Blog de Cinema

Busca


TIME – a eleição dos piores do ano

Publicado em 06/12/2012 - 9:47 por | Comentar

Enquanto algumas revistas, sites e jornais fazem suas listas com os melhores filmes de 2012, a revista elegeu os 10 piores longa-metragens da presente temporada

A VIAGEM, é eleito o pior filme do ano pela revista TIME

A polêmica revista TIME resolveu publicar sua lista com os 10 piores filmes do ano. A lista contém aventuras, dramas, comédias e até uma animação. O pior filme do ano segundo a autora da lista Mary Pols, é A Viagem (Cloud Atlas), ficção científica que ganhou muitos elogios por alguns críticos, porém Pols disse que é “uma fantasia formada por um embaralhado de efeitos e maquiagem”.

(mais…)

Tags: , , , , , , , , , , ,

Melhores de 2011 nos EUA – deu MELANCOLIA, de Lars Von Trier

Publicado em 08/01/2012 - 18:02 por | 2 Comentários

 

Assim como a ABRACCINE, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema, a Associação de Críticos de Cinema dos EUA elegeu os melhores filmes de 2011, em evento divulgado na noite deste sábado, 7, e Melancolia, do cineasta dinamaequês Lars Von Trier foi eleito o melhor filme do ano. Terrence Malick foi eleito o melhor diretor por Á Árvore da Vida. Brad Pitt, pelas atuações em A Árvore da Vida e Moneyball – o Homem que Mudou o Jogo, e  Kirsten Dunst, por Melancolia , foram os melhores atores. O iraniano A Separação, de Ashgar Farhadi, o melhor filme estrangeiro. Outro destaque foi Jessica Chastain, eleita a segunda melhor atriz pelos 3 filmes que fez no ano passado

 


A National Society of Film Critics é composta por 58 críticos de vários estados e tem o critério de eleger, em apenas 10 categorias, o vencedor, seguido do primeiro e do segundo vice. A relação sai, sempre, no mês de janeiro. Nos EUA, no mês de dezembro, as primeiras listas são as das associações dos críticos estaduais. Postei aqui a relação de várias dessas associações – incluindo Nova York, Washington, Boston – e você poderá conferi-las seguindo para a página 2. É relevante conferir as várias listas porque, basicamente, a maioria dos filmes ainda vai ser lançada no Brasil.

Confira os vencedores, lembrando que a vitória de Melancolia representa o primeiro prêmio obtido pelo filme nos EUA e que também foi eleito o melhor do ano pelos críticos europeus.

Melhor Filme
1. MELANCOLIA (Melancholia, Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, 2011), de Lars Von Trier

2. A ÁRVORE DA VIDA, de Terrence Malick

3. A SEPARAÇÃO (Nader az Simon, Irã, 2011), de Asghar Farhadi

 

 

 

Melhor Diretor
1. Terrence Malick, A ÁRVORE DA VIDA

2. Martin Scorsese, A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

3. Lars Von Trier, MELANCOLIA

 

 
Melhor Ator
1. Brad Pitt, A ÁRVORE DA VIDA e MONEYBALL – O HOMEM QUE MUDOU O JOGO

2. Gary Oldman, O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (Reino Unido-EUA)

3. Jean Dujardin, THE ARTIST (França)

 

Melhor Atriz
1. Kirsten Dunst, MELANCOLIA

2. Yun Jung-hee, POESIA (Shi, Coréia do Sul)

3. Meryl Streep, A DAMA DE FERRO (Inglaterra-EUA)

Conheça obelíssimo  trailer de Poesia.

Imagem de Amostra do You Tube

 

Ator Coadjuvante
1. Albert Brooks, DRIVE

2. Christopher Plummer, BEGGINNERS

3. Patton Oswalt, JOVENS ADULTOS

 

Atriz Coadjuvante
1. Jessica Chastain, A ÁRVORE DA VIDA, O ABRIGO, HISTÓRIAS CRUZADAS

2. Jeannie Berlin, MARGARET

3. Shailene Woodley, OS DESCENDENTES


Não Ficção/Documntários
1. CAVE OF FORGOTTEN DREAMS (Canadá, EUA, França, Alemanha, Reino Unido), de Werner Herzog

