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TERAPIA DE RISCO/Crítica – mistério e investigação

Publicado em 21/05/2013 - 5:27 por | Comentar

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Em Terapia de Risco (Side Effects, 2013), Steven Soderbergh mostra mais uma vez sua versatilidade em trafegar por diversos gêneros. Desta vez ele investe num suspense dramático que envolve a indústria farmacológica, mais particularmente dos medicamentos para depressão e ansiedade

Rooney Mara em cena de TERAPIA DE RISCO (2013)

Rooney Mara em cena de TERAPIA DE RISCO (2013), de Steven Soderbergh

Enquanto muita gente torce para a tantas vezes anunciada aposentadoria de Steven Soderbergh, fico na torcida para que sua carreira como cineasta se estenda por mais alguns anos. Com um filme exibido em Cannes este ano (Behind the Candelabra, 2013) e com Terapia de Risco em cartaz nos cinemas brasileiros e de vários outros países, o diretor continua a exercitar a sua liberdade criativa, que é muitas vezes auxiliada por grandes nomes de Hollywood.

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O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3D/Crítica – sangrento e divertido

Publicado em 21/05/2013 - 4:58 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Com a pretensão de ser a continuação definitiva de O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, 1974), de Tobe Hooper, um dos mais importantes exemplares do horror rural de Hollywood, o novo O Massacre da Serra Elétrica 3D - a Lenda Continua (Texas Chainsaw 3D, 2013) oferece apenas diversão descompromissada e sangrenta para fãs do gênero

Tania Raymonde em O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3D - A LENDA CONTINUA (2013)

Tania Raymonde em O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3D – A LENDA CONTINUA (2013), de John Luessenhop

Eis um filme para se assistir esperando puramente diversão. Isso para quem é familiarizado com produções cheias de sangue e violência e conseguir abstrair e curtir esses excessos. Pois até que há bastante em O Massacre da Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua (Texas Chainsaw 3D, 2013), que tem a pretensão de ser a autêntica continuação do primeiro filme de 1974, o hoje clássico de Tobe Hooper, ignorando as outras continuações que foram feitas e o remake até que decente de Marcus Nispel (2003).

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O ABISMO PRATEADO/Crítica – cinema particular

Publicado em 19/05/2013 - 8:21 por | 1 Comentário

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O Abismo Prateado (2011), de Karim Aïnouz, falha em não conseguir transpor a dor do abandono descrito na composição Olhos nos olhos, de Chico Buarque, e na própria história de sua heroína, mas o cineasta enfrentou o desafio, e o filme garante alguns bons momentos de apreciação estética, principalmente no que se refere à beleza e ao talento de Alessandra Negrini

Thiago Martins e Alessandra Negrini em cena de O ABISMO PRATEADO (2013)

Thiago Martins e Alessandra Negrini em cena de O ABISMO PRATEADO (2011)

Desde seu primeiro curta-metragem, Seams (1993), que critica o modo de ser machista na sociedade cearense a partir do olhar de mulheres de sua família, que Karim Aïnouz parece disposto a questionar as atitudes masculinas. O homem, em sua obra, em geral é visto como um sujeito covarde, que abandona a mulher sem dó nem piedade. Ou talvez até tenha algum sentimento, mas não quer se dispor a enfrentá-lo. Assim acontece em O Céu de Suely (2006) e assim também acontece no recente O Abismo Prateado (2011). Pode-se ver outro exemplo de um comportamento cafajeste masculino, ainda que de maneira menos centrada, em uma série de televisão idealizada pelo diretor e por Marcelo Gomes, Alice (2008), estrelada por Andréia Horta.

