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Tag: Uipa


16:47 · 15.01.2014 / atualizado às 16:47 · 15.01.2014 por

A reportagem “Ceará poderá ter primeiro parque temático de preservação do jumentos” foi a mais comentada na edição de ontem (14/01/2014) do Diário do Nordeste http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1359838

paginajumentoA presidente da União Internacional Protetora dos Animais-Ceará (Uipa), Geuza Leitão, e o voluntário da ONG, Eduardo Aparício, também produtor cultural, concederam entrevista para a Página de Bem-Estar Animal (publicada toda terça-feira no Diário do Nordeste). Eles falaram sobre a proposta da ONG para transformar a Fazenda Paula Rodrigues, em Santa Quitéria (CE), no primeiro parque de preservação dos jumentos no Ceará. A Fazenda é administrada pelo Detran, e serve para acolher os jumentos abandonados nas rodovias do Estado.

A Uipa firmou parceria com o Detran e com a ONG da França, One Voice, para apoio na alimentação dos jumentos da fazenda. A One Voice destinou 36 mil  euros para a compra de milho. Ao longo de 2013, Eduardo Aparício levou o alimento para os animais da fazenda. Tudo indica que a parceria vai continuar agora em 2014.

Confira abaixo a íntegra da entrevista que o Eduardo Aparício concedeu:

Qual o balanço do trabalho realizado em apoio aos jumentos de Sta. Quitéria?

Eduardo Aparício: Considero extremamente positivos os resultados obtidos pelo convênio ONE Voice/UIPA-CE/Detran. Quando conheci a fazenda Dr. Paula Rodrigues em 2011, havia cerca de 10.000 jumentos lá reunidos e a estrutura do lugar, embora com alguns cuidados realizados pela equipe do Detran, ainda era muito reduzida e a alimentação fornecida insuficiente para tantos animais.

Graças à doação do milho pela ONE Voice, foi possível fazer a complementação alimentar aos animais lá confinados, oferecendo um alimento mais nutritivo (milho) resultando ao longo do ano passado, em uma redução de cerca de 80% na mortalidade dos jumentos lá reunidos.

jumento4Além dessa questão do alimento, fundamentalmente o apoio da ONE Voice/UIPA  também trouxe visibilidade ao lugar, o que gerou mais atenção e cuidados pelo Detran e, consequentemente, melhorias na estrutura da fazenda. Hoje existe lá uma equipe mais comprometida com o manejo correto e o bem estar dos jumentos, e a infraestrutura aos poucos vem sendo melhorada.

Eduardo Aparício, voluntário da Uipa e produtor cultural
Eduardo Aparício, voluntário da Uipa e produtor cultural

Quanto de milho a Uipa levou para lá?

Eduardo: Cerca de 130 toneladas de milho ao longo do ano de 2013.

De quanto foi o apoio financeiro da One Voice para a Uipa?

Eduardo: Aproximadamente 36.000 euros para aquisição de milho em grãos;

Qual a proposta para ampliar o trabalho na fazenda Paula Pessoa?

Eduardo: Pessoalmente acredito que ainda precisar ser melhorado o atendimento veterinário na fazenda Dr. Paula Rodrigues. Embora conte com um veterinário bastante dedicado, este ainda é o único profissional presente no lugar para cuidar dos muitos animais que chegam machucados pelos acidentes, enfraquecidos e desnutridos pelo abandono no período de seca. Penso que se existissem mais veterinários e uma estrutura melhor para o atendimento emergencial aos animais que chegam doentes, a mortalidade seria reduzida mais ainda. Mesmo com os cuidados da equipe do Detran, ainda morrem aproximadamente 300 jumentos por mês na fazenda Dr Paula Rodrigues em Santa Quitéria.

Como é essa proposta de transformar a Fazenda Paula Rodrigues em parque de preservação dos jumentos?

Eduardo: Ao longo do ano de 2013, nas minhas visitas à fazenda Dr. Paula Rodrigues para levar o milho, percebi que a

Geuza Leitão, advogada e presidente da Uipa
Geuza Leitão, advogada e presidente da Uipa

única alternativa para realmente tentar solucionar a situação dos jumentos no Ceará, seria a transformação daquele lugar em um parque de preservação do jumento. Acredito que cerca de 70% dos jumentos abandonados no Estado se encontram naquele lugar e eu penso que seja  extremamente necessária uma ação nesse sentido, para resgatar o respeito e o cuidado a um animal que hoje está em completa situação de abandono.

