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AGENDE PARA VER EM DVD – reflita com FILHOS DA ESPERANÇA sobre a humanidade e seu futuro

Publicado em 06/04/2013 - 13:29 por | 2 Comentários

Categorias: DVD-BLURAY/CRÍTICA

Com uma produção de grande qualidade, Filhos da Esperança trouxe uma grande renovação para os fãs de ficção científica, conseguindo agradar até mesmo aqueles que não são tão adeptos ao tema. É a minha sugestão para que você pegue na locadora e veja um ótimo filme neste final de semana

Clive Owen em cena de FILHOS DA ESPERANÇA (2006), de Alfonso Cuaron

A ficção científica é um gênero muito difícil de agradar o público. Muitas pessoas entram para assistir a um filme do gênero com certa má vontade, na maioria das vezes por não conseguir aceitar o que está por vir, principalmente quando isso envolve excessivas explosões, pessoas voando pelo cenário e outras coisas que vão além do limite da realidade. Em Filhos da Esperança, no entanto, a história foca no lado humano, deixando de lado os efeitos especiais e utilizando-os (e muito bem) apenas quando necessário.
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LOOM – curta o curta scifi de Luke, filho de Ridley Scott

Publicado em 23/11/2012 - 16:51 por | Comentar

Filho de peixe, peixinho é. Mesmo ainda abalada com o suicídio de Tony, a família Scott toca a vida. Luke, filho de Ridley e sobrinho de Tony, acaba de lançar o seu segundo trabalho como diretor, o curta  Loom, seu passo mais efetivo para se tornar cineasta. Ao se assistir ao curta, se identifica a influência (que se tornam citações propositais) de vários filmes de ficção científica. Um deles é óbvio: Blade Runner

Giovanni Ribisi e Jelly Howie em LOOM (2012), de Luke Scott

Luke Scott. Guarde esse nome depois de assistir a Loom, o seu primeiro curta. É uma auspiciosa estreia, principalmente por se saber que o roteiro é de sua própria autoria. E tecnicamente, um primor. Luke aprendeu direitinho a linguagem cinematográfica, privilegiando os movimentos lentos de câmera – lembra certas passagens de Alien – o 8º Passageiro, e principalmente, Moon (2009), de Duncan Jones -, valorizando os closes e os diálogos, tendo as presenças firmes de Giovanni Ribisi, um dos vilões de Avatar, e Jellybean Howie nos papéis centrais.

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LEIA O LIVRO, VEJA O FILME – um final de semana com Frankenstein

Publicado em 31/08/2012 - 21:13 por | 2 Comentários

Esta dica era para ter sido postada, ontem, 30. Não deu. 3 matérias pesadas e longas preparadas para o Caderno 3 (uma delas, já postada, no blog, sobre o francês Intocáveis) me deixaram brigando com o tempo. Ah!, o tempo… Mas, agora vai. Caso estivesse viva, Mary Shelley teria comemorado ontem, 30, 215 anos. Aos 19 anos essa senhora inglesa escreveu um livro intitulado Frankenstein e, aos meus 19, me deixou simplesmente arrepiado, em uma das mais impactantes, fascinantes e reflexivos contatos que tive com a literatura. Não por menos, é uma das obras mais adaptadas para o cinema (a primeira é datada de 1910, um curta), teatro, televisão e, também, os quadrinhos

Boris Karloff, Robert De Niro e Peter Boyle: os grandes Frankensteins

Apenas para acrescentar, Frankenstein, obra-prima da literatura universal, costuma ser enquadrado como obra gótica, terror e ficção científica. Tudo bem, mas que é uma baita leitura filosófica isto é! Leia e confira como está atualíssima com as nossas atuais conquistas tecnológicas e o avanço da medicina, transplante de órgãos, cibernética, robótica, etc.

Sugiro um final de semana com Mary Shelley. Caso não queira encarar o livro, procure a locadora de sua preferência e escolha uma das versões adaptadas para o cinema. Seguem algumas sugestões, caprichadas.

Frankenstein (Frankenstein, EUA, 1931), de James Whale, com Boris Karloff, Mae Clark e Colin Clive. A mais famosa e elogiadas das versões clássicas, revelou Boris Karloff (1987-1969), tem a grande qualidade de ser fiel ao romance e conter elementos do cinema expressionista alemão.

Confira o trailer de Frankenstein, de 1931.

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A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein, Inglaterra, 1957), de Terence Fisher, com Peter Cushing, Hazel Court e Robert Urquhart. Não tão fiel ao livro, só foi produzido por insistência de Terence Fisher. Odiado por Jack Warner, que tinha certeza de ter perdido dinheiro (o orçamento fora de 65 mil libras), ao estrear nos EUA obteve imenso sucesso de público (faturou US$ 7 milhões), a ponto de alavancar duas pontes: a parceira de Fisher (1904-80) com Peter Cushing (1913-94), que seria um dos grandes nomes do cinema de horror, e a transformação do pequeno estúdio Hammer Films em um criador de clássicos do gênero.

Veja o trailer de A Maldição de Frankenstein.

Imagem de Amostra do You Tube

O Jovem Frankenstein (The Young Frankenstein, EUA, 1974), de Mel Brooks, com Peter Boyle, Gene Wilder, Elizabeth Kahn e Marty Feldman. O neto de Victor Frankenstein descobre o livro do avô e decide refazer a experiência. Versão satírica, obra-prima inesquecível, divertidíssima.

Veja o trailer de O Jovem Frankenstein.

Imagem de Amostra do You Tube

Frankenstein de Mary Shelley (Mary Shelley’s Frankenstein, Inglaterra, 1994), de Kenneth Branagh, com Branagh, Robert De Niro e Helena Bonham Carter. A crítica tem sido impiedosa com esta adaptação do romance feita por Kenneth Branagh, mas há defensores fervorosos. O cineasta fez uma obra de grande reflexão sobre o homem, a ética e os limites da ciência.

Conheça o trailer de Frankenstein de Mary Shelley.

Imagem de Amostra do You Tube

Há outras variações da história: criaram noivas, mulheres e filhas para o monstro de Mary. A imaginação abilolada dos roteiristas Hollywood também promoveu o encontro de Frankenstein com Abbott e Costello (comediantes do estilo pastelão), com o desenho animado do Mister Magoo, e até com Drácula.

