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Tag: veterinario


15:37 · 06.03.2014 / atualizado às 15:37 · 06.03.2014 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana (também publicada na Página de bem-Estar Animal do Diário do Nordeste), o médico veterinário Alison Ximenes, fala sobre o problema de pets muito gordos (obesos)! Confiram!

Médico veterinário Alison Ximenes
Médico veterinário Alison Ximenes

Dr. Alison Ximenes*: A obesidade é a forma mais comum de má nutrição de cães e gatos. Seu tratamento é necessário como qualquer outra enfermidade. A obesidade trata-se de uma condição patológica caracterizada por um acúmulo de gordura maior que o necessário para otimização das funções do corpo. É mais comum em fêmeas do que em machos.

Os efeitos físicos de carregar um excesso de peso colaboram para o aparecimento de problemas articulares e locomotores e para o desenvolvimento de artrite, contribuindo para que o animal venha a apresentar intolerância ao exercício. Estudos mostram forte associação entre o excesso de gordura e a osteoartrite coxofemoral em cães com predisposição à displasia.

A prevenção da obesidade deve ser o objetivo principal da alimentação de cães e gatos (principalmente os castrados). Devendo propiciar menor consumo diário de calorias pelo animal e/ou aumentar o seu gasto energético diário.

Seu tratamento é feito através de alimentação específica. Grande parte dos cães obesos que vão à clínica estão comendo alimento inadequado para sua fase de vida e por isso acabam se tornando obesos.

Atentem sempre para isso: animal adulto não pode comer ração de filhote!

Assim como em qualquer dieta, a prática de exercícios é fundamental. No entanto, o animal deve passar por uma avaliação com um veterinário especialista ou que trabalhe com obesidade.

Perda gradual

As orientações devem ser seguidas e a perda de peso não pode ser brusca, e sim gradual. Exames complementares são necessários mesmo nos animais jovens. A causa da obesidade deve ser sempre investigada, visto que, doenças metabólicas podem cursar com obesidade.

Os exercícios e brincadeiras ajudam a diminuir a ansiedade do animal que é muitas vezes descontada na comida.

A principal causa do insucesso do tratamento é a desistência do proprietário. Por isso, o ideal é que o monitoramento do paciente seja realizado de forma regular, para que cão e, principalmente o dono, se mantenham motivados.

O exercício físico, quando usado em combinação com terapia dietética promove perda de gordura e pode ajudar na preservação do tecido magro durante a terapia de perda de peso. Um bom programa de exercícios deve ser iniciado lentamente. O objetivo básico do tratamento da obesidade é criar uma situação de balanço energético negativo. A fisioterapia veterinária apresenta exercícios físicos como uma forma mais eficiente de aumentar o gasto energético em cães com sobrepeso.

* Médico veterinário formado pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) e pós-graduado pela Universidade Paulista (Unip) em Fisioterapia e Ortopedia Veterinária. Trabalha atualmente na empresa Reabilipet. (85) 9699.1547 / (85) 30633835 www.facebook.com/reabilipet http://reabilipet.blogspot.com.br/

15:34 · 12.02.2014 / atualizado às 15:34 · 12.02.2014 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, o médico veterinário Dr. Wesley Lyeverton Correa Ribeiro fala sobre prevenção de verminoses em cães e gatos! Confira!

Médico veterinário Wesley Ribeiro
Médico veterinário Wesley Ribeiro

Dr. Wesley Ribeiro* : Cães e gatos podem albergar uma grande variedade de vermes gastrintestinais que comprometem sua saúde. Alguns desses parasitos podem ser transmissores de doenças zoonóticas, isto é, aquelas que acometem os seres humanos.

Os parasitos do gênero Toxocara spp, por exemplo, que tem como hospedeiros definitivos o cão e o gato, podem comprometer a saúde do homem que, após ingestão de ovos, as larvas eclodem na luz e penetram na mucosa intestinal, migram pelo sangue para vários órgãos, podendo ocasionar febres intermitentes, perda de peso, diarreias, tosse, falta de ar, problemas neurológicos e de visão.

Os animais com verminose podem apresentar: comprometimento na digestão e absorção dos alimento, falta de apetite, perda de peso, fraqueza, pelos eriçados e sem brilho, aumento

de volume e dor abdominal, vômitos e diarreia e anemia. Com frequência, os animais “arrastam” a região perianal em superfícies, denotando a presença de prurido (coceira).

