

Dra. Ticiana Franco*: “Se você diz que está levando para cruzar, creio que esteja verificando cio na Charlotte. Os cios devem aparecer a cada 15 a 50 dias, considerando que ela pode ovular ou não, dependendo dos acontecimentos. É válido observar qual o intervalo entre estes cios. Quando ela entra no cio, tecnicamente denominado de proestro e estro, ela cruza efetivamente com o macho, ou seja: ela grita, bate no macho, bufa e lambe-se após a cópula? Quantas vezes por dia? Em que intervalo? Quantos dias? Estas perguntas são importantes, pois somente cruzar não é suficiente.

A gata ovula de forma induzida pelas espículas penianas. Não para machucá-la ou fazê-la sangrar, que é um mito, mas para um estímulo neuroendócrino de desencadeamento de uma descarga de um importante hormônio da reprodução, o hormônio luteinizante ou LH. Desde que liberado em uma concentração adequada, age em cerca de 24 a 36h após uma cópula efetiva, ou seja, com penetração completa, traduzida pelos sinais de gritar, bater, bufar e lamber-se da fêmea pós-cópula. Para sua liberação em uma concentração adequada, o casal de gatos precisa realizar cópulas em curtos intervalos.

Sugere-se pelo menos quatro cópulas em intervalos de 1h, 2X/dia (manhã e final de tarde, por exemplo), pelo menos três a quatro dias seguidos. Caso Charlotte não esteja cruzando desta forma, ela pode ter cios normais, mas não estar emprenhando por ausência de ovulações, ou pequeno número de ovulações que não garantem boa quantidade de oócitos para a fecundação.

Outro ponto a ser investigado é o real momento do ciclo e o estado do útero. Para isto a Charlotte deve ser avaliada clinicamente por um veterinário, a fim de realizar análise de secreções (citologia vaginal) e também avaliação de imagem ultrassonográfica do útero, pois algumas patologias uterinas, mesmo com a presença do cio, permanecem em uma ou mais porções do útero assintomáticas, como hidrometras e piometras e comprometem a capacidade do embrião de fixar-se ao útero e garantir a gestação. A ração que ela come é excelente, mas sugiro a ração da mesma marca desenvolvida para fêmeas em reprodução (Royal Canin Queen) que, por possuir na fórmula antioxidantes importantes para a fase pré-gestacional, pode melhorar o quadro da suposta infertilidade.

Ticiana Franco Pereira da Silva*
Médica veterinária e professora da Favet-Uece. Dúvidas sobre animais enviar para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790

 

11:30 · 07.10.2012 / atualizado às 11:30 · 07.10.2012 por

Periodicamente, é necessário esclarecer sobre o que é a coluna Dr. Vet, publicada semanalmente neste blog, e como participar da mesma com responsabilidade. Primeiro, o que é: A Coluna Dr. Vet é publicada originalmente na Página de Bem-Estar Animal, toda terça-feira, no Caderno Regional do Diário do Nordeste. É reprisada neste blog e no Diário on line. Resulta de parceria que mantemos com a Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece). Os leitores enviam perguntas, que são selecionadas e encaminhadas ao professor Célio Pires, diretor da Favet. Dependendo da questão, ele envia para um professor e veterinário da Faculdade. Os professores Dr. Paulo Sérgio Barbosa e Dra.Annice Cortez, ambos médicos veterinários, são os que participam com maior regularidade. Há outras participações de veterinários que conhecemos, como o Dr. Márcio Araújo, Dr. Leandre Maciel, entre outros.

Como tenho recebido muitas perguntas por meio deste blog, os temas têm se concentrado em dúvidas sobre cães e gatos, os pets mais conhecidos. Porém, a coluna é aberta para perguntas sobre todos os animais: pássaros, cavalos, bovinos, ovinos, peixes etc. Dúvidas sobre cinomose em cães são as mais frequentes. As respostas sobre esta doença são as mais comentadas, com novas perguntas.

