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LEIA O LIVRO, VEJA O FILME – um final de semana com Frankenstein

Publicado em 31/08/2012 - 21:13 por | 2 Comentários

Esta dica era para ter sido postada, ontem, 30. Não deu. 3 matérias pesadas e longas preparadas para o Caderno 3 (uma delas, já postada, no blog, sobre o francês Intocáveis) me deixaram brigando com o tempo. Ah!, o tempo… Mas, agora vai. Caso estivesse viva, Mary Shelley teria comemorado ontem, 30, 215 anos. Aos 19 anos essa senhora inglesa escreveu um livro intitulado Frankenstein e, aos meus 19, me deixou simplesmente arrepiado, em uma das mais impactantes, fascinantes e reflexivos contatos que tive com a literatura. Não por menos, é uma das obras mais adaptadas para o cinema (a primeira é datada de 1910, um curta), teatro, televisão e, também, os quadrinhos

Boris Karloff, Robert De Niro e Peter Boyle: os grandes Frankensteins

Apenas para acrescentar, Frankenstein, obra-prima da literatura universal, costuma ser enquadrado como obra gótica, terror e ficção científica. Tudo bem, mas que é uma baita leitura filosófica isto é! Leia e confira como está atualíssima com as nossas atuais conquistas tecnológicas e o avanço da medicina, transplante de órgãos, cibernética, robótica, etc.

Sugiro um final de semana com Mary Shelley. Caso não queira encarar o livro, procure a locadora de sua preferência e escolha uma das versões adaptadas para o cinema. Seguem algumas sugestões, caprichadas.

Frankenstein (Frankenstein, EUA, 1931), de James Whale, com Boris Karloff, Mae Clark e Colin Clive. A mais famosa e elogiadas das versões clássicas, revelou Boris Karloff (1987-1969), tem a grande qualidade de ser fiel ao romance e conter elementos do cinema expressionista alemão.

Confira o trailer de Frankenstein, de 1931.

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A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein, Inglaterra, 1957), de Terence Fisher, com Peter Cushing, Hazel Court e Robert Urquhart. Não tão fiel ao livro, só foi produzido por insistência de Terence Fisher. Odiado por Jack Warner, que tinha certeza de ter perdido dinheiro (o orçamento fora de 65 mil libras), ao estrear nos EUA obteve imenso sucesso de público (faturou US$ 7 milhões), a ponto de alavancar duas pontes: a parceira de Fisher (1904-80) com Peter Cushing (1913-94), que seria um dos grandes nomes do cinema de horror, e a transformação do pequeno estúdio Hammer Films em um criador de clássicos do gênero.

Veja o trailer de A Maldição de Frankenstein.

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O Jovem Frankenstein (The Young Frankenstein, EUA, 1974), de Mel Brooks, com Peter Boyle, Gene Wilder, Elizabeth Kahn e Marty Feldman. O neto de Victor Frankenstein descobre o livro do avô e decide refazer a experiência. Versão satírica, obra-prima inesquecível, divertidíssima.

Veja o trailer de O Jovem Frankenstein.

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Frankenstein de Mary Shelley (Mary Shelley’s Frankenstein, Inglaterra, 1994), de Kenneth Branagh, com Branagh, Robert De Niro e Helena Bonham Carter. A crítica tem sido impiedosa com esta adaptação do romance feita por Kenneth Branagh, mas há defensores fervorosos. O cineasta fez uma obra de grande reflexão sobre o homem, a ética e os limites da ciência.

Conheça o trailer de Frankenstein de Mary Shelley.

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Há outras variações da história: criaram noivas, mulheres e filhas para o monstro de Mary. A imaginação abilolada dos roteiristas Hollywood também promoveu o encontro de Frankenstein com Abbott e Costello (comediantes do estilo pastelão), com o desenho animado do Mister Magoo, e até com Drácula.

Feminista & romântica

Mary Wollstonecraft Shelley nasceu em Londres em 30 de agosto de 1797, filha da escritora e pedagoga Mary Wollstonecraft e do filósofo William Goldwin. Registrada na história como libertária e a frente de seu tempo, praticou a influência dos pais – a mãe era feminista ferrenha, tendo deixado para ela e o mundo uma obra antecipatória, A Vindication of the Rights of Woman (Uma Defesa dos Direitos da Mulher, 1790), e do pai, um libertário e anarquista. A influência a fez tomar também atitudes feministas, mas é também vista como uma mulher romântica, capaz de sair da Inglaterra e viver aventuras amorosas com o seu grande amor, o poeta Percy Shelley, do qual era amante – ele era casado à época – e depois, oficialmente, esposa. Frankenstein foi escrito naquela época de fuga, tornou-se um sucesso e um clássico, mas a crítica e os estudiosos da literatura consideram The Last Man a sua melhor criação, uma obra antecipatória e de grande influência na ficção científica.  Mary faleceu em 1º de fevereiro de 1851.

