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Excesso de modernidade avacalha OS 3 MOSQUETEIROS

Publicado em 31/10/2011 - 18:36 por | 5 Comentários

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Adaptação razoavelmente fiel ao romance original de Alexandre Dumas, Os 3 Mosqueteiros, de Paul W. S. Anderson revela como a inserção de elementos modernos em clássicos da literatura resulta em filmes desastrosos e incompetentes. Ou mais prpriamente, em filmes estúpidos

 

O escritor francês Dumas Davy de La Pailletterie, mais conhecido como Alexandre Dumas pai (1802–1870), teve o seu Os Três Mosqueteiros publicado entre março e julho de 1844, em forma de folhetim, no jornal Le Siècle, e, ainda naquele ano, lançado como romance, o qual é, ainda hoje, considerada a maior entre todas as suas criações literárias. Nos anos de 1845 e 1848 Dumas finalizaria uma trilogia com a publicação, respectivamente, de 20 Anos Depois e O Visconde de Bragelone, no está inserido outro clássico, O Homem da Máscara de Ferro.

A produtora estadunidense Summit Entertainment, a mesma da Saga Crepúsculo, de Stephanie Meyer, em parceria com o estúdio alemão Constantin Films, responsável pela franquia Resident Evil, e mais dois pequenos estúdios, levantaram US$ 75 milhões para uma nova produção de Os 3 Mosqueteiros, com planos de levar a trilogia literária para o cinema. Os roteiristas Alex Litvak, de Predadores (2010), e Andrew Davies, de O Diário de Bridget Jones (2004), receberam a incumbência de introduzir elementos modernos à adaptação cinematográfica e dar-lhe um vertiginoso ritmo de ação, cuja estruturação visual ficaria cargo da equipe de efeitos especiais e do diretor Paul W. S. Anderson, realizador da franquia Resident Evil, oriunda de um jogo de videogame.

Nenhum estúdio planeja um filme pensando em fracasso, embora saiba ser, este risco, real. Quem acessa este blog de cinema acompanhado através dos Rankings de Bilheteria dos EUA e do Brasil, a “via crusis” de Hollywood com inúmeras produções que não darão o retorno de seus investimentos. É muito, mas muito filme competindo pelo fracasso. Produzir cinema é, sim, um trabalho de risco.

Os 3 Mosqueteiros era aguardado com imensa expectativa por apostar no sucesso da “modernização” de um dos maiores clássicos da literatura universal. A idéia era clara: utilizar uma história conhecida universalmente e que por si já garantisse o interesse popular e adicionar-lhe ação e aventura ao gosto das jovens platéias não exigentes de fidelidade ou respeito ao original literário. Assim, Os 3 Mosqueteiros traz somente o esqueleto da história criada por Dumas e todo o revestimento é “novo” e “moderno” conforme os efeitos especiais e a  linguagem dinâmica e ágil imposta do cinema feito em Hollywood. No geral, reside justamente nessa conjunção da “adaptação livre” a desgraça e o desastre de Os 3 Mosqueteiros. O que poderia ser um filme de aventura acabou resultando em uma obra anacrônica e sem personalidade, uma contrafação à obra literária e um desrespeito ao autor.

Os 3 Mosqueteiros de Paul Anderson rejeita o saboroso tom de folhetim da obra de Dumas e a elegância e o sabor de romance, intriga e aventura das antigas e clássicas adaptações, como as de Allan Dawn, de 1939, com Don Ameche e Glória Stewart, e, principalmente, a de George Sydney, de 1948, com Gene Kelly, Lana Turner, Van Heflin, Angela Lansbury e Vincent Price, para levar essa mesma história adaptada em um arriscado tom modernista para o paladar de um público jovem apreciador apenas da dupla ação e pancadaria. A criação de Dumas está muito além dessa limitada e estreita visão dos seus adaptadores. Nessa modernosa adaptação, mosqueteiros são ladrões de diamantes e de mapas, há encouraçados de guerra voadores que se bombardeiam como se estivessem em alto mar, as espadas são estilizadas e modernas, espadachinsque se vestem parecendo ninjas, Milady de Winter (Milla Jovovich) é uma acrobata que escapa de armadilhas de armas de fogo, além de balas de canhão voarem com estopins acesos. 

