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Tag: Leishmaniose


11:39 · 27.10.2016 / atualizado às 12:47 · 27.10.2016 por

Vetmovel 14708180_1506588299358307_2980021782201320253_nA partir das 13 horas de hoje, 27, no Parque Ecológico Rio Branco, começam as primeiras castrações de cães e gatos por meio do Vetmóvel. Este serviço veterinário itinerante da Prefeitura de Fortaleza será inaugurado em solenidade logo mais às 14 horas, no mesmo parque.

Os animais foram selecionados no próprio logradouro, pelo trabalho de proteção animal feito por alguns voluntários como a protetora Renata Machado, segundo explica a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza (CCZ), Rosania Ramalho.

Os serviços do Vetmóvel são totalmente gratuitos e os animais devem ser previamente selecionados pelos veterinários do CCZ e protetores voluntários cadastrados.

Rosania diz que o Vetmóvel atua pela união de quatro Secretarias Municipais: Saúde (SMS), Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Conservação e Serviços Públicos e Autarquia de Urbanismo e Paisagismo. O CCZ é ligado à SMS e estará diariamente na promoção dos serviços veterinários itinerantes do Vetmóvel.

Veterinários Henrique Teles e Alice Gonçalves e a coordenadora do CCZ, Rosania Ramalho
Veterinários Henrique Teles, Alice Gonçalves e a coordenadora do CCZ, Rosania Ramalho

“O Vetmóvel vai atuar de forma itinerante nos bairros de Fortaleza, priorizando os animais assistidos pelas ONGs ou que estão em pontos de abandono como polos, parques e praças da Capital. Os serviços são castração, consultas veterinárias, exames para diagnóstico da leishmaniose, educação ambiental e saúde pública”, destaca Rosania.

“É um sonho realizado e que teve início com o projeto de lei da vereadora Toinha Rocha. Daí a Prefeitura de Fortaleza abraçou a causa e absorveu esse projeto. Desde 2014 começamos o processo para tornar realidade esta política”.

A consultora técnica do Núcleo de Biodiversidade da Coordenadoria de Politicas Ambientais da Seuma, Soni Sales, destaca a união das Secretarias Municipais para viabilizar o Vetmóvel, que vai, segundo aponta, dinamizar a política de proteção e bem-estar animal na Capital cearense.

Área interna do Vetmóvel, com o veterinário Henrique Teles nos preparativos para início das castrações
Área interna do Vetmóvel, com o veterinário Henrique Teles nos preparativos para início das castrações

“Resulta do trabalho do Poder Público em parceria com o Grupo de Trabalho de Proteção e Bem-Estar Animal do Município”, afirma ela. O GT é integrado pelo Poder Público, ONGs, protetores independentes e parlamentares.

Também estará sendo realizado hoje no Parque Rio Branco trabalho de sensibilização dos moradores para a posse responsável de animais e educação ambiental.

MAIS INFORMAÇÕES: Inauguração do Vetmóvel, hoje, 14h, no Parque Ecológico Rio Branco, Av. Pontes Vieira, entre ruas Visconde do Rio Branco e Capitão Gustavo (entrada pela Av. Pontes Vieira). Telefones Seuma (85) 3105.1317/ CCZ (85) 3105.1026

 

 

11:15 · 21.04.2016 / atualizado às 11:15 · 21.04.2016 por

A coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza (CCZ), Dra. Rosania Ramalho, nos envia esta ótima informação: A Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais Ceará (Anclivepa-CE), com apoio do CCZ-Fortaleza, está com inscrições abertas (gratuitas) para o Seminário “Centro de Controle de Zoonoses X Tratamento da Leishmaniose Visceral Canina – Estratégias de Ação”. O evento acontecerá dias 27 e 28 de abril, de 19 às 22 horas, na sede da Anclivepa-CE.

calazar lechmaO Seminário tem como público-alvo veterinários, advogados, médicos sanitaristas, protetores e criadores de animais interessados no debate. Terá como palestrantes grandes nomes do tema em questão: o advogado e veterinário de Campo Grande (MS), André Luis Soares da Fonseca, que abordará a temática “Leishmaniose Visceral Canina – revendo paradigmas e estratégias de ação”; o veterinário de Andradina (SP), Fábio Nogueira, que falará sobre “Diagnóstico e Manejo de Leishmaniose Visceral Canina – Proposta Brasileish”; e o também veterinário da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, e vice-presidente do Conselho Regional de Médicos Veterinários-Ceará, Nélio Moraes, que apresentará “Fortalecimento de novas intervenções para o controle da LVC”.