The Last Man on Earth (escrito em 1926) descreve uma Terra devastada por uma praga numa sociedade faturista e teve uma adaptação tida como desastrada em 2008, sob a direção do inglês James Arnett. Uma nova adaptação da obra está em pré-produção em Hollywood com o título de Alien War: the Last Man, sob a direção de Brandon Slagle, com Kyle Morris e Julie Rose, previsto para 2013. Com a variação da história para uma invasão extraterrestre, não tenha esperança de ser trabalho de qualidade.

 

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GLOBAL JAMES BOND DAY – os 50 anos de 007 no cinema

Publicado em 31/08/2012 - 17:39 por | Comentar

Categorias: MEMÓRIA, VEM POR AÍ

Uma série de eventos que acontecerão em todo o mundo no dia 05 de outubro de 2012 comemorarão os 50 anos do espião James Bond no cinema

Dia o5 de outubro se comemora o 50 anos da estreia do primeiro filme do agente 007 no cinema, oo7 Contra o Satânico Dr. No (1962), e se preparando para a estreia de 007 – Operação SkyFall, 23ª aventura do espião inglês, acontecerá o Global James Bond Day, um dia com muitos eventos em todo o mundo para os fãs de Bond, James Bond, anunciado oficialmente pelas empresas EON Productions (de Albert R. Broccoli), Metro-Goldwyn-Mayer Studios, Sony Pictures Entertainment e Twentieth Century Fox Home Entertainment.

Um documentário inétido chamado Everything or Nothing: The Untold Story of 007 (ainda sem título em Português) será também lançado nesta data. Dirigido por Stevan Riley, o documentário é focado em três homens com um sonho em comum – os produtores de Bond, Albert R. Broccoli, Harry Saltzman e no autor Ian Fleming. Ele falará do processo de criação e adaptação para o cinema da maior franquia de filmes já feita.

Outros eventos mundiais que celebrarão o aniversário da franquia incluem um leilão de caridade com 50 lotes que beneficiarão doze instituições de caridade, organizado pela famosa casa de leilões Christie´s em Londres (mais detalhes em www.christies.com/bond), uma pesquisa global para descobrir o filme de James Bond favorito em cada país, uma retrospectiva dos filmes no Museum of Modern Art em New York, uma noite Music of Bond em Los Angeles apresentada pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, e a exposição Designing 007: 50 Years of Bond Style, no Toronto International Film Festival.  Também para o James Bond Day, pela primeira vez os fãs poderão adquirir os 22 filmes da franquia em Blu-ray na coleção BOND 50, que será lançada mundialmente no dia 24 de Setembro. Mais detalhes serão anunciados nos sites www.007.com e facebook/JamesBond007.

Os produtores de 007 – Operação Skyfall, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli falaram do evento: “Nós estamos absolutamente felizes em comemorar os 50 anos dos filmes de James Bond com este dia especial de eventos para os fãs de Bond de todo o mundo.”

Sinopse oficial

Em 007 – Operação Skyfall, a lealdade de Bond a M é testada quando o seu passado volta a atormentá-la. Com a MI6 sendo atacada, o 007 precisa rastrear e destruir a ameaça, não importando o quão pessoal será o custo disto. O filme é uma produção da EON Productions (de Albert R. Broccoli), Metro-Goldwyn-Mayer Studios, e Sony Pictures Entertainment.  Dirigido por Sam Mendes.  Produzido por Michael G. Wilson e Barbara Broccoli.  Escrito por Neal Purvis & Robert Wade e John Logan.

Data de estréia

O filme estreia dia 26 de outubro no Brasil.

Confira um trailer da aventura.

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AGENDE-SE – as boas estréias desta sexta

Publicado em 31/08/2012 - 6:37 por | Comentar

Categorias: ESTRÉIAS

Final de semana com muitas estreias na capital cearense. Entre os filmes estão Violeta foi para o céu, Os mercenários 2, O legado Bourne e Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo, além da drama francês Intocáveis. Em pré-estréia estão Abraham Lincoln -  Caçador de vampiros e  O que eu mais desejo

Baseado no livro homônimo de Ángel Parra, Violeta foi para o céu conta a história da cantora, compositora e folclorista chilena Violeta Parra. O filme mostra sua vida desde a infância até a vida adulta, destacando sua colaboração para a música e a preservação da cultura chilena. Mostra ainda detalhes íntimos da vida da artista, como sua relação com o marido, os filhos e o amante Gilbert Favre. O longa levou o prêmio principal no Cine Ceará deste ano.

Veja o trailer.

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VIOLETA FOI PARA O CÉU (Violeta se fue a los cielos, Chile-Argentina-Brasil, 2011), de Andrés Wood. Com Francisca Gavilán, Thomas Durand, Christian Quevedo, Gabriela Aguilera, Roberto Farías. Andrés Wood Producciones/Imovision. 110 min. 12 anos.