Há ainda graves falhas do roteiro que contém diálogos descontextualizados com a época na qual se desenvolve e deixa os acontecimentos espaçados e estanques, o que praticamente exclui a dramaticidade, além de não explicar as questões políticas envolvendo a rainha francesa (Juno Temple), o duque de Buckingham (Orlando Bloom), e Milady de Winter, ex-mulher de Athos (Matthew McFadyen) no romance. Os contextos políticos são colocados logo no início em uma narração em “off”, a qual procura esclarecer os conflitos e as fronteiras de alguns países europeus, que naquela época, o início do século 17, ainda não estavam formalizadas e outros ainda não eram reconhecidos, como o Reino da Espanha. Uma tentativa de remediar o vazio temático do filme.

Com todos esses inconvenientes, Os 3 Mosqueteiros tenta se definir como uma aventura de ação. Nada a ver com o livro, classificado como um romance histórico. Claro, pode agradar, eventualmente, ao público jovem desconhecedor da obra de Dumas e sua importância na história da literatura. Mas, para os conhecedores do romance – o qual prima pela inteligência e trafega pela cultura –, e até mesmo dos filmes clássicos, vai ser estranhíssimo se deparar com a “modernidade” implantada a Os 3 Mosqueteiros. Uma prova de que, na modernização dos clássicos pelo cinema, a essência da obra é a primeira a escapar pelo ar.

Os Três Mosqueteiros resulta não apenas em um filme sem a essência literária de Dumas, mas em um espetáculo desastroso em sua insípida criatividade, uma avacalhação a uma das maiores criações da literatura universal. Um dos filmes mais estúpidos já feitos por Hollywood.

Mais informações

Os Três Mosqueteiros (The Tree Musketeers, EUA-Alemanha, 2011), de Paul W. S. Anderson, com Orlando Bloom, Milla Jovovich, Logan Lerman e Christopher Waltz. 110 minutos. 12 anos.

Saiba mais sobre Alexandre Dumas e Os 3 Mosqueteiros.

Imagem de Amostra do You Tube

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SAGA CREPÚSCULO AMANHECER 1 – cena de sexo reeditada para amenizar

Publicado em 30/10/2011 - 19:04 por | 3 Comentários

Categorias: VEM POR AÍ

 

A edição de novembro da revista estadunidense Glamour traz uma interessantíssima entrevista de Kristen Stewart, além de uma série de fotos sensuais assinadas pelo fotógrafo Mathias Vriens –McGrath. Mas, interessa de perto aos fãs da série Saga Crepúsculo a revelação feita pela atriz, de que a Summit teve de reeditar a cena de sexo na lua-de-mel de Bella e Edward em Amanhecer Parte 1 pois recebeu imprópria para menores de 17 anos

 

A montagem da primeira versão de Saga Crepúsculo: Amanhecer Parte 1 recebeu a classificação R, dada pela MPAA, proibindo a película para menores de 17 anos desacompanhados. A razão dessa classificação foi a extensa cena de sexo protagonizada por Kristen Stewart e Robert Pattinson na cena da lua-de-mel em Parati, Rio de Janeiro. Segundo a atriz, o estúdio promoveu uma reedição amenizando as cenas quentes.

Leia a entrevista (traduzida para o português) de Kristen Stewart à revista Glamour, postada pelo site nacional  forksmania http://forksmania.com.br/archives/45492

“Foi muito estranho. Nem parecia que estávamos em um filme de Crepúsculo”, disse. “Era meio que ‘Bella!, o que você está fazendo. Uau! O que está acontecendo aqui?!”. Foi muito surreal. Tivemos de reeditar a cena para diminuir a classificação”, concluiu. E conseguiu. A nova classificação concedida a PG–13, imprópria para menores de 13 anos, com a ressalva de conter “imagens perturbadoras, violência e sexualidade parcial”.

Datas de estréia

Saga Crepúsculo: Amanhecer Parte 1 – 18 de novembro EUA e Brasil

Saga Crepúsculo: Amanhecer Parte 2 – 16 de novembro

Confira o vídeo com a entrevista (em inglês, sem legendas) de Kristen Stewart, adicionada de cenas do filme.