Na minha opinião o lugar deveria ser uma OSCIP, gerenciada por um colegiado que reunisse o Detran – que já injeta uma significativa verba para a manutenção da fazenda, criou a estrutura e hoje conta com administradores comprometidos com a causa;  a prefeitura de Santa Quitéria, que poderia explorar o potencial turístico de um parque de tal natureza e gerar insumos nos serviço ligados a esse setor no município; e a UIPA, que como ONG pode captar mais recursos através de doações e campanhas educativas, e ficar atenta às questões de preservação e cuidados específicos com aqueles animais.

Durante o ano passado consegui contatos com algumas pessoas que poderiam vir a somar nessa ideia. Soube recentemente que a secretaria municipal do meio ambiente de Sta. Quitéria, criou, em novembro passado, o conselho municipal do meio ambiente, reunindo diversas instituições do município, e que em sua primeira reunião pautou a questão da criação do parque dos jumentos em Santa Quitéria. Para mim isso é uma pequena vitória, já que anteriormente não havia naquele município muito interesse na fazenda Dr. Paula Rodrigues, que era considerada um local que trazia má publicidade para santa Quitéria. Hoje percebo uma pequena mudança na mentalidade dos cidadãos e das autoridades do município em relação a essa ideia. Levei no ano passado o documentário “JUS-um filme sobre jumentos” de Marcelo Dídimo, o qual fui o produtor, para a secretaria da cultura de santa Quitéria. Na minha ultima visita ao município, soube que o mesmo foi reproduzido e está sendo exibido nas escolas municipais.

Também fiz contatos com profissionais veterinário da faculdade INTA em Sobral, que é a única no estado a atender animais de grande porte e especializada em traumatologia de equinos,  muares e assininos. Estes sinalizaram grande interesse em realizar um convênio com a fazenda para melhorar o atendimento veterinário e vir a ser uma extensão do curso de veterinária daquela instituição. Também contatei um deputado estadual que se comprometeu a ajudar nas questões legislativas para possibilitar a criação desse parque.

Como te falei, é preciso fazer justiça ao trabalho que o Detran vem desenvolvendo na fazenda, principalmente o trabalho do Sr. João Carlos Macêdo, diretor das regionais do órgão e do administrador da fazenda, Raimundo Torquato. Se estes não fazem mais é por causa da burocracia do Órgão, que por sua natureza administrativa, não está ligado à questões ambientais. Creio que um parque de preservação, da forma como penso, poderia facilitar esse manejo e flexibilizar a aplicação de verbas na fazenda Dr. Paula Rodrigues.

Gostaria que o parque fosse um lugar de preservação da espécie, que pudesse receber visitantes interessados no animal, ter um memorial sobre a história do jumento no nordeste, gerar publicações e peças publicitárias sobre o assunto e também possibilitar o estudo, por biólogos, veterinários, pesquisadores e afins, ligados a instituições de ensino como a UFC e UECE, por exemplo.

Administradores da Fazenda Paula Rodrigues, do Detran, com emissário da One Voice durante visita ao local
Administradores da Fazenda Paula Rodrigues, do Detran, com emissário da One Voice durante visita ao local

Como está a situação lá na Fazenda?

Eduardo: Está bem melhor do que quando a conheci em2011;  foram melhoradas as estruturas dos cercados, cavados dois poços artesianos e também conta com água encanada da Cagece para abastecer os animais. Soube que recentemente o superintendente do Detran, Dr. Igor Ponte, foi até a fazendo e autorizou a perfuração de mais um poço artesiano.  Hoje se encontram na Fazenda Dr. Paula Rodrigues, aproximadamente 5.000 jumentos.

Qual o objetivo da visita do emissário da One Voice à Fazenda Paula Rodrigues?

Eduardo: O Sr. Ian Shersby é um importante ativista europeu na causa dos direitos dos animais e presta serviços a ONGs como a ONE Voice, Greenpeace e WWF, gerando imagens e vídeos para campanhas dessas instituições; Está no Ceará representando a ONE Voice.  O objetivo da sua visita foi atender a um pedido da presidente da ONE Voice, que queria saber o contexto e a realidade em que estão os jumentos no Ceará.

jumentos2Por favor, faz um breve histórico do trabalho ao longo de 2013 da Uipa em apoio aos jumentos:

Eduardo: O primeiro contato da ONG francesa ONE Voice foi estabelecido com a presidente da União Internacional Protetora dos Animais-UIPA-CE, Geuza Leitão, após a veiculação, no ano passado, de matérias na imprensa sobre um suposto protocolo de intenção assinado pelo Governo brasileiro e o Governo da China, para exportação de jumentos do nordeste brasileiro para as indústrias chinesas de alimentação e cosméticos. Tal notícia teve repercussão internacional gerando o contato da ONE Voice com a UIPa-CE, no sentido de oferecer uma doação em dinheiro para tentar melhorar a situação dos animais presos na fazenda.

