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AGENDE-SE/DVD – 4 filmes para ver no fim de semana

Publicado em 06/06/2013 - 18:12 por | Comentar

Categorias: DVD, DVD-BLURAY/CRÍTICA, Geral

Dezenas de filmes de qualidade chegam semanalmente às locadoras e quase sempre sem qualquer divulgação. Confira as dicas de lançamentos em home vídeo desta  semana e agende-se: vale a pena pagar pela locação

Joaquin Phoenix e Phillip Seymour Hoffman em O MESTRE, de Paul Thomas Anderson

Joaquin Phoenix e Phillip Seymour Hoffman em O MESTRE (2012), de Paul Thomas Anderson

O Mestre (The Master2012. EUA) de Paul Thomas Anderson

Cinco anos após o lançamento do arrebatador Sangue negro, Paul Thomas Anderson retoma seu estudo pregresso da natureza humana através do encontro de entidades alternantes. Estrelado por Joaquin Phoenix e Phillip Seymour Hoffman, O Mestre remonta o cenário de vazio ideológico do pós-guerra para testemunhar, à sua forma, o nascimento da cientologia.

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AGENDE-SE/DVD – 3 filmes para ver no final de semana

Publicado em 03/05/2013 - 8:50 por | Comentar

Categorias: DVD-BLURAY/CRÍTICA

Dezenas de títulos chegaram às locadoras nesta semana. Confira as minhas dicas dos principais lançamentos em home vídeo para ver no final de semana no conforto de sua casa

Gael Garcia Bernal em NO

Gael Garcia Bernal em NO (2012), de Pablo Larrain

No (No, Chile. 2012) de Pablo Larraín

Caso tenha perdido a exibição de No, quando de sua exibição no Cinema de Arte, não se preocupe: já está em DVD. Premiado na Quinzena dos realizadores do Festival de Cannes de 2012 e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2013, No é a terceira e última parte da trilogia de Pablo Larraín sobre Augusto Pinochet, também composta por Tony Manero (2006) e Post Mortem (2010).

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AGENDE-SE PARA VER EM CASA – 4 sugestões para este final de semana

Publicado em 19/04/2013 - 20:00 por | Comentar

Categorias: DVD-BLURAY/CRÍTICA

Chegou o final de semana. Três dias para ver bons filmes no conforto de sua casa. As dicas de filme em DVD/Blu Ray desta semana são para todos os gostos. Vamos do terror A Entidade (2012), passando pela animação Detona Ralph (2012), o drama histórico Elefante Branco, até o thriller francês O Monge (2011)

Ethan Hawke em A ENTIDADE

Ethan Hawke em A ENTIDADE (2012), de Scott Derrickson

A Entidade (Sinister, 2012. EUA) de Scott Derrickson

Sete anos após O Exorcismo de Emily Rose, Scott Derrickson volta ao gênero horror (depois da frustrada experiência com o sci-fi O Dia em que a terra parou). Estrelado por Ethan Hawke, A Entidade narra a história de Elliot Oswalt (Hawke), um escritor frustrado cujo único livro de sucesso foi o de estreia. Em busca de inspiração para seu novo romance, Oswalt decide escrever sobre um recente caso de assassinato por enforcamento de quatro membros de uma família e o desaparecimento de sua filha caçula. Como se a escolha do tema não fosse sombria o suficiente, o escritor ainda decide arrastar sua própria família de mudança para a casa que serviu de palco no crime.

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AGENDE PARA VER EM DVD – a pequena obra-prima A OUTRA TERRA

Publicado em 13/04/2013 - 11:41 por | Comentar

Categorias: DVD-BLURAY/CRÍTICA

Após receber muitos elogios no Festival de Sundance de 2011, A Outra Terra chegou para o público e foi igualmente festejado. Disponível em DVD, é uma bela pedida para quem busca muito mais que explosões em uma obra de ficção científica. Uma ótima pedida para ver no conforto de sua casa neste final de semana

Poster original do filme

Se existe um filme de baixo orçamento que sabe muito bem como esconder essa característica, este é A Outra Terra. O diretor Mike Cahill – em seu trabalho de estreia em longas metragens – deu declarações revelando que a produção toda custou bem abaixo de 200 mil dólares, mas, mesmo que atingisse esse valor, o filme ainda estaria bem abaixo de qualquer grande produção hollywoodiana – como comparação, Looper – Assassinos do Futuro (Looper, 2012), considerado um sucesso entre os filmes de baixo orçamento de 2012, utilizou um orçamento aproximadamente 150 vezes maior, atingindo 30 milhões de dólares.

