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ÁREA Q – estréia em 13 de abril

Publicado em 31/01/2012 - 17:37 por | Comentar

Categorias: VEM POR AÍ

Nesta 5ª feira, às 19h, no foyer do Teatro Via Sul, a Estação da Luz estará anunciando a distribuidora que colocará a sua nova produção cinematográfica, a ficção científica Área Q, de Gerson Sanginitto, nos cinemas do país. O blog de cinema dá um furinho e antecipa a data: será dia 13 de abril. Antes, porém, a película integrará a II Mostra de Cinema Transcendental, que ocorrerá na cidade 9 a 12 de abril

Gérson Sanginitto e Halder Gomes na exibição de ÁREA Q no Hollywood Film Festival

Ao evento estarão presente os produtores Sidney Girão e Halder Gomes, o diretor Gerson Sanginitto e um dos atores centrais, o brasileiro Murilo Rosa (o outro, o estadunidense Isaah Washington, estará ausente), entre outros integrantes da equipe de filmagem. No fechamento, após a exibição do trailer definitivo, ocorrerá um debate sob o tema O Ceará Para o Mundo Através do Cinema – a Experiência do Filme Área Q, com os seus realizadores.

Lembrando que Área Q teve suas filmagens nas cidade interioranas de Quixadá e Quixeramobim e locações em Los Angeles. O enredo trata da espiritualidade e mudanças previstas para ocorrer no mundo, tendo como mote a história de  Thomas Matthews (Washington), repórter que após uma tragédia pessoal entra em declínio e, para recuperar a auto-estima, seu editor o envia para Fortaleza a fim de cobrir avistamentos de objetos voadores não identificados e abduções de moradores das cidades de Quixeramobim e Quixadá – a área Q do título. Ao presenciar também os eventos, a incredulidade do repórter vai cedendo frente à nova realidade que se avizinha.

 

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O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS – entre a integridade e a corrupção

Publicado em 31/01/2012 - 11:30 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Teria o homem nascido bom e sido corrompido pela sociedade? A noção contratualista do filósofo Jean-Jacques Rousseau pode ser muito bem analisada em O Espião que Sabia Demais, último longa do diretor sueco Thomas Alfredson, o realizador de Deixa ela entrar

Não há época melhor para se contar uma história de espionagem que aborde paranóia, disciplina, corrupção e violência do que a Guerra Fria, embate entre os pólos de poder do mundo pós-guerra: EUA x URSS. Este não é o típico filme de espionagem ao qual estamos acostumados a ver. A investigação aqui é comparada a um jogo de xadrez, onde o esforço intelectual se sobressai – aliás, se impõe – ao esforço físico, e que requer, sobretudo, disciplina.

 

A inteligência britânica está ao centro da trama, e, são os membros da elite do serviço secreto inglês, em sua maioria, idosos melancólicos e cansados, os quais acompanharemos ao longo da narrativa. Adaptado do livro de John Le Carré, George Smiley (Gary Oldman) é um espião recém-aposentado da elite de inteligência britânica conduzido pelo governo a investigar a possível existência de um agente duplo que estaria infiltrado no grupo mais seleto de espiões do M16 (o serviço secreto britânico) e estaria fornecendo dados vitais à inteligência soviética, os quais poderiam mudar os rumos da guerra fria.

 

O motivo pelo qual Smiley foi afastado do serviço secreto – ao lado de seu patrão Control (John Hurt), peça fundamental para o desdobramento da narrativa – foi a morte de um dos agentes do M16, Jim Prideaux (Mark Strong), o qual havia sido enviado por Control à Budapeste a fim de colher informações com uma nova fonte secreta. A noção de paranóia e perseguição é estabelecida desde os primeiros segundos do filme quando Control recebe Jim em seu apartamento e lhe pergunta se ele havia sido seguido. “Não confie em ninguém Jim, especialmente nos mais comuns”, eis que os espiões mais especiais do alto comando são também os mais comuns, e, se até o homem mais bem nascido de bondade pode ser corrompido pela sociedade, logo aqueles senhores que são tidos como os homens de confiança do primeiro ministro são os principais suspeitos.

 

 

Smiley é – como todos do serviço secreto inglês mostrados no filme – a própria imagem da disciplina, se esconde por detrás dos seus passos lentos e suas feições melancólicas para surpreender o espectador com sua competência e eficiência no trabalho que realiza. A vida de espião, tal como Alfredson sugere, é regida pela disciplina e a capacidade individual em se manter íntegro ou não.

 

O clima claustrofóbico e paranóico da década de 70 é revivido com excelência por Alfredson e sua produtora de design Maria Djurkovic. A loucura contida na promessa da guerra iminente está em cada cenário e em cada expressão de seus personagens. A guerra que não se concretizou por vias de fato era inquietante para dizer o mínimo. Não é a toa que em uma conversa saudosa com Smiley, uma velha agente aposentada do serviço secreto inglês lembra-se da 2ª guerra como “uma boa época”, alegando em sua defesa que pelo menos havia guerra.

