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DIA INTERNACIONAL DA MULHER – da História para o Cinema

Publicado em 08/03/2013 - 14:32 por | Comentar

Mulheres na História e da História para o Cinema. Confira alguns filmes que resgatam as ações e personalidades de mulheres brilhantes e notáveis que enfrentaram as armas, combateram o preconceito, promoveram mudanças sociais, lutaram pelo direito aos próprios, cantaram e expressaram as artes en seus mais diversos campos, e pregaram igualdade, a justiça e o amor. Histórias de grandes e inesquecíveis mulheres

Carmem Miranda

Carmem Miranda

Carmen Miranda

Carmen Miranda – Bananas is myBusiness
(Carmen Miranda – Bananas is my Business, Brasil/Inglaterra, 1995), de Helena Solberg e David Mayer. 95 minutos.

Documentário de longa-metragem que reconstrói a história e a trajetória artística da cantora portuguesa que se tornou uma “célebre brasileira” no mundo do entretenimento com dançariona e cantora, tendo conquistado a fama e Hollywood entre os anos de 1930 e 1950.  (mais…)

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O IMPOSSÍVEL – um espanhol em Hollywood

Publicado em 07/01/2013 - 21:13 por | Comentar

Categorias: HISTÓRIA

Juan Antonio Bayona recusou o convite da produtora estadunidense Summit para dirigir um dos filmes da série Saga Crepúsculo. Ele preferiu continuar investindo em, o seu projeto pessoal sobre o qual estava debruçado há anos

E agora que o filme é um sucesso de público em todo o mundo e eleito pela crítica internacional como uma das dez melhores produções rodadas em 2012, vai ficar difícil para ele não se vergar ao poderio financeiro às condições de trabalho em Hollywood. Já há especulações sobre a contratação dele pela Summit Entertainment (distribuidora de O Impossível nos EUA). Que o talento de Juan Antonio Bayona sobreviva aos projetos popularescos que certamente vão lhe oferecer.

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O IMPOSSÍVEL – a família Alvarez Belón

Publicado em 07/01/2013 - 21:12 por | Comentar

Categorias: HISTÓRIA

Quando da primeira exibição pública de O Impossível, ocorrida no Festival de Toronto em setembro passado, a família Alvarez Belon esteve presente. Foram muitas as entrevistas para a imprensa. Maria esteve sempre a frente. Aos repórteres, chegou a mostrar algumas cicatrizes e disse ainda estar tratando de ferimentos e infecções – mesmo 8 anos depois da tragédia. Não há nada para reclamar, nada nos aconteceu, disse

Enrique Alvarez, Maria Belón e seus filhos Lucas, Thomas e Simão na exibição de O IMPOSSÍVEL no Festival de Toronto-2012

Ela revelou que estava dormindo quando se viu levada pelas águas e no caminho encontrou o filho Lucas, de 10 anos, que a ajudou a subir uma árvore e posteriormente, a andar, após a passagem das diversas ondas, pelo mato encharcado em busca de ajuda. Elogiou a destreza e coragem do filho: sabia que estava pedindo mais do que ele poderia dar. Ele virou adulto em dois dias, ressaltou.

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ARGO/Crítica – Hollywood intervencionista

Publicado em 24/11/2012 - 7:38 por | Comentar

Um falso filme de ficção científica engendrado pela CIA e com o apoio de executivos dos estúdios de Hollywood gerou um plano real de fuga e salvou a vida de seis diplomatas que estavam escondidos no Irã na época em que o iatolá Khomeini assumia o país . Parece mentira ou exagero, mas foi assim que aconteceu

Banner de ARGO

Em 4 de novembro de 1979, enquanto a revolução iraniana atinge seu ápice, militantes atacam a embaixada dos EUA e tomam 52 americanos como reféns. Mas em meio ao caos, 6 pessoas conseguem escapar e se refugiam na casa do embaixador canadense. Sabendo que é apenas questão de tempo até serem encontrados e mortos, o especialista da CIA em “exfiltração”, Tony Mendez (Ben Affleck), arquiteta um arriscado plano para colocá-los com segurança para fora do país.