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O ÚLTIMO EXORCISMO – PARTE 2/Crítica – melhorou, mas não adiantou…

Publicado em 13/05/2013 - 6:53 por | Comentar

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Depois do imenso sucesso de bilheteria do primeiro filme, uma continuação era praticamente inevitável. Agora, saindo do registro da câmera na mão e do mockumentary e com um novo diretor, O Último Exorcismo – Parte 2 (The Last Exorcism – Part II, 2013) procura novos caminhos para a heroína possuída pelo demônio

Ashley Bell em O ÚLTIMO EXORCISMO - PARTE 2 (2013)

Ashley Bell em O ÚLTIMO EXORCISMO – PARTE 2 (2013), de Ed Gass-Donnelly

Diferentemente de O Último Exorcismo (The Last Exorcism, 2010), que utilizava o recurso do mockumentary e da câmera na mão, O Último Exorcismo – Parte 2 segue um registro mais tradicional, dessa vez trazendo a personagem da moça possuída pelo demônio do primeiro filme, e que sobreviveu ao terrível ritual satânico, como protagonista. Ela tenta reconstruir sua vida em outra cidade.

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UMA LADRA SEM LIMITES/Crítica – um filme lamentável

Publicado em 12/05/2013 - 11:44 por | 4 Comentários

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Um roteiro fraco, uma atriz aparentemente sem inspiração para a comédia e uma mão ruim na direção comprometem o terceiro longa-metragem de ficção de Seth Gordon, Uma Ladra sem Limites (Identity Thief, 2013)

Melissa McCarthy em LADRA SEM LIMITES (2013)

Melissa McCarthy em LADRA SEM LIMITES (2013), de Seth Gordon

Comédia que não faz rir quando a intenção é fazer rir é uma das coisas mais tristes que podemos presenciar. E no caso de Uma Ladra sem Limites, de Seth Gordon, muito da culpa do resultado não ter dado certo é de Melissa McCarthy. Ou de sua personagem, se culparmos o roteiro, que não é mesmo dos mais inteligentes. E uma vez que não se gosta ou não se vê graça na personagem que avacalha com a vida do contador vivido por Jason Bateman fica difícil se comover quando o filme tenta usar de sentimentalismo barato. Com direito a pianinho de fundo e tudo.

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EM TRANSE/Crítica – um Danny Boyle menor

Publicado em 10/05/2013 - 7:35 por | Comentar

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O diretor inglês Danny Boyle retorna com uma produção mais modesta, depois de dois trabalhos apaludidos pela Academia, Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, 2008) e 127 Horas (127 Hours, 2010). Em Transe (Trance, 2013) é um filme em que o roteiro é a peça principal para o seu sucesso. Pena que o resultado não seja muito positivo

Rosario Dawson em cena de EM TRANSE (2013), de Danny Boyle

Rosario Dawson em cena de EM TRANSE (2013), de Danny Boyle

Quem não curte a maior parte dos trabalhos de Danny Boyle vai encontrar uma bela chance de queimar de vez o diretor com este novo filme, Em Transe. Embora Sunshine – Alerta Solar (Sunshine, 2007) seja um trabalho elegante e muito bom para se ver na tela grande, seus demais filmes andam cada vez mais cheios de cacoetes irritantes da estética do videoclipe. Tanto no que se refere aos cortes, quanto na fotografia. Mas o grande problema de Em Transe é outro: o roteiro cheio de furos e momentos constrangedoramente inverossímeis. E justo num filme que precisa de consistência nesse aspecto.

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SOMOS TÃO JOVENS/Crítica – emocionante Renato Russo

Publicado em 04/05/2013 - 19:25 por | 7 Comentários

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Narrando a juventude de Renato Russo, da doença que o deixou sem andar, passando pela explosão do punk em Brasília com o Aborto Elétrico até a criação da Legião Urbana, uma das bandas mais cultuadas e bem-sucedidas do Brasil, Somos Tão Jovens (2013) também é um convite para uma história leve, divertida e emocionante

Thiago Mendonça em SOMOS TÃO JOVENS (2013)

Thiago Mendonça em SOMOS TÃO JOVENS (2013)

Se produzir bons filmes autobiográficos, especialmente de músicos, já é difícil nos Estados Unidos, no Brasil, então, deve ser um pouco mais complicado. Temos casos raros de cinebiografias bem-sucedidas, como 2 Filhos de Francisco (2005), de Breno Silveira, e Estrada da Vida (1981), de Nelson Pereira dos Santos (que trata da carreira de Milionário e Zé Rico). Cazuza – o Tempo Não Para (2004) e Gonzaga – de Pai pra Filho (2012) também podem ser considerados.

