LEIA O LIVRO, VEJA O FILME – um final de semana com Frankenstein
Categorias: LITERATURA, MEMÓRIA, OBRAS LITERÁRIAS
Esta dica era para ter sido postada, ontem, 30. Não deu. 3 matérias pesadas e longas preparadas para o Caderno 3 (uma delas, já postada, no blog, sobre o francês Intocáveis) me deixaram brigando com o tempo. Ah!, o tempo… Mas, agora vai. Caso estivesse viva, Mary Shelley teria comemorado ontem, 30, 215 anos. Aos 19 anos essa senhora inglesa escreveu um livro intitulado Frankenstein e, aos meus 19, me deixou simplesmente arrepiado, em uma das mais impactantes, fascinantes e reflexivos contatos que tive com a literatura. Não por menos, é uma das obras mais adaptadas para o cinema (a primeira é datada de 1910, um curta), teatro, televisão e, também, os quadrinhos
Apenas para acrescentar, Frankenstein, obra-prima da literatura universal, costuma ser enquadrado como obra gótica, terror e ficção científica. Tudo bem, mas que é uma baita leitura filosófica isto é! Leia e confira como está atualíssima com as nossas atuais conquistas tecnológicas e o avanço da medicina, transplante de órgãos, cibernética, robótica, etc.
Sugiro um final de semana com Mary Shelley. Caso não queira encarar o livro, procure a locadora de sua preferência e escolha uma das versões adaptadas para o cinema. Seguem algumas sugestões, caprichadas.
Frankenstein (Frankenstein, EUA, 1931), de James Whale, com Boris Karloff, Mae Clark e Colin Clive. A mais famosa e elogiadas das versões clássicas, revelou Boris Karloff (1987-1969), tem a grande qualidade de ser fiel ao romance e conter elementos do cinema expressionista alemão.
Confira o trailer de Frankenstein, de 1931.
A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein, Inglaterra, 1957), de Terence Fisher, com Peter Cushing, Hazel Court e Robert Urquhart. Não tão fiel ao livro, só foi produzido por insistência de Terence Fisher. Odiado por Jack Warner, que tinha certeza de ter perdido dinheiro (o orçamento fora de 65 mil libras), ao estrear nos EUA obteve imenso sucesso de público (faturou US$ 7 milhões), a ponto de alavancar duas pontes: a parceira de Fisher (1904-80) com Peter Cushing (1913-94), que seria um dos grandes nomes do cinema de horror, e a transformação do pequeno estúdio Hammer Films em um criador de clássicos do gênero.
Veja o trailer de A Maldição de Frankenstein.
O Jovem Frankenstein (The Young Frankenstein, EUA, 1974), de Mel Brooks, com Peter Boyle, Gene Wilder, Elizabeth Kahn e Marty Feldman. O neto de Victor Frankenstein descobre o livro do avô e decide refazer a experiência. Versão satírica, obra-prima inesquecível, divertidíssima.
Veja o trailer de O Jovem Frankenstein.
Frankenstein de Mary Shelley (Mary Shelley’s Frankenstein, Inglaterra, 1994), de Kenneth Branagh, com Branagh, Robert De Niro e Helena Bonham Carter. A crítica tem sido impiedosa com esta adaptação do romance feita por Kenneth Branagh, mas há defensores fervorosos. O cineasta fez uma obra de grande reflexão sobre o homem, a ética e os limites da ciência.
Conheça o trailer de Frankenstein de Mary Shelley.
Há outras variações da história: criaram noivas, mulheres e filhas para o monstro de Mary. A imaginação abilolada dos roteiristas Hollywood também promoveu o encontro de Frankenstein com Abbott e Costello (comediantes do estilo pastelão), com o desenho animado do Mister Magoo, e até com Drácula.
Feminista & romântica
Mary Wollstonecraft Shelley nasceu em Londres em 30 de agosto de 1797, filha da escritora e pedagoga Mary Wollstonecraft e do filósofo William Goldwin. Registrada na história como libertária e a frente de seu tempo, praticou a influência dos pais – a mãe era feminista ferrenha, tendo deixado para ela e o mundo uma obra antecipatória, A Vindication of the Rights of Woman (Uma Defesa dos Direitos da Mulher, 1790), e do pai, um libertário e anarquista. A influência a fez tomar também atitudes feministas, mas é também vista como uma mulher romântica, capaz de sair da Inglaterra e viver aventuras amorosas com o seu grande amor, o poeta Percy Shelley, do qual era amante – ele era casado à época – e depois, oficialmente, esposa. Frankenstein foi escrito naquela época de fuga, tornou-se um sucesso e um clássico, mas a crítica e os estudiosos da literatura consideram The Last Man a sua melhor criação, uma obra antecipatória e de grande influência na ficção científica. Mary faleceu em 1º de fevereiro de 1851.
The Last Man on Earth (escrito em 1926) descreve uma Terra devastada por uma praga numa sociedade faturista e teve uma adaptação tida como desastrada em 2008, sob a direção do inglês James Arnett. Uma nova adaptação da obra está em pré-produção em Hollywood com o título de Alien War: the Last Man, sob a direção de Brandon Slagle, com Kyle Morris e Julie Rose, previsto para 2013. Com a variação da história para uma invasão extraterrestre, não tenha esperança de ser trabalho de qualidade.
Tags: A maldição de Frankenstein, a vindication of the rights woman, abbiott e costello, alien war: the last man, Boris Karloff, brandon slagle, Drácula, elizabeth kahn, FICÇÃO CIENTÍFICA, frankenstein, frankenstein de mary shelley, gene wilder, Hammer Films, Helena Bonham Carter, intocáveis, james arnett, james whale, julie rose, Kenneth Branagh, kyle morris, leia o livro veja os filmes, marty feldman, mary shelley, mary wolltonecraft, mary wolltonecraft shelley, mel brooks, Mister Magoo, o jovem frankenstein, percy shelley, peter boyle, Peter Cushing, Robert De Niro, terence fisher, um final de semana com Mary shelley, william goldwin


































