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Categoria: Cinema Brasileiro


09:10 · 17.10.2017 / atualizado às 09:11 · 17.10.2017 por
Cineteatro São Luiz, em Fortaleza

O Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, abre chamada para seleção e contratação de 20 curtas-metragens brasileiros de ficção, documentário e animação produzidos no período de 2007 a 2017.

Os filmes receberão cada um o valor bruto de R$ 1.000,00 (hum mil reais) pelo direito de exibição em mostra específica no Cineteatro São Luiz, no período de 22 a 24 de novembro de 2017. Após esse período, os filmes selecionados serão incorporados ao acervo permanente do Cineteatro São Luiz, que poderá dispor de novas exibições, desde que com entrada gratuita, sem fins lucrativos.

A inscrição para a 1ª Mostra São Luiz de Filmes de Curta-metragem Brasileiros é gratuita e se realizará entre os dias 16 de outubro a 19 de novembro de 2017, pelo site, sendo facultada a inscrição de mais de um filme por proponente, desde que o material de inscrição seja encaminhado separadamente (para cada filme uma inscrição).

Segundo o programador e curador do Cinema do Cineteatro São Luiz, Duarte Dias, a 1ª Mostra São Luiz de Filmes de Curta-metragem Brasileiros tem por finalidade exibir a diversidade temática e de gênero de obras nacionais no Cineteatro São Luiz, havendo ainda, caso haja aquiescência dos detentores dos direitos patrimoniais das obras, a possibilidade das mesmas virem a compor o acervo da PROGRAMADORA CEARÁ, iniciativa prevista no Programa Estadual de Desenvolvimento do Audiovisual e da Arte e Cultura Digital, Ceará Filmes, lançado em maio desse ano e que visa disponibilizar gratuitamente, para o conjunto dos cineclubes cearenses, produções brasileiras de curta, média e longa duração.

 

09:56 · 16.10.2017 / atualizado às 09:56 · 16.10.2017 por

Dirigido por Marco Dutra e Juliana Rojas (ambos de “Trabalhar Cansa”), o suspense “As Boas Maneiras” levou cinco prêmios no Festival do Rio 2017: melhor filme de ficção, melhor atriz coadjuvante para Marjorie Estiano, prêmio da crítica e prêmio Felix (com temática LGBT).

Na trama, Marjorie Estiano interpreta Ana, que contrata Clara (Isabél Zuaa), uma solitária enfermeira moradora da periferia de São Paulo, para ser babá de seu filho ainda não nascido. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos cada vez mais estranhos e sinistros hábitos noturnos que afetam diretamente Clara.

A data de estreia de “As Boas Maneiras” nos cinemas nacionais ainda não foi divulgada.

Veja a lista completa de premiados no Festival do Rio:

PREMIÈRE BRASIL | MOSTRA COMPETITIVA:
MELHOR FILME DE FICÇÃO:
As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Piripkura, de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge
MELHOR DIREÇÃO | FICÇÃO: Lúcia Murat, por Praça Paris
MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO: Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva, por SLAM: Voz de Levante
MELHOR ATRIZ: Grace Passô, por Praça Paris
MELHOR ATOR: Daniel de Oliveira, por Aos Teus Olhos e Murilo Benício, por O Animal Cordial
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Marjorie Estiano, por As Boas Maneiras
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Marco Ricca, por Aos Teus Olhos
MELHOR FOTOGRAFIA: As Boas Maneiras, por Rui Poças
MELHOR MONTAGEM: Alguma Coisa Assim, por Caroline Leone
MELHOR ROTEIRO: Aos Teus Olhos, escrito por Lucas Paraizo
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: SLAM: Voz de Levante, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva
MELHOR FILME DE FICÇÃO | VOTO POPULAR: Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor
MELHOR DOCUMENTÁRIO | VOTO POPULAR: Dedo na Ferida, de Silvio Tendler

PRÊMIO DA CRÍTICA | FIPRESCI: As Boas Maneiras, de Marco Dutra e Juliana Rojas

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS:
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL:
Borá, de Angelo Defanti
MELHOR CURTA-METRAGEM | VOTO POPULAR: Vaca Profana, de René Guerra
MENÇÃO HONROSA: Roberta Gretchen Coppola, por Vaca Profana

MOSTRA PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS:
MELHOR LONGA-METRAGEM:
A parte do mundo que me pertence, de Marcos Pimentel
MELHOR CURTA-METRAGEM: Atrito, de Diego Lima
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Vende-se esta moto, de Marcus Faustini