2. THE INTERRUPTERS (EUA), de Steve James

3. INTO THE ABYSS (Alemanha-Canadá), de Werner Herzog

 

Filme Estrangeiro
1. A SEPARAÇÃO (Irã), de Ashgard Farhadi

2. MISTÉRIOS DE LIBOA (Portugal), de Raul Ruiz
3. O PORTO (Finlândia-França-Alemanha), de Aki Kaurismaki

Veja o trailer de A Separação

 
 

Roteiro
1. Asghar Farhadi, A SEPARAÇÃO

2. Steve Zaillain e Aaron Sorkin, MONEY BALL – O HOMEM QUE MUDOU O JOGO

3. Woody Allen, MEIA-NOITE EM PARIS

 

Fotografia
1. Emmanuel Lubezki, A ÁRVORE DA VIDA

2. Manuel Alberto Claro, MELANCOLIA

3. Robert Richardson, A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

 

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Melhores de 2011 – para você saber o que vai ver de bom em 2012

Publicado em 30/12/2011 - 23:01 por | Comentar

A partir da segunda quinzena deste dezembro, dezenas de críticos e de Associações de Críticos de Cinema de todo o mundo passaram a divulgar as suas listas dos Melhores Filmes do Ano. Estou reproduzindo-as aqui com a intenção de chamar a sua atenção de vocês para esses filmes, já que muitos deles estão programados para ingressar nos cinemas brasileiros. Outrossim, alguns deverão ganhar indicação ao Oscar, cujos concorrentes serão conhecidos na próxima 4ª feira. Portanto, conhecê-los torna-se uma boa dica de bons filmes, os quais você deve anotar em sua agenda 2012

 

Tags: ,

Melhores de 2011 – os eleitos dos críticos de San Francisco

Publicado em 30/12/2011 - 23:01 por | Comentar

A Árvore da Vida, de Terrence Malick, foi o eleito como melhor do ano pelo San Francisco Film Critics Circle. Outras indicações da associação foram Rango, de Gore Verbinski, e Gary Goldman o melhor ator O Espião que Sabia Demais, do inglês Tomas Alfredson. Duas surpresas: oeuropeu Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami, melhor filme estrangeiro, e a indicação da veterana Vanessa Regrave como melhor atriz coadjuvante por Coriolanus, estréia do ator Ralph Fiennes na direção e que tem Gerard Butler no papel central

 


Os eleitos

Filme
A Árvore da Vida (The Tree of Life), de Terrence Malick

Diretor
Terrence Malick, A Árvore da Vida

Ator
Gary Oldman, O Espião que Sabia Demais (Tinker Taylor Soldier Spy, Inglaterra), de Tomas Alfredson

Atriz
Tilda Swinton, Precisamos Falar Sobre o Kelvin (We Need to Talk About Kelvin, Inglaterra), de Lynne Ramsey

Ator Coadjuvante
Albert Brooks, Drive

Atriz Coadjuvante
Vanessa Redgrave, Coriolanus, de Ralph Fiennes

Roteiro Original
JC Chandor, Margin Call – o dia antes do Fim (Margin Call)

Roteiro Adaptado
Bridget O’Connor e Peter Straughan, O Espião que Sabia Demais

Estrangeiro
Cópia Fiel (Copie Conforme, França, Itália, Bélgica), de Abbas Kiarostami

Animação
Rango, de Gore Verbinski

Documentário
Tabloid (EUA, 2010), de Errol Morris

Fotografia
Emmanuel Lubezki, A Árvore da Vida

Citação Especial Para o Cinema Independente Subvalorizado
O Moinho e a Cruz
(The Mill and the Cross, Suécia-Polônia, 2011), de Lech Majewski

O trailer que seleciono para você conferir será uma das maiores atrações do circuito de arte em 2012: O Moinho e a Cruz. Descoberta dos críticos de San Francisco.

Imagem de Amostra do You Tube

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Melhores dos Críticos de Saint Louis

Publicado em 30/12/2011 - 22:59 por | Comentar

A produção francesa The Artist, de Michel Hazavanicius, levou a maioria das indicações aos melhores filmes de 2011 eleitos pela Associação de Críticos de Cinema de Saint Louis. A surpresa é a escolha da aventura de samurai japonesa 13 Assassins, de Takashi Miiki, como a melhor produção estrangeira.  Harry Potter e as Relíquias da Morte 2, de David Yates, também ganhou uma indicação

 

Filme
The Artist (França, 2011), de Michel Hazavanicius.

