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ARGO – personagens da ficção e realidade

Publicado em 26/11/2012 - 11:52 por | Comentar

Em Argo, vários personagens assumem função importantes nos 2 países nos quais a ação se desenvolve. Alguns desses personagens são reais, outro, de ficção, a fim de ajustar acontecimentos e oferece opções dramáticas. Selecionamos alguns desses personagens e destacamos o livro que conta todos os acontecimentos

Ben Affleck e o verdadeiro Antonio “Tony” Mendez Foto: John Gilles/Warner Bros

Conheça quem é quem

Antonio “Tony” Mendez (Ben Affleck) – Na CIA desde 1965, era o chefe da Seção de Disfarce e supervisor das operações de logísticas em ações de resgate (mestre em disfarces, retirou dezenas de pessoas de situações de risco em países como Rússia, Vietnã, Irã, entre outros). Tinha 38 anos quando foi chamado por Jack O’Donnel, o superior na CIA, para cuidar do caso. Aposentado desde 1990, hoje é premiado artista plástico e escritor, sendo The Master of Disquise, o seu primeirom livro, no qual ele descreve toda a operação de resgate realizada no Irã.

(mais…)

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50 ANOS DE JAMES BOND NO CINEMA – a saga e sua influência

Publicado em 25/10/2012 - 10:56 por | Comentar

O espião mais famoso da literatura britânica e do cinema completa 50 anos de vida nas telonas.  ) 23º James Bond chega aos cinemas amanhã com a esperança de realmente renovar a franquia e manter o herói em plena forma por mais 50 anos. Saiba mais sobre o legado de James Bond para a cultura e sobre 007 – Operação Skyfall

 

O espião britânico James Bond que trabalha em missões secretas a serviço da Rainha é uma criação literária do escritor Ian Fleming , ex-funcionária da Inteligência Naval Britânica e que particpou de montagen de operações de espionagem durante a 2ª Guerra Mundial. Se antes não era conhecido, passou a ser reconhecido depois das adaptações cinematográficas. Usando sempre a Guerra Fria como plano de fundo para a maioria de suas histórias, Ian Fleming criou um estilo de narrativa rico em detalhes e descrições sutis. Mas o que ajudou a transformar Bond, um homem sempre muito elegante, pacato e sedutor, em um ícone, até hoje, foram os longa metragens que imortalizaram os carros, as armas e até os ternos do mais famoso espião.

Saiba um pouco mais da influência do espião 007 em vários aspectos da cultura mundial

PRIMEIRO FILME

Em 1962 estreava o filme 007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No) nos cinemas do mundo inteiro e o que era para ser uma simples adaptação de um dos livros homônimos de Ian Fleming, se tornou um marco para o gênero espionagem no cinema mundial. Bastou um filme para que bordões, cenários e até peças de roupas imortalizassem James Bond no imaginário do público internacional, afinal, por causa desse primeiro filme, todo o púbico sabe que a bebida preferia do espião é “vodka-martini, batido e não mexido”, ou ainda porque até hoje todos os outros James Bond de lá para cá usam a frase: “Meu nome é Bond… James Bond”; não é a toa que alguns consideram Sean Connery, quem primeiro interpretou Bond no cinema, como o melhor 007, ou, como o verdadeiro 007.

Banner de 007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO

ATORES

Um ponto que sempre gera boas discussões entre os fãs da saga é a preferência entre os atores que acabam com a pergunta “Quem foi o melhor James Bond?”. Sean Connery é quase uma unanimidade entre aqueles que admiram os livros de Ian Fleming, antes de tudo, ele foi o primeiro 007 no cinema, e por mais que se mudem as épocas e os contextos sociais dos filmes sucessores, ele sempre o padrão a ser seguido. Connery iniciou-se como James Bond em 007 Contra o Satânico Dr. No (1962) e só foi deixar o personagem pela primeira vez em 1967, no filme Com 007 Só se Vive Duas Vezes. Em seguida quem assumiu o personagem foi George Lazenby, uma até então modelo australiano que não tinha experiência como ator, e essa falta de experiência foi vista na recepção da crítica e do público do único filme que fez 007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade. Connery então volta para mais um filme, 007 – Os Diamantes São Eternos (1971).