 

No fim das contas, é tudo uma questão de escolha. Sucumbir à saída fácil da corrupção – a qual, como mostra o filme acaba por ser muito mais penosa – ou se manter íntegro naquilo que se julga ser correto. As escolhas pragmáticas são as mais perigosas e um dos diálogos finais do filme não falha ao reforçar essa ideia: “Tive de escolher um lado, minha escolha foi mais estética do que moral”.

 

O Espião que Sabia Demais lembrou-me um pouco a um curta que assisti alguns anos atrás no longa Cada um com seu Cinema”, o qual tratava do encontro de duas autoridades, uma da igreja católica e outra do exército russo. Os dois se encaram e resmungam um ou outro insulto em voz baixa, mas, ao se cumprimentarem percebem um traço que têm em comum – e logo caem no riso – a barriga. Como diria George Smiley, ao lembrar-se de um diálogo com um oficial russo, em uma das cenas mais marcantes do filme: “Não somos muito diferentes, você e eu, ambos passamos a vida procurando os pontos fracos um do outro, não acha que está na hora de reconhecer que ambos o seu e o meu lado estão errados?”.

 

O homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros, quem se julga o senhor dos outros não deixa de ser tão escravo quanto eles”, frase de Jean- Jacques Rousseau.

 

Ficha Técnica

 

O espião que sabia demais (Tinker Tailor Soldier Spy, França, Alemanha, Reino Unido, 2011), de Thomas Alfredson, com Gary Oldman, Mark Strong, John Hurt, Colin Firth e Tom Hardy. Playarte. 127 minutos

 

Cada um com seu cinema (Chacun Son Cinéma, França, 2007), de vários diretores. Dreamland Filmes. 119 minutos.

 

Confira os trailers legendados de O Espião que sabia demais e, em seguida, o de Cada um com seu cinema:

 

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Ranking EUA – A PERSEGUIÇÃO tira ANJOS DA NOITE do topo

Publicado em 31/01/2012 - 10:47 por | Comentar

Categorias: Ranking de bilheteria

Elogiadíssimo pela crítica com mais de 70% de aprovação, o thriller de sobrevivência A Perseguição, dirigido por Joe Carnahan, estreou em ritmo frenético nos cinemas americanos e encerrou o final de semana encabeçando as bilheterias locais, tirando Anjos da Noite 4 do topo do Ranking

Nova parceria do ator Liam Neeson com o diretor Joe Carnahan (Esquadrão Classe A), o thriller A Perseguição (The Grey) chegou com sucesso no mercado norte-americano (formado pelas salas de cinema dos EUA e do Canadá). Principal lançamento da semana por lá, o filme teve um desempenho melhor do que o esperado e conquistou facilmente a liderança das bilheterias arrecadando US$ 20 milhões no seu final de semana de estreia. Contudo, mais interessante do que saber que A Perseguição assumiu o primeiro lugar do Ranking dos mais rentáveis, foi perceber que a produção fortaleceu o status de Neeson como astro de ação, já que nada menos do que 67% do público apontou o ator como a principal razão de ter ido ao cinema assistir ao longa… Na trama, oito extratores de petróleo sobrevivem a um acidente aéreo e precisam lutar contra o frio e, principalmente, contra uma alcatéia de lobos selvagens para continuarem vivos.

Assista ao trailer de A Perseguição. 

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Na segunda posição está Anjos da Noite: o Despertar, que registrou uma queda de 50% em relação ao seu fim de semana de abertura (uma boa sustentação para os padrões da série, vale destacar) e faturou mais US$ 12,50 milhões. Ao todo, O Despertar fez US$ 45,12 milhões nos Estados Unidos e com esse resultado muitos acreditam que o filme logo, logo irá superar os US$ 62,31 milhões arrecadados por Anjos da Noite: a Evolução e se tornar o mais lucrativo da franquia vampiresca.

O terceiro lugar é da comédia estreante Como Agarrar Meu Ex-Namorado (One for the Money), que embora não tenha tido uma abertura impressionante, ficou longe do desastre que muitos esperavam e faturou bons US$ 11,75 milhões, valor que por sinal ainda conseguiu superar as expectativas da Lionsgate. Baseado no livro Um Dinheiro Nada Fácil, de Janet Evanovich, o filme conta a história de Stephanie Plum (Katherine Heigl), uma mulher divorciada e desempregada que aceita trabalhar como caçadora de recompensas na empresa do primo (Patrick Fischler). Já em sua primeira missão, Stephanie tem que capturar o bonitão Joseph Morelli (Jason O´Mara), um ex-policial foragido por quem ela tinha uma queda nos tempos da escola e que vale 50 mil dólares.

Assista ao trailer de Como Agarrar Meu Ex-Namorado, que estreia no Brasil no dia 9 de março.