Para você que é criador, vale esclarecer sobre como participar da coluna com maior eficiência. O mais importante: o Dr. Vet não pode responder perguntas sobre casos de urgência e emergência. A coluna é semanal, são muitas perguntas e a sua pode não ser a escolhida da semana. Outra dica: a resposta da coluna jamais vai substituir uma consulta veterinária. Se o animal já está passando mal, ou vomitando, ou com diarreia, patas caidas, febre, cegueira no olho, sangrando etc, você deve correr para o veterinário e consultá-lo imediatamente. Não fique esperando resposta do Dr. Vet. A vida de seu cãozinho ou gato pode estar correndo grande risco. Se já é caso confirmado de cinomose ou leishmaniose (calazar), a consulta ao veterinário deve ser feita imediatamente, ok?

Também não é recomendável solicitar receita de medicamento. Jamais o profissional veterinário vai indicar uma medicação sem ver o animal numa consulta. Da mesma forma, o Dr. Vet não confronta diagnósticos ou tratamentos. Tem leitor que já tem o próprio veterinário, mas pergunta se os remédios passados por ele estão corretos. Em respeito à ética veterinária, o Dr. Vet não vai responder perguntas desta natureza. Se responder, dará orientações gerais sobre o tema  e não se o medicamento está certo ou errado.

Outras perguntas que chegam com regularidade são sobre como conseguir consulta gratuita. Sempre informo que os hospitais das Faculdades de Veterinária espalhados pelo País, geralmente, praticam preços abaixo do mercado. No caso de Fortaleza (CE), há postos de saúde pública que mantêm veterinários gratuitos para alguns procedimentos. Recentemente publiquei post neste blog com esta informação.

A partir de hoje, estamos aprovando todos os comentários com perguntas encaminhadas ao Dr. Vet, porém as respostas seguirão os critérios acima especificados.  Não poderemos responder perguntas sobre casos de emergência, urgência ou confrontando diagnósticos ou tratamentos. Seja prudente com seu animalzinho!

Contamos com a compreensão de todos e lembrem-se: a guarda responsável inclui os cuidados com a saúde do animal. Quando uma pessoa decide levar um cãozinho ou um gatinho para casa, deve saber como fará para proporcionar aos bichinhos os cuidados corretos com sua saúde.

Felicidades para todos e aguardamos suas perguntas! A participação de todos vocês nos deixa muito felizes! É bom proporcionar informações que vão trazer mais bem-estar para nossos amados amiguinhos!

14:58 · 13.09.2012 / atualizado às 14:58 · 13.09.2012 por

Na coluna Dr. Vet desta semana, a médica veterinária Annice Cortez, da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Uece), responde dúvida da criadora Vera Lúcia, sobre um cãozinho com epilepsia. Confira:

“Tenho um cão com 3 anos de idade. No início do ano, ele teve a primeira convulsão. Foi diagnosticado como epilepsia idiopática e vem tomando gardenal de 50mg de 12 em 12 horas e brometo de potássio 450 mg, uma cápsula ao dia. O cão está engordando muito. Ele é de pequeno porte, raça não definida, é castrado e está pesando aproximadamente 15kg. Continua tendo as crises. Observei que todas as vezes que ele tem as convulsões, a barriga fica dura com muito gazes. Ele faz cocô mais de uma vez depois das crises e aparenta dor de barriga. Poderia ser algum verme? O controle de vermífugos está em dia. Por que, mesmo tomando as medicações corretamente, ele ainda tem as crises? “, pergunta a criadora Vera Lúcia, pelo Blog Bem-Estar Pet.

Dra. Annice Cortez, da Favet-Uece

Dra. Annice Cortez*: “Cara leitora, pela sua descrição do caso clínico do seu animal, observa-se que ele está sendo acompanhado adequadamente por um médico veterinário, que inseriu o tratamento anti-epiléptico de forma corretíssima e descartou a possibilidade de doenças parasitárias. O Gardenal, cujo princípio ativo é o fenobarbital, é a droga de escolha para o tratamento de epilepsia. Em alguns casos, quando o animal apresenta crises de convulsão, mesmo quando já medicado, com a dose adequada, pode-se sim fazer uma associação com o brometo de potássio.