Em Os mercenários 2, continuação do sucesso de 2010, o grupo de ex-militares é outra vez convocado para um novo trabalho, aparentemente descomplicado. Porém, algo dá errado e um dos membros do grupo é assassinado. Eles buscam, então, vingança, mas sua empreitada assume uma nova dimensão quando precisam lutar para evitar que ocorra um incidente nuclear. Fazem parte do elenco os astros dos filmes de ação Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger e Jean-Claude Van Damme, entre outros.

Veja o trailer.

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OS MERCENÁRIOS 2 (The Expendables 2, Estados Unidos, 2012), de Simon West. Com Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Charisma Carpenter. Millenium Films/ImagemFilmes. 102 min. 16 anos.

O legado Bourne traz um novo personagem a série de filmes que fora protagonizada por Matt Damon em seus três primeiros episódios: A identidade Bourne (2002), A supremacia Bourne (2004) e O ultimato Bourne (2007). Jeremy Renner é Aaron Cross, um novo herói que passará por diversas experiências de vida ou morte desencadeadas pelos eventos dos filmes anteriores.

Confira o trailer.

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O LEGADO BOURNE (The Bourne Legacy, Estados Unidos, 2012), de Tony Gilroy. Com Jeremy Renner, Rachel Weisz, Edward Norton, Scott Glenn, James Joseph O’Neil. Universal Pictures. 135 min. 14 anos.

Procura-se um amigo para o fim do mundo é o primeiro filme da atriz e roteirista Lorene Scafaria na direção. A trama fala sobre a aproximação de um asteróide da terra e um homem que se sente bastante sozinho ao ser deixado pela esposa. Assim, ele decide viajar na companhia de sua vizinha para reencontrar sua antiga paixão dos tempos de escola e com ela passar os últimos dias antes do fim do mundo.

Confira o trailer.

PROCURA-SE UM AMIGO PARA O FIM DO MUNDO (Seeking a Friend for the End of the World, Estados Unidos/Singapura/Malásia/Indonésia, 2012), de Lorene Scafaria. Com Steve Carell, Keira Knightley, Melanie Lynskey, Adam Brody. Anonymous Content/Paris Filmes. 101 min. 14 anos.

Ambientado na ilha de Kyushu, O que eu mais desejo mostra a história de dois irmãos: o mais velho, de 12 anos, vive com a mãe no sul da ilha, enquanto que o mais novo mora com o pai no extremo oposto, no norte. A criança mais velha deseja ver a família unida novamente e se anima quando um amigo da escola conta que, quando dois trens-bala se cruzam, um desejo feito naquele momento se realizará. O menino planeja então uma viagem secreta ao lugar onde os trens se encontram.

Conheça o trailer.

O QUE EU MAIS DESEJO (Kiseki, Japão, 2011), de Hirokazu Koreeda. Com Koki Maeda, Ohshirô Maeda, Ryôga Hayashi, Cara Uchida, Kanna Hashimoto. Bandai Visual Company. 128 min. Classificação a verificar.

Produzido por Tim Burton, Abraham Lincoln – Caçador de vampiros é baseado no livro de sucesso escrito por Seth Grahame-Smith, que também é responsável pelo roteiro desta adaptação. Na trama, o 16º presidente dos Estados Unidos discobre que vampiros tentarão dominar o país. Ele toma como missão impedi-los de concretizar o seu plano.

ABRAHAM LINCOLN: CAÇADOR DE VAMPIROS (Abraham Lincoln: Vampire Hunter, Estados Unidos, 2012), de Timur Bekmambetov. Com Benjamin Walker, Rufus Sewell, Dominic Cooper, Mary Elizabeth Winstead, Anthony Mackie. Abraham Productions/Fox Filmes. 105 min. 14 anos.

Veja o trailer.

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INTOCÁVEIS/Crítica – a superação pela amizade

Publicado em 31/08/2012 - 6:37 por | 1 Comentário

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Maior sucesso do cinema francês com mais de 20 milhões de espectadores, Intocáveis conquista e fascina ao tratar da amizade como a maior riqueza da vida 

Na sociedade pós-moderna na qual vivemos, dinamismo e eficiência são as exigências não da existência, mas da produção do trabalho. Eis a melhor forma para qualquer um obter bônus e fama, aceitação e sucesso: ser medido, analisado e comentado em seu índice de eficácia no exercício de seu cargo ou profissão. A existência, nesses termos, adquire uma moldagem às regras da competitiva e exigente da sociedade capitalista.

Enquanto a vida passa e o trabalho a consome, a observação do mundo e do semelhante não ganha à devida relevância para a obtenção de um equilíbrio que permita a vivência do grande sentido da existência: a felicidade. O dinheiro e o poder continuam liderando o Ranking das coisas mais buscadas pelo homem. Sem limites.

