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Categoria: Cinema Brasileiro


12:38 · 18.08.2017 / atualizado às 12:40 · 18.08.2017 por

II Mostra Sesc de Cinema está com inscrições abertas para produções cinematográficas até o dia 1º de outubro de 2017 pelo site oficial. A Mostra avalia obras já prontas, curtas e longas-metragens de produtores nacionais, divulgando trabalhos em todo o Brasil.

A avaliação dos trabalhos é realizada por uma comissão formada por profissionais e especialistas das áreas de cultura e de cinema que escolhem, além dos melhores trabalhos, os destaques de cada categoria: melhor roteiro, filme, direção de fotografia, desenho de som, direção de arte, direção de elenco, montagem, atriz e ator.

A seleção dos trabalhos é dividida em duas fases: a primeira vai exibir os filmes selecionados de cada estado e definir aqueles que concorrerão na segunda etapa de seleção, para participar da Mostra Nacional, que será composta por 30 filmes, sendo dois longas-metragens e quatro curtas-metragens de cada região do país.

Incentivando a propagação de iniciativas culturais, a Mostra contribui para o lançamento de artistas de todo País e, como prêmio, os classificados para a segunda fase assinam um contrato de licenciamento para exibição pública nos projetos do Sesc, em âmbito estadual. A visibilidade é ainda maior para os escolhidos para a Mostra Nacional, que assinam um contrato de licenciamento para exibição pública em todo o Brasil.

08:46 · 18.08.2017 / atualizado às 08:46 · 18.08.2017 por

O Cine Rebuceteio, cineclube mensal que exibe filmes brasileiros contemporâneos inéditos em Fortaleza, chega à quarta edição com a exibição do longa-metragem carioca “Com o Terceiro Olho na Terra da Profanação” (2016), dirigido por Catu Rizo, integrante do coletivo Osso Osso. A sessão gratuita acontece dia 21 de julho, às 19h, no Cinema do Dragão, e será seguida de debate com a diretora.

O longa-metragem é uma realização independente, construído de forma colaborativa e estrelado por três atrizes da Baixada Fluminense: Joana Ribeiro, Flaviane Damasceno e Fernanda Carvalho. O filme foi todo filmado em Nilópolis e é focado na experiência de três jovens adolescentes que vivenciam a cidade, através da magia e da cena punk com uma trilha sonora imersiva. A história celebra a amizade entre mulheres e a reinvenção da cidade através da ocupação.

Catu Rizo é cineasta e pesquisadora pelo Programa de Pós-graduação de Cultura e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela faz parte do coletivo Osso Osso, que reúne cineastas do Rio de Janeiro e do Ceará. “Com o Terceiro Olho na Terra da Profanação” é seu primeiro longa-metragem.

As exibições do Cine Rebuceteio são mensais, sempre na terceira segunda-feira do mês, entre maio e dezembro de 2017. O evento tem o incentivo da Secretaria de Cultura do Ceará, como projeto contemplado no Edital de Cinema e Vídeo 2015.

12:58 · 14.08.2017 / atualizado às 12:58 · 14.08.2017 por

A sétima edição do FestCine Maracanaú – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias está com inscrições abertas para as mostras competitivas de Longas e Curtas-Metragens e serão recebidas até o dia 15 de novembro através do site oficial. O evento homenageia nesta edição a atuação da mulher na cinematografia, valorizando seus trabalhos em diversas áreas do audiovisual.

As produções inscritas participarão da seleção para serem exibidas em suas mostras competitivas de longas e curtas metragens, Mostra Rodolfo Teófilo e Mostra Novas Mídias. O7º FestCine Maracanaú – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias acontecerá de 21 a 25 de novembro, no Cineteatro Dorian Sampaio, em Maracanaú, Ceará. Além das mostras competitivas o festival também promoverá palestras e seminários durante o evento.

Podem ser inscritos filmes e vídeos de estados, de cidades do estado do Ceará, municípios brasileiros e também qualquer país, produzidos a partir de 2014, finalizados no formato digital. Para a Mostra Rodolfo Teófilo, podem ser inscritos filmes e vídeos de realizadores da Região Metropolitana de Fortaleza, com duração de até 20 minutos.