A década de 70 viu seu James Bond ser interpretado por Roger Moore, que também fez bastante sucesso entre o público, começou seu trabalho como James Bond em Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973) e o deixou em 007 Na Mira Dos Assassinos (1985), 12 anos depois de sua estreia. Foi Moore que veio ao Brasil em 1978 para gravar 007 contra o Foguete da Morte no Rio de Janeiro. Timothy Dalton fez dois filmes como Bond, Pierce Brosnan fez sucesso na década de 90 em quatro filmes, e Daniel Craig estreia nessa semana seu terceiro filme.

BOND GIRLS

Exemplos de sensualidade e coragem, as destemidas ajudantes de James Bond receberam e ainda recebem o nome de Bond Girls pelo público. A cada missão, James Bond ganha uma, ou mais de uma, ajudante diferente. E nos filmes elas já foram interpretadas pelas mais diferentes atrizes das mais diferentes nacionalidades, que sempre têm um ponto em comum: acabam por se envolver com o charmoso Bond.

CASINO ROYALE (1967)

Um caso polêmico e curioso envolvendo o personagem de Fleming foi a produção do filme Casino Royale (1967), dirigido por vários cineastas e com atores de peso como Orson Welles, David Niven, Peter Sellers, Woody Allen e Ursula Andress. Casino Royale é o primeiro romance de Fleming com o espião de número 007 e um dos seus mais conhecidos, vendo o crescente sucesso dos filmes do espião, uma diferente equipe de produção decide fazer uma comédia parodiando os filmes de ação. Porém não respeitaram padrões e contratos, e usaram os mesmos nomes e, as ideias do livro sem pensar nos direitos autorais. A crítica não recebeu muito bem o filme nem entendeu para que tinha sido feito, se era para ser levado a sério ou se era apenas uma sátira sem nexo. A comédia ficou conhecida pelo seu escândalo e por seu fracasso.

MÚSICA

A música tema dos filmes de 007 também é um símbolo da popularidade dos filmes.Escrita por Monty Norman e executada pela primeira vez pela Orquestra John Barry em 1962 para o primeiro filme, até hoje ela é escutada em versões adaptadas nas trilhas sonoras dos filmes que seguiram o de 1962.

Ouça a canção conhecida como James Bond Theme

Imagem de Amostra do You Tube

Os filmes do espião 007 ficaram concorreram a um total de 7 Oscars e ganharam 2, e maioria dessas indicações foram na categoria Melhor Canção Original, foram elas “Live and Let Die” de Paul McCartney, “Nobody Does It Better”, de Carly Simon, “For Your Eyes Only”, de Sheena Easton. E levando em conta Casino Royale como um filme de James Bond, mesmo não autorizado e não-oficial, a canção “The Look of Love” de Burt Bacharach também concorreu a um Oscar.

A música do novo filme é interpretada pela cantora Adele e se chamará “Let the Sky Fall”. Confira a canção

Imagem de Amostra do You Tube

INFLUÊNCIA CULTURAL

Durante as cinco décadas que vem fazendo sucesso, 007 influenciou a criação de séries de TV, de outros filmes e obras literárias. Os exemplos mais conhecidos são o seriado de televisão Agente 86 dos anos 60, que em 2008 ganhou uma versão cinematográfica com Steve Carell e Anne Hathaway, onde um espião atrapalhado recebe sempre grandes missões e acaba conseguindo se sair bem sucedido com ajuda da sorte e de seus apetrechos com várias utilidades, referência direta aos filmes de Bond. Outra sátira bastante conhecida é o personagem Derek Flint, um espião mulherengo que se assemelha em tudo a James Bond, o personagem está presente em quadrinhos e em dois livros que tiveram versões cinematográficas homônimas, uma de 1966 chamada Our Man Flint e outra de 1967 intitulada In Like Flint, onde James Coburn era o protagonista Flint.