Intocáveis, o filme de Eric Toledano e Olivier Nakache, nos remete a essa percepção da existência e a refleti-la. Ao resgatar uma história real, pode parecer, a princípio, uma obra de caráter existencialista, mas, trata-se, igualmente, de uma criação filosófica ao promover reflexão sobre a condição humana.

Antes de assistir a Intocáveis fui buscar os seus personagens reais, conhecê-los, saber de suas histórias. Uma obrigatoriedade para o crítico, pois entendo não ser mais possível analisar um filme fechado apenas em seus aspectos técnicos e de enredo. Impõe-se hoje, os contextos históricos, sociais, políticos e, fechando, uma análise filosófica. E Intocáveis contém todos esses contextos.

Dizem que a observação real da vida e do tempo, do mundo e dos semelhantes, da harmonia e do amor, quase sempre só é despertada pela chegada de uma tragédia pessoal. A parada obrigatória promovida pelo infortúnio de um acidente, uma doença grave, a morte de ente muito querido ou de algo psicologicamente impactante.

Philippe & Abdel

Todos esses temas envolvendo a sociedade pós-moderna e a condição humana estão todos conectados e fazem de Intocáveis uma obra de visão realista e dramaticamente generosa da fragilidade humana, do sentido da existência e da redescoberta da vida através do outro. A amizade como a maior riqueza humana.

Philippe Pozzo di Borgo, diretor da indústria de Champagne Pommery, herdeiro de duas famílias riquíssimas, sujeito dinâmico e agitado, apreciador da música clássica, vinhos refinados e da aventura, aos 42 anos sofre um acidente de parapente e fica tetraplégico. O infortúnio chega acompanhado de outra revelação, a de que a sua mulher, Beatrice, está condenada pelo câncer.

Abalado pela dor da perda (a mulher falece três anos depois) e da impossibilidade de cuidar de si próprio, entra em depressão, isolando-se com alguns empregados em sua mansão em Paris. Necessitando de um cuidador, ele abre vaga a dezenas de candidatos. Yamin Abdel Sellou, argelino delinquente desde a infância, líder de gangue, batedor de carteiras em liberdade condicional e socialmente rebelde, é o escolhido. Unem-se o deficiente físico e o deficiente social.

Abdel, um sujeito desinibido com as mulheres, introduz no cotidiano de Philippe uma parte de sua própria forma de viver a liberdade, perigosamente. A solidão do homem rico e impossibilitado da liberdade passa a ser preenchida pela imprevisível forma de viver de seu cuidador. Em troca, Philippe transforma a vida dele, abrindo-lhe a oportunidade de uma segunda chance, introduzindo-o na sociedade e lhe dando a condição de se autodescobrir como gente.

As adversidades, físicas e sociais, geram uma relação de amizade, moldada na camaradagem transformadora de valores. A vida ganha outra dimensão e sentido, na aceitação mútua de suas diferenças sociais e pessoais e na conectividade que gera descobertas de possibilidades destruídas pela deficiência e a exclusão. Entre essas possibilidades, a sexualidade e o amor. Voltar a amar e ser amado. A vida segue o tempo.

Antes & depois

“Antes, eu estava no equilíbrio do poder, às vezes com raiva”, revela Phillipe, em entrevista. “Por 42 anos levei essa forma de vida, eu vivia uma vida como a de Hollywood, mastigando o sucesso, todo mundo era bonito e tudo era muito bom. E agora não estou mais assim. Sei agir com charme, bondade e humor”, diz. “Hoje, portanto, aprendi a ser paciente – o que é mais valioso”, complementa. “Eu aprendi algo essencial na deficiência e no silêncio… o silêncio que nos descobre quem somos. Eu convido você também a viver 10 minutos de silêncio a cada dia, para conhecê-lo, até descobrir a sua riqueza”, finaliza.

É justamente no convite para a descoberta das condições humanas e nas possibilidades da existência pelo qual trafega Intocáveis, com a sua narrativa que concilia o drama dos excluídos, a união de diferentes e a dramática comédia da vida.

As mudanças nos personagens

Eric Toledano e Olivier Nakache fizeram uma alteração essencial na transposiçao da história real para o cinema. Abdel Sellou, o árabe, deu lugar a um negro oriundo de Uganda, Driss (vivido por Omar Sy). Eles queriam acentuar uma condição social e humana que abala a França, no momento, que é a situação dos imigrantes, africanos em particular.

Incluem-se, ainda, observações do abismo entre classes sociais. Intocáveis adentra a esse grave problema da França atual, o abismo social entre os bairros ricos e os subúrbios – as mansões dos ricos e o reduto dos imigrantes – em sua maioria argelinos, africanos e orientais, jogados nos condomínios suburbanos. Quanto a isso, fica flagrante a intenções dos realizadores ao mostrar, primeiro, a casa de Abdel, uma zoeira total no universo de uma quitinete, depois o quarto luxuoso que lhe é disponibilizado, com direito a banheira e cama espaçosa, na mansão de Philippe (François Cluzet).