Como o cão foi castrado, e normalmente os animais ganham peso após o procedimento cirúrgico, o primeiro passo é verificar com o médico veterinário quanto à dosagem do fenobarbital e do brometo de potássio. Muitas vezes, é necessário recalcular a dose diária de acordo com esse ganho de peso. O segundo passo é realizar uma dosagem sérica de fenobarbital, a fim de avaliar se o cão está metabolizando a droga adequadamente. Se os seus níveis séricos de fenobarbital estiverem entre 15 e 45 mcg/ml, ele está recebendo uma dosagem adequada para o seu peso. Se a dosagem for inferior a esses valores, indica que a dose que o animal está recebendo pode estar baixa e deve receber mais medicação. Entretanto, muito cuidado!

O cálculo da nova dosagem e a verificação de possíveis efeitos colaterais com o aumento da dosagem deve ser sempre realizado pelo médico veterinário do seu cão. Além disso, cada animal responde de uma forma diferente à medicação. Em alguns casos, a dose mais baixa do fenobarbital já é capaz de controlar as crises de convulsão; entretanto, em alguns animais, temos que entrar com a dose máxima para conseguir controlar as crises, com o risco de o animal apresentar reação adversa. O principal efeito colateral observado com altas doses de fenobarbital é o aumento de enzimas hepáticas. A grande maioria dos animais apresenta uma resposta positiva ao tratamento com o cálculo correto da medicação, entretanto, alguns animais com epilepsia idiopática podem apresentam uma resistência ao fenobarbital, e podem apresentar crises de esporadicamente. Recomenda-se trocar a medicação anticonvulsivante, utilizar medicações homeopáticas e acupuntura para auxiliar no controle das convulsões do animal.

* Professora da Favet-Ueve. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas, enviar para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790, ou ainda para este blog.

07:11 · 17.07.2012 / atualizado às 07:11 · 17.07.2012 por

Ação pioneira viabiliza início de uma solução contra o crescente número de animais abandonados nas ruas

Sala de cirurgias do Hospital Veterinário da Favet-Uece

Fortaleza. Acontece hoje uma das primeiras ações em favor da guarda responsável de animais domésticos, que articula poder público, universidade e sociedade civil. Uma parceria entre a Faculdade de Veterinária, da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), o Centro de Zoonoses de Fortaleza (CCZ) e voluntários do Grupo Protetores Independentes possibilita a castração de 29 cães e uma gata, que serão colocados à adoção durante feira que está prevista para o próximo dia 21.
As cirurgias acontecem no Hospital Veterinário da Favet-Uece. A parceria conta com o apoio do <CF61>Diário do Nordeste</CF>, por meio da Página de Bem-Estar Animal e do Blog Bem-Estar Pet que, a partir desta primeira iniciativa, entra na mobilização em favor da guarda responsável de cães e gatos no Estado do Ceará.
A ideia é articular um fórum de discussão e ações para ampliar e sistematizar a realização de castrações de animais abandonados nas ruas, ou que foram entregues ao CCZ ainda com saúde, e que precisam de um novo lar. Os Protetores Independentes partiram na frente na articulação, e já lançaram no Facebook a página S.O.S CCZ Fortaleza Ceará, que mobiliza para a campanha de adoção “Recomeço: Agora terei o lar que mereço”.

Prof. Célio Pires Garcia é diretor da Favet-Uece

O diretor da Favet-Uece, Célio Pires Garcia, diz que a Faculdade já vem realizando mutirões para castração, de animais encaminhados por ONGs previamente cadastradas na Universidade. No entanto, a demanda é cada vez mais crescente. Na ação de hoje, o Hospital Veterinário irá suspender o atendimento ao público para realizar somente as cirurgias dos cães e gatos encaminhados pelo CCZ.

