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OS CINEMAS E O PÚBLICO – hoje em dia é menos agradável ir ao cinema?

Publicado em 12/05/2013 - 21:41 por | 5 Comentários

Quando escrevi sobre o filme João e Maria – Caçadores de Bruxas, de Tommy Wirkola, um de nossos leitores, Cortes, de São Paulo, enviou um comentário bastante interessante e que chama a atenção. E fizemos por bem colocar em discussão o assunto aqui no Blog de Cinema

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Ainda sou desses frequentadores ferrenhos do cinema. Cheguei a esperar por dois anos para ver À Prova de Morte (Death Proof, 2007), de Quentin Tarantino, na telona, quando praticamente todo mundo já o havia baixado na internet, pois nem sempre dá para esperar pela boa vontade de distribuidoras e exibidores.

Mas Cortes destacou 3 problemas: o da falta de educação do público, principalmente com o mau uso dos aparelhos celulares, iPods etc., atrapalhando e muitas vezes irritando bastante a apreciação fílmica do outro, e a questão dos downloads, que no caso não foi um problema levantado por ele, mas uma solução.

O celular, à medida que foi se tornando cada vez mais popular, foi mais e mais sendo motivo de desgosto para muitos cinéfilos, aqueles que consideram a sala de cinema quase um templo sagrado. Isso que o Cortes falou, do sujeito que ficou narrando no celular partes do filme, é um completo absurdo. Mais absurdo ainda é a administração da sala não ter tomado nenhuma providência. E, pasmem, isso está se tornando comum.

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Qual seria, então, uma solução para que esse tipo de aborrecimento não mais acontecesse? Ao que parece, “confiscar” os celulares do público não parece uma ideia muito interessante para os exibidores. Até porque cinema também é ponto de encontro de amigos e amores. Então, deixo no ar a pergunta.

Outro ponto que Cortes destaca e que tem se tornado outro problema para as produtoras, distribuidoras e salas de exibição é a já tão comum prática de download de filmes pela internet. É simples, é rápido, boa parte dos filmes exibidos nos cinemas já estão disponibilizados na web. Então, acaba sendo um caminho tanto para aqueles que querem economizar um dinheiro, já que hoje em dia o ingresso não custa o preço de uma passagem de ônibus, quanto para aqueles que não têm muita disposição para sair de seus lares.

Com uma distribuição que nem sempre atende aos anseios dos espectadores mais exigentes e que querem uma maior variedade, que poucas vezes é possível, principalmente para quem não mora em cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, muitos cinéfilos acabam por fazer a sua própria programação, colocando, inclusive, filmes exibidos em festivais e que não foram comercializados no Brasil. O terceiro ponto é a ineficiência e o descaso dos gerentes quanto às reclamações por parte de seus clientes incomodados na sala de projeção.

Ainda assim, vale dizer, as salas de cinema continuam cheias, não apenas durante a exibição de blockbusters ou na temporada do Oscar. Os responsáveis pela distribuição e os exibidores precisam, porém, ser mais sensíveis com seu principal alvo, o espectador, pois corre o risco de perdê-lo. Por isso é preciso que as salas de cinema se tornem mais e mais atraentes para os espectadores. Não apenas através de conforto e boa projeção, mas também de uma programação diversificada e de qualidade. E, também, com uma política de educar os espectadores quanto ao seu comportamento. Assim, as salas de cinema não perderiam espectadores como o Cortes. E não correriam o perigo de se tornarem saudosos objetos do passado.

 

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UM DIA – 18 julhos, um dia 15 por ano

Publicado em 06/01/2012 - 10:03 por | 2 Comentários

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

 

Emocionante jornada pela tristeza, Um Dia, de Lone Scherfig, com base no romance de David Nicholls, trata da natureza do amor e suas formas e mostra o destino como um implacável agente incapaz de perdoar diante do desperdício da oportunidade de agarrar a felicidade

 

Em uma sociedade na qual a divisão de classes ainda é empecilho para a concretização dos sentimentos do amor, um filme como Um Dia, rodado na Inglaterra, país que agasalhou a cineasta dinamarquesa Lone Scherfig, encanta ao oferecer uma visão diferente das relações humanas entre classes. Mas, se a temática central é a amizade e o seu cerne é a não correspondência do amor. Dito isso, resta explicar. Um Dia se serve das diferenças sociais para situar o comportamento e a visão da existência de seus personagens, Emma Morley (Anne Hathaway, de Amor e Outras Drogas e a nova Mulher-Gato de Batman: o Cavaleiro das Trevas Ressurge) e Dexter Mayhew (Jim Sturges, de Across the Universe). Ela, garota da classe operária, moldada por princípios e motivada pela esperança, anseia ascender a um mundo melhor. Ele, rico e popular como apresentador de um programa de televisão de variedades através do qual desfruta da facilidade de caçador bem sucedido.