PRÊMIO FELIX:
MELHOR FILME DE FICÇÃO:
As Boas Maneiras, de Marco Dutra e Juliana Rojas (Brasil/França)
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Queercore: How to Punk a Revolution, de Yony Leyser (Alemanha)
MELHOR CURTA-METRAGEM: Sandra Chamando, de João Cândido Zacharias (Brasil)

MOSTRA GERAÇÃO:
MELHOR FILME:
Sobre Rodas, de Mauro D’Addio (Brasil)
MENÇÃO HONROSA: Altas Expectativas, de Pedro Antonio Paes e Álvaro Campos e Historietas Assombradas – O Filme, de Vitor-Hugo Borges

12:54 · 14.10.2017 / atualizado às 12:54 · 14.10.2017 por
Premiado em Cannes, “Gabriel e a Montanha” integra panorama brasileiro

A crescente produção do cinema brasileiro ganha destaque na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que traz uma seleção de 64 filmes nacionais em sua 41ª edição, incluindo a apresentação especial de alguns clássicos.

Dentre eles, a Mostra Brasil apresenta títulos que foram reconhecidos pelos festivais internacionais por qual passaram, como “Gabriel e a Montanha”, de Fellipe Barbosa, duplamente premiado na Semana da Crítica, no Festival de Cannes; “As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, que levou o Prêmio Especial do Júri em Locarno; “Pela Janela”, de Caroline Leone, vencedor do Prêmio FIPRESCI da Crítica Internacional em Roterdã; e “Foro Íntimo”, de Ricardo Mehedff, agraciado como melhor filme estrangeiro no London Independent Film Awards, sem contar outros longas que foram selecionados por estes e outros eventos.

Entre os citados, os três primeiros são alguns dos longas brasileiros inéditos na cidade de São Paulo que integram a seção Perspectiva Internacional, enquanto o último está na seção Competição Novos Diretores, que traz produções de cineastas estreantes que farão, dentro da 41ª Mostra, sua primeira exibição pública no país, a exemplo de “Antes que Eu Me Esqueça”, de Tiago Arakilian; “Aqualoucos”, de Victor Ribeiro; “Meu Tio e o Joelho de Porco”, de Rafael Terpins; “O Beijo”, de Murilo Benício; e “Organismo”, de Jeorge Pereira.

Outros títulos da Perspectiva que também fazem a sua estreia no evento são “A Imagem da Tolerância”, de Joana Mariani e Paula Trabulsi; “Híbridos, os Espíritos do Brasil”, de Priscilla Telmon e Vincent Moon; “Inaudito”, de Gregorio Gananian; “Primeiro Bailarino”, de Felipe Braga; “Querida Mamãe”, de Jeremias Moreira; “Saudade”, de Paulo Caldas; e “Soldados do Araguaia”, de Belisario Franca.

Os títulos da competição concorrem ao prêmio Bandeira Paulista de Melhor Filme, dado pelo Júri Internacional da 41ª Mostra. Entretanto, todos os brasileiros da Perspectiva Internacional e da Competição Novos Diretores concorrem ao Prêmio do Público da Mostra, que inclui o Troféu Bandeira Paulista de Melhor Filme Brasileiro.

Além disso, pela primeira vez, a Mostra entregará o Prêmio Petrobrás de Cinema para dois filmes brasileiros escolhido pelo júri especializado, com exceção daqueles que já receberam o mesmo prêmio em outro festival. No total, são 55 títulos que concorrem aos R$ 200 mil para o melhor longa de ficção ou aos R$ 100 mil para o melhor longa documentário.

Veja abaixo a lista completa de títulos nacionais:

APRESENTAÇÃO ESPECIAL
5 VEZES CHICO – O VELHO E SUA GENTE (2015), de G.Spolidoro, A.Rieper, C.Cavalcante, E.Goldenstein, E.Nunes
CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS (2005), de Marcelo Gomes
ELES NÃO USAM BLACK TIE (1981), de Leon Hirszman
MACUNAÍMA (1969), de Joaquim Pedro de Andrade
O HOMEM NU (1968), de Roberto Santos
O PADRE E A MOÇA (1966), de Joaquim Pedro de Andrade
QUANDO O CARNAVAL CHEGAR (1972), de Carlos Diegues
TUDO É PROJETO (2017), de Joana Mendes da Rocha, Patricia Rubano
CAFÉ COM CANELA (2017), de Ary Rosa, Glenda Nicácio

