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CRÍTICA DO CINÉFILO – 16 LUAS em discussão

Publicado em 23/04/2013 - 9:21 por | Comentar

Cinéfilos, amantes de cinema e aqueles que simplesmente busca o cinema para curtir um bom programa relaxar ou ter uma boa diversão, têm um espaço aqui no Blog de Cinema para a livre manifestação de suas opiniões sobre os filmes. O Blog também recebeu duas críticas referentes às qualidades das salas exibidoras, o mau comportamento de parte da plateia e o atendimento ruim por parte dos atendentes e gerentes dos complexos. Uma delas é de São Paulo e as publicaremos em breve. Mas, o tema em discussão, no momento, é 16 Luas, a adaptação do primeiro romance de Margaret Stohl e Kami Garcia, da série Caster Chronicles. O filme já saiu dos cinemas e está chegando às locadoras, mas ainda provoca discussão a partir de uma análise de Aílton Monteiro, que não gostou da produção. Há quem ame, há quem deteste a ambos: livro e filme. Carlos Zitoh entra do debate…

Alden Ehrenreich e Alice Englert em 16 LUAS (2016), de Richard LaGrevenese

Alden Ehrenreich e Alice Englert em 16 LUAS (2016), de Richard LaGrevenese

CARLOS ZITOH
Cinéfilo e Internauta

Fiquei com vontade de dar a minha opinião também. Primeiramente, como muitos dos meus colegas que comentaram o filme no blog, eu também li os livros. E é justamente por eu ter os lido que concordo absurdamente com você Aílton: o filme é péssimo! Há adaptações como o caso do meu amado, querido e eterno Harry Potter, da saga Crepúsculo, O Senhor dos Anéis e afins, e há aquele livro que se usa como base, que acredito que foi o caso deste filme. Eu como fã da história, gostaria muito de ver uma adaptação dos próximos livros, mas acredito que dada a situação da adaptação atual, prefiro que a imagem que tenho dos livros e personagens seja preservada.

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A FUGA/Crítica – filosófica jornada pela natureza humana

Publicado em 22/03/2013 - 17:19 por | Comentar

Categorias: CRÍTICAS

Em uma hábil e tensa narrativa pontuada pela violência, Stefan Ruzowitzky faz em A Fuga uma exposição contundente da natureza humana, das dores das relações familiares e do poder do amor como elemento de transformação

Eric Bana em A FUGA (2012), de Stefan Ruzowitzky

Eric Bana em A FUGA (2012), de Stefan Ruzowitzky

Hollywood mantém a tradição de levar para a sua indústria os cineastas estrangeiros detentores do talento e oferecer-lhes a oportunidade de dotá-la da sua criatividade, o artigo mais carente atualmente na grade meca do cinema. A lista é grande e vale ressaltar que nem todos os convidados alçaram os seus objetivos.

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OZ: MÁGICO E PODEROSO/Crítica – longe do encantamento

Publicado em 13/03/2013 - 18:34 por | 2 Comentários

Categorias: CRÍTICAS

Esmerada prequela de O Mágico de Oz ao custo de 215 milhões de dólares, Oz: Mágico e Poderoso recria um mítico mundo fascinante, mas o diretor Sam Raimi não consegue transportar o espectador para dentro do filme

OZ: M´GICO E PODEROSO (2013), de Sam Raimi

OZ: MÁGICO E PODEROSO (2013), de Sam Raimi: visual deslumbrante

Existe um detalhe fundamental nas aventuras de fantasia para que a história funcione: o espectador ser puxado para dentro dela. Pode ser um livro ou um filme. Livros e filmes de contos de fadas, mundos ilusórios, míticos e imaginários, mágicos e fantásticos, para funcionar, são obrigados a envolver o leitor/espectador com o encantamento ao nível deste se sentir como em seu interior, integrante absorvido e observador dos acontecimentos. Sem isso, adeus magia.

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A HORA MAIS ESCURA/Crítica – Patriotismo e Anti-heroismo

Publicado em 15/02/2013 - 21:54 por | 1 Comentário

Em filme duro e de realismo chocante, Katrhyn Bigelow mostra que sabe como ninguém fazer um filme documental e falar da política da guerra

Os ataques terroristas sofridos pelos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 deram início a uma época de medo e paranoia do povo americano em relação ao inimigo, onde todos os esforços foram realizados na busca pelo líder da Al Qaeda, Osama bin Laden. Maya (Jessica Chastain) é uma agente da CIA que dedicou 8 anos de sua vida em localizar e, ao descobrir os interlocutores do líder do grupo terrorista, tenta convencer os seus superiores a uma ação para capturá-lo. Com isso ela participa da operação que levou militares americanos a invadir o território paquistanês, com o objetivo de capturar e matar bin Laden.