O veterinário e advogado André Luis foi pioneiro no País ao conseguir na Justiça a não obrigatoriedade da eutanásia de animais com Leishmaniose pelos CCZs. Ele oferece tratamento gratuito dos cães acometidos pela doença em Campo Grande.

No dia 27, o seminário é aberto ao público. No dia 28, acontecerá mesa-redonda com veterinários, advogados e sanitaristas. As inscrições são gratuitas, bastando enviar dados para anclivepa-ce@hotmail.com

Mais informações: Anclivepa-CE – Rua Professor Carvalho, 3251, São João do Tauape, Fortaleza-CE. (85) 9 8808.3849.

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12:51 · 05.08.2015 / atualizado às 12:51 · 05.08.2015 por

Rosania Coleira ScaliborO Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza (CCZ) está com 30.000 coleiras Scalibor para distribuição gratuita entre os cães de moradores de bairros com maior incidência de casos de Leishmaniose e entre entidades protetoras de animais na Capital cearense. A ação faz parte do trabalho de prevenção à Leishmaniose canina (calazar) em Fortaleza.

Rosania Ramalho e equipe do CCZ de Fortaleza
Rosania Ramalho e equipe do CCZ de Fortaleza

A coordenadora do CCZ, médica veterinária Rosania Ramalho, informa que no próximo dia 10, segunda-feira, a partir das 14 horas, o CCZ estará promovendo reunião com entidades e protetores
interessados. “Estamos dando preferência aos bairros com maior incidência de casos de leishmania nos últimos anos na Capital. Os agentes de endemias vão nas residências, nos bairros escolhidos segundo esses critérios”, afirma ela.
Os protetores interessados devem estar munidos com o documento de identidade e alguma documentação do abrigo, se houver. Devem especificiar a quantidade de animais e o endereço completo do local onde os cães estão. “Estaremos fazendo cadastramento de todos os protetores no dia 10, para agendamento do trabalho”, disse Rosania Ramalho.
Rosania coleiras wmX-640x480x4-52fe0210e2248cf59d209c0acf1747344325af4f1baa1O encoleiramento dos cães acontece ao longo do mês de agosto. A iniciativa parte do gerente de Vigilância Ambiental do Município, médico veterinário Nélio Moraes. O CCZ é subordinado a este setor.
De acordo com Rosania Ramalho, os bairros escolhidos para o trabalho são: SR I – Barra do Ceará, Cristo Redentor e Jardim Iracema; SR II – Vicente Pinzon; SR III – Henrique Jorge e João  XXIII; SR IV – Parangaba; SR V – Granja Portugal; e SR VI – Passaré.

Mais informações: CCZ de Fortaleza, Rua Betel, nº
2980, Maraponga, Fones: (85) 3131.7849/ 7848/
3467.6112

07:36 · 01.05.2013 / atualizado às 07:28 · 03.05.2013 por

Avipec10A Avipec e a MSD Saúde Animal realizaram recentemente um evento magnífico. Reuniram representantes de ONGs de proteção animal para uma palestra sobre prevenção à leishmaniose visceral canina. A Avipec distribuiu coleiras “Scalibor”, que evita o mosquito vetor da doença se aproximar do cão. De acordo com a veterinária da MSD, Mayara de Aquino Mesquita, a empresa apoia diversas ações ligadas à saúde e ao bem-estar animal.

avipec15Os proprietários da Avipec, José Antônio Rebouças Freitas e Meibe Freitas, também estão sempre apoiando eventos voltados para cães. “A Avipec tem como missão favorecer e apoiar tudo voltado para a saúde e o bem-estar animal”, afirma Meibe Freitas, destacando diversos outros eventos já realizados com este objetivo, destinados a veterinários, donos de pet shops, adestradores, criadores e ONGs de proteção animal.
avipec13Através da veterinária Marielle Medeiros, o laboratório da MSD vem desenvolvendo atividades de apoio às ONGs e protetores independentes de animais. Diante do elevado número de casos humanos e caninos, foi realizada mais uma palestra de esclarecimento sobre Medidas Preventivas e Controle da Leishmaniose Visceral Canina.
Cerca de 20 ONGs e mais protetores independentes que estiveram na palestra do dia 23 de abril receberam “Scalibor” , doação da Avipec para os cães resgatados das ruas pelas entidades. No total, 1060 coleiras já foram doadas em Fortaleza.
Todos os animais da ONG São Lázaro já receberam a “Scalibor”.
avipec16Confiram mais  fotos da palestra no endereço
https://www.facebook.com/avipec.comercialnormandialtda