Imagem de Amostra do You Tube

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O IMDB e a idade dos atores

Publicado em 30/10/2011 - 11:34 por | Comentar

Categorias: CELEBRIDADES

Desde a última quinta-feira, 27, um assunto está tomando conta dos principais sites e blogs de cinema: os 2 principais sindicatos de atores de Hollywood, o poderoso Screen Actors Guild-SAG, e a Federação Americana de Artistas de Rádio e Televisão–AFTRA, emitiram um comunicado em conjunto, condenado o site The Internet Movie DataBase, imdb, o melhor banco de dados de cinema do mundo, por revelar a idade dos atores. O tema merece reflexão

 

A queixa das entidades é contra a postagem das datas de nascimento dos atores. Sem seu consentimento, alegam que a exposição pública tem reduzido as suas chances de trabalho em Hollywood porque os selecionadores de elenco têm no imdb uma fonte de pesquisa. “Quando suas idades verdadeiras chegam ao conhecimento do pessoal do casting, a faixa etária que muitos deles podem interpretar sofre um corte repentino e, com isso, perdem a oportunidade de trabalho”, afirmaram em comunicado à imprensa. “Os empregadores nunca perguntariam diretamente a um potencial empregado a sua idade”, acrescenta. Segundo ainda o comunicado, os sindicatos tentaram convencer os donos do site a retirar as idades, mas o pedido foi desconsiderado.

A posição assumida pelas entidades dos atores veio em respaldo à ação movida por uma atriz moradora no Texas (ela trabalha com pseudônimo asiático americanizado) e cujo nome no processo está registrado como Jane Doe. Ela está pedindo um milhão de dólares por danos morais e mais 75 mil dólares em danos compensatórios, sob a alegação de que a idade postada no IMDB é mais jovem do que ela realmente tem e isso tem prejudicado a ser escolhida pelos estúdios. Na ação, o advogado da atriz, John W. Dozier, afirma que o imdb conseguiu a informação biográfica da cliente através de meios falsos e os dados são ilegais. “Estou recebendo contatos constantes de atores e atrizes que têm queixas semelhantes e querem processar a Amazon.com”, revelou.

O Internet Movie DataBase, o Banco de Dados do Cinema na Internet, foi pensado em 1989 por um grupo de cinemeiros, liderado por Col Needham – hoje seu executivo chefe. A criação do site adveio da ausência de informações sobre os filmes, os atores e a indústria cinematográfica como um todo – os filmes em produção, exibição e em projetos. O grupo caiu em campo para pesquisar e em 17 de outubro de 1990 lançou o site com o nome de rec.arts.movies movie database , contendo 10 mil fichas de filmes e produções feitas para a televisão. 3 anos depois foram incluídas as biografias e os resumos dos filmes. A partir de 1994 passou a aceitar dados remetidos por colaboradores, os próprios usuários, e também pessoas da própria indústria, as quais queriam ter seus dados no portal. Doações mantiveram o site funcionando e crescendo. E esse crescimento foi avassalador ao ponto de acumular informações e não ter pessoal disponível para postá-las. Mais 2 anos após, o site teve de mudar de servidores e passou por uma reformulação, chegando finalmente à profissionalização, com a aceitação de comerciais dos estúdios. Em 1998 foi comprado pela Amazon.com , o maior site de vendas do mundo.

Hoje, o imdb é o melhor site de cinema do planeta, básico para pesquisas de cinéfilos, jornalistas, críticos e fãs de cinema, altamente profissional e estabelecido em 9 idiomas, incluindo o português. Eu não consulto nenhum site de cinema do Brasil, pois aqui não tem um só que tenha suficiente e corretamente as informações desejadas, e para obtê-las tenhio que perder tempo pulando de um site para outro. Lá, no imdb, estão as informações – em todos os níveis – de mais de 2 milhões de filmes para o cinema e a para a televisão, além de 4 milhões de perfis de atores, atrizes, diretores, produtores, roteiristas, fotógrafos, dublês, enfim, tudo completinho num trabalho altamente profissional. Caso você não conheça o imdb, sugiro uma visita ao endereço abaixo para conferir (em inglês) a sua história > http://www.imdb.com/help/show_leaf?history

 

Análise
Desde que comecei a estudar cinema, lá no meio dos anos 60, leio e ouço que os atores são vítimas de preconceito dos estúdios de Hollywood. Quando a juventude e a beleza física vão ficando para trás, a lista de trabalho se reduz drasticamente. Muitos atores às portas dos 50 anos, 60 anos, vão escasseando suas presenças nos filmes de maior investimento e pipocam reclamações quanto a esse preconceito. Isso aconteceu sempre e a prática perdura até hoje porque a Hollywood interessa exclusivamente a juventude. Em função disso, atores chegando a essas faixas de idade saem lenta ou repentinamente das telas.