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AGENDE-SE/DVD – 3 filmes para ver em casa no final de semana

Publicado em 11/04/2013 - 15:16 por | Comentar

Categorias: DVD, DVD-BLURAY/CRÍTICA

Confira os principais lançamentos em home-video para ver no fina de semana. Um deles, Fausto, de Aleksander Sokurov, está inédito nos cinemas da cidade 

Suraj Sharma como Pi Patel em AS AVENTURAS DE PI

Suraj Sharma como Pi Patel em AS AVENTURAS DE PI

As aventuras de Pi (Life of Pi, 2012, EUA) de Ang Lee

Baseado no controverso romance A Vida de Pi de Yann Martel - o qual o próprio autor assumiu ter plagiado de uma resenha (veja bem, Martel nem sequer chegou a ler o livro!) de Max e os Felinos do gaúcho Moacyr Scliar -, As aventuras de Pi foi o maior vencedor do Oscar de 2013 com os prêmios de melhor direção para Ang Lee; melhor trilha sonora para Mychael Danna; melhor fotografia para Claudio Miranda e melhores efeitos visuais para a recém falida Rythm and Hues.

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AGENDE PARA VER EM DVD – reflita com FILHOS DA ESPERANÇA sobre a humanidade e seu futuro

Publicado em 06/04/2013 - 13:29 por | 2 Comentários

Categorias: DVD-BLURAY/CRÍTICA

Com uma produção de grande qualidade, Filhos da Esperança trouxe uma grande renovação para os fãs de ficção científica, conseguindo agradar até mesmo aqueles que não são tão adeptos ao tema. É a minha sugestão para que você pegue na locadora e veja um ótimo filme neste final de semana

Clive Owen em cena de FILHOS DA ESPERANÇA (2006), de Alfonso Cuaron

A ficção científica é um gênero muito difícil de agradar o público. Muitas pessoas entram para assistir a um filme do gênero com certa má vontade, na maioria das vezes por não conseguir aceitar o que está por vir, principalmente quando isso envolve excessivas explosões, pessoas voando pelo cenário e outras coisas que vão além do limite da realidade. Em Filhos da Esperança, no entanto, a história foca no lado humano, deixando de lado os efeitos especiais e utilizando-os (e muito bem) apenas quando necessário.
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AGENDE PARA VER EM DVD – o desafiador IMPERIO DOS SONHOS

Publicado em 04/04/2013 - 16:56 por | Comentar

Categorias: DVD-BLURAY/CRÍTICA

O último trabalho de David Lynch em longas metragens é certamente um dos filmes mais desafiadores desse século. Cineasta que começou nos anos 70, Lynch sempre brindou seu público com obras de difícil digestão, mas em Império dos Sonhos ele atinge um nível jamais visto em sua carreira

Poster brasileiro do filme Império dos Sonhos

Que David Lynch é um cineasta que gosta de desafiar o público e mexer com suas emoções e sentimentos no nível mais íntimo possível, todos os que acompanham a sua carreira já sabiam. Não é à toa que existem diversos fóruns na internet com discussões intermináveis sobre o significado de alguns de seus filmes. Mesmo assim, até os fãs mais ávidos do cineasta sentem-se perdidos ao assistir Império dos Sonhos. O projeto foi iniciado a partir de curtas que Lynch gravou com Laura Dern e que, a princípio, não tinham nenhuma ligação entre si. Com o passar do tempo, o diretor conseguiu enxergar algumas ligações entre essas partes e começou a desenvolver a ideia a partir daí.

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AGENDE-SE – 3 sugestões para ver no final de semana

Publicado em 20/03/2013 - 23:10 por | Comentar

Categorias: DVD-BLURAY/CRÍTICA

Confira alguns dos melhores títulos disponíveis em home video para assistir no final de semana. Anote: Moonrise Kingdom, lançado nos cinemas e, mesmo indicado Globo de Ouro, Oscar e prêmios do cinema independente, não chegou aos cinemas daqui, e O Segredo da Cabana, anunciado para os cinemas, foi direto pro DVD…

Jared Gilman e Kara Hayward em MOONRISE KINGDOM

Jared Gilman e Kara Hayward em MOONRISE KINGDOM (2012), de Wes Anderson

Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom, EUA. 2012)

Wes Anderson é um cineasta que divide opiniões. Sua obra é marcada por uma abordagem estética e temática muito peculiar (sempre reciclando o tema da família disfuncional). Há quem considere Moonrise Kingdom o seu melhor filme nos últimos anos, como também há quem o veja como uma masturbação estilística de auto referência. De toda forma, Anderson conseguiu realizar em seu último longa um filme memorável e extremamente sensível que remonta uma nostalgia frequente em sua obra, mas extremamente genuína.

