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OS CINEMAS E O PÚBLICO – hoje em dia é menos agradável ir ao cinema?

Publicado em 12/05/2013 - 21:41 por | 6 Comentários

Quando escrevi sobre o filme João e Maria – Caçadores de Bruxas, de Tommy Wirkola, um de nossos leitores, Cortes, de São Paulo, enviou um comentário bastante interessante e que chama a atenção. E fizemos por bem colocar em discussão o assunto aqui no Blog de Cinema

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Ainda sou desses frequentadores ferrenhos do cinema. Cheguei a esperar por dois anos para ver À Prova de Morte (Death Proof, 2007), de Quentin Tarantino, na telona, quando praticamente todo mundo já o havia baixado na internet, pois nem sempre dá para esperar pela boa vontade de distribuidoras e exibidores.

Mas Cortes destacou 3 problemas: o da falta de educação do público, principalmente com o mau uso dos aparelhos celulares, iPods etc., atrapalhando e muitas vezes irritando bastante a apreciação fílmica do outro, e a questão dos downloads, que no caso não foi um problema levantado por ele, mas uma solução.

O celular, à medida que foi se tornando cada vez mais popular, foi mais e mais sendo motivo de desgosto para muitos cinéfilos, aqueles que consideram a sala de cinema quase um templo sagrado. Isso que o Cortes falou, do sujeito que ficou narrando no celular partes do filme, é um completo absurdo. Mais absurdo ainda é a administração da sala não ter tomado nenhuma providência. E, pasmem, isso está se tornando comum.

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Qual seria, então, uma solução para que esse tipo de aborrecimento não mais acontecesse? Ao que parece, “confiscar” os celulares do público não parece uma ideia muito interessante para os exibidores. Até porque cinema também é ponto de encontro de amigos e amores. Então, deixo no ar a pergunta.

Outro ponto que Cortes destaca e que tem se tornado outro problema para as produtoras, distribuidoras e salas de exibição é a já tão comum prática de download de filmes pela internet. É simples, é rápido, boa parte dos filmes exibidos nos cinemas já estão disponibilizados na web. Então, acaba sendo um caminho tanto para aqueles que querem economizar um dinheiro, já que hoje em dia o ingresso não custa o preço de uma passagem de ônibus, quanto para aqueles que não têm muita disposição para sair de seus lares.

Com uma distribuição que nem sempre atende aos anseios dos espectadores mais exigentes e que querem uma maior variedade, que poucas vezes é possível, principalmente para quem não mora em cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, muitos cinéfilos acabam por fazer a sua própria programação, colocando, inclusive, filmes exibidos em festivais e que não foram comercializados no Brasil. O terceiro ponto é a ineficiência e o descaso dos gerentes quanto às reclamações por parte de seus clientes incomodados na sala de projeção.

Ainda assim, vale dizer, as salas de cinema continuam cheias, não apenas durante a exibição de blockbusters ou na temporada do Oscar. Os responsáveis pela distribuição e os exibidores precisam, porém, ser mais sensíveis com seu principal alvo, o espectador, pois corre o risco de perdê-lo. Por isso é preciso que as salas de cinema se tornem mais e mais atraentes para os espectadores. Não apenas através de conforto e boa projeção, mas também de uma programação diversificada e de qualidade. E, também, com uma política de educar os espectadores quanto ao seu comportamento. Assim, as salas de cinema não perderiam espectadores como o Cortes. E não correriam o perigo de se tornarem saudosos objetos do passado.

 

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AGENDE-SE – cancelados no cinema, diretos pro DVD

Publicado em 30/10/2012 - 12:21 por | Comentar

Categorias: DVD, MERCADO EXIBIDOR

Infelizmente o nosso mercado exibidor acaba não sendo ousado em lançar filmes que podem não ter uma resposta comercial objetivada. De certa forma é compreensível, já que ninguém quer perder dinheiro. E no que se refere a filmes que até o circuito de arte marginaliza, como filmes de horror ou de artes marciais, é que a coisa fica complicada mesmo. Vejamos alguns casos recentes de filmes que foram (ou irão) direto para DVD

O SEGREDO DA CABANA, de Drew Goddard

A notícia um tanto triste da semana passada é que a Universal, detentora dos direitos de distribuição de O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods, 2011), de Drew Goddard, resolveu cancelar o seu lançamento - estava até com trailer sendo veiculado nos cinemas e agendado para o dia 02/11. O filme foi uma das obras do gênero mais elogiadas por apreciadores do cinema de horror nos últimos tempos. Na trama, um grupo de cinco jovens resolve passar um fim de semana numa cabana afastada das cidades. Mas como é de praxe nesse tipo de filme, coisas sobrenaturais começam a acontecer e a vida desses jovens corre perigo. O filme é uma brincadeira em cima dos inúmeros clichês de vários filmes de horror, com a diferença que há também, além do fator sobrenatural, o fator tecnologia. Drew Goddard, entre outras séries, também fez roteiros para a série Lost (2004-2010). Portanto, há alguma semelhança nesse aspecto. Mas a principal referência é mesmo A Morte do Demônio (The Evil Dead, 1981), de Sam Raimi. Ainda não há data para lançamento no mercado de home video.