Dentre as várias manifestações de verminose, a observação pelo proprietário da presença devermes nas fezes é o quadro mais frequentemente relatado.

Em cães e gatos existem várias vias de infecção por nematoides, tais como a via oral, quando a infecção se dá pela ingestão de ovos, oocistos ou larvas infectantes encontradas no solo e/ou pela ingestão de hospedeiros intermediários infectados (pequenos roedores, aves,

insetos e parasitas externos), via percutânea, quando as larvas penetram através da pele do animal, a via trans-uterina e a via galactogênica (através do aleitamento).

Algumas medidas gerais de controle devem ser atentadas pelos proprietários: exames de fezes devem ser realizados nos animais ao menos duas vezes ao ano, vermifugar fêmeas antes da cobertura, com 42 dias de gestação e 21 dias após o parto. Em filhotes oriundos de ninhada muito infectada, a vermifugação de ser realizadas aos 15, 30, 45 e 60 dias de vida, com reforço sempre a cada quatro meses.

Em filhotes de gatos, deve-se iniciar o procedimento na 3ª ou 4ª semanas de vida, repetindo aos 60 e 120 dias, com reforço a cada quatro meses.

Mesmo que o tratamento de animais acometidos por verminose seja relativamente fácil, é importante o acompanhamento periódico do animal pelo médico veterinário para que esse institua uma estratégia específica para cada caso, ao avaliar de forma correta as condições do ambiente em que o animal vive e determinar a frequência com que a vermifugação deve ser feita e quais vermífugos devem ser utilizados.

* Médico veterinário, mestre em Ciências Veterinárias e, atualmente, é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da Universidade Estadual do Ceará (Uece). wesleylyeverton@yahoo.com.br

08:56 · 09.01.2013 / atualizado às 08:56 · 09.01.2013 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, o médico veterinário, Dr. Paulo Sérgio Barbosa, responde dúvida sobre doenças causadas pelo carrapato. Confiram:

“Meu cachorro foi diagnosticado com Babesia e Erlíquia. Ele é muito ativo e, de um dia para outro, ficou mais quieto e sem querer se alimentar, aparecendo manchas arroxeadas por todo o corpo, inclusive na língua. O exame de sangue constatou uma enorme baixa nas plaquetas, e logo foram tomadas as devidas providências. Ele não chegou a ficar muito abalado, logo voltou a comer e mantém um comportamento relativamente ativo. Porém ele ainda está bastante pálido, e, ultimamente, chora quando eu o pego no braço, ou quando ele vai subir no sofá por exemplo, como se estivesse machucado, embora aparentemente não tenha notado nada. Isso é normal? Essa dor vai com o tempo passar? E qual a melhor alimentação para fornecê-lo neste momento?”, pergunta o criador Renato.

Médico veterinário Paulo Sérgio Barbosa também é professor da Favet-Uece

Dr. Paulo Sérgio Barbosa*: “Pelo visto seu animal foi contaminado por uma Rickettsia no caso a Ehrlichia e por protozoário no caso Babesia, ambos são transmitidos pelo carrapato. Na nossa região, o mais comum é Rhipicephalus sanguineus, aquele carrapatinho vermelho que geralmente nós encontramos em nossos animais em inspeção diária. Pelo que o senhor descreve o seu animal apresenta a fase crônica da Erliquiose. Nesta fase, o animal pode apresentar os seguintes achados clínicos: depressão, perda de peso, palidez das mucosas, dor abdominal, evidência de hemorragia (sangramento nasal, cegueira com olhos vermelhos e manchas arroxeada na pele, como descrito na sua carta), linfoadenopatia (aumentos dos linfonodos), hepatomegalia, esplenomegalia (aumento do Baço) e rigidez com ou sem inchaço com ou sem dor articular. Nesta fase o animal apresenta o quadro de pancitopenia que é a diminuição de todas as células sanguíneas ou, raramente, a diminuição de uma delas.A mais comum e observada pelos clínicos é a diminuição de plaqueta chamada de trombocitopenia que, em conjunto com a anemia que eu estou pressupondo devido a palidez do seu animal, vem a confirmar o quadro da doença.

Quanto à Babesia a segunda infecção no quadro clínico apresenta o seguinte quadro: anemia com mucosas pálidas, febre, icterícia, petéquias, hepatomegalia e esplenomegalia. No hemograma pode apresentar um quadro de trombocitopenia associado a uma anemia. Com se vê, as duas doenças apresentam muitos achados clínicos semelhantes ao descrito na sua carta. Associação de Babesia com Ehrlichia é muito comum em cães e que esse tipo de caso não é raro e aparece com frequência em nossa casuística. Infelizmente aconteceu com o seu cachorro.