Eles se conhecem após a formatura da faculdade, em 15 de julho de 1988. Naquela mesma noite têm uma experiência sexual que não se concretiza e que os determina a uma amizade que se estenderá ao longo de 18 anos. Os princípios e o respeito de Emma pelo acordo de amizade irão enveredá-la por um torturante processo de sofrimento contido em seu amor, platônico, mudo e manifestado apenas pelo olhar. Esse período de 18 anos de relação de amizade ligada pela distância e a espera, encontros e reencontros, erros, alegrias e frustrações, se estabelece, na narrativa, ano a ano, em cada dia 15 de julho. É a data na qual se encontram e reencontram.

Para Emma, cada reencontro representa um renovar do sofrimento de uma espera angustiante de que, um dia, o amigo perceba que o que ela sente por ele é amor. Dexter, no entanto, continua mantendo a consciência e a percepção sob o formol das conquistas inócuas ao passar dos meses e anos. A vida de ambos segue rumos diversos e em relações que não expressam ou vivenciam a devida plenitude e dimensão do amor.

Em Um Dia, Lone Scherfig nos faz refletir sobre o passar inexorável do tempo. O tempo que corre e encurta a duração da existência em comum e feliz que Emma e Dexter poderiam vivenciar.  A cada encontro, a cada reencontro, o semblante e o olhar de Emma Morley se desmancha em dor de um amor em ebulição, o qual, quando manifestado, encontra em Dexter uma rejeição. O rapaz mimado e incapaz de perceber a felicidade à sua frente faz, sempre, essa ebulição se desfazer em dor, decepção e sofrimento, obrigando-a a retornar ao seu estado de mudez.

Pelo menos duas sequências memoráveis expressam a angústia do amar de Emma por Dexter. Carregadas de emoção, trafegam pela reflexão nas afirmações dolorosas de uma mulher prestes a explodir com os sentimentos contidos. Ambas expressam, também, uma forma do amor moldada em plena angústia. “Eu te amo Dex. Só não gosto mais de você”, diz Emma, pregando, finalmente, a separação entre amor e amizade. O amor, interno, resiste. A amizade, revela, está indo embora. Nesse processo, quando ela lhe diz, mais tarde, “não sou solitária, apenas sozinha”, revela-se a decepção de não tê-lo como o preenchimento de sua existência.

Confira o trailer de Um Dia.

Imagem de Amostra do You Tube 

Um Dia pode ser visto como um filme sobre o sofrimento e a dor: o sofrimento de amar, a dor do amor platônico, o sofrimento da espera, a dor da perda, a sofrimento da decepção para consigo mesmo, o dor da ausência, o sofrimento da reparação do impossível. Daí, esse belo e melancólico poema sobre as relações humanas não é um romance feito ao estilo de Hollywood. De Hollywood, apenas os atores. Na tela, realidade e emoção que nos leva a refletir sobre o que queremos da vida.

Scherfig, que nos deu o irônico Italiano Para Principiantes e o brilhante Educação, endereça o seu filme na residência da realidade, nos convida para entrar e embarcar em uma reflexão sobre a temporalidade da vida, as escolhas que fazemos, a necessidade de aproveitar a oportunidade de agarrar a felicidade e, por fim, nos deixa uma pergunta: o que queremos da vida? 

Como uma resposta, o seu Um Dia diz que a felicidade está sempre ali, pertinho e visível o tempo todo. Perdê-la, representa o perigo de levar uma vida infeliz – afinal, dor e sofrimento estão logo ali, do outro lado, à espera para ocupar o lugar vazio.

Mais informações

Um Dia (One Day, Inglaterra-EUA, 2011), de Lone Scherfig, com Anne Hathway e Jim Sturges. 107 minutos. 12 anos.

-EUA, 2011), de Lone Scherfig, com Anne Hathway e Jim Sturges. 107 minutos. 12 anos.

Agora, aprecie a canção-tema de Um Dia, uma das mais belas do Cinema.