Feminista & romântica

Mary Wollstonecraft Shelley nasceu em Londres em 30 de agosto de 1797, filha da escritora e pedagoga Mary Wollstonecraft e do filósofo William Goldwin. Registrada na história como libertária e a frente de seu tempo, praticou a influência dos pais – a mãe era feminista ferrenha, tendo deixado para ela e o mundo uma obra antecipatória, A Vindication of the Rights of Woman (Uma Defesa dos Direitos da Mulher, 1790), e do pai, um libertário e anarquista. A influência a fez tomar também atitudes feministas, mas é também vista como uma mulher romântica, capaz de sair da Inglaterra e viver aventuras amorosas com o seu grande amor, o poeta Percy Shelley, do qual era amante – ele era casado à época – e depois, oficialmente, esposa. Frankenstein foi escrito naquela época de fuga, tornou-se um sucesso e um clássico, mas a crítica e os estudiosos da literatura consideram The Last Man a sua melhor criação, uma obra antecipatória e de grande influência na ficção científica.  Mary faleceu em 1º de fevereiro de 1851.

The Last Man on Earth (escrito em 1926) descreve uma Terra devastada por uma praga numa sociedade faturista e teve uma adaptação tida como desastrada em 2008, sob a direção do inglês James Arnett. Uma nova adaptação da obra está em pré-produção em Hollywood com o título de Alien War: the Last Man, sob a direção de Brandon Slagle, com Kyle Morris e Julie Rose, previsto para 2013. Com a variação da história para uma invasão extraterrestre, não tenha esperança de ser trabalho de qualidade.

 

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O PLANETA PROIBIDO – abre programação do Cineclube Janela

Publicado em 30/07/2012 - 10:20 por | Comentar

Categorias: CINECLUBISMO

O mais novo cineclube da cidade, o Cineclube Janela, começa a exibição de filmes no próximo dia 2, 5a.feira, no SESC Fortaleza, com a Mostra Clássicos da Ficção Científica. O Clássico O Planeta Proibido, de Fred McLeod Wilcox, abre a programação da mais nova opção para os frequentadores de cineclubes da cidade, assim como para todos os cinéfilos que apreciam os filmes que circulam fora do circuito comercial. E, para fortalecer ainda mais o movimento cultural da dacidade, a entrada é gratuita: é só chegar e entrar

Abrindo a Mostra, O Planeta Proibido (The Forbidden Planet, 1956), de Fred M. Wilcox, inspirado na obra clássica A Tempestade, de William Shakespeare; em seguida Admirável Mundo Novo (Brave New World, 1998), de Leslie Libman e Larry Williams, adaptação do livro homônimo publicado em 1932 pelo escritor inglês Aldous Huxley; o terceiro filme será Daqui a Cem Anos (Things to Come, 1936), de Michael Anderson; Crimes do Futuro (Crimes of the Future, 1970), do renomado diretor canadense David Cronenberg; e encerrando a Mostra, uma rara película de ficção científica italiana chamada A Semente do Homem (Il Seme Dell’’ uomo, 1969), de Marco Ferreri.

Confira o trailer de O Planeta Proibido.

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O Cine Clube Janela surge com uma característica bem peculiar: dar ao seu público a possibilidade de escolher os filmes que formaram a grade mensal da sua programação. O objetivo é a formação de platéia, a qual terá um apoio na formação cinematográfica, e, igualmente, a de reunir pessoas que amam a 7ª arte. Como o Cineclube está em processo de formação e tem esse carácter democrático, ideias sobre o formato e ações, assim como o seu próprio nome, ainda serão debatidas entre os participantes. A ideia é que os participantes sugiram filmes e mostras retrospectivas que gostariam de assistir e, igualmente, conversar e debater publicamente. Inicialmente, os debates do Cine Clube Janela contarão apenas com um debatedor convidado por mês e na medida do seu crescimento e da forma como as coisas forem se arrumando, ampliar o projeto.

O Cine Clube Janela acontece na sala de vídeo do SESC Fortaleza, localizado entre o Dnocs, da Duque de Caxias, e o Mercado São Sebastião, sendo a entrada o SESC pela rua General Clarindo de Queiroz, 1740, em frente do Mercado São Sebastião, no Centro.

Abaixo a programação completa inaugural do Cine Clube Janela no mês de Agosto.

CINE CLUBE JANELA – Agosto 2012 – Mostra Clássicos da Ficção Científica.

Dia 02 – O Planeta Proibido (Forbidden Planet, 1956), de Fred M. Wilcox

Uma expedição terrestre chega a Altar 16 para verificar a situação de uma colônia de cientistas. Na base, eles encontram dois sobreviventes: o Dr. Morbius, que dobrou seu intelecto com o uso de tecnologia alienígena, e sua filha. Os demais foram atacados por forças ocultas que vagam pelo planeta. O roteiro, inspirado na peça A tempestade, de Shakespeare, depois foi adaptado para a literatura por W.J. Stuart. Além dos excelentes efeitos especiais, para a época, o filme traz um dos mais famosos e influentes personagens de ficção científica da história do cinema internacional: Robby, o Robô (que apareceria em outro filme, O menino Invisível (1957).

Também serviu de inspiração para a futura série Star Trek.

Dia 09 – Admirável Mundo Novo (Brave New World, 1998), de Leslie Libman e Larry Williams.

O cientificamente possível e é eticamente viável? Uma ‘fábula’ futurista relatando uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas. Não haveria vontade livre, abolida pelo condicionamento; a servidão seria aceitável devido a doses regulares de felicidade química e ortodoxias e ideologias são ministradas em cursos durante o sono. Com uma estrutura social estabelecida em todo o planeta, dividida politicamente em dez regiões. A história conta que, após um terrível período – A Guerra dos Nove Anos – e de um Grande Colapso Econômico, os homens tiveram que escolher entre uma Direção Mundial fundamentada em determinados princípios de controle, ou a destruição da humanidade. A Sociedade descrita é, assim, um Estado Mundial, onde a guerra foi eliminada, e o principal objetivo dos que a conduzem é impedir, a todo o custo, que os seus membros causem qualquer perturbação.

Conheça o trailer original de Admirável Mundo Novo.

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Este filme é baseado no livro Admirável Mundo Novo, do escritor inglês Aldous Huxley, publicado em 1931. Teve várias adaptações para o cinema e a TV.

Dia 16 – Daqui a Cem Anos (Things To Come, 1936), de William Cameron Menzies

100 anos na História da humanidade, dos anos 1930 até o século XXI. Num passado inimaginável, o mundo enfrenta uma devastadora guerra planetária e uma praga mundial nos anos seguintes. A Humanidade consegue reerguer-se das cinzas e a reconstruir a civilização em direção à conquista do espaço. Mas a tecnologia pode não ser suficiente para se alcançar uma nova humanidade.

Confira o trailer de Daqui a 100 Anos.

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Estrelado pelo consagrado ator Raymons Massey, de Vidas Amargas e da série clássica Dr. Kildare, Daqui a 100 anos é a adaptação cinematográfica do clássico de H. G. Wells, feito numa época em que a aventura de produzir o futuro era tão fascinante como imaginar esse mesmo futuro.

