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Melhores de 2011 – ausência de MEIA NOITE EM PARIS

Publicado em 08/01/2012 - 20:12 por | Comentar

Categorias: Geral, MEMÓRIA

 

Em sua coluna De Olho da Tela do Caderno Gente deste domingo, 8, do Diário do Nordeste, o meu amigo José Augusto Lopes, em matéria intitulada “Clamorosa Injustiça”, protesta pela não inclusão de Meia-Noite em Paris, de Woody Allen, o qual ele considera, disparadamente, o melhor lançamento de 2011, na lista dos críticos locais. A observação de um dos grandes amigos que tenho guardado no peito há mais de 40 anos, refere-se, obviamente, a minha seleção dos 10 mais, pois nela não consta a obra de Allen e nenhum outro crítico teve os seus preferidos divulgados na imprensa impressa

 

 

 

Leia o artigo de José Augusto Lopes acessando aqui > http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1090762&coluna=1

A seleção dos melhores filmes do ano ao final de cada temporada é uma praxe e tradição. Não sei em qual ano e nem em qual país eesa eleição foi criada, mas, de qualquer forma, representa a escolha pessoal de cada um dos analistas de cinema, a qual serve, igualmente, de parâmetro para o público, tanto que a sua divulgação promove uma busca dos títulos nas locadoras de DVD. Dos colegas de crítica local, até agora, a única relação dos melhores que vi publicada na imprensa escrita e nos blogs foi a da Camilla Vieira, que pode ser conferida em seu blog Imagem em Movimentohttp://imagem_em_movimento.blogspot.com/  Não tive, ainda, um tempinho para sair pelos sites locais conferindo quem postou a relação dos melhores. Na relação da Camilla, Meia-Noite em Paris está em sétimo lugar. Na minha lista, consta nas menções honrosas. É o máximo o que eu posso expressar pela obra de Allen, um bom filme derivado de um dos melhores trabalhos dele, A Rosa Púrpura do Cairo – em relação ao qual, aliás, é inferior.

Woody Allen em foto de Pascal de Segretain/Getty Images, no Festival de Cannes-2011

Meia-Noite em Paris,  um bom filme, tem seu valor por se inserir no realismo fantástico, como é, aliás, o mundo de Woody Allen, povoado por gente bonita, rica, refinada, inteligente e, principalmente, intelectual. O mundinho materialista perfeito. Que meu amigo Zé me desculpe, mas não vi esses encantos todos no filme de Woody Allen. Meia-Noite em Paris é interessante, mas não suficiente para estar na minha lista dos melhores, quanto mais encabeçando-a. E eu gostaria, sim, de conhecer a sua lista meu amigo. Que Woody Allen não seja o motivo de tal protesto de sua parte. Ele, o Woody, não merece essa honraria toda.

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DVD/BluRay – Para você ver no final de semana

Publicado em 24/12/2011 - 8:09 por | Comentar

Categorias: Geral

Enfim, chegamos ao final do ano, e, os principais lançamentos do cinema nesse segundo semestre de 2011 estão chegando em DVD e Blu ray nas locadoras da cidade. Se você é um inveterado fã da sétima arte, pegue o papel e caneta e anote os títulos de alguns ótimos filmes que o blog de cinema do Diário do Nordeste recomenda para que os conheça, em companhia da família neste fim de semana especial de Natal

 

PEDRO AZEVEDO
Colaborador

 
Melancolia

A depressão do diretor dinamarquês Lars Von Trier deu luz a dois grandes filmes de sua carreira, Anticristo e Melancolia são frutos do estado depressivo do diretor. Não seria exagero algum pôr o filme entre os melhores do ano, Kirsten Dunst interpreta aqui um dos seus maiores papeis, que inclusive lhe rendeu a palma de ouro de melhor atriz em Cannes.

Veja o trailer de Melancolia.

