Blog de Cinema

Busca


A ÚLTIMA CASA DA RUA/Crítica – um monstro desajeitado

Publicado em 10/12/2012 - 14:38 por | 4 Comentários

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

  • Enviar para o Kindle

Jennifer Lawrence se mete numa enrascada no thriller A Última Casa da Rua, que, de tão fraco, pode ser divertido

Jennifer Lawrence em momento de tensão em A ÚLTIMA CASA DA RUA

Quando filmes como A Última Casa da Rua (House at the End of the Street, 2012) chegam aos nossos cinemas fica uma falsa impressão que não se está se produzindo mais filmes de horror e suspense de qualidade por aí. Até porque o saldo de bons filmes do gênero no circuito durante o ano não foi dos melhores. A presença de Jennifer Lawrence explica o fato de o filme chegar aos nossos cinemas: de carona no sucesso de Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012), uma das melhores bilheterias do ano.

E Jennifer Lawrence foi uma garota que chegou em Hollywood com os dois pés na porta, já recebendo indicação ao Oscar, com Inverno da Alma (Winter’s Bone, 2010), um filme independente que soube aproveitar o talento da jovem, que conquistou também papel em franquia de sucesso – X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class, 2011) – e que estará muito provavelmente presente num dos filmes de destaque do Oscar 2013, O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012), de David O. Russell.

Entre um ou outro trabalho de prestígio ou de grande visibilidade, por que não encarar um filme de horror de baixo orçamento? E o que há de filmes bons e baratos do gênero não está no gibi. Infelizmente não é o caso de A Última Casa da Rua, que teve sua história creditada, para minha surpresa, a Jonathan Mostow (O Exterminador do Futuro 3 – a Rebelião das Máquinas, 2003), um diretor que por algum motivo foi sendo esquecido pela indústria, mesmo tendo ótimos trabalhos no currículo. Soube que o projeto era originalmente dele como diretor e Richard Kelly (Donnie Darko, 2001), como roteirista.

Mas Hollywood tem dessas coisas e A Última Casa da Rua foi parar em outras mãos. E se não é de todo ruim, é porque ainda trabalha com os velhos clichês e com algumas cartas na manga para garantir uma ou outra surpresa para a audiência. Mas desde o começo o filme se mostra bem frágil. Era para ter um prólogo violento, intenso, perturbador: uma garota mata o pai e a mãe e foge para a floresta. Se até o prólogo é tratado com desleixo, o que dizer do desenvolvimento, que é mais difícil?

Jennifer Lawrence e Max Thierot em cena de intimidade de A ÚLTIMA CASA DA RUA

Na trama, Elisabeth Shue e Jennifer Lawrence são mãe e filha mudando-se para uma casa numa pequena cidade. A casa é barata por causa da casa vizinha, palco dos acontecimentos do citado prólogo. Trata-se de um ponto de partida que já vimos em tantos outros filmes que a impressão de falta de mínima criatividade fica no ar o tempo todo.

Há o sujeito que sobreviveu à chacina e que ainda mora na casa dos pais assassinados. Na cidade, todos o tratam como uma aberração, mas a jovem recém-chegada da cidade grande vê nele algo de bom que os outros não enxergam. Até porque o primeiro sujeito que deu em cima dela se mostra logo um mau caráter.

Se visto como um assumido bad movie, dá para se divertir numa boa com A Última Casa da Rua. Só assim para gostar do filme, que tem os seus momentos de tensão, embora estragados pelo roteiro ruim. Até a montagem, no clímax do filme, se revela bem vagabunda, confundindo e tentando resolver a situação de maneira muito apressada. A impressão que fica é que os membros da equipe criativa, vendo o monstro que criaram, disseram uns aos outros: “vamos acabar logo com isso de uma vez”.

Ficha técnica

A ÚLTIMA CASA DA RUA (House at the End of the Street, EUA/Canadá, 2012), de Mark Tonderai. Com Jennifer Lawrence, Elisabeth Shue, Gil Bellows, Max Thieriot, Nolan Gerard Funk, Krista Bridges, Allie MacDonald, James Thomas, Jordan Hayes, Jon McLaren, Jonathan Malen. 101 min. Paris Filmes. 14 anos.

Veja o trailer

Imagem de Amostra do You Tube

Tags: , , , , , , , , , ,

Comentários

LUIZ ANTONIO

em 13 de dezembro de 2012

A CRÍTICA aqui foi um pouco dura com esse filme! COMEÇA MORNO (MAS INTERESSANTE) E O ESPECTADOR VAI TENTANDO ADIVINHAR QUAL É A DO FILME…. NA ÚLTIMA MEIA HORA O FILME GANHA ARES DE “PSICOSE” E TERMINA DE FORMA BEM INTERESSANTE! UMA GRATA SUPRESA EM MEIO A UMA SÉRIE DE BOBAGENS QUE PASSAM DIRETO NOS CINEMAS!

Ailton Monteiro

em 15 de dezembro de 2012

Oi, Luiz. De fato, este ano tivemos poucos exemplares de qualidade do cinema de gênero no nosso circuito. E devo dizer que este filme foi um dos que mais me decepcionou. Até a Jennifer Lawrence está meio apática ou ruim mesmo no filme. Mas claro que todo mundo tem direito de gostar. Um dos filmes de terror mais criticados do ano, FILHA DO MAL, por exemplo, foi o que eu mais gostei. Pra você ver. :) Um abraço!

Ana Alves

em 21 de maio de 2013

Concordo com o Luis,achei meio pesada as críticas sobre o filme,não achei ruim assim,tá mas para um suspense do que para terror,mas ainda assim é um filme interessante,que faz o publico querer descobrir o final,precisa de muita atenção para se entender,o final foi algo épico que amo em filmes assim,reviravoltas,eu já estava apaixonada pelo personagem de Max Thieriot,e imaginava um final que os dois ficassem juntos,e o amor dele por ela fizesse matar a irmã,mas do nada começa uma serie de reviravoltas,mas mesmo depois de tudo ainda sobra uma esperança de que ele possa se tratar,não sei,a ultima cena foi completamente reveladora pois quem era doente eram os pais dele que desde o começo tinham cara de doidos,
mas cada um com sua opinião,pra mim Jennifer Lawrence vai ser sempre uma ótima atriz independente de que o filme seja barato, e como você mesmo disse que gostou de Filha do Mal,e eu detestei do começo ao fim!

Ailton Monteiro

em 21 de maio de 2013

Olá, Ana. Obrigado pelo comentário. Engraçado você falar no Max Thieriot e eu justamente simpatizar com o ator agora por causa de seu papel na série BATES MOTEL, como o irmão do jovem Norman Bates. Eu também estava gostando do filme no começo, mas pelo que me lembro, ele foi me desanimando. Acontece. Assim como acontece também de a gente gostar de filmes que ninguém mais gosta. O que não é necessariamente esse o caso. Um abraço!


Páginas

Facebook

Editora Verdes Mares Ltda.

Praça da Imprensa, S/N. Bairro: Dionísio Torres

Fone: (85) 3266.9999

teste