Dia 23 – Crimes do Futuro (Crimes of the Future, 1970), de David Cronenberg. Elenco: Ronald Mlodzik, Jon Lidolt, Tania Zolty, Jack Messinger, Paul Mulholland.

Um jornalista, com o intrigante nome de Adrian Tripod, investiga a mortes de quase todas as mulheres adultas do planeta. Tripod descobre que as mortes podem ter sido causadas por cosméticos venenosos fabricados por uma corporação, que também está envolvida na coordenação de uma rede internacional de prostituição juvenil.

Dia 30 – A Semente do Homem (Il seme dell’uomo, 1969), de Marco Ferreri. Elenco: Marco Margine, Annie Wiezemsky e Annie Girardot.

Sobreviventes de uma misteriosa “peste” (atômica? química? bacteriológica?), Cino e Dora se refugiam em uma casa perto do mar. Ele recolhe os restos da civilização destruída, ela cuida da sobrevivência. Ao contrário de Dora, Cino quer um filho, muitas crianças, pois a humanidade tem que ressurgir e continuar.

Escrito por Louis Bazzini, este conto apocalíptico que retrata a dissolução da humanidade, possui imagens absurdas sob a forma de um drama de Samuel Beckett. A apurada escassez de meios é o estilo do diretor. O esqueleto da baleia branca, tão bela como uma escultura de Henry Moore, é o único luxo cinematográfico. O niilismo de Marco Ferreri toca aqui um de seus vértices.

Com o nome de Cinclube Janela Sesc você o encontra no facebook ou pelo e-mail cineclubejanelasesc@gmail.com Executo a programação dos filmes sob a coordenação de Antônio Alves, um cinéfilo empenhado na democratização de cultura.

Onde assistir

O Cine Clube Janela acontece todas as 5º feiras, às 17 horas, na sala de vídeo do SESC Fortaleza, rua Clarindo de Queiroz, nº 1740, em frente ao Mercado São Sebastião, no Centro. A entrada é gratuita.

 

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BLADE RUNNER – os 30 anos de um cult

Publicado em 26/07/2012 - 6:34 por | Comentar

Há  exatos 30 anos, em 26 de julho de 1982,  estreava nos cinemas brasileiros Blade Runner, o Caçador de Androides. Não é por poucos motivos que o filme tornou-se um inegável marco na história do cinema.

Nos EUA,  o filme baseado em livro de Philip K. Dick (Do Androids Dream of Electric Sheep) e dirigido por Ridley Scott (que vinha do sucesso de Alien, o Oitavo Passageirode 1979) competia pela bilheteria com o comovente E.T. de Steven Spielberg, sem conseguir agradar ao público. Hoje, entretanto, é considerado um cult. E não é por menos: para ter uma ideia, em 2004, o jornal britânico The Guardian convidou 60 cientistas a eleger o melhor filme de ficção científica de todos os tempos e Blade Runner só ficou atrás de 2001, Uma Odisseia no Espaço (o que não é nada vergonhoso)

Para rever (ou conhecer): a  sugestiva abertura de Blade Runner, com trilha sonora do grego Vangelis  e uma Los Angeles sombria:

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A repercussão fraca no lançamento é atribuída não só à concorrência com o filme de Spielberg, como ao clima de discórdia que imperou no set de filmagem (principalmente entre o diretor e Harrison Ford), assim como às interferências abusivas dos produtores na primeira versão e às críticas incisivas da imprensa. Ou, ainda, ao desagrado dos estadunidenses para com a transformação da  ensolarada Los Angeles em um ambiente soturno e sujo. A cidade onde vive o detetive Rick Deckard – Ford, que já conquistara o público com os personagens Hans Solo, de Guerra nas Estrelas (1977)  e Indiana Jones, em Os Caçadores da Arca Perdida (1981) -,  é chuvosa e escura como a Gotham City (Ridley Scott até quis dar este nome ao filme) de Batman.

Depois de tanta polêmica com a primeira versão da estreia nos EUA, a obra rendeu pelo menos outras quatro versões expressivas (embora existam mais variações sobre o tema): a do lançamento internacional (também em 1982), a do diretor (1992), a “definitiva” (2007) e a versão final (final cut) com algumas cenas prolongadas, que consta em edições especiais do DVD. Cada uma das mudanças deu o que falar, mantendo o filme “vivo”, com novos detalhes para ser degustados prazerosamente pelos fãs. Mais de vinte anos depois da estreia, em 2007, foi feita até uma filmagem extra: a fuga da androide Zhora (a atriz Joanna Cassidy ficou feliz em declarar que, mesmo depois de tantos anos, não precisou de nenhum ajuste no figurino original).

Joanna Cassidy como a replicante Zhora, com a cobra que era bichinho de estimação da atriz.

UM FUTURO CONTAMINADO PELO PASSADO

Blade Runner se passa em 2019, quando a Terra está em plena decadência. O futuro, porém, apresenta uma estética um tanto retrô, inspirada em filmes noir, quadrinhos de ficção científica franceses e em Metrópolis (1927), de Fritz Lang (outro clássico). Há gigantescos outdoors eletrônicos em uma “cidade falante”, androides virtualmente idênticos a humanos, carros voadores, computadores… e, por outro lado, guarda-chuvas, ventiladores e jornais impressos (na visão de Scott, está resolvida a tal polêmica quanto ao fim do jornal devido ao avanço da internet). A mistura de passado e futuro mostra novos tipos de exclusão social – principalmente tecnológica – , dá um tom atemporal à trama e a torna ainda mais propícia à mitificação por parte dos fãs.

Harrison Ford é o detetive Rick Deckard, encarregado de exterminar os andróides

Nesse cenário, o detetive Deckard é convocado para um último trabalho: exterminar alguns androides rebeldes da geração NEXUS 6, a mais avançada, superiores em força e agilidade, com inteligência no mínimo igual à dos engenheiros genéticos que os criaram (alguns, com o requinte de memórias artificiais implantadas, são tão perfeitos que podem não conhecer a própria natureza). Os quatro replicantes que serão perseguidos por Deckard teriam invadido a Terra para descobrir uma maneira de prolongar seu tempo de vida e questionar os desígnios do “criador”.

Entre as modificações importantes nas diferentes versões do filme, há as impostas à primeira, para torná-lo mais digerível – com redução da violência, inserção do texto em off de Deckard explicando os acontecimentos (que Harrison Ford detestou gravar), e o acréscimo de um final feliz improvisado - a viagem de carro, na verdade emprestada de O Iluminado: cenas inéditas descartadas no último corte por Stanley Kubrick. Já a versão do diretor traz uma sugestão de que Deckard poderia ser um replicante.

