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LUCIANA FAULHABER – uma brasileira em Hollywood

07:56 · 19.05.2013 / atualizado às 07:56 · 19.05.2013 por

Há dez anos nos Estados Unidos, a carioca Luciana Faulhaber, que faz uma pequena participação no blockburster Homem de Ferro 3, prepara um longa de horror em terras americanas, financiado por um fundo colaborativo. Don’t Look  é o projeto com o qual a carioca de Ipanema pretende apresentar seu potencial como atriz ao público

Luciana Faulhaber: atriz de HOMEM DE FERRO e diretora ee DONT'T LOOK Foto: Ben Miller
Luciana Faulhaber: atriz de HOMEM DE FERRO e diretora e DONT’T LOOK Foto: Ben Miller

Conquistar um lugar ao sol no badalado cinema hollywoodiano é um sonho que povoa (confessadamente ou não) a mente de muitos profissionais de cinema em todo o mundo, mas que ainda é reservado a poucos, incluindo alguns nomes brasileiros, como os dos diretores Fernando Meireles e José Padilha ou dos atores Rodrigo Santoro e Alice Braga. Para quem ainda não tem grande projeção, especialmente no caso dos atores, o maior desafio é tomar parte num projeto que tenha boa repercussão, o que pode requerer participação direta na elaboração do mesmo, no sentido da gestão da própria carreira.

Foi esse desafio que moveu a atriz carioca Luciana Faulhaber, 30 anos, a se aventurar no mercado cinematográfico da pátria do cinema, onde aportou, dez anos antes, como estudante universitária. Ainda antes de obter o diploma, mudou-se para Nova York e estudou atuação, participou de peças, curtas-metragens e atualmente pode ser vista numa sequência do filme Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, EUA, 2013) – ela é uma das mulheres que está na cama com Ben Kingsley, no papel do falso líder terrorista. Mas esse não é o projeto com o qual Luciana pretende coroar sua carreira. A menina dos seus olhos é um longa de horror, financiado por um fundo cooperativo e que promete seguir o melhor da tradição do gênero.

Luciana Falulhaber por inteira Fotto: Leslie Hassler
Luciana Falulhaber por inteira Fotto: Leslie Hassler

A ideia de criar e produzir esse longa surgiu durante a minha participação no HBO New York International Latino Film, Festival no qual eu tinha um curta concorrendo, chamado Primavera. Estive presente no festival com a roteirista do curta, Anna Clara Chermont, e durante o evento tivemos a oportunidade de conversar com um dos organizadores, Juan Caceres. Nesse bate -papo ele falou que agora é a hora de atores produzirem não só os próprios projetos, mas a própria carreira. Essa conversa ficou comigo. Essa foi a primeira semente. Quando se esta começando, não são oferecidos aos atores papeis que realmente mostrem seu talento. Decidi então me unir com pessoas igualmente dedicadas e competente para fazer um projeto do qual tivéssemos orgulho e que pudesse expandir a visibilidade do nosso trabalho. Eu tinha a historia escrita quando conversei com a roteirista Jessica Boucher para colaborarmos no script.

Don’t Look, o projeto de Luciana, é um típico filme de horror, como explica a própria idealizadora: A estória foi escrita baseada na minha experiência aqui aprendendo sobre a cultura americana e com a historia do local. Ela começa com um grupo de cinco amigos que saem da cidade e que vão passar o feriado de ação de graças no campo, no Estado da Pensilvânia. Ao chegar lá, um feriado que deveria ser divertido se torna um verdadeiro pesadelo. Escolhemos esse gênero porque achamos que seria divertido fazer esse filme e em termos de venda também e um gênero muito popular.

Banner de DONT'T LOOK, a ser dirigido por Luciana Faulhaber
Banner de DONT’T LOOK, a ser dirigido por Luciana Faulhaber

Sem investimento dos grandes estúdios, Luciana e seus parceiros, os atores Javier E. Gomez e Lindsay Difulvio, decidiram recorrer ao Kickstarter, um site de financiamento coletivo, arrecadando cerca de U$$ 50 mil, o orçamento total do filme. Agora o grupo está em busca de produtores e diretores independentes que possam transformar esse pequeno montante num produto de qualidade. Um grande desafio, considerando as dimensões do mercado audiovisual americano, mesmo no circuito independente. Mas esses problemas parecem passar ao largo dos pensamentos da bela morena de Ipanema que dava aulas e estudava teatro após o trabalho em Nova York e está disposta a vencer no mundo da sétima arte, acalentando inclusive trabalhar no cinema brasileiro. Qualificações para isso não lhe faltam, considerando que, em seu primeiro trabalho de estúdio, contracenou com atores do quilate de Robert Downey Jr. e Ben Kingsley. Foi uma experiencia maravilhosa trabalhar com profissionais desse calibre. Não só me deu a chance de mostrar um pouco do meu talento como tambem de aprender com os melhores. 

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