12:50 · 12.08.2017 / atualizado às 12:56 · 14.08.2017 por
Longa argentino se destaca em festival cearense

O longa-metragen argentino “Ninguém Está Olhando”, dirigido por Julia Solomonoff, foi eleito o Melhor Filme da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem do 27° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, encerrado na noite desta sexta-feira, 11 de agosto, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. O longa leva para casa o prêmio em dinheiro no valor de 10 mil dólares e o Troféu Mucuripe nesta e em mais duas categorias: Melhor Ator para Guillermo Pfening e Melhor Montagem para Andrés Tamborino, Karen Sztanjberg e Pablo Barbieri.

A coprodução Cuba/França “Santa e Andrés”, escrita e dirigida por Carlos Lechuga, faturou dois troféus no festival, Melhor Atriz para Lola Amores e Melhor Roteiro para Lechuga. Já o prêmio de Melhor Direção foi para Fernando Pérez por “Últimos Dias em Havana”, longa que também leva para casa o troféu de Melhor Fotografia para Raúl Pérez Ureta.

O chileno “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio, conquistou os prêmios de Melhor Trilha Sonora Original para Matthew Herbert, e Melhor Som para Isaac Moreno. Já o brasileiro “Malasartes e o Duelo com a Morte”, de Paulo Morelli, venceu na categoria Direção de Arte, assinada por Tulé Peake.

Na Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem, “Festejo Muito Pessoal”, de Carlos Adriano, ficou com o prêmio de Melhor Filme. Os demais agraciados foram: “Memórias do Subsolo ou o Homem que Cavou até Encontrar uma Redoma”, de Felipe Camilo, venceu na categoria Melhor Roteiro; Estevão Meneguzzo foi eleito Melhor Diretor por “Valentina”; e “Caleidoscópio”, de Natal Portela, como Melhor Produção Cearense.

A Mostra Olhar do Ceará, composta por 23 curtas cearenses, teve como Melhor Curta eleito pelo júri oficial “A Lenda Cotidiana”, de Bárbara Moura e S. de Sousa.

PREMIADOS

Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem:
Melhor Longa-metragem – Ninguém está olhando, de Julia Solomonoff
Melhor Direção – Últimos dias em Havana – Fernando Pérez
Melhor Fotografia – Últimos dias em Havana – Raúl Pérez Ureta
Melhor Montagem – Ninguém está olhando – Andrés Tamborino, Karen Sztanjberg e Pablo Barbieri.
Melhor Roteiro – Santa e Andrés – Carlos Lechuga
Melhor Som – Uma mulher fantástica – Isaac Moreno
Melhor Trilha Sonora – Uma mulher fantástica – Matthew Herbert
Melhor Direção de Arte – Malasartes e o Duelo com a Morte – Tulé Peake
Melhor Ator – Ninguém está olhando – Guillermo Pfening
Melhor Atriz – Santa e Andrés – Lola Amores
Prêmio da Crítica (Abraccine) – Ninguém está olhando, de Julia Solomonoff

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem:
Melhor Curta-metragem – Festejo Muito Pessoal, de Carlos Adriano
Melhor Direção – Valentina – Estevão Meneguzzo e André Félix.
Melhor Roteiro – Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, de Felipe Camilo.
Melhor Produção Cearense – Caleidoscópio, de Natal Portela
Prêmio da crítica (Abraccine) – Filó a fadinha Lésbica, de Sávio Leite

Mostra Olhar do Ceará:
Melhor Curta-metragem – A Lenda Cotidiana, de Bárbara Moura e S. de Sousa

Prêmio Olhar Universitário:
Melhor Curta-metragem – Simbiose, de Júlia Morim
Melhor Longa-metragem – Últimos dias em Havana, de Fernando Pérez

PRÊMIOS ESPECIAIS

Troféus Samburá:
Melhor Curta-metragem – Valentina, de Estevão Meneguzzo e André Félix
Melhor Diretor – Vando Vulgo Vedita, de Andreia Pires e Leonardo Mouramateus

Prêmio Unifor de Audiovisual:
Melhor Curta-metragem – A Lenda Cotidiana, de Bárbara Moura e S. de Sousa