Hollywood e a política americana estão mais interligadas do que se é divulgado. No início da década de 80, Tony Mendez viu no cinema a ideia perfeita para tirar seis norte-americanos que estavam no Irã, se refugiando na embaixada canadense. Em apenas uma semana, junto com a ajuda do maquiador ganhador do Oscar John Chambers (John Goodman) e do produtor Lester Siegel (Alan Arkin) eles criaram um falso filme de ficção científica, chamado “Argo”, que obviamente não saiu do papel, para poder levar Mendez ao Irã e sair com os seis refugiados.

Pôster do filme fantasma “ARGO”

O ponto de vista político do longa Argo tem sido bastante discutido, porém uma das perspectivas que mais me chamou a atenção na produção, é como a globalização e a “americanização” da cultura pode alterar essas questões políticas de maneira a salvar vidas. Argo mostra que os estadunidenses podem ser tão ufanistas e politicamente envolvidos quanto os iranianos, sendo capazes de criarem planos tão absurdamente improváveis para intervirem em questões e problemas maiores que suas alçadas podem suportar, fazendo nascer o “herói”. É interessante também ver como a cultura e o cinema puderam ligar países quando a educação e filantropia, por exemplo, já não eram opções de ajuda.

John Goodman, Alan Arkin e Ben Affleck em cena de ARGO

Além da questão política, Argo mostra também o quão sedenta por lucros e desestabilizada (mas mesmo assim, ainda digna de credibilidade) Hollywood estava no início da década de 80, sendo possível a criação, aprovação e divulgação de projetos de filmes com roteiros fracos, mas com baixo custo e alta demanda por grandes bilheterias. Diga de credibilidade, pois, uma falsa mistura de Flash Gordon com Star Wars criada em apenas uma semana foi suficiente para repercutir em vários canais de mídia nacionais e internacionais.

Ben Affleck mais uma vez prova que é um diretor de mão cheia e sabe usar misturar diferentes técnicas de filmagem para resultar em um filme maduro, sincero e envolvente. Com uma edição de cena bem construída em perfeita sincronia com uma trilha sonora empolgante, Argo cria momentos de puro êxtase equilibrados com momentos mais dramáticos, onde a tensão se intensifica a ponto de se tornar quase palpável. Destaque também para o trabalho de direção de fotografia e para os atores John Goodman e Alan Arkin. É incrível como uma história real pouco conhecida, e bastante inusitada, somada a uma direção competente e a um dos melhores roteiros do ano pode virar um thriller exemplar.

Ficha técnica

ARGO (Argo, EUA, 2012), de Ben Affleck, com Alan Arkin, Ben Affleck, John Goodman, Bryan Cranston e Clea DuVall. Fox. 100 minutos. 14 anos.

Confira o trailer de Argo.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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CINEMA x CORRUPÇÃO – uma história de escândalos

Publicado em 18/11/2012 - 5:22 por | Comentar

Acompanhando o homem e a sua história, a corrupção se torna, hoje, a maior preocupação dos governos. Endêmica no Brasil, a ladroagem oficial tem ocupado o cinema brasileiro nas últimas décadas, mas parece não haver interesse em colocá-la na ordem do dia

Wagner, o Capitão Nascimento de TROPA DE ELITE 1 e 2, de José Padilha: o herói brasileiro contra a corrupção

Há quem defenda que Péricles (492/429 a.c.), o grande líder político da Grécia antiga, abriu as portas para a corrupção política ao instituir a remuneração para os integrante da boulé, a assembleia restrita dos cidadãos de Atenas encarregada de decidir sobre as questões da cidade. Há quem faça referência quanto a isso, como exemplo, ao fato de Cícero (106/43 a.C), grande orador romano, após atuar como Cônsul e governador de província, ter retornado para casa com uma fortuna financeira, a ponto de não escondê-la de ninguém.