Imagem de Amostra do You Tube

 

Melancolia é um planeta recém-descoberto pelos astrónomos que passará pela órbita terrestre no seu próprio movimento translativo. O fim do mundo é inevitável, os primeiros 10 minutos de filme não tardam a nos mostrar o triste destino do planeta terra e de toda a humanidade. Trata-se de um filme catástrofe que tem como pano de fundo o fim do mundo, no qual o que importa não é o alarmismo do arrebatamento e sim o estudo minucioso de suas duas personagens centrais: Justine e Claire. Também não seria justo dizer que o filme trata da reação de suas personagens com o fim do mundo: os traços de personalidade de cada uma já estavam estabelecidos muito antes de tomarmos conhecimento da possibilidade do planeta vir a colidir com a terra. O máximo que se pode chamar a atenção é para você ficar atento e “captar” esse detalhe: como as particularidades e a idiossincrasia de cada uma sofrem transformações ao longo do filme e como o “fim do mundo” catalisa essas mutações.
Melancholia. Dinamarca, Alemanha, França, Itália, Suécia, 2011. Diretor/Roteiro: Lars von Trier. Fotografia: Manuel Alberto Claro. Elenco: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt, Alexander Skarsgård, Brady Corbet e Stellan Skarsgård. Duração: 136 min. Distribuidora: Califórnia Filmes. Classificação: 14 anos.

A Árvore da vida

O quinto filme do diretor estadunidense Terrence Malick, ganhador da Palma de Ouro neste ano em Cannes é, também, o meu preferido de toda a sua carreira. A Árvore da Vida (Confira a crítica completa clicando aqui >) é um dos filmes mais controversos de 2011, pois decepcionou a uma parte de seus espectadores e foi aclamado pela crítica. Os comentários negativos a respeito do filme variam de “muito chato” a “presunçoso”, fruto da narratuiva lenta imposta pelo diretor. Mas, inegavelmente, este é um filme sensorial, transcendente, e conquista as pessoas que souberam apreciá-lo em sua mensagem espiritual.

Confira o trailer de A Árvore da Vida.

Imagem de Amostra do You Tube

Como eu tinha dito em crítica neste blog, o filme tráz um nível de discussão existencial a qual é novidade para o cinema. Entre outros temas, o papel do homem no universo e a sua relevância no curso de sua existência são postos em xeque de maneira poética e envolvente, linda mesmo, por Malick, com a colaboração de seu fotógrafo predileto, Emmanuel Lubezki.  A grandeza de A Árvore da Vida é intimidante, assim como a grandeza do universo em relação a humanidade. O filme inquieta por nos levar à reflexão sobre a vida e a morte. E, no fim das contas, nem todos conseguem lidar com essa dura tarefa, a existência, não é mesmo?

The Tree of Live. EUA, 2011. Diretor/Roteiro: Terrence Malick. Fotografia: Emmanuel Lubezki .Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Fiona Shaw, Jessica Chastain, Kari Matchett, Dalip Singh, Joanna Going, Jackson Hurst, Brenna Roth, Jennifer Sipes, Crystal Mantecon, Lisa Marie Newmyer. Duração: 138 min. Distribuidora: Imagem Filmes. Classificação: 10 anos.

Meia noite em Paris

O diretor estadunidense Woody Allen dispensa apresentações e a única declaração que eu posso dar ao introduzir Meia Noite em Paris é que é um dos filmes mais divertidos e, ao mesmo tempo, sérios do diretor. Woody faz referências a filmes que ele mesmo criou como A Rosa Púrpura do Cairo, Desconstruindo Harry ou Simplesmente Alice. Caso você os tenha visto, serão feitas inevitáveis associações entre eles. Allen dá vida à fantasia neste Meia-Noite em Paris, assim como já fizera tão maravilhosamente nos demais citados.

Confira o trailer de Meia Noite em Paris.