Prêmio CiaRio:
Curta-metragem Brasileiro – Festejo Muito Pessoal, de Carlos Adriano

Prêmio Mistika (Masterização em DCP)
Melhor Produção Cearense da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem –
Caleidoscópio, de Natal Portela
Melhor Curta-metragem da Mostra Olhar do Ceará – A lenda cotidiana, de Bárbara Moura e S. de Sousa

Prêmio Aquisição Canal Brasil:
Melhor filme da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem (R$ 15.000,00) – Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, de Felipe Camilo

Mostra Curta Cocó:
Melhor Curta-metragem – O que é Parque do Cocó?, de Marilia Alencar

14:09 · 07.08.2017 / atualizado às 14:09 · 07.08.2017 por
Longa mineiro “Arábia”, de Affonso Uchoa e João Dumans, integra competição

Sem representantes cearenses, o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro anunciou os nove longas e 12 curtas que integram a competição principal daquela que promete ser uma edição histórica do evento.  O festival será realizado de 15 a 24 de setembro, tendo como palco principal o Cine Brasília.

Principal vitrine do cinema nacional e mais antigo evento do gênero no país, o Festival de Brasília mostra nesta edição a força da produção audiovisual brasileira. De acordo com a produção do evento, foram inscritos  778 filmes na Mostra Competitiva, um recorde. Do número total, 608 produções são de curta-metragem. Os longas correspondem a 170 filmes.

Outra novidade desse ano é que todos os filmes selecionados para as mostras competitivas receberão Cachê de Seleção, nos valores de R$ 15 mil para filmes de longa-metragem em Competição Oficial; de R$ 10 mil para longas na Sessão Especial Hors Concours; de R$ 5 mil para curtas em Competição Oficial; e de R$ 3 mil para longas programados em mostras paralelas.

Veja a lista oficial dos filmes em competição:

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS
“Arábia”, de Affonso Uchoa e João Dumans, MG
“Café com Canela”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio, BA
“Construindo Pontes”, de Heloisa Passos, PR
“Era uma Vez Brasília”, de Adirley Queirós, DF
“Música para Quando as Luzes se Apagam”, de Ismael Cannepele, RS
“O Nó do Diabo”, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé, Jhesus Tribuzi , PB
“Pendular”, de Julia Murat, RJ
“Por Trás da Linha de Escudos”, de Marcelo Pedroso, PE
“Vazante”, de Daniela Thomas, SP

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS
“A Passagem do Cometa”, de Juliana Rojas, SP
“As Melhores Noites de Veroni”, de Ulisses Arthur, AL
“Baunilha”, de Leo Tabosa, PE
“Carneiro de Ouro”, de Dácia Ibiapina, DF
“Chico”, de Irmãos Carvalho, RJ
“Inocentes”, de Douglas Soares, RJ
“Mamata”, de Marcus Curvelo , BA
“Nada”, de Gabriel Martins , MG
“O Peixe”, de Jonathas de Andrade, PE
“Peripatético”, de Jessica Queiroz, SP
“Tentei”, de Laís Melo, PR
“Torre”, de Nadia Mangolini, SP

18:58 · 31.07.2017 / atualizado às 18:59 · 31.07.2017 por
Curta-metragem “Jonas Banhado em Sangue”, de Mateus Bandeira, é um dos 23 filmes cearenses que concorrem ao Prêmio Unifor de Audiovisual

A Universidade de Fortaleza (Unifor) vai conceder pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Unifor de Audiovisual ao melhor curta-metragem da Mostra Olhar do Ceará, que faz parte da programação do 27º
Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, que acontecerá de 5 a 11 de agosto, em Fortaleza.

O Prêmio Unifor de Audiovisual é no valor de R$ 5.000,00 e tem o objetivo de incentivar os jovens realizadores cearenses. Ano passado, o grande vencedor do prêmio foi a obra “Antes da Encanteria”, dirigida coletivamente por Lívia de Paiva, Paulo Victor Soares, Gabriela Pessoa, Elena Meirelles e Jorge Polo.