14:43 · 07.08.2012 / atualizado às 14:43 · 07.08.2012 por

A Renata Góes, do Blog Gata Lili, nos envia esta importante informação. Confiram, participem e divulguem:

Desde segunda-feira, Fortaleza recebe uma série de ações educativas que integram a Semana Nacional de Controle da Leishmaniose Visceral, uma zoonose de alta letalidade considerada como grave doença de saúde pública, e mais conhecida como Calazar.

Trata-se de uma iniciativa empreendida pela Secretaria Municipal de Saúde, Núcleo de Educação em Saúde e Mobilização Social e Centro de Controle de Zoonoses, em parceria com a Avipec Distribuidora e Scalibor, que mobilizará todas as Regionais da Capital.

“Este evento tem um significado especial para Fortaleza, uma vez que as ações desenvolvidas pela saúde pública necessitam de suporte educativo, pois as ações preventivas dependem em 100% da população nos cuidados com suas casas”, diz o coordenador do CCZ, Sérgio Franco.

Até o próximo dia 18 de agosto, agentes de educação e veterinários visitarão escolas, igrejas, organizações não governamentais e associações comunitárias. Nestes locais, serão realizadas várias atividades lúdicas e educativas, como peças de teatro, palestras, exposições, bem como visitas a terminais de ônibus e domiciliares para difundir orientações da campanha “Proteja sua família e seu cão. Calazar, não!”.

Na segunda-feira, foi proferida palestra para os alunos da Universidade Estadual do Ceará (Uece). No Dia Nacional de Combate a Leishmaniose Visceral, 10 de agosto, haverá intensa programação socioeducativa na Praça José de Alencar, que será prestigiada por estudantes, representantes de entidades de proteção animal e comunidade local. Na oportunidade, haverá distribuição de brindes, folhetos informativos e demonstração de técnicas de adestramento de cães. A programação se repete no dia 18, às 7h30, na Praça do Barroso.

Além disso, mais de 40 petshops da Grande Fortaleza vão desenvolver promoções e ações educativas junto aos seus clientes. A Scalibor também realizará concurso cultural em sua página no Facebook, premiando a pessoa que elaborar a frase mais criativa, utilizando os termos cão e Scalibor.

Os casos de leishmaniose continuam com crescimento assustador em Fortaleza. De 2011 até hoje, a doença acometeu 6.642 cães e 272 humanos na Capital, segundo dados do Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza.

Mais informações: Veterinária Scalibor – Marielle Duarte – (85) 9681.2442
Coordenador do CCZ de Fortaleza, Dr. Sérgio Franco  – (85) 8834.2536
Renata Góes, (85) 8742.8062

 

13:10 · 24.04.2012 / atualizado às 13:10 · 24.04.2012 por

Na coluna Dr. Vet de hoje, o Dr. Paulo Barbosa, da Faculdade de Veterinária da Uece, responde dúvidas do criador Rafael Rodrigues, sobre seu Pitbull. Confira! Esta coluna também é publicada toda terça-feira, na Página de Bem-Estar Animal, no Caderno Regional do Diário do Nordeste.