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BLADE RUNNER – os 30 anos de um cult

Publicado em 26/07/2012 - 6:34 por | Comentar

Há  exatos 30 anos, em 26 de julho de 1982,  estreava nos cinemas brasileiros Blade Runner, o Caçador de Androides. Não é por poucos motivos que o filme tornou-se um inegável marco na história do cinema.

Nos EUA,  o filme baseado em livro de Philip K. Dick (Do Androids Dream of Electric Sheep) e dirigido por Ridley Scott (que vinha do sucesso de Alien, o Oitavo Passageirode 1979) competia pela bilheteria com o comovente E.T. de Steven Spielberg, sem conseguir agradar ao público. Hoje, entretanto, é considerado um cult. E não é por menos: para ter uma ideia, em 2004, o jornal britânico The Guardian convidou 60 cientistas a eleger o melhor filme de ficção científica de todos os tempos e Blade Runner só ficou atrás de 2001, Uma Odisseia no Espaço (o que não é nada vergonhoso)

Para rever (ou conhecer): a  sugestiva abertura de Blade Runner, com trilha sonora do grego Vangelis  e uma Los Angeles sombria:

Imagem de Amostra do You Tube

A repercussão fraca no lançamento é atribuída não só à concorrência com o filme de Spielberg, como ao clima de discórdia que imperou no set de filmagem (principalmente entre o diretor e Harrison Ford), assim como às interferências abusivas dos produtores na primeira versão e às críticas incisivas da imprensa. Ou, ainda, ao desagrado dos estadunidenses para com a transformação da  ensolarada Los Angeles em um ambiente soturno e sujo. A cidade onde vive o detetive Rick Deckard – Ford, que já conquistara o público com os personagens Hans Solo, de Guerra nas Estrelas (1977)  e Indiana Jones, em Os Caçadores da Arca Perdida (1981) -,  é chuvosa e escura como a Gotham City (Ridley Scott até quis dar este nome ao filme) de Batman.

Depois de tanta polêmica com a primeira versão da estreia nos EUA, a obra rendeu pelo menos outras quatro versões expressivas (embora existam mais variações sobre o tema): a do lançamento internacional (também em 1982), a do diretor (1992), a “definitiva” (2007) e a versão final (final cut) com algumas cenas prolongadas, que consta em edições especiais do DVD. Cada uma das mudanças deu o que falar, mantendo o filme “vivo”, com novos detalhes para ser degustados prazerosamente pelos fãs. Mais de vinte anos depois da estreia, em 2007, foi feita até uma filmagem extra: a fuga da androide Zhora (a atriz Joanna Cassidy ficou feliz em declarar que, mesmo depois de tantos anos, não precisou de nenhum ajuste no figurino original).

Joanna Cassidy como a replicante Zhora, com a cobra que era bichinho de estimação da atriz.

UM FUTURO CONTAMINADO PELO PASSADO

Blade Runner se passa em 2019, quando a Terra está em plena decadência. O futuro, porém, apresenta uma estética um tanto retrô, inspirada em filmes noir, quadrinhos de ficção científica franceses e em Metrópolis (1927), de Fritz Lang (outro clássico). Há gigantescos outdoors eletrônicos em uma “cidade falante”, androides virtualmente idênticos a humanos, carros voadores, computadores… e, por outro lado, guarda-chuvas, ventiladores e jornais impressos (na visão de Scott, está resolvida a tal polêmica quanto ao fim do jornal devido ao avanço da internet). A mistura de passado e futuro mostra novos tipos de exclusão social – principalmente tecnológica – , dá um tom atemporal à trama e a torna ainda mais propícia à mitificação por parte dos fãs.

Harrison Ford é o detetive Rick Deckard, encarregado de exterminar os andróides

Nesse cenário, o detetive Deckard é convocado para um último trabalho: exterminar alguns androides rebeldes da geração NEXUS 6, a mais avançada, superiores em força e agilidade, com inteligência no mínimo igual à dos engenheiros genéticos que os criaram (alguns, com o requinte de memórias artificiais implantadas, são tão perfeitos que podem não conhecer a própria natureza). Os quatro replicantes que serão perseguidos por Deckard teriam invadido a Terra para descobrir uma maneira de prolongar seu tempo de vida e questionar os desígnios do “criador”.