Concorrem ao Prêmio Unifor de Audiovisual 23 filmes de curta-metragem selecionados para a Mostra Olhar do Ceará, criada na edição de 1999 como espaço para ver e discutir o audiovisual cearense. São dez filmes de ficção, nove documentários e quatro produções experimentais. Além do Prêmio Unifor, a melhor obra eleita pelo júri receberá também o Troféu Mucuripe. A exibição dos filmes acontecerá no Cinema do Dragão, entre os dias 7 e 10 de agosto, às 14h30, sempre com entrada gratuita.

A coordenadora do curso Cinema e Audiovisual da Unifor, professora Bete Jaguaribe, ressalta que o encontro do mais antigo festival do Ceará e a primeira graduação de Cinema do estado é uma parceria inspiradora e importantíssima para o fortalecimento do campo audiovisual cearense. “O Prêmio Unifor é uma iniciativa que se insere neste propósito de contribuir com os processos de invenção e formação audiovisual. A premiação de curtas dá visibilidade ao momento inicial da trajetória do realizador. É um momento importantíssimo, que nos interessa enquanto Universidade, porque é revelador de processos de criação”, frisa.

A curadoria da Mostra Olhar do Ceará desse ano foi realizada por André Bloc, Beatriz Saldanha, Camila Vieira, Diego Benevides e Érico Araújo Lima, membros da Associação Cearense de Críticos de Cinema (Aceccine), e buscou expressar uma heterogeneidade de formas e desejos na relação com o cinema.

09:31 · 27.07.2017 / atualizado às 09:31 · 27.07.2017 por

O ator e cineasta Selton Mello estará em Fortaleza nesta sexta-feira (28) para participar da pré-estreia especial de seu novo longa-metragem como diretor, “O Filme da Minha Vida”. A sessão acontece às 20h, no Cine North Shopping Fortaleza. Os ingressos já estão disponíveis para venda.

O roteiro é uma adaptação de “Um Pai de Cinema”, livro do chileno Antonio Skármeta. Ambientado no sul do Brasil, na década de 60, o filme mostra o processo de amadurecimento do jovem Tony Terranova (Johnny Massaro), sua relação estreita com a mãe, a ausência do pai – o francês Nicolas (Vincent Cassel), seus anseios, dilemas e amores.

 

A trama se passa nas Serras Gaúchas, 1963. O jovem Tony Terranova precisa lidar com a ausência do pai, que foi embora sem avisar à família e, desde então, não deu mais notícias ao filho. Tony é professor de francês num colégio da cidade, convive com os conflitos dos alunos no início da adolescência e vive o desabrochar do amor.

Apaixonado por livros e pelos filmes que vê no cinema da cidade grande, Tony faz do amor, da poesia e do cinema suas grandes razões de viver. Até que a verdade sobre seu pai começa a vir à tona e o obriga a tomar as rédeas de sua vida.

10:30 · 25.07.2017 / atualizado às 10:30 · 25.07.2017 por

“O Matador” é o primeiro longa-metragem brasileiro original desenvolvido pela Netflix. O longa irá narrar a história de Cabeleira (Diogo Morgado), um temido matador do Estado de Pernambuco. Ele foi criado por um cangaceiro local chamado Sete Orelhas (Deto Montenegro), que o encontrou abandonado quando bebê, e cresceu no sertão completamente isolado da civilização.

Após o desaparecimento de Sete Orelhas, Cabeleira, agora adulto, vai a cidade procurá-lo e acaba encontrando uma cidade sem lei, governada pelo tirânico Monsieur Blanchard (Etienne Chicot), um francês que domina o mercado de pedras preciosas e anteriormente empregava Sete Orelhas como seu matador.

Escrito e dirigido por Marcelo Galvão, “O Matador” é parte da seleção oficial do Festival de Gramado e concorre como melhor filme brasileiro. O longa está previsto para ser lançado no fim do ano.

Com informações da Folhapress.

12:22 · 18.07.2017 / atualizado às 12:22 · 18.07.2017 por

Com previsão de estreia para 10 de agosto, o longa-metragem “Malasartes e o Duelo com a Morte”, de Paulo Morelli, é a produção com o maior número de efeitos especiais da história do cinema brasileiro, tendo mais de 50% das cenas geradas por computação. O vídeo mostra o antes e o depois de algumas cenas, revelando o processo de transformação por qual passam desde sua concepção, passando pela filmagem, com os atores atuando em fundo verde, até o resultado final.