Prof. Adriana Wanderley, da Favet-Uece

A professora da Favet, Adriana Wanderley, explica que o hospital já realiza a cota de demanda social para castrações gratuitas de acordo com a capacidade de atendimento da unidade. A cota vem beneficiando os animais abandonados no próprio campus da Uece e os que são encaminhados pelas ONGs cadastradas. Entre essas entidades estão o Gaba, Novelo de Lã, Abrigo São Lázaro, GPA, Apata e agora os Protetores Independentes.
“No momento, a Favet não tem capacidade para cadastrar novas entidades. A demanda é crescente”, afirma Adriana. Ela defende que a meta é ampliar a parceria, inclusive envolvendo a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado, de forma a garantir uma infraestrutura que permita ampliar a quantidade de castrações. Uma vez castrados, os animais são encaminhados para feiras de adoção organizadas pelas ONGs e grupos de proteção animal. Também há casos de famílias de baixa renda que precisam castrar seus bichos e procuram as ONGs cadastradas para as cirurgias gratuitas.
A diretora do CCZ, Evaniza Alves Ventura, destaca esta primeira iniciativa com a Favet, porque beneficia os animais que foram abandonados, mas são saudáveis. O CCZ só faz a eutanásia humanitária nos bichos com doenças incuráveis.

Veterinária Camila Capitani, do Centro de Zoonose de Fortaleza (CCZ)

Segundo a responsável pelo setor de raiva do CCZ, veterinária Camila Capitani, a ideia da parceria surgiu após audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, que debateu a situação dos animais abandonados no Parque do Coco.
Ela já vinha realizando a proteção animal de bichos que chegavam saudáveis no CCZ, muitos deles vítimas de maus-tratos. Por meio do Facebook, conseguia viabilizar a adoção. Ao conhecer o trabalho dos voluntários dos Protetores Independentes, entrou na articulação para as cirurgias de hoje.
A coordenadora dos Protetores Independentes, Cristiane Angélica Justa, explica que a campanha “Recomeço: Agora terei o lar que mereço” resulta do projeto S.O.S CCZ Fortaleza Ceará, que tem os voluntários Meiriane e Herbênio Brasil como responsáveis. “Somos um grupo aberto de pessoas que trabalham em prol dos animais, sem necessariamente estar ligado a uma ONG. Agora queremos apoiar o CCZ nesta nova ação”, afirma ela.

O Grupo Protetores Independentes partiram na frente com a articulação

Os Protetores Independentes articulam o grupo Amigos do CCZ, com pessoas físicas e jurídicas que possam dar apoio ao trabalho. Algumas empresas já abraçaram a ideia. Entre elas estão a Guabi, Gireze, Avipec e os pet shops e clínicas veterinárias, Dog Shop, Etave, Vira-Lata e Medical Dog.
Dos animais que serão castrados hoje, são 16 cadelas, 13 cães e uma gata. O Laboratório Biociências também deu apoio com a realização de exames e a MSD Saúde Animal doará as coleiras Scalibor, que previne contra o mosquito transmissor da Leishmaniose.
A feira de adoção para estes animais está prevista para o próximo sábado, às 9h, na praça da Cruz Grande, Avenida Dedé Brasil. Para Camila Capitani, parceria deste tipo é fundamental para reeducação da sociedade sobre os cuidados com os animais, além de ser uma relevante mobilização em favor da saúde pública na cidade.
Animais abandonados nas ruas, além de serem vítimas de maus-tratos, podem se transformar em fontes de zoonoses.

Mais informações: Favet-Uece – (85) 3101.9855/ CCZ – 3131.7849/ Protetores Independentes (85) 8826.8654

07:33 · 05.07.2012 / atualizado às 07:33 · 05.07.2012 por

Olá, amigos apaixonados por cães, gatos e todas as criaturinhas de Deus! Paixão por nossos “irmãos menores”, como já disse São Francisco de Assis! Periodicamente, vejo que é preciso dar algumas orientações sobre como obter respostas do Dr. Vet. Pelos comentários que são deixados neste blog, principalmente em relação à cinomose, vale o esclarecimento!