Quanto ao tratamento que foi escolhido pelo seu médico veterinário, não posso falar muita coisa, pois não sei qual a injeção que foi aplicada, mas pela prescrição feita pelo colega, o tratamento parece estar correto. A medida que os valores sanguíneos forem aumentando e o baço e fígado voltarem ao seu tamanho normal, as dores abdominais irão desaparecer e o senhor poderá pegá-lo naturalmente. Quanto á vontade dele em se alimentar, normalmente isso leva algum tempo, com certeza mais de 30 dias. Por isso aconselho paciência e acompanhamento do mesmo com o seu veterinário.

* Paulo Sérgio Barbosa: Professor da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece). Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br ou (85) 3266.9790, ou ainda para o blog Bem-Estar Pet Fale

09:27 · 26.12.2012 / atualizado às 09:27 · 26.12.2012 por

O Glautom Batista e o Reginaldo Vieira são dois protetores de animais que fazem verdadeiro milagre em Fortaleza (CE). Mesmo sem recursos financeiros eles conseguem ser os “anjos da guarda” de muitos bichinhos que sofrem nas ruas da cidade. Mais recentemente, eles socorrem duas cadelinhas. Uma delas tinha sinais de que foi estuprada. A outra estava grávida e com marcas de violência.

Esta é a "Cearazinha". Estava grávida e com marcas de violência. Após atendimento veterinário, foi levada para o Abrigo São Lázaro

Eles levaram as cadelinhas para os veterinários, Dra. Roméria, da VetClínica, e Dra. Camila, da Clínica Pet’s. Agora precisam de apoio financeiro para conclusão do tratamento das “meninas”. Vejam o que o Glautom explica no email: “Olá Valéria, meu nome é Glautom Batista, sou amigo do Reginaldo e juntos fomos fazer um resgate de uma das cadelas da foto. Essa de nome Cearazinha, estava no canteiro de obras do Metrofor. Ela estava grávida e com um grande abscesso no pescoço que, pelo levantado, alguém deu uma pancada que estourando e deixando-a bem bebilidata. Levamos ao veterinário e, na hora que a doutora foi fazer o primeiro diagnóstico, ela entrou em trabalho de parto. Foi realizado o parto, laqueadura e a limpeza e tratamento do abscesso. Ficou alguns dias e depois foi enviada ao Abrigo São Lázaro”.

Esta é a "Pretinha". Foi estuprada nas ruas do Benfica. Ainda está internada e precisa de apoio financeiro

Sobre a outra cadelinha, ele explica: “Essa outra cadelinha, com aproximadamente 4 meses, foi encontrada nos arredores do Shopping Benfica, com sangue na vagina e muito fraquinha. Foi feito o resgate e enviada ao veterinário, que logo foi detectada a suspeita de algum tipo de moléstia física e sexual. Está sendo tratada e medicada. Obrigado pela atenção. Feliz Natal. Glautom Batista”.

O Reginaldo me disse que, pela situação em que foi encontrada essa outra cadelinha, a bichinha foi estuprada. Vejam só, meus amigos, a que ponto o ser humano chegou! É triste dar uma notícia dessas em pleno período de festas de fim de ano! Mas esta é a dura realidade de muitos animais abandonados nas ruas da cidade.

Vale destacar os veterinários que fizeram as consultas. Para a cadelinha branca com preta, a “Cearazinha”, o atendimento foi feito pela Dra. Roméria, da VetClínica, da Av. José Bastos, 6360, 3232.5108, Parangaba. Já a cadelinha “Pretinha” ainda está em observação na Clínica Pet’s, Av. Imperador, 1615, Benfica. Quem quiser ser solidário às cadelinhas, podem entrar em contato com o Reginaldo, (85) 9964.9786 ou pelo email do Tom, glautom@hotmail.com.br

08:53 · 30.10.2012 / atualizado às 08:53 · 30.10.2012 por

Qualquer nódulo que surgir fora da anatomia normal do corpo do cão deve ser examinado por um médico veterinário

Veterinário Márcio Vasconcelos examina a poodle Kiara, da criadora Cida Lemos. O animal apresentou um nódulo na mama e está em tratamento FOTOS: Fabiane de Paula

