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Festival de Cannes-2011 – os primeiros premiados

Publicado em 22/05/2011 - 8:50 por | Comentar

Le Havre, de Aki Kaurismaki, L’Exercise de L’Estat, de Pierre Schollet, Take Shelter, de Jeff Nichols, Arirang, de Kim Ki-Duk, Hauf Freier Strecke, de Andreas Dresen, Elena, de Andrey Zvyagintsev, Be Omid é Didar, de Mohammad Rasoulot, This Must be the Place, de Paolo Sorrentino, El Maintenet on va Ou?, de Nadine Labaki, The Artist, de Michel Hazanavicus, e Skoonheid, de Olivier Hermanus, foram os primeiros vencedores do Festival de Cannes em suas diversas mostras paralelas. La Havre (foto abaixo) deu a Kaurismaki o prêmio de melhor diretor

A premiação do Festival de Cinema de Cannes não se restringe à Palma de Ouro, a qual deve ser anunciada nesta manhã de domingo aqui no Brasil – na França, também é domingo. E hoje, 22, é o último dia. Os júris das diversas mostras paralelas já anunciaram seus vencedores. Conheça-os e fique torcendo para que tenham seus direitos de exibição adquiridos para o Brasil.

Prêmio Fipresci, da Crítica Internacional
LE HAVRE
(Finlândia-França), de Aki Kaurismaki – garoto imigrante da África que entrou clandestinamente no norte da França e é perseguido pela polícia, ganha a ajuda de um boêmio. O júri foi presidido por José Carlos Avellar – que foi um dos professores no curso de cinema que fiz em 1971 na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Veja o treiler de La Havre.

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Prêmio Fipresci, Semana da Crítica
TAKE SHELTER
(EUA), de Jeff Nichols – atormentado por uma série de sonhos e visões apocalípticas, um pai se angstia perante a dúvida de ter condição de proteger a sua família de uma tempestade que se aproxima.

Veja o treiler.

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Prêmio Fipresci, Mostra Um Certo Olhar
L’EXERCISE DE L’ESTAT
(O Exercício do Estado, Bélgica-França), de Pierre Schollet – enfoque da trajetória de um irascível duro político que assume o ministério dos transportes e tenta impor as suas condições de trabalho entre tensão e pressões.

Confira o treiler.

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Mostra Um Certo Olhar – melhor filme
ARIRANG
(Coréia do Sul), de Kim Ki-Duk – as angústias do diretor sul coreano em 3 momentos distintos de um perído em que esteve isolado de tudo e de todos e resolveu fazer um filme sobre as suas inquietações e ansiedades.

Confira o intrigante treiler de Arirang.

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HAUT AUT FREIER STRECKE (Parada em Pleno Vôo, Alemanha), de Andreas Dresen – a partir do recebimento da notícia de que está com um âncer inoperável ma cabeça, um homem entra em processo de angústia e de busca e entendimento da morte. O Júri teve a previdência do cineasta sérvio Emir Kusturica

Veja o treiler.

Melhor Diretor
Mohammad Rausolot, por Be Omid is Didar (Irã) .

Prêmio Especial do Júri
Be Omid is Didar
(Adeus, Irã), de Mohammad Rasoulof – A luta de uma mulher para obter um visto de saída do país, o qual tem de ter uma autorização do marido, mas ele está viajando. O diretor Rasoulof, que tinha sido impedido pelo governo de apresentar seu filme, foi liberado a tempo de receber o prêmio.

Prêmio Especial do Júri – dividido
ELENA
(Rússia), de Andrey Zvyagintsev – a luta de uma mulher idosa que utiliza o dinheiro do marido rico para resgatar o filho do alcoolismo e conceder melhores condições de vida à sua família.

Júri Ecumênico – dedicado à temática de amor e paz
THIS MUST BE THE PLACE
(EUA-Itália), de Paolo Sorrentino – Sean Penn interpreta um judeu em busca de suas raízes em uma jornada interior de maturidade, reconciliação e esperança, segundo o júri.

Veja o treiler.

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Júri Ecumênico – Menção Honrosa
LA HAVRE
(França) – Ressaltado como “uma ode à esperança, à solidariedade e a fraternidade”.

Júri Ecumênico – Menção Honrosa
EL MAINTENANT OU VI OÙ?
(E agora, Para Onde Vamos?, Líbano-França), de Nadine Lanaki – Destacado pela exposição “dos habitantes de um vilarejo disposto a tudo para preservar a paz entre duas comunidades que vivem no mesmo lugar”.

Palma Dog – para o melhor cachorro em cena
THE ARTIST
(França), de Michel Hahazavicius – o terrier Uggy, que se torna o melhor amigo de um astro dos filmes mudos que entra em decadência quando começa a surgir o cinema sonoro.