O ator Don Adams como o agente 86 Maxwell Smart; e Derek Flint em uma de suas árduas missões

Satirizando além de James Bond, como também Derek Flint, o agente libidinoso Austin Powers é uma criação do comediante e protagonista Mike Myers que rendeu três filmes sob a direção de Jay Roach. E mais recentemente, os últimos ganhadores do Oscar Michel Hazanavicius e Jean Dujardin estiveram na produção de dois filmes onde o protagonista é o agente 117 (Jean Dujardin). O personagem OSS 117 existe na literatura francesa desde a década de 50, onde ele atua mais como uma mistura de detetive e espião, e na década de 60, aproveitando o sucesso dos filmes de Bond, ganhou 7 adaptações cinematográficas francesas. As paródias de Hazanavicius assumem mais uma postura 007, são também comédias e cheios de referências a Bond, a suas namoradas e até suas poses. O primeiro filme Agente 117 – Uma Aventura no Cairo estreou em 2006, e o segundo Agente 117 – Rio Não Responde Mais estreou em 2009 e teve filmagens em vários lugares do Brasil.

Beyoncé e Mike Myers em AUSTIN POWERS EM O HOMEM DO MEMBRO DE OURO, e Jean Dujardin em cena de AGENTE 117 – RIO NÃO RESPONDE MAIS

MODA

Pode parecer inusitado, mas James Bond também influência bastante a maneira de vestir com elegância das diferentes décadas em que seus filmes foram lançados. Os carros, os relógios, as gravatas e os ternos de Bond foram, e ainda são, exemplos de elegância e sutileza das vestimentas masculinas. Diz-se que 007 foi um dos percussores na venda de peças de roupas oriundas de um filme, fato comumente visto hoje. Quanto para as mulheres, os altos penteados – principalmente nos anos 60 – , os vestidos e os biquínis das Bond Girls tomavam conta do imaginário feminino mundo à fora. Pensando nisso, o Barbican Centre, de Londres, também aproveitando os 50 anos do espião no cinema, criou uma exposição chamada , Designing 007: Fifty Years of Bond Style que traça a importância da moda e do design nos 22 filmes oficiais de James Bond lançados até agora.

Foto da exposição ‘Designing 007: Fifty Years of Bond Style’

Acho que este é um aspecto às vezes menosprezado e a exposição ressalta como foram influentes o estilo de Bond e o design ao longo das décadas“, disse Neil McConnon, da divisão de artes da Barbican International Enterprises, ao Estadão. Neil trabalhou com os curadores Bronwyn Cosgrave e a figurinista ganhadora do Oscar Lindy Hemming. A exposição viajará o mundo nos próximos três anos.

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A HISTÓRIA DOS FILMES POLÊMICOS – prepare-se para os novos protestos

Publicado em 14/10/2012 - 21:15 por | Comentar

Já é certo que vários filmes lançados em festivais, outros em produção e ainda em pré produção irão provocar polêmica e manifestações. Religião, pedofilia, política e sexualidade estão na ordem dos protestos. O eterno Didi, Renato Aragão, foi atacado nas redes sociais como o Anricristo ao anunciar que iria fazer um filme infantil com o título de O Segundo Filho de Deus. A intolerância continua, infelizmente, viva

Cartazes sem a assinatura dos seus autores pregaram o Didi Renato Aragão como o AntiCristo

Anunciou, nem começou e desistiu. Aconteceu com o humorista Renato Aragão. Ele planejava filmar O Segundo Filho de Deus, uma comédia sobre um homem comum que recebe de Deus a missão de cumprir uma tarefa que ele mesmo não conseguira finalizar. Ao receber agressivas reações de religiosos, os quais o atacaram e ameaçaram pela Internet, desistiu do filme, o qual já tinha recebido a aprovação da Agência Nacional de Cinema-Ancine, e estava prestes a liberar parte do orçamento.

Não agradou aos fanáticos religiosos de plantão, a ideia de um filme abordar um pretenso Jesus Cristo fracassado, como disseram, mesmo que em uma comédia que tinha o eterno Didi como ator e produtor.