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Seguindo a lista, o drama Red Tails caiu 44,6% em sua segunda semana e conquistou a quarta posição com US$ 10,40 milhões. Em dez dias, o longa produzido por George Lucas (criador da franquia Star Wars) faturou US$ 33,78 milhões e a dúvida agora é se ele conseguirá nas próximas semanas arrecadar o suficiente para empatar os seus custos de produção, estimados em US$ 58 milhões.

Encerra o Top 5 a terceira principal estreia da semana, o trhiller À Beira do Abismo (Man on a Ledge), que mesmo contando com o astro Sam Worthington (Avatar) como protagonista, não conseguiu empolgar o público estadunidense e arrecadou modestos US$ 8,30 milhões no seus primeiros três dias em cartaz. No filme, Worthington interpreta um ex-policial foragido da justiça que utiliza de uma tentativa de suicídio para provar a sua inocência. O que as pessoas não sabem, porém, é que isso na verdade não passa de um teatro para despistar as atenções de um roubo de diamantes. Elizabeth Banks (72 Horas), Jamie Bell (Jumper) e Ed Harris (Marcas da Violência) também estão no elenco do longa, que será lançado no mercado nacional na próxima sexta-feira, 03 de fevereiro.

Confira o trailer de À Beira do Abismo:

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Para encerrar, vale mencionar o desempenho de Os Descendentes, que recentemente vinha voltando a ganhar espaço no Ranking e neste fim de semana, graças ao aumento considerável do número de salas em que está sendo exibido, apresentou um crescimento de 176% e assumiu o sétimo lugar, com US$ 6,55 milhões. Recém-lançado no Brasil, o filme acumula nos Estados Unidos uma bilheteria de US$ 58,84 milhões. Elogiado pela crítica e indicado a cinco categorias do Oscar 2012, Os Descendentes acompanha a história de Matt King (George Clooney), um rico advogado e proprietário de terras que precisa se reconectar com as filhas depois que sua esposa sofre um acidente de barco e entra em coma.

Confira abaixo o Ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana nos Estados Unidos.

Filme > Renda 27 – 29 > Queda > Renda Total > Custo > Semanas em Cartaz
1. A PERSEGUIÇÃO > US$ 20 milhões > estreia > Não divulgado
2. ANJOS DA NOITE: O DESPERTAR > US$ 12,50 milhões -50.6% > 45,12 mi > US$ 70 milhões > 2
3. COMO AGARRAR MEU EX-NAMORADO > US$ 11,75 milhões > estreia > N/d
4. RED TAILS > US$ 10,40 milhões -44.6% > US$ 33,78 milhões > US$ 58 milhões > 2
5. À BEIRA DO ABISMO > US$ 8,30 milhões > estreia > N/d
6. TÃO FORTE E TÃO PERTO > US$ 7,14 milhões -28.9% > US$ 21,10 milhões > N/d > 6
7. OS DESCENDENTES > US$ 6,55 milhões +176.1% > US$ 58,84 milhões > N/d > 11
8. CONTRABANDO > US$ 6,50 milhões -46% > US$ 56,40 milhões > US$ 25 milhões > 3
9. A BELA E A FERA 3D > US$ 5,34 milhões -39.1% > US$ 41,14 milhões > N/d > 3
10. À TODA PROVA > US$ 4 milhões -52.5% > US$ 15,27 milhões > US$ 23 milhões > 2
Outros Resultados
12. O ARTISTA > US$ 3,31 milhões +39.8% > US$ 16,74 milhões > US$ 15 milhões > 10
16. A INVENÇÃO DE HUGO CABRET > US$ 2,27 milhões +142.6% > 58,69 milhões > N/d > 10

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RANKING EUA – as datas de estréia

Publicado em 31/01/2012 - 10:43 por | Comentar

 

Quase todos os filmes estabelecidos no Ranking de bilheteria EUA estão com datas marcadas de estréia no Brasil. A exceção é a aventura Red Tails, de George Lucas, que é distribuído pela Paramount nos EUA. Certamente, a distribuidora está avaliando as rendas da película no mercado estadunidense para decidir se lança ou não no mercado exterior e em quais países

Confira abaixo as datas de estréia.

03 de fevereiro
À Beira do Abismo
A Filha do Mal

10 de fevereiro
O Artista

17 de fevereiro
A invenção de Hugo Cabret

2 de Março
Anjos da Noite 4
Tão Forte e Tão Perto

9 de março
Como Agarrar o meu ex-Namorado
30 de março
À Toda Prova

20 de abril
A Perseguição

27 de abril
Contrabando

 

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HISTÓRIAS CRUZADAS – segregação e escravidão em história emocionante

Publicado em 28/01/2012 - 8:08 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS

Melhor estréia da semana, Histórias Cruzadas promove um retorno aos EUA da década de 60 para relatar as histórias das empregadas negras que dedicaram suas vidas a educar as crianças brancas. Para se entender bem a exposição racial que a escritora Kathryn Stockett faz em seu romance The Help e que o diretor Tate Taylor mantém em seu segundo longa, urge recordar o passado de segregação racial nos EUA, pois Histórias Cruzadas reflete, com vigor, essa história de horror que mancha, como uma nódoa, a grande nação do norte da América e está longa de ser extirpado de suas entranhas