Queer Palm – para o melhor filme com temática homossexual
SKOONHEID
 (França-África do Sul), de Oliver Hermanus - um pai de família de meia idade se apaixona por um rapaz de 23 anos, filho de um velho amigo.

Confira o treiler.

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Festival de Cannes–2011 – a receptividade dos filmes

Publicado em 21/05/2011 - 23:13 por | Comentar

 O Festival de Cinema de Cannes-2011 termina neste domingo. Após a confusão envolvendo o cineasta dinamarquês Lars von Trier e suas infelizes declarações, acontecimentos mais importantes mereceram destaque, como a receptividade dos filmes, por exemplo. Sim, porque são essas produções em exibição, tanto na Mostra Competitiva, quanto nas paralelas, que nos interessam diretamente, pois as estaremos assistindo a partir de 3 de junho

IRANIANOS CLANDESTINOS – Dois cineastas estão presos sob a acusação de conspiraram e produzirem propaganda contra o regime de Mahamoud Ahmadinejad: Jafar Panahi e Mahammed Rasoulud. O segundo, assistente de direção de Panahi, está com um filme em Cannes, Adeus, aplaudido de pé na Mostra Um Certo Olhar. Segundo os comentários, o filme aborda o drama de uma advogada que deseja sair do país, mas é impedida devido a exigência da autorização do marido, o qual se encontra no exterior. O enredo, também, aborda o aberto e é uma reivindicação de liberdade para as mulheres iranianas.

Nesta sexta, 20, This Is not a Film, dirigido por Mojtaba Mirtahasebi, tem Panahi – condenado a 6 anos de prisão a 20 sem exercer a profissão – como único ator, Em uma sala superlotada (muita gente ficou de fora), comoveu a platéia. É um registro, através do diário do cineasta, dos acontecimentos que o levaram a ser excluído da sociedade e a solidão de estar confinado à própria casa, sem poder sequer trabalhar. “Quando a escuridão dominar, não use uma espada, acenda uma vela”, afirmou Mirtahasebi, lembrando o profeta persa Zaratrusta para expressar a ausência de liberdade. Com a iguana de estimação sempre presente em cena, Panahi lê o roteiro do filme que faria, coloca-se no lugar dos atores enquanto se desloca no espaço de quarto de mentira demarcado com fitas. É na época das ditaduras que nós, simples humanos, arrancamos a expressão da criatividade. Resta aguardar que o filme seja comprado por algum distribuidor brasileira. Vamos saber de André Sturm. Ele é o dono da distribuidora Pandora Filmes.

BERNARDO BERTOLUCCI – Na quarta feira, 18, Bernardo Bertolucci, o último grande cineasta italiano, recebeu de Robert De Niro, a Palma das Palmas, o prêmio honorário do Festival. O cineasta concorreu à Palma de Ouro em 1981, com A Tragédia do Homem Ridículo, e em 1996, com Beleza Roubada. Em 2003 realizou Os Sonhadores (2003), e, pouco depois, apanhado pela fatalidade de uma mal sucedida cirurgia na coluna, locomove-se em uma cadeira de rodas. Aos 71, superou o período de impacto e depressão e diz-se remotivado a voltar a filmar, em patrte, graças ao filme Avatar, de James Cameron. “Adorei Avatar”, disse. O cineasta vai rodar, em 3D, Io e Te (Eu e Você), a adaptação do romance do italiano Niccolo Ammaniti, que conta a história de um adolescente que se refugia no sótão da casa a fim de fugir o bullying na escola e dos problemas que afetam, até receber a visita de uma colega que tenta resgatá-lo da auto-exclusão.

A ÁRVORE DA VIDA ENTRE PALMAS E VAIAS – O filme mais aguardado da Mostra Competitiva, A Árvore da Vida, do estadunidense Terrence Malick, começou com uma enrme fila para vê-lo às 8h da manhã, e, depois de 2h20 de duração, a platéia se dividiu entre aplausos e vaias. Pelos comentários, vislumbramos que Malick fez uma obra puramente filosófica, com longas cenas de contemplação da natureza e de fogos e explosões, além de imagens do universo – uma recorrência a criação cósmica via a Teoria do Big Bang – e de discussões religiosas – via personagens, uma família que não consegue se ajustar após a morte de um dos 3 filhos. Este é o 5º filme de Malick em 5 décadas. Minha expectativa é estarmos diante de uma obra-prima. Comece essa reflexão assistindo ao novo treiler.

Veja o treiler de A Árvore da Vida.

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O ARTISTA MUDO QUE DEVERTE – A grande surpresa, segundo a crítica, foi uma produção francesa muda e em preto e branco, O Artista (The Artist). Quem entrou com o pé atrás, saiu sorridente após a projeção com pouco mais de uma hora. Ambientado na Hollywood de 1927, acompanha o drama de um ator de cinema cuja carreira entra em decadência com a chegada do som. “Pela falta da fala, é um filme das emoções, das sensações”, disse o diretor Michel Hazanavinicius na coletiva. É possível que a película chegue ao Brasil, pois é distribuída pela Warner Bros. Caso sim, seu destino será os circuitos de filmes de arte. Exibido fora de competição.