Daryl Hannah, em começo de carreira, interpretou a androide Pris

O FRANKENSTEIN QUE DEU CERTO

A trama coloca em evidência a ética duvidosa que rege alguns avanços científicos. O tema antigo (nem por isso menos atual e interessante) trabalha o grotesco em uma das (diversas) releituras do Frankenstein de Mary Shelley, resgatando a reflexão de até que ponto homens podem tornar-se monstruosos ou monstros são capazes de revelar-se humanos. Com tantos recortes e acréscimos, aliás, o próprio filme pode ser considerado um Frankenstein.

A trilha sonora de Vangelis é uma preciosidade a mais, que sublinha instantes dramáticos com maestria, realçando a insegurança de um mundo repleto de explosões e abismos (físicos, éticos, afetivos), e confere uma delicadeza sensual para os momentos românticos. Mas ela também não escapou da saga de reedições. As oficiais foram: a do lançamento, em 1982, com faixas executadas pela New American Orchestra; em 1994, a trilha sonora original, com composições de Vangelis não utilizadas no filme e, em 2007, uma nova edição, com músicas extras.

Ouça o blues Memories of Green, tema de amor para Deckardt (Harrison Ford) e Rachel (Sean Young), com uma seleção das cenas românticas do filme:

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Outro fator que contribuiu para Blade Runner não ser esquecido com o passar do tempo é o  tema. O gênero ficção científica, no cinema ou em outros formatos estéticos, muitas vezes utiliza seres, tempos e mundos diferentes para falar… da humanidade. Os replicantes querem aumentar seu curto tempo de vida. E quem de nós não pensa que a vida deveria ser um pouco (ou muito) mais longa? A diferença, no caso, é que eles podem encontrar, em carne e osso, o seu “deus” que, em muitos aspectos, não é nem um pouco superior, para pedir explicações e acertar contas…

O ator holandês Rutger Hauer em cena emblemática do filme

Harrison Ford deu ao detetive relutante não só verossimilhança, mas ao mesmo tempo frieza e sensibilidade. Através de seus olhos, conhecemos, com espanto e ironia, a estranha distopia futurística. Deckard, que não gosta nem um pouco do trabalho que precisa realizar, é o exterminador e, contraditoriamente, quem mais se deixa sensibilizar pela “humanidade” dos androides.

A sequência antológica, inesquecível, é quando o detetive finalmente testemunha essa humanidade em sua forma mais comovente, com o gesto (de compaixão?) do replicante Roy Batty (Rutger Hauer). Hauer, aliás, tem parte considerável de responsabilidade pela cena marcante, pois modificou o texto e deu a ideia de acrescentar a pomba, cujo voo é o ponto final (ou talvez as reticências) para a bela frase que ficou na história do cinema.

Veja um trecho da sequência antológica do confronto entre Deckard (Ford) e Batty (Hauer)

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Roy lamenta que, com sua morte, todos os momentos únicos vivenciados por ele fiquem “perdidos no tempo, como lágrimas na chuva”. E não é este o destino de nossas vidas? O fim de cada instante, por mais intenso e belo, no qual compartilhamos a força e a fragilidade, os defeitos e virtudes que nos tornam tão mortais e maravilhosamente humanos?

Ficha Técnica

BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDROIDES (Blade Runner, EUA, 1982), de Ridley Scott. Com Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, M. Emmet Walsh, Daryl Hannah, William Sanderson, Brion James, Joe Turkel, Joanna Cassidy. Warner. 118 min.

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Crítica – um equívoco chamado PROMETHEUS

Publicado em 28/06/2012 - 19:32 por | 13 Comentários

Categorias: CRÍTICAS DE FILMES

Ridley Scott retorna ao universo de Aliens em Prometheus e mesmo direcionando a temática para a origem do homem não consegue por em discussão as diversas questões que formula

Grandes cineastas cometem equívocos e eles estão escondidos nas “pré-sequências”. Em 1984, Peter Hyams fez 2010 – o Ano em que Fizemos Contato, uma inútil e horrorosa pré-sequência para “explicar” as questões de várias ordens contidas em 2001: uma Odisséia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick; em 1999, George Lucas iniciou com Star Wars – a Ameaça Fantasma, uma nova trilogia (complementada por O Ataque dos Clones/2002; e A Vingança dos Sith/2005) para “explicar” a trilogia Guerra nas Estrelas, que se tornara clássica;  e mais recentemente, o holandês Matthijs van Heijiningen Jr., aceitou estrear em Hollywood realizando A Coisa (The Thing, 2011) a pré-sequência de O Enigma do Outro Mundo (1982), de John Carpenter (por sua vez uma refilmagem de O Monstro do Ártico/1951, de Christian Nyby), um desastre que sequer foi lançada nos cinemas brasileiros.

É evidente que o elemento comum envolvendo a produção de pré-sequências é o dinheiro. Fez sucesso? Então o negócio é esticá-los – seja para a frente ou para trás do tempo. E em comum a essas pré-sequências citadas acima é que todas, indistintamente, resultaram em filmes de parca qualidade. George Lucas, ao contrário dos outros, conseguiu engabelar muita gente com 3 filmes ruins e ficou ainda mais rico. Merece mesmo se aposentar.

O mais novo rebento de Hollywood a ingressar na seara das pré-sequências é Ridley Scott. Há alguns anos, em entrevistas, ele revelara que a franquia estava morta depois que a Fox investira em duas produções intituladas Aliens x Predador. E agora, depois de anos pensando em como retornar ao admirável Alien – o 8º Passageiro (1979), realiza uma prequel misturando religião, ciência, existencialismo, cibernética, poder via armamentismo e por aí vai.

Amigo do homem

Para isso, Scott utiliza-se de um personagem da mitologia grega, o deus Prometeu. Por querer a igualdade entre humanos e deuses, Prometeu, expulso do Olimpo, revoltado, rouba o fogo divino (o conhecimento) e o doa ao homem, sendo por isso acorrentado ao cume do monte Cáucaso por 30 mil anos, enquanto todos os dias uma águia come o seu fígado (que se regeneraria a noite). O semideus Hércules acaba libertando-o do sofrimento.

O mito do deus amigo do homem é transporto por Scott para a ficção científica e inserido como o nome da nave espacial que leva os 17 humanos para uma constelação nos confins do universo, a qual foi detectasda em uma série de figuras e objetos encontrados por arqueólogos em cavernas de diversos locais do planeta.

Jon Spaihts e Damon Lindelof, os roteiristas, iniciam a história (inspirado no livro Eram os Deuses Astronautas?, de Erich Von Daniken) com uma premissa interessante: na tal constelação deve estar guardada a pista sobre a origem da humanidade – e quiçá, do universo. A viagem nasce do interesse da ciência em investigar e se apropriar do conhecimento e se conclui como uma proposição do poder das grandes corporações – como a Weyland, a gigantesca corporação que assume o investimento.