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GONZAGA – DE PAI PARA FILHO – Juazeiro canta a dor do 1º amor

Publicado em 11/11/2012 - 6:48 por | 1 Comentário

Categorias: HISTÓRIA

Nazarena Milfont, a Nazinha, foi o primeiro de Luiz Gonzaga, aos 17 anos. O pai dela, coronel Raimundo Diolindo, um homem rico e poderoso politicamente, não concordou com o namoro e, após ser destratado pelo apaixonado Gonzaga, falou para a mãe dele, D. Santana, que só o tinha matado, porque era filho dela e de seu Januário. O caso de amor rendeu uma das belas e tristes canções da música popular brasileira

Land Vieira e Cecilia Dassi à sombra do juazeiro em GONZAGA – DE PAI PARA FILHO (2012), de Breno Silveira

Foi Nazinha quem escreveu os nomes deles em um pé de juazeiro. Foi saudando a árvore companheira de infortúnio amoroso, que Luiz criou, com o parceiro cearense Humberto Teixeira (1915-79), uma das mais belas canções da história da Música Popular Brasileira, Juazeiro, lançada em 1949.

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LUCASFILMS – de George Lucas para Walt Disney

Publicado em 02/11/2012 - 9:47 por | Comentar

Categorias: HISTÓRIA, MERCADO

Em uma negociação inesperada e surpreendente, a Disney compra os 100% das ações da Lucas Films, tornando-se proprietária de todos os filmes produzidos, incluindo a saga Star Wars, a produtora de jogos de vídeogames  e as demais subsidiárias. Se já era considerado estúdio mais poderoso da indústria de entretenimento do mundo. imagine agora…

Na montagem feita pelo site TheWrap, Mickey Mouse recebe Darth Vader com amor e carinho

Caso estivéssemos às vésperas de primeiro de abril, certamente a notícia seria recebida como mentira. Mas, estamos 1º em novembro, no final do ano de 2012. Mesmo assim, não há como não demonstrar surpresa com a informação que, na tarde da última quarta feira, 30, caiu como uma bomba sobre a imprensa estadunidense, os mercados de ações e os cinéfilos do mundo inteiro.

Por 4,05 bilhões de dólares, a Disney adquiriu os estúdios Lucas Films, criado em 1971 pelo cineasta e produtor George Lucas, em uma transação que pagou uma parte em cash, dinheiro ao vivo, pulando na mão, e outra em ações. A aquisição inclui toda a produção relacionada a Star Wars, todo o acervo de filmes, as tecnologias de filmagem, exibições criadas e ainda a produtora de games LucasArts – de jogos como Kinect Star Wars e Star Wars 1313 (este, previsto para o próximo ano). Ou seja, os conteúdos e as subsidiárias da Lucas Films – simplesmente tudo.

Também contido no contrato de venda da Lucas Films, está a integração do conteúdo de Star Wars aos parques temáticos da Disney em Orlando, Flórida, e Orange (Anaheim), Califórnia, e também no exterior – Paris e Tóquio. Por fim, todos os funcionários da empresa serão mantidos em seus cargos.

Na montagem do blog de cinema, Mickey Mouse leva a Lucas Films para a Disney Company

Afora a surpresa, a imprensa estadunidense, especialmente os grandes veículos do mercado de cinema, ainda tentam avaliar a transação, a qual, como exposto, transforma a Disney na mais poderosa empresa da indústria de entretenimento, não apenas de Hollywood, mas de todo o planeta.

Aliás, a produtora criada pelos irmãos Roy (1893-1971) e Walt Disney (1901-66) em 16 de outubro de 1923, já era vista com esse poder, pois detém 11 parques temáticos sob licenciamentos, várias redes de televisão (como a ABC e a ESPN), além de ter sob o seu controle dois outros importantes estúdios igualmente comprados, como a Pixar (em 2006, por US$ 7,4 bilhões) e a Marvel (em 2009, por US$ 4 bilhões). Tudo sob a administração da Disney Media Networks.