Confira o treiler de O Artista.

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INQUIETOS E A ONIPRESENÇA DA MORTE – Bem recebido, Inquietos (Restless), a nova criação de Gus Van Sant (que em 2003 ganhou a Palma de Ouro com Elefante) abriu a Mostra Um Certo Olhar. Produzido por ele e a atriz Bryce Dallas Howard e com distribuição garantida também pela Warner Bros, desenvolve a história de um jovem casal (Henry Hopper, filho do recém falecido Dennis Hopper), e Mia Wasikowska (a Alice no País das Maravilhas) cuja garota sofre de câncer e, no leito de um hospital, conversa com o espírito de um jovem aviador japonês morto durante a 2ª. Guerra Mundial. Van Sant, realizador de Gênio Indomável (1997) e mais recentemente, de Milk – a voz da igualdade (2009), disse ter feito um filme sobre a amizade em tempos difíceis. “Um filme memorável”, sinaliza a crítica.

Confira o treilerde Inquietos.

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PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN – Considerado o filme mais perturbador do Festival, Precisamos Falar Sobre Kevin (We Need to Talk About Kevin), da escocesa Lynne Ramsay, aborda a relação desastrada e tensa entre um adolescente sádico e sua mãe irascível (Tilda Swinton), cujo resultado é um violento ataque a uma escola, o clímax chocante da história. “Um drama sombrio” tem sido a mais referente ao filme, também citado como tenso e trágico. “Às vezes uma criança nasce e você não sabe quem ela é”, comentou a cineasta durante a coletiva. “O filme não é sobre um ataque a uma escola, é sobre um relacionamento mãe-filho. É sobre o sentimento de culpa”, finaliza. O filme foi amado, pelos que o aplaudiram ao final, e odiado, pelos que o abandonaram durante a projeção.

A NOVA A BELA ADORMECIDA – Outro filme impactante, Sleeping Beauty, da australiana Julia Leigh, também incomodou aos críticos. Conta a história de uma universitária que se prostitui pela falta de dinheiro, aceitando ser drogada para dormir antes de ter o corpo explorado por homens bem mais velhos. A penetração é proibida, mas tudo o mais está liberado. Com o tempo, ela se interessa em saber o que ocorre enquanto está drogada. O filme é a adaptação do romance homônimo da própria cineasta e foi citado como “elegante”.

Confira o treiler.

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UNLAWFUL KILLING E A MORTE DE DIANA – Outro filme agitou Cannes: Unlawful Killing, documentário dirigido pelo ator britânico Keith Allen, tenta provar que a princesa Diana e o seu namorado, o milionário Dodi Al-Fayed foram mortos a mando de Phillip, o marido da rainha Elizabeth. Produzido sob os auspícios de Mohammed al-Fayed, o pai de Dodi, o filme procura provar a afirmação conspiratória do milionário egípcio, o qual acusa a realeza britânica que tê-los assassinados. O motivo: o ódio de vê-la casar-se com um muçulmano. E o instrumento de investigação é o inquérito feito pelas autoridades britânicas em 2007/2008 para apurar a causa (ou as causas) da morte da princesa e seu namorado. O filme procura mostrar que, na verdade, essa aparação serviu mesmo foi de acobertamento dos fatos que promoveram o atentado. A produção inclui, ainda, a polêmica sequência fotográfica feita por um paparazzo, a qual mostra os últimos momentos de vida da princesa Diana. À agência Reuters, os realizadores afirmaram que “a foto já foi publicada integralmente antes em muitas partes do mundo” e que foi comprada de uma revista italiana que a publicara e se encontra disponível na internet. Resultado: o filme foi arrasado pela crítica e a imprensa acusa o diretor de ter recebido dinheiro do milionário egípcio para fazer um filme com a teoria da conspiração dele. Foi exibido fora de competição.

Veja o treiler de Unlawful Killing.

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Festival de Cannes expulsa Lars Von Trier

Publicado em 19/05/2011 - 13:11 por | Comentar

A decisão saiu agora há pouco. O cineasta dinamarquês Lars Von Trier, que concorre à Palma de Ouro no Festival de Cannes com o drama Melancolia, foi considerado, em nota oficial, “persona non grata” pela direção do evento. O caso deverá ter outros desdobramentos

“O Festival de Cannes se oferece aos artistas de todo o mundo como um fórum excepcional para apresentar seus trabalhos e defender a liberdade de expressão e criação. O Conselho dirigente do Festival realizou uma reunião extraordinária nesta quinta-feira, 19 de maio de 2011, lamenta profundamente que este fórum tenha sido usado por Lars Von Trier para exprimir as suas observações, que são inaceitáveis, intoleráveis, e contrária aos ideais de humanidade e generosidade que presidem a própria existência do Festival. O Conselho administrativo do Festival condena firmemente esses comentários e declara Lars Von Trier uma persona non grata no Festival de Cannes, com efeito imediato”. Este é o teor da nota oficial do Festival, cujo resultado é a expulsão imediata do cineasta.