“Tenho um Pitbull de 7 anos. Há cerca de 6 ou 8 meses ele tem perdido o apetite e está muito desanimado. Não quer sair da casinha e parece que está com uma depressão. Já perdeu muito peso pois não está com mais aquele apetite de Pitbull, seus músculos murcharam e parece um cachorro de rua. Não sei o que pode estar acontecendo pois sempre foi muito agita do e brincalhão. Já levei em um veterinário no meu bairro que fez exames de sangue que não constaram nenhuma anormalidade. Ja dei vermífugo e vitaminas para ver se melhora, mas nada, a cada dia ele esta ficando mais desanimado e fraco. No inicio achei que poderia ser a idade batendo mas percebi que ele ficou debilitado em um período curto, apenas 8 meses. Percebi também que, às vezes, ele fica com uma respiração agitada e parece ter pequenas convulsões, como se estivesse com um ”soluço”. Poderiam me ajudar? O que devo fazer e o que será que ele pode ter por estes sintomas?”, pergunta o criador Rafael Rodrigues.
Dr. Paulo Barbosa: “Perda de peso é uma condição física que resulta no desequilíbrio calórico tornando-o negativo, ocorrendo quando utilização metabólica e a excreção de nutrientes essenciais são maiores do que o fornecimento dos mesmos. Perda de peso é considerada significativa quando há uma queda de 10% no peso corporal normal, não associada à perda de líquidos corporais. Consideramos um animal caquético quando o animal apresenta um estado patológico extremo associado à perda de peso, anorexia (falta de apetite), fraqueza e depressão mental. Pelo que o senhor coloca no email, esse é o estado em que seu animal se apresenta, portanto ele é um animal caquético. Algumas doenças podem levar a esse quadro, dentre elas, as de origem orofaringea, que causam problema na apreensão e na mastigação dos alimentos ofertados, insuficiência pancreática exócrina provocando diminuição na dissolução dos alimentos em nutrientes necessário para o animal, atrofia da vilosidade intestinal, impedindo que haja absorção intestinal, doenças infiltrativas (como a inflamatória intestinal, linfossarcoma e histoplasmose), hipertireodismo, insuficiência cardíaca, diabetes melitus, doenças renais, piodermite graves, enteropatia com perda de proteína (albumina e globulina), além da verminose que, segundo o relato do proprietário, o animal foi tratado.
Como se vê, existem uma série de doenças que podem ser a causa da caquexia do seu animal. Particulamente, os animais da raça Pitbull Terrier, quando infectados com a Leishmania ssp (calazar), desenvolvem um quadro caquético como o descrito na carta.
 Sugiro que o senhor procure o mais rápido possível o seu veterinário para realização do exame contra leishmaniose (calazar) e exames complementares, porque provavelmente o seu animal deve ter como causa primária essa doença, e como causa secundária ao calazar a insuficiência renal.
 Somente após o descarte desta enfermidade, podemos pensar em uma outra causa das citadas para a enfermidade do seu animal”.
* Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790

14:25 · 09.04.2012 / atualizado às 14:26 · 09.04.2012 por

Duas amigas me contaram recentemente que perderam seus queridos cãezinhos. A dor é inconsolável. Só quem já perdeu um amor destes sabe como doi! Mas o que mais intriga é que os animais morreram sem causa precisa. Exames foram feitos, medicamentos foram ministrados, mas as doenças não foram disgnosticadas. Falo dos dois casos porque ambos os animais, que viviam em casas diferentes, ambientes diferentes e tudo o mais, apresentavam os mesmos sintomas. Vômitos, diarréia, tristeza… eles ficaram magros até definharem totalmente.

Dr. Márcio Araújo acha improvável não se chegar a um diagnóstico

Exames foram feitos para tentar diagnosticar se era leishmaniose ou erlichiose (doença do carrapato) mas nenhum destes males foi confirmado. Tudo indica tratar-se de uma doença misteriosa. Porém, em conversa por fone com o Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário, ele acha improvável não se chegar a um diagnóstico.

 

 

 

 

Assim como a medicina humana, a medicina veterinária está muito avançada. Além dos exames corriqueiros, como sangue, urina, fezes, é imprescindível, nestes casos, fazer também Raio-X e ultrassonografia. Graças a Deus, nós, criadores, já podemos contar com a tecnologia dos diagnósticos por imagem e buscar o melhor tratamento para nossos amores de quatro patas.

Portanto, diante de uma situação de crise, peça logo ao seu veterinário todos os exames possíveis. Sabemos que quanto mais cedo chegar a um diagnóstico, mais chance de cura para nossos cachorrinhos!

 

06:43 · 13.03.2012 / atualizado às 06:43 · 13.03.2012 por
Cães expressam o medo da morte antes da eutanásia nos centros de zoonoses. O Brasil é o único País onde o sacrifício de animais é feito como meio de combate da leishmaniose visceral FOTOS: LIONEL FALCON