Com a disponibilização da verba foi articulado com o superintendente do DETRAN, Igor Ponte e o  Sr. João Carlos Macedo, coordenador de regionais do Detran-CE e responsável pelo núcleo de apreensão de animais nas estradas, a melhor forma de melhorar as condições de vida dos animais, optando-se pelo complementação alimentar a base de milho, por ser de maior valor nutricional e mais fácil de transportar e estocar.

O milho tem sido comprado em cidades do interior do Ceará, com base no menor preço de mercado, e transportado pelos caminhões cedidos pelo DETRAN para este fim. A ultima compra foi na cidade de Sobral, num montante de 11, 5 toneladas de milho, que deverá ser suficiente para complementar a alimentação dos jumentos até o início do mês de agosto.

Desde janeiro de 2013 já foram levadas remessas de milho em grãos, numa média de onze toneladas por mês, para alimentação dos animais da fazenda Paula Rodrigues, priorizando os que estão mais debilitados. A fazenda conta com uma pequena equipe, composta por um veterinário e mais cinco auxiliares, além do administrador da fazenda, Francisco Torquato.

Atualmente estão confinados na Fazenda Paula Rodrigues, em Santa Quitéria, aproximadamente 5.000 animais apreendidos nas estradas estaduais, na sua grande maioria jumentos.

17:38 · 14.08.2013 / atualizado às 17:38 · 14.08.2013 por
Presidente da Uipa, Geuza Leitão
Presidente da Uipa, Geuza Leitão

Ótima notícia para quem atua na proteção dos animais. A presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), Geuza Leitão, vai receber, no próximo dia 22 (quinta-feira), às 19h30, o título de Cidadã de Fortaleza, concedido pela Câmara Municipal de Fortaleza. A propositura é de autoria da vereadora Toinha Rocha (PSOL), subscrita pelos vereadorss João Alfredo e Acrísio Sena.

Geuza leitão é natural de Picos (PI). É formada em Administração e Direito, advogada, especializou-se em Direito Público pela UFC. É procuradora autárquica em Fortaleza. Foi conselheira da OAB/CE, onde também já assumiu a função de presidente da Comissão de Meio Ambiente. É autora de muitos artigos em jornais e revistas do país e do exterior, além do livro “A Voz dos sem voz”. Elaborou diversos projetos de lei estaduais e municipais, alguns deles transformados em lei.

Uma verdadeira ecologista,pois está sempre à frente das principais denúncias de crime ambiental contra os animais. Participa de várias entidades nacionais e internacionais. A solenidade para entrega da honraria acontecerá no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza. Parabéns, Geuza, você merece!

06:55 · 12.03.2013 / atualizado às 06:55 · 12.03.2013 por

De quem é a responsab ilidade pelos animais abandonados nas ruas? Este debate é abordado na reportagem que o colaborador Roberto Crispim escreveu, para a Página de Bem-Estar Animal, publicada toda terça-feira no Caderno Regional do Diário do Nordeste. Confiram:

caes cratoCrato. Mesmo sem números oficiais, uma vez que diversos municípios do Ceará não realizam o Censo Animal, estima-se que haja cerca de 10 mil animais domésticos (cães e gatos), perambulando pelas ruas e avenidas dos 28 municípios que formam a macrorregião do Cariri. A estimativa revela a falta de políticas públicas desenvolvidas pelas gestões municipais, em desobediência a legislações ambientais pertinentes ao assunto.
A Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), prevê em seu Art. 32: “praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos; pena – detenção de três meses a um ano , e multa”. A pena deste artigo, aumenta de 1/6 a 1/3 no parágrafo 1º, se o animal vier a morrer. A pena de multa está regulamentada pelo Decreto Federal nº 6.514, de 22 de julho de 2008, que no Art. 29, estabelece uma multa de R$ 500,00 a R$ 3.000,00, com acréscimo de R$ 300,00 por indivíduo (animal).
No Cariri, apenas o município do Crato detém local para acomodação de animais recolhidos. Há o Centro de Zoonoses do Cariri, responsável pelo acompanhamento de casos de abandono registrados em toda a região. “Falta boa vontade por parte das gestões públicas. Os prefeitos, secretários municipais e, até mesmo, algumas entidades protetoras, encaminham as demandas para cá, como se apenas nós da Zoonose tivéssemos obrigação no trato desses animais”, desabafa o diretor do órgão, Ricardo Pierre.
gatos cratoSegundo ele, somente na última semana o Centro de Zoonoses recebeu cerca de 20 ligações telefônicas, oriundas de municípios da região, solicitando o recolhimento de animais errantes. “Aqui chegam cerca de 30 animais por semana. Só na semana passada foram ligações de Nova Olinda, Várzea Alegre, Caririaçu, Milagres e Penaforte, solicitando captura de animais. É impossível atender a todos os municípios”, avalia.