Mississipi e Alabama fixam-se na história dos EUA como os estados mais segregacionistas do sul do país e evocam para si a criação da maior das guerras civis do século XIX, a Guerra da Secessão. Esse conflito durou de 1861 a 1865, tirou a vida de 970 mil pessoas – cerca de 3% da população do país à época –, levou ao primeiro assassinato de um presidente – Abraham Lincoln (1809-65) e tem a sua origem no racismo. Essa guerra, gerada entre os estados do sul aristocrata e latifundiário que necessitava da escravidão para se manter economicamente e os do Norte industrializado foi o primeiro passo para a libertação dos negros no País. Na continuidade do processo histórico, Alabama e Mississipi se constituíram nos estados mais racistas da nação com as suas histórias de opressão, assassinatos e impunidade.

O enredo de Histórias Cruzadas se desenvolve quase 10 anos depois do episódio da costureira Rose Parks (1913-2005), ocorrido em 1º de dezembro de 1955, quando ela se recusou a deixar o assento reservado aos brancos no ônibus que os separava. Iniciava-se, ali, o movimento pelos Direitos Civis no país, o qual se estenderia até 1965 quando o Congresso aprovou a Lei de Direito ao Voto, e que deu passagem aos negros para a política; sem esquecer, evidentemente, de outro episódio memorável, o de James Meredith, o primeiro negro a ingressar numa Universidade, no caso a do Mississipi. Os movimentos Black Power, Panteras Negras e a Ku-Klux-Klan nasceram em seguida.

A escritora estreante Kathryn Stockell, nascida naquele estado e formada na Universidade do Alabama, escreveu Histórias Cruzadas como homenagem à empregada negra Demetrie – a qual, durante a sua infância de ausência dos pais, a criou e educou –, como uma forma de encontrar respostas às suas perguntas que sua mente fazia sobre o paradeiro dela. Ela ouviu relatos de várias mulheres negras que tinham se dedicado a trabalhar nas fazendas dos brancos e uma delas chegou processá-la, segundo ela, por ter relatado a sua história sem sua autorização, mas perdeu a causa nos tribunais.

Stockett começou a escrever The Help, sua obra de estréia, logo após os atentados de 2001, levou cinco anos para concluí-lo e, em seguida, recebeu 60 recusas de agentes literários. Editado em 2009, o romance ficou no Ranking do The New York Times por 120 semanas, no do Publishers Weekly (para  conhecê-lo, acesse > http://www.publishersweekly.com/pw/home/index.html) por 80, foi eleito um dos melhores livros do ano pela então apresentadora de TV Oprah Winfrey e se tornou o favorito dos atores, diretores e roteiristas de Hollywood nos dois anos seguintes. Até agora, vendeu mais de cinco milhões de exemplares. Está sendo lançado no aqui pela Bertrand Brasil (451 páginas, R$ 39,90), com o título de A Resposta.

Para saber mais sobre a escritora, acesse o site de katryn stockett http://www.kathrynstockett.com/

A escritora entregou a adaptação do romance a Tate Taylor, seu amigo de infância e adolescência, o qual conheceu nos anos 70. Essa proximidade facilitou a que o diretor pudesse fazer as mudanças estruturais no enredo, já que o romance tem, segundo os que o leram, uma história complexa com dezenas de personagens e prima pela exposição dos contrastes entre as mulheres negras e brancas. Há, aí, uma particularidade: a criação das filhas das patroas e o empenho dessas mulheres de cor em estabelecer em cada uma a afirmação e a auto-estima frente ao desleixo e ausência de amor entre mães e filhas.

Ambientado em 1962, Histórias Cruzadas se desenvolve em um ambiente particularmente racista do Mississipi enquanto pelo país se alastrava o Movimento Pelos Direitos Civis com a sua pregação de igualdade perante a lei – daí a necessária situalização histórica a qual nos referimos. O filme trata de dois temas distintos: a confiança, desenvolvido na relação da jovem pretendente a escritora, e a coragem, estabelecida na decisão das senhoras de cor em revelarem as suas vidas atreladas ao fechado mundo da sociedade branca. O outro tema libertário do enredo é a literatura como reduto do processo e registro da história.

Histórias Cruzadas reúne esses temas e os coloca no ambiente das relações humanas, estabelecendo a diversidade como destino de nossa capacidade de amar e odiar os semelhantes. Tate cria vários momentos em que prevalece a emoção e em outras provoca a reflexão – como aquele em Aibileen (Viola Davis) diz educar as crianças em suas fases mais dependentes para depois se transformarem em “tiranos brancos”.