PRÊMIO PETROBRAS DE CINEMA
A FERA NA SELVA (2017), de Paulo Betti, Eliane Giardini, Lauro Escorel
A IMAGEM DA TOLERÂNCIA (2017), de Joana Mariani ,Paula Trabulsi
A MOÇA DO CALENDÁRIO (2017), de Helena Ignez
A VIDA EXTRA-ORDINÁRIA DE TARSO DE CASTRO (2017), de Leo Garcia, Zeca Brito
ABAIXO A GRAVIDADE (2017), de Edgard Navarro
AÇÚCAR (2017), de Renata Pinheiro, Sergio Oliveira
AMORES DE CHUMBO (2017), de Tuca Siqueira
ANTES DO FIM (2017), de Cristiano Burlan
ANTES QUE EU ME ESQUEÇA (2017), de Tiago Arakilian
ANTÒNIO UM DOIS TRÊS (2017), de Leonardo Mouramateus
AOS TEUS OLHOS (2016), de Carolina Jabor
AQUALOUCOS (2017), de Victor Ribeiro
ARÁBIA (2017), de Affonso Uchôa, João Dumans
AS BOAS MANEIRAS (2017), de Juliana Rojas, Marco Dutra
ATÉ O PRÓXIMO DOMINGO (2016), de Evaldo Mocarzel
AURORA 1964 (2017), de Diego Di Niglio
BERENICE PROCURA (2017), de Allan Fiterman
BIO (2016), de Carlos Gerbase
CALLADO (2017), de Emília Silveira
CAMOCIM (2017), de Quentin Delaroche
CARTAS PARA UM LADRÃO DE LIVROS (2017), de Caio Cavechini, Carlos Juliano Barros
CONSTRUINDO PONTES (2017), de Heloisa Passos
EM NOME DA AMÉRICA (2017), de Fernando Weller
EU, PECADOR (2017), de Nelson Hoineff
FORO ÍNTIMO (2017), de Ricardo Mehedff
GABRIEL E A MONTANHA (2017), de Fellipe Barbosa
HENFIL (2017), de Angela Zoé
HÍBRIDOS, OS ESPÍRITOS DO BRASIL (2017), de Priscilla Telmon, Vincent Moon
HOMEM LIVRE (2017), de Alvaro Furloni
INAUDITO (2017), de Gregorio Gananian
LEGALIZE JÁ (2017), de Johnny Araújo, Gustavo Bonafé
MEU TIO E O JOELHO DE PORCO (2017), de Rafael Terpins
MÚSICA PARA QUANDO AS LUZES SE APAGAM (2017), de Ismael Caneppele
NÃO DEVORE MEU CORAÇÃO (2017), de Felipe Bragança
O BEIJO (2017), de Murilo Benício
O MATADOR (2017), de Marcelo Galvão
O MURO (2017), de Lula Buarque
O NOME DA MORTE (2017), de Henrique Goldman
OPERAÇÕES DE GARANTIA DA LEI E DA ORDEM (2017), de Julia Murat
ORGANISMO (2017), de Jeorge Pereira
PAULO AUTRAN – O SENHOR DOS PALCOS (2016), de Marco Abujamra
PELA JANELA (2017), de Caroline Leone
PRAÇA PARIS (2017), de Lucia Murat
PRIMEIRO BAILARINO (2017), de Felipe Braga
QUERIDA MAMÃE (2017), de Jeremias Moreira
SAUDADE (2017), de Paulo Caldas
SEVERINA (2017), de Felipe Hirsch
SLAM: VOZ DE LEVANTE (2017), de Tatiana Lohmann, Roberta Estrela D’Alva
SOLDADOS DO ARAGUAIA (2017), de Belisario Franca
TODAS AS RAZÕES PARA ESQUECER (2017), de Pedro Coutinho
TODOS OS PAULOS DO MUNDO (2017), de Rodrigo de Oliveira, Gustavo Ribeiro
TORQUATO NETO – TODAS AS HORAS DO FIM (2017), de Eduardo Ades, Marcus Fernando
VAZANTE (2017), de Daniela Thomas
YOGA ARQUITETURA DA PAZ (2017), de Heitor Dhalia
YONLU (2017), de Hique Montanari

13:50 · 13.10.2017 / atualizado às 13:50 · 13.10.2017 por

A sessão Cine Materna de outubro exibe o filme brasileiro “Chocante”, do diretor Johnny Araújo. A sessão será realizada nesta terça-feira, dia 17 de outubro, no Cinépolis do RioMar Kennedy, às 14h, em Fortaleza.