Intocáveis, no entanto, não se trata apenas de um filme sobre a inclusão dos deficientes – sejam físicos, sejam sociais – no tráfego da vida e seio da sociedade, mas especialmente uma obra sobre a redescoberta da vida, da conectividade entre as pessoas que elimina o tal de acaso, a certeza de que o amor não apenas ronda, mas permeia a existência humana. E quem reforça isso é o próprio Philippe Pozzo di Borgo ao falar sobre o outro.

“Ele é insuportável, vaidoso, orgulhoso, brutal, inconstante, humano. Sem ele, eu estaria morto por decomposição. Abdel cuidou de mim sem cessar, como se eu fosse um bebê de colo. Atento ao menor sinal, presente em todas as minhas ausências, ele me libertou quando fiquei preso, me protegeu quando eu estava fraco. Ele me fez rir quando eu não aguentava mais. Ele é meu diabo guardião”. Uma síntese filosófica naquilo que nos define como… humanos.

Mais informações

INTOCÁVEIS (Untouchables, França, 2011), de Eric Toledano e Olivier Nakache. Com François Cluzet e Omar Sy. Califórnia Filmes. 105 minutos. 14 anos.

Confira o trailer de Intocáveis.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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INTOCÁVEIS – a história real de 2 excluídos

Publicado em 31/08/2012 - 6:31 por | Comentar

Categorias: HISTÓRIA, MEMÓRIA

A história do francês Philippe Pozzo di Borgo mescla-se a do argelino Yamin Abdel Sellou. Pura conexão. Histórias diferentes, de gente diferente e de personalidades diferentes. Ambos são personagens do filme Intocáveis, mas suas histórias podem ser contadas rapidamente a fim de você se interessar em conhecê-las mais de perto, lendo os livros que eles escreveram e que estão à sua disposição, nas livrarias

Philippe Pozzo di Borgo nasceu em 14 de fevereiro de 1951. Filho de duas famílias de industriais, diretor da Champange Pommery, casado com Beatrice e pai de duas crianças adotadas, recebeu um grande baque no início da década de 1990 quando sua mulher foi diagnosticada com câncer. Em 27 de junho de 1993, sua situação ficaria dramáica quando, em 27 de junho, ficou tetraplégico após um acidente de parapente. Restava-lhe, ainda, acompanhar o seu grande amor, Beatrice, a qual veio a falecer em 3 de maio 1996. Mergulhado na repressão, é de lá retirado pelo seu cuidador, o argelino Yamin Abdel Sellou. Ele foi o seu sustentáculo e amigo inseparável durante  10 anos. Borgo é co-fundador de uma instituição de apoio aos deficientes, chamada Simon de Cirene. E após casar-se novamente, saiu da França e atualmente vive no Marrocos, na região de Essaouira, com a mulher, Khadija, e as duas filhas adotadas, Oujdane e Sbah.

Khadija, Philippe Pozzo di Borgo, Oujdane e Sbah em 17 de dezembro de 2011 Foto Abdelah Senna

Yamin Abdel Sellou escondeu a sua história, não a revelando sequer para Borgo. E só veio a tornar pública a sua trajetória de vida no livro que escreveu no ano passado e lançado em março deste ano na França. Após cuidar de Philippe durante 10 anos, retornou à Argélia, onde cuida de uma granja com a esposa e os 3 filhos.

 

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INTOCÁVEIS – o filme e os livros

Publicado em 31/08/2012 - 5:39 por | 3 Comentários

Categorias: LITERATURA

Intocáveis adapta o romance O Segundo Suspiro (Le Second Souffle) no qual Philippe Pozzo di Borgo conta a sua própria história. O livro está disponível no Brasil pela Editora Intrínseca. Yamin Abdel Sellou também escreveu a sua versão da história, Você Mudou a Minha Vida, editado no Brasil pela Editora Record

Em narrativa alternada entre o passado de “infância dourada” (a adolescência, suas paixões e o amor deslumbrante por Beatrice, que viria a se tornar sua mulher) – como ele intitula a sua vida antes do acidente de parapente ocorrido em 1993 –, e a atual, Phillipe Pozzo di Borgo conta a sua vida a partir de sua condição de tetraplégico.  Neste contexto, registra as consequências do acidente, as dores, a solidão, o silêncio, a reclusão e, finalmente, a mudança da sua condição a partir da chegada de Abdel Sellou.

Sellou escreveu, com a colaboração de Caroline Andrieu, Tu as Changé ma vie…, lançado na França em março deste ano pela editora Michel Lafon. Numa linguagem despojada e bem humorada, Sellou revela a sua vida de fugitivo das escolas a terror para da marginalidade, tendo sido dado como irrecuperável por professores, psicólogos e autoridades policiais. Ele ganhou uma segunda chance numa aposta de risco do empresário Philippe Pozzo di Borgo, e conta como se deu o seu processo de transformação. O livro está lançamento no Brasil pela Editora Record.