Entre as modificações importantes nas diferentes versões do filme, há as impostas à primeira, para torná-lo mais digerível – com redução da violência, inserção do texto em off de Deckard explicando os acontecimentos (que Harrison Ford detestou gravar), e o acréscimo de um final feliz improvisado - a viagem de carro, na verdade emprestada de O Iluminado: cenas inéditas descartadas no último corte por Stanley Kubrick. Já a versão do diretor traz uma sugestão de que Deckard poderia ser um replicante.

Daryl Hannah, em começo de carreira, interpretou a androide Pris

O FRANKENSTEIN QUE DEU CERTO

A trama coloca em evidência a ética duvidosa que rege alguns avanços científicos. O tema antigo (nem por isso menos atual e interessante) trabalha o grotesco em uma das (diversas) releituras do Frankenstein de Mary Shelley, resgatando a reflexão de até que ponto homens podem tornar-se monstruosos ou monstros são capazes de revelar-se humanos. Com tantos recortes e acréscimos, aliás, o próprio filme pode ser considerado um Frankenstein.

A trilha sonora de Vangelis é uma preciosidade a mais, que sublinha instantes dramáticos com maestria, realçando a insegurança de um mundo repleto de explosões e abismos (físicos, éticos, afetivos), e confere uma delicadeza sensual para os momentos românticos. Mas ela também não escapou da saga de reedições. As oficiais foram: a do lançamento, em 1982, com faixas executadas pela New American Orchestra; em 1994, a trilha sonora original, com composições de Vangelis não utilizadas no filme e, em 2007, uma nova edição, com músicas extras.

Ouça o blues Memories of Green, tema de amor para Deckardt (Harrison Ford) e Rachel (Sean Young), com uma seleção das cenas românticas do filme:

Imagem de Amostra do You Tube

Outro fator que contribuiu para Blade Runner não ser esquecido com o passar do tempo é o  tema. O gênero ficção científica, no cinema ou em outros formatos estéticos, muitas vezes utiliza seres, tempos e mundos diferentes para falar… da humanidade. Os replicantes querem aumentar seu curto tempo de vida. E quem de nós não pensa que a vida deveria ser um pouco (ou muito) mais longa? A diferença, no caso, é que eles podem encontrar, em carne e osso, o seu “deus” que, em muitos aspectos, não é nem um pouco superior, para pedir explicações e acertar contas…

O ator holandês Rutger Hauer em cena emblemática do filme

Harrison Ford deu ao detetive relutante não só verossimilhança, mas ao mesmo tempo frieza e sensibilidade. Através de seus olhos, conhecemos, com espanto e ironia, a estranha distopia futurística. Deckard, que não gosta nem um pouco do trabalho que precisa realizar, é o exterminador e, contraditoriamente, quem mais se deixa sensibilizar pela “humanidade” dos androides.

A sequência antológica, inesquecível, é quando o detetive finalmente testemunha essa humanidade em sua forma mais comovente, com o gesto (de compaixão?) do replicante Roy Batty (Rutger Hauer). Hauer, aliás, tem parte considerável de responsabilidade pela cena marcante, pois modificou o texto e deu a ideia de acrescentar a pomba, cujo voo é o ponto final (ou talvez as reticências) para a bela frase que ficou na história do cinema.

Veja um trecho da sequência antológica do confronto entre Deckard (Ford) e Batty (Hauer)

Imagem de Amostra do You Tube

Roy lamenta que, com sua morte, todos os momentos únicos vivenciados por ele fiquem “perdidos no tempo, como lágrimas na chuva”. E não é este o destino de nossas vidas? O fim de cada instante, por mais intenso e belo, no qual compartilhamos a força e a fragilidade, os defeitos e virtudes que nos tornam tão mortais e maravilhosamente humanos?

Ficha Técnica

BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDROIDES (Blade Runner, EUA, 1982), de Ridley Scott. Com Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, M. Emmet Walsh, Daryl Hannah, William Sanderson, Brion James, Joe Turkel, Joanna Cassidy. Warner. 118 min.