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OS MISERÁVEIS/Crítica – les merveilleux

Publicado em 01/02/2013 - 6:16 por | 2 Comentários

Tocante, marcante e memorável, Os Miseráveis faz com que a audiência se renda à completude infalível do musical baseado na obra de Victor Hugo

 

Na França do século 19, o ex-prisioneiro Jean Valjean (Hugh Jackman) é perseguido há anos pelo implacável policial Javert (Russell Crowe), depois que ele violou sua liberdade condicional ao roubar os candelabros de prata da igreja. Anos depois, agora rico e com uma nova identidade, Valjean conhece Fantine (Anne Hathaway), uma de suas ex-funcionárias de sua fábrica, que implora a ele que cuide de sua filha Cosette (Isabelle Allen/Amanda Seyfried). O encontro entre os dois muda suas vidas para sempre.

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LINCOLN/Crítica – enaltecendo o já enaltecido presidente

Publicado em 26/01/2013 - 8:07 por | Comentar

O mais novo filme de Steven Spielberg mostra com um roteiro bem pesquisado como Lincoln se tornou o “herói” de parte do povo norte-americano de maneira detalhista e um pouco enfadonha; e nos relembra o quão talentoso é Daniel Day-Lewis

Daniel Day-Lewis dá vida ao 16º presidente dos Estados Unidos durante o final de seu mandato, em uma época sangrenta. Em uma nação dividida pela guerra e por fortes ventos de mudança, o presidente Lincoln percorre um caminho de difíceis ações, a fim de terminar a guerra, unir o país e abolir a escravidão. Com coragem moral e força para obter sucesso, suas escolhas nesse período crucial mudam o destino das gerações que ainda estão por vir.

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DJANGO LIVRE/Crítica – despretensioso e divertido faroeste

Publicado em 19/01/2013 - 21:22 por | Comentar

Com western violento e cheio de referências, mas com algumas falhas de construção, Quentin Tarantino mostra que tem domínio sob os mais diversos gêneros de filmes

Django (Jamie Foxx) é um escravo comprado pelo caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz) para auxiliá-lo em uma missão. A dupla acaba fazendo amizade e, após resolver os problemas do caçador, parte em busca por Broomhilda (Kerry Washington), esposa de Django. Para isso, eles devem enfrentar o vilão Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), proprietário da escrava.

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7 PSICOPATAS E 1 SHIH TZU/Crítica – melancolia e absurdos em um filme admirável

Publicado em 05/01/2013 - 7:57 por | 2 Comentários

Categorias: CRÍTICAS

Há algo de muito estranho nos filmes de Martin McDonagh. Uma melancolia que destoa de seu humor, que não deixa de ser bem britânico, mas traz algo próprio. E isso se reflete em 7 Psicopatas e 1 Shih Tzu (Seven Psycopaths, 2012), em cartaz na cidade

Sam Rockwell e Colin Farrell em cena de 7 PSICOPATAS E 1 SHIH TZU

Por mais que o diretor tente fazer uma comédia de humor negro com influências de Quentin Tarantino e de seu copiador britânico oficial, Guy Ritchie, com uma edição rápida e esperta, ele acaba não conseguindo. Pelo menos não da maneira como se esperaria. E, principalmente após a revelação do sétimo psicopata, uma espécie de torpor abate o filme, da mesma maneira que abate os três personagens principais, vividos por Colin Farrell, Sam Rockwell e Christopher Walken.