A grande pergunta que não para de ser feita na imprensa dos EUA é: por que teria George Lucas vendido a empresa que ele criou e pela qual se tornou um milionário? Afinal, em setembro do ano passado a revista Forbes, aquela que acompanha e avalia a grana dos ricos do mundo capitalista, estimou o patrimônio líquido do cineasta em 3,3 milhões de dólares.

Mesmo sem ser questionado pela imprensa, Lucas – que tem 68 anos e se aposentou em junho passado, quando passou a presidência da produtora para a amiga e produtora Kathleen Kennedy -, afirmou que foi para desfrutar de “uma aposentadoria tranquila”.

Com tanta grana de aposentadoria, observe: George está sorrindo, chorando ou…

“Estou completamente confiante de que a Disney vai cuidar bem da franquia que eu construí”, complementa Lucas, ao lado do Robert Iger, CEO da Disney. “Ao mesmo tempo, para mim, olho para ela como estou investindo na Disney, porque este é o meu fundo de aposentadoria”, revela. “Está na hora de passar Star Wars para uma nova geração de cineasta”, finaliza.

“Sempre acreditei que Star Wars poderia viver sem mim, e eu acho importante fazer essa transição enquanto estou vivo. Estou confiante que sob a liderança de Kathleen Kennedy, a Lucas Films terá uma nova casa na Disney. ‘Star Wars’ certamente viverá e prosperará por muito mais gerações. A experiência e alcance da Disney dará a Lucas Films a oportunidade de vislumbrar novos caminhos na televisão, mídia interativa, parques temáticos, entretenimento ao vivo e produtos para o consumidor”, disse Lucas.

Corre, à boca miúda em Hollywood, que George Lucas vai investir parte do dinheiro em filantropia no estilo de Bill Gates, 57. Lembrando que, em 2010, ele assinou acordo com o criador da Microsoft quanto a isso, tendo se comprometido a doar uma parte da sua riqueza para as causas filantrópicas em organizações de caridade à sua escolha”.

Robert Iger, CEO da Disney, e Kathleen Kennedy, presidente da Lucas Films Foto: Getty Images

Desdobramentos

Kathleen Kennedy, reboot ou extensão da saga Star Wars, o impacto dos fãs da série e Guerra nas Estrelas no parque temático. Esses são alguns dos temas em desdobramentos.

Kathleen Kennedy, que em junho já tinha sido designada para a presidência da Lucas Films, cuja transição só seria completada no próximo ano, quando se desligaria definitivamente da presidência do estúdio Kennedy/Marshall, terá essa promoção imediata. Kathleen é costumeira produtora dos filmes de Steven Spielberg.

Iger anunciou, imediatamente, para amenizar o impacto e adoçar o negócio como um “bombom” para os fãs de Star Wars, que a primeira produção da Lucas Films na Disney será uma nova trilogia. Falou em um sétimo episódio, mas já há quem na imprensa estadunidense fale em um reboot – um reinício da história.

As duas empresas divulgaram uma foto dos personagens da Disney vestidos com as roupas dos personagens da Lucas Films

Para outros, a previsão é a complementação da saga, a qual, reza a lenda, teria sido imaginada por Lucas com 9 filmes. Assim, haveria um “encerramento” para a saga através de uma “nova trilogia”, na qual serão mantidos todos os elementos clássicos da história que deu origem aos primeiros três filmes. Para não inquietar os fãs, Iger revelou que Lucas será o “consultor criativo” da produção.