Diretor
Michel Hazavanicius, The Artist

Argumento Original
Michel Hazavanicius, The Artist

Argumento Adaptado
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rasch, Os Descendentes

Ator
George Clooney, em Os Descendentes

Atriz
Rooney Mara, Millenium – os Homens que não Amavam as Mulheres (2011)

Ator Coadjuvante
Albert Brooks, Drive

Atriz Coadjuvante
Bérènice Bejo, The Artist

Fotografia
Emmanuel Lubezki, A Árvore da Vida

Efeitos Visuais
Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2
, de David Yates

Trilha Sonora
Ludovic Bource, The Artist

Estrangeiro
13 Assassins
(Jûsan-nin no shikaku, Japão, 2011), de Takashi Miiki

Documentário
Being Elmo: a puppeteer’s journey (EUA, 2011), de Constance Marks e Phillip Shane

Comédia
Missão Madrinha de Casamento, de Paul Feig

Animação
As Aventuras de Tintin, de Steven Spielberg

Filme de Arte ou Filme de Festival
Precisamos Falar Sobre o Kelvin
(We Need to Talk Abaou Kelvin, Inglaterra), de Lynne Ramsey

Melhor Cena
Millenium – os Homens que não Amavam as Mulheres,
 (2011) cena inicial

Veja o trailer de 13 Assassins.

Imagem de Amostra do You Tube

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Melhores de 2011 – os eleitos dos críticos de Nova York

Publicado em 30/12/2011 - 22:59 por | Comentar

O New York Film Critics elegeu The Artist, do francês Michel Hazanavicius, como o melhor filme de 2011. Como nas demais associações, houve surpresas: Michael Shannon pelo drama O Abrigo, Meryl Streep por A Dama de Ferro e As Aventuras de Tintin, de Spielberg, melhor animação

 

Confira a premiação

Filme
The Artist (França), de Michel Hazanavicius

Diretor
Michel Hazanavicius, The Artist

Melhor Diretor Estreante
Joe Cornish, Attack the Block

Ator
Michael Shannon, O Abrigo (Take Shelter), de Jeff Nichols

Atriz
Meryl Stree, A Dama de Ferro (The Iron Lady, Inglaterra-França), de Phyllida Lloyd

Ator coadjuvante
Albert Brooks, Drive

Atriz coadjuvante
Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento

Melhor elenco
Missão Madrinha de Casamento
(Bridemaids), de Paul Feig

Roteiro
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, Os Descendentes

Estrangeiro
A Separação (Jodaeiye Nader ez Simin, Irã), de Asghar Farhadi

Animação
As Aventuras de Tintin (The Adventures of Tintin, EUA-França), de Steven Spielberg

Fotografia
Emmanuel Lunezki, A Árvore da Vida

Melhor Uso da Música
Ludovic Bource, The Artist

Atriz de Atuação Poderosa
Jessica Chastain, A Árvore da Vida, Histórias Cruzadas, A Dívida, Take Shelter. Corilanus e Texas Killing Fields.
Confira o trailer de A Dama de Ferro.

Imagem de Amostra do You Tube

Tags: , , , , , , , , ,

Melhores de 2011 – Os eleitos dos Críticos de Utah

Publicado em 30/12/2011 - 22:58 por | Comentar

 

Os críticos do estado localizado nas cinematográficas montanhas rochosas dos EUA consideraram o thriller dramático criminal Drive, estréia do cineasta dinamarquesa Nicolas Winfing Rafn em Hollywood, como o melhor filme do ano. A Separação, do iraniano Asghar Farhadi, o melhor estrangeiro. Senna, o documentário de Afid Karapadia, ficou com a indicação da categoria

 

Filme
Drive, de Nicolas Winfing Refn

Diretor
Michel Haznavicius, por The Artist

Argumento Adaptado
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rasch, Os Descendentes

Argumento Original
Will Reiser, 50% (50/50), de Joseph Levine

Ator
Joseph Gordon Levitt, 50%

Atriz
Michelle Williams, My Week with Marilyn

Ator coadjuvante
Albert Brooks, Drive

Atriz coadjuvante
Amy Ryan, Win Win

Fotografia
Newton Thomas Sigel, Drive

Estrangeiro
A Separação (Jodaeiye Nader az Simon, Irã), de Asghar Farhadi

Documentário
Senna (Inglaterra), de Asif Kapadia

Animação
Rango, de Gore Verbinswki

Veja o trailer de 50%.