Reconstituindo o caso: na terça, 17, Melancolia, de Lars Von Trier, teve exibição e acolhida entusiástica pelo público e a crítica, diferentemente do que ocorrera no ano passado, com AntiCristo. Ontem, 18, na sessão de entrevistas sobre o filme, ao lado as atrizes Kirsten Dunst Charlotte Gainsbourg, Von Trier respondiabem humorado às perguntas sobre sua obra. “Não é um filme sobre o fim do mundo, e sim sobre um estado de espírito. Já passei por fases melancólicas na vida. Justine (personagem vivida por Kirsten Dunst) acha que o casamento vai lhe tirar da melancolia, mas isso obviamente não acontece”. Ainda explicando o filme, ele revelou ter influências de 3 falecidos cineastas, o russo Andrei Tarkovski, o italiano Michelangelo Antonioni e o sueco Ingmar Bergman. “Ainda não sei bem. Talvez esse filme seja uma porcaria. É, acho que tem uma grande chance de ser!”, disse, o que provocou risos entre os jornalistas.

O constrangimento teve início quando um repórter lhe perguntou sobre as suas raízes alemãs. Para a surpresa de todos, Trier respondeu que “eu gostaria de ser judeu, e então, descobri na verdade que eu era um nazista. Você sabe, porque minha família era alemã, Hartmann, o que também me dá um certo prazer”.

Na continuidade da resposta, disse “eu compreendo Hitler. Acho que ele fez algumas coisas erradas, sim, com certeza, mas eu consigo vê-lo sentado em seu ‘bunker’ no final”.  Ao seu lado, a atriz Kirsten Dunst virou-se para Charlotte e murmurando pronunciou um “Meus Deus!”, que ouvido pelo cineasta, obteve outra observação: “mas eu tenho um argumento no final disto”.

“Estou apenas dizendo que acho que entendo este homem. Ele não é o que você poderia chamar de um cara legal, mas sim, eu entendo muito a seu respeito, e sinto por ele um pouco de compaixão, sim. Mas vá lá, eu não sou a favor da Segunda Guerra Mundial. E não sou contra os judeus”, complementou. Na continuidade, atacou Israel e fez elogios ao arquiteto do III Reich, Albert Speer. “É claro que gosto muito dos judeus, mas nem tanto, porque Israel é um pé no saco. Mesmo assim – como é que eu termino essa frase? – eu apenas gostaria de dizer, sobre a arte, que gosto muito de Speer”. Após elogiar o talento do arquiteto de Hitler, finalizou: “O. K., então, sou um nazista!”.

A declaração do cineasta, que no início foi recebida entre risadas e sustos, rapidamente criou uma tempestade devastadora sobre Cannes. Sentindo o peso da declaração, a assessoria de imprensa divulgou uma nota à imprensa, na qual ele pede desculpas. “Se eu magoei alguém nesta manhã com as palavras que disse durante a coletiva, sinceramente peço desculpas. Eu não sou antissemita ou tenho qualquer tipo de preconceito racial, nem sou um nazista” – Lars Von Trier. Aparentemente, tarde demais.

Na manhã de hoje o Conselho administrador do Festival decidiu expulsá-lo, sumariamente. Lars está impedido de chegar a 100 metros e muito menos ingressar no Palácio dos Festivais, local das exibições. Haverá resposta de Von Trier e outros desdobramentos? Bem, o festival continua até o domingo, dia 22. Lembrando que o Festival de Cannes, em 2000, premiou Von Trier com a Palma de Ouro com o horroroso Dançando no Escuro

Por declarações infelizes como esta, o ator Mel Gibson não encontra mais espaço em Hollywood, já que ninguém quer trabalhar ao seu lado. O filme Um Novo Despertar (The Beaver), dirigido por Jodie Foster e também em exibição em Cannes, foi feito antes das gravações que o revelaram ameaçando matar a namorada a russa Oksana Grigorieva, e incendiar a casa, onde viviam com o filho de 8 meses. Lançado nos cinemas dos EUA, o filme foi um retumbante fracasso, mas foi calorosamente bem recebido em Cannes, com elogios à atuação de Gibson.

Após tomar conhecimento da decisão do Conselho do festival, procurado pela imprensa, Lars se mostrou melancólico. Reafirmou não ser nazista e ter sido infeliz nas declarações.