Veja o trailer legendado

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PÂNICO NA ESCOLA – VOCÊ VAI MORRER DE RIR, de Joseph Kahn

A comédia de terror Pânico na Escola – Você Vai Morrer de Rir (Detention, 2011), de Joseph Kahn, sai direto em DVD pela Fox/Sony. Trata-se de uma comédia sangrenta sobre um assassino chamado Cinderhella que persegue os estudantes de uma escola secundária. Para sobreviver, um grupo de  jovens que está em detenção se une. O diretor Joseph Kahn é mais conhecido por seu trabalho com videoclipes, tendo feito vídeos musicais para artistas como U2, Britney Spears, Blink 182, Garbage e Eminem. Seu único longa-metragem para cinema até então era Fúria em Duas Rodas (Forque, 2004), que, inclusive, serve de piada dentro do próprio Pânico na Escola. O filme recebeu classificação rated-r nos Estados Unidos pelas cenas sangrentas, uso de drogas entre os jovens e cenas de nudez.

Veja o trailer legendado

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OPERAÇÃO INVASÃO, de Gareth Evans

Mais conhecido como The Raid – Redemption, o título internacional que essa produção indonésia de ação recebeu, Operação Invasão (Serbuan Maut, 2011) ganhou considerável repercussão mundo afora pelas elaboradas cenas de ação e pelo diferencial exótico. E não deixa de ser interessante ver países como a Indonésia e a Tailândia ganhando destaque com filmes de ação. Operação Invasão se passa nas favelas de Jacarta, capital do país, em uma das zonas mais miseráveis da cidade. No meio da favela, um apartamento se torna local que abriga os piores criminosos da cidade. Vinte policiais ficam cercados em um edifício cheio de assassinos, comandado pelo chefão do tráfico. O filme já tem uma continuação agendada para 2013 e um remake americano em andamento.

Veja o trailer legendado

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EM BUSCA DA FÉ, de Vera Farmiga

Estreia na direção da atriz Vera Farmiga (de Amor sem Escalas), Em Busca da Fé (Higher Ground, 2011) é um filme sobre uma comunidade cristã que se vê abalada quando uma de suas integrantes começa a questionar a sua fé. Em Busca da Fé é inspirado no livro de memórias This Dark World, de Carolyn S. Briggs, que conta a história de sua vida desde a infância até a vida adulta, quando começa a questionar a fé e o fanatismo religioso. Grávida aos 18 e morando em um trêiler, ela encontra salvação em uma igreja evangélica, que logo será objeto de seus questionamentos. O tema é interessante e, pelo que andei lendo, pode agradar a cristãos e não-cristãos pelo convite à reflexão.

Veja o trailer legendado

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UMA VIAGEM AO MUNDO DAS FÁBULAS, de Tomm More e Nora Twoney

Indicado a melhor longa-metragem de animação no Oscar 2010, Uma Viagem ao Mundo das Fábulas (The Secret of Kells, 2009) chega ao Brasil em DVD em dezembro pela Vinny Filmes. Baseado no livro infantil Brendan and the Secret of Kells, esta produção França-Bélgica-Irlanda conta a história de um jovem menino de 12 anos que vive num mosteiro medieval sob o cerco das invasões bárbaras. Ele tem a tarefa de concluir e mostrar ao mundo o misterioso Livro de Kells, contando com os ensinamentos do mestre Aidan e com a ajuda de uma mulher-lobo. Problemas acontecem quando ele desobedece as ordens de seu mestre e adentra a floresta encantada, onde vive uma serpente diabólica.

Veja o trailer

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O cinema brasileiro e os problemas de bilheteria

Publicado em 05/10/2012 - 11:16 por | Comentar

Parece uma ironia, mas em 2012 mais e melhores filmes brasileiros entraram em cartaz na cidade em relação ao ano passado. Apesar disso,  estamos diante de uma crise tremenda de falta de público. O que fazer para que o público volte a sua atenção para o cinema brasileiro? Como conseguir janela de exibição num espaço tão concorrido pelos filmes hollywoodianos?