Dr. Paulo Barbosa, da Favet-Uece, é um dos veterinários frequentes da Coluna Dr. Vet

A Coluna Dr. Vet foi criada originalmente na Página de Bem-Estar Animal, publicada toda terça-feira no Caderno Regional do Diário do Nordeste, e replicada no Diário on line e também neste blog. Atende a uma pergunta por semana, que é enviada para a Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece). O diretor da Favet, Célio Pires, recebe a pergunta e reenvia para um professor, conforme a dúvida do leitor. Temos encaminhado muitas perguntas sobre cães e gatos, que chegam por meio deste blog. Os professores Annice Cortez e Paulo Sérgio Barbosa participam com maior frequência.

Dra. Annice Cortez, da Favet-Uece, responde muitas dúvidas sobre cinomose na Coluna Dr. Vet

Porém, não podemos responder casos de urgência ou emergência. As respostas são semanais. Se o criador for esperar, corre o risco de perder seu animalzinho. Chegam muitas perguntas sobre cinomose, com os cães em fase terminal, ou na fase neurológica mais aguda. Nestes casos, o criador deve correr para o veterinário que já conhece e obter a orientação urgente e mais adequada. Não adianta ficar esperando pelo Dr. Vet. Tempo vale ouro no socorro de seu cão ou gato!

 Também há casos de criadores que querem comparar tratamentos. Já contam com veterinário acompanhando o caso mas, mesmo assim, pedem orientação para novos remédios e tratamentos. Neste caso, o Dr. Vet também não pode responder. Em respeito à ética veterinária, não confrontamos orientações médicas. Se o seu veterinário já definiu um tratamento, receitou medicamentos, não adianta ficar procurando outro. É confiar nele e torcer para que tudo dê certo. Se você não se sentir seguro com a orientação, o mais correto é buscar outro veterinário pessoalmente.

 Alguns criadores também nos pedem orientação médica porque não têm como pagar uma consulta. Atenção: o Dr. Vet não pode substituir uma consulta veterinária. Se o criador não tem condições financeiras para ir a uma clínica particular, o mais correto é procurar os Hospitais das Faculdades de Veterinária espalhados pelo País, onde os tratamentos são de baixo custo. As orientações são para você ser prudente com a saúde do seu animal. Em caso de urgência e emergência, seja rápido no socorro! Só assim você vai poder salvar seu amorzinho! O Dr. Vet está aberto a todos os casos que podem esperar pela orientação. Bem-vindo às suas dúvidas sobre como melhor proporcionar bem-estar ao seu cão ou gato!

07:11 · 03.07.2012 / atualizado às 07:11 · 03.07.2012 por

“Posse responsável de bichos exige ações de longo prazo” é a reportagem da Página de Bem-Estar Animal, publicada toda terça-feira no Caderno Regional do Diário do Nordeste. Confiram o debate sobre o problema crescente de animais nas ruas. O que fazer?

Os gatos são maioria entre os animais abandonados nas ruas FOTO: Thiago Gaspar

Fortaleza. As recentes mudanças anunciadas para o Parque do Coco, na Capital, inclusive com restrições à presença de animais domésticos naquela área verde, reacende um debate nas médias e grandes cidades: o que fazer com o crescente abandono de animais nas ruas e como educar os proprietários de cães e gatos para a posse responsável. O Bem-Estar Animal ouviu alguns profissionais que vivem de perto o problema e todos foram unânimes. Não existe solução a curto prazo. Somente a médio e longo prazos são possíveis mudanças, que implicam no comprometimento dos poderes públicos e da sociedade civil organizada.
Na próxima sexta-feira, por solicitação da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Ceará realizará audiência pública para debater a proibição de cães e gatos no Parque do Coco. Na avaliação da presidente da Uipa, advogada Geuza Leitão, a decisão é “um flagrante desrespeito às leis de proteção aos animais”. Ela cita a Lei de Crimes Ambientais, 9.605/98, que, em seu artigo 32, prevê detenção de três meses a um ano e multa para quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”; bem como o decreto 6.514/2008, que regulamenta a referida lei e especifica, em seu artigo 29, multa de R$ 500,00 a R$ 3 mil por indivíduo animal, para quem praticar o crime de maus-tratos aos bichos.