Dentro desses temas, Spaihts e Lindelof, à medida que a narrativa corre, vão espalhando diversas temáticas – a religiosidade da cientista Elizabeth Shaw (Naomi Rapace), o ateísmo do namorado dela, Holloway (Logan Marshall-Green), o dinheiro que gera a presença de um grupo de tripulantes, o robô inteligente, David (Michael Fassbender), concebido pelo homem à sua imagem e semelhança, o uso dos “aliens” como futuras “armas de destruição em massa” (premissa essa retirada dos Aliens de 1979 e 1984), a sede do homem pelo poder e a imortalidade (evidenciada com o surgimento do velhinho Weylan na nave com uma horrorosa maquiagem encobrindo o rosto do ator Guy Pearce), e, a última delas, o encontro com o desconhecido (aquilo que o homem não conhece) e suas consequências.

Sem Filosofia

Evidentemente, temáticas relevantes, as quais os roteiristas e Scott procuram discutir com as ações dos personagens. O problema é que essas discussões se tornam inócuas ao longo de uma narrativa lenta e dialogada em excesso. O silêncio, no cinema, pode valer mais do que dúzias de personagens falantes. E na ficção científica, isso fica ainda mais evidente.

As questões temáticas acabam se misturando e se anulando e o enredo tenta ressalvar cada uma delas impondo “surpresinhas” à medida em que os acontecimentos se encaminham para o fim – um dos cientistas é testado como cobaia, a fria e autoritária Meredith Vickers (Charlize Theron) é filha de Weyland, a área extraterrestre pela qual trafegam os cientistas é uma nave espacial, a missão da Weyland é ficar imortal e se utilizar dos aliens como uma “arma de destruição em massa” e dominar a Terra, etc.

Com isso, a principal temática que aflora ao final do filme, a de que o homem não está recebendo a oferta do fogo dos deuses, mas simplesmente se apropriando do conhecimento alheio passa batida à percepção do espectador.

Na inócua trama de Prometheus, visivelmente inspirada em 2001: uma Odisséia no Espaço, sobra tempo ainda para um final absurdo que remete a uma ficção científica de má qualidade, Planeta Vermelho (1970), de Anthony Hoffman.

A questão que deveria ser a mais relevante na história e a que motiva o espectador a ver o filme, a religiosa, envolvendo a origem do homem, fica restrita a crença em Deus da personagem central, a cientista Elizabeth Shaw, simbolizada no crucifixo que traz em seu pescoço e pelo qual ela luta.

Por sua vez, emerge com uma visível força dramática a temática da sexualidade feminina, a mulher como instrumento da criação, seja via ato sexual ou da inseminação. Neste quesito, a sequência do aborto do alien é uma das mais terríveis já vistas no cinema.

É nessa desigualdade que Prometheus navega. Mas, o que compromete de vez o filme é o resultado de não chegar a lugar algum, a de não trazer ou expor nada de novo e ainda sugerir que tudo possa ser revelado na próxima sequência.

Não é nada de se estranhar a preocupação da Fox com o seu investimento de US$ 130 milhões, do qual só conseguiu abater, até agora, no mercado estadunidense, US$ 96,6 milhões (o que deve dar em cerca de US$ 40 milhões para os seus cofres) e mais US$ 130 milhões no mercado internacional (renda bruta, mas terá ainda o desconto de tributos e outros ítens).

Ao deixar mais questões em aberto do que responder as indagações que formula e daí, não gerir a reflexão no espectador, Prometheus se torna um grande equívoco. A franquia Aliens, mesmo coma inserção da questão religiosa da criação do homem, não tem mais nada a acrescentar. Prometheus, ao contrário do que promete, não oferece fogo algum aos humanos.

Mais informações

Prometheus (Prometheus, EUA, 2012), de Ridley Scott, com Naomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron e Guy Pearce. Fox. 126 minutos. 14 anos.

Veja o trailer 3 de Prometheus.

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Ranking EUA – MADAGASCAR 3 supera PROMETHEUS

Publicado em 12/06/2012 - 10:13 por | Comentar

A família fez a diferença na escolha do filme mais visto nos cinemas estadunidenses no fim de semana de estréias, compreendido entre sexta, 8, a domingo, 10. Madagascar 3 – os Procurados, animação da Dreamworks, embalada por gente grande e miúda, deixou para trás a ficção científica da Fox, Prometheus, por uma diferença de US$ 10 milhões. A aventura Branca de Neve e o Caçador, da Warner, desceu para o terceiiro lugar, e MIB 3, da Columbia, para o quarto. Confira a análise do Ranking

Produzido pela Dreamworks e distribuído pela Paramount, Madagascar 3: os Procurados (Madagascar 3: Europe’s Most Wanted), foi a animação da série a faturar menos na estréia, mas ainda assim obteve um lançamento muito forte, com US$ 60,350 milhões nos 4 primeiros dias (a estréia foi na 5ª feira, 7), contabilizado de 4.258 cinemas, o que lhe dá o posto de 4ª maior abertura do ano. Para efeito de comparação, em 2005, Madagascar (custo, US$ 75 milhões; arrecadação mundial, US$ 532,6 milhões) alcançou nada menos de US$ 61 milhões na estreia; e, 3 anos depois, Madagascar 2 (custo, US$ 150 milhões, faturamento mundial, US$ 603,9 milhões). US$ 60,2 milhões foi a renda inicial obtida nos EUA por Kung Fu Panda (2008, custo de US$ 130 milhões; arrecadação de US$ 631,7 milhões em escala mundial).

Confira o trailer de Madagascar 3.

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Segundo os analistas, a família fez a diferença ao escolher um filme para assistir junta no final de semana e o eleito foi Madagascar 3. Na avaliação, colocam  que o último filme lançado para a família foi há 3 meses, O Lórax – em busca da trúfula perdida (custo, US$ 70 milhões, US$ 212 milhões arrecadados nos EUA e mais US$ 97 no mercado internacional). Em termos de público presente nos cinemas, 56% eram do público feminino e jovens (54% com idade inferior a 25 anos), segundo a avaliação do CinemaScore. Outro fator que ajudou o filme a obter a liderança foi que a venda de ingressos em 45%. No enredo da animação, os velhos amigos agora estão na Europa e tentam retornar ao zoológico de Nova York, de onde fugiram. Com essas estreias fortes, os 12 primeiros filmes do Ranking estabeleceram uma arrecadação de US$ 172 milhões, 30% a mais em relação do mesmo período do ano passado. No exterior, em 28 países, a animação já conferiu a soma de US$ 75 milhões.