Ricardo Pierre é veterinário e diretor do Centro de Zoonose do Cariri
Ricardo Pierre é veterinário e diretor do Centro de Zoonose do Cariri

Para o veterinário a questão não é financeira. “Não faltam recursos. Falta interesse”, afirma. Para o profissional, qualquer município poderia contar com postos de recolhimento e de proteção a animais vítimas de abandono. “Qualquer prefeito pode muito bem buscar, junto a Fundação Nacional de Saúde, recursos para a construção de canis e gatis. No próprio endereço eletrônico do órgão é possível verificar projetos para tal finalidade, inclusive com projeção para a densidade demográfica de cada município”, informa.
Ele observa, ainda, que no caso dos municípios onde não há cumprimento à legislação, prefeitos podem vir a ser punidos. “A lei estabelece o cuidado destes animais também aos municípios. Qualquer gestor municipal que estiver descumprindo o que a lei determina pode sim responder judicialmente pelo não cumprimento à legislação”.
Para a presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), em Fortaleza, Geuza Leitão, os proprietários de animais domésticos também precisam dividir, junto com as gestões municipais, a responsabilidade de melhor cuidar de seus animais. Embora admita que a política de proteção animal não venha sendo cumprida pelas prefeituras, ela avalia que a quantidade de animais abandonados também é fruto da falta de responsabilidade de criadores.
“A Lei, no papel, é muito bonita. Na prática é difícil de ser observada. Claro que os municípios deveriam cumprir a legislação e estabelecer mecanismos de guarita aos animais abandonados. Porém, é bom lembrar que estes animais que circulam pelas ruas e avenidas das cidades, muitas vezes, são fruto do abandono de seus verdadeiros guardadores”, observa.
Na sua avaliação, muitos proprietários de animais desconhecem as normas da posse responsável. “Animal não é brinquedo. É um ser que precisa de carinho, zelo, proteção, amor e cuidado. Porém, muitos proprietários adquirem seus cães e gatos como se estes fossem utensílios que, após um determinado período, podem ser descartados”, avalia.
Geuza, que já chegou a ter em sua casa cerca de 100 animais, entre cães e gatos, adverte que uma das soluções para a diminuição do abandono é o controle de natalidade. “Se os criadores realizarem a castração em seus animais, claro que o número de cães e gatos abandonados vai diminuir”. Ela, no entanto, reconhece que o valor do procedimento é inacessível para famílias de baixa renda.

Angélica Donato, voluntária da Aprov
Angélica Donato, voluntária da Aprov

Para Angélica Donato, voluntária da Associação de Proteção à Vida (Aprov), do Crato, governos municipais e criadores precisam assumir a responsabilidade no bem-estar dos animais vítimas do abandono. “Não há como diminuir o número de animais vitimados pelo abandono sem que aja a participação do criador e, também, dos gestores públicos”, salienta.
Segundo ela, a Aprov possui hoje cerca de 50 animais, recolhidos em sua sede, vítimas do abandono e da ausência de políticas públicas das gestões municipais. “Já chegamos a cuidar de um número maior de animais. Graças às campanhas de adoção, realizadas pela entidade, e a boa vontade de algumas pessoas, reduzimos este número. No entanto, a cada dia percebe-se o aumento de animais vitimados e que passam a perambular pelas ruas do Crato e cidades vizinhas, devido a pouca responsabilidade de proprietários e gestões”, severou.
Eutanásia somente após laudo laboratorial
Após reunião com entidades de proteção animal, Secretaria de Meio Ambiente do município do Crato e profissionais veterinários, a direção do Centro de Zoonoses do Cariri decidiu não mais receber animais domésticos, oriundos de outros municípios, que não estejam acompanhados de laudo laboratorial confirmando doenças terminais ou leishmaniose visceral, também conhecida como calazar. Conforme o diretor da unidade, Ricardo Pierre, a decisão visa fazer com que prefeitos municipais atentem para a necessidade da criação de canis/gatis nas sedes dos municípios da região, diminuindo o número crescente de animais recolhidos pelo órgão local.
“O Centro de Zoonoses não é matadouro. Aqui nós cuidados de questões de saúde pública. Também não possuímos condições de infraestrutura suficiente para atender a todos os municípios da região que, insistentemente, deixam de cumprir a legislação e nos solicitam o recolhimento de seus animais”, frisou.