Imagem de Amostra do You Tube

Tags: , , , , , , , , , ,

Melhores de 2011 – os eleitos dos críticos de Boston

Publicado em 30/12/2011 - 22:57 por | Comentar

Os 18 críticos cinematográficos de Boston, através de sua entidade, o Boston Society of Film Critics, nomearam o drama The Artist, de Michel Hazanavicius como o melhor filme exibido no estado em 2011. The Artist, que ainda não foi adquirido para o Brasil por nenhuma distribuidora – a razão é que o filme é em mudo e em preto e branco. Uma curiosidade: 5 dos últimos filmes que elegeu nos últimos 8 anos foram premiados com o Oscar de melhor filme. Martin Scorsese foi eleito o melhor diretor por A Invenção de Hugo Cabret, Brad Pitt o melhor ator por Moneyball – o homem que mudou o jogo, e Incêndios, do canadense Dennis Villeneuve, o melhor filme estrangeiro

 

Confira a lista

Filme
The Artist (França), de Michel Hazanavicius

Diretor
Martin Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret

Ator
Brad Pitt, Moneyball – o homem que mudou o jogo

Atriz
Michelle Williams, My Week with Marilyn

Ator coadjuvante
Albert Brooks, Drive

Atriz coadjuvante
Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento

Melhor elenco
Carnage
(França, Alemanha, Polônia, Espanha), de Roman Polanski

Melhor Roteiro
Steve Zaillian, Aaron Sorkin e Stan Chevin, Moneyball – o homem que mudou o jogo, de Bennet Miller

Fotografia
Emmanuel Lubezki, A Árvore da Vida

Documentário
Project Nim (Inglaterra), de James Marsch

Animação
Rango, de Gore Verbinski

Melhor Montagem
Christian Marclay, The Clock

Diretor estreante
Sean Durkin, Martha Marcy May Marlene

Uso de Música no Filme
Drive
, de Nicolas Winding Refn; e The Artist, de Michel Hazanavicius

Special Commendations
Ben Fowlie, Sara Archambault e Sean Flynn, The Clock

Escolhi para você conferir, o trailer de Carnage.

Imagem de Amostra do You Tube 

 

Tags: , , , , , , , , , , , , ,

Melhores de 2011 – os eleitos dos críticos de Washington

Publicado em 30/12/2011 - 22:56 por | Comentar

O Washington DC Area Film Critics, WAFCA, elegeu o francês The Artist ao posto de melhor filme do ano e Martin Scorsese o melhor diretor. George Clooney e Michelle Williams como atores. Outra surpresa: A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar, o melhor estrangeiro

 

 

Filme
The Artist (França), de Michel Hazavinicius

Diretor
Martin Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret

Argumento Adaptado
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rasch, Os Descendentes

Argumento Original
Will Reiser, 50% (50/50), de Joseph Levine

Ator
George Clooney, Os Descendentes

Atriz
Michelle Williams, My Week with Marilyn

Ator Coadjuvante
Albert Brooks, Drive

Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer, Histórias Cruzadas

Melhor Elenco
Missão Madrinha de Casamento
(Bridesmaids), de Paul Feig

Fotografia
Emmanuel Lubezki, A Árvore da Vida

Trilha Sonora
Ludopvic Bource, The Artist

Direção de Arte
A Invenção de Hugo Cabret
(Hugo), de Martin Scorsese

Estrangeiro
A Pele que Habito (Espanha), de Pedro Almodóvar

Documentário
Cave of the Forgotten Dreams (Canadá, EUA, França, Alemanha), de Werner Herzog

Animação
Rango, de Gore Verbinski

Confira o trailer de A Separação.