Refletindo sobre o tema, essa é uma questão ligada à temporalidade da vida. Esse processo atinge, indistintamente, a todos e em todas as áreas profissionais. Tanto que existe a aposentadoria. Lógico, ultrapassar a meia idade e chegar à velhice pode ser um redutor de oportunidades. Pode ser. Mas, há os que superam as dificuldades advindas e continuam trabalhando duramente.

Os jogadores de futebol, por exemplo, invariavelmente, sabem que a chegada dos 30 anos é um aviso prévio da aposentadoria. Sabem que terão apenas alguns anos mais, mas a barreira se estabelece entre os 35/36 anos – se chegar a tanto. É a hora de sair dos grandes clubes e com a fama e o prestígio do passado ir prestar seu serviço e experiência nos clubes das séries inferiores. É o caso do admirável jogador chamado Dema, aos 42 anos anda esbanjando fôlego na terceira divisão cearense. E o que fazem ainda os jogadores que se aposentam: saem das linhas internas do campo e vão trabalhar na linha externa como técnicos. Uns vão ainda trabalhar como funcionários do clube, treinadores das categorias de base ou cargos administrativos. Infelizmente, a juventude não é eterna para ninguém.

Na carreira de ator o campo de oportunidade de trabalho segue o mesmo processo. Eles podem sair dos grandes estúdios e atuar em produções das companhias médias e independentes, ou trocá-los, progressivamente, levando consigo a fama, prestígio e talento, para os estúdios de televisão. Ainda restam outras opções: saem da frente das câmeras e vão trabalhar atrás delas. Uma simples mudança de lugar. Outros, mais conscientes e preparados para o futuro, fazem sociedades com colegas e fundam os seus próprios estúdios. Estes, infelizmente, são muito poucos.

Um dos problemas enfrentados pelos atores que estão reclamando através de seus sindicatos, é que eles burlaram suas idades. Aquilo que, no campo de futebol se tornou conhecido como “gato” – um juvenil adiantar a idade para ganhar espaço nos clubes – acontece também em Hollywood.

O jornalista James Cassandra, da Associated Content, analisa a questão sob um ângulo interessante: “ao pedir ao imdb para retirar a informação, o Screen Actors Guild está dizendo aos atores, roteiristas e diretores mais velhos que devem ter vergonha da idade que têm. Não devem abraçá-la, esconde-la e fingir que não existe”. E continua: “De fato, se a Writers Guild realmente se importa com eles deveria estar encorajando seus membros a escrever mais peças para atores mais velhos e deveria pressionar os estúdios para que aprovem scrips para atores mais idosos e a contratar diretores mais velhos para dirigir os seus filmes. Em vez disso (…) está dizendo ‘idade é apenas um número’, mas em seguida, provando que não é, diz que o ‘número’ não deve ser divulgado lá fora, para a exibição pública”, finaliza.

Outros, ainda, defendem que o imdb deve se autocensurar, retirando o que pede os sindicatos. Vejo isso como um precedente perigoso para proibições em todas as ordens. E todos nós sabemos que proibir não é a saída.
Como sindicato deve-se respeitar as entidades. Mas, essa reclamação não é de hoje, não foi criada pela “modernidade” da internet. Ela sempre existiu, é antiga e, portanto, histórica.

Assim, pipocam na minha cabeça algumas perguntas sobre as conseqüências caso essa exigência venha a ser aceita.

 Será esta uma reivindicação justa?

• E as enciclopédias?

• E os dicionários biográficos?

• E as biografias não autorizadas?

• O material para pesquisa, como fica – ou não fica?

No seguimento da reflexão, outras perguntas surgem. E deixo-as com você, pois merecem uma reflexão:

• Será que o IMDB promove a discriminação e o preconceito ao divulgar a idade real dos atores?
 
• Deve o IMDB ser punido por ser honesto em dar a informação correta?

• Deve o IMDB ser punido por ter recebido as datas de nascimento de vários atores e após tê-las pesquisado, postado as idades reais?

•  Como banco de dados deve o IMDB receber autorização pessoal de um ator para divulgar os seus dados pessoais e profissionais?

• E, deve o imdb continuar a ter direito a livre informação e postá-la para à sociedade?