Imagem de Amostra do You Tube

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Ranking Brasil – AMANHECER PARTE 1, o mais visto em 2011

Publicado em 20/12/2011 - 7:59 por | Comentar

 

A saga dos vampiros continua sugando as bilheterias brasileiras e agora assume o posto de filme mais visto do ano, superando o então líder, a animação Rio (Fox), de Carlos Saldanha, que estabelecera 6,37 milhões de ingressos vendidos. Contabilizando 6,38 milhões em ingressos vendidos, Amanhecer Parte 1, no entanto, não superou os R$ 68,83 milhões arrecadados pela animação, estando próximo com R$ 59,97 milhões, mas já com pouco fôlego para superar a bilheteria do líder. No Ranking da semana de sexta, 16, a domingo, 18, Gato de Botas 3D manteve a liderança ao arrecadar R$ 5,9 milhões. As estréias formaram a chamada “aquela decepção”…

 

Entre as estréias, Roubo nas Alturas é uma decepção. Aqui no Brasil, repete a sua parca atração que teve nos cinemas estadunidenses, junto ao seu público, o masculino. Mesmo em cartaz em 218 cinemas, ficou aquém das expectativas. Por sua vez, o drama político Tudo Pelo Poder, com apenas 1/4 das cópias em cartaz de Roubo nas Alturas, estreou bem,  atraindo o público formador de opinião, aquele frequentador das salas de arte e que procura algo mais do que apenas diversão em um filme. Dirigido por George Clooney, trata das sacanagens efetuadas durante as campanhas políticas. Este merece ser visto.

Confira o trailer de Tudo Pelo Poder.

Imagem de Amostra do You Tube 

Continuações. Gato de Botas 3D manteve a liderança graças ao pouco interesse despertado pelas estréias, fracas em termos de qualidade. Uma das continuações que se salvam, a animação Operação Presente, tem suas qualidades e uma delas é de prender a atenção de crianças e adultos. Uma raridade frente a filmes constrangedores como Noite de Ano Novo. Com um elenco repleto de astros e estrelas de Hollywood (um crítico estadunidense, ironizando, disse que tinha inutilmente a metade dos atores famosos de Hollywood), conta uma chinfrim história de pessoas que se cruzam na noite de passagem de ano. No caso deste drama romântico forçado, não há atores famosos que dê jeito ou ânimo a um espetáculo chato e arrastado, com personagens clichês, situações pueris e mal resolvidas.

Um ótimo filme que poderia ter chegado por aqui, Um Dia, de Lone Scherfig, parece que vai ficar inédito em Fortaleza, pois está fracassando junto ao público do Rio e de São Paulo. O mesmo aconteceu ao estrear nos cinemas dos EUA. O problema de Um Dia, que é uma produção entre estúdios dos EUA e da Escócia e que tem Anne Hathaway e Jim Sturges (Across the Universe) no elenco, é ter um enredo diferente, uma história emocionante em uma estampa de filme de arte europeu (a diretora é dinamarquesa e fez no ano passado o ótimo drama Educação). Caso entrasse em cartaz na cidade, com toda certeza integraria a minha lista dos 10 melhores filmes do ano. Caso se confirme que ficará inédito na cidade, vamos tentar trazê-lo para o Cinema de Arte.

Confira o trailer de Um Dia.

Imagem de Amostra do You Tube
 
Confira os 20 mais do Ranking de Bilhteria Brasil de 16 a 18 de dezembro.

Filme > Renda 18 a 20 > Queda > Renda Total > Público Total > Semanas em Cartaz
1. GATO DE BOTAS/Paramount > 5.937 milhões –39% = 22.358 milhões > 1.959 mil > 2
2. AMANHECER PARTE 1/Paris > 2.321 –21% = R$ 59.959 milhões > 6.384 mil > 2
3. ROUBO NAS ALTURAS/Universal > 1.630 > estréia > 139.082 mil
4. NOITE DE ANO NOVO/Warner > 728,7 mil –41% = 2.931 milhões > 274.685 mil > 2
5. OPERAÇÃO PRESENTE/Sony > 393 mil –43% =  4.510 milhões > 411.194 mil > 2
6. OS ESPECIALISTAS/Imagem > 392 mil –46% = 3.429 milhões > 342 mil > 3
7. OS MUPPETS/Disney > 277 mil –59% = 3.629 milhões > 410.156 mil > 3
8. TUDO PELO PODER/Califórnia > 156,8 mil > estréia > 161.718 mil
9. A PELE QUE HABITO/Paris > 117,8 mil –24% = 4.543 milhões > 348.439 mil > 7
10. UM DIA/Universal > 116,2 mil –54% = 1.189 milhão > 90.824 mil > 3
Outros Resultados
11. COMPRAMOS UM ZOOLÓGICO/Fox > 106,6 milhões > pré-estréia > 9.807
12.  HAPPY FEEET 2 3D/Warner > 84,4 mil –67% = 7.855 milhões > 705.751 mil > 4
13. O PALHAÇO/Imagem > 83,1 mil –30% = 13.392 milhões > 1.406 milhões > 8
14. REDENÇÃO/Imagem > 55.585 mil > pré-estréia > 4.263 mil
15. O GAROTO DA BICICLETA/Imovision > 53.688 mil –36 %= 697.610 mil > 60.190 > 5
16. O ÚLTIMO DANÇARINO DE MAO/Califórnia > 37.946 mil –19% = 107.739 mil > 2
17. NÃO SEI COMO ELA CONSEGUE/Imagem > 37,5 mil –62% = 1.815 milhão > 176.122 > 4
18. O PREÇO DO AMANHÃ/Fox > 32,7 mil –52% = 4.086 milhões > 422.093 mil > 7
20. ADEUS PRIMEIRO AMOR/Imovision > 29.825 mil > estréia > 2.540 mil