Fortaleza. Com o aumento da expectativa de vida dos cães, há também uma maior incidência de enfermidades nas fases adulta e idosa dos animais. Entre estas doenças, preocupa o crescimento dos casos de câncer, conforme atesta o médico veterinário Márcio Vasconcelos, referência em Oncologia Veterinária no Ceará. Segundo ele, as ocorrências da doença em cães tornam-se comuns e com grande incidência do câncer de mama.
Ele diz que, de cada dez pacientes com câncer, seis são em mamas. Já as neoplasias cutâneas vêm em segundo lugar no registro da doença. Ele confirma que os cães de meia idade a idosos, na faixa etária de 6 a 7 anos até 12 anos, estão no grupo de risco. Porém, explica que a doença não apresenta predileção por sexo ou raça.
Mesmo assim, admite que algumas raças caninas apresentam maior predisposição. Por exemplo, as neoplasias mamárias têm sido mais comuns em cadelas de pequeno porte, como poodle, yorkshire e outras. Já cães de grande porte como dog alemão, fila e outros têm mais predisposição para neoplasias em tecidos ósseos. Já os tumores cutâneos são mais comuns de ocorrência em raças como boxer, labrador e golden. O veterinário faz questão de deixar claro que trata-se apenas de uma predisposição, não significando que tais raças, obrigatoriamente, vão apresentar a doença.
Sintomatologia
O veterinário alerta os criadores de cães para os sinais da doença. Com qualquer indício, o cão deve ser levado, imediatamente, para a consulta veterinária.

Cida Lemos e sua poodle Kiara

O primeiro sinal é o nódulo, ou o chamado “caroço”, que pode surgir em qualquer parte do corpo, fora da anatomia normal do animal. Outros sintomas são a fraqueza, a indisposição e a falta de apetite, acompanhadas de febre.
Todos esses sintomas foram observados pela criadora Cida Lemos, em sua poodle Kiara, de 12 anos. Há dois anos, a cadela apresentou um caroço numa das mamas, que foi crescendo. Atualmente, o nódulo já está em tamanho aproximado de um “limão grande”. Na última semana, ela iniciou o tratamento com Márcio Vasconcelos.
“Em 2012, quando ela apresentou o caroço, não foi diagnosticado câncer. Só agora. O veterinário anterior só tinha dado de dois a seis meses de vida para a Kiara, daí recomendou procurar o dr. Márcio Vasconcelos”, conta a dona de casa Cida.
Além do nódulo, a cadelinha também apresentou manchas na pele e muita dor ao longo do corpo. A poodle está usando um curativo na região afetada e um macacão cirúrgico para evitar ficar lambendo e coçando a mama. Está aguardando a cirurgia para retirada do nódulo.
Márcio Vasconcelos observa, entretanto, que nem todo nódulo é maligno. Uma vez identificado, o diagnóstico correto é fundamental para o sucesso do tratamento. Segundo ele, o aprimoramento da Medicina Veterinária favorece o diagnóstico precoce da doença, aumentando as chances de cura.
Os métodos de diagnóstico atuais são exames de citopatologia (análise das células); histopatologia (exame do tecido afetado); e exames de imagens (ultrassonografia, ressonância magnética e Raio X).
Após o diagnóstico, o tratamento consiste numa combinação de procedimentos. Entre eles, estão cirurgia, quimioterapia, radioterapia, criocirurgia, hormonioterapia e imunoterapia. Conforme Márcio, geralmente, são feitas mais de uma conduta terapêutica: cirurgia mais quimioterapia, ou cirurgia combinada com a radioterapia, entre outras associações. As chances de cura são altas, se o diagnóstico for precoce e o tratamento começar na fase inicial da doença, obedecendo as combinações terapêuticas.
Márcio Vasconcelos fala em cura ou controle da doença. Neste último caso, o cão tem melhor qualidade de vida e aumento da sobrevida por até um ano. “O importante é o criador saber que câncer não é sinônimo de eutanásia”, adverte o veterinário.

Márcio Vasconcelos examina a poodle Kiara, da criadora Cida Lemos

FIQUE POR DENTRO: O médico veterinário Márcio Vasconcelos, atualmente, está com 49 cães em tratamento de câncer. Destes, apenas dois estão internados. Segundo o veterinário, os números provam que, uma vez diagnosticada com antecedência e tratada na fase inicial, a doença tem altas chances de cura. Se for uma neoplasia mamária em fase inicial e sem metástase, casos curados chegam a 60%. Se for do tipo tumor venéreo transmissível (TVT), cerca de 100% dos cães podem ficar curados. O mesmo percentual é observado em casos de tumores de pele. O médico recomenda que o criador deve ficar atento aos sintomas da doença (nódulos, indisposição, febre e falta de apetite). Uma vez observados alguns deles, o animal deve ser levado imediatamente ao veterinário, para facilitar o diagnóstico precoce e o tratamento na fase inicial.