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DVD/Crítica – MILLENNIUM – quando a refilmagem supera o original

Publicado em 15/06/2012 - 19:29 por | Comentar

Categorias: DVD-BLURAY/CRÍTICA

David Fincher (diretor de A rede social, O Curioso Caso de Benjamin Button, Zodíaco, Se7en, Clube da Luta, Alien 3, entre outros.) retoma a história de Stieg Larsson e realiza uma refilmagem incrivelmente mais competente do que sua versão original. A produção acaba de chegar às locadoras em DVD 

 

Há três elementos que perpetuam a refilmagem de Millennium – baseado na obra de Stieg Larsson – como superior à sua versão original dirigida por Niels Arden Oplev: David Fincher, Daniel Craig e especialmente Rooney Mara.

Confesso ter ficado receoso quando soube que Hollywood estaria preparando a refilmagem de uma obra que havia sido lançada apenas dois anos antes. Entretanto, ao saber que seria David Fincher o realizador da refilmagem, acalmei meu espírito, por sê-lo um dos meus diretores favoritos e um talento da atualidade.

David Fincher em ensaio fotográfico

Estrelando Rooney Mara como Lisbeth Salander e Daniel Craig com Mikael Blomkvist, você pode até pensar – como outros críticos já comentaram – que não há absolutamente nenhum motivo para passar duas horas e meia assistindo a um filme do qual já se conhece a chave do mistério. O motivo, porém, não é apenas um, mas vários. A composição da personagem de Rooney Mara é absolutamente brilhante e se sobressai àquela Lisbeth Salander vivida por Noomi Rapace – a imprevisibilidade é o ponto chave da personagem de Mara, sua hostilidade contraposta à sua fragilidade, a indiferença contraposta à paixão. Sim, Lisbeth é uma personagem intimidante e hostil, entretanto, em passagens importantes da narrativa – especialmente no final – são expostos sentimentos frágeis e fraternos da moça. A narrativa seca, pálida e gelada é, também, muito mais bem resolvida do que a de seu original, pois o vínculo estabelecido por Mikael e Lisbeth é tão melhor construído que quase esquecemos o mistério que envolve o sumiço de Harriet Vanger.

Assim como a primeira filmagem, Millennium – os homens que não amavam as mulheres conta a história de um assassinato não solucionado há mais de 40 anos visto por dois prismas – que mais tarde se encontraram e se transformarão na dinâmica principal do filme -, pelo jornalista Mikael Blomkvist e pela investigadora/hacker Lisbeth Salander. O velho Henrik Vanger – vivido por Christopher Plummer – é um empresário de sucesso, atormentado pelo sumiço de sua sobrinha Harriet, a qual ele jura ter sido assassinada por algum membro de sua própria família. Já havia passado 40 anos quando Mikael foi contratado por Henrik para solucionar o “Caso Harriet”, o timing era perfeito, o jornalista acabara de se envolver em uma controvérsia em sua revista Millennium, e, estava sendo processado por difamação; a recompensa que Henrik oferecia a Mikael era tudo o que ele precisava para reaver seu bom nome de jornalista e provar que estava correto a respeito da denúncia que fizera em sua revista.

Lisbeth foi a intermediária entre Henrik e Mikael – realizando o dossiê pessoal solicitado pelo advogado dos Vanger antes que o jornalista fosse contratado para a investigação –, e, por meio desse intermédio é que se envolve na investigação de Harriet.

Millennium – os homens que não amavam as mulheres já estava fadado ao sucesso desde sua abertura, quando toca Immigrant Song da banda Led Zeppelin em meio a uma verdadeira confusão visual de artes plásticas de cor negra. Millennium é impecável visualmente, a fotografia de Jeff Cronenwerth e o design Donald Graham Burt transformam, da Suécia à Inglaterra – muitas das locação usada no filme numa branquidão claustrofóbica, enfatizando também sua trilha sonora que não erra em momento algum.

David Fincher é um grande diretor, não há dúvidas a respeito, bastou somar seu talento – aliado à sua equipe – e o dos atores Daniel Craig e Rooney Mara – já mencionei “especialmente Rooney Mara?” -, para elevar a história de Stieg Larsson a outro patamar. Millennium, nesta nova versão é infinitamente superior à sua primeira filmagem.

Ficha Técnica

Millennium – os homens que não amavam as mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo, EUA, Suécia, Alemanha e Reino Unido, 2011) dirigido por David Fincher e estrelado por Rooney Mara, Daniel Craig, Christopher Plummer e Stellan Skarsgard. 158 minutos. 16 anos.

Confira o trailer de Millennium: Os homens que não amavam as mulheres

Imagem de Amostra do You Tube

 

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