Eugenia Skeeter Phelan (Emma Stone), Aibileen e Minny (Octavia Spencer), expressadas por Tate como são personagens históricas, as promotoras das mudanças que geram a evolução para uma sociedade mais justa e efetivamente humana. Daí que este filme é para assim ser visto, como um momento do processo da história em evolução, com todas as matizes humanas que marcam o embate entre o velho e o novo.

Observem, por exemplo, Stuart Whitworth (Chris Lowell), o qual é empurrado para a vida de Eugenia pela mãe a as amigas, as quais querem vê-la casada – o que representa o “status quo” da condição feminina. Ele representa essa geração de homens que se perdeu no tempo e ainda, até hoje, não atinou que a mulher está há pelo menos duas gerações à sua frente.  

Exame histórico da escravidão e do racismo, Histórias Cruzadas é um desses filmes que necessitam ser descobertos. Promove uma reflexão em nossa condição humana e fundamenta a mulher como instrumento propulsor do processo de mudança do mundo. Não apenas um grande, mas um belíssimo filme.

Mais informações

Histórias Cruzadas (The Help, EUA, 2011), de Tate Taylor. Com Emma Stone, Viola Davis, Octavia Spencer e Jessica Chastain. 146 minutos. 12 anos.

Confira o trailer A de Histórias Cruzadas.

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HISTÓRIAS CRUZADAS – Mississipi mantém símbolo racista

Publicado em 28/01/2012 - 8:08 por | Comentar

Categorias: HISTÓRIA

A bandeira do estado do Mississipi continua com a marca segregacionista do passado. Criada em 1894, ostenta em seu canto superior esquerdo o símbolo usado pelos soldados sulistas, os Confederados da Guerra da Secessão (1861-65) uma cruz azul com 13 estrelas brancas representando os estados que lutaram pela independência do País 

O símbolo representa as 13 colônias que se rebelaram contra o Império Britânico, em 1775, formaram um governo provisório e proclamaram a independência em 4 de julho de 1776, e, por conseguinte, formaram os 13 primeiros estados dos EUA.

Para saber mais sobre as 13 colônias, acesse > http://pt.wikipedia.org/wiki/Treze_Col%C3%B4nias)

Para muitos, o símbolo é uma referência ao passado racista não apenas do estado, mas da própria nação, já que marca, também, a integração à confederação dos estados rebeldes criado para uni-los na luta pela manutenção da mão de obra escrava, a qual sustentava os latifundiários agroexportadores de tabaco e algodão como produtos de exportação.

Em 16 de abril de 2001, plebiscito levado a efeito determinou que o Estado mantivesse o símbolo em sua bandeira. A decisão foi de 66% da população. Há quem lamente que o passado tenha prevalecido.

 

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HISTÓRIAS CRUZADAS – barato e ainda em cartaz

Publicado em 28/01/2012 - 8:08 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Recusado por dezenas de estúdios, Histórias Cruzadas foi produzido graças a interferência de Chris Columbus (da série Esqueceram de Mim) que levou o roteiro para a Steven Spielberg e este o levou a cabo com US$25,5 milhões da Dreamwroks, do qual é o seu principal executivo

Tendo estreado em 14 de agosto no mercado americano (EUA e Canadá), Histórias Cruzadas ainda está em cartaz, apesar de já estar disponível em DVD e BluRay. De lá para cá, já arrecadou US$ 169,603 milhões. Muito bem recebido pela crítica, a Dreamworks resolveu colocá-lo no mercado internacional somente a partir deste mês de janeiro no Brasil e em fevereiro nos demais países da Europa, a fim de se aproveitar das indicações que receberia do Oscar – o que realmente aconteceu, estando concorrendo a 4 estatuetas. No mercado internacional já arrecadou US$ 35,7 milhões.

 

 

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As estréias desta sexta

Publicado em 27/01/2012 - 21:05 por | Comentar

Categorias: ESTRÉIAS

Os cinemas começam a sentir, a partir desta das estréias desta sexta feira, um efeito especial chamado Oscar. Confira só os filmes em estréia neste dia 27: Os Descendentes, de Alexander Payne, Histórias Cruzadas, de Tate Taylor, J. Edgar, de Clint Eastwood, e Millenium – os homens que não amavam as mulheres, de David Fincher. Tem ainda, de lambuja, as pré-estréias de A Separação, de Asghar Farhadi, e do relançamento do mágico A Bela e a Fera , agora adaptado falso 3D 

Trata-se, inegavelmente, de uma semana atípica. Todos os filmes em lançamento, sem exceção, são simplesmente de ótimos a excelentes. Anote que Histórias Cruzadas será, em dezembro, eleito um dos 10 melhores do ano. Recorde-se: quando este filme estreou nos EUA chamei a atenção para o sucesso que ele estava fazendo junto ao público, especialmente feminino. Ele estreou dia 14 de agosto do ano passado e ainda está em cartaz, mesmo disponível em DVD e BluRay. É uma obra emocionante que tem por base o romance The Help, da estadunidense Kathryn Stockett, ambientado numa cidadezinha do Mississipi em 1962.