Voltada para as mães com seus bebês de até 18 meses, o projeto ocorre uma vez por mês no shopping. Para participar da sessão é aconselhável chegar cedo para garantir os ingressos, que são vendidos na bilheteria do cinema, no Piso L3.

Na CineMaterna tudo é preparado especialmente para que mães e bebês se sintam confortáveis durante a exibição do filme. As salas de cinema ficam com iluminação especial, som e ar condicionado suaves; e ainda dispõem de trocadores abastecidos com fraldas, pomadas e lenços umedecidos, que podem ser usados gratuitamente.

Ainda há um espaço com tapete emborrachado, próximo à tela, para os bebês que já andam ou engatinham, além de um ‘estacionamento’ improvisado para carrinhos de bebê.

10:12 · 09.10.2017 / atualizado às 10:12 · 09.10.2017 por
Júri da crítica premiou o curta carioca “Mercadoria”, de Carla Villa-Lobos (UFRJ)

O 16º NOIA – Festival do Audiovisual Universitário, um dos mais importantes encontros culturais do País que dá espaço para a produção artística acadêmica, anunciou os vencedores do ano no último domingo (8), na CAIXA Cultural Fortaleza.

Integrante da Mostra Brasileira de Cinema Universitário, o curta-metragem paranaense “Luíza”, de Caio Baú (UNESPAR), foi eleito o melhor do ano pelo júri oficial, além de ter levado o Troféu Noia de melhor fotografia.

Destaque também para “Mercadoria”, de Carla Villa-Lobos (UFRJ), reconhecido pela direção, roteiro e prêmio da crítica. Fervendo, de Camila Gregório (UFRB), recebeu três troféus: montagem, melhor atriz e intérprete coadjuvante.

A Mostra Cearense de Cinema Universitário, que exibiu sete produções realizadas no Estado, passou pelo voto popular, que elegeu “O Vigia”, de Priscila Smiths e P. H. Diaz (IFCE), a melhor produção local desse ano.

LISTA COMPLETA DE PREMIADOS DO 16º NOIA:

MOSTRA BRASILEIRA DE CINEMA UNIVERSITÁRIO
Melhor Filme (Júri Oficial): Luíza, de Caio Baú (UNESPAR)
Melhor Filme (Júri Popular): Simbiótica, de Gabriel Marques e Letícia Medina (UFC)
Melhor Filme (Júri da Crítica): Mercadoria, de Carla Villa-Lobos (UFRJ)
Melhor Direção: Carla Villa-Lobos, por Mercadoria (UFRJ)
Melhor Atriz: Aíla Oliveira, por Fervendo (UFRB)
Melhor Ator: Tiago Rener, por Perambulação (UEG)
Melhor Intérprete Coadjuvante: Emanuele Macedo, por Fervendo (UFRB)
Melhor Roteiro: Mila Teixeira, por Mercadoria (UFRJ)
Melhor Montagem: Camila Gregório, por Fervendo (UFRB)
Melhor Fotografia: Murilo Lazarin, por Luíza (UNESPAR)
Melhor Direção de Arte: Victória Bastos e Carolina Aleixo, por Vazio do Lado de Fora (UFF)
Melhor Trilha Sonora: Enquanto Calam-me os Agudos, de Laís Perini, Laysa Elias e Letícia Bina (SENAC)
Melhor Edição de Som: Fora de Quadro, de Txai Ferraz (UFPE)
Melhor Figurino: Algum Romance Transitório, de Caio Casagrande (UFRJ)
Melhor Maquiagem: Simbiótica, de Gabriel Marques e Letícia Medina (UFC)

MOSTRA CEARENSE DE CINEMA UNIVERSITÁRIO
Melhor Filme (Júri Popular): O Vigia, de Priscila Smiths e P.H. Diaz (IFCE)

MOSTRA CEARENSE DE BANDAS UNIVERSITÁRIAS
Melhor Banda (Júri Oficial): Forria (UECE/UFC)
Melhor Música Autoral (Júri Oficial – empate): O Lobisomem do Jangurussu, de Pedro Anderson, Jefferson Luan, Wilker Andrade e Jefferson Castro, da banda Caixeiros Viajantes (UECE/FANOR), e Topique Psicossensorial, de Igor Gonçalves, da banda Terceiro Olho de Marte (UNIFOR)
Melhor Banda (Júri Popular): Vento Mareia (FANOR/UECE)