Geuza Leitão, presidente da UIPA
Geuza Leitão, presidente da UIPA

Segundo ele, além dos prefeitos e secretários de saúde dos municípios vizinhos, populares também deixam seus animais no local, esperando que o órgão destine tratamento aos animais. “Semanalmente recebemos cerca de 30 cães e 50 gatos. Não há condição de acomodação. Se esperam que tratemos do assunto realizando eutanásias de forma discriminada estão muito enganados”, severou o médico veterinário.
Atualmente, apenas cães e gatos com comprovação laboratorial para doenças terminais e leishmaniose são encaminhados à eutanásia. “Somente após a verificação laboratorial é que há autorização para o procedimento”, informa o diretor. Segundo ele, a decisão em não receber animais de outros municípios que não detenham de doenças comprovadas dá-se pela falta de infraestrutura para acomodação dos animais. “O Centro precisa de uma reforma imediata. Não há espaço para atender a todos os municípios. Quase não conseguimos atender ao município do Crato”, diz.
O veterinário promete levar a situação ao conhecimento da Microregional de Saúde e ao Ministério Público local. “Vamos provocar os órgãos competentes para que os municípios vizinhos cumpram a legislação e para que o Centro de Zoonoses não seja sacrificado”. Ricardo Pierre informou, ainda, que nos casos que demandam a realização da eutanásia, o procedimento é realizado sem que haja sofrimento ao animal. “Nenhum animal passa pela eutanásia sem que antes seja ministrada a anestesia. Somente após verificação da eficácia do anestésico é que ministramos o cloreto de potássio”, garantiu.
Os procedimentos são realizados as sextas-feiras, pela manhã, e acompanhados por representantes de entidades protetoras dos animais, com sede no município.

Mais informações: Centro de Zoonoses do Cariri, (88) 3521-2698
Associação de Proteção à Vida (Aprov)  (88) 8845.3542
União Internacional Protetora dos Animais (UIPA),  Geuza Leitão,  (85) 3261-3330

07:45 · 22.01.2013 / atualizado às 07:45 · 22.01.2013 por
Animais apreendidos nas rodovias são levados para as currais mantidos pelo Detran no Interior. Em Santa Quitéria, há a Fazenda Paula Rodrigues FOTOS: EDUARDO APARÍCIO

A nossa Página de Bem-Estar Animal, toda terça-feira no Diário do Nordeste, reportagem apresenta acordo entre a One Voice, Uipa e Detran, que vai permitir a doação de milho para animais apreendidos nas rodovias. Documentário premiado sobre jumentos faz homenagem a este animal. Confira a íntegra do documentário
“JUS – um filme sobre jumentos”, de Marcelo Dídimo, no endereço do Portal Verdes Mares http://svmar.es/XsLxrQ

Fortaleza. Os jumentos da Fazenda Dr. Paula Rodrigues, mantida pelo Detran, em Santa Quitéria, estão recebendo apoio internacional da Organização Não Governamental One Voice, sediada na França. Uma parceria da ONG foi firmada com a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), em Fortaleza, para o repasse de recursos financeiros a serem aplicados na compra de milho para os animais.

Segundo a presidente da Uipa. Geuza Leitão, a Uipa liderou movimento no Brasil inteiro com repercussão mundial em favor dos jumentos