Veja o trailer de Histórias Cruzadas.

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O livro está sendo lançado aqui pela Bertrand Brasil com o título de A Resposta. O enredo tem como personagem central uma jovem branca de 23 anos, Eugenia Skeeter Pheelan (Emma Stone, a Kayla de Amizade Colorida), uma garota independente que retorna à sua cidade natal com o intuito de se tornar jornalista. Mas, a sua relação com duas mulheres, Aibileen (Viola Davis) e Minny (Octavia Spencer), acaba lhe dando a idéia de descrever em um romance as histórias delas de décadas de dedicação ao trabalho nas casas de famílias brancas como empregadas domésticas. Uma das questões humanas abordadas no filme, e que acaba alvo de profunda reflexão no espectador, é a relação entre elas e as filhas das patroas. Mas, o que vale mesmo no filme é como expressa a realidade dessas mulheres em um mundo que não é o seu e no qual não podem sequer utilizar os banheiros das casas. Amanhã, sábado, postarei aqui uma crítica do filme, a qual estará prioritariamente nas páginas do Caderno 3 do Diário do Nordeste. Aqui no blog estará ampliada.

Outro filme a visitar as entranhas das famílias estadunidenses é Os Descendentes. Para situá-lo como uma das principais criações do cinema estadunidense nos últimos anos, vale uma consideração prioritária para o seu realizador, Alexander Payne. Você viu ou se lembra dos filmes que ele fez? São 4: Ruth em Questão (1996), com Laura Dern, trata do aborto; A Eleição (1999), com Reese Witherspoon, sua grande criação até então, abordou a ânsia de poder através de uma eleição para o grêmio de uma escola do ensino médio; As Confissões de Schmidt (2002), com Jack Nicholson no papel de um aposentado que descobre que não fez quase nada de útil em sua existência; e Sideways – entre umas e outras (2004), a sua obra maior, com Paul Giamatti e Thomas Hadden Church como dois homens de meia-idade que entre estradas e vinhos tentam encontrar suas identidades. Os Descendentes é uma prova da versatilidade de Payne, que aqui aborda a família a partir de outro tema forte, a traição. Payne, ao contrário de outros cineastas, tem a preferência pela abordagem da família tendo os maridos como personagens centrais. Quanto à história, é lamentável que o trailer entregue uma das suas surpresas, fundamental para a análise da introspecção do personagem e no efeito que causa na platéia. Na minha sugestão, não veja o trailer – e, por esta recomendação, não o postarei. Veja o filme e vamos conversar sobre ele durante a semana, ok?

A versão que David Fincher fez do romance Millenium – os homens que não amavam as mulheres, do jornalista sueco Stierg Larsson, é um dos filmes mais aguardados da temporada. Há uma curiosidade geral principalmente porque a adaptação cinematográfica feita em 1999 pelo sueco Niels Arden Opley, com Naomi Rapace, foi um fenômeno de público em toda a Europa – aqui, foi exibido pelo Cinema de Arte com igual sucesso de público e as suas continuações serão lançadas durante este ano. Como será a versão de Fincher? Melhor? Inferior?

Confira o trailer de Millenium – os homens que não amavam as mulheres, de David Fincher.

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A versão de Fincher, muito bem recebida pela crítica e o público estadunidense, foi eleita como uma das melhores películas do ano passado. O enredo gira em torno de um jornalista em desgraça (Daniel Craig) que investiga o desaparecimento da sobrinha de um milionário ocorrido há 40 anos e é ajudado por uma jovem hacker, Lisbeth Salander (Rooney Mara). O que eles não sabem que é o caso mexe com muita gente poderosa. Rooney Mara não foi a escolha que satisfez, inicialmente, a Fincher, que testou dezenas de atrizes, algumas famosas (Scarlett Johansson, entre elas) e as reprovou. E Mara acabou se saindo melhor do que o cineasta esperava, ganhando indicações como uma das melhores atrizes do ano. Querem saber? Uma versão estadunidense tão boa quanto a sueca.

Eis outro filme ansiosamente aguardado: J. Edgar. É a história de John Edgar Hoover (1985-1972), o homem que foi o chefe do FBI (Federation Bureau of Investigação, a Polícia Federal de lá) durante 48 anos e era anti-comunista ferrenho. Sua ascensão ao poder começou em 1919, demonstrando trabalho e competência ao investigar estrangeiros suspeitos de transgressões e, em 1923, tornou-se assistente do chefe do FBI e no ano seguinte sentou-se na cadeira dele, para sair de lá apenas para o túmulo. Durante quase 50 anos serviu a 8 presidentes e quase 20 secretários de justiça. Ele era, literalmente, uma fera.

Veja o trailer de J. Edgar.