E AÍ...COMEU?

O filme brasileiro mais visto de 2012 continua sendo E aí… Comeu?, de Felipe Joffily, que estreou nos cinemas brasileiros em 20 de junho e até o momento não encontrou um concorrente de peso. Muita gente apostava as fichas em À Beira do Caminho, de Breno Silveira, mas infelizmente o melodrama embalado pelas canções do Rei, mesmo com potencial comercial para tanto, foi um fracasso nas bilheterias. Talvez porque a figura de João Miguel ainda não seja suficientemente forte como chamariz para as bilheterias. Provavelmente por não ter um perfil de galã. Mas Heleno, de José Henrique Fonseca, que conta com Rodrigo Santoro, também foi mal nas bilheterias. Isso no país do futebol.

Rostos bonitos não faltam em Paraísos Artificiais, de Marcos Prado, que depois de E Aí… Comeu? foi o filme que melhor teve aceitação do público até o momento. O drama espírita E a Vida Continua…, de Paulo Figueiredo, também não está fazendo feio, pois tem o seu público. 2 Coelhos, de Afonso Poyart, que estreou no início do ano, dentro do circuitão, poderia ter tido uma melhor recepção, já que tem um potencial comercial forte e é bastante movimentado e com muita influência do cinema hollywoodiano.

RAUL SEIXAS - O INÍCIO, O FIM E O MEIO

Outra decepção nas bilheterias que pegou muita gente de surpresa foi o documentário Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho. Muita gente se perguntou: onde estão os fãs do Raul, aqueles que gritam “toca Raul” nos shows de diversos artistas? O fato é que o grande público parece não estar interessado em documentários. Foi o primeiro documentário nacional em muito tempo que chegou aos cinemas comerciais. Muito provavelmente, se fosse uma dramatização da vida de Raul Seixas, o resultado seria outro.

Mesmo caso aconteceu com Rock Brasília – Era de Ouro, que poderia ter tido um melhor resultado por causa do sucesso comercial da Legião Urbana, a banda que até hoje mais vende discos no Brasil, num momento de falência da indústria fonográfica. Mesmo problema: é um documentário. Documentários não vendem, a não ser em circuitos alternativos.

A crise é tão grande que fez com que Fernando Meirelles causasse polêmica ao dizer que não filmaria mais no Brasil, por causa do fracasso de bilheteria de Xingu, de Cao Hamburguer, produzido por ele. Depois Meirelles voltou atrás, disse que ainda voltaria a filmar por aqui.

EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS

O sexo, que era um elemento atraente para o cinema brasileiro, deixou de ser já faz algum tempo. Seja porque se tornou algo de fácil acesso, seja porque o público se tornou mais moralista nesse sentido. São duas teorias que ajudam a explicar o fracasso nas bilheterias de Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca. O filme conta com cenas de sexo tórridas com a beldade Camila Pitanga. Uma atriz global, de grande visibilidade. E um grande filme.

Popularidade não é sinônimo de qualidade, sabemos disso. Por isso, alguns interessantes filmes que já estrearam em outras praças não chegaram ainda em nossas salas. Casos de Girimunho, de  Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina; O Homem que Não Dormia, de Edgard Navarro; Mãe e Filha, de Petrus Cariry; Febre do Rato, de Cláudio Assis; Histórias que Só Existem Quando Lembradas, de Júlia Murat; Menos que Nada, de Carlos Gerbase; Vou Rifar Meu Coração, de Ana Rieper; e Corações Sujos, de Vicente Amorim. Alguns deles pode ser que cheguem no Cinema de Arte; outros, talvez na terceira encarnação do Cine Dragão do Mar.

GONZAGA - DE PAI PRA FILHO

Quanto aos potenciais sucessos de bilheteria até o final do ano, os mais prováveis são o drama biográfico Gonzaga – De Pai pra Filho, de Breno Silveira; o infantil Meu Pé de Laranja-Lima, de Marcos Bernstein; e a comédia De Pernas pro Ar 2, de Roberto Santucci.

Veja abaixo os números fornecidos pelo Filme B do público acumulado dos filmes ainda em cartaz no Rio e em São Paulo. Boletim nº 776, de 01.10.2012.