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COISA DE CINEMA – uma foto para começar o dia

Publicado em 29/10/2011 - 8:13 por | 1 Comentário

Categorias: coisa de cinema

Ao abrir o computador nesta manhã de sábado, 29, encontro uma mensagem enviada pela Soraya, meu amor há 27 anos, com a foto abaixo, citando-a como uma “coisa de cinema”. E como coisa de cinema, posto-a para você também partilhar, comigo, a beleza da imagem, a qual estimula reflexões

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OS MERCENÁRIOS 2 – a morte do dublê

Publicado em 28/10/2011 - 21:41 por | Comentar

Categorias: VEM POR AÍ

Esta semana está sendo terrível para o produtor, ator e diretor Sylvester Stallone, que após uma temporada em baixa, está em processo de recuperação do antigo prestígio. Além de estar sendo processado sob a acusação de que o roteiro de Os Mercenários é plágio, na tarde de ontem, quinta, 27, uma explosão em uma externa de Os Mercenários 2, que está sendo filmado Bulgária, matou um dos dublês e deixou outro gravemente ferido

 

Na terça, 25, o roteirista Marcus Webb – que não teve nenhum trabalho ainda aceito pelos estúdios – iniciou um processo na Justiça Federal de Manhattan contra Stallone, as produtoras Millenium Films e Nu Image, o co–roteirsta David Callahan e a distribuidora Lions Gate Entertainment, sob a acusação de que o roteiro de Os Mercenários (2010), dirigido por Stallone, tem cenas “impressionantemente semelhantes e em alguns trechos idênticas” ao seu roteiro intitulado The Cordoba Caper, o qual ele registrou em 2006 no Departamento de Copyright de Hollywood e entregou para análise em diversos estúdios. Ele requer indenização não especificada em dinheiro e uma ordem judicial proibindo que a semelhança seja mantida em Os Mercenários 2, cujas filmagens foram iniciadas há semanas na Bulgária. Nem o ator e nem os demais envolvidos se pronunciaram.

Lembrando que, quando das filmagens de Os Mercenários no Brasil, a 02, produtora de Fernando Meirelles e Paulo Morelli, afirmou não ter recebido 3,8 milhões de dólares referente à uma pesquisa de locação e preparação das filmagens. Depois, quando do lançamento do filme nos EUA, Stallone fez uma desagradável piada sobre a falta de cuidados com o meio ambiente pelos brasileiros envolvidos nas filmagens.

Ontem a tarde, quinta-feira, 27, enquanto a principal unidade de dublês filmava em uma área da região sudeste da Bulgária, uma outra, distante 2,5 horas, instalava explosivos em um barco cenográfico nas águas do Lago Ognyanova quando ocorreu a explosão. Um dublê morreu e outros 2 ficaram feridos. Nenhum dos acidentados ainda teve o nome divulgado. As produtoras entregaram à imprensa um comunicado em comum lamentando o ocorrido, mas não citando se haverá ou não a interrupção das filmagens.


Os Mercenários está sendo filmado em Sofia, nos estúdios Nu Boyana. O roteiro foi escrito por David Agosto e Ken Kauffman e o elenco reúne novamente todos os atores do primeiro filme – Stallone, Schwarzenegger, Bruce Willis, Mickey Rourke, Jet Li, Dolph Lundgren, Terry Crews, Jason Sthatam e Randy Couture, entre outros. Os novatos são Chuck Norris e Jean-Claude Van Damme, que assume o papel de vilão. Quem dirige é Simon West, de Con Air – a Rota da Fuga, Tomb Raider e recente remeke de Assassino a Preço Fixo.

Confira a nota que os produtores enviaram à imprensa tratando do enredo de Os Mercenários 2.

“Os mercenários estão de volta e desta vez é pessoal! Depois que Tool (Mickey Rourke), a alma do grupo, é brutalmente morto em uma missão, seus camaradas juram vingança – mas não são os únicos sedentos por sangue. A bela e selvagem filha de Tool, Fiona, embarca em sua própria missão de vingança, mas complica a situação quando é capturada por um cruel ditador que planeja destruir o movimento de resistência a que se opõe. Agora Barney e os mercenários devem arriscar tudo para salvar a moça e a humanidade”.