Era uma Vez Eu, Verônica nem estreou e já está causando celeuma. A produção pernambucana dirigida por Marcello Gomes, exibida no recente Festival de Toronto, no Canadá, e premiada no mês passado no Festival de Cinema de Gramado, logo em sua abertura, traz uma sequência de orgia em uma praia em plena luz do dia. Houve reações.

O cineasta conta que para obter a naturalidade na composição da cena, também ficou despido com o elenco. A ideia era a de todos ficassem à vontade. Eu queria que as cenas de sexo fossem bastante muito naturalistas porque o filme todo tem este tom, revelou Gomes. O Brasil tem várias contradições. Uma delas é a questão do nu”, argumenta, salientando que mulheres com biquínis ousados e sumários se tornaram coisa natura, mas “se uma mulher faz topless vira um escândalo, finaliza.

E. L. James (Erika Leonard), autora de 50 Tons de Cinza e Angelina Jolie, que estaria negociando para dirigir a adaptação Fotos: GettyImages

O livro é um sucesso de 40 milhões de exemplares em todo o mundo e deve bater o recorde mundial como o romance mais vendido, no próximo ano estará nas telas dos cinemas. 50 Tons de Cinza, de E. L. James (cujo nome verdadeiro é Erika Leonard, 49, executiva de uma emissora de televisão e que mora em Londres), chamado de “o pornô das mamães” pela imprensa britânica, acaba de ser adquirido em parcerias de dois estúdios de Hollywood, a Universal e a Focos Features.

O livro, cujo lançamento ocorreu em 2011 pela estadunidense Randon House após ser recusado por diversas editoras que o consideraram “inadequado”, já virou uma trilogia, a qual está sendo lançado no Brasil pela Editora Intrínseca. O romance trata do relacionamento apaixonado entre um empresário manipulador, Christian Grey, e uma ingênua estudante de literatura, Anastasia Steele, a qual é introduzida no mundo do sadomasoquismo.

As especulações para a escolha dos atores já começaram. Ian Sommerhalder (da série Vampire Diaries), Armie Hammer (de Espelho, Espelho Meu), Ryan Gosling (de Drive), Chris Hemworth (o Thor) e Matt Bomer (das séries Chuck e White Collar). Rumores apontam que Angelina Jolie e a Focus Filmes já teriam conversado sobre a possibilidade dela ser a diretora da adaptação. Mas, por contrato, será a escritora quem vai definir o diretor e elenco.

Maria Hofstatter em PARADIES: GLAUBE, de Ulrich Seidl

A história de Anna Maria, uma operadora de aparelhos de raios-x casada com um muçulmano egípcio (e que retorna inesperadamente em uma cadeira de rodas) e cuja ferrenha religiosidade católica a faz se autoflagelar, caminhar pela casa de joelhos e percorrer as casas em busca de adeptos para a cristandade, causou choque e polêmica no Festival de Veneza deste ano. Não pelo enredo, mas pela cena em a personagem tira um crucifixo da parede, a acaricia, beija e se masturba com ele.

A cena, citada pela imprensa como “chocante e perturbadora”, está no drama religioso Paradies: Glaube (Paradise Faith, título em inglês), produção austríaca dirigida por Ulrich Seidl. Sempre que faço um filme, eu procuro uma maneira de mostrar a verdade, ou pelo menos a verdade como eu a vejo, disse o cineasta em entrevista ao Hollywood Reporter. Mas levo em conta que alguém pode não gostar de ver a realidade que estou retratando. Para a história da personagem no filme, é certo mostrar ela se masturbando com uma cruz, porque ela está tentando fazer amor com Jesus, procurando satisfazer seus próprios desejos. Só porque se trata de um tabu não significa que não vou mostrar isso. Eu prefiro tumulto ao silêncio, finalizou.

É certo que o Vaticano e as entidades religiosas irão protestar quando o filme tiver a sua estreia anunciada na Europa, especialmente na Itália.