E quanto a Melancolia, o filme? Esse “constrangimento” geral afetará o seu  lançamento em termos de interesse do público? Adquirido pela Califórnia Filmes, estréia aqui no dia 5 de agosto. Não se sabe se em grande circuito comercial ou abrigado pelos Cinemas de Arte.

Veja o treiler de Melancolia.

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CANNES-2011 – o arraso de Penélope

Publicado em 15/05/2011 - 12:01 por | Comentar

O 64º Festival de Cinema de Cannes é um dos mais importantes, ao lado dos de Berlim e de Veneza. E, por isso, obrigatório, para a crítica, o acompanhamento do que ocorre nesses festivais – mesmo que seja de longe, através da internet e do material enviado pelas assessorias de imprensa. E é preciso estar cadastrado para isso.  Profissionalmente, me interessa mesmo é saber da receptividade dos filmes, pois os assistiremos em breve com alguma referência – embora possam não se confirmar. Mas, para se saber dos filmes não é tão fácil assim, pois a mídia, de um modo geral, está interessada mesmo é em destacar os famosos e as celebridades. E, ontem a noite, sábado, 14, ocorreu a primeira exibição, o lançamento mundial de Piratas do Caribe 4 – navegando em águas misteriosas, com a presença dos produtores, do diretor Rob Marshall e o elenco central, formado por Johnny Deep, Geoffrey Rush e Penélope Cruz. E todos os olhares e cliques se voltaram para a espanhola. Penélope Cruz, ao entrar no tapete vermelho do Palácio dos Festivais… encantou… e arrasou

As fotos são da Getty Images, por Pascal Le Segretain.

Confira o primeiro treiler de Piratas do Caribe 4 – navegando em águas misteriosas, apresentado por… Jack Sparrow.

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Woody Allen abre o 64º Festival de Cannes

Publicado em 11/05/2011 - 21:27 por | Comentar

Com a exibição de Meia-Noite em Paris, de Woody Allen, o Festival de Cannes tem início hoje, 4a, 11, com 19 filmes disputando a Palma de Ouro, duas produções clandestinas como atração e algumas das obras mais aguardadas da temporada nas mostras paralelas, nas quais se incluem dois representantes da nova safra brasileira, um deles Abismo Prateado, de Karin Aïnouz

Cannes não é somente um festival de filmes, mas de gente que faz a maior indústria da arte e do entretenimento visual. Pelo seu famoso tapete vermelho irão desfilar cineastas do quilate dos estadunidenses Terence Mallick, Angelina Jolie, Brad Pitt, Robert De Niro e Johnny Deep, os espanhois Pedro Almodóvar, Antonio Banderas e Penelope Cruz, o italiano Nanni Moretti, e a francesa Catherine Deneuve, entre outros. Meia Noite em Paris, comédia romântica de Woody Allen, abre o Festival, nesta quarta, 11, contando três histórias que passam em Paris: uma família estrangeira em mudança para a cidade, um casal de noivos que também pretende lá se casar, e um jovem que busca pela cidade a mulher de sua vida. No elenco, Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard e Carla Bruni, a qual deverá “roubar a festa” com a especulação de que estaria grávida.

Veja treiler de Meia Noite em Paris.

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O marido de Carla, o presidente francês Nicolas Sarkozy, está retratado no drama La Conquête (A Conquista), o qual reconstitui o colapso de seu casamento com a esposa anterior, Cecília, e as eleições de 2007, quando foi eleito.

Veja o treiler de La Conquête.

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Ainda na abertura, a AmFar, organização de luta contra a Aids, prestará uma homenagem à Elizabeth Taylor, que desde 1985 com a morte do amigo Rock Hudson, vítima da Aids, engajou-se na luta contra a doença e, ao falecer, deixou parte de seu espólio, cerca de US$ 600 milhões, para duas entidades de pesquisa da cura da enfermidade.

Os atores Jude Law e Uma Thurman, a atriz e produtora argentina Martina Guzman, o produtor Chinês Nansun Shi, a escritora e crítica literária norueguesa Linn Ullman, o cineastas Oliver Assayas, francês, Mahamat Saleh Haroun, africano, e Johnny To, chinês, formam o corpo de jurados, o qual tem Robert De Niro na presidência.

A grande expectativa que cerca Cannes, neste ano, é a seleção dos filmes, tanto em competição quanto nas mostras paralelas, a qual contempla uma ampla variedade de produções de diversas nacionalidades de enfoque nos problemas sociais e políticos. Um cinema de comprometimento. Uma das atrações de Cannes será a exibição de dois filmes tidos como clandestinos por terem sido às escondidas, os iranianos Be Omid-e Didar (Adeus), de Mohammad Rasoulov, e In Film Nist (Isto não é um Filme), de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb. Atração da Mostra Um Certo Olhar, Rasoulov conta a história de um advogado de Teerã que tenta sair legalmente do país e encontra inúmeras dificuldades, enquanto o de Panahi, cartaz nas sessões especiais, é uma espécie de diário sobre a vida de um artista impedido de trabalhar. O cineasta, condenado a seis anos de prisão e a 20 anos sem filmar, aguarda por um julgamento de recurso.