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Scarlett Johansson no set de UNDER THE SKIN

Publicado em 28/10/2011 - 18:22 por | Comentar

Categorias: VEM POR AÍ

Mal terminaram as filmagens de Os Vingadores e a atriz Scarlett Johansson já começou a rodar o seu próximo projeto, a sci-fi Under the Skin, na qual interpreta uma alienígena para lá de sexy… É a adaptação do romance homônimo de Michael Farber, um best seller na Europa e nos EUA

 

 

Anunciado em novembro do ano passado, a sci-fi Under the Skin, novo filme protagonizado pela belíssima Scarlett Johansson (A Outra, Homem de Ferro 2), começou a ser filmado em Glasgow, na Escócia. E como já era de se esperar, os paparazzi de plantão não perderam tempo e já conseguiram as primeiras fotos do set da produção, que mostram como será o visual de Scarlett no filme. Confira.

Dirigido por Jonathan Glazer (de Reencarnação, Sexy Beast), Under the Skin (Debaixo da Pele, em tradução livre) é a adaptação do romance homônimo do autor holandês Michael Faber, o qual contar a história de uma alienígena letalmente eficiente, vivida por Johansson, que vem à Terra sob o aspecto de uma mulher perfeita. Uma vez aqui, ela passa a utilizar a sua voraz sensualidade para atrair presas humanas, mas com o tempo ela começa a se deixar influenciar pela complexidade da vida no nosso planeta e acaba adquirindo uma certa humanidade, algo que a coloca em rota de colisão com os outros da sua espécie.

Por enquanto, Under the Skin não ainda não consta nos calendários de estréias de 2012 e 2013. Mas, espera-se que seja lançado mundialmente no verão ou no Natal de 2012.

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Quixadá Mostra Cinema – programação encerra amanhã

Publicado em 28/10/2011 - 16:20 por | Comentar

A jornalista Joanice Sampaio envia e-mail informando o encerramento, amanhã, sábado, 29, do III Quixadá Mostra Cinema, cuja primeira edição aconteceu há 13 anos. O evento exibe as produções rodadas no município e objetiva fomentar, difundir e desenvolver o autêntico cinema produzido em nosso Estado

 

No III Quixadá Mostra Cinema estão sendo exibidos curtas, médias e longas metragens nos mais variados temas e bitolas. Foram realizadas, também, oficina de fotografia, lançamento de filmes e uma solenidade na Câmara Municipal apresentou a proposta para o município sediar a Cinemateca Cearense. Houve, ainda, homenagens a realizadores, produtores e personalidades que indireta ou diretamente contribuíram para a concretização do cinema cearense.

Eis a programação de encerramento, neste sábado, amanhã, 29.

Mostra Animação Cearense – curtas
Local: Cineclube Mestre Adolfo
Horário: 09h

 COMUNICADO, de Telmo Carvalho – Duração 5 minutos
 MARIA DA GLÓRIA, de Diego Abel
 ESAÚ, de André Dias
 UM SÓ, de Clayton Buchecha
 FÁTIMA, de Jefferson Hamaguchio
 URSO DESPOLAR, de Maxell Duarte
 OS TAPEBA E SUAS TERRAS, de Felipe Fox
 A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE, de Neil Rezende
 NINA E NINO, de Tatiana Lourenzo
 CAMINHANDO PARA O IGUAÇU – trabalho coletivo dos alunos Projeto Cine Coelce
 EUREKOS, de Hugo Lins

Mostra Cego Aderaldo – Curtas
Trabalhos do Curso de Realização em Audioviisual/Vila das Artes
Local: Cineclube Mestre Adolfo
Horário: 15h

 COMA, de Rúbia Mercia – 18 minutos
 SENSUS, de Marina Mapurunga – 19’
 O COMEÇO, de Camila Vieira – 18’
 ALÉM DA RUA, de Natália Viana – 20’
Mostra Mestre Adolfo
Local: Praça Raquel de Queiróz
Horário: 19h30

Videoclipes
 CONTATO IMEDIATO, de Guaracy Freitas – Direção: Clébio Viriato (Clan de Cinema) – Duração: 3 minutos e 30 segundos

 CHUVA DE RASTRO, de Idson Ricart – Direção: Alex Meira (Clan de Cinema) – 3’50

Filmes
 VIDA MARIA, de Márcio Ramos – duração: 8’34
 PODE ME CHAMAR DE NADI, de Deo Cardoso – 17’
 O GATO PRETO (Primeira Parte), de Clébio Viriato Ribeiro – 52’

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Mostra Internacional de Cinema de SP já começou

Publicado em 27/10/2011 - 22:39 por | Comentar

Considerado por muitos como o maior e melhor festival cinematográfico do país, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo já está agitando os cinéfilos paulistanos. O evento chega neste ano à sua 35ª edição e presenteia os amantes da sétima arte com centenas produções nacionais e internacionais, que serão exibidas em 22 espaços culturais da capital paulista, como cinemas e museus