O livro de Thomas Hardy, o diretor Thomas Vinterberg e a atriz e produtora Carey Mulligan

Outro já está programado para provocar barulho: Far From the Madding Crowd (no Brasil deverá ser Longe da Multidão, título do romance editado pela Europa-América). O dinamarquês Thomas Vinterberg está em negociações dirigir a adaptação cinematográfica, atualmente em pré-produção pela Fox Searchlight e a BBC Films. A atriz Carey Mulligan é um dos nomes da produção e viverá a personagem central, Bathsheba Everdene, uma mulher que se divide entre três pretendentes – um pastor, um fazendeiro e um soldado devasso.

Escrito em 1874, o romance descortina a Wessex britânica da época com a sua repressão sexual e puritanismo. Vinterberg, um dos criadores do movimento dinamarquês Dogma, saiu recentemente do Festival de Cannes com a fama de provocador ao apresentar The Hunt – já adquirido para o Brasil e uma das atrações da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo -, um drama de um homem injustamente acusado de pedofilia em uma pequena cidade da Dinamarca.

Mesmo com o tema polêmico, a obra de Vinterberg conquistou o Prêmio Ecumênico do Festival e saiu de lá consagrado pela crítica, a qual o citou como um filme de partir o coração.

Outro filme também em pré-produção que já está sendo de polêmica é The Great Wall (A Grande Muralha), um épico histórico na linha de O Último Samurai, de Edward Zwick, com Tom Cruise. Zwick se comprometeu a dirigir The Great Wall, mas a sua visão está entrando em choque com os produtores, os quais não descartam tirá-lo a fim de manter a integridade do projeto.

O enredo resgata uma história da China no século 15, e o confronto de soldados britânicos que protegem a construção da muralha contra os guerreiros mongóis, mas se deparam com coisas sobrenaturais.

Terrence Howard e Oprah Winfrey em THE BUTLER (2012), de Lee Daniels

A Casa Branca está de olho na filmagem de The Butler, um drama adaptado de um artigo publicado no jornal The Washington Post sobre um mordomo que ali trabalhou para oito diferentes presidentes ao longo de 30 anos. Forrest Whitaker, ganhador do Oscar por O Último Rei da Escócia (2006), de Kevin McDonald, interpreta o mordomo Cecil Gaines. A Casa Branca teme que o filme possa revelar acontecimentos até então mantidos em segredo. Os irmãos Weinstein adquiriram o filme, que tem a direção de Lee Daniels e Oprah Winfrey, Mariah Carey, John Cusack, Jane Fonda, Melissa Leo, Vanessa Redgrave, Alan Rickman e Robin Williams no elenco.

Sean Penn em CAÇA AOS GANGSTERS (2012), de Ruben Fleischer

Adiado logo após o massacre de Aurora, quando James Holmes entrou em um cinema e matou 12 espectadores de Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge, o policial Caça aos Gangsters (Gangster Squad), de Ruben Fleischer, não teve cortada a cena em que um gangster entra em um cinema e dispara uma metralhadora contra a plateia. Já há quem defenda a retirada da cena do filme, que estreia nos EUA em 11 de janeiro e aqui em 1° de fevereiro.

Isabelle Hupert em A BELA ADORMECIDA (2012), de Marco Bellocchio

Tendo por base a história real de Eluana Englaro, uma italiana de 21 anos que após um acidente de carro fica em estágio vegetativo e durante 17 anos seus pais lutam para que os aparelhos que a mantêm viva sejam desligados e esbarra na resistência de entidades religiosas, La Bella Addormentata (A Bela Adormecida),  provocou imensa polêmica em Veneza e em Toronto.

Certamente prevendo polêmica sobre a eutanásia, Marco Bellocchio postou trailers que vão de 30 segundos a três minutos e meio, mas sem dar nenhuma pista do tema que aborda. Em tom emocional e procurando a neutralidade, A Bela Adormecida ingressou nos cinemas italianos com restrições da igreja, mas não ocorreram os aguardados protestos. Com Isabelle Hupert, Alba Rohrwacher, Toni Sevillo e Maya Sansa no elenco, está adquirido para exibição no Brasil pela Califórnia Filmes.