MOSTRA CEARENSE DE FOTOGRAFIA UNIVERSITÁRIA
Melhor Fotografia (Categoria Individual): Protesto da Juventude, de Alex Gomes (Estácio de Sá)
Melhor Fotografia (Categoria Série): Transparência, de Renan de Oliveira (UFC)

10:18 · 04.10.2017 / atualizado às 10:18 · 04.10.2017 por
Filme dirigido por Márcio Del Picchia faz parte da programação da Semana do Audiovisual Cearense

O curta-metragem “Diz a Lenda”, dirigido por Márcio Del Picchia, será lançado no próximo dia 11 de outubro, às 19h, no Cineteatro São Luiz, durante a Semana do Audiovisual Cearense, com mostras de filmes locais.

O filme conta uma história ficcional que traz como base um desafio de cordel, ácido e bem humorado. O cordel que inspirou o roteirista e diretor Márcio Del Picchia é “Cantoria de Excelência”, do escritor, poeta, cordelista, compositor e juiz federal cearense, Marcos Mairton. O juiz ficou famoso ao proferir a primeira sentença em formato de cordel e logo se notabilizou por outras publicações.

De acordo com Del Picchia, a intenção foi levar através da sétima arte, o que pensam e dizem os nossos poetas populares sobre o cotidiano da política. “É um dos poucos filmes nacionais que se inspiram na literatura de cordel como mote. E ainda mais um cordel que aborda as mazelas dos nossos políticos, quer dizer, dos políticos em geral de um país fictício”, enfatiza.

Sem financiamento público, “Diz a Lenda” teve um custo de R$ 30 mil e o enredo se passa na Câmara Municipal de Aracati, no Litoral Leste do Estado, prédio histórico do Poder Legislativo, palco da política real do Município e da trama ficcional do curta.

A escolha do cenário, além de representar a atmosfera que o filme requer, tem a ver com as próprias preferências do cineasta. Marcio Del Picchia é um paulistano erradicado em Canoa Quebrada, apaixonado pelo Ceará, intelectual inquieto que sente a necessidade de popularizar o cinema, propondo reflexões a partir dos temas que apresenta, além de contribuir para o desenvolvimento cultural da terra que o acolheu.

07:55 · 04.10.2017 / atualizado às 07:55 · 04.10.2017 por
“António Um Dois Três”, longa-metragem de Leonardo Mouramateus, ganha primeira exibição em Fortaleza

Filmes inéditos no Ceará são destaques na Mostra Cinema e Resistência, que exibirá 11 obras de importantes realizadores nacionais e internacionais, de 5 a 11 de outubro de 2017, no Cinema do Dragão, sempre às 19h30. As entradas poderão ser retiradas gratuitamente na bilheteria do cinema a partir das 17h. Serão liberadas até duas entradas por pessoa.

Entre os filmes está o aguardado “Zama”, de Lucrecia Martel, uma das mais importantes realizadoras do cinema contemporâneo e uma das maiores representantes do cinema latino-americano. É o primeiro longa adaptado da literatura que Lucrecia dirige, além de ser o representante argentino para as premiações no Oscar e no Goya.

“António, Um, Dois, Três”, do realizador cearense Leonardo Mouramateus, que retrata três momentos diferentes da vida do jovem António, que passa por uma fase complicada: ao mesmo tempo, está tendo que lidar com o desemprego, a falta de moradia em Lisboa e, principalmente, um reencontro inesperado com sua ex-namorada, o que o faz iniciar um rico processo de construção de memórias. No dia da exibição, estarão presentes o desenhador de som do filme, Tomás von der Osten, e a produtora, Clara Bastos, para um debate com o público.

“São filmes feitos da forma que se quer fazer, há uma visão clara do que se busca e são obras imensamente lúcidas. Não há concessões quanto ao tema de indústria ou por qualquer parâmetro comercial”, conta o curador Pablo Arellano.

Outra produção de estreia em terras alencarinas é “Era uma vez Brasília”, dirigido por Adirley Queirós. O filme é um híbrido de ficção e documentário. A história começa mostrando o agente intergaláctico WA4 recebendo a missão de chegar ao planeta Terra e matar o presidente Juscelino Kubitschek no dia da inauguração da capital federal. A nave se perde no tempo e aterriza em 2016, em Ceilândia.