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Hoover combateu os grandes gangsters da época da Depressão e da Lei Seca, atuou na caça às bruxas do senador Eugene McCarthy, na IIª Guerra caçou comunistas e espiões e nos anos 60 se utilizou de escutas ilegais para espionar intelectuais, atores, atrizes, escritores e até congressistas, além de mover implacável  perseguição aos líderes dos movimentos negros. Combatido pela imprensa e pela sociedade, era um homem terrível… e poderoso. Ninguém tinha coragem de mexer com ele porque presidentes e procuradores da justiça sabiam que ele sabia demais. Sua morte foi um alívio para muita gente. O escritor Robert Ludlum escreveu um livro que detalha a morte dele como um assassinato muito bem executado. Mas Hoover tinha, além dos segredos dos outros, os seus próprios. Para alguns historiadores, ele era homossexual – o que naquela época poderia ser um escândalo. Mas sua vida continua sendo misteriosa e Clint Eastwood procura dar luz sobre esses segredos. Leonardo Di Caprio  vive Hoover, em grande parte do filme envelhecido por uma maquiagem contestada por muita gente.

Duas ótimas pré-estréias: o drama iraniano A Separação, de Asghar Farhadi, e a animação A Bela e a Fera 3D. O primeiro, terá exibição única, amanhã, sábado, 28, às 22h, no Espaço Unibanco Dragão do Mar. A exibição é no processo digital. A Bela a Fera 3D no Multiplex UCI Ribeiro, sábado e domingo, meio dia.

Confira o trailer de A Separação.

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Assista ao primeiro trailer de RESIDENT EVIL: RETRIBUIÇÃO

Publicado em 26/01/2012 - 17:07 por | Comentar

Categorias: VEM POR AÍ

Iniciada em 2002, a franquia Resident Evil pode não ser um sucesso de crítica, mas sem dúvida é um grande sucesso comercial, tendo arrecadado quase US$ 700 milhões em bilheteria no mundo todo. Por conta disso, a série segue firme e forte e nesse ano chega ao seu quinto episódio, do qual acabou de ganhar um teaser-trailer


INÁCIO ALAIOLA
Colaborador

A Screen Gems acaba de divulgar o primeiro teaser-trailer de Resident Evil: Retribuição (Resident Evil: Retribution, EUA, 2012), 5º filme da série baseada nos games homônimos da Capcom. Com quase um minuto e meio de duração, o vídeo começa semelhante a um comercial, mas não demora muito para sermos apresentados ao mundo pós-apocalíptico da heroína Alice e a ação tomar conta.

Assista:

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Na trama do filme, Alice (Milla Jovovich) desperta dentro da mais clandestina instalação de operações da Umbrella Corporation e à medida que se aprofunda no complexo, vai descobrindo segredos do seu misterioso passado. Enquanto isso, o letal T-Vírus continua transformando os humanos em mortos-vivos comedores de carne e tornando o mundo um lugar cada vez mais hostil.
 
Além de Jovovich, Sienna Guillory (Jill Valentine), Michelle Rodriguez (Rain Ocampo), Boris Kodjoe (Luther), Shawn Roberts (Wesker), Oded Fehr (Carlos Oliveira), Kevin Durand (Barry Burton), Johann Urb (Leon Kennedy) e Li Bingbing (Ada Wong) estão no elenco do filme, que tem direção de Paul W. S. Anderson, realizador de todos os episódios. 

Data de Estréia

14 de setembro

 

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Ranking Brasil – Tintin estreia na liderança

Publicado em 25/01/2012 - 11:07 por | Comentar

Sucesso nas bilheterias européias, a animaçãoAs Aventuras de TinTin – o Segredo do Licorne (The Adventures of Tintin: The Secret of The Unicorn) chegou com pé direito ao mercado nacional. Na verdade, muitos não sabiam o que esperar do desempenho de As Aventuras de Tintin no mercado brasileiro, já que a produção foi muito bem recebida na Europa, mas alcançou um resultado apenas mediano nos Estados Unidos. Portanto, foi de certo modo uma grata surpresa quando os números da bilheteria do final de semana saíram e revelaram que o filme baseado nos quadrinhos de Hergé havia se dado bem por aqui e estreado no topo do ranking dos mais rentáveis. Quanto aos outros lançamentos, o nacional 2 Coelhos não empolgou muito, mas conseguiu um lugar entre os primeiros colocados, diferente de A Separação, A Música Segundo Tom Jobim e A Fonte das Mulheres, que ficaram de fora do Top 10 mas atingiram bons números, considerando que estão sendo exibidos em circuito limitado

 Lançado em 448 salas de cinema de todo o país na última sexta-feira, o excelente filme de Steven Spielberg (Jurassic Park) conquistou a atenção do público brasileiro e encerrou o seu final de semana de estreia na liderança do Ranking dos mais rentáveis, com R$ 5,09 milhões e 361 mil ingressos vendidos. É interessante destacar, porém, que grande parte desse bom resultado deve-se à sua versão em 3D, que respondeu por nada menos do que 78% da sua arrecadação. Primeiro longa animado e em 3D de Spielberg, As Aventuras de Tintin (produção de Peter Jackson) acompanha a incrível jornada do jovem repórter Tintin (voz de Jamie Bell) em busca do tesouro perdido de um antigo navio, o Licorne, que naufragou após um ataque pirata. Como a produção esteve em pré-estreia durante vários dias, sua renda total por aqui soma R$ 6,98 milhões e seu público acumulado já ultrapassou a marca de 500 mil.