 

INÁCIO ALAIOLA
Colaborador

O festival teve início na noite da última quinta-feira, 20, com uma cerimônia fechada para convidados, na qual houve uma (merecida) homenagem ao recém-falecido Leon Cakoff, criador da Mostra, seguida pela exibição da versão restaurada do clássico de 1902, Viagem à Lua, de George Meliés, e do filme O Garoto de Bicicleta, de  Jean-Pierre e Luc Dardenne, que venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes-2011. As sessões para o público começaram no dia seguinte, 21, e se estenderão até o dia 3 de novembro.

Ao todo, serão exibidos cerca de 250 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, que ocuparão 22 espaços culturais espalhados pela cidade. A quantidade de produções, por sinal, é consideravelmente menor do que o habitual (a última edição, por exemplo, contou com mais de 400 filmes) e uma das razões para isso foi o fato de que nesse ano serão exibidos apenas filmes estrangeiros inéditos no país, decisão que, segundo a diretora do evento, Renata Almeida, partiu do próprio Cakoff.

Quanto as atrações que passaram e ainda passarão pelo festival, podemos citar como destaques Era Uma Vez na Anatólia, de Nuri Bilge Ceylan (que também foi vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes desse ano), O Palhaço, de Selton Mello (que estréia nesta sexta, 28, em circuito nacional), Late Bloomers - o Amor Não Tem Fim, de Julie Gavras, A Ilusão Cômica, de Mathieu Amalric, Eu Receberia As Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca, O Futuro, de Miranda July, e Tudo Pelo Poder, de George Clooney, além dos documentários As Canções, de Eduardo Coutinho, Caverna dos Sonhos Esquecidos, de Werner Herzog, e Raul – o Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho.

Confira o treiler de A Caverna dos Sonhos Esquecidos

Imagem de Amostra do You Tube

Também merecem a atenção do público as versões restauradas de Taxi Driver, de Martin Scorsese, e Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e o filme russo Fausto, de Aleksander Sokurov, que venceu o Leão de Ouro do 68º Festival de Veneza e será exibido em sessões extra que acontecerão entre os dias 4 e 6 de novembro.

Confira abaixo a programação da 35ª Mostra Mostra Internacional de Cinema de São Paulo:  > http://35.mostra.org/programacao/

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NÃO TENHA MEDO DO ESCURO – entre a curiosidade e o mal

Publicado em 27/10/2011 - 13:35 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Em Não Tenha Medo do Escuro, Guillermo Del Toro volta a investir na existência de seres da fantasia como figuras reais que existem em um mundo paralelo ao nosso, na escuridão dos porões daquilo o qual não conhecemos verdadeiramente

 

Um filósofo italiano chamado Gianbattista Vico (1668-1744), confrontando o excesso de racionalismo de francês René Descartes (1596–1650), aquele do “penso, logo existo!”, afirmou ser impossível a constituição do entendimento do mundo sem a história, as tradições, a mitologia, a fantasia, a filosofia, e por aí vai. Se há um cineasta mais afeito diretamente ao pensamento vicciano, este se chama Guillermo Del Toro. O mundo do realizador mexicano é o racional, histórico (lembrem-se de O Labirinto do Fauno estabelecido na época do franquismo espanhol) e no qual o bem o mal convivem em conflituosa existência – mas não é o único. Paralelo a ele existe um outro mundo, repleto de seres místicos e fantásticos, surgidos nas histórias da ancestralidade mitológica e das sombras da imaginação e do medo humano. E eles estão e em constante interação com o nosso o plano de existência. Afinal, para essas criaturas, o tempo é algo a ser aguardado, pois não tem fim.

Não Tenha Medo do Escuro, em cartaz nos cinemas, não tem a direção de Guillermo, mas ele é o produtor e responsável pela adaptação da história original do escritor e roteirista estadunidense Nigel McKeand, autor da série Os Waltons (1972-74). Realizado em 1973 e dirigido por John Newland, com Kim Darby e Jim Hutton, Não Tenha Medo do Escuro foi feito diretamente para a televisão, filmado em duas semanas e muito bem recebido pela audiência e a crítica. Já exibido nas emissoras abertas do Brasil, ainda não foi lançado no mercado de vídeo. O enredo se centrava em um decorador encarregado de recuperar uma mansão vitoriana e na qual a sua neurótica mulher, ao desconhecer o aviso de não abrir a sala de trabalho de seu antigo dono, passa a ver pequenas e malévolas criaturas, sem que ninguém acredite nela.