Uma equipe de cientistas e arqueólogos descobre um mapa interestelar que pode esclarecer a origem do universo e a da própria existência da própria humanidade, e, para isso, é enviada a um planeta nos confins de uma uma outra galáxia . Com esse enredo promissor, o inglês Ridley Scott faz uma pré-sequência de Aliens – o 8º Passageiro (1979, custo US$ 11 milhões; renda mundial de US$ 104,9 milhões) capaz de chamar a atenção do grande público estadunidense, o qual deixou nas bilheterias exatos US$ 50 milhões, uma das melhores estreias em 2º lugar no ano.

Confira o trailer de Prometheus.

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Na comparação feita por Ray Subbers, do Mojo, Prometheus foi batido por A Origem (2010, custo de US$ 160 milhões, arrecadação mundial US$ 825,5 milhões), de Christopher Nolan, que arrecadou US$ 62,8 milhões, mas bateu Super 8 (2011, custo US$ 50 milhões, arrecadação mundial de US$ 259,9 milhões), cujo faturamento inicial foi de US$ 35,4 milhões. É a segunda melhor abertura de um filme de Scott, só superada por Hannibal (2001, custo US$ 87 milhões, bilheteria mundial de US$ 351,6 milhões). Em termos de franquia, bate também a de Aliens x Predador (2004, custo US$ 70 milhões, faturamento mundial US$ 172,5 milhões). Na pesquisa do CinemaScore a ficção científica teve uma audiência de 57% de homens e 64% acima de 25 anos e de 60 anos. Os cinemas em 3D representaram 54% da venda de ingressos enquanto as salas IMAX entraram com 18%. É ver como a nova obra de Scott vai se sustentar ao longo da semana. Anote: no exterior, em 35 mercados, já conquistou US$ 91,5 milhões.

O terceiro lugar no Ranking ficou com a aventura Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the huntasman, Universal, custo de US$ 170 milhões), de Rupert Sanders, a adaptação livre do clássico universal infantil dos irmãos Grimm (publicado entre 1912 e 1922) e que agora apresenta a bela princesa como uma guerreira. Como é tempo de “adaptação livre” em Hollywood, ou seja, uma época em que os roteiristas têm direito a dar outras versões nas histórias da mitologia, literatura, séries, etc., não é de se estranhar essa novidade quanto a Branca de Neve. Mas, vamos lá: depois da forte estreia obtida na semana passada, o filme parece que não vai ser esse sucesso todo com a queda de 59% na frequência do público, arrecadando apenas mais US$ 23 milhões. Agora, a película em 3D contabiliza US$ 98 milhões no mercado interno em mais US$ 83 milhões no exterior.

Descendo para o 4º lugar, a comédia de ficção científica Homens de Preto 3 (Sony, custo de US$ 225 milhões), ou MIB 3, teve uma queda expressiva de 52%, o que lhe deu uma renda semanal de apenas US$ 13,5 milhões. Em 17 dias em cartaz, o filme de Barry Sonnefeld jáarrecadou US$ 148 milhões no mercado interno e, mais expressiva ainda, a arrecadação no exterior: US$ 352,1 milhões.

Também em queda, mas de bucho cheio, a ficção científica oriunda dos quadrinhos Os Vingadores (Disney, custo US$ 220 milhões), abatido em 47%, arrecadou mais US$ 10,8 milhões. Com isso, o seu faturamento no mercado estadunidense (e mais canadense) se aproxima dos US$ 600 milhões. Verifique o arrecadado no mercado externo: US$ 824,4 milhões.

Confira os números do Ranking EUA no final de semana de 8 a 10 de junho.

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PROMETHEUS – uma promessa de reflexão sobre o homem e o seu futuro

Publicado em 01/05/2012 - 21:47 por | Comentar

Categorias: VEM POR AÍ

Entre as tantas atrações hollywoodianas nesta temporada de férias (verão para os estadunidenses) escolhi a ficção científica Prometheus como a minha grande expectativa. Por vários motivos: a concepção das grandes corporações assumindo o controle da conquista espacial, a idéia de robôs humanamente perfeitos, a exploração dos mistérios do universo e a maravilha das naves espaciais são temas intrigantes. E a Weyland como uma mega empresa que se utiliza da sacanagem para progredir me reporta à antiética que marca o mundo dos negócios, suas grandes corporaçõesa, os maus políticos e suas cachoeiras. Tudo aquilo que nos faz pensar nos rumos da sociedade e do destino do homem. Além disso, é o retorno de Ridley Scott à ficção científica, o gênero no qual consegue trabalhar com mais criatividade e ser visto como um criador de cults, casos de Alien - o 8º Passageiro e Blade Runner – Caçador de Andróides , obras inquietantes. Prometheus merece a expectativa? O marketing utilizado pela Fox utiliza-se da criatividade ao estabelecer a Weyland Industries Corporation como uma empresa de verdade e pela qual as notícias do filme são viabilizadas. Vejamos…

Scott trabalha, há mais de 3 anos, para concretizar Prometheus. O enredo é intrigante: uma nave espacial sai da Terra no final do século XXI, mais propriamente em 2094, levando a bordo uma equipe de cientistas, a qual, de posse de um mapa estelar das culturas asteca e mesopotâmica, aponta um planeta nos confins da galáxia que gera a suspeita de conter o segredo da criação do homem e do universo. Mas, lá, encontram mesmo é uma ameaça.

Atente para isso. A idéia do argumento de Prometheus surgiu a partir da leitura dos livros de Erich von Daniken, autor de Eram os Deuses Astronautas? Segundo Daniken, a existência humana e a evolução tem a ver com a presença de seres alienígenas em nosso passado. “Tanto a NASA quanto o Vaticano concordam que é quase matematicamente impossível que nós possamos estar onde estamos hoje, sem que tenha havido uma pequena ajuda ao longo do caminho. E é para isso que nós estamos olhando”, revela Scott. “Estamos falando de deuses e engenheiros. Engenheiros do espaço. Foram os Aliens concebidos como uma forma de guerra biológica ou só a biologia que entrar e limpar o planeta?”, finaliza.

Com esse enredo intrigante Prometheus se torna um filme com uma gama imensa de possibilidades para reflexão. Scott evita dizer que a sua nova ficção científica, a qual deverá reabilitar a sua carreira, seja uma pré-sequência de Alien, o 8º Passageiro, mas admite que tem “cadeias de DNA entre eles”.

Conheça o trailer internacional extendido (ainda sem legendas) de Prometheus.