Mais informações:
Oncologia Veterinária
VetClinic – Márcio Vasconcelos
Avenida José Bastos, 6360
Jóquei Clube – Fortaleza
Telefone: (85) 3232.5108

 

07:45 · 09.10.2012 / atualizado às 07:45 · 09.10.2012 por

Nesta semana, o Dr. Vet é o veterinário Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário. Vejam o que ele recomenda para socializar gatos em casa.

Franco e Mimi moram em apartamento e vão se mudar para o sítio

“Tenho quatro gatos no apartamento (um macho e três fêmeas) que terão que se mudar para a casa no sítio, onde já moram mais quatro gatos (uma fêmea e três machos). Todos castrados. Como fazer a socialização do grupo?”, pergunta a criadora Ana Dias.

Dr. Márcio Araújo, do Pronto Socorro Veterinário

Márcio Araújo*: “A agressão entre felinos durante a introdução de um novo integrante pode ter uma variedade de motivos, dentre elas a territorial. Como os seus gatos já têm mais de um ano, a socialização fica um pouco mais complexa para acontecer. O ideal é que seja feito um trabalho consistente de socialização quando os animais ainda são jovens, antes que eles cheguem à fase de puberdade. Uma vez perdida esta fase, com a chegada da maturidade sexual, os trabalhos de socialização a serem feitos são “remediáveis” e podem não atingir todo o potencial que conseguiriam se feitos no período correto.

Destacamos algumas medidas que podem ajudá-la no processo de introdução de um novo membro. Os quais são:

1) Castração do(s) antigo(s), e também do(s) novo(s) gato(s), o que poderá ajudar na diminuição da agressividade, bem como na diminuição da demarcação de território. Medida esta já realizada, ótimo.

2) Bandejas sanitárias, comedouros e bebedouros: Quanto às bandejas sanitárias é indicado que tenha no mínimo uma por animal, mas pode, durante o processo crítico da adaptação, disponibilizar maior quantidade de forma a proporcionar que os animais tenham acesso às mesmas. O mesmo se aplica aos comedouros e bebedouros, que devem estar em locais de fácil acesso, sendo um por local, podendo usufruir de locais suspensos onde possibilite o acesso a um gato por vez. Distribua-os nos locais preferidos de cada animal, evitando assim disputas.

3) Ambientes de lazer com artifícios de descontração e exercícios para seus gatos. Invista em enriquecimento ambiental (arranhadores, brinquedos, locais suspensos para um só gato), e exercite o gato agressor de forma a baixar a energia do mesmo, possibilitando assim permanecer mais calmo.

4) Rotação de cômodos para melhor ambientação entre eles. Esta medida consiste em trocar os gatos de local, fazendo um “tour” com todos os gatos dentro dos diversos ambientes existentes em sua propriedade. Por exemplo: se nos momentos em que os mantém separados, utilize um cômodo da casa para confinar um, depois confine o outro no mesmo local. De forma a possibilitar que os gatos familiarizem-se com o cheiro um do outro.

Mimi e Chiquinha precisam se socializar com os "irmãozinhos" que moram no sítio

O mesmo se dá com os panos, e caminhas utilizadas no manejo de rotação.

Lembre-se com Atenção!: A introdução do(s) novo(s) membro(s) deve ser gradual e intercalada, com períodos de segregação, período este que pode durar de quatro a 12 semanas.

Tudo isto, aliado ao controle do ambiente, enriquecimento ambiental, o contra-condicionamento (animal se nega aos meios e artifícios de socialização) e a dessensibilização (significa fazer associações positivas para algo que é desagradável ao animal, sempre respeitando seu limite). Todos esses fatores também são muito importantes. Em se tratando de casos mais complexos é fundamenta o criador procurar a ajuda profissional de um especialista em comportamento animal que utilize técnicas positivas de socialização”.