Imagem de Amostra do You Tube

Tags: , , , , , , , , , ,

Cinema 2011 – os 10 Melhores do ano

Publicado em 27/12/2011 - 11:24 por | 7 Comentários

 

2011 chega ao fim após uma temporada em que 375 filmes transitaram pelos diversos circuitos de cinemas do País, e pouco menos de 300 foram exibidos em Fortaleza. Na tradicional seleção dos melhores do ano constata-se que 2011 foi um ano generoso em filmes de qualidade, especialmente porque, tanto as duas salas do Espaço Unibanco no Centro Cultural Dragão do Mar quanto o Cinema de Arte do Multiplex UCI Ribeiro, redutos da sétima arte em seu estado puro, cumpriram as suas funções. A seleção destacada pelo analista representa escolhas intrinsecamente pessoais, segundo critérios que vão desde a sensibilidade com a qual a obra é recebida, passando por critérios filosóficos e históricos e se desfechando na análise especificamente cinematográfica. Daí, um ou outro título pode gerar discordância por parte de alguns cinéfilos ou de apenas apreciadores do cinema, o que favorece ao crítico a efetuar uma defesa de suas escolhas, colocando-se como um comunicador entre o autor da obra e o público. Na minha escolha essencialmente pessoal, o destaque maior da temporada é o drama A Árvore da Vida, de Terrence Malick, uma obra tão genial quanto 2001: uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick

 

 

Os 10 Melhores

1. A Árvore da Vida
(The Tree of Life, EUA,2011), de Terrence Malick 

2. Em Um Mundo Melhor
(Haevenen, Dinamarca-Suécia, 2010), de Suzanne Bier

3. 127 Horas
(127 Hors, Inglaterra, 2011), de Danny Boyle

4. Homens e Deuses
(Des hommes et des deux, França, 2010), de Xavier Beauvois

5. Namorados Para Sempre
(Blue Valentine, EUA, 2011), de Derek Cianfrance

6. Além da Vida
(Hereafter, EUA, 2010), de Clint Eastwood

7. Tudo Pelo Poder
(The Ides of March, EUA, 2011), de George Clooney
 
8. Um Sonho de Amor
(Io Sono L’Amore, Itália, 2009), de Luca Guadagnino

9. O Palhaço
(Brasil, 2011), de Selton Mello
 
10.  Melancolia
(Melancholia, Dinamarca, 2011), de Lars Von trier

Aponto A Árvore da Vida, de Terrence Malick, como o melhor filme do ano por expressar o Cinema em sua essência, a Arte, ao provocar inquietude, fascínio e reflexão. Obra filosófica impactante e de imagens fascinantes e surpreendentes, nos faz refletir provocando algumas perguntas inquietantes: de onde viemos? Quem somos? Qual o sentido de nossa existência? Ao expressar a percepção de nossa origem cósmica universal e darwinista, natureza e graça como caminhos da existência, o sentido de nossa “origem família” centrada em pai e mãe e na dor da mortalidade do corpo físico, Malick nos leva a ultrapassar, com Sean Penn, o portal que nos leva à praia da certeza da imortalidade da alma e da libertação do espírito, o reencontro de natureza e graça em um só elemento em uma esfera superior. Interpretação religiosa. Sim. Malick fez uma obra descaradamente religiosa com o objetivo de nos fazer pensar sobre o amor, a nossa mortalidade, a Terra que habitamos e o universo cósmico no qual moramos. Afinal, pense: qual é o propósito da existência?

Em segundo lugar, Em um Mundo Melhor, a cineasta dinamarquesa Suzanne Bier coloca o mundo como uma aldeia globalizada para tratar de dois temas: a violência com o alastramento da vingança e a ausência de comunicação entre as pessoas. Nesse processo, a realizadora indica que o mundo globalizado está longe de eliminar alguns dos seus impasses, como a desigualdade social, a miséria, a exploração e a violência. Bier nos deixa uma pergunta inquietante: podemos controlar os males da sociedade como tentamos controlar nossas próprias ações? Sem se desgarrar da esperança, ela nos indica a necessidade do exercício do amor e da pratica do perdão como fontes de combate aos males do mundo. Mas, será que estamos preparados para isso?