 

Veja o trailer oficial de Gonzaga – De Pai pra Filho

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SALAS DO DRAGÃO DO MAR – agora, Fundação Joaquim Nabuco

Publicado em 25/09/2012 - 9:40 por | Comentar

Não é apenas na produção de filmes que Pernambuco está dando as cartas do jogo cinematográfico, mas no setor de exibição, também. As duas salas do Centro Cultural Dragão do Mar serão programadas pela Fundação Joaquim Nabuco, de Recife, dirigidas pelo cineasta Kléber Mendonça Filho e o crítico Luiz Joaquim

A Sala 1 dos 2 cinemas do Centro Cultural Dragão do Mar

Até o próximo domingo, as salas continuam com os filmes em cartaz desde a últrima sexta, 21. Ainda sem data definitiva para reentrar em atividade sob a programação da Fundação Joaquim Nabuco. Os cinemas devem passar por reformas. A programação será parecida com a do antigo Espaço Unibanco, mas acrescidas de eventos como mostras especiais, presença de diretores e atores e debates dos filmes, sob a coordenação de um curador local, a ser convidado.

A Fundação Joaquim Nabuco está em cartaz há 10  anos em Recife. A sua presença do mercado exibidor cearense deve modificar todo o atual panorama do circuito de filmes de arte.

 

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Sem Divã no Dragão – (e outras reclamações)

Publicado em 20/09/2012 - 5:34 por | 5 Comentários

Categorias: MERCADO EXIBIDOR

Sobre como um cidadão sai de casa para ver um filme divulgado nos jornais e no site oficial e volta imediatamente para casa, por desrespeito por parte da direção das salas do Dragão do Mar

Saí na terça-feira, dia 18, para conferir Um Divã para Dois (2012), de David Frankel, na primeira sessão de uma das salas do Dragão do Mar. A bilheteira me disse que não estava rolando sessão desse filme porque o ar condicionado estava com problema. Posso estar errado, mas duvido que tenha sido esse o motivo. A minha suspeita é a de que eles não queriam passar o filme em película para uma pessoa ou duas apenas – era mais ou menos o que tinha de público naquele dia e horário -, mesmo com o preço baixo que colocaram. Ofertaram os filmes da sala 2, a que já tradicionalmente os exibe em digital, mas lá a imagem é escura e a projeção de má qualidade. Saí de lá desapontado com a falta de respeito com o espectador que sai de casa para ver um filme e recebe esse tratamento.

Tudo bem que a atual gestão, que já está abandonando os cinemas no próximo dia 27, está passando por dificuldades e teve prejuízo, mas cumprir o estabelecido, que é a exibição dos filmes nas duas salas, conforme divulgado previamente, é o mínimo que se deveria fazer. Com a palavra a direção das salas do Dragão do Mar.

Aproveitando a reclamação com relação às cópias em digital, lembro que o Festival Varilux de Cinema Francês recebeu cópias péssimas – ou o próprio Cine Del Paseo tem um equipamento péssimo para exibição dos filmes nesse meio. As cópias geralmente são escuras e sem nitidez. E pouca gente parece reclamar. O festival, mesmo assim, contou com um público razoável.

Outro problema vi no Iguatemi, com a exibição da comédia brasileira Totalmente Inocentes, em digital, que se não é tão escuro e sem nitidez como os exibidos no Dragão e no Del Paseo, foi exibido com a janela errada, cortando as partes superior e inferior da tela.

As reclamações aqui expostas visam somente alertar os exibidores quanto a necessidade de atender bem aos seus clientes.

 

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Cancelados nos cinemas, diretos em DVD

Publicado em 31/07/2012 - 8:26 por | Comentários desativados

Categorias: DVD, MERCADO EXIBIDOR

O circuito anda cada vez mais competitivo. Na lista de próximos lançamentos do site Filme B vários filmes muitas vezes ocupam a mesma data, mas já se sabe que alguns deles serão adiados ou retirados e lançados diretamente em DVD, ficando muitas vezes esquecidos nas prateleiras, ou mesmo indo parar no “limbo”. Vejamos alguns casos

GUERRA AO TERROR, de Kathryn Bigelow

Quem não lembra o caso de Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008), de Kathryn Bigelow, o filme que ganhou o Oscar em 2009, vencendo o megalomaníaco blockbuster Avatar (2008), de James Cameron?  A distribuidora Imagem Filmes o havia lançado direto em DVD e só depois que o filme foi indicado ao Oscar é que teve algumas cópias lançadas nos cinema – onde foi um gradioso fracasso, quase não compensando a feitura das cópias. Mas bem que a distribuidora poderia ter, antes, avaliado o potencial e a qualidade do filme.