A O2 Pós, empresa do grupo O2 Filmes, mobilizou uma equipe de pós-produção com mais de 100 profissionais durante cerca de dois anos e contou com recursos sofisticados para dar cabo de contar essa historia, que se passa em dois mundos: o rural, onde vive o protagonista Malasartes (Jesuíta Barbosa, de “Tatuagem”), e o mágico, lar da tão temida Morte (Julio Andrade, de “Redemoinho”).

Foi preciso recriar esse mundo mágico inteiro com efeitos especiais, após as filmagens. A princípio íamos fazer os personagens voarem, mas senti a necessidade de ousar um pouco mais e fomos inserindo efeitos visuais”, explica Morelli, que também assina o roteiro e começou a idealizar a trama há 30 anos, em uma pesquisa sobre folclore brasileiro.

“Já nesse primeiro momento, eu tive a ideia do que seria a essência do filme: o Malasartes, que tem fama de ser o cara mais esperto, tenta enganar a tão temida Morte. Na época, seria impossível fazer esse mundo mágico, mas hoje em dia, a tecnologia já permite avançar e fazer efeitos especiais sofisticados. Foi um grande desafio, nunca tinha sido feito nada parecido na O2, nem no Brasil”, conta o diretor.

Curiosamente, as primeiras imagens que servem de base para os efeitos especiais são pinturas, realizadas no papel. “O diretor tem o briefing e tudo que ele imaginou vira pinturas, onde a gente começa a analisar como será cada cena. Esses desenhos são mostrados inclusive no set de filmagem, e servem para reconstruirmos tudo no computador na pós-produção”, comenta o supervisor de efeitos visuais da O2 Pós, Ricardo Bardal.

À primeira vista, a inserção dos efeitos especiais pode parecer um processo simples, acrescentando apenas alguns elementos no material que foi filmado. Mas é um trabalho complexo, que inclui cenas feitas inteiramente em computação gráfica, transformação dos atores reais em dublês digitais idênticos, recriação de cenários, entre outras etapas. “Uma cena rodada com fundo verde, por exemplo, para ser planejada envolve muitos profissionais, desde o conceito. Luz, cor, modelagem, textura, enfim, cada elemento desses tem um especialista ou uma equipe responsável”, afirma Bardal.

O trabalho da pós-produção se complementa ao da direção de arte.”Os cenários que filmamos do mundo encantado são pedacinhos pequenos que simplesmente cobrem a ação dos atores. O grande vale das velas, as montanhas e todo esse mundo foi feito em computação gráfica”, comenta o diretor de arte Tulé Peake.

10:57 · 17.07.2017 / atualizado às 10:57 · 17.07.2017 por
Filme inédito em Fortaleza foi feito com baixo orçamento, por meio de financiamento coletivo

A terceira edição do Cine Rebuceteio, cineclube mensal que exibe filmes brasileiros contemporâneos inéditos em Fortaleza, exibirá o longa-metragem “Um Homem Sentado no Corredor” (2017), dirigido por Felipe André Silva, representante da nova safra de cineastas pernambucanos. A sessão gratuita acontece nesta segunda (17), às 19h, no Cinema do Dragão, e será seguida de debate com o diretor.

Felipe André Silva se destaca pelo interesse em uma narrativa mais livre e experimental, uma abordagem pouco explorada pelo atual cinema produzido de Pernambuco. Conhecido por “Santa Monica”, seu primeiro longa, gravado completamente em um smartphone, Felipe retorna aos longas-metragens com um estudo sobre o lugar da performance e da interpretação em nossas vidas.

Pautado sob três principais linhas narrativas coexistentes, “Um Homem Sentado no Corredor” propõe uma reflexão sobre as relações sociais cotidianas como objetos de performance. Através do silêncio, dos olhares, dos espaços geográficos e dos espaços emocionais, o filme investiga quais seriam os limites entre o universo do ator, do palco, do set, e a sua vida além da arte.