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O HOBBIT – UMA JORNADA INESPERADA/Crítica – aqui e de volta: a Terra Média

Publicado em 16/12/2012 - 17:31 por | 5 Comentários

Primeiro filme da nova trilogia baseada na obra de J. R. R. Tolkien, O Hobbit, sob o comando de Peter Jackson está em cartaz em grandíssimo estilo. Aos fãs, a notícia boa – por mais precipitada que possa parecer tal conjectura -, é que O Hobbit – uma Jornada inesperada nada deixa a dever à trilogia Senhor dos anéis

O primeiro capítulo da trilogia O Hobbit, a exemplo da trilogia do Anel, começa introduzindo a problemática que perdurará aos próximos filmes: a montanha solitária, lar da linhagem anã, é tomada pelo dragão Smaug, atraído pelo tesouro de ouro do reinado, deixando o destino dos anões nas mãos de Thorin, filho de Thror e príncipe de Erebor, além de lhes conceder o desinvejoso status de  nômades. A origem mitológica dos anões de Tolkien é recontada, com espaço para a explicação de seu desafeto com os Elfos, explorada como alívio cômico na relação entre Gimli e Legolas na trilogia do Anel.

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ARGO/Crítica – Hollywood intervencionista

Publicado em 24/11/2012 - 7:38 por | Comentar

Um falso filme de ficção científica engendrado pela CIA e com o apoio de executivos dos estúdios de Hollywood gerou um plano real de fuga e salvou a vida de seis diplomatas que estavam escondidos no Irã na época em que o iatolá Khomeini assumia o país . Parece mentira ou exagero, mas foi assim que aconteceu

Banner de ARGO

Em 4 de novembro de 1979, enquanto a revolução iraniana atinge seu ápice, militantes atacam a embaixada dos EUA e tomam 52 americanos como reféns. Mas em meio ao caos, 6 pessoas conseguem escapar e se refugiam na casa do embaixador canadense. Sabendo que é apenas questão de tempo até serem encontrados e mortos, o especialista da CIA em “exfiltração”, Tony Mendez (Ben Affleck), arquiteta um arriscado plano para colocá-los com segurança para fora do país.

Hollywood e a política americana estão mais interligadas do que se é divulgado. No início da década de 80, Tony Mendez viu no cinema a ideia perfeita para tirar seis norte-americanos que estavam no Irã, se refugiando na embaixada canadense. Em apenas uma semana, junto com a ajuda do maquiador ganhador do Oscar John Chambers (John Goodman) e do produtor Lester Siegel (Alan Arkin) eles criaram um falso filme de ficção científica, chamado “Argo”, que obviamente não saiu do papel, para poder levar Mendez ao Irã e sair com os seis refugiados.

Pôster do filme fantasma “ARGO”

O ponto de vista político do longa Argo tem sido bastante discutido, porém uma das perspectivas que mais me chamou a atenção na produção, é como a globalização e a “americanização” da cultura pode alterar essas questões políticas de maneira a salvar vidas. Argo mostra que os estadunidenses podem ser tão ufanistas e politicamente envolvidos quanto os iranianos, sendo capazes de criarem planos tão absurdamente improváveis para intervirem em questões e problemas maiores que suas alçadas podem suportar, fazendo nascer o “herói”. É interessante também ver como a cultura e o cinema puderam ligar países quando a educação e filantropia, por exemplo, já não eram opções de ajuda.

John Goodman, Alan Arkin e Ben Affleck em cena de ARGO

Além da questão política, Argo mostra também o quão sedenta por lucros e desestabilizada (mas mesmo assim, ainda digna de credibilidade) Hollywood estava no início da década de 80, sendo possível a criação, aprovação e divulgação de projetos de filmes com roteiros fracos, mas com baixo custo e alta demanda por grandes bilheterias. Diga de credibilidade, pois, uma falsa mistura de Flash Gordon com Star Wars criada em apenas uma semana foi suficiente para repercutir em vários canais de mídia nacionais e internacionais.

Ben Affleck mais uma vez prova que é um diretor de mão cheia e sabe usar misturar diferentes técnicas de filmagem para resultar em um filme maduro, sincero e envolvente. Com uma edição de cena bem construída em perfeita sincronia com uma trilha sonora empolgante, Argo cria momentos de puro êxtase equilibrados com momentos mais dramáticos, onde a tensão se intensifica a ponto de se tornar quase palpável. Destaque também para o trabalho de direção de fotografia e para os atores John Goodman e Alan Arkin. É incrível como uma história real pouco conhecida, e bastante inusitada, somada a uma direção competente e a um dos melhores roteiros do ano pode virar um thriller exemplar.

Ficha técnica

ARGO (Argo, EUA, 2012), de Ben Affleck, com Alan Arkin, Ben Affleck, John Goodman, Bryan Cranston e Clea DuVall. Fox. 100 minutos. 14 anos.

Confira o trailer de Argo.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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