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UM BOM PARTIDO/Crítica – de banal a interessante

Publicado em 03/05/2013 - 8:34 por | Comentar

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O cineasta italiano Gabriele Muccino dirige seu terceiro filme em Hollywood, desta vez, porém, trocando os tons mais carregados de seus trabalhos estrelados por Will Smith por uma história leve sobre a reconquista da felicidade

Gerard Butler e Noah Lomax em UM BOM PARTIDO (2012)

Gerard Butler e Noah Lomax em UM BOM PARTIDO (2012), de Gabrielle Muccino

A terceira incursão do cineasta italiano Gabriele Muccino em Hollywood foi, desta vez, em um registro diferente. Se em À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness, 2006) e em  Sete Vidas (Seven Pounds, 2008), ambos estrelados por Will Smith, predominava um melodrama bastante carregado nas tintas, em Um Bom Partido (Playing for Keeps, 2012), há tonalidades mais leves na história de George, um ex-jogador de futebol (Gerard Butler) que se encontra numa situação ruim, tanto profissional quanto afetivamente, já que não tem mais a glória do passado de jogador famoso, nem um emprego, já que se aposentou, e nem a mulher (Jessica Biel), que ele perdeu no tempo em que agia de maneira inconsequente.

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E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS?/Crítica – terna visão da terceira idade

Publicado em 30/04/2013 - 8:29 por | 2 Comentários

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Em um registro leve e bem humorado, mas sem esconder as dores e as frustrações da terceira idade, E Se Vivêssemos Todos Juntos? (Et Si on Vivait Tous Ensemble?, 2011) mostra a experiência de um grupo de amigos de longa data em morarem juntos como uma alternativa às casas de repouso para idosos

Guy Bedos, Pierre Richard, Jane Fonda, Geraldine Chaplin e Claude Rich em cena de E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS? (2011)

Guy Bedos, Pierre Richard, Jane Fonda, Geraldine Chaplin e Claude Rich em E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS? (2011), de Stephane Robelin

Ver filmes que fazem refletir sobre a velhice e sobre a proximidade da morte, mesmo os que tendem mais para a comédia do que para o drama, pode ter um efeito diferente em cada pessoa. Aquelas que têm uma visão mais pessimista da vida podem achar uma lástima ter que passar por toda aquela decadência física que o passar dos anos tende a trazer; os otimistas podem ver em filmes como E Se Vivêssemos Todos Juntos? (2011), de Stéphane Robelin, uma maneira leve de ver o quanto os últimos anos de vida de muitos podem ser especialmente agradáveis. Afinal, morrer nem é privilégio dos idosos mesmo.

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HOMEM DE FERRO 3/Crítica – irregular e vazio

Publicado em 28/04/2013 - 14:57 por | 24 Comentários

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Shane Black, o diretor escalado para dirigir Homem de Ferro 3 (Iron Man 3), não consegue encontrar o tom e transforma o que seria uma bela e bem-vinda mudança nas produções dos estúdios Marvel para o cinema numa obra vazia e irregular

Robert Downey Jr. em HOMEM DE FERRO (3)

Robert Downey Jr. em HOMEM DE FERRO 3 (2013)

E a fase 2 da Marvel não começou com o pé direito. Infelizmente a troca de diretores em Homem de Ferro 3 resultou num filme de tom híbrido, sem conseguir se equilibrar entre a comédia e o drama. As sequências que supostamente contariam com o já famoso humor peculiar de Tony Stark/Robert Downey Jr. dessa vez não funcionam. Além do mais, o filme vende um produto diferente do que apresenta. O que se imagina ao ver o trailer e os cartazes de divulgação é que o filme penderá para o drama, deixando um pouco de lado o tom leve dos dois anteriores.

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