Outro aspecto relevante em Cannes é o retorno dos grandes cineastas. As maiores expectativas recaem sobre as novas criações de Terence Mallick, A Árvore da Vida; Pedro Almodóvar, A Pele que Habito; Lars Von Trier, Melancolia; além das obras de Nanni Moretti, Habemus Papam, e a nova criação dos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne, La Gamim au Vélo (O Menino na Bicicleta).

 Depois de ter recebido duras críticas, na edkição do ano passado, por não ter selecionado obras feitas por mulheres, nesta ano Cannes apresenta 4: Hanezu no Tsuki, da japonesa Naomi Kawase, We Need to Talk About Kevin, da escocesa Lynne Ramsey, Polisse, da francesa Maïween Le Besco, Sleeping Beauty, da estadunidense Julia Leigh, todas em competição, além de Et Maintenant, on Va Où, da libanesa Nadine Labaki, realizadora do delicioso Caramelo.

A Árvore da Vida, de Mallick, é o mais aguardado e favorito à Palma de Ouro. O treiler, já em exibição nos cinemas, vislumbra um filme filosófico e encantador. Ambientado nos anos 50, conta a história de uma família e seus três filhos. O mais velho, Jack (Sean Penn), fica tão abalado com a morte do irmão mais novo que, mesmo na vida adulta, não consegue superar a perda e empreende uma filosófica busca pelo sentido da existência.

Veja o novo treiler de A Árvore da Vida.

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A Pele que Habito é a primeira experiência de Pedro Almodóvar com o terror psicológico. Baseado no livro Tarântula, do francês Thierry Jonquet, acompanha os esforços de um cirurgião plástico (Antonio Banderas) para encontrar uma pele mais resistente do que a humana a fim de salvar a vida de sua mulher (Elena Anaya), vítima de queimaduras.

Confira o treiler de A Pele que Habito.

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Outra obra aguardada, Melancolia, de Lars Von Trier, aborda o fim do mundo. Durante uma festa, o casal (Kirsten Dunst e Alexander Skarsgard), a dona da casa (Chalotte Gainsbourg), o cunhado (Kiefer Sutherland) e os convidados (entre eles, John Hurt) presenciam no céu o planeta Melancolia em sua rota de colisão com a Terra.

Confira o treiler de Melancolia.

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Na verdade, todos os 19 filmes em competição à Palma de Ouro têm chances de obtê-la. Afinal, foram conferidas previamente. Expectativas com uns, surpresa com outros. Entre as expectativas, Habemus Papam, o novo trabalho de Nanni Moretti, traz Michel Piccoli no papel de um cardeal que entra em estado de pânico quando o nome dele entra na lista de seleção para a escolha do novo papa. Em cartaz há cerca de 15 dias na Itália, o filme provocou a reação do Vaticano, que não gostou nada de ver seus cardeais jogando voleibol. Mas no interior do episcopado católico italiano há divisão: o crítico do “Avvenire” afirmou que o filme apresenta “a morte de uma igreja velha e confusa”, e o crítico da Rádio Vaticano elogiou, afirmando que Moretti faz um “retrato humanizado” dos cardeais e que não há nenhuma caricatura.

Para ter uma idéia, confira o treiler.

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Outros filmes aguardados são as produções estadunidenses This Must be the Place, de Paolo Sorrentino, Sleeping Beauty, de Julia Leigh, considerados obras-primas pela crítica estadunidense, e Michael, o estranhíssimo drama de estréia do austríaco Markus Schleinzer.  This Must be the Place traz Sean Penn (com uma maquiagem bem carregada) no papel de um cantor de rock cujo pai morreu em de Auschwitz durante a 2ª Guerra Mundial e descobre que o comandante do campo de concentração está escondido nos EUA. Ele inicia, então, uma jornada de busca do oficial nazista e ela se torna, também, uma jornada de autoconhecimento.

Veja o treiler de This Must be the Place.

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Escrito e dirigido por Julia Leigh, Sleeping Beauty estava na lista negra dos estúdios desde 2008. Motivo: sexualidade. A trama gira em torno de uma jovem (Emily Browning) que ingressa, por necessidade financeira, na prostituição, e todas as noites, sob o efeito de soníferos, ela dorme enquanto os homens exploram o seu corpo como quiserem. E ela, na manhã seguinte, não se lembra de nada.

Veja o treiler.