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PROGRAME-SE – UM DIA e A FERA estão sem datas

Publicado em 08/12/2011 - 15:25 por | Comentar

Categorias: ESTRÉIAS

Nem todos os filmes estréiam em circuito nacional. É comum alguns filmes ingressarem nos circuitos do Rio e de São Paulo e, posteriormente, vão sendo lançados nos estados das demais regiões. Isso acontece, geralmente, com os filmes de arte e com produções que teriam grande circuito e por razões mercadológicas passam a ter poucas cópias. Confira alguns desses filmes já lançados neste mes de dezembro e ainda sem datas de exibição confirmadas em Fortaleza

 

 

INÁCIO ALAIOLA
Colaborador

 

UM DIA

Drama romântico. Adaptação do best-seller homônimo de David Nicholls, Um Dia acompanha história de Emma (Anne Hathaway, de O Diabo Veste Prada) e Dexter (Jim Sturgess, de Quebrando a Banca), dois jovens que se conhecem na noite de formatura e desenvolvem, após uma frustrada noite de amor, uma amizade que passa a se desenvolver através de décadas, repleta de altos e baixos e que esconde o amor que ela sente por ele. A cineasta é a realizadora de Educação, exibido no ano passado.

Veja o trailer de Um Dia.

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One Day. EUA, 2011. Diretora: Lone Scherfig. Com Anne Hathaway, Jim Sturges, Patricia Clarkson, Tom Misum e Jodie Whitaker. 107 minutos.

 

A FERA

Inspirado no livro de mesmo nome escrito pela estadunidense Alex Flinn e best seller em todo o mundo, incluindo o Brasil, A Fera atualiza o clássico conto A Bela e a Fera. Aqui, Alex Pettyfer (de Eu Sou O Número Quatro) vive Kyle Kingson, um adolescente rico e bonito, porém altamente arrogante, que após humilhar sem nenhum constrangimento uma colega de classe, Kendra (Mary Kay Olsen, de No Pique de Nova York), a qual joga-lhe uma praga e ele é passa a ter o corpo transfigurado e o rosto cheio de marcas e listras cuja aparência representa sua beleza interior. Uma garota aparece (Vanessa Hudgens, da trilogia High School Musical) e tenta resgatá-lo. Ainda no elenco, Neil Patrick da série How I Met Your Mother. A direção fica por conta de Daniel Barnz, do inédito A Menina no País das Maravilhas.

Confira o trailer.

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Beastly. EUA, 2011. Diretor: Daniel Barnz. Com Alex Pattyfer, Vanessa Hudgens, Mary Kate Olsen e Neil Patrick Harris. 85 minutos. 12 anos. 86 minutos.

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2010 – as Menções Honrosas

Publicado em 03/01/2011 - 11:53 por | Comentar

Estes são os títulos que poderiam estar entre os 10 melhores do ano. Vale a pena conferi-los, pois oferecem ao cinéfilo mais exigente uma visão da história, da espiritualidade e das fraquezas e grandezas humanas.

UM OLHAR DO PARAÍSO, visão de Peter Jackson sobre a vida e a morte

A Fita Branca (The White Ribbon, Alemanha), de Michael Haneke

Centurião (Centuion, Reino Unido), de Neil Marshall

Criação (Creation, Inglaterra), de Jon Amiel

Educação (An Education, Inglaterra), de Lone Scherfig

Gente Grande (Grown Ups, EUA), de Dennis Dugan

Invictus (Invi9ctus, EUA), de Clint Eastwood

Onde Vivem os Monstros (Where Wild Things Are, EUA), de Spike Jonze

Nosso Lar (Brasil), de Wagner de Assis Preciosa (EUA), de Lee Daniels

Um Olhar do Paraíso (Nova Zelândia), de Peter Jackson

Zona Verde (Green Zone, EUA), de Paul Greengrass

Veja o treiler de Um Olhar do Paraíso, com destaque a trilha sonora de Cocteau Twins e interpretação de Alice

Imagem de Amostra do You Tube

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