Del Toro fez substanciais mudanças na adaptação do enredo original, sendo a mais expressiva a inserção da garotinha Sally (Bailee Madison), de 12 anos, filha do decorador Alex Hurst (Guy Pearce), a qual cria com a namorada dele, Kim (Katie Holmes), um processo inicial de rejeição e, depois, proteção. Ou seja, Del Toro transferiu os tormentos sobrenaturais para a criança, adicionando-lhe a solidão e a curiosidade como instrumentos que a faz comunicar-se com os seres sobrenaturais que, inicialmente, se apresentam como bons, mas posteriormente revelam a sua impiedosa maldade.

Enredos em que crianças entram em contato com o mundo das trevas e do sobrenatural, ensejadas ou não pela solidão e a curiosidade (vide Poltergeist, 1982, de Tobe Hooper, e uma infinidade de outros filmes), tendem a chamar a atenção do público e até chegam a render uma boa grana. Mas não foi o que ocorreu com Não Tenha Medo do escuro. Em termos de cenários e das figuras do sobrenatural possibilitadas pelos efeitos de CGI, o filme funciona, cumprindo a sua função, com Troy Nixey, o canadense estreante em Hollywood, criando momentos de tensão e suspense. O problema do filme é que, mesmo com a dramaticidade gerada em torno do drama da criança, a qual não consegue ser ouvida por um pai preocupado em recuperar a carreira e encontra apoio na madrasta, o enredo não consegue sair do “deja vu”.

Mas, o desastre intitulado Não Tenha Medo do Escuro reside justamente em seu desfecho, quando Del Toro joga pelo ralo a sua própria visão da relação de sua pequena heroína com o mundo sobrenatural: a curiosidade. E ela, a curiosidade, é histórica, pois é a mesma que tem movido o homem em direção ao progresso desde que ele olhou para o céu e viu a Lua e estrelas e criou a ciência para saber o que eram.

A aí vai um necessário “spoiler” (se pretende assistir ao filme, não leia): ao dar um desfecho atroz à única personagem lúcida do filme, Kim, e encerrá-lo com a restauração da casa que fica a venda e os gnomos confabulando para aguardar as próximas vítimas, Del Toro dá um tiro no pé. Ou seja, o filme acaba ali, com a aceitação simples do desaparecimento da mulher por um buraco na parede. O roteirista del Toro troca a lógica da história – o contato com o mundo sobrenatural – e a virtude humana que é a curiosidade por um impacto que, como desfecho, não funciona e se reverte em decepção. Não Tenha Medo do Escuro é, por isso, um filme decepcionante e sem nada a declarar. Não é de se estranhar o seu fracasso junto ao grande público.

Mais informações

Não Tenha Medo do Escuro (Don’t be Afraid of the Darl, EUA, 2010), de Troy Nixey, com Katie Holmes, Guy Pearce e Bailee Madison. Cinemas e horários no Caderno Zoeira. 110 minutos. Vinny Filmes. 12 anos.

 

Veja o treiler de Não Tenha Medo do Escuro.

Imagem de Amostra do You Tube

 

 

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Um fracasso de US$ 25 milhões

Publicado em 27/10/2011 - 13:34 por | Comentar

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Não Tenha Medo do Escuro custou à produtora Tequila Gang, de Guillermo Del Toro, US$ 25 milhões, um orçamento razoável, na média das produções independentes. Mas, pelo menos com as cópias de cinema, 2.700 na época do lançamento e hoje reduzida a menos da metade, Del Toro não terá o seu dinheiro de volta

 

Há 57 dias em cartaz nos EUA, Não Tenha Medo do Escuro faturou apenas US$ 23,8 milhões, 81,8% de seu orçamento. Contabilizando que 40% desse valor ficam com os exibidores, a esperança do produtor é obter a diferença no mercado internacional com a venda do filme. No Brasil, a nova distribuidora Vinny Filmes é a detentora de seus direitos. Até agora, no exterior, o filme fez US$ 5,3 milhões – ainda insuficiente para ao menos empatar o custo de produção. A salvação será, mesmo, o mercado de DVD e Blu-Ray, além da venda para as televisões fechadas e, posteriormente, abertas.

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