“A Lucas Films reflete a paixão, visão e roteiro extraordinário de seu fundador, George Lucas. Essa transação combina um ‘portfólio’ clássico de conteúdo que inclui Star Wars, uma das maiores famílias e franquias de entretenimento de todos os tempos, com a criatividade única da Disney em diferentes plataformas, negócios e mercados, para gerar um crescimento sustentável e conduzir a um valor significativo a longo prazo”, disse, por sua vez, Iger.   O primeiro filme já terá iniciada à sua pré-produção no próximo ano para lançamento em 2015, e os outros dois episódios encerrarão a nova trilogia em 2020 ou 2021. Além disso, será mantida, conforme estabelecido no calendário dos exibidores, a continuidade do relançamento da saga 3D, como Guerra nas Estrelas: episódio II – o Ataque dos Clones em 20 de setembro de 2013, e o terceiro filme, Guerra nas Estrelas: episódio III – a Vingança dos Sith, no mês seguinte, em 11 de setembro.

 

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GUERRA NAS ESTRELAS – o que George disse há 17 anos

Publicado em 02/11/2012 - 9:45 por | Comentar

Em 1995, o crítico de cinema Leonard Maltin fez uma extensa entrevista com George Lucas. À quisa de reflexão e para relacionar as suas afirmações quanto à venda da Lucasfilms, estou resgatando as 3 partes da entrevista, a fim de que você também tire as suas conclusões

George Lucas e Mickey Mouse celebram amizade

Na primeira parte, Maltin expõe as virtudes e a revolução provocadas por Guerra nas Estrelas, e Lucas cita a sua criação como imprevisível, por todas as circunstâncias na época, do gênero e outras coisas mais.

Confira a primeira parte da entrevista, legendada.

Imagem de Amostra do You Tube

Na segunda parte, Maltin faz perguntas sobre a gênese da saga, especialmente em relação Guerra nas Estrelas e O Império Contra Ataca. Lucas fala da história original, o seu desmembramento, a transformação em série. E, também, de Yoda, John Williams e Darth Vader…

Veja a segunda parte da entrevista.

Imagem de Amostra do You Tube

Na terceira parte, Maltin instiga ainda sobre o processo de criação de Star Wars, a saga. E Lucas responde sobre os Ewoks, Chawbacca, Jabba the hutt, os ambientes naturais das histórias e os seus personagens centrais, Luke Skywalker e Darth Vadder, again.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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HASTA LA VISTA! – para você saber e observar

Publicado em 29/09/2012 - 6:55 por | Comentar

Categorias: HISTÓRIA

Alguns detalhes de Hasta La Vista! – Venha Como Você é, podem passar despercebidos e são importantes para um melhor entendimento. Confira alguns desses detalhes e saiba mais sobre Asta Anthony Philpot

ASTA PHILPOT

O diálogo entre os três deficientes e a motorista, em que Phillip fala em flamengo, trata-se de uma língua holandesa que é falada na região norte da Bélgica. No sul do país, se fala também o francês e o alemão. A língua oficial na Bélgica é o neerlandês.

Para saber mais sobre a língua flamengo, acesse, aqui > http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_flamenga

Em 2 momentos, são feitas referências a 2 filmes estadunidenses. No diálogo entre Lars e a garota espanhola (Amanda Hernandez), eles falam, primeiro de …E o Vento Levou (Gone With the Wind, 1939), de Victor Fleming, e, depois de Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003), de Sofia Coppola.

O estadunidense Asta Anthony Philpot nasceu em Miami, Flórida, em 1982 e atualmente mora em Leeds, cidade da Inglaterra. Ele nasceu com uma doença chamada Artrogripose, a qual afeta os braços e limita a capacidade física de movimento.

Para saber mais sobre a artrogipose, acesse, aqui > atigripose, acesse > http://www.sarah.br/paginas/doencas/po/p_12_artrogripose.htm

Em 2006, após visitar bordel exclusivo para pessoas com deficiência, onde deixou a virgindade, Philpot para lá retornou com mais duas pessoas com defiência (um cego e um paraplégico), cuja jornada foi documentada pela BBC em um documentário, For One Night Only (Por Uma Noite Apenas, 2007), produzido pela BBC (Londres).