Quem também está na lista dos candidatos à polêmica em 2012 é Roman Polanski. Ele está filmando Venus in Fur (A Vênus das Peles), a peça de David Ivens. Ambientada no século 19, acompanha um jogo de poder e sedução entre um roteirista-retor e uma atriz desesperada pelo papel principal de uma peça, os quais iniciam uma relação sadomasoquista. Emmanuelle Seigner, mulher de Polanski, e Louis Garrel, são os atores centrais.

David Rauchenberger e Michael Fuith em MICHAEL (2012), de Markus Schleinzer

Outro que fez muito barulho nos festivais, Michael, de Markus Schleinzer, trata da pedofilia. Numa narrativa a qual a crítica destaca como “tensa”, acompanha a rotina do personagem-título, um pedófilo de 35 anos que tem um garoto de 10 anos em cativeiro.

A pedofilia é quase sempre tema dos jornais sensacionalistas”, diase o diretor em entrevista. Pretendi buscar novas respostas e abordar o assunto de maneira franca, o que a ficção no cinema me permite fazer,  disse, assegurando ainda que as história não se baseia em fatos reais.
O problema foi que o filme, apesar de não mostrar nenhuma cena de intimidade entre pedófilo e vítima, logo suscitou comparações com acontecimentos reais, como ocorrido na própria Áustria, onde um pai manteve a filha presa em casa por 24 anos, estuprando-a e engravidando-a sete vezes ao longo das décadas (o criminoso em questão, Joseph Fritzl, foi desmascarado e preso em 2008).

Chocou determinadas pessoas por mostrar a relação de ambos como “normal”: conversam, passeiam nas ruas parques, assistem TV juntos. E também questionada a situação do ator mirim David Rauchenberger, o qual, segundo o diretor, foi orientado sem eufemismos.

Os estadunidenses preparam-se para reviver um chocante caso real em Devil’s Knot, que reconstitui um dos crimes mais chocantes já registrados na nação, ocorrido em 1994, no Arkansas, quando  três rapazes mataram oito crianças de oito anos em um ritual satânico.
Registrado pela imprensa como West Memphis Three, o caso chocou e comoveu como uma tragédia. Um dos rapazes foi condenado a morte e os outros dois receberam a prisão perpétua. A questão envolvida era a de que os rapazes eram metaleiros, não satanistas. As penas dividiram as opiniões.

Atom Egoyan dirige e o elenco é composto por Stephen Moyer (da série TrueBlood), Reese Whitherspoon, Colin Firth, Amy Ryan e Kevin Durand.

O lançamento será em 2013.

Conheça o trailer de Michael.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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TED – a derrota do deputado

Publicado em 10/10/2012 - 6:05 por | Comentar

Categorias: A HISTÓRIA DO CINEMA

Ao citar no despacho que “a atual classificação conferida ao filme Ted faz advertência sobre a presença de conteúdos sexuais, drogas e linguagem imprópria” e que “tais conteúdos têm impacto minimizado por contexto cômico, fantasioso e não correspondência com a realidade”, a Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça, dá um carão e uma lição de moral no deputado Protógenes Queiroz, do PC do B-SP

Mark Walhberg em TED (2012), de Seth McFarlane

O carão: antes de ingressar em um filme, principalmente acompanhado por um filho de 11 anos, saiba, antes, a classificação e suas advertências. A lição de moral: passou o tempo em que um político tinha o poder de dizer o que nós, cidadãos, deveríamos conhecer ou não. Ficou há 40 anos no passado. Hoje, a justiça é independente.

Seria a mais pura prova de submissão da Justiça e da liberdade democrática o atendimento ao esdrúxulo pedido do político do PC do B. Com a manutenção da classificação 16 anos e o direito de qualquer pessoa com menos dessa idade entrar no cinema desde que acompanhado pelos pais ou responsáveis – este sim, um item questionável -, o deputado conseguiu apenas ser o garoto propaganda do ursinho Ted de Seth McFarlane,  que teve um acréscimo de 35% em presença de público conforme o Ranking Brasil de Bilheteria da semana passada, e uma queda ínfima de 15% nesta.