O Segundo Suspiro

O SEGUNDO SUSPIRO (Le Second Souffle, 2001)
Editora Intrínseca
Tradução: Mauro Pinheiro
Formato impresso: R$ 24,90

Leia o primeiro capítulo de Intocáveis, clicando, aqui >>
http://www.intrinseca.com.br/site/2012/07/intocaveis-o-filme-frances-mais-visto-da-historia/

Você Mudou a Minha Vida

 VOCÊ MUDOU A MINHA VIDA

(Tu as changé ma vie, 2012)

Autor Yamin Abdel Sellou

Prefácio – Philippe Pozzo di Borgo

Editora Record

Tradução – Mauro Pinheiro

Páginas – 240 Preço: R$ 29,90

 

 

 

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FESTIVAL DO RIO 2012 – os selecionados

Publicado em 30/08/2012 - 18:32 por | Comentar

Categorias: FESTIVAL DO RIO

O Cineclube Estação Botafogo, responsável pelo Festival de Cinema do Rio de Janeiro, divulga a lista oficial dos longas que serão exibidos na edição de 2012 nas categorias em competição e nas diversas mostras paralelas. O evento acontecerá entre os dias 27 de setembro e 11 de outubro

Entre os 42 selecionados para a edição desse ano, 31 são inéditos e nunca foram exibidos em qualquer tipo de mídia.

Confira a lista completa dos longas organizados em suas respectivas mostras:

Os títulos seguidos da sigla wp são inéditos

Mostra competitiva
Ficção
1. A cadeira do pai, de Luciano Moura (SP – 96′);
2. A coleção invisível, de Bernard Attal (BA – 89′), wp;
3. A floresta de Jonathas, de Sérgio Andrade (AM – 98′) wp;
4. Disparos, de Juliana Reis (RJ – 82′), wp;
5. Dores de amores, de Raphael Vieira (RJ – 77′) wp;
6. Éden, de Bruno Safadi (RJ – 73′), wp;
7. Entre vales, de Philippe Barcinsky (SP – 80′) , wp;
8. Meu Pé de Laranja Lima, de Marcos Bernstein (RJ – 97′), wp;
9. O gorila, de José Eduardo Belmonte (SP – 90′) , wp;
10. O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho (PE – 131′);
11. Primeiro dia de um ano qualquer, de Domingos Oliveira (RJ – 85′) , wp;
12. Uma história de amor e fúria, de Luiz Bolognesi (SP- 75′) wp

Wagner Moura e Mariana Lima em "A Cadeira do Pai"

Documentários
1. Coração do Brasil, de Daniel Santiago (SP – 85′);
2. Dossiê Jango, de Paulo Henrique Fontenelle (RJ – 102′), wp;
3. Hélio Oiticica, de César Oiticica Filho (RJ- 94′), wp;
4. Jards, de Eryk Rocha (RJ – 93′), wp;
5. Margaret  Mee e a flor da Lua, de Malu de Martino (RJ – 80′) wp;
6. O dia que durou 21 anos, de Camilo Tavares (SP – 77′), wp;
7. Ouvir o rio: uma escultura sonora de Cildo Meireles, de Marcela Lordy (SP – 79′), wp;
8. Rio anos 70, de Maurício Branco e Patrícia Faloppa (R4J – 75′);
9. Satyrianas, 78 horas em 78 minutos, de Daniel Gaggini, Fausto Noro e Otávio Pacheco (SP – 78′), wp;
10. Sobral (sobral), de Paula Fiuza (RJ – 87’), wp.

"Uma história de amor e fúria", animação brasileira com as vozes de Rodrigo Santoro, Selton Mello e Camila Pitanga

Novos rumos
Ficção
1. Augusta, de Francisco César Filho (SP – 83′);
2. Estado de exceção, de Juan Posada (RJ – 73′), wp;
3. Super nada, De Rubens Rewald (SP – 94′).
4. Eu não faço a menor ideia do que tô fazendo com a minha vida, de Matheus Souza

Documentários
1. A batalha do passinho (passinho dance off), de Emílio Domingos (RJ- 70′), wp;
2. Hysteri, de Evaldo Mocarzel e Ava Rocha (SP – 72′), wp;

Hors concours
Ficção
1. Chamada a cobrar, de Anna Muylaert (SP- 72′), wp;
2. Colegas, de Marcelo Galvão (SP – 103′);
3. Infância clandestina, de Benjamín Ávila (Argentina-Espanha-Brasil  – 112′);
4. Ritos de Passagem, de Chico Liberato (BA – 98′), wp.