Assista ao trailer de As Aventuras de Tintim:

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Empurrado para o segundo lugar, a aventura Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras apresentou uma queda de 31% em relação à sua abertura e atraiu mais 356 mil espectadores, faturando R$ 4,17 milhões. Em dez dias, o segundo filme do famoso investigador inglês foi assistido por 1,34 milhão de pessoas e rendeu R$ 14,14 milhões em bilheteria. Quem também apresentou uma queda pouco expressiva (novamente, diga-se de passagem) foi a comédia infantil Alvin e os Esquilos 3. Em sua terceira semana em cartaz, o filme dos esquilos cantores caiu 35% e fez R$ 3,34 milhões, que lhe garantiram a terceira colocação do ranking e elevaram a sua bilheteria total para R$ 32,94 milhões. Em se tratando de público, quase 4 milhões de brasileiros já conferiram a produção.

O quarto lugar foi ocupado pela segunda principal estreia da semana, o thriller nacional 2 Coelhos, que mesmo contando com efeitos especiais no melhor estilo Hollywood (que, convenhamos, não são comuns nas produções brasileiras) acabou não empolgando muito o público e nos primeiros dias de exibição faturou apenas R$ 1,12 milhão com a venda de 98 mil ingressos. Dirigido pelo estreante em longas Afonso Poyart,conta a história de Edgar (Fernando Alves Pinto), um jovem que, cansado de viver entre a criminalidade e a corrupção, resolve fazer justiça com a próprias mãos e elabora um plano que coloca os bandidos em confronto com os políticos. Alessandra Negrini (Sexo, Amor e Traição) e Caco Ciocler (Olga) também estão no elenco.

Veja o trailer de 2 Coelhos:

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Perdendo duas posições, o épico grego Imortais completou a lista dos cinco primeiro colocados com R$ 956 mil. Desde sua estreia, o longa de Tarsem Singh (A Cela) gerou R$ 26,13 milhões e levou 2,09 milhões de pessoas aos cinemas. Os demais lançamentos da semana chegaram perto, mas não conseguiram um lugar no Top 10. A Separação (Jodaeiye Nader az Simin), premiado drama iraniano sobre um casal que se divorcia, mesmo estando apaixonado, devido a divergências na hora de decidir onde viver, faturou 187 mil e assumiu o 12º lugar do Ranking.

Na posição seguinte ficou o documentário A Música Segundo Tom Jobim, que arrecadou entre sexta e domingo R$ 183 mil. Com direção de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, o documentário, como o próprio título indica, relata a trajetória musical do grande artista Tom Jobim. Por último, temos a comédia francesa A Fonte das Mulheres (La source des femmes), sobre um grupo de mulheres que decide fazer greve de sexo até que os homens passem a ajudá-las na tarefa de pegar água, que abriu com R$ 53 mil e ocupou a 14ª colocação.

Assista ao trailer de A Separação, que nessa manhã foi indicado a mais uma premiação: o cobiçado Oscar.

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Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias do final de semana no Brasil:

Filme > Renda 20-22 > Queda > Renda Total > Público Total > Semanas em Cartaz
1. AS AVENTURAS DE TINTIN > R$ 6,98 milhões com as pré > 504.339
2. SHERLOCK HOLMES 2 > R$ 4,17 milhões -31% > R$ 14,14 milhões > 1.342.353 > 2
3. ALVIN E OS ESQUILOS 3 > R$ 3,34 milhões -35% > R$ 32,94 milhões > 3.766.828 > 3
4. 2 COELHOS > R$ 1,12 milhão > estreia > 98.087
5. IMORTAIS > R$ 956 mil -62% > R$ 26,13 milhões > 2.098.084 > 4
6. AS AVENTURAS DE AGAMENON > R$ 782 mil -45% > R$ 7,49 milhões > 730.223 > 3
7. MISSÃO: IMPOSSÍVEL 4 > R$ 609 mil -59% > R$ 23,68 milhões > 2.423.595 > 5
8. A HORA DA ESCURIDÃO > R$ 488 mil -52% > R$ 2,13 milhões > 164.056 > 2
9. O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS > R$ 371 mil -3% > R$ 1,05 milhão > 79.768 > 2
10. GATO DE BOTAS > R$ 280 mil -63% > R$ 45,76 milhões > 4.368.134 > 7

Outros resultados

12. A SEPARAÇÃO > R$ 187 mil > estréia > R$ 191 mil com as pré > 14.227 
13. A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM > R$ 183 mil > estreia > 13.995
14. A FONTE DAS MULHERES > R$ 53 mil > estréia > 5.085 >

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