Talvez esse seja o exemplo mais representativo do quanto alguns grandes filmes acabam sendo privados da chance de serem vistos na telona, mas podemos enumerar outros exemplos. Alguns desses títulos até estavam no calendário de estreias, mas, por algum motivo, saem da planilha. O motivo mais forte é o fracasso nos cinemas dos EUA. É um parâmetro que gera a queda do potencial comercial e, daí, acaba saindo direto em DVD, sem nenhum estardalhaço. Noutras vezes, a distribuidora faz 3 cópias (limite para não pagar imposto de importação) e as entrega para os circuitos de filmes de arte. Às vezes, nem essa chance têm: até hoje, por exemplo, Redacted (2007), de Brian De Palma, está “preso” pela distribuidora, que sequer se deu ao trabalho de lançá-lo em DVD.

GUERREIRO, de Gavin O'Connor

Outros dois casos recentes de filmes que chegaram a receber indicações em premiações de grande visibilidade, como o Oscar e o Globo de Ouro foram Guerreiro (Warrior, 2011), de Gavin O’Connor, excelente drama que faria muito bem nas bilheterias por abordar o tema atual das lutas de MMA, e que recebeu uma indicação ao Oscar para Nick Nolte; e 50% (50/50, 2011), de Jonathan Levine, que conta a bela história da luta de um rapaz contra o câncer, que recebeu indicações para o Globo de Ouro de melhor filme (musical ou comédia) e de melhor ator para Joseph Gordon-Levitt.

Um filme que teria um impacto bem maior na telona e que infelizmente foi parar no mercado de vídeo é O Abrigo (Take Shelter, 2011), de Jeff Nichols.

Confira o trailer de O Abrigo.

Imagem de Amostra do You Tube

O diretor tem poucos filmes no currículo, mas já ganhou prestígio internacional e O Abrigo recebeu maisde 20 prêmios em diversos festivais, tendom sido destacado pela crítica estadunidense como os dos 10 melhores de 2011. O seu mais recente trabalho (Mud, 2012) foi exibido no Festival de Cannes deste ano. A Sony brigou por O Abrigo numa briga de foice em Sundance, mas o lançou muito mal nos cinemas e por causa do fraco resultado nas bilheterias acabou recebendo a pecha de fracasso. Resultado: direto para as locadoras no Brasil.

ESTE É O MEU GAROTO, de Sean Anders

Alguns casos chegam a ser incompreensíveis do ponto de vista mercadológico. Por exemplo, Este É o Meu Garoto (That’s my Boy, 2012), de Sean Anders, é estrelado por Adam Sandler, que apesar de fazer algumas obras questionáveis em qualidade, geralmente é muito bem recebido pelo público brasileiro, como foi o caso de Cada um Tem a Gêmea que Merece (Jack and Jill, 2011), de Dennis Dugan, que foi mal recebido pela crítica, mas que agradou bastante o público brasileiro.

Outros casos mais recentes de desistência das distribuidoras de filmes para lançamento em cinema são: Sparkle (2012), o último trabalho para cinema de Whitney Huston; o curioso mix de drama com ficção científica A Outra Terra (Another Earth, 2011), de Mike Cahill; o thriller de ficção científica Sequestro no Espaço (Lockout, 2012), de Luc Besson; o thriller de ação Contrabando (Contraband, 2012), com Mark Wahlberg; a ficção científica com terror A Coisa (The Thing), prequel de O Enigma de Outro Mundo (1982), de John Carpenter; a aventura épica A Legião Perdida (The Eagle, 2011), de Kevin Macdonald; Sob o Domínio do Medo (Straw Dogs, 2011), remake do filme homônimo de Sam Peckinpah; e o filme de vampiros Stake Land – Anoitecer Violento (Stake Land, 2010).

A MINHA CANÇÃO DE AMOR, de Olivier Dahan

E alguns meses atrás: o drama de época Alexandria (Ágora, 2009), de Alejandro Amenábar; o romance de possibilidades Incertezas (Uncertainty, 2009); o thriller Hanna (2011), Joe Wright; o melodrama A Minha Canção de Amor (My Own Love Song, 2010), de Olivier Dahan, no qual Renée Zellweger interpreta uma paraplégica.

Veja o trailer de A Minha Canção de Amor.

Imagem de Amostra do You Tube

Falar de mais filmes seria uma tarefa cansativa para o leitor. Além do mais, alguns desses filmes não são mesmo tão bons a ponto de merecerem uma exibição nos cinemas, mas boa parte deles não chega ao circuito por serem produções independentes ou porque não tiveram um bom desempenho nas bilheterias.

Pode ser o caso de se lamentar, mas teríamos que lamentar mais ainda excelentes filmes produzidos na Europa, na África, na Ásia, filmes interessantíssimos que sequer são lembrados, em detrimento dos filmes produzidos nos Estados Unidos, que, por melhores que possam ser, ainda representam um obstáculo para o lançamento no país de filmes de outras cinematografias.  Sem falar que nem tocamos no assunto do problema de distribuição dos próprios filmes brasileiros. Isso fica para uma outra oportunidade.