A presidente da Uipa, Geuza Leitão, já recebeu a primeira parcela, no valor de R$ 12 mil, que possibilitará a compra de cerca de 15 toneladas de milho. O voluntário da entidade, Eduardo Aparício, também diretor do Departamento de Cultura de Limoeiro do Norte, está intermediando a aquisição dos grãos, que serão transportados pelo Detran até a fazenda. O alimento poderá chegar ao destino ainda nesta semana. “Queremos agilizar a entrega”, afirmou ele.
Na última semana, houve uma reunião entre os dois representantes da Uipa, com o novo superintendente do Detran, Igor Vasconcelos Pontes, e o gerente do Núcleo de Supervisão de Regionais do Departamento, João Carlos Macedo Costa. Ficou definido que o Detran dará todo o apoio logístico no transporte de todas as remessas de milho. Depois desta primeira, deverão ser entregues mais três ao longo do semestre, ou o mais breve possível, tão logo o restante da verba da One Voice seja liberada.
“Essa doação de alimentos é muito importante. O milho servirá como suplemento alimentar e é de grande valia principalmente para os animais mais debilitados. Nós vamos selecionar aqueles que precisam mais para receber o alimento”, afirma ele, complementando que são cerca de 3.500 jumentos na fazenda, entre machos e fêmeas (adultos e filhotes).
Ele disse que o Detran continua apreendendo animais abandonados nas rodovias do Estado, por meio de 13 caminhões, coordenados por Regionais do Departamento. São cerca de 800 apreensões por mês, 90% deles jumentos. Os demais são cavalos, bovinos, caprinos e ovinos. Os proprietários dos animais têm um prazo de 10 dias para resgatá-los. A procura maior é por cavalos e bovinos.
Os ovinos e caprinos que não reclamados pelos donos, são doados a entidades beneficentes, como o Programa Cabra Nossa e a Santa Casa de Misericórdia, em Sobral, o Hospital do Câncer e o Iprede. Antes da doação, os animais recebem atestado veterinário comprovando o estado de saúde e vacinas.
Já os jumentos, como são abandonados, vão para a Fazenda Paula Rodrigues. Com a seca de 2012, o Detran precisa comprar ração para os bichos. São cerca de 5kg por animal por dia. A fazenda tem 500 hectares e três açudes.
Praticamente não há pasto suficiente para a alta demanda. João Carlos disse que o Detran pretende fazer parcerias com Faculdades de Veterinária, para levar projetos de melhoria à fazenda. A Faculdade de Veterinária do Inta, em Sobral, já manifestou interesse em realizar estudos sobre saúde animal.
A presidente da One Voice, Arnal Muriel, disse que a ONG defende os animais em todo o mundo. Para isso, decidiu apoiar a Uipa, e sua presidente Geuza Leitão em favor dos jumentos do Ceará.
Geuza relembra que tudo começou quando a Uipa decidiu, no ano passado, protestar contra a exportação de jumentos pelo Governo Brasileiro à China. Naquele país, os animais seriam matéria-prima na indústria alimentícia. O caso teve repercussão internacional, com adesão de seis países, inclusive a França. A atriz Brigitte Bardot aderiu à causa. Enviou uma carta à presidente Dilma Rousseff pedindo clemência, que não permitisse a venda dos burros. A One Voice ficou sabendo do movimento e iniciou os contatos com Geuza Leitão, por meio de seu colaborador Paul Dos Santos-Stewenson.
“A One Voice defende os animais numa globalidade dos combates para eles, para o planeta e para os humanos. Trabalha com ética não violenta para o respeito de qualquer vida. Efetua campanhas na França, mas também em parcerias com associações no estrangeiro”, explica Arnal.
Ela diz que em todo o mundo há muito trabalho a fazer em defesa dos animais. “É importante alterar o olhar do público sobre os animais. Mostrar a doçura, a beleza e a grande sensibilidade dos jumentos, por exemplo. Eles têm direito ao respeito, a serem tratados com dignidade e compaixão. Esperamos que mais moradores da região se juntem à nossa causa em prol dos jumentos. Que abram o seu coração e seus olhos para estes animais que já vivem na região há tantos anos”, defende a presidente da One Voice.
Ela diz que a entidade atua em diversas frentes de proteção animal, tais como em defesa dos animais de laboratório, nos circos, matadouros e nas criações. A associação tem projetos na França em defesa dos gatos, cães e também cavalos. Geuza Leitão lembra que o movimento feito no ano passado permitiu a suspensão da venda dos jumentos desde então.

Documentário premiado faz homenagem aos animais

Eduardo Aparício é voluntário da Uipa e diretor do Departamento de Cultura de Limoeiro do Norte

O produtor do documentário, Eduardo Aparício, visitou a Fazenda do Detran e fez diversas fotografias, como parte do trabalho para o curta-metragem
O voluntário da Uipa, Eduardo Aparício, foi produtor no documentário “JUS – um filme sobre jumento”, dirigido pelo professor do Curso de Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Marcelo Dídimo. Em 18 minutos, o documentário mostra a história deste animal que já teve grande utilidade na história do Nordeste, mas hoje é abandonado como objeto descartável e inútil.
“JUS nasceu da ideia de homenagear esse animal que foi tão importante na construção da história, da economia e da cultura do Nordeste do Brasil, em particular o Ceará, e que hoje se encontra esquecido, abandonado”, conta Dídimo.
Ele explica que o filme foi realizado em 2011 e finalizado no início de 2012. No Ceará, além de Fortaleza, a equipe – formada por dez pessoas – percorreu várias cidades do interior (Várzea Alegre, Santa Quitéria, Iguatu, Boa Viagem, Quixeramobim, Canindé, dentre outras), onde colheu entrevistas e depoimentos, além de diversas imagens para compor o filme e imagens de arquivo reunidas durante o processo. Foram cerca de 30 dias de filmagem e 50 horas de material bruto. O filme foi premiado no VIII Edital Prêmio de Cinema e Vídeo da Secretaria de Cultura do Governo do Estado, além de recursos captados através da Lei Rouanet.
O filme já contabiliza algumas premiações, tais como o Prêmio de Melhor Curta Cearense no 22º Cine Ceará; o Prêmio de Melhor Curta Júri Popular, no Festival Brasileiro de Cinema e Vídeo de Tocantins; e no VII Festival de Campina Grande.