O nosso país está mudando. O Supremo Tribunal Federal está condenando os mensaleiros do governo Lula e já não atende a “indignação” sem procedência de políticos que se julgam acima da lei e da democracia. Seria muito bom se isso fosse apenas o começo de uma nova era. Nós, brasileiros, merecemos essa esperança.

 

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100 anos de Paramount – de um filme francês aos anos 30

Publicado em 15/07/2012 - 20:21 por | Comentar

A história da Paramount, um dos maiores estúdios de cinema de Hollywood, se estabelece principalmente nas obras de arte e nos sucesso de bilheteria que tem criado através de um século

Fundada em 12 de julho de 1912, a Paramount Pictures Inc., tem sido responsável por centenas de filmes que ascenderam à condição de obras de arte e de sucesso junto às plateias de todo o mundo. A sua história pode ser contada de Les Amours de La Reine Elizabeth até Missão Impossível 4, Madagascar 3 e Os Vingadores.

Les Amours de La Reine Elizabeth, produção francesa datada de 1912 e dirigida por Henri Desfontaines (1876-1931) e Louis Mercanton (1879-1932), com Sarah Bernhard (1844-1923) no papel da rainha britânica Elizabeth I e seu malfadado caso de amor com Robert Devereux (Lou Tellegen), o Conde de Essex, cuja bilheteria em solo estadunidense foi capaz de foi capaz de solidificar a Famous Players Film Company, a qual, mais tarde, viria a trocar o nome para Paramount.

A primeira produção do estúdio, The Squaw Man, datada de 1914, está registrada por historiadores de que foi o primeiro filme rodado na Califórnia, naquela área que seria, mais tarde, denominada de Hollywood. Dirigido por Oskar Apfel (1878-1938) e produzida por Cecil B. De Mille (1881-1959) e Jesse L. Lasky (1880-1958), com Dustin Farnum, era um faroeste baseado em argumento de Edwin Milton Royle.

Sarah Bernhardt como a Rainha Elisabeth e cena de THE SQUAW MAN: filmes pioneiros

Na época, os filmes eram produzidos em Nova York e, preocupado com as “patentes” de seu Kinetoscópio, o qual estava sendo pirateado sem o pagamento de direitos, Thomas Edison (1847-1931) passou a processar os que usavam a tecnologia e, para fugir da lei, os novos cineastas passaram a filmar na Califórnia, onde o clima e o cenário ofereciam as melhores condições para a produção de filmes.

Ali seria rodada no ano seguinte, a primeira versão cinematográfica de Madame Buttefly, dirigido por Sidney Olcott (1873-1949), com Mary Pickford (1892-1979) e Marshall Neilan (1891-1958), tendo por base o romance de John Luther Long (1861-1927), um antecipador das causas feministas. O filme teria outras 15 versões, sendo três delas hollywoodianas.

A Paramount só viria a produzir outro filme expressivo em 1927, o clássico Asas (Wings), de William A. Wellman (1896-1975), com Clara Bow (1905-65) e Charles “Buddy” Rogers (1904-99), ganhador dos Oscar de melhor filme e efeitos especiais – entregues em 1929. Asas ficou em cartaz durante 63 semanas consecutivas e sua condição de filme mudo ganhador do Oscar de melhor filme só veio a ser quebrada neste ano, quando o francês O Artista, de Michel Hazanavicius, passou a dividir com o clássico a honraria.

O estúdio seria, historicamente, o pioneiro na produção do primeiro filme falado totalmente em estúdio. Interference, realizado em 1928 sob a direção de Lothar Mendes (1894-1974, diretor da versão muda) e Roy Pormeroy (1892-1947, um dos 36 membros fundadores da Academia de Hollywood, diretor da versão falada), com William Powell (1892-1974) e Evelyn Brent (1899-1975).