Geuza Leitão é presidente da Uipa

Para Geuza, é comum entre os proprietários de animais a posse irresponsável. As práticas mais comuns, segundo observa, são os donos de cães que passeiam pelas ruas e praças da cidade e não recolhem as fezes dos animais, e aqueles que abandonam filhotes, principalmente de gatos, nas praças e parques. “Eles jogam os filhotes na calada da noite e não há nenhuma punição”, denuncia ela, apontando que uma solução contra isto deveria ser, por parte do poder público, o incentivo à castração dos animais. Há 22 anos a Uipa promove a esterilização de animais a baixo custo para donos sem condições financeiras de pagar uma clínica particular. A média é de 40 animais por mês, sendo a grande maioria gatos. Assim como a Uipa, outras entidades protetoras de animais também realizam campanhas de castração. Mesmo assim, o problema de bichos abandonados nas ruas só aumenta.
Para a professora da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), Adriana Wanderley, também integrante de duas ONGs de Proteção Animal, o Grupo de Apoio ao Bem-Estar Animal (Gaba) e a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), a solução só virá em médio e longo prazos e com forte participação do poder público. Ela avalia que a Lei de Crimes Ambientais é insuficiente para responder às infrações contra animais domésticos. As próprias Delegacias de Polícia, segundo aponta, não estão preparadas para receber denúncias dessa natureza.
“As delegacias não estão preparadas para acolher as denúncias de maus-tratos, tais como o crime de abandonar animais nas ruas. É necessário o poder público pensar em estratégias sistematizadas para o problema. Aproveitar o ano eleitoral para que os candidatos, algum deles, encampem a bandeira da proteção animal. São necessárias ações de maior âmbito. O proprietário do animal não está conscientizado de suas responsabilidades. Não se sente responsável, desde ações simples, tais como apanhar as fezes do cão na rua, até mais complexas como continuar com os animais até o fim da sua vida, sem abandoná-los. O poder público, por meio dos prefeitos, governadores, vereadores e deputados, precisam dar respostas à sociedade, com legislação específica”, defende ela.
Adriana Wanderley prefere usar o termo guarda responsável, ao invés de posse, como forma da sociedade passar a ver o animal não como um “objeto”, mas como o ser vivo que merece ter direitos ao bem-estar. “Criar um animal, não é para quer, é para quem pode”, afirma, se referindo não só ao amor que deve existir na relação ser humano-animal, mas às responsabilidades para manter um cão ou um gato. A guarda responsável representa custos com alimentação, consultas veterinárias, vacinação, vermifugação e castração, caso não seja um criador profissional.
A diretora do Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza (CCZ), Evaniza Ventura, também acredita que somente a longo prazo uma cidade pode encontrar solução em proveito da posse responsável de animais. “É necessário um trabalho educativo mais intenso junto aos criadores. A castração é um começo, mas com impacto no longo prazo”, avalia.
O Centro de Zoonoses não captura mais animais abandonados nas ruas desde 2008. Agora, o trabalho só é feito a partir da demanda da sociedade. Os animais com calazar ou com doenças incuráveis são eutanasiados, conforme explica a diretora. No mês de maio, foram eutanasiados 1.020 bichos, entre cães e gatos, nas situações de recolhidos pelo CCZ, doados pelos donos por estarem doentes e positivos para o calazar.
Desde 2010, está na Secretaria de Saúde do Município um projeto, elaborado em parceria com a Uipa e com a Favet-Uece, para castração de 50 animais por mês, de famílias de baixa renda. No entanto, até agora, não há previsão para início do trabalho.

10:03 · 25.06.2012 / atualizado às 10:04 · 25.06.2012 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, o médico veterinário Paulo Sérgio Barbosa responde dúvidas da criadora Juliana sobre se existe remédio natural para a cinomose. Confira! (Esta coluna também é publicada toda terça-feira, na Página de Bem-Estar Animal, Caderno Regional do Diário do Nordeste).

“Gostaria de saber se tem algum remédio natural pra ajudar no controle da cinomose. Minha Pandora já está tomando medicamentos, indicados pelo veterinário, mas gostaria de ajudá-la ainda mais.Se souber de algum, por gentileza, me envie por e-mail”, pergunta a criadora Juliana.