Na programação também estão os curtas-metragens “Baunilha” (PE), de Leo Tabosa; “Nanã” (PE), de Rafael Amorim; “Ameaçados” (RJ), de Julia Mariano, e “Os Cuidados que se Tem com o Cuidado que os Outros Devem Ter Consigo Mesmos” (SP), de Gustavo Vinagre. Completam a Mostra os longas “Samuray-S” (Argentina), de Raul Perron; “Caribbean Fantasy” (República Dominicana), de Johanne Gomez; “Todos Vos Sodes Capitans” (Espanha), de Oliver Laxe, e “A Parte do Mundo que me Pertence” (MG), de Marcos Pimentel.

15:58 · 03.10.2017 / atualizado às 15:58 · 03.10.2017 por

Integrante da Premiere Brasil do Festival do Rio, “Açúcar” é um drama que conta um rito de passagem de Bethânia, uma mulher madura, miscigenada, criada em uma família branca. Bethânia carrega em si a formação crucial do povo brasileiro e se perde em um dilema onde nem o preto nem o branco se encaixam nela.

A narrativa do filme flerta com elementos de realismo mágico e adentra na dicotomia entre Senhor de engenho versus Escravos (e, portanto, branco versus negro, alta cultura versus cultura popular, realidade versus imaginação) presente em todo o filme, tanto psicologicamente quanto geograficamente, refletindo uma divisão social secular na qual o país ainda está preso.

Essa é a segunda vez que os diretores Renata Pinheiro e Sergio Oliveira trabalham com a atriz Maeve Jinkings, a primeira foi no longa “Amor, Plástico e Barulho”, dirigido por Renata e produzido por Sergio. Assista ao teaser divulgado:

07:24 · 03.10.2017 / atualizado às 07:32 · 04.10.2017 por
Curta-metragem baiano “Fervendo”, de Camila Gregório, integra competição de filmes do NOIA

Até domingo (8), o 16º NOIA – Festival do Audiovisual Universitário reúne a produção universitária brasileira nas linguagens artísticas cinema, fotografia e música na CAIXA Cultural Fortaleza. Durante seis dias, o evento promoverá a exposição dessas obras, o diálogo com os realizadores e a realização de atividades formativas.

Os curtas-metragens serão divididos em dois programas. A Mostra Brasileira de Cinema Universitário exibirá 21 produções de nove estados e o Distrito Federal. Já a Mostra Cearense de Cinema Universitário apresentará, em competição especial, sete curtas-metragens locais. Os filmes selecionados concorrerão ao Troféu Noia nas seguintes categorias: melhor curta-metragem (júri oficial, júri popular e júri da crítica), direção, roteiro, montagem, edição de som, trilha sonora, fotografia, direção de arte, figurino, maquiagem, atriz, ator e intérprete coadjuvante. A Mostra Cearense também premiará o melhor filme de acordo com o voto popular.

Compõem o júri oficial da Mostra Brasileira de Cinema Universitário: Marcelo Dídimo, professor do curso de Graduação em Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará (UFC), Salomão Santana, cineasta e programador, e Verônica Guedes, cineasta e produtora. O júri da crítica será organizado, mais uma vez, pela Associação Cearense de Críticos de Cinema, e contará com a jornalista Adriana Martins, o crítico Ailton Monteiro e o crítico e programador Pedro Azevedo.

Já a Mostra Cearense de Bandas contará com apresentação de nove grupos, marcados pela diversidade de ritmos e gêneros, entre eles rock alternativo, indie rock e MPB. Os vencedores serão escolhidos por voto popular e pelo júri oficial. O Troféu NOIA será concedido nas categorias: melhor banda (júri oficial e júri popular) e melhor música autoral (júri oficial). O júri oficial será formado pelo músico Berg Menezes, pelo professor e compositor Daniel Escudeiro e pela produtora cultural Nádia Sousa.

Além disso, dez trabalhos fotográficos compõem a Mostra Cearense de Fotografia, sendo seis na categoria individual e quatro na categoria coletiva. O júri, composto pelo professor e fotógrafo Carlos Gibaja e pela gestora cultural e coordenadora do Fórum Cearense de Fotografia, Glícia Gadelha Teixeira, concederá o Troféu Noia na categoria de Melhor Fotografia e Melhor Série.