Mais informações: União Internacional Protetora dos Animals (Uipa)
Geuza Leitão – (85) 3261.3330
Detran – Fortaleza
(85) 310158/13/ 5819

08:57 · 14.12.2012 / atualizado às 08:57 · 14.12.2012 por

Você é a favor da transformação da vaquejada em esporte? Sim? Não? Pois o Jornalista Roberto Maciel, da Coluna Comunicado, do Diário do Nordeste, e do blog autoral  no Diário on line, já deu o sinal de alerta contra a transformação da vaquejada como esporte, como quer o deputado Welington Landim (PSB). Para a coluna e o blog, ele ouviu a presidente da União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), Geuza Leitão, que foi taxativa: ” “Postura condenável (…). Merece o repúdio de todos que clamam por um mundo melhor para todos os seres existentes no Planeta”.

Geuza Leitão, presidente da UIPA

No próximo dia 18 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Ceará (ALC), atende requerimento de Geuza Leitão, e do deputado Dedé Teixeira, e promove audiência pública para discutir a prática da vaquejada no Estado do Ceará. O evento é promovido pela presidência da Casa, leia-se deputado Roberto Claudio (prefeito eleito de Fortaleza), e pela  Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido, presidida pelo deputado Augustinho Moreira. Será às 14h, no Complexo de  Comissões. Todos os protetores de animais estão convocados para este grande debate!

Confiram a nota no blog Roberto Maciel
http://blogs.diariodonordeste.com.br/roberto/ambiente/repudio-a-proposta-de-reconhecimento-da-vaquejada-como-esporte/

09:57 · 16.10.2012 / atualizado às 09:57 · 16.10.2012 por
A presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), Geuza Leitão, faz denúncia grave no Facebook. Confiram:
Geuza Leitão, presidente da Uipa
“ALÔ CACHORREIROS E GATEIROS, MUITO GRAVE: No METROFOR, na Praça da Estação, bem como em muitos outros locais, vivem muitos cães e gatos, alimentados por pessoas de bom coração. Estão proibidos de serem alimentados e querem à qualquer custo se desfazer dos animais. Procuraram o CCZ de Fortaleza, que, em face da liminar, se negou a resgatar e sacrificar os animais. Muitos gatos apareceram mortos, provavelmente envenenados. Ontem, às 8 horas e 30 min. houve uma reunião para decidir o destino dos animais, tendo em vista que muitos cães continuam nas dependências do órgão. NECESSÁRIO UMA MEDIDA URGENTE. Recebi essa denúncia hoje, após haver chegado de viagem ontem às 20 horas. Pelo menos e-mails para o órgão, repudiando essa conduta, alertando sobre um processo, apoio da imprensa etc”.
15:32 · 13.09.2012 / atualizado às 15:32 · 13.09.2012 por

Amiga Geuza Leitão, presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), nos convida para a manifestação abaixo. Confiram:

II DIA MUNDIAL PELO FIM DA CRUELDADE E EXPLORAÇÃO DOS ANIMAIS
Iniciativa: WEECK – World Event to End Animal Cruelty – Organização no Brasil: Grupo Cadeia Para Quem Maltrata os Animais;  Organização em Fortaleza: União Internacional Protetora dos Animais (Uipa).

O evento será no dia 22 de setembro, às 15 horas na Av. Beira Mar, na Praça dos Estressados. Haverá exposição de trabalhos, fotos, faixas, cartazes, folderes, distribuição de material educativo e manifestações.

07:11 · 03.07.2012 / atualizado às 07:11 · 03.07.2012 por

“Posse responsável de bichos exige ações de longo prazo” é a reportagem da Página de Bem-Estar Animal, publicada toda terça-feira no Caderno Regional do Diário do Nordeste. Confiram o debate sobre o problema crescente de animais nas ruas. O que fazer?

Os gatos são maioria entre os animais abandonados nas ruas FOTO: Thiago Gaspar

Fortaleza. As recentes mudanças anunciadas para o Parque do Coco, na Capital, inclusive com restrições à presença de animais domésticos naquela área verde, reacende um debate nas médias e grandes cidades: o que fazer com o crescente abandono de animais nas ruas e como educar os proprietários de cães e gatos para a posse responsável. O Bem-Estar Animal ouviu alguns profissionais que vivem de perto o problema e todos foram unânimes. Não existe solução a curto prazo. Somente a médio e longo prazos são possíveis mudanças, que implicam no comprometimento dos poderes públicos e da sociedade civil organizada.
Na próxima sexta-feira, por solicitação da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Ceará realizará audiência pública para debater a proibição de cães e gatos no Parque do Coco. Na avaliação da presidente da Uipa, advogada Geuza Leitão, a decisão é “um flagrante desrespeito às leis de proteção aos animais”. Ela cita a Lei de Crimes Ambientais, 9.605/98, que, em seu artigo 32, prevê detenção de três meses a um ano e multa para quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”; bem como o decreto 6.514/2008, que regulamenta a referida lei e especifica, em seu artigo 29, multa de R$ 500,00 a R$ 3 mil por indivíduo animal, para quem praticar o crime de maus-tratos aos bichos.