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De Michaelpraticamente nada se sabe sobre o enredo, mas seu diretor, Markus Schleinzer, tem a credencial de ser um ex-ator e ter sido o responsável, como diretor de elenco, pela escolha do “cast” de filmes como Professora de Piano, Os Falsários e A Fita Branca. Ou seja, angariou boa experiência acompanhando os trabalhos de cineastas do quilate de Michael Haneke e Ruzowitzky. E pelo treiler, promete ser uma obra inquietante.

Veja o intrigante treiler de Michael.

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Mas, afora os filmes em competição todos os olhares se voltam para os integrantes da Mostra Um certo Olhar, onde são encontradas algumas das pérolas do Festival. O cinema latino está representado por 4 produções. Miss Bala, do mexicano Gerard Naranjo, desenvolve a história de uma mulher (Stephane Sigman) que sonha em ser rainha nos concursos de beleza e tenta agarrar a chance em um financiado pelo crime organizado; Bonsái, do chileno Christian Jiménez, 36, uma co-produção envolvendo Chile, Argentina, França e Portugal, sobre um estudante de literatura que se apaixona por uma garota e, anos mais tarde, contratado por um escritor para transcrever uma novela, resolve contar a história de seu romance com a garota; os brasileiros Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra, um drama em clima de realismo fantástico que conta a história de um casal (Marat Descartes e Helena Albergaria) que começa a se desentender quando ela abre um minimercado e ele é despedido da empresa multicional; e Abismo Prateado, do cearense Karim Aïnouz, inspirado na canção Olhos nos Olhos, de Chico Buarque, traz Alessandra Negrini no papel de uma mulher angstiada por ter sido abandonada pelo marido.

Veja o treiler de Trabalhar Cansa.

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Chama a atenção, entre outros, o novo filme de Gus Van Sant, Restless, de Gus Van Sant, com temática espiritualista sobre uma adolescente (Mia Wasikowska) com uma grave doença que, presa a uma cama de hospital, se comunica com o espírito de um soldado japonês (Ryo Kase) falecido na 2ª Guerra Mundial. Van Sant, um dos mais respeitados realizadores de Hollywood, produz seus melhores trabalhos no sistema independente, como Gênio Indomável (2007), Elefante (2003) e Milk (2008). Este é uma produção da Imagine distribuída por um grande estúdio, a Columbia/Sony.

Confira o treiler de Restless.

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Fora de competição, um dos filmes a chamar a atenção é o indiano Bollywood, the Greatest Love Story Ever Told, de Shakar Kapur (o realizador de Elizabeth 1 e 2, com Cate Blanchett), uma homenagem ao cinema indiano com as cenas de algumas das melhores realizações com os seus característicos quadros musicais.

Confira o treiler.

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Outros que chamam a atenção são The Artist, a ousada criação do francês Michel Hazanavicius que fez um filme musical em preto e branco ambientado em 1927 e com a linguagem do cinema da época; Le Maitre dês Forces de L’enfer, do indiano Rithy Pann, e Um Novo Despertar (The Beaver), da estadunidense Jodie Foster, feito com Mel Gibson – que dizem, nma atuação arrasadora – no papel no papel de um homem que se torna depressivo após a mulher se divorciar dele. O filme foi feito antes dos escândalos de homofobia religiosa e violência doméstica que levaram o ator às manchetes policiais.

Cannes também será palco para as produções “blockbusters” de Hollywood, as quais devem atrair multidões. O Festival terá a primazia de promover a pré-estréia de dois dos mais aguardados filmes da temporada, a animação Kung Fu Panda 2, de Jennifer Yuh, com a voz de Jean Claude Van Damme, e Piratas do Caribe 4 – navegando em águas misteriosas, de Rob Marshall.

Vejao treiler de Kung Fu Panda 2.

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Confira o Treiler de Piratas do Caribe 4.

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 No encerramento, dia 22, será exibido Les Bien-Aimés (Os Bem Amados), de Christophe Honoré, história de amor desenvolvida dos anos 60 ao ano 2000 envolvendo mãe e filha em momentos históricos de transformações políticas e pessoais. No elenco, Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve e Louis Garrel. Algumas produções aguardadas, como On the Road, de Walter Salles, e W. E., estréia da cantora Madonna como diretora, não ficaram prontos a tempo.

Veja o treiler de Les Bien Aimés.