Fortaleza. Como se sente um cão com calazar que será sacrificado? “Perdas” é o ensaio fotográfico do argentino Lionel Falcon, que captou imagens de cachorros em Centros de Zoonoses do País, incluindo Fortaleza. Ele esteve na Capital cearense nos dias 28 de fevereiro e 1º de março produzindo as fotos. A exposição itinerante percorrerá a partir de maio as capitais Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Campo Grande (MT), São Paulo (SP), Recife (PE) e Salvador.
Com apoio da MSD Animal, o projeto objetiva mostrar a realidade da leishmaniose visceral no País, popularmente conhecida como calazar, bem como conscientizar a população sobre este grave problema de saúde pública, pois se trata de uma zoonose de alta letalidade. A exposição também busca orientar a sociedade sobre a importância da prevenção da enfermidade.
O Brasil é o único país que ainda usa a eutanásia como forma de combater o calazar. No entanto, o método é considerado ineficaz pela Organização Mundial de Saúde (OMS), conforme dados divulgados pelo Brasileish, associação científica que reúne médicos veterinários para o estudo da doença em animais. Na Europa, os cães não são eutanasiados, mas tratados.
O gerente de produtos para animais de companhia da MSD, o veterinário Marco Antonio Castro, conheceu ao longo de 2011 alguns centros de tratamento de leishmaniose na Espanha, Itália e Portugal. São centros privados e o protocolo de tratamento prevê três ciclos, ao custo médio de 1.400 euros (R$ 5 mil).
Em matéria já publicada nesta página, o veterinário Ricardo Henz, da Clínica São Francisco e também membro do Brasileish, explicou que duas perguntas são essenciais sobre esta zoonose: é seguro tratar? O animal continua sendo um risco para o ambiente? Em resposta, ele afirmou que, no caso da leishmaniose visceral, a resposta é a mesma tanto para cães como para seres humanos.
Ainda não existe cura parasitológica. Ou seja, não é possível eliminação totalmente o parasita da doença, a leishmânia, nos organismos. Porém é possível a cura clínica, com o tratamento tanto nos cães como nos seres humanos. Neste caso, elimina-se a doença ativa.
O organismo pode até continuar com a leishmânia na corrente sanguínea, mas não é reservatório da doença ao ponto do vetor, o mosquito flebótomo, se contaminar e levar o parasita para o ambiente. Sem tratamento, tanto cães como pessoas são reservatórios da enfermidade no ambiente.
No entanto, o alto custo do tratamento inviabiliza o procedimento entre famílias de baixa renda, restando apenas o sacrifício dos cães doentes.
No Brasil, cerca de 80 mil cães são sacrificados por ano nos Centros de Zoonoses em decorrência do calazar. “Mesmo realizando meu trabalho com muito amor, ainda assim há uma profunda tristeza ao ver a situação dos animais que fotografo. Em Fortaleza, a situação é muito mais triste, pois muitos cães são entregues ao CCZ já em estado deplorável devido ao avanço da doença”, afirma Lionel Falcon.

LIonel Falcon é fotógrafo argentino que capta imagens de pets há mais de 10 anos

“O objetivo dessa campanha é atingir o público, inclusive internacionalmente, e principalmente conscientizar para que exista a posse responsável. E que os proprietários cuidem da saúde dos seus animais de companhia. Fico extremamente grato em apoiar essa iniciativa”, completa o fotógrafo, que fotografa pets há mais de 10 anos.
A MSD Saúde Animal lidera, no País, campanhas para prevenção da doença. A empresa é fabricante das coleiras “Scalibor”, antiparasitária para cães, à base de Deltrametrina. A coleira mostra-se como um dos principais instrumentos na prevenção. Recentemente, a PSD e seu distribuidor no Ceará, a Avipec, promoveram campanha de encoleiramento de cerca de 1.300 cães em região endêmica de Fortaleza.

Marco Antonio Castro é gerente de produtos para animais de companhia da MSD Saúde Animal

Segundo Marco Antônio, a MSD acompanha de perto as discussões sobre as formas de controle do calazar no País. Aproxima-se do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, e das entidades protetoras de animais, no sentido de contribuir para o avanço das medidas de controle e combate da doença. “Deve ser uma preocupação de saúde pública. Somos a favor de definir uma agenda positiva para enfrentamento do problema”, afirma o veterinário.
Ele defende a definição de uma proposta sistematizada, inclusive com a possível criação de centros de tratamento público para os casos em que o animal ainda não está tão debilitado.
Segundo ele, o Governo Federal já adquiriu cerca de 500 mil coleiras “Scalibor”. A MSD aguarda a definição das primeiras cidades a receberem o encoleiramento. Inicialmente, cerca de 10 a 15 cidades farão parte da campanha.