Geuza Leitão é presidente da Uipa

Para Geuza, é comum entre os proprietários de animais a posse irresponsável. As práticas mais comuns, segundo observa, são os donos de cães que passeiam pelas ruas e praças da cidade e não recolhem as fezes dos animais, e aqueles que abandonam filhotes, principalmente de gatos, nas praças e parques. “Eles jogam os filhotes na calada da noite e não há nenhuma punição”, denuncia ela, apontando que uma solução contra isto deveria ser, por parte do poder público, o incentivo à castração dos animais. Há 22 anos a Uipa promove a esterilização de animais a baixo custo para donos sem condições financeiras de pagar uma clínica particular. A média é de 40 animais por mês, sendo a grande maioria gatos. Assim como a Uipa, outras entidades protetoras de animais também realizam campanhas de castração. Mesmo assim, o problema de bichos abandonados nas ruas só aumenta.
Para a professora da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), Adriana Wanderley, também integrante de duas ONGs de Proteção Animal, o Grupo de Apoio ao Bem-Estar Animal (Gaba) e a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), a solução só virá em médio e longo prazos e com forte participação do poder público. Ela avalia que a Lei de Crimes Ambientais é insuficiente para responder às infrações contra animais domésticos. As próprias Delegacias de Polícia, segundo aponta, não estão preparadas para receber denúncias dessa natureza.
“As delegacias não estão preparadas para acolher as denúncias de maus-tratos, tais como o crime de abandonar animais nas ruas. É necessário o poder público pensar em estratégias sistematizadas para o problema. Aproveitar o ano eleitoral para que os candidatos, algum deles, encampem a bandeira da proteção animal. São necessárias ações de maior âmbito. O proprietário do animal não está conscientizado de suas responsabilidades. Não se sente responsável, desde ações simples, tais como apanhar as fezes do cão na rua, até mais complexas como continuar com os animais até o fim da sua vida, sem abandoná-los. O poder público, por meio dos prefeitos, governadores, vereadores e deputados, precisam dar respostas à sociedade, com legislação específica”, defende ela.
Adriana Wanderley prefere usar o termo guarda responsável, ao invés de posse, como forma da sociedade passar a ver o animal não como um “objeto”, mas como o ser vivo que merece ter direitos ao bem-estar. “Criar um animal, não é para quer, é para quem pode”, afirma, se referindo não só ao amor que deve existir na relação ser humano-animal, mas às responsabilidades para manter um cão ou um gato. A guarda responsável representa custos com alimentação, consultas veterinárias, vacinação, vermifugação e castração, caso não seja um criador profissional.
A diretora do Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza (CCZ), Evaniza Ventura, também acredita que somente a longo prazo uma cidade pode encontrar solução em proveito da posse responsável de animais. “É necessário um trabalho educativo mais intenso junto aos criadores. A castração é um começo, mas com impacto no longo prazo”, avalia.
O Centro de Zoonoses não captura mais animais abandonados nas ruas desde 2008. Agora, o trabalho só é feito a partir da demanda da sociedade. Os animais com calazar ou com doenças incuráveis são eutanasiados, conforme explica a diretora. No mês de maio, foram eutanasiados 1.020 bichos, entre cães e gatos, nas situações de recolhidos pelo CCZ, doados pelos donos por estarem doentes e positivos para o calazar.
Desde 2010, está na Secretaria de Saúde do Município um projeto, elaborado em parceria com a Uipa e com a Favet-Uece, para castração de 50 animais por mês, de famílias de baixa renda. No entanto, até agora, não há previsão para início do trabalho.

10:58 · 28.11.2011 / atualizado às 10:58 · 28.11.2011 por

É isto gente! Quem puder, é bom colaborar! O Abrigo São Lázaro faz um trabalho super sério de proteção animal, com feiras frequentes de adoção de animais. São mais de 100 gatos e cães abandonados que recebem a acolhida desta turma de voluntários. Vale a pena conhecer e apoiar este trabalho!

08:39 · 23.11.2011 / atualizado às 08:39 · 23.11.2011 por
A União Internacional Internacional Protetora dos Animais – Ceará convida a todos para:  Ato contra maus-tratos aos animais. Na ocasião haverá panfletasso de jornal educativo da União Internacional Protetora dos Animais – Sessão Ceará, durante  o ato pacífico com megafone e faixas em prol dos animais.  Contra qualquer crueldade com animais!
Praça do Ferreira – Centro – Fortaleza
Às 14h
Sábado – 26/11/11
Mais informações:
geuzaleitao@bol.com.br
(85) 32613330
lucasichj@hotmail.com
86425433 / 97321986
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