No terceiro da lista, 127 Horas, Danny Boyle consegue dinamizar a história real do alpinista Aaron Ralston e dar-lhe a dimensão de um drama humano sobre a insignificância da vida solitária, a tomada de consciência, a luta pela vida, o entendimento de que a existência nada tem a ver com acasos e que, perante a força da natureza, simplesmente existir é o sentido de tudo.


 
Quarto da lista, Homens e Deuses consegue extrair dois temas, a religião e a política, de uma história real ocorrida na Argélia em 1966. O foco, a presença colonialista ocidental no Oriente (os padres rejeitam a proteção militar de um governo corrupto e esse governo vê os colonizadores como atraso social e pilhagem econômica do país) se amplia para a da intolerância religiosa ao focar uma facção islâmica fundamentalistas. Xavier Beauvois filosofa sobre a convivência harmônica com a natureza e os semelhantes e as escolhas dramáticas que somos obrigados a fazer.

Um drama romântico às avessas ocupa o 5º lugar: Namorados Para Sempre.  Segundo filme de Derek Cianfrance, lento e difícil para o público comum pela ausência de ação e de ter em cena apenas duas pessoas conversando, de Hollywood só tem mesmo os atores. É notável a forma como Cianfrance desenvolve, sem pressa e a todo custo grudada à realidade, a tentativa desesperada de um casal, Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling, notáveis), em salvar um casamento que, apesar de ainda se amarem, rola, desgastado, ladeira abaixo. Um filme triste, mas denso, de personagens humanos que falam, brigam e se amam com tal ímpeto que praticamente nos leva a conviver, com eles, as dores de um amor preso a um barco ao sabor do destino.

Além da Vida ocupa o sexto lugar. Clint Eastwood, com base em um argumento do inglês Peter Morgan (de A Rainha), trata da morte como motivo de busca para o entendimento e o significado da existência. Um tsunami e uma experiência de quase morte, um acidente e um irmão repentinamente órfão e um médium resistente em aceitar o seu dom, salientam-se numa história na qual as perguntas ganham caráter filosófico e cujas questões só encontram respostas na espiritualidade.


 
Em sétimo, o “thriller” político Tudo Pelo Poder expõe com contundência o lado sujo das campanhas eleitorais trazendo à tona as entranhas dos partidos políticos. Explorando a luta entre boa vontade versus necessidade dos homens que buscam o poder, o diretor George Clooney situa o homem como um animal político e promovendo reflexão sobre a conduta dos políticos, nos faz inquietantes perguntas: afinal, o que os partidos políticos? Há necessidade de serem como são?

Ocupando o 8º lugar, Um Sonho de Amor trata do processo de mudança na sociedade humana, a substituição dos valores do passado, como as tradições, imposto por uma nova realidade e necessidade de um mundo em veloz universalização, baseada na liberdade, processo esse levado a cabo pela nova mulher. Luca Guadagnino, inspirado em Visconti, conta como isso está ocorrendo através da história de uma mulher que se apaixona por um homem mais jovem.

Em penúltimo lugar, O Palhaço, obra de Selton Mello cujo  enfoque existencialista, a linguagem popular e a reflexão filosófica são as pilastras da sua sólida construção cinematográfica. No primeiro item, as 15 figuras humanas que compõem a trupe e, ao longo da narrativa, os seus diversos personagens secundários que entram e saem de cena; no segundo, os diálogos fáceis e a trilha sonora se unem para criar um canal de comunicação e conquistar a compreensão e a emoção do espectador; e no terceiro, a busca da identidade como metáfora do conhecimento da própria condição humana.

Fechando a lista, Melancolia, o hino de amor de Lars Von Trier a depressão, uma metáfora da tristeza humana nos tempos atuais dos relacionamentos em crise, em que a traição e a indiferença sufocam as emoções. Mesmo não concordando com esse tipo de cinema que trata do desalento e da desistência da vida, esta obra de Trier me incomoda até hoje com os seus momentos de genialidade e outros nem tanto. E quando um filme incomoda e inquieta a esse nível, merece ser destacado como um dos melhores do ano.

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Página 1 de 212

Páginas

Facebook

Editora Verdes Mares Ltda.

Praça da Imprensa, S/N. Bairro: Dionísio Torres

Fone: (85) 3266.9999