Veja o trailer de Contrabando.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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Cinemas do Dragão do Mar fecham dia 29. 2 exibidores disputam

Publicado em 12/04/2012 - 22:02 por | 1 Comentário

Categorias: MERCADO EXIBIDOR

As duas salas de cinema do Espaço Unibanco no Centro Cultural Dragão do Mar deixarão de funcionar a partir do próximo dia e 29 deste mês. Ademar Oliveira, criador do circuito já comunicou à administração do Centro Cultural que entregará os cinemas, os funcionários estão em aviso prévio e fontes do Banco Itaú dizem ser irreversível a decisão de não mais apoiar as salas

O ex-Espaço Unibanco, hoje, Espaço Itaú de Cinema, tem 56 salas de cinemas espalhadas em algumas das principais cidades do País. 48 estão em reforma e 8 serão fechadas: as de Santos, Blumenau, Juiz de Fora e Fortaleza, cidades nas quais os cinemas não estão instalados em multiplex. As principais causas alegadas para a desistência das salas do Dragão do Mar são a falta de segurança do entorno do Centro Cultural e a pouca afluência de público. O Banco Itaú, que adquiriu o Unibanco, investia cerca de 50 mil reais por mês como “operação de marketing” nas salas do grupo administrado pelo cineclubista paulista Ademar Oliveira, ex-sócio do Grupo Estação Botafogo, do Rio de Janeiro. Ademar já assinou o distrato com a administração do Centro e entregou a relação dos equipamentos que lhe pertencem e que serão retirados – entre eles os 2 projetores em 35mm e o digital.

Duas empresas exibidoras já se manifestaram oficialmente, segundo a administração do Dragão do Mar, pelas salas. Apesar de não informar quais são essas empresas, corre rumores de que seriam os grupos Cinemas Severiano Ribeiro e o Arco-Iris. O Grupo Severiano Ribeiro manteve por quase 4 anos a primeira sala dedicada exclusivamente aos filmes de arte da cidade, o Studio Beira Mar, e mantém, desde 1994, em Fortaleza, Recife e Maceió, o projeto Cinema de Arte. Já o Grupo Arco-Iris não abriga nenhum projeto neste sentido.

O que não foi dito é que Ademar Oliveira ainda mantém esperança de manter as duas salas. Para isso, ele aguarda sinalização de empresários locais e, também, uma reviravolta quanto ao desinteresse do banco parceiro. Inclusive, no distrato das salas, já assinada por ele, consta uma cláusula de que ele poderá voltar a administrar os cinemas, mas em nome de outra empresa e com outros parceiros.

As duas salas de cinema estão desgastadas e precisam de um forte investimento em suas reformas.

 

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Hollywood vive um filme catástrofe – uma exposição

Publicado em 09/12/2011 - 20:22 por | 2 Comentários

Categorias: MERCADO EXIBIDOR

A temporada 2011 está chegando ao fim e Hollywood contabiliza um rombo que só poderá ser fechado fora do vermelho caso os filmes em lançamento neste mês arrecadarem 44% a mais em relação a dezembro do ano passado. Uma missão praticamente impossível, segundo os analistas do mercado cinematográfico dos EUA

 

 

Mesmo com uma extraordinária arrecadação doméstica de 247 milhões de dólares obtida, até a última terça-feira, 6, por Saga Crepúsculo: Amanhecer Parte 1, de Bill Condon, Hollywood contabiliza um declínio de bilheteria, somente no mês de novembro, de 3,8% em relação ao ano passado. Esse declínio nas bilheterias vem ocorrendo desde agosto e, para se safar do vermelho da contabilidade, os filmes programados neste mês de dezembro terão de arrecadar 44% a mais em relação ao mesmo período do ano passado.

O filme dos vampiros adolescentes é um dos raros casos de sucesso em uma temporada que deverá levar os estúdios a um rebaixamento preocupante nas suas finanças. Uma crise que não poupa nenhum estúdio. E o que está acontecendo? Crise econômica? Pirataria? Falta de atratividade ou criatividade das produções?

 

Projetos tidos como sucessos de bilheterias estão sendo simplesmente ignorado pelo público e, para ampliar a preocupação, o 3D já começa a dar sinais de cansaço com a banalização da tecnologia revitalizada por James Cameron a partir de Avatar, estabelecida pela incessante conversão de filmes de celulóide para a projeção digital em 3D. E por que? Porque o preço do ingresso é, em média, 30% mais caro. Já há um consenso, entre os executivos dos estúdios estadunidenses que a participação do filme em 3D nas bilheterias está em queda, não sendo mais tão atrativo como antes. O ovo de ouro da galinha está gorando. É filme demais em 3D sem qualidade não apenas na conversão, mas também como produção fílmica.