Márcio Araújo*
*Médico Veterinário formado pela Favet-Uece e proprietário do Pronto Socorro Veterinária. Esta coluna é uma parceria com a Favet-Uece. Dúvidas sobre animais devem ser enviadas para o anavaleria@diariodonordeste.com.br  ou (85) 3266.9790, ou ainda para o blog Bem-Estar Pet

11:30 · 07.10.2012 / atualizado às 11:30 · 07.10.2012 por

Periodicamente, é necessário esclarecer sobre o que é a coluna Dr. Vet, publicada semanalmente neste blog, e como participar da mesma com responsabilidade. Primeiro, o que é: A Coluna Dr. Vet é publicada originalmente na Página de Bem-Estar Animal, toda terça-feira, no Caderno Regional do Diário do Nordeste. É reprisada neste blog e no Diário on line. Resulta de parceria que mantemos com a Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece). Os leitores enviam perguntas, que são selecionadas e encaminhadas ao professor Célio Pires, diretor da Favet. Dependendo da questão, ele envia para um professor e veterinário da Faculdade. Os professores Dr. Paulo Sérgio Barbosa e Dra.Annice Cortez, ambos médicos veterinários, são os que participam com maior regularidade. Há outras participações de veterinários que conhecemos, como o Dr. Márcio Araújo, Dr. Leandre Maciel, entre outros.

Como tenho recebido muitas perguntas por meio deste blog, os temas têm se concentrado em dúvidas sobre cães e gatos, os pets mais conhecidos. Porém, a coluna é aberta para perguntas sobre todos os animais: pássaros, cavalos, bovinos, ovinos, peixes etc. Dúvidas sobre cinomose em cães são as mais frequentes. As respostas sobre esta doença são as mais comentadas, com novas perguntas.

Para você que é criador, vale esclarecer sobre como participar da coluna com maior eficiência. O mais importante: o Dr. Vet não pode responder perguntas sobre casos de urgência e emergência. A coluna é semanal, são muitas perguntas e a sua pode não ser a escolhida da semana. Outra dica: a resposta da coluna jamais vai substituir uma consulta veterinária. Se o animal já está passando mal, ou vomitando, ou com diarreia, patas caidas, febre, cegueira no olho, sangrando etc, você deve correr para o veterinário e consultá-lo imediatamente. Não fique esperando resposta do Dr. Vet. A vida de seu cãozinho ou gato pode estar correndo grande risco. Se já é caso confirmado de cinomose ou leishmaniose (calazar), a consulta ao veterinário deve ser feita imediatamente, ok?

Também não é recomendável solicitar receita de medicamento. Jamais o profissional veterinário vai indicar uma medicação sem ver o animal numa consulta. Da mesma forma, o Dr. Vet não confronta diagnósticos ou tratamentos. Tem leitor que já tem o próprio veterinário, mas pergunta se os remédios passados por ele estão corretos. Em respeito à ética veterinária, o Dr. Vet não vai responder perguntas desta natureza. Se responder, dará orientações gerais sobre o tema  e não se o medicamento está certo ou errado.

Outras perguntas que chegam com regularidade são sobre como conseguir consulta gratuita. Sempre informo que os hospitais das Faculdades de Veterinária espalhados pelo País, geralmente, praticam preços abaixo do mercado. No caso de Fortaleza (CE), há postos de saúde pública que mantêm veterinários gratuitos para alguns procedimentos. Recentemente publiquei post neste blog com esta informação.

A partir de hoje, estamos aprovando todos os comentários com perguntas encaminhadas ao Dr. Vet, porém as respostas seguirão os critérios acima especificados.  Não poderemos responder perguntas sobre casos de emergência, urgência ou confrontando diagnósticos ou tratamentos. Seja prudente com seu animalzinho!

Contamos com a compreensão de todos e lembrem-se: a guarda responsável inclui os cuidados com a saúde do animal. Quando uma pessoa decide levar um cãozinho ou um gatinho para casa, deve saber como fará para proporcionar aos bichinhos os cuidados corretos com sua saúde.

Felicidades para todos e aguardamos suas perguntas! A participação de todos vocês nos deixa muito felizes! É bom proporcionar informações que vão trazer mais bem-estar para nossos amados amiguinhos!

07:33 · 05.07.2012 / atualizado às 07:33 · 05.07.2012 por

Olá, amigos apaixonados por cães, gatos e todas as criaturinhas de Deus! Paixão por nossos “irmãos menores”, como já disse São Francisco de Assis! Periodicamente, vejo que é preciso dar algumas orientações sobre como obter respostas do Dr. Vet. Pelos comentários que são deixados neste blog, principalmente em relação à cinomose, vale o esclarecimento!

