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Festival de Gramado 2012 – o primeiro dia

13:57 · 11.08.2012 / atualizado às 09:32 · 12.08.2012 por

Teve início o 40º Festival de Cinema de Gramado, com apesentação especial e em primeira mão para o Brasil de 360, de Fernando Meirelles. A noite também foi de Eva Wilma, a grande homenageada

Eva Wilma em coletiva de imprensa, ao lado de Rubens Ewald Filho

Antes do desenrolar do tapete vermelho na Rua Coberta, o 40º Festival de Cinema de Gramado começou com uma entrevista coletiva para a imprensa com os gestores da edição deste ano. A exceção foi o ator cearense José Wilker, que não esteve presente por compromissos profissionais.

Estiveram ativos na mesa de debates, Rosa Helena Volk, Secretária de Turismo, Ralfe Cardoso, Diretor do Um Cultural, e os curadores Rubens Ewald Filho e Marcos Santuario. Nesta primeira parte do encontro, Ralfe falou que a edição atual agora presta contas ao Sistema Gestor de Eventos, garantindo mais transparência nas finanças. Rosa Helena destaca o aspecto de novidade do evento. As palavras “renovação” e “renascimento” foram usadas inúmeras vezes. Quanto a Rubens Ewald Filho – com o qual conversei durante o curto tempo para o almoço -, ele diz que não esperava o convite para ser curador desta edição e nega, com muito bom humor, que haja qualquer rixa entre ele e José Wilker, o curador ausente.

Na segunda parte do encontro com a imprensa, Eva Wilma foi a grande estrela e se deixou emocionar, com os olhos marejados, quando perguntada como estava se sentindo com a homenagem do dia a ela. Eva falou de edições passadas do evento em que participou, já que é uma atriz que esteve presente no cinema brasileiro desde os tempos das chanchadas.

Ao ser perguntada sobre suas parcerias com os diversos realizadores com os quais trabalhou – como Luis Sergio Person e Roberto Farias -, ela fez questão de lembrar o nome de Walter Hugo Khouri, com quem fez A Ilha (1963). Ela, humilde, disse que o cinema é a arte do diretor e que por isso procura se ligar muito aos cineastas. Lembrou dos grandes agitadores culturais, como P. F. Gastal.  Mais tarde, ao receber a premiação no Palácio dos Festivais, lembrou dos anos 1960, de quando estivera junto com Grande Otelo em um jipe, ainda muito jovem, e disse que teve o seu momento de Rainha da Inglaterra ao ser recepcionada aos aplausos pelo público. Na medalha que ela ganhou naquela época, citou a frase constante na medalha, de autoria de Leonel Brizola: “A indústria nacional de cinema será o elo que unirá todos os brasileiros”.

Logo após a apresentação de 360, Maria Flor, Ciça Meirelles e Fernando Meirelles

Logo após a apresentação de abertura da Orquestra Sinfônica no tapete vermelho da Rua Coberta, houve desfile dos artistas que estivam presentes. Pode-se dizer que quem mais brilhou na noite foi Maria Flor: linda, esplendorosa e simpática em seu vestido brilhante.

Quanto aos filmes da noite, o multinacional 360, de Fernando Meirelles, foi o destaque. Exibido fora de competição para abrir o festival, o drama internacional  dividiu opiniões e o entusiasmo da plateia. Os que ficaram para conferir Eu Não Faço a Menor Ideia do Eu Tô Fazendo com a Minha Vida, de Matheus Souza, viram um filme modesto, mas bastante simpático.

A obra de Meirelles mostra várias histórias acontecendo ao redor do mundo, com eventos que repercutem na vida de diversos personagens. Com um elenco de nomes como Anthony Hopkins, Rachel Weisz e Jude Law e a presença de dois artistas brasileiros – Maria Flor e Juliana Cazarré -, 360 é um curioso filme-painel, em que Meirelles demonstra sua técnica dramática amadurecida. Já a simpática comédia de Matheus Souza, conta a história de uma jovem estudante de medicina que tem dúvidas sobre o que realmente quer fazer da vida. Ela conhece um rapaz no boliche que se propõe a ajudá-la.

As críticas dos filmes as postarei à medida em que ingressarem nos circuitos de Fortaleza.

Confira a programação geral no site oficial do Festival de Gramado.

Fotos: Ailton Monteiro

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