Para se ter uma idéia, em 2010 a participação do 3D no bruto da bilheteria dos EUA foi de 67% e, agora, em 2011, está em 54% – e não há sinais de recuperação. A compensação das bilheterias no setor está vindo do mercado externo, no qual o 3D continua sendo popularmente atrativo e em crescimento. De 67% em 2010, a estimativa para este ano é de 64% e, para 2012, em torno de 70%. Há, ainda, a modernização das salas com a implantação do sistema digital. Segundo as previsões dos analistas, em 2015 esse sistema deverá estar em todas as salas dos complexos exibidores do planeta. Há dúvidas quanto ao Brasil.

O Mercado Internacional

E, como é sabido, o mercado internacional tem garantido a sustentação de Hollywood nesses últimos 11 anos. “Os territórios internacionais”, como chamam os analistas, respondem por dois terços das receitas dos grandes estúdios, o que está levando-os a uma maior presença em determinados mercados, como a China, onde, por exemplo, Avatar arrecadou US$ 204 milhões, recorde internacional. A reserva de mercado chinesa estabelece apenas 20 filmes estrangeiros para exibição, por ano. Uma negociação para dobrar esse número está em andamento, mas, como deve demorar, Fox, Sony e outros estúdios estão se unindo a produtoras chinesas e se instalando no país.

Segundo as estatísticas de sites como Mojo, Imdb e Movieline, as receitas dos filmes de Hollywood estão crescendo no mercado internacional: de 65% em 2008 a 68% em 2010. Projeta que até 2014, receitas na ordem na ordem de 12% na China, Índia, 11,5%, América Latina, 8,8%, Ásia, 6,4%. Nos EUA, apenas 3,3%. Estatísticas revelam que Hollywood domina 75% do mercado internacional.

A Crise nos EUA

Duas questões se salientam nos EUA: primeiro, a crise econômica, a qual está deixando de fora da área produtiva cerca de 14% da população estadunidense, uma alarmante taxa de desemprego de 9%. Segundo, o crescimento da audiência da televisão, carregada pelas séries, as quais estão dando um banho, em termos de criatividade e ousadia, em Hollywood. Aproveitando a boa maré, só Steven Spielberg tem duas em exibição – Terra Nova e Falling Skyes, afora outros produtores.

Por sua vez, os estúdios não brincam com a crise. Sony/Columbia, Warner, Paramount tomaram medidas duras. Foi o que fez a Paramount, que eliminou departamentos internos e uniu as áreas entretenimento, licenciamento e operações visuais, fechou escritórios no exterior (Rio de Janeiro e Londres, agora sob as ordens da matriz em Los Angeles), além de cancelar projetos em andamento, especialmente de seu braço independente, a Paramount Vantage.

Martin Scorsese e o seu A INVENÇÃO DE HUGO CABRET: no centro da crise em Hollywood

Acompanhando o Ranking semanal de bilheteria do mercado estadunidense, é que se verifica o tamanho do desastre. Dezenas de filmes naufragam, desde o início do ano, logo nos três primeiros dias de estréia sem uma explicação aparente, já que são espetáculos de comprovada qualidade. Quanto a isso, o mais recente espanto dos executivos de Hollywood se intitula A Invenção de Hugo Cabret, o novo Martin Scorsese. O filme tem conquistado críticas arrebatadoras da crítica, mesmo assim não tem entusiasmado o público, que teima em não ir conferi-lo. Havia esperança da Paramount que as 563 novas salas em 3D que ampliaram (de 1.277 para 1.840 salas) o circuito do filme na última sexta, 2, viessem a aumentar, e expressivamente, a decepcionante bilheteria obtida na abertura (de US$ 11.3450 milhões), mas isso não aconteceu. Ao contrário, o filme teve uma queda de quase 33%, representando uma arrecadação ainda inferior à da abertura, de apenas 7,63 milhões. Ao todo, a aventura, arrecadou nesses 14 dias de exibição, apenas 27.364 milhões. Com esses números, o Movieline prevê uma arrecadação total entre 55 e 61 milhões. E agora a curiosidade: quanto o filme custou? Segundo o Imdb, estimados US$ 170 milhões. Agora que o filme, que concorre a 6 indicações ao Satélite de Ouro (incluindo o de melhor filme) e foi eleito o melhor do ano pelo National Board of Review, pode ser que desperte o público para a sua qualidade. Como na próxima semana saem os indicados para o Globo de Ouro-2012, ao qual A Invenção de Hugo Cabret deverá concorrer em várias categorias, pode estar na mídia dos prêmios a salvação do filme de Scorsese.