Para conferir o documentário (em inglês), acesse > http://vimeo.com/5380803

Asta, em seguida fundou a Asta Philpot Foundation, através da qual o passou a defender a legalização da prostituição na Inglaterra como um direito dos deficientes por uma vida sexual, já que costumam ser difíceis as suas relações afetivas.

Para conhecer o site da Asta Philpot Foundation, acesse > http://www.astaphilpot.co.uk/site/Home.html

 

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CIDADE DE DEUS – em 10 anos, as marcas do tempo

Publicado em 01/09/2012 - 7:12 por | Comentários desativados

Categorias: HISTÓRIA, MEMÓRIA

Há dez anos, em 30 agosto de 2002, era lançado nos cinemas brasileiros o filme Cidade de Deus, que conseguiu mais de 3,5 milhões de espectadores na tela grande, foi vendido para mais de 60 países, arrecadou US$ 30 milhões no mercado internacional, conquistou indicações ao Oscar de 2004 em quatro categorias (melhor diretor, roteiro adaptado, edição e fotografia) e reacendeu a polêmica sobre a estética no cinema brasileiro

Entre os diversos prêmios internacionais, o filme recebeu, no 24º Festival Internacional del Nuevo Cine Latino Americano de Havana (Cuba), premiações nas categorias Melhor Filme, Melhor fotografia, Melhor Ator (para o conjunto dos atores) e Melhor Montagem.

Cidade de Deus foi condenado duramente pela crítica brasileira por usar recursos para “embelezar” e espetacularizar a imagem, tornando “glamourosa” a violência e a miséria, resultando em entretenimento fácil e alienante para o público (o que Ivana Bentes denominou de “cosmética da fome”, comparando a produção brasileira até com Falcão Negro em Perigo, filme de ação estadunidense dirigido por Ridley Scott). Ou seja, Cidade de Deus foi considerado o paradigma da antítese aos princípios reivindicados por Glauber Rocha para um cinema brasileiro consciente, no manifesto da “Estética da Fome” (1965). Aparentemente, só existiam duas posições (opostas) possíveis.

O filme de Fernando Meirelles, codirigido por Kátia Lund, foi baseado no livro de mesmo nome de Paulo Lins, ex-morador da favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, que começou como conjunto habitacional encarregado de levar a  miséria para longe do centro urbano. A obra literária traz um mosaico complexo de moradores do lugar. Meirelles percebeu o potencial do livro para ser transformado em filme e quis contar a história do tráfico na favela sob o ponto de vista de quem nasceu lá, em contraposição às leituras sociológicas, tão disseminadas, feitas “de fora”.

Mas eram histórias demais para o padrão de duração de um filme, com 250 personagens. O diretor e o roteirista Bráulio Mantovani selecionaram 30 destes que, depois de mais descartes e fusões, ficaram reduzidos  a 7 ou 8 principais. Começava o preparo do roteiro bem amarrado, a base para conquistar o público nos cinemas do Brasil e do exterior, que teve como marco a exibição fora de competição no Festival de Cannes, no mesmo ano do lançamento, quando recebeu elogios da imprensa internacional.

Até hoje, o ator Leandro Firmino, de 34 anos, é abordado nas ruas como "Zé Pequeno", o traficante que interpretou no longa

Em entrevista recente concedida ao site UOL, Bráulio (que já somou a sua carreira outros trabalhos importantes, como os dois Tropa de Elite, Última parada 174 e O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias) declarou que considera “não ter conseguido escrever outro roteiro tão bom”. De fato, a trama, que prende a atenção, é bem amarrada sob o ponto de vista de Buscapé (Alexandre Rodrigues), além de ter idas e vindas no tempo que cumprem importantes papéis (destacando-se a famosa sequência em que Zé Pequeno – vivido por Leandro Firmino da Hora - invade a “boca dos apês” e reivindica o novo “nome” que substitui o apelido anterior, Dadinho).