Documentários
5. A mulher de longe, de Luiz Carlos Lacerda (RJ – 75′), wp;
6. Amazônia Eterna, de Belisário Franca (RJ – 82′), wp;
7. Raça, de Joel Zito Araújo e Megan Mylan (RJ – 104′), wp.

Mostra Retratos
1. Cirandeiro, de Claudio Boeckel (RJ – 71′), wp;
2. Dalua Downhill, de Rodrigo Pesavento, Fernanda Franke Krumel e Tiago de Castro (RJ- 88′), wp;
3. Dino Cazzola – uma filmografia de Brasília, de Andreas Prates e Cleisson Vidal (SP – 71′);
4. Jorge Mautner- o filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor d ‘Allincourt (RJ- 93′);
5. Os irmãos Roberto, de Ivana Mendes e Tiago Arakilian (RJ – 74′);

Mostra Música
1.  MPB de câmara, canção brasileira, de Walter Lima jr. (RJ- 70′), wp;
2.  Partideiros, de Luis Guimarães de Castro (RJ – 75′), wp;
3.  Pernamcubanos, de Nilton Pereira de Melo (PE – 73′), wp;
4.  Siba – nos balés da tormenta, de Caio Jobim e Pablo Francischelli (RJ – 81′)

 

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Festival do Rio – sai a lista de longas brasileiros

Publicado em 30/08/2012 - 9:40 por | Comentar

Categorias: FESTIVAL DO RIO

A edição de 2012 do Festival do Rio acontecerá entre os dias 27 de setembro e 11 de outubro. Foi divulgada a lista com os longas-metragens brasileiros que competirão neste ano. A produção do festival não divulgou ainda a lista dos curtas-metragens participantes, que deverá ser anunciada esta semana. Os títulos dos filmes internacionais também sairão em uma próxima listagem

O SOM AO REDOR, de Kleber Mendonça Filho.

Em competição:

A busca (father’s chair), de Luciano Moura;
A coleção invisível (the invisible collection), de Bernard Attal;
A floresta de jonathas (jonathas’ forest), de Sérgio Andrade;
Disparos (ae-autoexposure), de Juliana Reis;
Dores de amores (love aches), de Raphael Vieira;
Éden (eden), de Bruno Safadi;
Entre vales (between valleys), de Philippe Barcinsky;
Meu Pé de Laranja Lima (my sweet orange tree), de Marcos Bernstein;
O gorila (the gorilla), de José Eduardo Belmonte;
O som ao redor (neighbouring sounds), de Kleber Mendonça Filho;
Primeiro dia de um ano qualquer (first day, any year), de Domingos Oliveira;
Uma história de amor e fúria (rio 2096 a story of love and fury);
Coração do Brasil (heart of brasil), de Daniel Santiago;
Dossiê Jango (jango report ), de Paulo Henrique Fontenelle;
Hélio Oiticica (hélio oiticica), de César Oiticica Filho;
Jards (jards), de Eryk Rocha;
Margaret Mee e a flor da lua (margaret mee and the moonflower), de Malu de Martino;
O dia que durou 21 anos (the day that lasted 21 years), de Camilo Tavares;
Ouvir o rio: uma escultura sonora de Cildo Meireles (listening to the river: a sound sculpture by cildo meireles), de Marcela Lordy;
Rio anos 70 (rio 70′s), de maurício branco e patrícia faloppa;
Satyrianas , 78 horas em 78 minutos (satyrianas, 78 hours in 78 minutes), de Daniel Gaggini, Fausto Noro e Otávio Pacheco;
Sobral (sobral), de Paula Fiuza.
Augustas (augustas), de Francisco César Filho;
Estado de exceção (state of exception), de Juan Posada;
Super nada (super nothing), de Rubens Rewald.
Eu não faço a menor ideia do que tô fazendo com a minha vida , de Matheus Souza;
A batalha do passinho (passinho dance off), de Emílio Domingos;
Hysteria (hysteria), de evaldo mocarzel e Ava Rocha.

INFÂNCIA CLANDESTINA, de Benjamin Ávila

Fora de competição:

Chamada a cobrar (collect call), de Anna Muylaert;
Colegas (buddies), de Marcelo Galvão;
Infância clandestina (clandestine childhood), de Benjamín Ávila;
Ritos de passagem (rites of passage), de Chico Liberato.
A mulher de longe (the woman who came from afar), de Luiz Carlos Lacerda;
Amazônia eterna (eternal amazon), de Belisário Franca;
Raça (raça), de Joel Zito Araújo e Megan Mylan.
Cirandeiro (cirandeiro), de Claudio Boeckel;
Dalua downhill (dalua downhill), de Rodrigo Pesavento, Fernanda Franke Krumel e Tiago de Castro;
Dino cazzola – uma filmografia de Brasília (dino cazzola – a filmography of brazilia), de Andreas Prates e Cleisson Vidal;
Jorge mautner- o filho do Holocausto (jorge mautner – the son of the holocaust), de Pedro Bial e Heitor d ‘Allincourt;
Os irmãos roberto (the roberto brothers), de Ivana Mendes e Tiago Arakilian;
Mpb de câmara, canção brasileira (mpb chamber, the brazilian song), de Walter Lima jr.;
Partideiros (partideiros), de Luis Guimarães de Castro;
Pernamcubanos (pernamcubanos), de Nilton Pereira de Melo;
Siba – nos balés da tormenta (siba – a poet through the storm), de Caio Jobim e Pablo Francischelli.