Dr. Paulo Barbosa, da Favet-Uece, é um dos veterinários frequentes da Coluna Dr. Vet

A Coluna Dr. Vet foi criada originalmente na Página de Bem-Estar Animal, publicada toda terça-feira no Caderno Regional do Diário do Nordeste, e replicada no Diário on line e também neste blog. Atende a uma pergunta por semana, que é enviada para a Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece). O diretor da Favet, Célio Pires, recebe a pergunta e reenvia para um professor, conforme a dúvida do leitor. Temos encaminhado muitas perguntas sobre cães e gatos, que chegam por meio deste blog. Os professores Annice Cortez e Paulo Sérgio Barbosa participam com maior frequência.

Dra. Annice Cortez, da Favet-Uece, responde muitas dúvidas sobre cinomose na Coluna Dr. Vet

Porém, não podemos responder casos de urgência ou emergência. As respostas são semanais. Se o criador for esperar, corre o risco de perder seu animalzinho. Chegam muitas perguntas sobre cinomose, com os cães em fase terminal, ou na fase neurológica mais aguda. Nestes casos, o criador deve correr para o veterinário que já conhece e obter a orientação urgente e mais adequada. Não adianta ficar esperando pelo Dr. Vet. Tempo vale ouro no socorro de seu cão ou gato!

 Também há casos de criadores que querem comparar tratamentos. Já contam com veterinário acompanhando o caso mas, mesmo assim, pedem orientação para novos remédios e tratamentos. Neste caso, o Dr. Vet também não pode responder. Em respeito à ética veterinária, não confrontamos orientações médicas. Se o seu veterinário já definiu um tratamento, receitou medicamentos, não adianta ficar procurando outro. É confiar nele e torcer para que tudo dê certo. Se você não se sentir seguro com a orientação, o mais correto é buscar outro veterinário pessoalmente.

 Alguns criadores também nos pedem orientação médica porque não têm como pagar uma consulta. Atenção: o Dr. Vet não pode substituir uma consulta veterinária. Se o criador não tem condições financeiras para ir a uma clínica particular, o mais correto é procurar os Hospitais das Faculdades de Veterinária espalhados pelo País, onde os tratamentos são de baixo custo. As orientações são para você ser prudente com a saúde do seu animal. Em caso de urgência e emergência, seja rápido no socorro! Só assim você vai poder salvar seu amorzinho! O Dr. Vet está aberto a todos os casos que podem esperar pela orientação. Bem-vindo às suas dúvidas sobre como melhor proporcionar bem-estar ao seu cão ou gato!

10:22 · 28.06.2012 / atualizado às 10:22 · 28.06.2012 por

O Conselho Federal de Medicina Veterinária divulga uma informação ótima para os criadores de animais. Confiram:

Aprovado projeto de lei de genéricos veterinários pelo Congresso Nacional. CFMV preocupa-se com o cumprimento dos testes de equivalência

Brasília. Aprovado, na terça-feira, 26 de junho, pelo plenário da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 1080/03 que cria os medicamentos genéricos veterinários. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) apoia a iniciativa, porém, preocupa-se com a operacionalização, principalmente, para que sejam definidos os produtos de referência. O projeto já passou pelo Senado e segue para sanção da Presidente Dilma Rousseff.

O PL define o que são produtos veterinários, medicamentos de referência, medicamentos similares e genéricos. Estes últimos podem diferir apenas quanto a tamanho, formato e prazo de validade, por exemplo, mas devem ter a mesma eficiência comprovada (bioequivalência). Para ser registrado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o genérico veterinário deverá comprovar essa bioequivalência em relação ao medicamento de referência e atender a requisitos de taxa de excreção, resíduos e período de carência se usado em animais de consumo.

“Com certeza essa nova lei será um avanço. Como nos medicamentos humanos poderá existir uma redução de preço, mas nos genéricos veterinários o principal ganho será na melhor qualidade dos produtos” relata o Presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda.

Ele explica que atualmente, existem medicamentos registrados para a mesma indicação, porém, em seu registro, não há necessidade de que comprovem bioequivalência, já que são produtos diferenciados. Um exemplo é a ivermectina que apresenta mais de 70 produtos com o mesmo princípio ativo no mercado. A partir da criação dos genéricos serão exigidos esses testes, principalmente para que se garanta a igualdade nas características farmacológicas, ou seja, a forma como o medicamento se comporta no organismo (sua absorção, distribuição, biotransformação, metabolização e eliminação).