Ao roteiro bem desenvolvido, juntou-se uma edição ágil e primorosa, um grupo de atores em sua maioria retirados da própria comunidade, preparados para atuar com grande naturalidade pela diretora de elenco Kátia Lund (depois de Cannes, ela abriu um processo contra Meirelles e a produtora O2, reivindicando maior destaque nos créditos para o seu nome, mas hoje diz que o incidente e seus desdobramentos “são águas passadas”).

Sobre o trabalho desenvolvido com os atores nas oficinas de atuação, Meirelles faz questão de contar o quanto aprendeu, como as experiências serviram até mesmo para aperfeiçoar o roteiro: “Eu e a Katia acompanhamos este processo, doze horas por dia, todos os dias, durante cinco meses. Enquanto eles aprendiam a criar cenas, eu aprendia sobre o meu filme. Eu anotava diariamente as boas idéias, ou diálogos, ou expressões e nos finais de semana passava por email para o Bráulio, em São Paulo. O Bráulio ia incorporando estas idéias, reescrevia e me mandava uma versão nova do roteiro” (trecho de entrevista concedida a Tata Amaral para a Revista Trópico em 2003).

E o filme fez escola, não só no Brasil  (vide os dois Tropa de Elite e outros), como no resto do mundo. Quem Quer Ser um Milionário (2008), que expõe as favelas e a miserabilidade da Índia, grande vencedor do Oscar 2009 (melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, mixagem de som, edição, trilha sonora original e canção original),  foi chamado de “Cidade de Deus indiano”. Comparando a “espetacularização” que caracteriza cada um dos dois filmes podemos, aliás, ter uma diferente graduação para o tal “entretenimento fácil”. As estatuetas do Oscar dadas ao filme dirigido por Danny Boyle já possibilitam uma prévia constatação sobre qual dos dois assume mais plenamente a condição de “filme-espetáculo” (nos moldes da Academia de Hollywood).

Buscapé (Alexandre Rodrigues) entre os traficantes e a polícia em cena emblemática do filme

Assim, não ter sido contemplado em nenhuma das categorias às quais foi indicado não é demérito nenhum para Cidade de Deus,  muito pelo contrário. Eu, particularmente,  gosto de brincar até com uma pergunta: quem sabe Hollywood (que também tem perdido espectadores na telona) não se sentiu mais ameaçada pelas produções brasileiras? Afinal, em comparação com a cultura hindu, a nossa, pelo menos, é do Ocidente, e pode ser melhor assimilada pelos países deste lado do mundo…

O que importa é que há ainda muito a se discutir sobre o impacto de Cidade de Deus para o cinema brasileiro. Os debates têm se diversificado: a ética da estética,  vanguarda versus mercado, o elitismo da crítica acadêmica e o desinteresse das universidades em desenvolver estudos de recepção cinematográfica no Brasil, a conquista de mercado interno, etc…

Mesmo depois de dez anos, Bráulio Mantovani recorda o quanto o filme foi massacrado pela crítica nacional logo depois do sucesso inicial, e destaca uma das afirmações, também lembrada por Fernando Meirelles no 22º Cine Ceará (na entrevista-homenagem aos dez anos de Cidade de Deus, em que o diretor fez parte de uma “mesa de debate” que contou com a presença dos críticos Maria do Rosário Caetano, Ana Maria Bahiana e Luiz Zanin). Que afirmação foi essa? A sentença de que o filme seria esquecido em três meses… o tempo deu a resposta.

Imagem de Amostra do You Tube

Como parte das comemorações de dez anos, os diretores Cavi Borges e Luciano Vidigal estão concluindo um documentário sobre o que aconteceu com o elenco do filme, e pretendem exibi-lo no Festival de Cannes do ano que vem - onde tudo começou…

Cidade de Deus está nas locadoras. Conheça-o ou reveja-o.

Comece pelo trailer, abaixo.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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