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A ERA DO GELO 4/Crítica – a tenaz perseguição ao riso

Publicado em 28/07/2012 - 18:21 por | 1 Comentário

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Mantendo a família e a amizade como temáticas características da série, a fraca história de A Era do Gelo 4 tenta se manter  promovendo uma tenaz perseguição ao riso

O mais aplicável dos entendimentos sobre Hollywood é que tudo é reciclável, se estica, se reduz e se recria. Entenda-se reciclável os remekes, o estica-estica as sequências, o redutor as prequelas e o recriar o reboot. É um sistema de produção voltado exclusivamente para entreter ao público e, em troca, manter a indústria funcionando em prol do dinheiro.

E dentro desse sistema se insere a A Era do Gelo 4, a mais recente produção da franquia criada pela Blu Sky (braço de animação da 20th Century Fox), da qual o brasileiro Carlos Saldanha é um de seus diretores. Saldanha, 44, por sinal, atua apenas como produtor executivo, pois se dedica a pré-produção de Rio 2, que tem lançamento previsto para 2014.

A história de A Era do Gelo 4, escrita por Michael Berg e depois roteirizada pelo próprio com a colaboração de Jason Fuchs, se apropria de dois fatos reais, a revolução sedentária que criou os continentes, chamada de deriva continental, e o início da Idade do Gelo, os quais servem como cenários às estrepolias e aventuras de Scrat, Manny, Diego e Sid. Scrat, aliás, ao tentar recuperar determinantemente a preciosa noz, é dado como o responsável pelo início das mudanças que deram uma outra face ao planeta.

A turma jovem de A ERA DO GELO 4: Steve Martino, Jason Fuchs e Mike Thurmeier

Berg e Fuchs, para estruturar o enredo, unem os dois acontecimentos geológicos separados por milhares de anos, já que o supercontinente Pageia começou a rachar 200 milhões de anos atrás e a Idade do Gelo ocorreu há 20 milhões de anos. É nesse cenário de dificuldades que os roteiristas desenvolvem uma história que tem como temas centrais a exclusão, a família e a amizade – temas presentes desde o primeiro filme.

Para se informar sobre o supercontinente Pangeia, clique aqui > http://pt.scribd.com/doc/28986368/Pangeia-o-super-continente

No futuro, haverá o retorno do supercontinente Pangeia. Para saber como, clique aqui> http://pt.wikinoticia.com/cultura%20cient%C3%ADfica/Ci%C3%AAncia/10892-na-terra-do-futuro-irao-formar-um-supercontinente

Em A Era do Gelo 4 dá para se perceber esses temas como a base do enredo, mas a história é muito fraquinha para sustentá-las. No tratamento da exclusão, os personagens centrais são Sid, a preguiça, e sua inquieta Vovó, além do bando liderado pelo temerário orangotango Estranha. No segundo, o grupo formado por Manny, Ellie, os mamutes, e sua rebelde filha Amora; e o grupo da amizade é composto por Diego, o solitário tigre dente-de-sabre, o qual faz tudo para unir todos esses personagens.

Conheça na exposição de uma paleontóloga, as falhas científicas em A Era do Gelo 4.
Clique aqui> http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6013753-EI238,00-Paleontologa+aponta+falhas+cientificas+em+A+Era+do+Gelo.html

Saiba mais sobre a Idade do Gelo que predominou no Planeta Terra.
Clique aqui> http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_do_gelo

Curioso notar que a exclusão pode ser vista por dois ângulos: a dos abandonados pela própria família (Sid e a avó) e os que fazem o bando liderado por Estranha, o orangotango, o qual impõe a liderança através da opressão e do medo. No caso, o bando não se trata nem de uma família e nem um grupo de amigos, mas de excluídos reunidos ao leu e que, sem perspectivas, os quais se deixam dominar pelo agressivo falso líder. Assim se forma, na realidade, o grupo da marginalidade.

Mas, apesar de conter esses temas, a história armada por Berg e Fuchs é bem fraquinha, pois apenas se serve deles para desenvolver uma série de situações voltadas para gerar o riso. Nos filmes anteriores havia o equilíbrio de uma boa história com as situações cômicas. Em A Era do Gelo 4 este equilíbrio não existe.