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FESTIVAL DE CANNES-2011 – os filmes em competição

Publicado em 11/05/2011 - 21:18 por | Comentar

Neste ano, 19 filmes concorrem à Palma de Ouro, a qual o cinema brasileiro ganhou uma única vez, em 1962, com O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte. O Brasil não compete à Palma de Ouro desde 2004, quando foi representado por Diários de Motocicleta, de Walter Salles. E esta será mais uma edição em branco para o Brasil

O favorito desta 64ª edição é o estadunidense A Árvore da Vida, de Terence Mallick. O cineasta, que praticamente faz um filme a cada década, é respeitadíssimo pela crítica e de seu novo filme se espera que seja nada mais nada menos do que uma obra-prima. E parte dessa expectativa foi gerada pelo treiler, o qual é simplesmente fascinante ao inserir imagens cosmológicas. Por fora, correm outros favoritos, como os belgas irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, os quais já conquistaram â Palma de Ouro por duas vezes com Rosetta (1999) e A Criança (2005), e agora competem com Le Gamin ao Vélo (A Criança e a Bicicleta), sobre um garoto abandonado num orfanato pelo pai e que recebe a visita de uma bela mulher, dona de um salão de beleza que o tira de lá e com ele passeia de bicicleta aos domingos. O representante do Japão, Hanezu no Tsuki (foto abaixo), de Naomi Kawase, é uma das apostas que correm por fora. 

EM COMPETIÇÃO Á PALMA DE OURO
A PELE QUE HABITO
(Espanha), de Pedro Almodóvar
A ÁRVORE DA VIDA (EUA), de Terence Mallick
DRIVE  (EUA), de Nicolas Winding Refn
FOOTNOTE (EUA), de Joseph Cedar
HANEZU NO TSUKI (Japão), de Naomi Kawase
ISHIMEL (Japão), de Takashi Miike
L’APOLLONIDE (França), de Bertrand Bonello
LE GAMIN AU VÉLO (Bélgica), de Jean Pierre e Luc Dardenne
LE HAVRE (Finlândia-França-Alemanha), de Aki Kaurismaki
MELANCOLIA (Dinamarca), de Lars Von trier
MICHAEL (EUA), de Markus Schleinzer
BIR ZAMANIAR ANADOLÚ’DA (Turquia), de Nuri Bilge Ceylan
PATER (França), de Alain Cavalier
POLISSE (França), de Maïwenn
SLEEPING BEAUTY (EUA), de Julia Leigh
LA SOURCE DES FEMMES (Bélgica-Itália-França), de Radu Mihaileanu
THIS MUST BE THE PLACE (EUA), de Paolo Sorrentino
HABEMOS PAPAM (Itália), de Nanni Moretti
WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN (Reino Unido-EUA), de Lynne Ramsey

veja o treiler de Le Gamin au Vélo, dos irmãos Dardenne.

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MOSTRA UM CERTO OLHAR

Os 2 filmes brasileiros em exibição na 64a. edição do Festival de Cannes, Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra, e Abismo Prateado, do cearense Karim Aïniouz, serão apresentados neste Mostra forade competição. Ambos ainda não têm data de estréia no Brasil.

Abismo Prateado (Brasil), de Karim Aïnouz
Arirang (Coréia do Sul), de Kim Ki Duk
Bonsai (Chile), de Christian Jimenez
Ok-hui-ui Yeonghwa (Coréia do Sul), de Sang-hoo Sang
Et Maintenant, on Va Où (Líbano), de Nadine Labaki
Half auf Freier Streecke (Alemanha), de Andreas Dresen
L’Exercice de L’Etat (França), de Pierre Schöller
Hors Satan(França), de Bruno Dumont
Okohotnik (The Hunter, França), de Bakur Bakuradze
Loverboy (Romênia), de Catalin Mitulescu
Martha Mercy May Marlene (EUA), de  Sean Durkin
Miss Bala (México), de Gerard Naranjo
Les Neiges Du Kilimanjaro (França), de Robert Guédiguian
Oslo, August 31st (Dinamarca), de Joachim Trier
Restless (EUA), de Gus Van Sant
Skoonheid (África do Sul), de Oliver Hermanus
Tatsumi (Singapura), de Eric Khoo
Toomelah (Hong Kong), de Ivan Sem
Trabalhar Cansa (Brasil), de Juliana Rojas e Marco Dutra
Hwanghae (Yellow Sea, Coréia do Sul), de Hong-jin Na

FORA DE COMPETIÇÃO
The Artist
(França), de Michel Hazanavicius
Um Novo Despertar (EUA), de Jodie Foster
La Conquête (França), de Xavier Durringer
Piratas do caribe 4 (EUA), de Rob Marshall

Veja o treiler de Um Novo Despertar, de Jodie Foster.

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SESSÕES ESPECIAIS
Labrador
(Dinamarca), de Frederikke Aspöck
Le Maitrê dês Forges de L’enfer (Camboja), de Rithy Panh
Um Documentaire sur Michael Petrucciani (França-Alemanha-Itália), de Michael Radford
Tous au Larzac (França), de Christian Rouaud

SESSÕES DE MEIA-NOITE
Dias de Gracia
(México), de Everardo Gout
Wu Xia (Tailândia), de Peter Ho-Sun Chan

Confira o treiler de Wu Xia, de Peter Chan.

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