Morte na estréia

Com os filmes morrendo no nascedouro da exibição pública, os estúdios não podem acusar que o esvaziamento tenha alguma influência da pirataria. Os alvos principais devem ser a crise econômica vivida pelo país e falta de atração dos filmes sobre o grande público. Voltando aos números, a bilheteria total do mês de novembro ficou em US$ 863 milhões, um declínio de 3,8 em 2010 e, pior ainda, de 13% em relação a 2009. Isso, apesar do preço dos bilhetes terem sido significativamente majorados. Ray Subbers, analista do Box Office Mojo, que avalia a bilheteria dos filmes de Hollywood no mercado exibidor interno e externo, revela que essa crise atinge o seu ponto mais baixo desde 1995. “Durante os 11 meses deste ano, a bilheteria está 4% abaixo em relação ao ano passado e poderá chegar a US$ 9,3 bilhões. Somente um dezembro poderoso poderá evitar essa perda financeira”, avalia.

Um punhado de filmes ao feitio do gosto popular decepcionou ao ser testado quanto ao interesse do grande público. Envolto em remekes, sequências e enredos tipo montanha-russa, o cinema tipo Hollywood dá sinais de cansaço no público. Um dos exemplos dados por Subbers, Happy Feet 2: o Pinguim 3D, que em 13 dias contabilizou uma renda inferior a metade obtida pelo antecessor, em 2006.

Críticas é o que não sobram para o estilo Hollywood de fazer filmes. Enquanto James Cameron acusa a falta de criatividade e se insurge contra a banalização do 3D (seu mais recente ataque se dirige a Blattleship, adaptação de um jogo de tabuleiro), o francês Jean-Luc Godard, em setembro passado, em entrevista ao jornal inglês The Guardian, alfinetou: “A Hollywood dos anos 1930-50 sabia fazer filmes como ninguém mais sabia. Hoje, nem mesmo os noruegueses conseguem fazer filmes tão ruins quanto os americanos”.

Para o bem do Cinema, Hollywood precisa reagir.

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Balé Bolshoi ao vivo no Multiplex

Publicado em 10/12/2010 - 6:21 por | 1 Comentário

Categorias: Geral, MERCADO EXIBIDOR

Dia 19, sexta, 13h, na sala 3 do Multiplex UCI Ribeiro, no Shopping Iguatemi, ocorrerá à exibição ao vivo, direto da Rússia, do espetáculo O Quebra-Nozes, apresentação do Balé Bolshoi.

A obra, criada pelo compositor russo Tchaikovsky (1840-93), que tem a coreografia de Yuri Grigorovich, conta a história da menina Marie e do mundo encantado, o qual ela conhece às vésperas do Natal como um presente especial de seu padrinho.

Os ingressos estão à venda nas bilheterias do Multiplex.

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Multiplex do Iguatemi – nova sala 3D

Publicado em 07/12/2010 - 8:32 por | 2 Comentários

Categorias: MERCADO EXIBIDOR

Mais um furinho do blog de cinema: a partir desta sexta-feira o Multiplex UCI Ribeiro contará com mais uma sala com projeção digital em Terceira Dimensão, o popular 3D. A sala 2 está sendo preparada para ser inaugurada com a aventura infanto-juvenil As Crônicas de Nárnia 3 – a Viagem do Peregrino da Alvorada, de Michael Apted. A sala 3 continuará exibindo a ótima animação Megamente, de Tom McGrath.

Com isso, o grupo UCI Ribeiro pretende eliminar um problema crucial, que é a saída prematura do filme em 3D em exibição, forçada pelas estréias de filmes feitos no sistema, a cada duas semanas. Em 3D ainda resta estrear a ficção científica Tron, o Legado (Disney), de Joseph Kosinsky (na próxima semana). Depois deste, em 14 de janeiro, estréia As Viagens de Gulliver (Fox) , de Rob Letterman, abrindo a temporada do 3D em 2011.

Fortaleza passa a contar, agora, com cinco salas em projeção 3D: duas no Multiplex UCI Ribeiro, no Iguatemi; uma no Multiplex do North Shopping (Grupo Cinemas Severiano Ribeiro), uma no Multiplex Via Sul (grupo Centerplex) e uma no cinema do Pátio Dom Luis (Grupo Arco Iris).

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