Seminário e Fórum

Dois importantes encontros serão sediados durante o Noia. O Seminário do Audiovisual Universitário acontece dia 05 de outubro, também na CAIXA Cultural Fortaleza, com palestra de professores locais e presença especial de bolsistas de diversas faculdades e cursos técnicos de Fortaleza, dos alunos selecionados para o Festival, além do público em geral interessado, com foco na discussão do fazer audiovisual na academia.

Já o Fórum do Audiovisual Universitário acontecerá dia 06 de outubro, com a presença de estudantes representantes das faculdades e cursos técnicos do Ceará, junto com os cineastas nacionais e locais selecionados, com o objetivo de construir uma pauta de reivindicações para aprimorar a formação, produção e difusão do audiovisual universitário nacional nos ambientes acadêmicos e culturais.

Os interessados devem realizar inscrição prévia no site oficial do Festival Noia.

07:11 · 26.09.2017 / atualizado às 07:19 · 04.10.2017 por
Longa mineiro “Arábia”, de Affonso Uchoa e João Dumans, venceu competição

A noite deste domingo (24) concentrou olhares de todo o país em torno do Cine Brasília, um dos mais longevos lares do cinema nacional, durante o encerramento do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Apresentada pelos atores Caco Ciocler e Mariana Nunes, a cerimônia de encerramento premiou as produções eleitas pelo Júri Oficial e Popular com o cobiçado Troféu Candango, um dos mais prestigiados prêmios do cinema brasileiro. No total, o Festival apresentou 144 obras que compuseram mostras competitivas e retrospectivas, durante 10 dias de evento, propondo uma reflexão sobre o presente e o futuro do audiovisual brasileiro.

O Júri Oficial do Festival premiou o longa “Arábia”, de Affonso Uchoa e João Dumans, como Melhor Filme da edição. O filme recebeu, ainda, mais quatro prêmios, nas categorias Ator (Aristides de Sousa), Montagem e Trilha Sonora, pelo Júri Oficial, e Melhor Filme pelo Prêmio Abraccine.

A categoria de Melhor Direção teve como vencedor o realizador brasiliense Adirley Queirós pelo filme “Era Uma Vez Brasília”. A obra do Distrito Federal levou, também, os títulos de Melhor Fotografia e Melhor Som. Valdinéia Soriano, atriz de “Café com Canela” venceu o prêmio de Melhor Atriz.

O longa baiano sagrou-se campeão, ainda, com os prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Filme pelo Júri Popular (Prêmio Petrobras de Cinema). Entre os prêmios de Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes, levaram o Troféu Candango os atores Alexandre Sena, por “O Nó do Diabo” e Jai Baptista, por “Vazante”.

Entre os curtas, o Melhor Filme pelo Júri Oficial foi “Tentei”, de Laís Melo. O filme levou, ainda, o prêmio de Melhor Atriz para Patrícia Saravy e Melhor Fotografia para Renata Corrêa. Os Irmãos Carvalho levaram o prêmio de Melhor Direção pelo filme “Chico”, vencedor, ainda, do prêmio de Melhor Som e do Prêmio Canal Brasil.

Marcus Curvelo foi premiado como Melhor Ator por “Mamata”. O filme sagrou-se campeão, também, na categoria de Melhor Montagem. O prêmio de Melhor Roteiro foi concedido a Ananda Radhika, por “Peripatético” e o curta metragem “Carneiro de Ouro” levou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular.

Confira a lista completa dos filmes premiados na 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

PRÊMIOS OFICIAIS

Troféu Candango – Longa-metragem:

Melhor Filme: Arábia, dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans
Melhor Direção: Adirley Queirós por Era uma vez Brasília
Melhor Ator: Aristides de Sousa por Arábia
Melhor Atriz: Valdinéia Soriano por Café com canela
Melhor Ator Coadjuvante: Alexandre Sena por O Nó do Diabo
Melhor Atriz Coadjuvante: Jai Baptista por Vazante
Melhor Roteiro: Ary Rosa por Café com canela
Melhor Fotografia: Joana Pimenta por Era uma vez Brasília
Melhor Direção de Arte: Valdy Lopes JN por Vazante.
Melhor Trilha Sonora: Francisco Cesar e Cristopher Mack por Arábia
Melhor Som: Guile MartinsDaniel Turini e Fernando Henna por Era uma vez Brasília
Melhor Montagem: Luiz Pretti e Rodrigo Lima por Arábia
Prêmio Especial do Júri: Melhor Ator Social para Emelyn Fischer, por Música para quando as Luzes se apagam
Júri Popular ( Prêmio Petrobras de Cinema) longa-metragem: Café com canela, dirigido por Ary Rosa e Glenda Nicácio