FIQUE POR DENTRO: A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença causada por um parasita que se multiplica nas células de defesa do organismo causando alterações importantes nos rins, fígado, baço e medula óssea. Os sintomas mais visíveis aos donos de animais são as feridas na pele e o emagrecimento acentuado. Porém, os proprietários mais atentos perceberão que o animal está diferente (abatido, fraco), sem apetite, com as mucosas pálidas (anemia), com volume abdominal aumentado e, às vezes, apresentando um aumento exagerado do tamanho das unhas. O uso da coleira impregnada com Deltrametrina a 4%, recomendada pela Organização Mundial de Saúde, diminui o risco de infecção do cão pela doença. Limpeza dos quintais para evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença também reduz o risco de contaminação.

 

Mais informações: MSD Saúde Animal
fabricante das coleiras “Scalibor”
Avipec – distribuidor no Ceará
www.msd-saude-animal.com.br
www.avipec.com.br

 

14:37 · 20.12.2011 / atualizado às 14:37 · 20.12.2011 por

Núcleo de estudos sobre a Leishmaniose será organizado no Ceará para apoiar veterinários no tratamento de cães

Veterinário Ricardo Henz lidera movimento para criação do Brasileish no Ceará. FOTOS: MARÍLIA CAMELO

Fortaleza .Mais de 150 mil cães já foram imunizados com a vacina Leishmune em todo o País, desde seu lançamento em 2004. Pioneiro no mercado, o medicamento é um forte aliado no combate à Leishmaniose Visceral Canina (LVC), o calazar, doença que continua avançando no Brasil e América do Sul, com registros de casos em Estados e países onde não havia incidência, como Sul do Brasil, Paraguai e Argentina. “A doença constitui-se em sério problema de saúde pública e vem se intensificando nos centros urbanos, portanto, sua prevenção é fundamental”, afirma a coordenadora técnica para animais de companhia da Pfizer Saúde Animal, veterinária Fabiana Grecco.

Da Clínica São Francisco, em Fortaleza, o veterinário Ricardo Henz, confirma a preocupação. Não é à toa o crescente interesse de profissionais por novos estudos sobre a LVC. O VIII Simpósio Internacional sobre a doença, realizado recentemente em Belo Horizonte (MG) é uma prova disso. Como um dos participantes, Henz está organizando no Ceará um núcleo do Brasileish, associação científica de médicos veterinários, que concentra os estudos sobre a doença no País, organizadora do simpósio.

Nova abordagem

A expansão do Brasileish reflete a mudança na abordagem de enfrentamento da LVC no País. O sacrifício de animais doentes não é mais a única possibilidade de controle da enfermidade. Dependendo do caso, aliás, dos muitos casos, os cães podem ser tratados, deixando de ser fonte de transmissão para seres humanos e outros animais. Segundo Ricardo Henz, estudos com credibilidade internacional, como do pesquisador Victor Márcio Ribeiro (MG), comprovam que o uso da vacina bloqueia a transmissão da LVC no ambiente, e tem eficácia no tratamento de animais doentes, apresentando excelentes resultados.

Ainda assim, há veterinários que não recomendam a vacinação, ainda restrita às clínicas particulares, com doses que variam de R$ 80,00 a R$ 90,00. Para Henz, a desconfiança do médico resulta da desinformação do profissional. Fabiana Grecco atesta que o produto é aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“A Leishmune possui estudos que comprovam sua eficiência e eficácia no combate à Leishmaniose visceral canina. A Pfizer se preocupa com a utilização adequada de seus produtos e investe em educação continuada, tanto dos veterinários quanto de sua força de vendas”, afirma ela.

Vacina Leishmune é pioneira no mercado, aprovada pelo Ministério da Agricultura

Durante o ano, a empresa realizou diversos eventos, objetivando levar conhecimento aos veterinários. Já foram promovidas 18 palestras sobre a prevenção da LVC em todo o País. Quanto ao uso da vacina no tratamento da doença, a Pfizer esclarece que o produto deve ser utilizado na imunização do animal. Recomenda a aplicação apenas nos cães sadios e soronegativos para a enfermidade. “Além de proteger o animal vacinado contra a LVC, a vacina age como bloqueadora da transmissão da doença. A Pfizer não indica a Leishmune para o tratamento de cães com LVC. Os profissionais que utilizam a vacina para esta finalidade baseiam-se em estudos científicos, publicados em revistas internacionais, e não em indicação prevista na bula ou recomendação da empresa”, afirma Fabiana Grecco.