E, paradoxalmente, não está errado, pois divertir é o propósito mesmo da franquia. Mas, aí, a questão é forma de tratamento do enredo. Quanto a isso, os diretores Steve Martino e Mike Thurmeier desenvolvem a história sem maiores atropelos, mas não lhe dão a devida relevância, uma narrativa sólida e dinâmica, e com isso os temas fluem superficialmente, fazendo com que o direcionamento do enredo seja em busca das situações cômicas e hilárias. E a elas o filme faz uma tenaz perseguição, se constituindo, por conseguinte, nos únicos bons momentos de A Era do Gelo 4.

Outro aspecto. Este é o típico filme em que o 3D não serve para nada. Mas, em todo caso, se você não for muito exigente, pode reunir a família e conferir A Era do Gelo 4. E, embora poucas, as gargalhadas vão proporcionar descontração e diversão.

Ficha técnica

A ERA DO GELO 4 (Ice Age – continental drift, EUA, 2012), de Steve Martino e Mike Thurmeier. 94 minutos. Dublado. Livre.

Confira o trailer legendado de A Era do Gelo 4.

Imagem de Amostra do You Tube

 

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Crítica/A ERA DO GELO 4 – as presepadas de Sid

Publicado em 03/07/2012 - 6:53 por | 1 Comentário

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

O 4º filme da franquia A Era do Gelo se mostra pouco inspirado na construção narrativa, preocupando-se mais com os efeitos 3D. Salvam-se as presepadas do bicho-preguiça Sid, de longe o personagem mais simpático da cinessérie

O primeiro A Era do Gelo (2002) foi bombástico, mostrando que nem só de Pixar e Dreamworks se fazia animação por computador de qualidade. Aliás, o longa que apresentou o tigre dentes-de-sabre Diego, o mamute Manny e o bicho-preguiça Sid mostrou-se até superior às animações da empresa de animação de Spielberg & cia., de tão simpático que era. E assim também foi conquistando o público pagante a cada novo filme, rendendo mais e mais nas bilheterias. Se A Era do Gelo 4 (2012) conseguirá ultrapassar os números do anterior, ainda não se sabe, mas ouso dizer que muito da graça da cinessérie parece ter se esvaído. Ou derretido, se comparado com o gelo.

Até é possível dizer que a melhor coisa de se ver A Era do Gelo 4 no cinema é poder assistir o gracioso curta The Simpsons: the Longest Daycare, que mostra a pequena Maggie sendo deixada pela primeira vez numa creche. Dizer mais estraga um pouco da graça do já pequeno curta. Não deixa de ser uma sorte a Fox ter entre seus maiores sucessos o longevo desenho dos Simpsons.

Quanto ao quarto A Era do Gelo, talvez o longa tenha sofrido a ausência de Carlos Saldanha, que esteve presente nos três primeiros filmes como diretor, mas que não pôde estar neste por causa da produção de Rio (2011), que aliás já está com continuação confirmada para 2014, tendo a Copa do Mundo como tema. Saldanha pelo visto é também um sábio homem de negócios.

Na trama de A Era do Gelo 4, o solitário esquilo Scrat, em sua eterna busca por nozes, acaba indo parar no centro do planeta, causando uma rachadura imensa que formará os continentes como os conhecemos hoje. Isso acaba por separar os três amigos de seus agregados, personagens que haviam surgido nos filmes anteriores. Na separação, eles ficam à deriva num pequeno iceberg, e acabam encontrando pelo caminho um perverso orogantago pirata, o Capitão Entranha.

Embora o filme tenha seus momentos divertidos, graças principalmente às presepadas de Sid e de sua avó, que lhe é entregue “espontaneamente” por sua família para que ele cuide dela, a busca por efeitos visuais que pudessem ser explorados no 3D fez do filme um mero passatempo estilo montanha-russa light, com seus personagens à deriva não apenas no pedaço de gelo em que se encontram, mas também à deriva no sentido de que parece não ter havido um esforço para se criar uma boa história.

A ERA DO GELO 4 (Ice Age: Continental Drift, EUA, 2012), de Steve Martino e Mike Thurmeier. Com as vozes originais de John Leguizamo, Denis Leary, Ray Romano, Queen Latifah, Peter Dinklage, Simon Pegg. Fox. 94 min. Livre.

Veja o trailer:

Imagem de Amostra do You Tube

 

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