 

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ANTES DO… – Jesse e Celine estão de volta?

Publicado em 30/08/2012 - 9:21 por | 1 Comentário

Categorias: VEM POR AÍ

Lembram-se de Antes do Por-do-Sol e Antes de Amanhecer? Tudo indica pelos rumores que andam circulando pela internet – confirmadas pelo próprio Ethan Hawke – de que haverá mesmo uma novo encontro de Jesse (Hawke) e Celine (Julie Delpy), num terceiro filme dirigido por Richard Linklater

Antes do Amanhecer

Entre os fins da década de 1950 até a década de 1970, François Truffaut fez cinco filmes com o mesmo ator em diferentes intervalos de tempo de sua vida. É o chamado “Ciclo Antoine Doinel”, em que vemos a vida do jovem Doinel desde a infância, passando pelos romances de adolescência, vida profissional, casamento e separação. Os filmes, inspirados na experiência de vida de Truffaut, são Os Incompreendidos (1959), Antoine e Colette (1962), Beijos Proibidos (1968), Domicílio Conjugal (1970) e Amor em Fuga (1979).

Outro projeto usando os mesmos personagens e atores e que rendeu dois filmes foi de Peter Bogdanovich, que resolveu reunir o elenco de A Última Sessão de Cinema (1971) e, quase vinte anos depois, em Texasville – A Última Sessão de Cinema Continua (1990). Não poderíamos deixar de lembrar também da trilogia O Poderoso Chefão (1972, 1974, 1990), de Francis Ford Coppola.

E chegamos a Antes do Amanhecer (1995) e Antes do Pôr-do-Sol (2004), que têm um séquito de fãs bem amplo. Histórias de amor, principalmente quando tão bem construídas, costumam deixar muita gente feliz. Antes do Amanhecer representa a noite, o romantismo, a embriaguez, os sonhos da juventude; Antes do Pôr-do-Sol representa o dia, o realismo, a sobriedade, um certo amargor.

Antes do Pôr-do-Sol

No segundo filme, Jesse e Celine encontram-se pela segunda vez em Paris e percebem o quanto o primeiro encontro, que aconteceu em um trem e se estendeu para as ruas de Viena, foi importante e inesquecível para ambos.

As últimas informações são de que o terceiro filme estaria sendo filmado na Grécia e que teria como título ainda não oficial, Antes da Meia-Noite.  A estreia, prevista para 2013, contaria com um novo intervalo de nove anos na vida do casal. Ficaremos atentos para novas notícias.  E torcendo para que o terceiro filme mantenha a qualidade e a beleza dos dois anteriores.

Relembre o trailer de Antes do Pôr-do-Sol, que contém cenas de Antes do Amanhecer:

Imagem de Amostra do You Tube

 

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ROBOCOP – Michael Keaton entra para o elenco

Publicado em 29/08/2012 - 20:27 por | Comentar

Categorias: VEM POR AÍ

O ex-Batman Michael Keaton entrou para o elenco do remake de RoboCop e o diretor José Padilha comentou a adição

Comentava-se que Hugh Laurie iria interpretar o vilão chefe da empresa Omni Corp, que cria o robô policial, porém na semana passada foi confirmado que as negociações entre os produtores e o ator não deram resultado positivo. Eis que Michael Keaton foi escalado para o personagem.

No iníco da semana o diretor José Padilha comentou que as gravações do remake de RoboCop não estavam fáceis. O diretor e amigo de Padilha, Fernando Meirelles afirmou em entrevista à revista Trip: “Eu falei com o Zé Padilha, uma semana atrás por telefone. Está em Toronto e vai começar a filmar o Robocop. Ele falou que está sendo a pior experiência da vida dele. De cada dez ideias que ele tem, nove são cortadas. Qualquer coisa que ele quer, ele tem que brigar. ‘Isso aqui é um inferno, Fernando. O filme vai ficar bom, mas eu nunca sofri tanto e não quero fazer isso de novo’, ele me disse”.

Dessa vez, Padilha falou sobre Keaton no elenco: “Michael é a adição final para esse incrível elenco que reunimos para o filme, e é ótimo termos a última peça no lugar”.

Data de estreia

RoboCop estreia dia 16 de agosto de 2013 no Brasil.

 

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