Imagem de Amostra do You Tube

Meia Noite em Paris trata da importância que a arte tem como experiência individual e da insatisfação crônica de seus personagens com o seu ideal de felicidade. Vai mais além do que apenas um filme nostálgico e de auto referencia. E se a insatisfação tomou conta da sua vida, agarre-se ao seu ideal de felicidade e assista a esta romântica viagem ás noites mágicas de Paris!

Midnight in Paris. EUA, França, Reino Unido, 2011. Diretor/Roteiro: Woody Allen. Fotografia: Darius Khondji. Elenco: Kurt Fuller, Owen Wilson, Marion Cotillard, Michael Sheen, Tom Hiddleston, Kathy Bates, Rachel McAdams, Gad Elmaleh, Carla Bruni, Nina Arianda, Mimi Kennedy, Corey Stoll, Manu Payet. 100 minutos. Distribuidora: Paris Filmes. Classificação: 12 anos.


Desconstruindo Harry

Aproveitando o gancho de Meia-noite em Paris, informo que Desconstruindo Harry acaba de chegar ao home vídeo, pela flashstar, juntamente com vários outros filmes da coleção de Woody Allen lançada recentemente pela distribuidora. Desconstruindo Harry é, particularmente, um dos meus filmes preferidos do diretor. A história contida no filme é a do escritor Harry Block (possível referência à Antonius Block, personagem de Ingmar Bergman em O Sétimo Selo), que encontra sucesso apenas na arte e é um fracasso como ser humano (outra possível referência a Bergman que dizia ter fracassado como ser humano).

Confira o trailer de Desconstruindo Harry.

Imagem de Amostra do You Tube

Logo vamos literalmente desconstruindo a história de Harry, todas as suas desilusões amorosas, sua relação com a religião/sexo/paixão/morte/depressão/muitas coisas. Woody Allen joga com o fantasioso para construir a desconstrução de Harry. Desconstruindo Harry não é um filme novo, data de 1997, mas o intuito dessa lista é acima de tudo sugerir bons filmes bons, de preferência agradáveis de se ver. Não deixem de assistir!
 

Desconstrcting Harry. EUA, 1997. Diretor/Roteiro: Woody Allen. Fotografia: Carlo Di Palma. Elenco: Elizabeth Shue, Judy Davis, Caroline Aaron, Woody Allen, Kirstie Alley, Bob Balaban, Richard Benjamin, Eric Bogosian, Billy Crystal, Hazelle Goodman, Mariel Hemingway, Amy Irving, Julie Kavner, Eric Lloyd, Julia Louis-Dreyfuss, Tobey Maguire, Demi Moore, Stanley Tucci, Robin Williams, Gene Saks e Jennifer Garner. 100 minutos. Distribuidora: Flashstar. Classificação: 14 anos.

Cópia Fiel

Quando se acha que Juliette Binoche não pode ser melhor, ela nos presenteia com uma de suas melhores atuações, a qual lhe rendeu, entre outras premiações, a Palma de Ouro de melhor atriz em Cannes em 2010. De Abbas Kiarostami, Cópia Fiel é um deleite de filme romântico dramático.

Confira o trailer de Cópia Fiel.

Imagem de Amostra do You Tube
Cópia Fiel é acima de tudo um filme de diálogos. Essa característica tem de ser ressaltada para o espectador não ser pego de surpresa com os longos takes de discussões filosóficas e existenciais entre os personagens centrais, interpretados por Juliette Binoche e William Shimell. Não se sabe bem para onde as discussões conduzem os personagens em suas jornadas emocionais, eles continuam os mesmos, imutáveis? Afinal de contas, quem são estes dois na tela? São originais ou meras cópias? Como o próprio personagem de Shimell afirma em seu livro, toda cópia tem sua originalidade.

Copie conforme. França-Itália-Irã, 2010. Diretor/Roteiro: Abbas Kiarostami. Fotografia: Luca Bigazzi. Elenco: Juliette Binoche e William Shimell. 112 minutos. Distribuidora: Imovision. Classificação: Livre.

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