PRÊMIOS OFICIAIS – Troféu Candango – Curta-metragem:

Melhor Filme: Tentei, dirigido por Laís Melo
Melhor Direção: Irmãos Carvalho por Chico
Melhor Ator: Marcus Curvelo por Mamata
Melhor Atriz: Patricia Saravy por Tentei
Melhor Roteiro: Ananda Radhika por Peripatético
Melhor Fotografia: Renata Corrêa por Tentei
Melhor Direção de Arte: Pedro Franz e Rafael Coutinho por Torre
Melhor Trilha Sonora: Marlon Trindade por Nada
Melhor Som: Gustavo Andrade por Chico
Melhor Montagem: Amanda Devulsky e Marcus Curvelo por Mamata
Prêmio​ ​especial: Peripatético, dirigido por Jéssica Queiroz
Júri Popular – Curta-metragem: Carneiro de ouro, dirigido por Dácia Ibiapina

OUTROS PRÊMIOS

Prêmio Canal Brasil: Chico, dirigido por Irmãos Carvalho
Prêmio Abraccine:
Melhor filme de longa-metragem: Arábia, dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans
Melhor filme de curta-metragem: Mamata, dirigido por Marcus Curvelo
Prêmio Saruê: Afronte, direção de Marcus Azevedo e Bruno Victor
Prêmio Marco Antônio Guimarães: Construindo pontes, dirigido por Heloísa Passos
Prêmio CiaRio/Naymar para o melhor curta pelo Júri Popular: Carneiro de ouro, dirigido por Dácia Ibiapina

MOSTRA BRASÍLIA – 22º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal 

Prêmios do Júri Oficial:

Melhor longa-metragem (R$ 100 mil): O fantástico Patinho Feio, dirigido por Denilson Félix
Melhor curta-metragem (R$ 30 mil): UrSortudo, dirigido por Januário Jr., e Tekoha – Som da Terra, dirigido por Rodrigo Arajeju e Valdelice Veron
Melhor direção (R$ 12 mil): Dácia Ibiapina, por Carneiro de ouro
Melhor ator (R$ 6 mil): Elder de Paula, por UrSortudo
Melhor atriz (R$ 6 mil): Rafaela Machado, por Menina de barro
Melhor roteiro (R$ 6 mil): Januário Jr., por UrSortudo
Melhor fotografia (R$ 6 mil): Gustavo Serrate, por A margem do universo
Melhor montagem (R$ 6 mil): Lucas Araque, por Afronte
Melhor direção de arte (R$ 6 mil): Bianca NovaisFlora Egécia e Pato Sardá, por O Menino Leão e a Menina Coruja
Melhor edição de som (R$ 6 mil): Maurício Fonteles, por Tekoha – Som da Terra
Melhor trilha sonora (R$ 6 mil): Ramiro Galas, por O vídeo de 6 faces

Prêmios do Júri Popular
Melhor longa-metragem (R$ 40 mil): Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado
Melhor curta-metragem (R$ 10 mil): O Menino Leão e a Menina Coruja, dirigido por Renan Montenegro

Prêmio Petrobras de Cinema – Para o melhor longa-metragem pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado

Prêmio Plug.in para o melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado

Prêmio ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo: Marco CuriManfredo Caldas e Geraldo Moraes

Prêmio CiaRIO
– Melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado
– Melhor curta-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília: O Menino Leão e a Menina Coruja, dirigido por Renan Montenegro

FESTUNIBRASÍLA – 1º FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE CINEMA DE BRASÍLIA

Melhor Filme: O arco do medo, dirigido por Juan Rodrigues (Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Melhor Direção: Fervendo, dirigido por Camila Gregório (Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Júri Popular: O Homem que não cabia em Brasília, dirigido por Gustavo Menezes (UnB)
Menção Honrosa – Método de construção criativa: Afronte, dirigido por Bruno Victor e Marcus Azevedo (UnB)
Menção honrosa – Fotografia: Gabriela Akashi, por Serenata (USP)
Menção Honrosa – Filme de animação: Mira, dirigido por Janaína da Veiga (Unespar)