William Powell e Evelyn Brent foto mptvimages

Note-se que, na época da transição do mudo para o sonoro, os estúdios rodavam os filmes nas duas versões. E Interference foi um grande sucesso de público, tendo sido, posteriormente, integrado um pacote de 700 filmes rodados entre 1929 e 1970, vendido para a MCA, distribuidora de filmes para a televisão e pertencente a outro estúdio, a Universal, a qual acabou ficando com os direitos de todas as películas.

Ainda em 1929, viria a ser produzido outro grande sucesso, The Love Parade, dirigido pelo alemão Ernest Lubitsch (1892-1947), com Maurice Chevalier (1888-1972) e Jeanette McDonald (1903-65), exibido no Brasil com o título de A Alvorada do Amor.

Com o nome de Paramount Public Corporation, o estúdio produziu alguns dos maiores sucessos da primeira época do cinema sonoro: Os 4 Batutas (Monkey Business, 1931), de Norman Z. McLeod, com os impagáveis irmãos Marx, Groucho (1890-1977), Harpo (1888-1964), Chico (1887-1961) e Zeppo (1901-79); o romance Santa Não Sou (I’m not Angel, 1933), de Wesley Ruggles, com Mae West (1893-1980) e Gary Grant (1904-86); e, entre outras, a superprodução Cleópatra (1934), dirigida por Cecil B. De Mille, com Claudette Colbert (1903-96), Warren William (1894-1948, no papel de Júlio César) e Henry Wilcoxon (1905-84, como Marco Antonio). Um grandioso sucesso de público em todo o mundo.

Os irmãos Marx, Mae West e a Cleópatra Claudette Colbert

No entanto, na nova década, Hollywood sofre com a crise financeira causada pela quebra da Bolsa de Nova York ocorrida em 1929 e em 1933, o estúdio, que tinha investido muito na ampliação na rede de cinemas, é declarado falido pelo tribunal de Nova York. Jesse Lasky e B. P. Schulberg, responsáveis pela produção dos filmes, abandonam a produtora.

 

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Paixões de Cristo na Sexta-Feira Santa

Publicado em 06/04/2012 - 9:47 por | Comentar

Categorias: A HISTÓRIA DO CINEMA

Até a década de 1970, na Semana Santa, todos os cinemas de Fortaleza exibiam, religiosamente, no dia de hoje, Sexta Feira da Paixão, cópias de La Vie et la Passion de Jésus Christ (no Brasil abreviado para A Paixão de Cristo), antigo filme (feito em 1903) de Ferdinand Zecca (1864-1947), mudo, da produtora francesa Pathé. Sonorizado com belos trechos de músicas eruditas, a modesta produção levava multidões às salas exibidoras

JOSÉ AUGUSTO LOPES
De Olho na Tela/Caderno Gente

Os espectadores, a maioria deles daquele tipo que só vai ao cinema uma vez por ano, nem ligavam para o anacrônico detalhe de os personagens andarem com aquele “passinho apressado” característico dos personagens de antigos filmes mudos, tão associado ao vagabundo interpretado por Charlie Chaplin.

O pioneiro LA VIE ET LA PASSION DE JÉSUS-CHRIST (1898), de Louis Lumière e Georges Hatot

Até o extinto Cine Jangada, pioneiro na exibição exclusiva de filmes pornôs em Fortaleza, abria uma exceção por ano para proporcionar, a outro tipo bem diverso de espectadores, todos os sofridos lances do Calvário. O Cine São Luiz, de saudosa memória, era o único a exibir um filme diferente, mas sobre o mesmo tema: a produção brasileira A Vida de Cristo, na qual se destacava uma ainda jovem Fernanda Montenegro interpretando a Mãe de Jesus.

Para saber sobre as produções que levaram às telas a vida de Cristo, acesse aqui > http://articlesfilmesantigosclub.blogspot.com.br/

Confira o=um trecho de La Vie et la Passion de Jésus-Christ (1903), de Ferdinan Zecca.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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