Paulo Sérgio Barbosa é médico veterinário e professor da Favet-Uece

Dr.  Paulo Sérgio Barbosa: “Uma das características do Dr. Vet é a de não deixar as pessoas, que mandam sua cartas ou emails solicitando uma luz para problema que aflige o seu animal, sem resposta. Lógico que vamos tentar, na medida do possível, fazer uma explanação, novamente, do que é a cinomose. A cinomose é uma doença viral, altamente contagiosa e de distribuição cosmopolita, que acomete cães e é caracterizada por elevação de temperatura, leucopenia, alterações nos tratos gastrointestinal e respiratório e, frequentemente, complicações pneumônicas e neurológicas.
Na alopatia, adotada pelas maiorias dos médicos veterinários, utilizamos o tratamento de suporte para o animal, já que não existe medicamento específico para o tratamento desta doença, consistindo em: antibioticoterapia no controle das infecções bacterianas secundárias, fluidoterapia oral ou parenteral, vitaminas do complexo B, com especificidade para as vitaminas B1, B6 e B12, suplementos nutricionais, vitamina C, vitamina E e corticoterapia. Na fase nervosa podemos acrescentar um anticonvulsivantes.
Como a pergunta tem uma conotação sobre produtos naturais, o que podemos observar é que existem na homeopatia relato, como o trabalho do Dr. Horace Jervis, publicado em 1929, no qual descreve o grande sucesso do uso do Nosódio Distemperinum na prevenção da cinomose (distemper).
Desde então, homeopatas têm utilizados Nosódio à base de secreções ocular nasais e dérmica para o tratamento da cinomose, se o proprietário optar para um tratamento homeopático. Em Fortaleza, já possuímos uma gama de médicos veterinário homeopatas.
Existem relatos que a semente de gengiroba ajuda no tratamento de suporte. Entretanto, que eu saiba, ela é de difícil absorção gástrica por parte dos cães. Existe também o quiabo misturado ao leite. O cuidado deve ser com a diarreia que essa mistura pode causar em cão já debilitado. Por isso não aconselho.
Na nossa experiência clínica, os caso de cinomose tem prognóstico reservado e que o uso acupuntura tem nos mostrado um campo promissor com relação à qualidade de vida de um animal que contraiu cinomose. Para os cães em fase nervosa, além da acupuntura, a fisioterapia também é indicada. Sugiro que, ao invés de procurar produtos naturais para o tratamento do seu cão, procure um médico veterinário que faça acupuntura.
Associado a tratamento prescrito pelo seu médico veterinário, busque dar uma qualidade de vida melhor ao seu animal. Quanto aos leitores desta coluna, a vacina contra cinomose, feita por médicos veterinários, ainda é a melhor escolha para vida do seu cão. A cinomose é um doença de fácil contágio”.
*Professor da Favet-Uece. Preguntar para o Dr. Vet podem ser enviadas para o  anavaleria@diariodonordeste.com.br  ou para este blog!

14:54 · 21.06.2012 / atualizado às 14:54 · 21.06.2012 por

Esta promoção é imperdível! A Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), por meio da disciplina de Doenças Parasitárias, promove nesta sexta-feira, 22 de junho, um evento educativo e informativo, na Praça do Campus do Itaperi, de 8 às 11 horas. O evento objetiva esclarecer sobre a Leishmaniose. Também pretende disseminar as normas para a  posse responsável dos animais. “Estamos dizendo não ao crime de abandono”, afirma a professora Verônica Campello, coordenadora do evento.

Estarão também colaborando no evento os  alunos do sexto semestre do curso de Medicina Veterinária; o veterinário do Centro de Zoonose de Fortaleza,  Sérgio Franco; a veterinária do Laforvet,  Samara Cavalcante; a veterinária da MSD Saúde Animal, Mariele Duarte; e a representante da Avipec, Simone.
Mais informação: Verônica Campelo, (85)  8877.7643
Universidade Estadual do Ceará – Faculdade de Veterinária do Ceará
Av. Paranjana, 1700 – Campus do Itaperi – Serrinha, Fortaleza (CE)