Mesmo assim, as pesquisas sobre a doença vem evoluindo em todo o mundo, apontando novos caminhos de enfrentamento do grave problema de saúde pública. Ricardo Henz aponta que, já se fala, inclusive, na cura parasitológica do cão afetado, a partir do desenvolvimento do Glucantime lipossomol. 50% da amostra estudada apresentou cura parasitológica e 100%, cura clínica – antes só se falava na cura clínica. Essa substância é altamente potente. Um décimo da dose é 200 vezes mais potente, sem causar mal ao restante do organismo do cão.

Nível de proteção

Sobre a ocorrência da LVC, mesmo em animais vacinados, a Pfizer esclarece que a Leishmune confere uma proteção de até 95%, ou seja, de cada 100 cães vacinados, até cinco podem não ficar protegidos e se infectarem. “Neste caso, alguns pontos importantes devem ser considerados: o cão pode ter sido vacinado já infectado, pode ter se contaminado durante o esquema vacinal, uma vez que a proteção ocorre 21 dias após a terceira dose ou pode não ter respondido adequadamente à vacinação”, explica Fabiana Grecco.

O Núcleo do Brasileish no Ceará deverá concentrar o que há de mais inovador em pesquisar abordando a LVC no Brasil e no mundo. “O Núcleo será aberto a todos os interessados nos estudos e pesquisas sobre a doença. Será um espaço para troca de experiências”, afirma Henz, convidando todos os veterinários à participação, inclusive aqueles contrários ao tratamento do animal infectado.

Proposta

Em janeiro, Ricardo Henz pretende apresentar a proposta de criação do Brasileish – Núcleo Ceará ao Conselho Regional de Medicina Veterinária e à Associação Nacional de Clínicas de Pequenos Animais – Seção Ceará (Anclivepa-CE). A ideia é mobilizar bom número de profissionais interessados em conhecer e discutir novos trabalhos.

Mais informações:
Pfizer Saúde Animal
0800.111919
Clínica São Francisco
(85) 3261.2503

FIQUE POR DENTRO
Estudos provam eficácia da imunização

O incremento das vendas da vacina Leishmune no Brasil foi de 16% em 2011. Estudos mais recentes de referência sobre o produto mostram que a vacina é bloqueadora da transmissão da doença. Também demonstram que cães vacinados não infectam o vetor (mosquito transmissor). Outro estudo demonstra a diminuição da incidência da doença após a vacinação de cães em áreas endêmicas. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara Federal, aprovou, em caráter terminativo, Projeto de Lei do senador Inácio Arruda que cria a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose. A nova lei segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff. A leishmaniose é uma das seis doenças tropicais de maior relevância mundial e ocupa o segundo lugar, depois da malária, entre as infecções por protozoários que acometem os seres humanos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa doença é transmitida ao homem pela picada de fêmeas do mosquito vetor (flebotomíneo) infectado, tendo como reservatórios os animais silvestres e os cães. É uma doença de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar ao óbito.

11:28 · 25.10.2011 / atualizado às 11:28 · 25.10.2011 por

Esta é reprise da Página de Bem-Estar Animal, a partir de hoje, publicada toda terça-feira no Caderno Regional, do Diário do Nordeste.

Se o seu cão for positivo para a leishmaniose visceral, procure se informar mais sobre a enfermidade

Veterinário Ricardo Henz quer organizar um núcleo do Brasilleish no Ceará, para aprofundar as discussões sobre o calazar. FOTO: ALEX COSTA

Fortaleza. Cães tratados e com todos os cuidados necessários do proprietário, definitivamente, não tornam-se reservatório para a transmissão da leishmaniose, ou calazar. O Brasil é o único país no mundo que a eutanásia é obrigatória no caso do animal ter o exame positivo para a doença. O alerta é feito pelo médico veterinário Ricardo Henz, da Clínica São Francisco, na Capital. Ele faz coro com número cada vez mais crescente de profissionais e pesquisadores que aprofundam os conhecimentos sobre a doença, especialmente nos cães, as principais vítimas no atual contexto. Muitos deles são sacrificados quando acometidos pela enfermidade.

Para transformar este contexto, foi criado em junho passado o Brasileish, uma associação científica que reúne médicos veterinários para o estudo da leishmaniose em animais. Nos próximos dias 29 e 30, a instituição estará promovendo no plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte o VIII Simpósio Internacional de leishmaniose visceral canina, com a participação de nomes expoentes no assunto no Brasil e na Europa.