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Prometeu, na mitologia grega, foi o titã que, simpatizante dos homens, roubou o fogo dos deuses para oferecê-lo aos homens e, por isso, acabou punido por Zeus, que mandou amarrá-lo a uma rocha do monte Cáucaso e, diariamente, seu fígado ser bicado por águia por 30 mil anos ou ser substituído por outro imortal. O fogo, obviamente, era o conhecimento. Hércules tira-o do martírio ao trocá-lo pelo centauro Quiron, que tinha sido atingido por uma flecha e estava condenado a viver eternamente com a dor.

Veja o trailer de Prometheus em que Peter Wayland, dono da Weyland Industries Corporation fala sobre a sua empresa, e a mitologia grega de Prometheus, uma das filosóficas cenas do filme de Ridley Scott.

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A Weyland Yutani Industries Corporation é uma ficticia empresa criada por Ron Cobb, o desenhista da nave espacial Nostromo e dos trajes espaciais de seus tripulantes. Logomarcas da empresa são vistas em duas cenas da nave descendo no planeta dos aliens em Alien – o 8º Passageiro (1970). Mas foi James Cameron quem ampliou a dimensão da empresa em Aliens – o Resgate (1986), como uma mega-corporação. Ridley Scott, agora, em Prometheus, a amplia como uma empresa que se utiliza dos piores atos de indecência e antiética corporativa em nome do lucro. A mega empresa produz, além de produtos tecnológicos, armas (vistas nas armas da série Firefly), robôs e até naves espaciais, como a Nostromo e a Prometheus. Esta última é capaz de atravessar grandes distâncias cósmicas utilizando o conhecimento humano em 2094. Conheça o croqui da nave Prometheus liberado pela Weyland Corporation.

A nave espacial Prometheus, criada pela Weyland Industries Corporation, nada tem a ver com outra nave extraordinária, com o mesmo nome, que é uma das estrelas tecnológicas da série de televisão Stargate, capaz até de terraformar um planeta dando-lhe as condições ambientais da Terra, e nem com o projeto de uma nave espacial levado a cabo pela NASA em 2003 e inviabilizado em 2006 pelo orçamento de 430 milhões de dólares.

Para conhecer tudo sobre a Weyland Industries Corporation, visite o seu site, acessando aqui > https://www.weylandindustries.com/

Outra das criações da Wayland Industries Corporation para acompanhar a missão dos tripulantes da nave Prometheus é um robô de última geração chamado David 8 (interpretado por Michael Fassbender).  

Conheça o androide David 8 assistindo uma entrevista em que fala sobre os seus propósitos conforme a sua criação pela Wayland Corporation.

Datas de estréia

EUA – 8 de junho

Brasil – 15 de junho

Confira a featurette de Prometheus disponibiliza há 5 dias pela Fox.

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ÁREA Q em exibição pública na área q

Publicado em 20/04/2012 - 19:41 por | Comentar

Categorias: EVENTOS

Enquanto está em exibição em 61 salas de cinema do País, a ficção científica Área Q, de Gerson Sanginitto, produzido pela Estação da Luz, após a exibição desta sexta  feira em Quixadá, chegará as praças públicas, amanhã, em Quixeramobim, e domingo, em Senador Pompeu. As cidades cederam seus cenários para o filme

Será o agradecimento da equipe de produção e da Estação da Luz ao apoio recebido das prefeituras e da população dos citados municípios. A película já foi exibida, nesta sexta, em Quixadá. Nas demais cidades, acompanhe:

Quixeramobim
Sábado, 21 – 20h
Praça da Matriz

Senador Pompeu
Domingo, 22 – 20h
Centro de Feiras e Eventos

As exibições contarão com as presenças de Halder Gomes, o produtor executivo, Willa Lima, diretora de produção de lançamento do filme, e os atores Ricardo Conti (Eliosvaldo), Sol Moufer (Maria das Graças) e Karla Karenina (Dra. Luíza).

 

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Ranking EUA – JOGOS VORAZES continua abocanhando

Publicado em 16/04/2012 - 20:15 por | Comentar

No último final de semana, de sexta, 13, a domingo, 15, 10 filmes estrearam nos circuitos dos EUA. Os títulos mais fortes, a comédia Os 3 Patetas, a comédia de horror The Cabin in the Wood, e a aventura de ficção científica Lokhout, não tiveram força suficiente para desbancar a liderança de Jogos Vorazes, que assim assegura a liderança, pela 4ª semana consecutiva no Ranking de bilheteria do cinema estadunidense. É o primeiro filme a conseguir essa façanha desde 2010, quando Avatar se manteve líder. Por sua vez, o relançamento de Titanic, em 3D, obteve apenas o 4º lugar entre os dez primeiros do Ranking

Segundo Ray Subbers, analista do Box Office Mojo, deve ser levado em consideração um fato primordial para se entender a posição de liderança de Jogos Vorazes: os caminhos diferentes tomados pelos espectadores.  Enquanto os homens migraram para os 3 filmes em estréia, as mulheres seguiram direção oposta e trataram de manter Jogos Vorazes na liderança, que graças a esse apoio inesperado conseguiu ultrapassar a marca de US$ 300 milhões em arrecadação apenas nos EUA. E olhe que o índice de queda foi de frequência de público foi na ordem de 35%. Embora não seja um sucesso estupendo no mercado internacional, ainda assim já abocanhou US$ 194 milhões e neste próximo final vai superar os US$ 200 milhões. No Ranking doméstico, Jogos Vorazes é o 22º colocado, com US$ 300,1 milhões. Apostam os analistas que deve chegar, ao final de sua temporada, com cerca de US$ 370 milhões. Mas, Subbers aponta que, mesmo sem conseguirem derrubar o líder, tanto os Os 3 Patetas quanto Cabin in the Wood não fizeram feio e estabeleceram bons números nesses 3 primeiros dias em cartaz. De certa forma, Lockhout decepciona por ser uma produção de Luc Besson.

Em segundo lugar no Ranking e em primeiro entre as estreias, a comédia Os 3 Patetas, dirigido por Bobby Farrelly, arrecadou a boa quantia de US$ 17,1 milhões. Embora seja a melhor estreia dos irmãos Farrelly entre os seus filmes feitos nos últimos 10 anos, perdendo apenas para O Amor é Cego (2001), que obteve US$ 22,5 milhões, e Eu, Eu e Irene (2000), com US$ 18,8 milhões, a arrecadação foi anterior as de outras adaptações de séries da televisão dos anos 60, como O Agente 86 (2008), com US$ 38,7 milhões, e A Feiticeira (2005), com US$ 20,1 milhões.

Confira o trailer de Os 3 Patetas.