A preocupação do CFMV está nos procedimentos para que um princípio ativo receba o título de genérico. Neste caso, a exemplo do que foi feito com os medicamentos humanos, será necessária a criação de medicamentos de referência, com especificações para cada espécie, via de aplicação etc. Essa referência é o parâmetro para os testes de bioequivalência entre produtos. O CFMV também entende que o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária, que cuidará do processo, precisará de mais técnicos para atender a demanda de novos registros.

O Projeto de Lei 1089/03 permite o uso de medicamentos genéricos na medicina veterinária e estabelece preferência para eles nas compras governamentais. O texto estabelece que as penas e multas por descumprimento das regras desse decreto serão as da Lei 6.437/77, mais rígidas que as atuais. O texto é de autoria do então deputado e hoje senador, Benedito de Lira (PP-AL).
 
Mais informações: CFMV
(61) 2106 0476 comunicacaosocial@cfmv.org.br

10:03 · 25.06.2012 / atualizado às 10:04 · 25.06.2012 por

Na Coluna Dr. Vet desta semana, o médico veterinário Paulo Sérgio Barbosa responde dúvidas da criadora Juliana sobre se existe remédio natural para a cinomose. Confira! (Esta coluna também é publicada toda terça-feira, na Página de Bem-Estar Animal, Caderno Regional do Diário do Nordeste).

“Gostaria de saber se tem algum remédio natural pra ajudar no controle da cinomose. Minha Pandora já está tomando medicamentos, indicados pelo veterinário, mas gostaria de ajudá-la ainda mais.Se souber de algum, por gentileza, me envie por e-mail”, pergunta a criadora Juliana.

Paulo Sérgio Barbosa é médico veterinário e professor da Favet-Uece

Dr.  Paulo Sérgio Barbosa: “Uma das características do Dr. Vet é a de não deixar as pessoas, que mandam sua cartas ou emails solicitando uma luz para problema que aflige o seu animal, sem resposta. Lógico que vamos tentar, na medida do possível, fazer uma explanação, novamente, do que é a cinomose. A cinomose é uma doença viral, altamente contagiosa e de distribuição cosmopolita, que acomete cães e é caracterizada por elevação de temperatura, leucopenia, alterações nos tratos gastrointestinal e respiratório e, frequentemente, complicações pneumônicas e neurológicas.
Na alopatia, adotada pelas maiorias dos médicos veterinários, utilizamos o tratamento de suporte para o animal, já que não existe medicamento específico para o tratamento desta doença, consistindo em: antibioticoterapia no controle das infecções bacterianas secundárias, fluidoterapia oral ou parenteral, vitaminas do complexo B, com especificidade para as vitaminas B1, B6 e B12, suplementos nutricionais, vitamina C, vitamina E e corticoterapia. Na fase nervosa podemos acrescentar um anticonvulsivantes.
Como a pergunta tem uma conotação sobre produtos naturais, o que podemos observar é que existem na homeopatia relato, como o trabalho do Dr. Horace Jervis, publicado em 1929, no qual descreve o grande sucesso do uso do Nosódio Distemperinum na prevenção da cinomose (distemper).
Desde então, homeopatas têm utilizados Nosódio à base de secreções ocular nasais e dérmica para o tratamento da cinomose, se o proprietário optar para um tratamento homeopático. Em Fortaleza, já possuímos uma gama de médicos veterinário homeopatas.
Existem relatos que a semente de gengiroba ajuda no tratamento de suporte. Entretanto, que eu saiba, ela é de difícil absorção gástrica por parte dos cães. Existe também o quiabo misturado ao leite. O cuidado deve ser com a diarreia que essa mistura pode causar em cão já debilitado. Por isso não aconselho.
Na nossa experiência clínica, os caso de cinomose tem prognóstico reservado e que o uso acupuntura tem nos mostrado um campo promissor com relação à qualidade de vida de um animal que contraiu cinomose. Para os cães em fase nervosa, além da acupuntura, a fisioterapia também é indicada. Sugiro que, ao invés de procurar produtos naturais para o tratamento do seu cão, procure um médico veterinário que faça acupuntura.
Associado a tratamento prescrito pelo seu médico veterinário, busque dar uma qualidade de vida melhor ao seu animal. Quanto aos leitores desta coluna, a vacina contra cinomose, feita por médicos veterinários, ainda é a melhor escolha para vida do seu cão. A cinomose é um doença de fácil contágio”.
*Professor da Favet-Uece. Preguntar para o Dr. Vet podem ser enviadas para o  anavaleria@diariodonordeste.com.br  ou para este blog!