Ricardo Henz pretende formar no Ceará um núcleo da Brasileish. Ele explica que duas perguntas são essenciais diante das zoonoses: é seguro tratar? O animal continua sendo um risco para o ambiente? No caso da leishmaniose visceral, a avaliação é a mesma tanto para cães como para seres humanos.

Cura clínica

Não existe a cura parasi-tológica, ou seja, a eliminação total do parasita da doença, a leishmânia, nos organismos. Mas existe a cura clínica, com o tratamento tanto nos cães como nos seres humanos. Nestes casos, elimina-se a doença ativa. O organismo pode até continuar com a leishmânia na corrente sanguínea, mas não é mais reservatório da doença, ao ponto do vetor, o mosquito flebótomo, se contaminar e levar o parasita para o ambiente.

Sem tratamento, tanto cães como pessoas são reservatórios da doença no ambiente. Ricardo Henz diz que pesquisas científicas demonstram ser seguro tratar o cão, assim como é feito nos seres humanos. O animal não continua sendo um risco para a sociedade. Palestra proferida pelo veterinário Leonardo Maciel de Andrade, com dados de 2009, aponta que cães infectados em Belo Horizonte, cerca de 80% foram positivos para a doença. Destes, 50% não se sabiam que estavam com a doença. 40% foram eutanasiados e 10% tratados, deixando de ser reservatórios no ambiente. Em relação aos seres humanos, estimou-se que mais de 50% da população estava infectada. Desta, apenas 10% manifestaram a doença, mas todos passaram a ser reservatórios da enfermidade no ambiente.

Leonardo Maciel também mostrou que a vacina Leishmune, descoberta em 1981 para outros fins pela dra. Clarisa Palatrik, e hoje comercializada pela Fort Dodge, apresenta uma eficácia de 98,7% até o segundo ano de aplicação. Depois deste período, o percentual cai para 97,2%. Totalizando, mostra uma eficácia de 92%. O cão fica positivo nos exames, mas não é portador e muito menos reservatório da doença, conforme o veterinário atestou. São apenas anti-corpos que deixam o animal positivo. Outra vacina, Leis-Tec, tem as mesmas eficácia da pioneira e com os mesmos percentuais de eficácia. A portaria interministerial 1429/2008, que proíbe o tratamento do cão infectado com medicamento de uso específico para tratar a Leishmaniose em humanos, inibiu muitos veterinários de continuarem fazendo o tratamento dos animais.

Em recente entrevista, o sócio-fundador da Basileish, André Luis da Fonseca, médico veterinário e advogado, também membro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso do Sul e da Comissão de Meio Ambiente da OAB naquele Estado, disse que, na verdade, a portaria não proíbe o tratamento do animal. E, ao vetar o uso de medicamentos humanos específicos para a doença, denota uma falta de visão técnica clara dos responsáveis pela decisão.

“Na verdade, não existe remédio veterinário, remédio humano. O remédio existe para tratar uma doença. Age, por exemplo, sobre o DNA do parasita e não sobre o DNA do ser humano. Então não tem lógica querer proibir. A portaria veta, simplesmente, em termos do uso dos medicamentos tradicionais para uso no controle da Leishmaniose, que, na verdade, é um grande engano”, declarou.

Para Ricardo Henz, há muita desinformação sobre a doença. Ele defende que é seguro tratar o animal, assim como no ser humano. Como em qualquer tratamento, a decisão vai depender das condições em que o cão se apresenta. A vacina Leishmune serve como bloqueadora da transmissão do calazar e pode ser usada como uma das estratégias de controle para enfermidades causadas por protozoários e transmitidas por vetores. Há 28 anos, ele vinha tratando animais com calazar.

Após a portaria federal, decidiu suspender. Porém, quer ampliar no Estado o debate sobre a doença e contribuir para ações responsáveis, com respeito aos direitos tanto dos cães como dos seres humanos.

O Simpósio Internacional do Brasileish terá a participação dos pesquisadores Javier Encinas Aragon, Carlos Henrique Nery Costa, Nordman Wall B. Carvalho Filho, Maria Del Mar Ferrer Jordá, Fábio Nogueira, Paulo Tabanez, Luiz Eduardo Ristow, Vitor Márcio Ribeiro, entre outros.

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Ana Valéria Feitosa
Editora