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Os 3 Patetas teve um orçamento baixo, de US$ 30 milhões, o que dá aos Farrelly a esperança de pelo menos empatar os custos e, ainda, tirar uma laminha por fora. A história mostra os Moe (Chris Diamantopoulos), Larry (Sean Hayes)  e Curly (Will Sasso) tentando salvar o orfanato no qual estiveram na infância e acabam se envolvendo em uma trama de assassinato. Subbers lamenta que o fato dos cômicos terem sido trazidos para a época moderna fez o filme perder a sua originalidade e, por consequente, se mostrou anacrônico. Era de esperar que as mulheres desprezassem o filme, mas não foi o que aconteceu, pois 42% do público se compunham de mulheres. Outro dado é que 52% do público tinha abaixo de 25 anos.

Cotação do CinemaScore (de  A, excelente, a F, péssimo)
A (excelente), concedida pelos espectadores com menos de 18 anos;
B – Muito bom para todas as demais faixas etárias.

Produzido pela Summit (produtora da série Saga Crepúsculo e que foi comprada no início deste ano pela Lionsgate) e dirigido por Drew Godard, Cabin in the Woods ocupa o terceiro lugar no Ranking. A renda de US$ 14,9 milhões não chega a ser decepcionante, mas, avalia a Lionsgate que poderia ter sido melhor. Havia uma aposta de superaria as rendas de outras comédia de horror, como um dos últimos Todo Mundo em Pânico (que tem 4 filmes) e de Zumbilândia (2009), que arrecadou US$ 24,7 milhões.

Veja o trailer de Cabin in the Woods.

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A abertura prá lá de modesta evidencia que a produtora não vai ter de volta os US$ 30 milhões do investimento. No enredo, 5 amigos (Chris Hemsworth, Kristen Connolly, Anna Hutchison, Franz Krantz e Jesse Williams) vão passar um final de semana numa floresta e acabam se deparando com estranhos fenômenos. Os especialistas apontam que o problema do filme estar em querer ser genérico em termos de alcance de público (entre os personagens estão um atleta e sua namorada, um geek e uma virgem) e não mostra nada em originalidade, quando na realidade deveria ser um simples exercício de terror. Com essa decepção, o público puniu o filme quando indagado pelo site de avaliação CinemaScore. Confira, abaixo.

Cotação do CinemaScore (que vai de A, excelente, a F, péssimo)
Cbom, com restrições;
Público57% masculino; 65% com idade superior a 25 anos

Em 9º lugar, Lockout, a terceira estreia estabelecida entre os 10 primeiros do Ranking, não obteve o interesse do público e foi a maior decepção entre as produções de Luc Besson, o francês cujos filmes que rodados na Europa mesclam aventura e o policial têm a cara e o jeito de filme de Hollywood. O enredo se situa no ano 2079, quando o governo estadunidense constrói uma gigantesca nave espacial para abrigar os condenados por extrema violência. Um homem (Guy Pearce) injustamente condenado por conspiração é chamado para resgatar a filha (Maggie Grace) do presidente, sequestrada pelos bandidos e levada para a prisão espacial em troca da liberdade. Enredo nada original.

Veja o trailer de Lockout.

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Lockout arrecadou meros US$ 6,25 milhões, menos do que outras produções de Besson, como Busca Implacável (US$ 24,4milhões), Carga Explosiva 3 (US$ 12,1 milhões), Colombiana (US$ 10,4) e Dupla Explosiva (US$ 8,2 milhões). Segundo o CineScore o público era predominantemente masculino.

Em 4º lugar, a reedição em 3D de Titanic arrecadou US$ 11,6 milhões, 33% a menos do que na semana passada. O Mojo aponta que o filme de James Cameron obtém a melhor bilheteria entre todos os filmes relançados em 3D, exceto O Rei Leão, que teve, na segunda semana, queda de apenas 27%. Em apenas 12 dias nos cinemas estadunidenses, Titanic 3D já arrecadou nada menos de US$ 44,4 milhões, uma quantia modesta em relação ao “estouro” que , se esperava, fosse acontecer. Cameron gastou US$ 18 milhões para transpô-lo para o 3D. Em compensação, é um sucesso no mercado internacional, onde já abiscoitou US$ 146,4 milhões.

Entre as demais continuações, American Pie: o Reencontro, em 5º, caiu 51% e arrecadou mais US$ 10,7 milhões, chegando agora aos US$ 39,7 milhões. Fúria de Titans 2, em 6º, com queda de 53%, arrecadou pouco mais de US$ 6 milhões e a arrecadação chega a US$ 71,2 milhões. Segundo o Movieline, essa bomba mitológica fechará as sua bilheteria em apenas US$ 80 milhões. Em 7º lugar, a comédia Espelho, Espelho Meu, com uma arrecadação de US$ 6,8 milhões, teve uma queda menor, de 38%, e agora completa o borderô em decepcionantes US$ 49,3 milhões.

Observe só essa: sabe qual é o filme de maior sucesso nas telas estadunidenses depois de Jogos Vorazes? Não? É um filme de artes marciais filipino intitulado The Raid: Redemption. Em apenas 10 dias, já arrecadou 2 milhões e 526 mil dólares. Neste final de semana teve um aumento de público superior a 90% e ganhou mais 700 salas. Seus direitos foram comprados pela Sony/Columbia e, com esse sucesso, deve chegar aos cinemas brasileiros.

Veja o trailer de The Raid: Redemption.

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Filme > Renda 13 a 5/04 º > Queda > Renda Total > Orçamento > Semanas em Cartaz
1 JOGOS VORAZES/Paris > 21,50 milhões –35,1% = 337.07 milhões > 78 milhões > 4
2. OS 3 PATETAS/Fox > 17,10 milhões > estreia > 30 milhões
3. THE CABIN IN THE WOODS/LG > 14,85 milhões > estréia > 30 milhões
4. TITANIC 3D/Fox > 11,65 milhões –32,7% = 44,41 milhões > 18 milhões > 2
5. AMERICAN PIE 4/Universal > 10,70 milhões –50,3% = 39,90 milhões > 50 milhões > 2
6. ESPELHO ESPELHO MEU/Imagem > 7,00 milhões –36,9% = 49,46 milhões > 85 milhões > 3
7. FÚRIA DE TITANS 2/Warner > 6,96 milhões –53,1% = 71,25 milhões > 150 milhões > 3
8. ANJOS DA LEI/Columbia > 6,80 milhões –32% = 120,565 milhões > 43 milhões > 5
9. LOCKOUT/FD > 6,25 milhões > estreia > 20milhões
10. O LORAX/Universal > 3,02 milhões –40% = 204,48 milhões > 70 milhões >7
Outros Resultados
11. THE RAID: REDEMPTION/Columbia > 1,00 milhão +90,6% = 2.568 milhões – Não/div > 4
16. JOHN CARTER/Disney > 346 mil –58,3% = 68,74 milhões > 250 milhões > 6
Rendas > em milhões de dólares
Fonte: Box Office Mojo/Movieline/The Wrap

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